História Guerrilheiros - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse, Guerra, Romance
Visualizações 7
Palavras 1.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 9 - Capitulo 8: De volta ao lar.


POV ANNA

Já estamos a 4 dias andando, parando poucas horas pra descansar, nenhuma alma viva a vista nos últimos dias, o machucado do Pedro inflamou, não temos remédio, muito menos sabemos onde tem um hospital, esquecemos que teria que trocar os curativos, agora é meu Pedro que paga! Ele não consegue pisar no chão sem chorar de dor, então Toni a 3 dias caminha com ele nos braços. Ele parece estar cansado e preocupado com o ruivo e a Louise que está a dois dias sem beber água, e anda se arrastando. Isa parece bem, está quieta e confiante a viagem toda, sem perder o ritmo, o que me deixa bastante curiosa. Andando ao seu lado, ofegante, perguntei.
— Tá tudo bem Isa?
Ela me olha com um sorriso no rosto e a testa pingando de suor.
— Claro, por que não estaria? Não estou mais no acampamento, vi David se fodendo, e tenho vocês! Só estou preocupada com a Valquíria e com o Pedro, mas tenho certeza que vai ficar tudo bem!
Aquela nem parecia ela. Veja bem, Isa nunca foi um poço de otimismo, muito menos do tipo que caminha por 4 dias num lugar praticamente deserto com um calor de 37° e sorri dizendo que está tudo bem, ainda mais depois de quase ser estuprada... Não conheço ela a tanto tempo como o Toni, e quando o olho, percebo que ele a observa com desconfiança.
— Isa, você tem certeza que está tudo bem? – pergunto mais uma vez devagar.
— O que você acha? – Ela me pergunta com a sombrancelha levantada.
— Que não está?
Ela assente com a cabeça e aperta o passo pra se afastar de mim.
O que aconteceu com a Isa? Eu não sei, e acho melhor continuar assim.
— Parem! – Toni levanta a mão esquerda e todos nós ficamos parados olhando ele com Pedro nos braços. — Não da mais pra andarmos por aí sem rumo, estou morrendo de fome, esse aqui não consegue ficar de pé e converteza vocês três não estão bem, temos que parar por aqui e arrumar um jeito de conseguir comida ou dinheiro!
— Qual é a sua idéia? – Isa o pergunta sem olhar no olho.
— Você e a Lisse vão ficar aqui com o Pedro, Anna e eu vamos ver se há algum sinal de vida por aqui e... Puta merda deixamos nossas armas no acampamento! – Seu tom era de desespero
Isa abre a mochila e puxa a arma de estimação de Toni e a Estrela de Davi.
— De nada! Acho que a arma do Pedro vai ser melhor caso achem algum perigo. – Ela joga a arma nas mãos de Toni que a segura com força.
— Você está pronta Anna? – Ele me olha e sorri pra mim.
— Tenho que estar, vamos.

Subimos a estrada e vemos alguns prédios quebrados e abandonados, sinal da guerra civil, calçadas quebradas com arbustos selvagens brigando pra crescer um cenário devastador. Há uma placa acima de nossas cabeças escrita "Bem vindos ao Estado de Goiás" provavelmente seria o nome do lugar antes da guerra.
— Anna. – Toni me chama estarrecido.
— Que houve?
— É aqui!
— Aqui o que, homem?
— É aqui que eu morava com meus pais.
— O que? Você tem certeza?
— Sim! Eu sempre via essa placa quando passeava de carro com meu pai. — Toni corre sobre as calçadas quebradas e eu o tento acompanhar.
— Ei, Toni! Calma eu não tenho seu fôlego! – Tento ir o mais rápido que posso e o vejo parar em frente a um carro, ou o que sobrará de um, sem rodas, portas, motor, volante ou janelas, uma simples carcaça com um pequeno terço com uma cruz pendurada onde era para estar o retrovisor.
Vejo Toni pegar o terço e o olhar fixamente.
— Esse, esse era o carro do papai. – Ele fala com uma voz fina, quase infantil.
— Então sua antiga casa não deve estar longe! – Digo o tocando no ombro. — Você se lembra de como ela é?
— A única coisa que me lembro é que tinha dois andares e era branca.
— Vamos procurar, seu pai não deixaria o carro tão longe de casa.
Caminhamos alguns longos metros pra encontrar uma casa que batia com a descrição, e quando a encontremos, não era tão branca como eu imaginava, estava cheios de teia aranha e capins na entrada. Toni vai em direção a porta e tenta a abrir, mas está emperrada. Ele empurra com força, mas sem sucesso, da chutes e socos até chorar, mas de nada adianta.
— TONI! Para com isso! Você não está vendo que é inútil? – Eu ponho a mão em seu ombro.
— Eu tenho que entrar! Eu tenho!
— Por que? Por que é tão importante? Seus pais não estão aí, não há ninguém aí Antônio!
— Você acha que eu não sei? Está me chamando de burro? – Ele nunca havia falado comigo nesse tom, era o mesmo que ele usava com quem nos ameaçava, um tom odioso que me fez tremer.
— Não Toni, só que não tem um por que você entrar, não há nada pra você aí além de nostalgia, cara.
— Eu não quero... – Ele fica em silêncio e eu não entendo o por que.
— O que houve?
— Você não está ouvindo?
Eu ouço uma sirene aumentando a cada segundo.
— A polícia! – Ele diz sussurrando.
— Vamos! Temos que ir embora! Eu o puxo pelo braço mas ele me solta. — Ei qual é a sua? Quer ser pego?
— Vai na frente, tem algo aqui dentro que eu preciso pegar e se me pegarem... Cuide da Louise.
— Não vou te deixar aqui sozinho! – O barulho da sirene aumenta cada vez mais.
— Vai logo antes que eles cheguem! Eu não estou pedindo! Fique tranquila, já já eu encontro vocês!
— Ma-Mas...
— VÁ LOGO ANNA! O PEDRO PRECISA DE VOCÊ!
Eu tento conter as lágrimas de preocupação, será que vai ficar tudo bem mesmo? O que tanto ele quer dentro daquela casa? Eu corro na direção que viemos e vejo a viatura policial vindo em minha direção, eu me esguio por entre os arbustos e consigo chegar na placa de "bem vindo" não falta muito pra voltar para os outros.
Os barulhos de sirene cessam e ouço um grito alto que faz meu coração gelar.
— Boa sorte, Toni!


Notas Finais


MEU DEUS TONI O QUE CÊ TA FAZENDO COM SUA VIDA!
O que estão achando? Dêem opiniões, críticas, sla, vcs não comentando acho que só estou escrevendo um monte de merda!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...