História Guerra por um lugar - [JK] [V] - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Mitologia Grega
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jungkook, Mitologia Grega, Romance
Visualizações 105
Palavras 2.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vou começar uma fic com base na mitologia grega que eu amo❤
Espero de verdade que gostem e se divirtam lendo!!
Vou inovar bastante e não serei totalmente fiel a mitologia grega okay?
Lembrem se:
S/A : apelido.
Boa leitura.

Capítulo 1 - Para tudo se tem um começo


Fanfic / Fanfiction Guerra por um lugar - [JK] [V] - Capítulo 1 - Para tudo se tem um começo

 _ Ah que bom. Chuva,justo hoje que não trouxe o guarda-chuva.

Falei - usando sarcasmo - olhei para o céu e observei as espessas nuvens escuras que se formavam, deixar cair pequenas gotas de chuva.

Levantei o capuz e enfiei as mãos nos bolsos, acelerando o passo na tentativa de chegar em casa antes de a chuva começar definitivamente.

A rua estava deserta de pessoas,mas ocasionalmente um carro passava em velocidade máxima no asfalto. O vento soprava forte contra meu rosto, me fazendo ter que reecolocar o capuz várias vezes novamente.

Fui atravessar a rua e por costume tirei um lado dos fones de ouvido para ter mais noção do movimento e então percebi uma garota e dois garotos brigando do outro lado da rua - perto de um beco - eles gritavam uns com os outros e os meninos sacudiam a cabeça negando veementemente alguma coisa. Eles deram um passo a frente para perto dela.

Fiquei parada olhando - não que eu estivesse curiosa - mas por eu já ter apanhado bastante do meu irmão mais velho eu sabia muito bem o peso do pulso de um menino e não me perdoaria se ela levasse uma surra sem que eu tentasse impedir.

Eles deram mais outro passo na direção dela e eu nem cheguei a ter tempo de me controlar, já estava atravessando a rua e correndo na direção deles. Minha ideia era terrível,mas eu tinha que tentar.

_ Ei! Ah quanto tempo! - eu falei arfando e colocando a mão sobre os ombros dela, fingindo que a conhecia, ela deu um pulo com o susto e me olhou com os olhos arregalados.

_ S/n ? - ela disse meu nome baixinho.

Por essa eu não esperava,eu REALMENTE conheço você? 

Os garotos me encaravam embasbacados,como se estivessem vendo um fantasma, dei o sorriso mais largo que consegui e voltei o olhar para ela.

_ Sim ! Ah quanto tempo ... é ... - falei com a voz embargada e fiquei estalando o dedo,como se isso fosse me fazer recordar.

_ Penny. - ela se apresentou, parecendo ficar aliviada por eu não a reconhecer.

_ Isso!Penny. - fingi ter uma recordação do nome dela. 

Quem é Penny??? 

_ Vejo que você se reecontrou com uma velha amiga. - um dos garotos, que tinha a pele levemente bronzeada, com os sedosos cabelos tingidos de loiro e usava óculos escuros, falou segurando o riso.

_ Sim. - ela disse olhando para mim e sorriu.

Que porra, tá acontecendo. 

_ Bem, resolva o seu problema você mesma Penny e não nos chame de novo. - o outro garoto mais baixo e super branquelo de cabelos negros disse se virando para ir embora.

_ Sinto muito Penny. Yoongi tem razão, você não faz mais parte! - o menino bronzeado disse fazendo uma feição triste, era tão triste que dava para perceber que era fingimento. Ele nem ao menos parecia ligar.

_ Eles vão me pegar... - ela cochichou com ele,que por sua vez deu de ombros e se virou para ir embora.

Andaram pouco, até um enorme carro preto lustrado e brilhante - da qual eu não sei o nome porque nunca intendi de carros - parar do lado deles na calçada. Entraram e pareciam ter começado a discutir novamente.

Ficamos paradas observando o carro sumir no horizonte.

Um trovão ressoou alto o suficiente para nós duas darmos uma pulo de susto, depois olhamos uma para outra e rimos.

_ Você realmente sabe quem eu sou? - ela perguntou por fim, enrolando, nervosamente, uma mecha dos cabelos dela, na ponta do dedo indicador.

Eu estava admirada até o momento com a beleza dos garotos, mas ela não perdia para eles. Seus longos cabelos loiros formavam grandes ondas grossas, combinando loucamente com sua roupa punk e a maquiagem escura. Seus olhos eram de um castanho profundo.

Mas a pergunta não era exatamente se eu sabia quem era ela, isso porque eu tenho certeza que nunca a vi antes. Eu me lembraria daqueles longos cabelos se eu já os tivesse visto. A pergunta era : como VOCÊ sabe o meu nome?

Mas eu senti que não era a melhor ideia perguntar isso no momento.

_ Na verdade nunca te vi antes! Eu só achei que você precisasse de ajuda. Pensei que os meninos iriam te ... - deixei no ar.

_ Bater? - ela completou rindo amargo. - Não. Eles jamais fariam isso comigo. Eu que estou precisando loucamente de ajuda e os chamei aqui, mas não é mais obrigação deles então ... - ela deu de ombros.

_ Vocês pareciam nervosos. - eu disse olhando o céu nebuloso.

_ Eu fiz uma má, escolha. Quando você souber ... Por favor escolha certo. - ela falou segurando minhas mãos e suas unhas postiças pretas brilhavam como a lâmina de uma faca.

Tudo estava tão estranho desde o começo, ela parecia me conhecer - os meninos também -. Mesmo assim era como se essa conversa não precisse necessariamente ser explicada.

_ Okay ... eu não sei do que você está falando mas tudo bem. - eu disse dando um passo para trás,seria inocência minha apenas acreditar nela.

Penny assentiu e soltou minhas mãos.

_ Bem tenho que ir,obrigada pela boa intenção. - ela falou simplesmente.

_ Não precisa agradecer. Eu posso ajudar? De alguma maneira ... - comecei a perguntar, eu não poderia ignorar que ela precisasse de ajuda e se eu pudesse faria o possível para resolver - ou amenizar - o problema.

_ Não precisa. - ela disse dando um sorriso fraco, depois olhou para a rua como que querendo dizer "tenho que ir não ouviu?" .

_ Então tudo bem, tchau ... - falei em meio a situação mais estranha da minha vida. Quando me virei para voltar o caminho para casa, eu poderia jurar que a ouvi dizer " até logo ".

Não que isso fosse misterioso, até porque não era impossível a que a gente pudesse se ver novamente. Porém de alguma maneira, parecia um "amanhã a gente se vê".

Apertei o passo.

[...]

Cheguei em casa ensopada, a chuva me pegou em cheio no caminho e eu praguejei por ter demorado tanto na rua. Tudo porque tive a atitude perigosa de meio que "enfrentar" a fúria de dois garotos por uma pessoa que nem conhecia.

Além de ter uma impressão estranha deles, tive uma também de Penny, que sabia o meu nome antes mesmo de eu me apresentar. A situação foi inexplicável de um jeito tão absurdo - a discussão,minha intromissão idiota ,fingir que a conhecia,ela me reconhecer,o diálogo sem conexão,o moreno achando tudo muito engraçado,o garoto pálido regeitando ajudá-la e ela dizendo que nós íamos nos ver novamente (mesmo que indiretamente ela disse isso) - que eu acabei resolvendo esquecer isso tudo e fingir que nada havia acontecido.

Para subir até o meu quarto,eu teria que passar em frente a porta da cozinha e sinceramente eu sabia que meu irmão estaria lá, deitado sobre a bancada e todo bêbado. Respirei fundo.

Contanto que ele não me veja ... 

Meu irmão Castiel bebe muito e as vezes fica agressivo, eu tenho que ficar fugindo dos seus dias de depressão. Minha mãe mora em outro país, cuidando da família de um casal podres de ricos, ela ajuda como pode , mandando o necessário para a escola e a comida. Mas Castiel vive dizendo que o dinheiro não dá para nada e que ela nem quer saber mais da gente. Já meu pai. Nunca o conheci.

Passei pela cozinha, pé por pé e subi as escadas correndo feito louca. No quarto fechei a porta e tranquei, talvez ele não estivesse em casa por que não ouvi nenhuma de suas lamentações.

Destranquei ela e abri um pouco, não parecia ter sinal nenhum dele. Aproveitei peguei uma muda de roupa e então esquancarei a porta com tudo e praticamente voei até o banheiro - que era quase de frente para o meu quarto -.

[...]

Me deitei na cama, depois de pegar um pacote de bolachas - pela metade - na cozinha, eu estava com fome mais era isso que tinha para hoje. E fiquei fitando o teto.

 Onde será que ele está? Será que está com problemas? Cast, Cast ... 

Acabei de comer o resto e me virei na cama, a chuva esteve estrondosa por todo esse tempo e não parecia querer se cessar. O barulho era incrívelmente relaxante e joguei as cobertas longe para sentir o frio se misturar com a temperatura do meu corpo. Suspirei. E tudo ficou lentamente escuro.

[...]

*TOC**TOC**TOC*

Abri os olhos, o quarto estava escuro e só alguns segundos depois percebi que alguém batia lentamente e pausadamente na porta.

Senti um frio percorrer pelo meu corpo.

Cast não bate na porta deste jeito ... 

Pensei assustada, olhei para fora - pela janela - percebi que ainda era noite e continuava chovendo, talvez eu mal tivesse fechado os olhos e ALGUÉM estava ali batendo na porta do meu quarto. Alguém que não era Castiel. Me levantei de vagar da cama, com medo de que o barulho que eu fizesse fosse me denunciar. Calcei meus chinelos e peguei um moletom que havia jogado mais cedo na cadeira, o vesti e sem fazer um único barulhinho me escondi no guarda-roupa.

merda, merda ... Será que Castiel quer me assustar? Pra tipo "fazer as pazes"? 

Eu me perguntava roendo as unhas, o barulho se transformou em um estrondo contra a porta e logo depois mais um, e o último que veio seguido de um som de madeira se quebrando secamente.

Quebraram a porta? Que ladrão é esse? 

Meu coração estava a mil e só piorou porque senti como se eu fosse ter um ataque cardíaco quando ouvi um rosnado do lado de fora do guarda-roupa abafado. Era uma mistura de gato quando briga com outro som de um pássaro sendo sufocado. Tudo sendo uma terrível sinfonia acompanha de lamentos sussurrados. O lugar ficou quente e em segundos minha testa já estava escorrendo suor.

Apertei as mãos contra o peito e fechei os olhos. A próxima coisa a se estilhaçar seria eu.

_ Que merda! Ele mandou vocês aqui para quê? - ouvi uma voz grave e bonita em tom de superioridade do lado de fora soar como um trovão.

_ el..e..quer..el..a..me..ma.ndou..aqui. - eu ouvi o som horrível responder a pergunta. Era como se milhões de vozes chorosas estivessem falando juntas com efeito metalizado. Demorei para entender que o que quer que fosse aquilo,estava falando de mim.

_ Mais que coisa. O que querem com ela? - desta vez reconheci a voz,era do rapaz de mais cedo. O loiro.

_ só...m.e..entr..egue...ela. - a voz ressoou com mais intensidade.

_ Cala a boca e volte para casa. - o garoto disse secamente.

A essa altura todo o meu corpo tremia violentamente,mas tive forças - e coragem - para abrir um fresta na porta do guarda-roupa. Então vejo o garoto, com seu leve bronzeado combinando com os cabelos tingidos de loiro em uma posição de ataque contra ... Nada? Não. havia uma coisa lá,a minha vista foi se acostumando com a imagem pútrida e espessa de algo que se parecia um bolor gigante cheio de olhos cor de néon e penas - parecidas com de pássaro - enormes e oleosas que se desfaziam no ar como cinzas na medida que ele se esbarrava nos móveis do meu quarto.

Era tão gigante a ponto de forçar suas largas costas ossudas contra o teto do cômodo e ao seu lado o garoto parecia um boneco.

_ Pai? Você poderia me ajudar? Seu filho Taehyung precisa da sua ajuda para exterminar essa Maldição ... - ele falou forçando voz melancólica,olhando para o teto como que falando para o céu - Ah, digamos que SUA ajuda eu nunca terei e você nunca esteve por perto não é mesmo? Foda-se,eu dou conta do recado sozinho. - disse casualmente,dando de ombros e então um sorriso maléfico desenhou seus lábios adequadamente avermelhados.

Tirou uma pequena faca - que imagino ser uma adaga - prateada de dentro de uma das botas que usava, mesmo de longe eu notei que era linda e talvez muito cara. Brilhava ao mínimo manuseio de Taehyung e parecia muito confortável em suas mãos.

Quando voltei o olhar paracoisa, arfei de terror ao perceber que me observava já a algum tempo, mas não era como se tivesse acabado de descobrir meu esconderijo, com certeza aquilo já sabia desde o início onde eu estava. Se moveu rapidamente para a minha direção e eu rapidamente abri a porta, pulei do guarda-roupa e me esquivei do golpe contra meu corpo, aterrizei no chão de joelhos, soltei um grito de dor e a coisa riu de maneira paranormal.

_ Você está bem? - Taehyung veio correndo até onde eu estava e me pegou pela mão fazendo com que eu ficasse de pé.

_ Sim,o que está acontecendo? Onde está Castiel?

_ Quem é Castiel?

_ Aí meu Deus! - falei colocando as mãos na cabeça.

_ Estou brincando ele está lá embaixo. - ele disse dando um sorriso e uma risadinha.

_ Na verdade a pergunta correta é quem são VOCÊS. - falei apontando para a coisa que parecia desnorteada agora.

_ Eu sou Taehyung,filho de Ares. Ele é uma Maldição. Você está se sentindo segura? - ele perguntou olhando fixamente para a Maldição, que estava como descontrolada na frente do meu guarda-roupa, destruindo tudo com golpes, usando as mãos cheias de ossos curruídos, parecia procurar algo - me procurar talvez. -

Eu não havia pensado nisso ainda, mas com ele eu estava me sentindo segura. Desde que eu ouvi a voz de Taehyung escondida até agora vendo aquilo bem diante de meus olhos.

Mas afinal que merda ele disse? Ares ... 

Meu pensamento nem se completou e Taehyung se moveu despreocupado para o lado da Maldição e ficou a observando por um tempo. Balançou a cabeça como que dizendo "é uma pena" e até tentou tocá-la, mas se empediu antes disso enfiando a adaga nas costelas negras e mofadas da Maldição, que soltou um enorme grunhido. Ela caiu no chão e começou a se contorcer com violência e soltando gritos metálicos que machucavam os meus ouvidos. No último instante se derreteu transformando em uma poça molhada,espessa e negra no chão que fedia de uma maneira absurda.

Tampei o nariz com o dedo indicador e o polegar, enquanto Taehyung puxou a blusa até o rosto para evitar inalar o cheiro pútrido da poça.

_ O que você disse antes? Filho de Ares? - perguntei com o som anasalado.

Ele tirou a blusa da altura do nariz e deu um sorriso. Um belo sorriso quadrado.

↔⚜↔


Notas Finais


O que está repentinamente acontecendo na vida de s/n?
Esperem ansiosos pelo próximo capítulo.
Beijos de luz e obrigado por ler até aqui!


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