História Guided Forth Anew (Fanfic Larry Stylinson) - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Dissidia: Final Fantasy, Final Fantasy, Final Fantasy IV, One Direction
Personagens Bahamut, Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Ficção, Final Fantasy, Final Fantasy Iv, Harry, Harry Styles, Larry, Larry Stylinson, Liam, Liam Payne, Louis, Louis Tomlinson, Magia, Niall, Niall Horan, Niam, One Direction, Rpg, Sobrenatural, Zayn, Zayn Malik
Exibições 17
Palavras 3.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Discovers


— Parece que eu subestimei vocês.

Uma risada maléfica ecoa por todo o andar, fazendo com que o grupo – que estava se preparando para deixar a torre – parasse de andar e se virasse, a procura da origem do som.

Já era. Marina estava certa. Alguma merda definitivamente estava para acontecer.

— Não achei que vocês fossem fortes o suficiente para fazer algum dano em Lorde Golbez...

E então, como se as peças de um quebra cabeça finalmente tivessem se encaixado depois de muitas tentativas, algo na mente de Zayn clica: ele conhece muito bem aquela voz.

— Barbariccia! — O moreno dá alguns passos a frente, respirando fundo. Adrenalina pulsava em suas veias, ele sabia o que estava por vir: uma batalha. — A terceira do Círculo dos Quatro de Golbez!

O local muda totalmente de cor como em todos os outros encontros com os Lordes dos Elementos, e Barbariccia se materializa na frente do grupo não muito tempo depois.

Os cabelos curtos e loiros da mulher caiam por seus ombros como pequenas cascatas. Uma franja desfiada cobria parte do seu olho direito, e seu corpo era trajado por um vestido justo na cor preta.

Tentadora, porém perigosa, é o que o homem pensa.

— Zayn. — Barbariccia profere, se aproximando como uma serpente. Aquele vagabundo era um traidor, e traidores mereciam ser punidos da melhor forma possível: sendo presenteados com a mais dolorosa morte. — Então você nos traiu. E com toda a força que tens – que desperdício!

Os cliques do salto alto preto provenientes do andar da mulher haviam se cessado quando Zayn por fim devolve o intimato que havia recebido:

— Eu não traí ninguém, Taylor! — Ele sacode a cabeça para os lados em um gesto de pura negação. — Só consegui os meus sentidos de volta. Aquele cara... ele não era eu.

— E você se tornou arrogante também, pelo o que parece. — A loira gargalha baixinho, cheia de escárnio. Era tão óbvio que o homem estava mentindo para si mesmo, e ela se pergunta silenciosamente se seus companheiros também conseguiam perceber tal fato. — Tá bom, se é o que você diz...

— Mas de qualquer modo, — Ela continua, não se deixando divagar. — eu deveria ter matado você e esse Louis quando eu tive a chance.

O sangue de Harry borbulha. Louis morto? Não mesmo. Só por cima de seu cadáver, ele pensa.

Aquela desgraçada ia provar de seu próprio veneno.

— Mas aquela velha não está mais com vocês, — Ela debocha. — e, por isso, vocês não tem mais Meteor. Deixem que eu me desculpe pelos meus erros!

— Eu te desafio a tentar. — Zayn cospe, logo sacando sua lança feita de metal, o que faz com que o clique da mesma ecoe por todo o andar. Aquele é o sinal para o resto do grupo se colocar em posição de batalha. — Você não é a única pessoa aqui que consegue andar pelo vento!

A mulher dá um sorriso irônico, criando uma esfera elemental e a lançando ao seu redor.

E, em um piscar de olhos, a mulher está na frente de Harry levitando a sabe-se lá quantos metros do chão.

Como sabem que ataques físicos não afetam a barreira que era o furacão da mulher, Louis e Harry decidem dividir o trabalho de aumentar os Status* do grupo, com o primeiro lançando Protect* e o segundo lançando Shell*, respectivamente.

Zayn imediatamente usa Jump na adversária, pegando impulso para pular da parede e dar um chute certeiro na criatura. O moreno sabia que aquilo faria com que o furacão se desfizesse, o que daria chance para os amigos atacarem com ataques físicos. Era algo que ele havia aprendido na Torre, enquanto estudava com a mulher.

Os golpes do martelo de Ed misturados com os chutes de Marina fazem altos danos, enquanto Harry ajuda Louis a assistir o grupo com magias de cura que ele havia aprendido a desenvolver como Paladino, afinal, seus ossos ainda estavam doendo – e muito. Não havia como lutar, por mais que ele se empenhasse.

Depois de algum tempo usando a mesma estratégia, Taylor finalmente caí no chão com um baque alto. Ela despenca do ar, e, depois disso, tudo que se ouve são arquejos e xingamentos.

— Traidor...! — Ela berra. — Como você ousa?!

Zayn dá um sorriso irônico, se aproximando da mulher e se preparando para dar o golpe final com sua lança.

— Você... — Ela suspira, inutilmente tentando se levantar. — você pode ter me derrotado, mas o último dos Quatro ainda está de pé. Não esqueçam disso.

Mas como eles podiam esquecer de tal coisa, quando tudo que se falava ultimamente era sobre Golbez e seu clubinho dos quatro?

De repente, a torre começa a sacudir e sacolejar, fazendo com que diversas partes do teto quebrado comecem a cair perigosamente perto do grupo.

Mármore e barro voam para todo o lado, e é a voz da loira que dá um ultimato final ao grupo. Sua risada maligna tilinta pelos ouvidos de Harry e, pelos Cristais, se ninguém o segurasse, jurava que ia acabar com a raça daquela mulher.

— Mas não é como se vocês fossem sair daqui vivos para conhece–lo, de qualquer jeito!

E essas são as últimas palavras da mulher antes de desaparecer como o vento, deixando os cinco sozinhos na Torre.

— A torre está caindo! — Marina exclama, logo tossindo por conta da poeira.

Ed e Harry vasculham todo o andar, tentando achar alguma janela ou passagem secreta.

— Essa desgraçada nos deixou sem saída! — Zayn firma sua lança no chão, raiva borbulhando em suas veias.

— Calem a boca e fiquem perto de mim! — Louis berra. Ele dá as mãos para os amigos, logo formando uma bola de energia em suas mãos e lançando um feitiço que abraçava todo o grupo.

— Teleport!

E, em um piscar de olhos, eles estão fora da Torre.

X

Os pés de Harry alcançam o chão quando ele menos espera, com suas botas de repente sentindo a consistência do mármore em sua sola. Aquela dureza não lhe era estranha, quase o lembrava de...

— Nós estamos em–

— Seu quarto, no Castelo de Baron. — Louis explica. Se sente cansado fisicamente e psicologicamente por conta dos acontecimentos anteriores, mas aquela definitivamente não era a hora para demonstrar fraqueza.

Ele tinha que ser forte.

— Deve ser seguro o bastante ficar aqui, — Ed comenta, examinando as paredes. — uma vez que o impostor se fora.

— Impostor...? — O homem de olhos azuis indaga, confuso. Do que eles estavam falando?

— Harry. — Zayn chama a atenção do amigo, se sentando em uma das poltronas vermelhas do quarto.

— Hum... — O outro divaga, levemente distraído. — Oi?

— Tem algo que você deve saber.

Lá vem bomba, Ed conclui.

— E o que seria?

— Sobre os Cristais.

Harry abaixa a cabeça, atordoado. Havia falhado na missão mais importante de sua vida. Seu único trabalho era proteger os Cristais de serem capturados, e foi com a derrota que ele se encontrou.

— Zayn... — O homem de olhos verdes profere em um tom triste. O amigo provavelmente não estava de lembrando dos acontecimentos anteriores, então ele resolve explicar. — Nós perdemos o Cristal da Terra. Golbez possuí os quatro agora.

— Não, — O outro sacode a cabeça em negação, e do que diabos ele estava falando? — ele só possui quatro.

— Você quer dizer que... há mais?

— Agora que eu parei para pensar nisso, acho que já ouvi falar sobre... — Ed coça a cabeça, pensativo. Devia ter lido uma página ou duas sobre tal assunto em algum livro da biblioteca oculta do Castelo.

— Você está falando dos... Cristais Escuros? — Louis engole a seco. Havia os estudado quando menor, enquanto aprendia os conceitos básicos da magia branca, porém nunca havia sequer cogitado a ideia de sua existência ser real ou somente ficção.

— Sim. — O homem de olhos castanhos confirma com a cabeça, para a surpresa do homem de olhos azuis. — São eles.

— Então os Cristais desse mundo são os de luz?

— E, para cada luz, há uma sombra. — Marina conclui, completando o pensamento de Ed.

Nossa, o mundo realmente era muito poético. Essa história de luz e sombra? Totalmente inspiradora para Harry. Parecia algo totalmente fictício e fora de sua realidade, como as vezes em que passara noites em claro escrevendo poemas amorosos dedicados a Louis, onde tentatava declarar seu amor pelo garoto.

Eles eram muito mais novos na época, mas o sentimento de forma alguma havia mudado, porque toda vez que o azul se encontrava com o verde e o verde se encontrava com o azul... não tinha mais volta: os dois pertenciam um ao outro, e nem a mais forte explosão cósmica poderia fazer com que seus laços fossem desfeitos.

Harry chacoalha a cabeça, tentando se concentrar. Tudo que ele fazia ou pensava o levava a Louis, e, as vezes, somente as vezes, tal acontecimento era um pouco irritante.

— Então eles são... — A boca de Harry está seca. Depois de tantas falhas, ainda havia restava uma chance para o grupo? — reais?

Será que o universo realmente não havia desistido deles?

— Parece que sim. — O homem na armadura azul escura diz, cansado. — Golbez... ele só possui a metade.

— Mas, mesmo se a lenda fosse verdade, como conseguiríamos acha-los? — É a vez de Marina indagar, andando para os lados de modo impaciente.

— Não tenho muita certeza, mas temo que Golbez já o fez. Ele têm acesso a muita tecnologia, vocês não tem noção do quanto.

— Então como iremos protege-los?! — A mulher de cabelos negros volta a perguntar.

— Acho que a melhor opção seria ir onde o nome implica – nas profundezas do Submundo.

— E como iremos chegar lá?! — Ed exclama. Será que existia um tipo de aeronave especial para tal missão? — Cavando?!

— Por favor, se acalmem. — Zayn profere, encontrando com os olhos sérios de Harry. — Ainda tem mais: ele disse que quando todos os Cristais estivessem reunidos, o caminho para a Lua seria aberto.

— O caminho para a Lua? — Harry sussurra para si mesmo, não acreditando nas próprias palavras. Mas era real. Incrivelmente, era real. — Esse Golbez tem tomado muita cerveja antes de dormir, não é possível.

— Eu não entendo mais do que vocês. — O homem de olhos castanhos ri com a língua presa entre seus dentes em um claro sinal de nervosismo. — Mas ele me disse que essa era a chave.

Zayn se levanta calmamente da poltrona em que estava sentado e caminha para perto de Harry, o entregando algo em suas mãos.

O homem de olhos verdes encara o objeto.

— Uma... — Harry divaga, sem entender. Sinceramente, esperava que o objeto que os ajudaria fosse algo mais luxuoso. — pedra?

— É uma pedra de magma. Há algum lugar que devemos oferece-la, — O outro homem explica, convicto de suas palavras. — e, quando o fizermos, o caminho para o Submundo será aberto.

— Mas onde? — Louis pressiona.

— Eu realmente não sei. — Ele dá de ombros.

Um breve silêncio se instala no local. Cada pessoa presente no quarto se perde em seus próprios pensamentos, concluindo e anotando mentalmente certas informações.

— Ei! — Ed exclama, estalando os dedos para chamar atenção. — Por que essa cara? Nós temos o meu dirigível!

Todo o grupo encara o rosto de Ed, sem entender absolutamente nada.

— Podemos viajar o mundo todo em um piscar de olhos, não há nada a temer! — O ruivo continua, não entendendo a expressão que havia recebido em resposta.

— Mas Ed, — É Harry quem quebra o silêncio, prendendo seus cabelos em um coque alto e firme. — a aeronave ficou na Torre de Zot.

— Vocês realmente acham que uma criação minha não tem um controle remoto?! — O homem ruivo responde, dando um sorriso que abraçava todos os cantos do mundo. — Sinceramente, esperava mais de vocês.

— Então o nosso curso de ação está decidido. — Marina conclui, engolindo a seco. — Nosso próximo destino... será o Submundo.

Ah, a doce sensação da pressão.

— Partiremos daqui a dois dias, tudo bem? — Ed indaga. — Preciso fazer alguns ajustes no meu bebê.

X

A noite chega rapidamente no Castelo de Baron. Lua e Sol se opõem para que o outro consiga brilhar, e as estrelas valseiam pelo céu.

É um pequeno infinito.

Todos estão em seus devidos quartos descansando, com a única luz presente sendo proveniente das tochas que ainda estavam acesas, iluminando o local de um jeito fraco, porém acolhedor.

É claro, todos menos Harry – ou pelo menos, era isso que ele achava.

A coisa é que o homem de olhos verdes não consegue fechar os olhos e descansar. São muitas coisas para processar, era tudo muito rápido: a petrificação de Camila e Lauren, o desaparecimento de Niall, a morte de Elizabeth...

Então ele se faz a mesma pergunta que fez a si mesmo na véspera do dia de saída para Mist.

— Será que um Cristal vale tudo isso? — Ele sussurra para si mesmo, novamente procurando respostas na face brilhante da lua cheia.

Mas a Lua não o responde, como sempre. Somente o fazia em seus sonhos, apagados e distantes da realidade, onde os pés de Harry não conseguiam alcançar o chão.

Porém, quando ele parava para pensar a fundo sobre o assunto, conseguia perceber que tudo aquilo não era sobre um simples Cristal. Harry estava fazendo parte de algo muito maior do que ele jamais poderia imaginar, e, por mais que não entendesse, tinha plena consciência disso. Não eram apenas Cristais... era o destino do mundo que estava em jogo, por mais dramático que isso soasse.

Ele por fim resolve levantar da cama, sabendo que sua noite de sono já havia sido arruinada. Rolando pelos cobertores e edredons, os pés cobertos por meias de Harry logo encostam no chão gelado.

Descendo as escadas a caminho do corredor de um jeito discreto e silencioso, o homem seriamente pensa em acordar Louis. Afinal, não era para isso que namorados eram feitos? Qual a graça de estar num relacionamento se você não pode nem ao menos acordar seu amante quando está com insônia?

Harry conclui que a resposta é sim, então logo se põe a caminhar em direção ao quarto do homem de olhos azuis. Ele entra sem bater, é claro, já que está tentando fazer o mínimo de barulho possível. A porta range do jeito mais sublime e silencioso, e o homem agradece as forças superiores por tal acontecimento.

Seu namorado estava dormindo de um modo totalmente serene, suas feições estavam livres de qualquer preocupação. Seus cílios quase tocavam suas bochechas de tão grandes que eram quando seus olhos estavam fechados, e, droga, Harry se sente um psicopata ao ficar parado ao lado de Louis enquanto o mesmo dorme.

Pelos Cristais... Louis era simplesmente lindo, com suas pequenas sardas e seus pezinhos de galinha no final das pálpebras.

— Lou. — Harry sussurra, sacudindo o homem deitado ao seu lado de modo fraco. — Acorda, por favor.

Nenhuma resposta, só roncos baixos.

— Lou. — Ele tenta de novo, o sacudindo com mais força.

— O que...? — O outro finalmente responde, gemendo de modo manhoso, o que faz com que o membro do homem de olhos verdes dê um sinal de vida. Se controle, Harry. Agora não era a hora de pensar sobre seu namorado e suas mãos e sua boca e... — Droga, Harry... deve ser de madrugada, o que você quer?

O homem de olhos verdes faz um pequeno bico com os lábios, triste. Do modo mais patético e infantil possível, ele pronuncia as seguintes palavras:

— Eu... eu não consigo dormir.

Louis o encara com deboche, se perguntando se aquela era mesmo a sua vida. Ele dá de ombros, tirando os lençóis de cima de seu corpo e se espreguiçando.

— E precisava me acordar para me fazer sofrer junto com você?

— Sim, precisava. — Harry ri baixo. — Não sei se você lembra, mas você me prometeu um encontro.

Oi? Do que ele estava falando?

— E quando é que foi que eu te prometi isso? — Louis passa a mão distraidamente de modo rápido por sua franja, tentando ajeita-la.

— Hum... — Harry divaga. — Talvez tenha sido aquela vez que eu deixei você pilotar o aerobarco, no caminho de Fabul...

— Harry. — O homem de olhos azuis pausa, devidamente surpreso. — Eu realmente não achei que você ia lembrar disso.

— Bem, tarde demais.

Harry oferece a mão a Louis para acompanha-lo pelo corredor, com o mesmo imediatamente aceitando a ajuda.

X

Arcos atravessam toda a varanda, formando uma bela construção que antecedia as portas de entrada, com seus vidros de mosaico e tudo o mais.

A Lua brilhava, e, olhando para o horizonte, com as mão de Louis nas suas e as suas na dele, ele imediatamente tem flashbacks de sua infância no Castelo. Quer dizer, como ele poderia se esquecer de tais momentos? Os dois homens já passaram muitas noites em claro sentados ali, observando as aeronaves das Red Wings planarem pelo ar e se perguntando o que o futuro aguardava para os dois, e aquela só seria mais uma daquelas noites.

O chão de mármore não era lá muito confortável, mas isso não impede Louis e Harry de sentarem na posição flor de lótus no chão da mesma, como em todas as outras vezes que vieram ali.

É Harry quem quebra o silêncio da noite, pela primeira vez em meses confortável para os dois.

— Veja como as estrelas brilham por você. — Ele tenta ser romântico. Ao se sentar, havia sentido uma pequena dor nas costas, mas nada que os feitiços de cura de Louis não resolvessem.

— Você está errado. — Louis sacode a cabeça em negação, mordendo os lábios. — Elas brilham por si mesmas... e sabe por quê?

Louis dá um bocejo alto, se ajeitando no chão de mármore e deitando sua cabeça no ombro do homem de cabelos castanhos e cacheados.

— Porque elas são independentes. — Ele continua com os olhos fechados por conta do sono, sussurrando. Sua voz está baixa, e, cara, são por aqueles momentos de liberdade que Harry luta. Ainda espera que possa acordar ao lado de Louis todos os dias sem se preocupar com os perigos que os rodeavam no momento. — Elas lutam por si mesmas, por mais que as pessoas não acreditem na força que elas possuem.

E foi aí que Harry soube que Louis não estava falando das estrelas.

— Lou. — O homem de olhos verdes profere, de repente adquirindo um tom sério ao se lembrar de algo.

— Oi? — O menor indaga.

— Você não quer me contar... o que aconteceu na Torre antes de eu chegar?

O homem de olhos azuis volta a sua atenção para o céu estrelado na frente dos dois, murmurando uma música lenta em um tom baixo.

— Acho que Zayn sabe mais do que eu. — Ele dá de ombros. — Quer dizer, eu só fiquei preso naquela guilhotina na maior parte do tempo.

— Mas quando eu cheguei você estava sentado no chão, não preso.

— Ah, sim. Eu não sei o que houve, mas um pouco antes de você entrar, a guilhotina simplesmente me soltou. — Ele explica, semicerrando os olhos ao tentar lembrar mais detalhes da cena. Realmente havia sido estranho. — Mas a porta continuou trancada, então a única coisa que eu poderia fazer era esperar...

— Deve ter sido o feitiço de Elizabeth que te soltou. — Harry conclui, soltando uma lufada de ar. — Afinal, Zayn também foi solto do feitiço que tinha sobre sua cabeça.

— E quem seria Elizabeth?

— É uma longa história... — Harry suspira, lembrando das cenas que iriam ficar impregnadas na sua cabeça para sempre. — Quando eu estiver com a cabeça mais fria, te conto, o.k.?

— Tudo bem. — O outro confirma com a cabeça, já conhecendo Harry a bastante tempo para saber quando não devia pressiona-lo. — E o que aconteceu com os outros?

— Outros?

— Cara... e Niall.

— Cara está bem. — Harry responde. — A encontramos na enfermaria no Castelo de Troia. Agora, Niall... ele foi... engolido pelo Leviathan.

— Como assim engolido pelo Leviathan?!

— De novo, é uma longa história. — O homem de olhos verdes ri baixo. Não conseguia acreditar que aquela era a sua vida, explicando para seu namorado como seus amigos haviam morrido ou desaparecido. Mas para toda noite sombria há um amanhecer, e é isso que o mantém de pé. — Quer café?

E, pela primeira vez em muito tempo, Harry finalmente consegue se sentir calmo, por mais que as circunstâncias estivessem bravamente lutando contra ele.

 


Notas Finais


Acho interessante como o jogo nos ensina sobre o quão longe inveja pode nos levar. Inveja nos torna mais fracos e mais propícios a sucumbir ao lado ruím da coisa. Zayn sempre foi um homem calado, nunca compartilhou seus sentimentos ou abriu seu coração para Harry ou Louis. Ele é obrigado a ver H&L juntos quando ele queria ser o H ali. É meio deprimente. Não estou falando que ele está certo por ter feito o que tez, mas é algo realmente a ser pensado.

A inveja de Zayn não desapareceu com um simples pedido de desculpa. O sentimento é muito maior que ele.

Lembrem-se disso.

X

Glossário do capítulo:

Status*: Condições mágicas que podem afetar algum personagem positivamente ou negativamente. Podem ser efeitos colaterais de ataques adversários ou não, também podendo atingir um ou mais personagens por turno. Geralmente, Magos de Magia Negra lançam os ruins, e os de Magia Branca vice-e-versa.

Protect*: Status que aumenta a proteção de um ou mais personagens contra ataques físicos.

Shell*: Status que aumenta a proteção de um ou mais personagens contra ataques mágicos.


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