História Guided Forth Anew (Fanfic Larry Stylinson) - Capítulo 16


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Categorias Dissidia: Final Fantasy, Final Fantasy, Final Fantasy IV, One Direction
Personagens Bahamut, Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Ficção, Final Fantasy, Final Fantasy Iv, Harry, Harry Styles, Larry, Larry Stylinson, Liam, Liam Payne, Louis, Louis Tomlinson, Magia, Niall, Niall Horan, Niam, One Direction, Rpg, Sobrenatural, Zayn, Zayn Malik
Exibições 11
Palavras 2.355
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Inside The Castel


Fanfic / Fanfiction Guided Forth Anew (Fanfic Larry Stylinson) - Capítulo 16 - Inside The Castel

Quando o timbre da voz de Justin finalmente chega aos ouvidos de Harry, o homem de olhos verdes dá todo um giro de cento e oitenta graus, exasperado. Não conseguia acreditar no que estava vendo: ainda haviam sobreviventes.

Ainda havia esperança.

Porém, por mais que tal notícia fosse boa e reconfortante, Harry sabia que algo estava diferente. A tensão era tão forte que ele quase conseguia pegá-la com as suas mãos. Não era o sorriso de Justin que havia ficado mais sarcástico... era algo a mais, e o homem de olhos verdes tinha plena noção do fato.

Quer dizer; por fora, Justin estava totalmente igual ao último dia em que Harry o vira. O dia em que ele havia sido despedido de seu comando na Red Wings: as mesmas fisionomias, a mesma armadura laranja e amarela com uma capa na cor roxa fazendo contraste com tudo. Se era Fashion? Não muito.

Mas ele sabia que as coisas tinham mudado desde então. Se o Rei já não era mais o mesmo, – e, sinceramente, isso assustava imensamente Harry, já que ele e seus companheiros estavam caminhando para a Sala do Trono justamente para ter uma audiência com o mesmo – por que Justin ainda seria? E, além do mais, era Golbez quem estava mandando nas coisas por ali. Por que ele tentaria se iludir em acreditar que o mar estava para peixe?

Sim, é meio rude da parte de Harry pensar desse jeito sobre alguém que a pouco tempo atrás considerava ser seu amigo, mas, de qualquer modo, o que ele poderia fazer?

E é por essas e outras razões que ele por fim decide que não deve abaixar a guarda em hipótese alguma. Se estivesse tudo bem, ótimo, o.k., mas não custava nada se prevenir. Facadas nas costas sempre vinham de surpresa, sem exceção.

Depois de um longo tempo refletindo, Harry resolve que finalmente é a hora de quebrar o singelo silêncio que havia se instalado no corredor.

— Justin... — Sua voz é duvidosa. — Me diga que você não se juntou à Ele.

— E quem seria Ele, meu Lorde? — O Soldado a sua frente indaga, franzindo as sobrancelhas em pura confusão. Ele não podia estar falando sério... ou estava? Será que realmente não sabia quem era Golbez?

Harry decidiu tentar outra vez.

— Golbez.

— Eu sou o Capitão da Guarda de Sua Majestade. — O outro responde, confiança e honestidade exalando de sua voz, preenchendo os arcos dos infinitos corredores do Castelo. — Sempre servirei a Baron, de fato.

Pelos poderes dos Quatro Cristais, qual deveria ser o próximo passo de Harry? Ele simplesmente não podia acusar Capitão Drew de traição! E, por mais que o homem de olhos verdes fosse um Lorde reconhecido por todos os dos arredores do mundo – que era uma posição muito boa, obrigado –, ele sabe que a lei não deixaria de se aplicar a ele. O regulamento era bem claro: desacato a autoridade era um crime que seria pago através de cinco anos ou mais no calabouço do Castelo.

— Me desculpe, então... — O homem de olhos verdes divaga por um momento, sem saber exatamente o que dizer. Ele poderia tentar descobrir alguma informação... — E o Edward? Ouvi dizer que ele tem sido mantido como refém.

— Temo em dizer que sim. — Justin abaixa a cabeça, e, quer dizer que ele realmente estava lutando contra a situação?! — Mandei meus homens para resgata–lo, mas só eu sobrevivi...

Harry engole seco.

— Entendo.

— Então... — É a vez de Marina comentar, também desconfiada. — você vai lutar conosco, certo? A sua espada é bem–vinda, mais ajuda nunca é demais.

— Mas é claro. — O Soldado confirma. — O meu dever é proteger Baron.

— Eu estou com vocês. — Ele finaliza, dando um sorriso amarelo, e, cara, a sensação era de literalmente ser amigo do diabo.

X

Botas clicam contra o chão de mármore dos diversos corredores, seus cliques ecoam por todo o recinto. As memórias das paredes entalhadas continuam ali para qualquer pessoa que visitasse o local conhece-las. Porém, o que realmente chateava Harry – por ter crescido ali e logo por ter admiração por tal local – era que a áurea espiritual estava simplesmente péssima, e Camila, Lauren e Elizabeth são as que mais percebem isso, uma vez que estão fortemente conectadas a magia. O sentimento é meio incômodo, mas mesmo assim elas encontram forças para continuar.

Por um momento, Harry tem a total certeza de que está andando em círculos. O resto do grupo não estava percebendo muita diferença, é claro, já que nunca haviam visitado o Castelo uma vez sequer, mas a coisa é que aquele lugar é como a casa de Harry – ou pelo menos, já fora – e ele definitivamente sabe quando está perdido por ali. Resumindo, a questão principal era: o que Justin estava tentando fazer com eles?

— Alguma coisa aqui definitivamente fede a monstro. — É a vez de Camila finalmente se pronunciar sobre a situação, após Lauren ter explicado tudo para a mesma.

O problema era que ela não havia sussurrado de verdade, e sim gritado– como sempre.

— Monstros? — Justin saca sua espada do compartimento que havia em sua cintura, gritando. — Todos em posição de defesa!

— As suas ações também fedem. — A outra menina de cabelos negros e longos comenta, rindo em puro escárnio. — Você deveria ter feito algumas aulas de teatro antes de vir nos encontrar.

Meu Cristal, o que elas estavam fazendo?! Desafiar Capitão Drew definitivamente não era uma decisão sábia, e Harry queria gritar tamanha estupidez.

— Então você também virou um traidor. — Harry confirma com a cabeça, não conseguindo demonstrar surpresa.

— Não sei porque você continua me acusando disso. — O outro profere, gesticulando com as mãos. — Eu só estou aproveitando o maravilhoso presente que me deram.

E então é ali, naquele momento, em que Justin se transforma em uma criatura enorme. Seus ombros passam a ser protegidos por ombreiras na cor azul escura com contorno dourado, provavelmente sendo provenientes da armadura que ele estava até então usando.

Seu corpo era praticamente roxo, com algumas partes esbranquiçadas ao redor dos braços e pernas. O rosto era achatado e fino, com somente uma pena azul em cima simbolizando o envolvimento da besta com a realeza.

Camila e Lauren se posicionam em posição de luta, já se preparando para lançar um feitiço duplo.

— Por que você nos enrolou tanto?! — Harry berra, apontando a espada para o ex-amigo. Justin já devia estar morto a muito tempo, era só o corpo do homem ali. — Não era mais fácil ter nos atacado logo?!

— A facada nas costas é muito mais deliciosa vindo de alguém que você confia. E, além disso, vocês estariam perfeitamente distraídos. — Ele sorri, mostrando seus dentes pontiagudos.

— Agora, digam olá para a morte. Ela está ansiosa para lhes conhecer.

X

A alguns passos da Sala do Trono, Harry já não sabe mais pelo o que esperar. Haviam saído vitoriosos da batalha contra Justin, é claro, mas o sentimento incômodo ainda não havia passado.

Todas aquelas pessoas morrendo... parecia um pesadelo, e o que o homem de olhos verdes mais desejava era acordar do mesmo.

Os grandes portões rangem, anunciando a chegada do grupo.

— Harry, — O velho Rei exclama, sorridente. — você finalmente retornou! E, pelo o que parece, mais forte do que nunca!

— Sua Majestade... — O homem se ajoelha na frente do Trono, em reverência. O resto do grupo também faz o mesmo, afinal, ainda não sabiam se podiam confiar no homem a sua frente, mas também não podiam demonstrar isso.

— Ah, e olhe para você... — O Rei se levanta do Trono, examinando as feições de Harry. — Virou um – como é mesmo o nome?

— Um Paladino?

— Sim, sim... Mas temo que isso não irá servir.

— Meu Suserano?

— Seu Suserano? –— O outro ri em puro escárnio, e, ah, que surpresa! Mais um para a lista de mortos por Golbez. — E quem seria esse? Ah, já sei! Você está falando daquele que tenho fingido ser por todo esse tempo, não?

— O que você fez com o Rei, afinal?! — Harry vocifera, sua voz exalando raiva.

— Abaixe esse tom de voz... — A voz do homem – ou seria melhor dizer... criatura? – se tornou profunda e grossa. — ou você acha que está falando com mais um Scarmiglione?

— Então você é um deles, eu suponho. — É a vez de Lana proferir, com nojo.

O ambiente fica totalmente azul como no Monte Ordeals, e o homem a frente de Harry logo se transforma em uma criatura um tanto estranha. Semelhante a uma tartaruga gigante, porém com o corpo todo em tons de azul, a criatura também possui patas enormes, preparadas para esmagar qualquer um que a desafiasse.

— Eu sou o Rei Afogado — Cagnazzo! Como Lorde da Água e servente de Golbez, ordeno que vocês se ajoelhem!

— Vamos ver quem vai se ajoelhar primeiro, grandalhão! — Marina berra, pulando em cima da criatura com suas garras.

Logo no começo, o grupo consegue perceber que velocidade não é o ponto mais forte de Cagnazzo: com um corpo enorme e pesado daquele jeito, a última coisa que ele iria ser seria veloz. Seus ataques faziam um dano considerado médio, mas o que realmente preocupava o grupo era o famoso Tsunami. Quando água começava a se formar nos pés da criatura, Elizabeth ou Lauren tinham que ser bem rápidas a jogar feitiços elétricos para quebrar a corrente.

Os contra–ataques mágicos de Cagnazzo também davam dor de cabeça: ele lançava feitiços de desaceleramento e silêncio, dificultando bastante o trabalho do grupo. Porém, esses obstáculos não são suficientes para fazer o inimigo vencer, e os heróis ocasionalmente o derrotam.

Enquanto o corpo de Cagnazzo se dissipa em pequenos pedaços de luz, indo para sabe–se lá onde, o quebra–cabeça na mente de Harry finalmente começa a se encaixar.

Não era o Rei verdadeiro esse tempo todo, desde sua demissão do cargo da Red Wings... Agora tudo faz mais sentido: era Golbez, sempre havia sido ele. O Rei estava morto há muito tempo, junto com várias pessoas importantes do Castelo.

Harry realmente não sabia no que pensar, ou como sequer lidar com aquela notícia.

Mas ele não teve muito tempo sozinho com seus pensamentos:

— Impostor!

Edward entra correndo na Sala do Trono, continuando a vociferar:

— Se acha que pode me trancar num lugar daqueles, você vai ter que batalhar comigo!

— Ed! — Harry exclama, se aproximando do amigo. Ele estava vivo, ele estava vivo, era tudo que Harry conseguia pensar.

— Ora, seu... — O homem de cabelos ruivos divaga, finalmente reconhecendo o amigo. — Você me deixou bem preocupado, sabia? E até trocou de armadura! Quase irreconhecível!

— Me desculpe, eu...

— E onde está Louis? Ele havia fugido do Castelo afim de te encontrar, mas nunca mais o vimos.

— Ele foi... — Harry suspira amargurado, se lembrando da cena. — capturado por Golbez.

— Enquanto você estava com ele? Como você deixou isso acontecer?!

A coisa era que Harry também não sabia como, então ele simplesmente sacode a cabeça em negação.

— E ele está correndo perigo, então. — Ed conclui. — Bem, acho que um dos meus dirigíveis pode ajudar vocês. Afinal, quem são esses?

— O meu nome é Lauren. — A menina de cabelos negros resolve apresentar o grupo, como a criança madura que era. — Essa é Camila, também uma moradora de Mysidia. Lana é uma anciã e ótima maga, e Marina é a comandante dos Monges de Fabul.

Uníssonos de é um prazer te conhecer, prazer e olá são brevemente trocados entre o grupo.

— Bem, então não temos tempo a perder! — Ed profere, já bolando um plano em sua mente. — Temos que salvar Louis – e rápido!

X

— Aonde está esse seu dirigível? — Harry indaga enquanto o grupo atravessa um dos corredores do Castelo, em direção a saída principal do mesmo.

— Num lugar que ninguém pensaria em olhar. — O outro responde com uma risada alta, orgulhoso de sua inteligência.

Depois de mais alguns minutos andando, o ambiente fica totalmente azul de novo, e a voz de Cagnazzo volta a ressonar pelo local.

Uma risada maligna e profunda pode ser ouvida, arrepiando até o último fio de cabelo de Harry – e olha que eram muitos, mas muitos mesmo.

— O Lorde das Águas – derrotado! Mas os Maus não estão destinados a cair sozinhos!

E com uma última risada profunda, as paredes começam a se mover, prontas para esmagar o grupo. Edward é o primeiro a correr para a porta da frente, constatando que a mesma estava trancada.

— Essa também está emperrada! — Elizabeth exclama, tentando fazer força para a mesma abrir.

Aquilo não podia estar acontecendo. Tanto esforço... para nada?

O grupo continua inutilmente tentando empurrar as paredes para a outra direção, ou, no mínimo, tentar para–las. Camila e Lauren se entreolham, sabendo qual era o certo a se fazer. Com um afirmo de cabeça, as duas crianças se poem em frente as paredes.

— Camila! — Harry exclama. — Lauren!

— O que vocês estão fazendo?! — Elizabeth exclama, arregalando os olhos.

— Harry. — Camila sorri, doce como sempre. — Sentiremos sua falta.

— Você foi como um irmão mais velho para nós. — Lauren completa, com a voz embargada.

— Nós não deixaremos vocês morrerem desse jeito! — A outra garota explica, exasperada. Só queria que eles entendessem... — Elizabeth, tome conta de Harry por nós, o.k.?

— Juntas! — Camila confirma com a cabeça. — Agora!

Elas posicionam suas mãos junto a parede, vociferando em um uníssono:

— Break*!

E, em um piscar de olhos, as paredes se transformam em pedra, junto com as duas crianças.

— Elas se transformaram... em pedra?! — Elizabeth indaga, pensativa. — Então, espere... Esuna!

Mas o feitiço de reversão não fazia efeito, já que Camila e Lauren haviam se transformado por vontade própria. 

Por alguns breves minutos, tudo que domina o pequeno corredor é o silêncio. Todos estão paralisados, sem saber o que dizer ou fazer. A dor era simplesmente surreal. Duas crianças com um enorme futuro pela frente, morrendo desse jeito...

— Bobas... se alguém tinha que morrer, deveria ser um de nós. 

— Elas eram só... crianças... – Marina comenta, com a voz embargada.

Era a primeira vez em anos que ela chorava.

— Iremos vinga–las. — Ed completa, decidido. Não as conhecia, mas também não possuia um coração de pedra: ninguém, absolutamente ninguém, merecia morrer de modo tão injusto.

— Golbez, — Harry coloca a mão no coração, fazendo uma promessa para si. — Você vai responder por isso.

 


Notas Finais


Glossário do Capítulo:

Break: Às vezes traduzido como Stone, é uma Magia Negra muito usada na série. Inflige o efeito do status Petrify (ficar petrificado) em um alvo. Geralmente causa morte instantânea ao alvo, semelhante à Death (status de morte também instantânea).

Fonte: Final Fantasy Wikia


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