História Gypsy - Filha do Fogo - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shion, Shisui Uchiha, TenTen Mitsashi
Tags Cigano, Itasaku, Naruto, Romance, Sasusaku, Shisaku
Visualizações 366
Palavras 1.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Harem, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Só digo uma coisa Eu não digo é nada.
E digo mais: Eu não sei de nada.


Boa leitura, minhas Rom's ♥

Capítulo 3 - Fagulha 2


Fanfic / Fanfiction Gypsy - Filha do Fogo - Capítulo 3 - Fagulha 2


- Árabes! - ouviu uma voz masculina soar atrás de sí.


Não esperou por mais. Segurou na saia do vestido, deu as costas e correu. Viu sua família correndo desesperada em direção aos cavalos. Olhou por cima do ombro e viu os árabes cavalgarem rápidos na direção deles. Aflita, viu quando Shino ajudou Hinata a subir em um cavalo e deu um tapa no traseiro do mesmo fazendo-os partir. Os outros ciganos faziam o mesmo, abandonando as carruagens, preocupados apenas em fugir. Quando alcançou seu cavalo, sentiu mãos segurarem-na pela cintura a impulsionando para cima. Shino. Ele a ajudou a subir e pegou a rédea do cavalo entregando a ela.


- Fuja! - deu um tapa no traseiro do cavalo e o animal relinchou erguendo as patas dianteiras e depois saindo em trote.


Segurando com força, ela incitava o cavalo a ir mais rápido. Olhou para trás e viu os árabes alcançarem um grupo, encurralando-os. Os homens erguiam espadas, ameaçando seus familiares. O peito apertou em angústia quando viu um dos árabes empurrar Shino com o pé fazendo-o cair na areia. Olhou para frente e viu Hinata indo em outra direção. Quando pensou em ir na mesma direção, viu um grupo de árabes surgir do outro lado nas dunas, encurralando-a e também a um outro grupo de ciganos.


- Não. - sussurrou quando percebeu que estavam sendo cercados.


Tawaquf! (Pare!) - Uma voz chegou aos seus ouvidos.


Olhou para trás e viu um árabe cavalgando em sua direção. Ele trazia uma espada em punho enquanto o cavalo corria em disparada. Sem pensar muito, a jovem cigana instigou o próprio cavalo a ir mais rápido. O vento batia contra seu rosto balançando o véu que cobria sua face, mas apesar de forte, o vento não o derrubava, Já estava chegando ao topo de uma duna quando algo passou bem em frente ao seu cavalo fazendo um barulho alto. Um grito... Não... um pio. O cavalo relinchou assustado e ergueu-se nas patas traseiras, fazendo a cigana gritar e cair do mesmo, rolando na areia fofa do deserto. Enchendo-se de areia.


Tawaquf! - Ouviu a voz perto demais, mais grave e com raiva.


Lays! (Não!) - Murmurou erguendo-se e começando a correr. Era difícil, complicado. Os pés descalços batiam contra a areia e afundavam alguns centímetros.


Segurou na barra do vestido para poder correr melhor, mas quando alcançou o topo da duna, o falcão surgiu em sua frente, atacando-a. Na verdade ele não atacava, mas estava impedindo-a de seguir. Ela ergueu os braços e agitou as mãos tentando se livrar da ave, mas a mesma estava determinada a dificultar a vida da cigana. Antes que pudesse afastar a ave, sentiu uma mão lhe segurar pelo braço, puxando-a e então o falcão afastou-se, voando para o alto.


- ME SOLTA! - bradou e foi puxada com mais força, esbarrando o corpo em algo rígido - ME SOLTA, SEU GADJÔ! - Debatia-se com determinação.


LAYS, ROM! - bradou e no mesmo instante ela parou de se debater. A voz era grave e autoritária, e por mais que desejasse fugir, algo naquela voz a fez tremer dos pés a cabeça.


Antes mesmo de erguer os olhos, teve as mãos puxadas e cordas envolveram seus pulsos, prendendo-a. Ela ergueu os olhos e viu o homem subir no cavalo e começar a trotar na direção dos outros árabes. Quando a jovem olhou para o local onde estava sua família, viu todos encurralados. Seus olhos encheram de lágrimas ao ver todos alí, presos, colocados lado a lado enquanto o grupo árabe ficava parado em frente a eles, analisando-os. O falcão piou no céu e quando a cigana olhou para o mesmo, viu ele voar em direção ao grupo. Um homem que estava no canto do grupo ergueu o braço e o falcão pousou alí.


A ave pertencia a ele.


Estava tão distraída que acabou tropeçando nos próprios pés quando foi puxava com brutalidade. Olhou feio para o homem praguejando baixo. O árabe que estava em cima do cavalo a olhou de esguelha puxando-a ainda mais. Ela estreitou os olhos para ele. Estava com raiva. Muita raiva. Quando se aproximaram do grupo, ela foi puxada e depois empurrada na direção dos outros ciganos. Tropeçando, a jovem cigana parou ao lado de Hinata que estava com os olhos cheios de lágrimas.


- Estão todos aqui? - o que possuía o falcão perguntou.


- Sim. - o que trazia a cigana parou o cavalo e desceu do mesmo - Apenas essa fugia, mas o Falcus a impediu.


- Claro que sim. - o dono do falcão suspirou e caminhou em direção a cigana que olhava para os próprios pés. Não queria olhar para aqueles homens. Estava com vontade de matar a todos. Morrendo de vontade. - Ela me fez usar o Falcus... E isso nunca aconteceu. - olhando para os pés, a jovem cigana viu quando um homem parou à sua frente. Sentiu quando uma mão tocou-lhe no queixo, erguendo sua cabeça, mas ela não ergueu o olhar. Via apenas o peito dele coberto pela roupa branca - Mas o Falcus parece ter gostado dela.


- Isso é estranho. - um dos homens murmurou.


- Não... Isso é... fascinante. - a mão em seu queixo era quente. Mesmo com o queixo protegido pelo lenço, ela sentia o calor emanar da pele dele - Olhe para mim, cigana. - Esperou pacientemente, mas a jovem não olhou - Vamos, olhe para mim. - O silêncio que se fazia era quebrado apenas pelo barulho do vento. O homem inclinou a cabeça na direção dela ficando com o rosto a centímetros de distância - Estou pedindo, Rom... Educadamente. - sussurrou.


Mais alguns segundos se passaram e então a jovem ergueu os olhos para o homem. Os cílios longos davam um destaque aos olhos extremamente verdes e incrivelmente delineados. Ao ser encarado por aqueles olhos tão exóticos, o homem ofegou levemente, sentindo-se intrigado e fascinado. Nunca havia visto olhos como aqueles. O modo como ela o olhava deixava claro sua determinação. Mesmo com o rosto escondido ele sabia: Aquela mulher era a mais bela que já vira em toda a sua vida. Apesar de tudo, a jovem cigana também não estava diferente. Olhava para aqueles olhos negros como uma noite escura, intrigada. Não havia íris nos olhos do homem? Um brilho passou pelos olhos negros e ela se viu alí, refletida naquelas esferas, como se os olhos dele fossem um espelho nítido do qual se via todo o desejo de seu coração.


- Senhor, o que faremos com eles? - uma voz soou em algum lugar, mas nem o homem nem a cigana desviaram o olhar um do outro.


- Os colocaremos como escravos? - uma onda de risos se fez ouvir - É o melhor a se fazer, não é?


- Sim. - o homem sussurrou sem conseguir tirar os olhos negros dos verdes - Menos esta... - ele deslizou a ponta do dedo indicador pelo queixo da cigana. Aquilo causou um arrepio na jovem. Mesmo por baixo da máscara, ela viu quando ele deu um sorriso de canto. - Esta Rom... é minha.

 

 


Notas Finais


Êta!

Já declarou propriedade.

Beijinhos suas fogosas!


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