História Guerre, Révolution et Amour - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Bruxaria, Demonios, Fantasia, Guerra, Misticismo, Ogros, Original, Outra Dimensão, Romance
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Palavras 2.108
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Harem, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shounen, Sobrenatural, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse foi o capítulo que mais demorou para ser feito, não estou tendo dias muito bons, ficou um pouco mais comprido, mas não acho que ficou tão grande;
Espero que gostem

Capítulo 4 - O que um segredo pode causar.


Melian entrou em transe, a sua mente havia se tornado os olhos da criatura e tudo o que ele já havia visto, o objetivo era descobrir como o Skolter se locomovia pela floresta. Agora imagine, no momento em que a mente de Melian entrou no feitiço apenas uma escuridão eterna se mostrou, como se o animal não tivesse um passado, ele foi propositalmente colocado na floresta e também não sabia se movimentar por ela. 

O trajeto do Skolter foi simples, ele acordou com aquela coleira metálica no pescoço, tentou retirá-la, mas não obteve sucesso, algo o impedia. O feitiço de olhos do feiticeiro apenas mostrava as visões e não os sentimentos. Logo após o animal começou a correr rapidamente, olhando as árvores que curiosamente mudavam de posição, de fato era um labirinto, até chegar ao local onde Melian estava sozinho. Essa foi a visão do feiticeiro. 

Nesse momento ele retornou a si, as velas se apagaram, e Melian colocou as duas mãos no rosto com raiva do que havia acontecido. Krunk imediatamente se veio até ele. 

— O que aconteceu? — Melian continuou em silêncio — Melian diga algo! — o ogro mostrou preocupação 

— Esse Skolter não nasceu aqui, ele foi colocado aqui, assim que começou a prova, ele também não conhece o lugar. Eu gastei muita energia com esse feitiço pensando que já teria a solução. 

— Porra — Krunk agiu como já sabia que isso e isso ficou claro na sensibilidade do feiticeiro. 

— Krunk você sabia disso, não é? — O menino saiu do círculo de sal e se direcionou a frente de Krunk que estava saindo de mansinho — Porque você não me avisou, poxa? — O ogro ficou em silêncio com a face séria e os grandes músculos tensos — Me responda!! 

Krunk movimentou-se rapidamente tomando a frente segurando uma lança que havia sido lançada contra eles, protegendo Melian. 

— Corre, Corre!! — O ogro esbravejou. 

Novos oponentes, dessa vez eram Koges, espécies corcundas com várias lanças espinhos que se movimentavam rapidamente, e o pior eles atacavam sempre em bando. Só deu tempo de Melian usar sua energia armazenada em sua pedra, Garnet Azul, para levitar os objetos do ritual e coloca-los na bolsa e começar a correr desesperadamente. Os Koges saltavam entre as árvores lançando suas estacas e os dois jovens tentavam se proteger. Correram até chegar em um momento em que foram cercados em um abismo em que no final só havia grandes rochas, se eles caíssem ali seria o fim. A tensão entre os dois jovens eram enormes e cada vez mais iam chegando mais Koges, cerca de 15, todos com a mesma coleira metálica do Skolter. Não deu tempo nem para pensamento, todos os oponentes liberaram seus espinhos em uma velocidade surpreendente, mas o mais surpreendente foi Krunk atravessar na frente com a sua grandes costas, conectando seus olhos ao do feiticeiro que não entendia o porquê daquilo. A velocidade e a força das estacas foram tão absurdas que lançou os dois pelo precipício. Melian, não podia deixar os dois caírem nas rochas, usou todo o resto de energia para criar um portal antes das rochas, o lugar que eles iriam era incerto, mas pelo menos evitaria o fim. 

Foram transportados para um rio, com uma profundidade razoável, e uma pequena cachoeira na ponta. Os dois caíram bem próximos, Melian preocupado com o seu novo amigo já foi procurá-lo. 

— Krunk!! — Gritou, se mexendo pelas águas indo até o ogro que tinha caído na beirada do rio. 

Ele estava imóvel com alguns espinhos ainda rasgando sua pele verde por cima da regata de tecido, a quantidade de sangue era absurda, estava quase perdendo sua consciência. 

— Ei Krunk, você não pode dormir — Tentou puxar o ogro pelos braços, sem muito sucesso devido a grande massa do jovem — Droga —  Melian esfregou as mãos e tentou canalizar seus poderes, sem muito sucesso, começando a ficar desesperado, sem falar que seu pulso tinha sido torcido durante a queda. 

— Calma — Krunk falou devagar com a boca sangrando — Faz assim, puxe os espetos. 

— Ah... ok — Receoso, Melian ficou em pé em cima de Krunk, com as costas dele entre suas pernas e começou a arrancar as estacas uma por uma, vazava muito sangue, que a água do rio levava, e por mais dores que o ogro sentia ele não soltava um rugido, apenas fazia caretas de dor.  

Melian retirou 8 estacas, a regata furada de Krunk, estava molhada de sangue, um tom extremamente escuro, chegava a mostrar um certo tipo de beleza. 

— E agora, o que eu faço? estou sem energia para feitiços de cura  

— Minha raça se recupera rápido de ferimentos, só uns minutos e eu já vou poder me levantar, paciência — Krunk demonstrou uma calma, estava deitado no chão como se tivesse deitado em uma cama, sorrindo levemente exibindo seus caninos externos. 

Melian sentou na beirada do rio junto com o ogro que estava com as pernas dentro do rio, juntou suas pernas e as abraçou, estava tenso e começando a ficar com frio, já que agora estava todo molhado, o braço dolorido e sem nenhuma energia. Logo após Krunk começou a se levantar com dificuldade e Melian o ajudou a levantar, mesmo tendo o dobro do peso do garoto, com esforço eles conseguiram sair da beirada do rio e se encostarem em uma árvore próxima. 

— Ah... aqui é bonito não? — O ogro tentava ser positivo naquela situação 

— Quieto, vou estancar o sangramento — Melian sorriu discretamente. 

Nesse momento o menor se direcionou a Krunk e começou a retirar a regata. 

— O que está fazendo? — Krunk ficou tímido por um instante. 

— Me ajuda levantando os braços — O jovem obedeceu 

Melian retirou a regata de Krunk deixando seus músculos a mostra. O garoto analisou cada detalhe do corpo do Ogro, o peitoral era enorme e bem definido, se sobressaindo sobre o abdômen, no centro dos músculos, os rasgos das fibras musculares ficavam em destaque, o abdômen não era tão definido e alguns pelos apareciam sobre o peito e abaixo do umbigo, dando um ar sexy. O impressionante mesmo eram os braços que eram absurdamente grandes com grandes veias bem marcadas. Melian amava aquele tom esverdeado da pele de Krunk, tentou disfarçar, mas o gigante reparou. 

— Que foi? — Indagou com um pouco de vergonha 

— Nada, você só é muito forte — Sorriu, ficando bem corado e desviando o olhar. 

— Ah então foi para isso que tirou minha regata? — Krunk brincou. 

— Claro que não idiota — Melian se levantou e rasgou a blusa em tiras utilizando os pés. Krunk gargalhou mesmo com todas as dores. 

— Desencosta e vira as costas — Melian ordenou 

Krunk se desencostou da árvore e ficou sentado com as pernas cruzadas, Melian envolveu a tira de tecido pelo peitoral até as costas gigantescas de Krunk, quase não conseguindo amarrar o tecido sobre a ferida, utilizou outra tira com outro nó. 

— Assim pelo menos, faz pressão sobre os cortes e cicatriza mais rápido. 

— Obrigado — Krunk se levantou — Vamos andando então. 

— É melhor irmos mesmo, se não vamos nos atrasar. 

— Perdemos nossas bolsas, e o seu livro?! — O mais alto se assustou repentinamente. 

— Relaxa, quando entro em situações de perigo, ele vai para outro lugar onde fica protegido, o problema é que estou sem minhas velas para fazer um novo feitiço caso seja necessário, se bem que não tenho nenhuma energia. 

Sobre os arbustos aparecem duas figuras femininas, uma grande íntima de Krunk e sua parceira. 

— Krunk — Taura correu com seu corpo musculoso e esbelto até o ogro, o abraçando forte. 

— Taura! — Retribuiu — Ahh... cuidado com meus machucados. 

— Desculpe-me — Sorriu — Você é o... — Se dirigiu para Melian com desdém.  

— Me chamo Melian, já te conheço. — Respondeu um pouco ríspido. 

— Essa é minha parceira, Colenna — Apresentou. 

Uma garota alta, de pele bem negra e cabelos raspados, usava grandes brincos de argola, lábios carnudos, estava com um cropped e uma calça de cintura alta, ambos pretos, ela acenou singela, era bem mais simpática que Taura. 

— Prazer — Melian estendeu a mão e ela retribuiu gentilmente. 

— Enfim, Colenna descobriu a saída daqui vocês tem alguma coleira?  

— Tínhamos — Krunk mostrou decepção — Perdemos junto com as bolsas. 

— Mas o que isso tem a ver? — Melian se manteve pensativo. 

— Deixe-me explicar — Colenna se pôs a frente — As espécies que estão aqui, não são nativas daqui, são pessoas que não obtiveram sucesso no teste e se tornaram escravos, eu abri uma coleira e descobri pelo sistema operacional que a união de 5 coleiras diferentes revela algo, não sei o que seria esse algo mas acredito que é uma espécie de portal. 

— Compreendo... Krunk? — Melian se irritou — Você sabia que os nossos oponentes eram os que não passaram certo?  

— Uh... — Krunk ficou sem resposta diante do apontamento do menor. 

— Mas é claro, você se demonstrou preocupado demais quando o ministro falou sobre os seres que não conseguiam se sair bem-sucedidos no teste, e logo depois ficou nervoso quando encontramos o Skolter — Melian andava de um lado para o outro bem inquieto — Eu preciso saber o que está acontecendo aqui. 

— Calma aí, princesa, esse assunto não lhe interessa — Taura tomou a frente de Melian, tentando intimidar o garoto, que mesmo sabendo que não poderia enfrenta-la, era corajoso o suficiente para encarar de volta. 

— Tudo que interessa ao meu parceiro, também me diz respeito, estamos no mesmo barco se lembra? — Olhou nos olhos de Krunk 

— Temos que nos preocupar em procurar mais coleiras, depois resolvemos isso — Taura disse se direcionando ao seu amigo e sussurrando — Dê um jeito nesse garoto ou eu darei. 

— Você não irá encostar um dedo sequer no Melian — Disse mais perto do ouvido dela, em baixo tom, porém com peso. 

— Ao invés de brigarmos temos que achar outras coleiras, já temos 3, se tivéssemos a do Skolter, seria mais uma — Colenna quebrou o clima de desavenças para um clima de preocupação. 

Os quatro jovens começaram a andar sobre a floresta, por um tempo muito grande não encontraram outras espécies, nem mesmo outros jovens desafiadores. O grupo permanecia em silêncio, somente Colenna fazia alguns comentários, ela era extremamente inteligente. Melian criava hipóteses em sua cabeça sobre qual seria a relação dos ogros com as espécies, estava atento aos movimentos de Taura, definitivamente não ia com a cara dela.  

Um vulto passou por entre as copas, deixando cair um corpo. Todos já se prepararam para um possível ataque, até que um grito estridente os assustou: 

— Krunk!! Taura!! — Uma ogra sem cabelos e com a coleira gritava e chorava — Saiam daqui! 

— Melinda! — Os dois ogros se direcionaram a garota 

— O que aconteceu? — Taura a pegou no colo e colocou encostada em uma árvore. 

Melinda não conseguia falar, sua boca espumava muito e seu corpo ficava o tempo inteiro trêmulo, os olhos arregalados e coleira metálica piscando uma luz vermelha. Krunk segurou o rosto da mulher com as duas mãos: 

— Olhe para mim, Mel! — Ela tremia ainda mais e olhava para o lado direito, não piscava, parecia que estava em choque por algum motivo. 

— Deixe comigo — Melian tomou a frente, colocando as duas mãos na cabeça de Melinda e deixando seus poderes curativos agirem. 

Nesse momento, eles novamente foram cercados por oponentes, de uma espécie, não tão conhecida. Colenna logo explicou: 

— Com base nos dados, são Gollins, é um tipo de monstro com baixa inteligência e ataques padrões, porém são muito resistentes. Vamos ter um pequeno trabalho. — Nesse momento ela revelou seus poderes, seu corpo se materializava em armas tecnológicas, seu braço havia virado uma grande arma propulsora e começou a atirar várias vezes derrubando alguns monstros. 

Taura e Krunk também entraram na luta e começaram a lutar com os monstros que eram facilmente derrotados pelos ogros, habilidosos em combate corpo a corpo. Melian estava tendo problemas, não conseguia curar a garota, como se seus poderes estivessem sendo bloqueados. Rapidamente Melina atacou Melian com um soco que o arremessou, logo em seguida saltando para cima dele segurando ela no ar com seus poderes mágicos. 

— Krunk, eu não consigo curá-la!! — Gritou desesperado. — Vou retirar a coleira. 

— Não!!!!!! — O grito de Krunk ecoou pela floresta, Taura correu, mas Melian retirou a coleira usando seus poderes, levando a morte da garota, que caiu desolada no chão. 

— Seu idiota! — Taura saltou dando um chute poderoso em Melian, que não conseguiu bloquear, sendo lançado em uma árvore, batendo fortemente suas costas. 

— Calma, agora temos as 5 coleiras que precisávamos — Colenna tentou acalmar os dois, os monstros caídos já estavam começando a se levantar novamente. 

Colenna pegou as coleiras e as uniu, usando suas habilidades e conhecimento em tecnologia. Krunk mesmo com toda a revolta foi até Melian que estava desmaiado e o pegou no colo. Quando os monstros começaram a vir novamente, um portal brilhante se abriu pelo círculo das coleiras unificadas e os 4 jovens o atravessaram. 


Notas Finais


Para quem tem dúvidas em relação a caracterização do Krunk segue o link > https://i.warosu.org/data/tg/img/0503/33/1479746515433.png
Ele é semelhante a esse desenho só que com um moicano e piercings na orelha, também é mais amigável shaushah
A Taura é semelhante a Mulher Hulk


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