História Guerreiros Celestiais - Parte 1 - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Abel, Afrodite de Peixes, Ágora de Lótus, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Alberich de Megrez (Estrela Delta), Albion de Cefeu, Aldebaran de Touro, Apolo, Ártemis, Bado de Alcor, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Freya, Hades, Hagen de Merak, Hilda de Polaris, Hyoga de Cisne, Hypnos, Ikki de Fênix, Io de Scylla, June de Camaleão, Kanon de Gêmeos, Kiki de Appendix, Marin de Águia, Mascára da Morte de Câncer, Mime de Benetnasch, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Pandora, Perséfone, Personagens Originais, Poseidon, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shaina de Cobra, Shaka de Virgem, Shido de Mizar, Shion de Áries, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Shunrei, Shura de Capricórnio, Siegfried de Doube, Thanatos
Tags Cavaleiros, Deuses, Mitologia, Saint Seiya, Semideuses, Shaka
Visualizações 38
Palavras 2.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Josei, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, meus leitores queridos ♥♥♥
Voltei com mais um capítulo da história. E desde já peço desculpas por não ter atualizado a fic na semana passada. Estava meio desanimadinha e acabei até esquecendo. Além disso, precisei modificar uma coisa, como alguns notarão. Mas espero que curtam assim mesmo...
Boa leitura!

Capítulo 7 - Conhecendo a Raiz do Medo


Fanfic / Fanfiction Guerreiros Celestiais - Parte 1 - Capítulo 7 - Conhecendo a Raiz do Medo

Aisha abriu os olhos e estremeceu ao ver o indiano meditando ao seu lado. Como ele podia ser tão bonito e tão cruel ao mesmo tempo? Ela ainda conseguia se lembrar das mãos dele em seu pescoço. Havia tido um pequeno momento de fraqueza e se deixado abraçar por ele, mas não se esquecera do que havia acontecido alguns minutos antes. A partir de agora, ia tomar todo o cuidado do mundo para não irritá-lo. Não queria morrer por aquelas mãos...

Pensou em fechar os olhos e fingir que não acordara, mas Shaka se virou em sua direção. Ela percebeu que o virginiano já havia notado o seu despertar, apesar de manter os olhos fechados.

- Que bom que acordou! Ainda sente dor na cabeça? – o indiano perguntou, levando a mão direita ao local em que notara o inchaço e o tocando suavemente.

A loira se arrepiou com este toque delicado. Como ele podia ser tão gentil e ao mesmo tempo tão feroz? Involuntariamente, ela fechou os olhos e se permitiu desfrutar do pequeno afago. Foram somente alguns minutos depois que ela se deu conta de que ele lhe perguntara algo, só não se lembrava do que havia sido. Mas nem precisou responder, Shaka percebeu que ela estava bem pela simples reação que tivera àquele carinho.

- Imagino que esteja com fome... Já está tarde e você ainda não comeu nada! – Aisha tentou negar, mas sua barriga roncou, traindo-a – Você prefere comer aqui ou na sala? – vendo que não tinha saída, ela disse que preferia comer ali mesmo.

Após comer, a celestial tomou um banho e vestiu uma das roupas mandadas por Saori: um vestido branco de seda com corte mediano e bordados dourados nas mangas curtas; também calçou um par de sapatilhas nude que serviu perfeitamente nos pés. Shaka sorriu ao notar que acertara as medidas da loira. Podia não ter a mesma experiência com garotas que outros cavaleiros, mas ainda sabia reconhecer as medidas femininas.

Aquele havia sido um longo dia. O indiano decidiu se recolher mais cedo à cama... Agora teria muitas preocupações pela frente!

***

Passou-se uma semana desde que Shaka levou Aisha para virgem, porém ela jamais havia saído do quarto. Ela só se levantava da cama para tomar banho e usar o banheiro, porque até as refeições preferia fazer ali. O indiano começou a estranhar esta reação. Era bem verdade que não a conhecia, mas julgava altamente improvável que a celestial só quisesse dormir. Por causa disso, decidiu subir ao quarto para tentar convencê-la a visitar Atena no décimo-terceiro templo. A deusa já havia mencionado o desejo de conhecê-la, mas achou melhor esperar que ela estivesse se sentindo mais confortável primeiro.

Assim que chegou à porta, ele ouviu o som de gemidos contidos. O que será que estava acontecendo?

Entrou silenciosamente no quarto e se pôs a estudar a loira sem que ela notasse. Ela estava encolhida como uma bola no canto da cama, enquanto todo o seu corpo tremia e um choro sofrido saía de sua boca. Choro esse que estava sendo abafado pelo travesseiro que ela abraçava fortemente junto ao rosto. Se não fosse a audição aguçada de Shaka, era provável que ele não tivesse ouvido nada.

Aquela cena partiu o coração do virginiano. Há quanto tempo ela estava assim sem que notasse? Resolveu revelar sua presença no recinto, sentia uma enorme vontade de consolá-la. Somente após se aproximar dela, notou que ainda estava dormindo. Perguntou-se o que poderia estar causando aquele sofrimento à jovem mulher e decidiu vigiar seu sonho para obter respostas.

Uma pequena Aisha corria alegremente por um campo florido, sendo perseguida de perto por um homem que ameaçava agarrá-la. No entanto, ele sempre permitia que ela se afastasse para depois tornar a seguir em seu encalço.

- Não fuja de mim, meu raio de sol! – gritava com a voz suave de quem só estava brincando. Estes gritos faziam a pequena se virar e lhe lançar sorrisos de provocação, tornando a correr em seguida.

Shaka não conseguia entender porque ela sofria tendo um sonho tão doce. Foi quando a paisagem mudou...

Depois de alguns minutos, a loirinha parou de correr e se jogou nos braços daquele homem.

- Papai, você é tão lento! – disse entre risos, mas esses logo se transformaram em gritos desesperados de socorro quando ela olhou à frente e se viu diante de um ser sem face. Então, ela começou a se debater, tentando se libertar daqueles braços fortes.

Aquele homem logo a soltou. Porém, foi só ela dar dois passos para trás, que outro ser a agarrou pelas costas. Ela começou a chorar e a espernear, mas a criatura às suas costas começou a apertá-la violentamente, enquanto o ser sem face caminhou em sua direção e começou a tocá-la de forma lasciva.

O coração dela se acelerou e começou a passar mal, mas o homem à sua frente simplesmente intensificou as carícias indecentes... E, sem se contentar em tocá-la sobre as roupas, resolveu despi-la. Em um único e bruto movimento, arrancou o vestido que ela usava e logo em seguida fez o mesmo com a calcinha.

Os gritos dela se tornaram mais agudos. No intuito de calá-la, o homem levou a bocarra enorme ao encontro da dela. A pequena não suportou aquilo quieta e mordeu aqueles lábios com toda a força que tinha, arrancando sangue da criatura, que a retribuiu com um soco forte no rosto. A dor foi enorme e ela quase desfaleceu, mas logo em seguida outra pessoa entrou em foco...

O homem mais próximo de deus tomou um susto ao notar o próprio rosto no sonho da celestial.

O cavaleiro caminhou tranquilamente ao encontro dos bárbaros que machucavam a pequena e, com um único golpe, acabou com ambos. Em seguida, tomou-a gentilmente nos braços e a deitou no colo, curando a ferida que ela tinha na face e a cobrindo com sua capa.

Aquela cena lhe trouxe uma sensação de déjà vu, mas foi a seguinte que o surpreendeu.

De repente, a pequena Aisha já não era mais tão pequena. Ela olhava o indiano com admiração quando, sem nenhum aviso, ele jogou seu corpo no chão e começou a estrangulá-la. O rosto da loira mudou para uma expressão de pânico e ela começou a sufocar...

A celestial acordou naquele momento e todo o seu corpo suava, enquanto as batidas do seu coração estavam aceleradas e soluços esganiçados saíam de sua boca. Ela se sobressaltou ao perceber quem estava ao seu lado na cama e, no intuito de se afastar dele, jogou o corpo para trás, indo ao encontro do chão.

Shaka ficou chocado ao constatar que era o motivo do sofrimento da loira. Não esperava que as suas ações no primeiro dia tivessem causado tanto mal a ela. Como pôde ser tão idiota a ponto de não perceber isso antes? Havia achado que ela havia esquecido seu comportamento violento simplesmente por aceitar aquele abraço depois, mas é claro que não era assim.

Naquele momento, ela estava tão frágil que aceitaria a aproximação de qualquer um. Sentiu-se o pior dos homens após chegar àquela conclusão. Sua desolação era tão grande que quase não notou o momento em que a grega acordou e caiu da cama. Ele a agarrou pela cintura a poucos milímetros do chão e, num impulso, trouxe-a para o colo.

Aisha tomou um susto enorme com a rápida movimentação do indiano e um protesto escapou dos lábios dela ao notar onde estava. Foi tudo tão rápido que ela só percebeu sua atitude quando já estava feita. Por causa disso, seu coração se acelerou ainda mais e lançou um olhar assombrado para o indiano, temendo despertar sua ira novamente.

Shaka notou o que a celestial sentia e, por este motivo, soltou-a e se afastou dela. Achava-se indigno de manter esse contato. O cavaleiro de virgem tinha o maior orgulho dentre todos os santos de Atena, mas naquele momento abriu mão dele, dirigindo-se à celestial e dizendo as únicas palavras que poderiam mudar aquela situação:

- Perdoe-me, eu não queria assustá-la. Sei que você está achando que eu sou um monstro e, talvez, esteja certa, mas eu não vou mais te machucar. Eu juro!

A filha de Apolo esperava tudo daquele homem, menos aquela reação. Achava que alguém com aquela imponência fosse incapaz de mostrar arrependimento. E de pedir perdão por qualquer coisa. Surpreendeu-se ao sentir um aperto no peito e uma repentina falta de ar. Não imaginou que fosse tão difícil ver a dor no rosto dele e, movida pelo simples desejo de confortá-lo, Aisha correu até ele e o abraçou com toda a força que possuía.

- Shaka, está tudo bem... Não sofra! Eu não suporto ver isso. Por favor, pare! – o cavaleiro sentiu um choque ao ouvir seu nome sair da boca da loira, ainda mais pela dor que percebeu em suas palavras. Será que ela havia recuperado a memória?

***

Todos os celestiais remanescentes estavam reunidos com Zeus em seu castelo e, além deles, também estavam presentes Apolo e os comandantes gêmeos. Durante aquela semana, já haviam feito de tudo para encontrar Aisha. Procuraram em hotéis, hospitais e até em necrotérios, mas não encontraram pista alguma. Por esta razão, estavam reunidos para decidir qual era a melhor ação a tomar a seguir.

Era comum que a filha de Apolo saísse sozinha quando não havia treino, mas ela sempre voltava após algumas horas, mesmo sem jamais ter dito onde estivera. As amigas estavam desesperadas, assim como o deus do sol. O único que parecia satisfeito era Oliver, muito embora não tivesse coragem de demonstrar isso na frente do pai.

- Alison e Lara, vocês realmente não sabem nada da minha filha? – questionou Apolo, muito embora já soubesse da resposta. Ele percebia que as amigas estavam genuinamente preocupadas com a filha, só estava desesperado e à procura de qualquer alento para a angústia que sentia.

- Eu juro pelo Estige... Daria qualquer coisa para ter uma pista, por menor que fosse, de onde a Aisha está! – respondeu uma Lara chorosa, abraçada à Alison, que embora não derramasse lágrimas, também tinha uma expressão de sofrimento no rosto.

- Eu acredito em vocês! – Apolo falou por fim, não queria assustar as celestiais – Perdoem-me pela insistência! Eu só queria saber onde ela está e, como vocês são suas melhores amigas, pensei que talvez pudessem ter alguma pista... Ou saber onde procurar!

Oliver estava se controlando ao máximo para não demonstrar a raiva que sentia do pai naquele momento. Tinha certeza de que o deus jamais se preocuparia daquela forma consigo ou com qualquer outro filho que não fosse aquela mimada.

- Fique calmo, Apolo. Aisha é uma das celestiais mais fortes, eu tenho certeza de que ela deve estar bem! – Helena tentou acalmar o deus. Contudo, sua tentativa teve o efeito oposto.

- Como espera que eu fique calmo? Quando eu permiti que minha filha ficasse com vocês, pensei que fossem cuidar dela... E agora onde ela está? Vocês não sabem! São uns irresponsáveis mesmo... Pelo menos você, pai, o todo-poderoso senhor dos deuses, deveria saber de alguma coisa, mas não! – Apolo esbravejou, demonstrando toda a raiva que sentia daqueles que deveriam “cuidar” da sua filha.

- Perdão! – pediu Helena, sentindo-se culpada por não vigiar mais de perto os antigos pupilos. Estava muito preocupada com a loira. Sabia o quanto ela era responsável e que jamais seria capaz de desaparecer sem motivo, ainda mais deixando o pai e as amigas naquele estado.

- Chega! Apolo, eu entendo a tua preocupação, mas não tem o direito de tratar os meus comandantes desta forma e nem de me desrespeitar. Ou você se acalma ou irei retirá-lo daqui! – Zeus se manifestou, impondo a autoridade que tinha ali. O senhor dos deuses também estava preocupado com a neta. Porém, não podia tolerar que o filho desrespeitasse seus generais daquela forma, principalmente Helena, que já estava desesperada e se culpando por algo que não poderia prever.

Oliver adorou ver Zeus repreendendo o pai. Isso lhe deu coragem para pedir a palavra e expressar sua opinião quanto ao desaparecimento da loira.

- Vocês estão tratando a minha irmã como uma vítima, mas, talvez, devêssemos considerar outras opções... – o francês sugeriu num tom sínico, fazendo Apolo lançar um olhar furioso em sua direção. No entanto, foi Alison que perguntou o que todos tinham vontade.

- O que você está sugerindo? Que Aisha é uma desertora?

- Eu não estou sugerindo nada. Só acho que devemos estar abertos a todas as possibilidades... – Oliver disse aquilo como quem não queria nada, mas isso enfureceu a egípcia, que só não partiu pra cima dele porque foi contida por Lara.

- Não ouse proferir palavras como essas na minha frente, Oliver, ou eu juro que me esqueço de que você é meu filho e te mato! – ameaçou Apolo, lançando um olhar feroz que gelou até os ossos do francês. Sempre soube que não era tão querido quanto a loira, mas não esperava ver uma demonstração tão clara disso quanto a que o pai lhe dera agora.

- Chega! Esta discussão não está nos levando a lugar algum. Eu quero que todos vão para casa e descansem. A partir de amanhã, vamos começar a expandir as nossas opções de busca! – com estas palavras, o senhor dos deuses deu um fim àquela reunião infrutífera.


Notas Finais


Espero que tenham gostado deste capítulo! Prometo que a relação dos dois pombinhos vai melhorar a partir de agora, muito embora as coisas não vão correr tão rápido quanto acredito que vocês gostariam. Quero muito ouvir as opiniões e as críticas de vocês sobre a minha escrita e sobre a história, enfim... Beijos e até o próximo!


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