História Guided Forth Anew (Fanfic Larry Stylinson) - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Dissidia: Final Fantasy, Final Fantasy, Final Fantasy IV, One Direction
Personagens Bahamut, Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Ficção, Final Fantasy, Final Fantasy Iv, Harry, Harry Styles, Larry, Larry Stylinson, Liam, Liam Payne, Louis, Louis Tomlinson, Magia, Niall, Niall Horan, Niam, One Direction, Rpg, Sobrenatural, Zayn, Zayn Malik
Exibições 6
Palavras 3.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Flight into Fire


Quando Harry finalmente abre os olhos, tudo que ele vê é, surpreendentemente, escuridão.

Talvez seja o fato de sua visão estar direcionada para o teto fechado do submundo, e tal local ser quase totalmente imerso em sombra, com a única fonte de luz sendo proveniente dos rios de lava.

Talvez. Só talvez.

Suas costas doíam um pouco — mas graças à forças maiores, não tanto quanto a dois dias atrás, quando ele e o grupo haviam finalmente deixado a Torre de Zot. Ainda se lembrava de Louis cuidando dele com várias gazes e diferentes tipos de magias brancas, e de quão estranha a expressão em seu rosto era quando vira o sangue branco escorrer por um de seus braços.

Sinceramente, ele também não sabia o que pensar de tal fato.

— Harry... — É a voz de quem ele mais ansiava por ouvir que murmura, e obrigada, forças superiores! Louis estava bem.

— H? — Uma voz mais grossa e séria profere. — Acorda... temos que ir logo.

O homem de olhos verdes se levanta com um pouco de dificuldade, olhando ao seu redor. Conseguiu perceber que ainda estava no dirigível, com seu chão de madeira nobre um pouco danificado por conta da queda brusca. Todos os seus cinco amigos estavam de pé, como se estivessem esperando para que sua pessoa acordasse a um tempo.

— Todos estão bem? — É a primeira coisa que o homem de olhos verdes indaga, como sempre preocupado – na verdade, como um verdadeiro líder, por mais que realmente não gostasse de tal título.

— Sim, — Ed confirma, logo abaixando a cabeça em um gesto de tristeza. — todos menos a minha aeronave.

— Eu dei uma olhada nas enginas com o Ed, — Marina comenta, por mais que não soubesse muito sobre engenhocas e tudo o mais. Só queria ajudar de algum modo. — e acho que não conseguiremos voar com a mesma no estado em que está.

— Então teremos que ir a pé. — Zayn completa. — Mas não se afastem do grupo, está entendido? 

— Já entendi, Z. — É a vez de Louis voltar a falar, rolando os olhos tão fortemente que chega a doer. — Não conhecemos o território e blablablá.

Ah, Louis. Sempre com sua astúcia e impertinência.

Harry não pôde evitar senão rir de tal cena a sua frente, com Zayn o dando um olhar debochado não muito tempo depois.

Como ele amava aqueles dois!

— Então partiremos daqui a pouco. — A mulher de cabelos curtos enuncia, já preparando sua pequena mochila e guardando alguns suprimentos dentro da mesma. Tendas, poções, colírios e antídotos. Do que mais eles iriam precisar? — Peguem o que precisarem. Não sabemos por quanto tempo iremos caminhar.

E, com isso, eles partem para o sul, tentando terminar o trajeto que a aeronave estava fazendo.

X

Por incrível que pareça — e por muita sorte, obviamente — a caminhada é estupidamente curta. O clima não mudara; rajadas de quentura voam sobre o rosto dos viajantes quanto mais perto eles chegam do que parece ser um Castelo. Não faziam a mínima ideia de que horas eram, já que a luz não diminuía nem aumentava: só permanecia do mesmo jeito.

Intensa, forte e que provavelmente poderia causar cegueira sem muito esforço.

Antes de entrar, é Louis quem para de andar.

— O que houve? — Marina indaga, cerrando as sobrancelhas em confusão.

— O que? Vai me dizer que vocês nunca ouviram histórias sobre criaturas do submundo? — Louis ri com escárnio, por mais que estivesse morrendo de medo por dentro. — Não quero encontrar com o Ifrit* nem nada do tipo.

Harry dá uma gargalhada alta, se apoiando no ombro de Zayn.

— Lou. — Ele profere. — A gente já matou tanta coisa, não vai acontecer nada...

Ah não. Harry não podia estar falando sério. Tipo, não mesmo. Quer dizer, ele sabia de seu medo pelos futuros acontecimentos, afinal, o próprio havia contado sobre tais fatos, e mesmo assim o homem de olhos verdes estava tirando sarra de sua preocupação.

Harry definitivamente era um homem morto.

— Você. — O homem de olhos azuis aponta seu dedo indicador para o namorado. — Mais uma dessas piadinhas e eu atiro uma das minhas melhores flechas no meio do seu rabo.

Harry morde os lábios, levantando suas mãos em um claro sinal de rendimento.

Adorava provocá—lo.

— Continuando, mas e se ele jogar a gente nesses rios de lava ou algo do tipo? — Louis continua, esperando que tal pergunta fosse o suficiente para convence—los.

— Não seja bobo, Louis. — É a vez de Marina confortar o amigo, se aproximando do mesmo. — Vai ficar tudo bem. É uma promessa.

Louis sorriu minimamente. Ele definitivamente confiava em promessas.

— Tá bom. — Ele dá de ombros, logo voltando a caminhar como se nada tivesse acontecido. — Mas se eu morrer, a culpa é de vocês.

Eles finalmente entram no castelo, sentindo o ar fresco os abraçar.

O que imediatamente notam era que toda a população presente era anã, com os soldados apenas sendo diferenciados por conta de suas armaduras azuis.

— Olha, Lou. — Harry comenta baixinho. — Seus parentes.

O outro homem não pode evitar senão rir, logo tentando adquirir um tom sério — tentativa que obviamente falha, é claro.

— Cala a boca, cara de sapo.

Harry ia rebater, já abrindo a boca e se preparando para fazer mais uma piada com a altura do namorado, quando todo o grupo é surpreendido pela aproximação de um dos soldados—anões.

— Lali—ho! — Ele os cumprimenta. Aquela provavelmente era alguma gíria de seu vocabulário. — O que traz vocês aqui?

— Precisamos falar com o Rei imediatamente. — Harry responde de modo sincero, tentando ser o mais direto possível. Eles não tinham muito tempo.

— Posso saber sobre o que? — O soldado responde, levantando uma das sobrancelhas em pura desconfiança. Quer dizer, quantas vezes você recebia visitantes ordinários pedindo uma audiência com o Rei, sem mais nem menos? Era uma situação interessante, e por sorte, o soldado tinha armas que o ajudaria caso ações mais drásticas fossem necessárias.

— É urgente. — É a vez de Zayn tentar explicar, impaciente. O tempo estava passando, eles precisavam agir e a hora era agora. — Envolve o destino desse Reino.

— Posso saber mais precisamente sobre tal urgência? — Ele pressiona.

— É sobre... — Marina se aproxima do homem, sussurrando para que sua seguinte palavra não causasse tumulto entre o resto de criaturas que caminhavam pelos corredores. — Golbez.

Os olhos do soldado se arregalam, com o mesmo concordando freneticamente com a cabeça.

E, com isso, a passagem para a Sala do Trono é liberada.

X

— Oh—ho! — O que parecia ser o Rei dos Dwarfs se levanta quando vê o grupo entrar. — Vocês sobreviveram aquela queda!

— Sua Majestade. — Todo o grupo se ajoelha, logo voltando a ficar de pé. Boas maneiras em primeiro lugar, não é mesmo?

— Espere... — As peças do quebra—cabeça se encaixam de repente na mente de Harry. Como ele não havia pensado nisso antes? — Você estava lá?

— Sim, estava. — Ele confirma com a cabeça. — Éramos nós os donos dos tanques.

— Então isso significa que os Cristais Escuros são reais, certo? — Zayn sussurra para si mesmo, não acreditando nas próprias palavras. — E era por isso que vocês estavam lutando contra as Red Wings... Agora faz sentido.

— Ah! — Rei Giott exclama. — Então é por isso que vocês vieram aqui. Mas vocês não parecem ser amigos do inimigo, já que não foram nem um pouco bem—vindos pelo mesmo. Peço que aceitem nossas desculpas, já que quase lançamos vocês para fora dos céus.

— E, sim, eles são reais, Dragoon. — O pequeno homem confirma, para a resolução de Zayn. — Dois de quatro já foram... mas esse aqui ainda está a salvo. Nossos tanques conseguiram conter o inimigo. Todos estão bem, certo?

— Estamos atrasados, então. — A mulher de cabelos curtos comenta, decepcionada.

— Sim, mas infelizmente a aeronave foi atingida. — Ed por fim intervém na conversa.

— Então é assim que são chamadas? Aeronaves? — Ele indaga, realmente curioso. Nunca havia ouvido falar de tal tecnologia, afinal, era algo disponível somente em Baron e designado exclusivamente por Ed. — Bem, nossos tanques só nos defendem no meio terrestre. Sua aeronave nos ajudaria, e muito.

— Mas ela, como eu lhe disse anteriormente, foi gravemente atingida, Sua Majestade. — Ed solta um muxoxo. — Irá precisar de alguns concertos antes de estar hábil a voar outra vez. Mas não acho que haveria algum problema em aceitar.

— Se é assim, bem, eu ficaria feliz em providenciar qualquer material que precisar.

— Então eu conseguiria fazer as enginas rodarem de novo. — O homem ruivo conclui. — Porém, ela não foi construída para aguentar o calor de todo esse magma. Acho que eu precisaria voar até a superfície e concertar ela com um pouco de Mythril*.

Ao ouvir tais palavras, Harry imediatamente se vira para Edward, exclamando de modo realmente preocupado:

— Ed!

Será que seu amigo havia ficado louco?! As chances de ser perseguido no caminho de volta pelas Red Wings eram simplesmente imensas, Ed definitivamente não conseguiria despistar toda a força aérea de Baron sozinho.

— Não precisa ficar com lágrimas nos olhos, H. — O homem ruivo ri baixo, sabendo de onde vinha aquela preocupação. — Só vou fazer algumas atualizações no meu bebê.

— Já vocês, crianças, — Ele continua. — devem esperar aqui. Estarei de volta antes que consigam sentir saudades, eu prometo!

— Ed... — É a vez de Louis comentar, sabendo que tentar persuadi—lo a ficar não adiantaria nada. Eram amigos a bastante tempo para saber que ele era dotado de uma cabeça bastante dura. — Tome cuidado, então.

— Ah, Louis! — Ele debocha. — Não se apaixone por mim também!

E é assim que ele deixa a Sala do Trono, com sua capa curta balançando a medida que seus passos aumentavam enquanto corria pelo corredor.

X

— Onde vocês estão guardando o Cristal, afinal? — Marina indaga por pura curiosidade, após ficar por algum tempo esperando por algum sinal de alerta.

— Numa sala atrás dessa que estamos. — Rei Giott responde, andando impacientemente pela Sala do Trono. — Enquanto houver luz nos meus olhos, o Cristal estará a salvo.

— Você tem certeza? — Ela pergunta, claramente desconfiada. — Porque eu realmente sinto que algo estranho está acontecendo.

— Como assim, Marina? — Zayn pergunta aflito, já se levantando. É sério que ela só falava isso agora?! Ele sente como se pudesse infartar a qualquer momento.

— Posso estar errada, — Ela de repente abaixa o tom de voz e olha ao seu redor, como se estivesse em um filme de suspense, e nossa, Zayn estava pronto para planejar a própria morte. — Mas é como se alguém estivesse nos vigiando. É uma presença fria.

— E você só fala isso agora?! — Louis exclama, como se tivesse lido os pensamentos de Zayn.

— Mas só tem a gente aqui dentro. — Harry comenta.

— Pode ser na outra sala, não sei. — Ela sacode a cabeça, confusa. — Meus sentidos podem estar me enganando, mas eu sinto uma presença atrás daquela parede.

— Eu sabia que a gente ia morrer. — Louis sussurra para si mesmo quando vê todo o grupo caminhando em direção a sala comentada. — Desde o começo, eu sabia. Droga, Louis, se acalma.

Pelos Cristais, como ele e seus amigos eram patéticos.

A porta da sala é aberta depois de todo o suspense, revelando bonecas vivas em tecidos na cor laranja dançando pelo local. Seus olhos eram num azul vibrante, e suas bocas, costuradas. A maquiagem em seu rosto era totalmente borrada, dando a impressão de terem sido pertencidas a alguma criança. O que até faz sentido, no final das contas.

— Yip—ho—ho!

— Mas o que é isso?! — Harry exclama, perplexo. Ele nunca tinha visto algo igual ou pelo menos parecido. Pelos Cristais, aquilo era tremendosamente assustador e macabro.

— Bonecas?!

As quatro criaturas de pano começam a fazer uma dança macabra, rodopiando e girando pelo chão da sala. Depois disso, formam uma fila indiana, dando mais um giro de trezentos e sessenta graus.

— Somos as Calcabrina! — A primeira da fila diz. — Bonecas adoráveis, bonecas terríveis!

— Seus cretinos sem cérebro... andando por corredores desconhecidos...

— Nós cortaremos as cordas da vida de vocês! — A terceira continua.

— Lorde Golbez ficará tão orgulhoso de nós!

Ah, claro. Como se não fosse óbvio, era Golbez quem estava por trás daquilo.

E, em um piscar de olhos, elas atacam.

As bonecas obviamente não são adversários fortes: só usam ataques físicos, e, por sinal, muito fracos (afinal, que boneca inanimada teria força?). Por mais que não fossem dotadas de força quando sozinhas, em grupo era bem ao contrário: se fundindo uma nas outras, formaram uma boneca gigante com vestes roxas. 
É. Aquele feitiço definitivamente era forte. Parabéns pela criatividade, Golbez.

Os chutes e socos da boneca se tornam mais fortes, conseguindo dar danos consideráveis nos viajantes, mas nada que as magias de cura de Louis não pudessem suportar. Depois de um tempo na mesma estratégia, a famosa atacar, defender, curar e atacar, o grupo finalmente derrota a criatura, por mais que soubessem que aquele claramente não era o final do conflito.

Nada era tão fácil e simples assim.

— Vocês nos derrotaram... — A boneca mostra seus dentes pontiagudos, por mais que estivesse gravemente debilitada no chão. — mas agora, Ele sabe onde o Cristal está...

— O que?!

Ah, que surpresa! Era uma armadilha. Parabéns Harry e companhia, vocês foram enganados pelo Tio Golbez e trazidos direto para a toca do leão... de novo.

Ao ouvir uma voz grossa e bem conhecida, o grupo definitivamente sabe que está ferrado.

— Então parece que os nossos caminhos se cruzaram novamente.

De repente, uma figura trajando uma armadura escura e com detalhes em azul aparece na frente de Harry. Sua longa capa balançava por conta do movimento brusco, seu sorriso era irônico.

Aquilo não podia estar acontecendo.

Seria aquela a batalha final? O que todos em suas casas esperavam? Será que era dali que nossos heróis sairiam vitoriosos, gloriosos e sendo a salvação que o mundo tanto esperava?

— Golbez! — Zayn arqueja, se aproximando para ficar do lado do melhor amigo. Não iria deixar que nada acontecesse com o mesmo. Era uma promessa.

— Acredito que temos algumas contas para acertar. — O outro comenta, sorrindo de ponta a ponta. Já tinha tudo planejado: aqueles vermes? Definitivamente não eram páreo para si. — É lamentável o fato de Elizabeth estar morta... agora, vocês não tem mais Meteor para ajuda-los.

— Mas primeiro, deixem que eu explique a razão de nosso encontro ser aqui, nesse pedaço de fim de mundo que é o Underworld. Considerem um presente meu, já que me ajudaram a encontrar a localização dos Oito. — Ele caminha lentamente pela Sala de Cristal, como se tivesse todo o tempo do mundo para tagarelar. Sinceramente, isso só deixava Harry mais ansioso. Golbez estava... tão confiante. O que será que ele estava planejando? — Sim, são oito. Os de luz e trevas. Juntos, eles tem poder suficiente para reviver a Torre de Babil, e consequentemente, o caminho para a Lua.

— A... Lua? — Harry arqueja, com seu coração palpitando em seu peito.

— Calado, verme. — Golbez cospe. — Ainda não terminei de falar. Continuando, dizem que a segunda Lua contém poderes que vão além da capacidade de entendimento humano. Esse Cristal... ele é o sétimo. Só me resta mais um.

Ele para de andar, abrindo um sorriso maior ainda ao se encontrar com os olhos de Harry.

— Mas é claro que eu não conseguiria sem a ajuda de vocês. — Ele continua, e ai, ouvir aquilo simplesmente dói, porque saber que você esteve todo esse tempo ajudando, mesmo que indiretamente, o cara que mais odiava no mundo era algo arrebatador.

— Filho da puta... — Louis sussurra para si.

Harry se sentia um completo idiota. Todo esse tempo, esteve brincando de salvar o mundo... mas a que preço, se todos seus esforços não tinham valido de nada? Só havia ajudado o inimigo. Restava somente um Cristal... será que valia a pena lutar por uma batalha perdida?

— E... — Harry engole a seco, com sua voz embargada. Com o resto de orgulho que ainda possuía, ele continuou. — por que você está nos contando isso?

— Será que não ficou óbvio?! — Golbez exclama, claramente enojado por conta de tamanha burrice vinda do inimigo. — Esse é o fim da linha, afinal, não poderia deixar que tamanha ajuda não fosse recompensada.

— Levem isso... — Ele sorri com os lábios fechados, formando uma bola de fogo em suas mãos. — o meu agradecimento final a vocês!

A esfera é rapidamente direcionada a Harry, mas o mesmo é rápido a bloqueá-la com sua espada feita de luz, fazendo com que a mesma se desfaça no ar. Zayn pega impulso em uma das paredes, tentando fazer algum dano em Golbez com Jump, o que infelizmente falha.

Marina não fica muito atrás, logo se apressando para dar vários chutes e socos no adversário. O homem de olhos azuis lançava suas melhores flechas sem parar, concluindo que aquela era uma daquelas batalhas em que assistência mágica não podia ser usada, tamanha pressa. Mas o que ele sentia não era resolução nem finalização... era algo diferente.

E foi aí que ele percebeu: Golbez não havia movido um dedo sequer.

— Esse é todo o poder que possuem? — Ele comenta, retirando uma simples flecha que havia ficado presa em sua armadura com facilidade. Ponto para Louis. — Uma pena.

Ele imediatamente estende as mãos, e, antes que o grupo possa sequer contestar, se encontram paralisados.

Não sentiam nada. Por um mísero momento, Harry se lembrou vagamente da Caverna Lodestone, e de como o campo magnético também manteve ele, Marina e Ed presos.

Mas eles não tinham Cara para ajuda-los agora.

— Os seus olhos... eles devem continuar livres. Ambram-os, — O homem na armadura escura berra. — e se encontrem com o verdadeiro terror! Venha, minha Criatura da Escuridão, eu lhe invoco!

Um Dragão Negro se materializa das sombras da Sala, se aproximando do grupo. Sua cauda balança pelo ar suavemente, pairando do lado de Golbez.

— Escolha sua primeira presa. — Ele instrui a criatura. — Mas deixe Harry por último. O prazer de mata-lo será meu.

O Dragão obedece, se aproximando de Marina e a cercando. Os olhos da mulher imediatamente se arregalam em um gesto de medo, e não é muito tempo depois que ela se encontra caída no chão, inconsciente.

Não. Aquilo não podia estar acontecendo. Tinha que ser um sonho ruim, sonho qual Harry desesperadamente queria acordar. Tinha que ser. É, daqui a pouco ele acordaria ao lado de Louis, suado e com os cabelos bagunçados, com o mesmo o sussurrando palavras doces e calmantes em seus ouvidos. E então ele vestiria uma roupa quentinha, tomaria um comprimido para dor de cabeça e tudo ficaria bem.

Mas ele não acordou.

O Dragão continuou a deixar seu rastro de assassinato em série, deixando um a um inconsciente. Primeiro Zayn, depois Louis... até que só restava Harry.

Golbez se aproxima lentamente do corpo de Harry, até parar por completo, bem na frente do homem ajoelhado e em prantos.

— Foi um prazer te conhecer, Harry. — Ele comenta, e, se o homem de olhos verdes não estivesse paralisado, ele tinha certeza que estaria chorando feito um bebê no momento. — Mas agora é hora de dizer adeus.

Ele levanta suas mãos, preparado para combinar um ataque com o Dragão ao seu lado, quando de repente, uma criatura branca e sem asas aparece, abrindo a boca e soltando uma rajada de névoa.


Notas Finais


Glossário:

Ifrit: "Ifrit, o Infernal... jorrando chamas quentes e com fome o suficiente para consumir tudo o que tocar, ele não mostra piedade a seus inimigos."

—Biblioteca dos Eidolon. "

É uma evocação do elemento fogo, aparecendo em vários jogos da série. Seu ataque é Hellfire, às vezes chamado de Inferno ou Flames of Hell, que causa dano de fogo em todos os adversários. Ele é uma das evocações mais frequentes e muitas vezes é um rival para a evocação de gelo, Shiva.

Resumindo: é como um demônio do fogo.

Mythril: A palavra "Mythril" ou "Mithril" é um metal encontrado em muitos mundos de fantasia. [...] Assemelha—se a prata, mas é mais forte que o aço, e muito mais leve do que o mesmo. [...]

—Informações retiradas do Final Fantasy Wikia.


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