História Guerreiros. - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Revelaçao, Romance
Visualizações 6
Palavras 1.212
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Luta, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Capítulo Cinco — Cecilly.


O dia estava especialmente quente, bem mais quente do que os dias anteriores. Cecilly pensava se o comitê do baile não podia ter deixado essa venda para outro dia. Podia ser qualquer dia que não tivesse um calor de racha ou que Cecilly não tem cesse um livro em francês para ler.

Com a chegada do inverno, os dias quentes tendem a ser mais quentes que os normais. A maioria dos alunos gostam, mas Cecilly não ver nada de divertido em suar e sentir calor.

Fato é que o dia estava quente e ela e o resto da turma do último ano tinham que ficar do lado de fora da escola vendendo objetos para arrecadar dinheiro para a formatura. Cecilly e outras três garotas ficaram responsáveis de vender uns ursinhos de pelúcia, eram cinquenta ursinhos para ser exata. Quantos ursinhos elas tinham vendido depois de uma hora?. Um, que foi comprado por Camile, uma das garotas que estavam vendendo.

Todos os outros alunos já tinham vendido pelo menos metade dos objetos que ficaram responsáveis para vender, menos as garotas dos ursinhos de pelúcia. Não era que elas não estivessem se esforçando, elas estavam. Luana, umas das garotas, só faltava colocar os ursinhos nas mãos das pessoas e obriga-las a comprar. O problema era que os ursinhos de pelúcia era os ursinhos de pelúcia mais feios da humanidade.

Quem ia querer comprar um urso que parecia ter ácido atropelado?

— Tudo Bem. Eu tenho uma ideia — anunciou Luana que parecia ser a única que não tinha desistido das vendas. As outras garotas, inclusive Cecilly, estavam sentadas de braços cruzados — Camile e Lorena, pequem alguns desses ursos ridículos e venh com migo, vamos tentar vender por aí. Você, Cecilly, fica aqui e tenta vender também.

Camile e Lorena deram um longo suspiro e fizeram o que Luana havia pedido, assim como Cecilly que ficou onde estava.

Alguns minutos haviam se passado desde a partida das meninas, Cecilly ouvia de vez enquando a voz de uma delas oferecendo os ursinhos aos alunos que negavam sem pensar duas vezes. Cecilly, que já havia desistido dessas vendas, tirou o livro e o line dicionário da mochila e começou a tentar ler.

Cecilly nunca foi fã de francês, na verdade nunca foi fã de matéria nem uma que envolvesse outra lingua que não fosse a sua. Ela sempre teve dificuldade, pelo menos em espanhol ela tinha a ajuda da irmã Chaia, que morou na Espanha por um tempo e dominava a língua. As vezes Cecilly queria que tivesse uma irmã que falasse francês também.

— Com licença.

Alguem a chamou. Cecilly demorou uns segundos para levante a cabeça e olhar para quem estava lhe chamando. Ela tinha quase certeza de que sabia o que significava aquela palavra estranha.

Era um garoto. Tinha os cabelos tão pretos que brilhavam como se fossem pintados, os olhos eram azuis, a pele era branca e o garoto deveria ser alguns centímetros mais alto do que Cecilly, embora parecesse mais alto naquele momento porque Cecilly estava sentada.

Aquele garoto na estudava na escola. Não usava uniforme e se estudasse Cecilly o reconheceria dos corredores, era obvio que ele não era um aluno, mas Cecilly tinha a estranha impressão de que já o tinha visto.

— Oi.— saudou o garoto com um sorriso no rosto.

— Oi, você quer um urso? — Cecilly perguntou quase que rápido de mais, estava louca para voltar a leitura.

O garoto olhou para os ursos, como se só os tivesse notado agora, e fez uma careta. Todos faziam uma careta quando olhavam aqueles ursos.

— Ah... Sim, foi exatamente isso que eu vim fazer. — colocou a mão dentro do bolso para pegar o dinheiro — quanto é ?

— Três dólares.

— Três dólares?! — perguntou incrédulo — três dólares por um urso horrível desses?

— Sim, e se não quiser comprar vai embora porque eu estou ocupada.

Cecilly baixou a cabeça para o livro novamente. Ela não era uma boa vendedora.

Alguns segundos se passaram e o garoto não falou nada, Cecilly pensava que ele já tinha ido embora quando ele chamou sua atenção.

— Qual é o seu nome? 

Ela o olhou por alguns segundos antes de responder. Não sabia se deveria responder para um estranho aquela pergunta, que era considerada um pergunta pessoal.

— Porque eu deveria te falar, você pode ser um doido.

Ele riu.

— Tudo bem, deixe que eu me aoresente primeiro — disse lhe estendendo a mão — Meu nome é Alexander Verlac, mas pode me chamar de Alec. Logo se ver que você não tem experiência com vendas.

— Desculpe — Cecilly se levantou e apertou a mão dele — sou Cecilly Fischer. Desculpe por ser grossa é que eu tenho que ler um livro...

— Que está em outra língua, eu sei.

Aquela frase que Alec disse foi como se uma chave para desperta uma lembrada na cabeça de Cecilly. Ela frazil os olhos para lembrada se o rosto de Alec era o mesmo do garoto que esbarrou nela no outro dia.

— Foi você que esbarrou em mim no outro dia, não foi? O que faz aqui?

— Eu vim pedir desculpas pelo corte que , sem querer, fiz em seu braço.

— Foi você? Bem que eu desconfie que não tinha me ferido por acaso.

— Desculpe, mais uma vez. Eu queria saber se você não gostaria de tomar um café comigo, pra eu oficializar o meu pedido de desculpas.

Era realmente muito impressionante, pelo menos para Cecilly, Alec ter ido até ela pedir desculpas por algo que aconteceu por acidente. Não é todo dia que aparece um garoto bonito e gentil. Mas esse pedido para tomar café não caiu muito bem para Cecilly.

— Não posso.

— Não pode ou não quer?

— Não quero e não posso, meus pais me disseram que não posso sai com estranhos.

— Pensei que fosse órfã.

O sorriso que Cecilly estava sustentando para não ser grossa novamente com o garoto saiu do seu rosto quando ele disse aquilo. Cecilly ficou extremamente essustada, se não tivesse todas aquelas pessoas alí para impedir que aquele garoto fizesse alguma coisa, Cecilly teria saido correndo de medo.

— Como sabe que eu sou órfã.

—Do mesmo jeito que eu sei que seu nome completo é Cecilly Cristina Fischer, que você mora no orfanato dos anjos há sete anos, que você frequenta o café que fica na outra rua e como eu sei tudo sobre você.

 Cecilly deixou o livro que segurava cair.

Ela encarava Alec com os olhos arregalados e com a boca aberta, aquelo era extremamente estranho e extremamente assustador. Como aquele garoto que não aparentava ter mais que dezessete sabia tudo aquilo sobre Cecilly, se agorata tivesse redes sociaiso aquilo poderia ser perfeitamente explicado, mas como Cecilly não tem nem um tipo de rede social, ele saber tudo aquilo sobre ela sendo que só se viram uma vez no meio da rua era, no minimo, assustador.

— Quem é você? — a voz saiu quase como um ruido.

Ele abriu a boca para responder, mas foi calado por Luana e as outras que se aproximaram reclamando que só venderam dois ursinhos. No meio do falatoria das meninas Alec foi bora sem se despedir.

Podia ser a maior burrisse que Cecilly fez, porém ela foi atrás dele. Queria uma explicação, queria saber que brincadeira sem graça era aquela, mas ele já havia sumido no meio dos alunos que transitavam no pátio da escola.



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