História Hades (Camren) - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally, Cabello, Camila, Camren, Dinah, Fifth, Hades, Halo, Harmony, Jauregui, Lauren, Mgk, Normani
Exibições 211
Palavras 3.137
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Atravessando o Limite


O andar de cima da casa cheirava a mofo. No corredor, o papel de parede listrado descascava por causa da umidade. Embora pudéssemos ouvir a festa a todo vapor no térreo, o ambiente por ali era tranquilo, como se já estivéssemos em uma experiência paranormal. As meninas estavam adorando. 

— Eis o cenário perfeito — anunciou Bella. 

— Aposto que este lugar é mal-assombrado — comentou Selena, com o rosto vermelho, cheia de entusiasmo. 

De repente, minha preocupação parecia exagerada diante da situação. Por que sempre pensava que o pior estava prestes a acontecer e acabava estragando a diversão de todos ao meu redor? Na minha cabeça, eu me preparava para tirar conclusões calamitosas: qual seria a probabilidade de aquelas meninas loucas por diversão de fato conseguirem contato com o outro lado? Sim, essas coisas aconteciam, mas precisavam da ajuda de um médium treinado. Os espíritos perdidos não costumam gostar de ser chamados para garantir a diversão de um grupo de adolescentes. No fim das contas, elas talvez perdessem o entusiasmo ao não terem os resultados alcançados.

Segui Dinah e as outras em direção ao que antes fora o quarto de hóspedes. As altas janelas estavam opacas por causa de uma fina camada de poeira e fuligem. O quarto estava vazio, exceto por uma instável armação de cama que um dia fora branca, mas que perdera a cor com o passar dos anos. Havia também uma colcha, igualmente sem cor, estampada de rosas. Acho que a família Payne já nem costumava visitar a casa, e por isso nunca havia hóspedes no verão. As molduras das janelas estavam queimadas pelo sol, e não havia cortinas para bloquear a luz da lua. Notei que o quarto estava voltado para oeste, de frente para o bosque, na parte traseira da propriedade. Podia ver o espantalho vigiando os campos, a palha se abanando com o vento. Sem combinação prévia, as meninas começaram a se organizar, sentadas em círculo e com as pernas cruzadas sobre o puído tapete no chão. Com muito cuidado, Ariana abriu a bolsa de papel que carregava e pegou um artefato com extremo cuidado, como se se tratasse de objeto de valor inestimável. Era um tabuleiro Ouija, revelado sob uma capa de feltro verde, e que poderia facilmente ser uma antiguidade  

— Onde você conseguiu isso?

— Minha avó me deu, quando fui visitá-la em Montgomery no mês passado — respondeu Ariana.

Com exagerada cerimônia, ela pousou o tabuleiro no centro do círculo. Eu nunca vira ao vivo um tabuleiro daqueles, apenas em livros, e parecia mais decorativo do que eu esperava. Em toda a sua extensão, um alfabeto estava disposto em duas linhas retas, junto a números e outros símbolos que não reconheci. Em cantos opostos e envolvidas por desenhos, estavam escritas as palavras SIM e NÃO. Mesmo quem nunca tivesse visto um tabuleiro Ouija faria associação direta com a magia negra. Em seguida, Ariana pegou um frágil e alto copo de vidro envolto em lenço de papel. Desembrulhou com impaciência e pousou o copo sobre o tabuleiro, com a boca para baixo.

— Como isso funciona? — perguntou Bella.

Além de mim, ela era a única pouco entusiasmada no grupo. Mas acho que isso tinha mais a ver com o excesso de álcool do que com preocupações pela nossa segurança.

— Precisamos de um condutor, que pode ser uma peça de madeira ou um copo com a boca para baixo, para nos comunicarmos com o mundo espiritual — explicou Ariana, feliz em seu papel de especialista. — Os fortes poderes psíquicos são comuns na minha família, e por isso sei do que estou falando. Precisamos reunir a energia de todas para que funcione. Devemos nos concentrar e pôr os indicadores na base do copo. Não pressionem com força, pois a energia ficaria paralisada e nada funcionaria. Assim que fizermos contato com o espírito, ele falará o que quiser para nós. Certo, vamos começar. Coloquem os dedos sobre o copo, com calma.

Fui obrigada a tirar o chapéu para Ariana. Ela estava sendo muito convincente, fazendo tudo corretamente. E as meninas seguiram as instruções dela.

— E agora? — quis saber Bella.

— Vamos esperar até que o copo se mova.

— Sério? — Bella revirou os olhos. — Só isso? Mas o que evitaria que nós mesmas disséssemos qualquer coisa?

Ariana a encarou.

— Não é difícil reconhecer a diferença entre uma brincadeira e uma mensagem verdadeira. Além do mais, o espírito sabe coisas que ninguém mais poderia saber — explicou ela, atirando os cabelos para longe do rosto. — Não espero que entendam. Sei tudo isso porque tenho muita prática. Então, prontas para começar? — perguntou ela, em tom solene.

Enterrei os meus dedos no velho carpete do quarto, tentando encontrar uma maneira de escapar dali sem ser notada. Quando Dinah riscou o fósforo para acender as velas espalhadas pelo chão, dei um salto. Ela aproximou a chama dos pavios, e as velas ganharam vida.

— Tentem não fazer movimentos súbitos durante a sessão — pediu Ariana, olhando para mim. — Não queremos assustar o espírito. Ele precisa estar confortável ao nosso lado.

— Você sabe isso por experiência própria ou viu num programa de televisão? — provocou Bella, sarcástica, incapaz de se controlar.

— As mulheres da minha família sempre estiveram conectadas com o outro lado — respondeu Ariana

Não gostei da forma que ela enfatizou "outro lado", como se estivesse contando uma história de terror num acampamento escolar.

— Você já viu fantasmas? — perguntou Megan, assustada.

— Vi — respondeu Ariana, em tom sério. — E exatamente por isso devo ser a médium hoje.

Eu não sabia se Ariana estava mesmo dizendo a verdade. Algumas pessoas veem imagens de mortos ao viajar entre os mundos. Porém, na maior parte das vezes, isso não passa de imaginação. Um flash, uma sombra ou um pico de luz poderiam facilmente ser confundidos com algo sobrenatural. Para mim era diferente: eu sentia a presença dos espíritos o tempo inteiro — eles estavam em todo canto. Se me concentrasse, poderia dizer quais estavam perdidos, quais tinham acabado de fazer a transição e quais estavam à procura dos entes queridos. Normani sempre dizia que eu deveria me desligar, pois eles não eram responsabilidade nossa. Eu lembro quando uma senhora amiga minha, Alice, veio se despedir logo após falecer. Ela estava do lado de fora da janela do meu quarto antes de desaparecer. Mas nem todos os espíritos são tão gentis quanto ela. Os que não conseguem se separar do aspecto terreno ficam cada vez mais loucos, perdidos, por causa da vida que os circula, mas com a qual não podem interagir. Perdem contato com os humanos, ficam ressentidos e costumam agir de forma violenta. Não sei como Ariana se comportaria caso conhecesse tudo o que se esconde do outro lado. Eu não poderia contar nada, pois seria muito revelador de minha parte. As meninas balançaram a cabeça concordando, ansiosas por deixar nas mãos de Ariana o papel de médium.

— Juntem as mãos — pediu Ariana. — E, aconteça o que acontecer, não as soltem. Precisamos desse círculo protetor. Se for rompido, o espírito fica livre.

— Quem ensinou isso a você? — murmurou Selena. — Se desfizermos o círculo, não estaríamos interrompendo a sessão?

— Sim, e, se o espírito evocado for inofensivo, ele voltará para junto dos seus. Mas, se for um espírito vingativo, é melhor termos cuidado. Nunca se sabe o que podemos evocar.

— Que tal evocarmos apenas fantasmas camaradas? — perguntou Bella para provocar Ariana, que a encarou furiosa.

— Quem? Gasparzinho?

Bella não gostava que brincassem com ela, mas sabíamos que Ariana tinha razão.

— Melhor não... — disse Bella, enfim.

— A sorte está lançada, então.

Mordi a língua para evitar comentar sobre o plano tolo de Ariana. Dirigir uma sessão espírita na noite em que havia maiores chances de êxito era algo extremamente estúpido. Sacudi a cabeça para afastar estes pensamentos, disse a mim mesma que aquilo não passava de uma brincadeira infantil, o tipo de coisa que os adolescentes faziam para se divertir. Quanto antes começasse, mais cedo terminaria. Assim, eu poderia descer as escadas e voltar à festa. Dinah e Selena, sentadas ao meu lado, tomaram as minhas mãos, agarrando-as com força. As suas palmas estavam suadas, e percebi uma mistura de medo e excitação. Ariana curvou a cabeça e fechou os olhos. Os cabelos caíam sobre o rosto, e ela interrompeu a evocação para amarrá-los num rabo de cavalo, usando um elástico preso no seu pulso. Depois pigarreou de forma teatral, lançou um olhar pesado para nós e começou a falar em voz baixa, como um cântico.

— Espíritos que caminham sobre a Terra, apresentem-se entre nós! Não vamos oferecer nenhum perigo. Tudo o que queremos é uma conexão. Não tenham medo. Caso queiram contar alguma história, vamos ouvi-la. E, repito, não faremos mal a vocês. E pedimos que não nos façam mal.

O quarto foi tomado por um silêncio mortal. As meninas se entreolhavam. Eu sabia que algumas delas começavam a se arrepender por terem demonstrado tanto entusiasmo com a ideia de Ariana e trocariam tudo para estar lá embaixo, bebendo com os amigos e flertando com os garotos.

Trinquei os dentes e tentei não pensar na cerimônia que acontecia na minha frente. Sabia que tirar os mortos da tranquilidade deles não era apenas pouco inteligente, mas também nada sensível, contrário a tudo o que eu tinha aprendido sobre a vida e a morte. Será que elas nunca escutaram a expressão "Descanse em paz"? Eu queria soltar as minhas mãos e sair daquele quarto, mas Ariana ficaria furiosa, e eu ganharia a fama de estraga-prazeres pelo resto do ano. Suspirei, esperando que elas se cansassem da falta de resposta e abandonassem a brincadeira. Dinah e eu trocamos olhares hesitantes. Cinco longos minutos se passaram enquanto ouvíamos o som de nossas respirações e as repetições de Ariana. Quando as meninas começavam a perder a paciência e alguém finalmente reclamou da demora, o copo começou a tremer. Todas se sobressaltaram, e a atenção do grupo foi restaurada. O copo sacudiu por mais algum tempo e depois começou a se arrastar pelo tabuleiro, desenhando uma mensagem. Ariana, a nossa médium, cantava cada letra que o copo tocava até conseguir formar uma mensagem bem clara: Parem. Parem. Saiam daqui. Vocês correm perigo.

— Nossa, isso é incrível — comentou Bella, em tom de brincadeira.

As meninas se entreolharam, sem saber o que pensar, tentando descobrir quem de nós estava por trás do truque. Porém, como todas estávamos com os dedos sobre o copo, era impossível descobrir quem o movia. Notei que Dinah apertava a minha mão com mais força quando outra mensagem começou a ser escrita. 

Parem. Ouçam. O demônio está aqui.

— Por que deveria acreditar em você? — perguntou Ariana. — A gente se conhece?

O copo começou a se mover rapidamente, percorrendo toda a tábua até chegar ao local onde estava escrita a palavra SIM.

— Tudo bem, sei que é uma brincadeira — disse Bella. — Mas quem está fazendo isso?

Ariana ignorou o protesto.

— Cale a boca, Bella. Ninguém está fazendo nada — repreendeu Megan. — Você está quebrando a corrente.

— Honestamente, você acha que eu acreditaria...

— Se nós conhecemos você, qual é o seu nome? — perguntou Ariana ao espírito.

Durante longos segundos, o copo ficou paralisado.

— Disse que era uma bobagem — reclamou Bella.

No entanto, assim que ela se calou, o copo voltou a passear pelo tabuleiro. Primeiro parecia confuso, passeando por algumas letras, querendo nos enganar. E eu estava um pouco perdida, pois não conhecia muito bem o processo. Mas, afinal, o copo marcou as letras V, E e R. Depois parou, como se não soubesse o que fazer.

— Pode confiar na gente — incentivou Ariana.

O copo voltou ao centro do tabuleiro e, lentamente, procurou as letras finais: O, N, I e A. Foi Dinah quem quebrou o desconfortável silêncio.

— Veronica?

A voz dela não passava de um murmúrio. Seus olhos ficaram cheios de lágrimas e ela nos encarou. — Isso não tem graça. Quem está fazendo isso? O que há de errado com vocês? — A acusação dela gerou uma onda de protestos.

— Não fui eu — diziam todas.

Senti um arrepio na espinha, pois sabia que nenhuma das meninas se atreveria a brincar com o nome de uma colega falecida. A morte de Veronica era muito recente. E isso só poderia significar uma coisa: Ariana estabelecera uma conexão, conseguira atravessar o limite. Estávamos pisando em terreno muito perigoso.

— E se não for uma brincadeira? — indagou Selena. — Ninguém aqui faria uma coisa dessas. E se realmente for ela?

— Só há uma maneira de descobrir — começou Ariana. — Temos que evocá-la e pedir uma prova.

— Mas ela pediu que parássemos — protestou Dinah. — E se não quiser ser evocada?

— E se estivesse querendo nos alertar? — supôs Megan, trêmula.

— Vocês são muito bobas... — Bella revirou os olhos. — Vá em frente, Ariana, e vocês vão ver que nada vai acontecer.

Ariana curvou o corpo para a frente, em direção ao tabuleiro, dizendo, com voz profunda:

— Nós estamos no comando. Venha. Mostre-se para nós.

Através da janela, eu vi uma nuvem escura cruzando o céu, obscurecendo a lua e apagando por completo a luz prateada que tomava conta do quarto. Por um momento, senti a presença de Veronica, irradiando um calor tão forte quanto o da mão que eu agarrava. Mas ela desapareceu rápido, sem deixar nenhum rastro além do frio vazio no ar.

— Nós estamos no comando — repetiu Ariana, com emoção. — Revele-se para nós!

Os painéis da janela começaram a se mover com o vento que soprava do lado de fora. A sala ficou muito fria, e Dinah segurava a minha mão com tanta força que quase impedia a circulação do sangue.

— Venha! — gritou Ariana. — Venha!

Nesse momento, a janela se abriu, e um vento forte tomou conta do quarto, apagando as velas. Algumas meninas ficaram nervosas, apertando as mãos das colegas. Eu sentia o vento na minha nuca, como se fossem dedos frios, mortos. Tremi e inclinei o corpo para a frente, tentando me proteger. Selena choramingou, e notei que ela sentia a mesma coisa. As meninas não entendiam o que acontecia, mas acho que todas percebiam uma presença naquele quarto, uma presença nada amigável. Eu sabia que precisava dizer alguma coisa, antes que fosse tarde demais. — Vamos parar agora! — gritei. — Isso não é mais uma brincadeira.

— Você não pode desistir agora, Mila. Vai destruir tudo — avisou Ariana, com os olhos varrendo o quarto. — Tem alguém aqui? — perguntou ela. — Dê um sinal de que pode me escutar.

Ouvi Megan engolindo em seco e olhei para baixo, me dando conta de que o copo se movia em silêncio pelo tabuleiro. Ele chegou até a palavra SIM. A mão de Selena estava completamente suada.

— Quem está fazendo isso? — murmurou Dinah.

— Por que você apareceu aqui? — perguntou Ariana. — Tem uma mensagem para dar?

O copo circulou pelo tabuleiro até parar na mesma mensagem anterior: SIM.

— Para quem? — perguntou Ariana. — Quem você veio ver?

O copo deslizou até encontrar a letra A. Depois parou em várias outras letras, desenhando um nome. Ariana parecia confusa ao juntar as letras mentalmente.

— Annabel Lee? — perguntou ela, confusa. — Nenhuma de nós se chama Annabel.

Senti um calafrio no coração. Aquele nome talvez não significasse nada para elas, mas significava muito para mim. Ainda me lembrava de ele estar de pé na sala de aula, lendo o poema sobre ela com voz de veludo: "Foi há muitos e muitos anos já,/ Num reino ao pé do mar,/ Como sabeis todos, vivia lá/ Aquela que eu soube amar." Eu me lembro da maneira como ele cravou seus olhos nos meus, e senti um calor terrível no interior do corpo. Aquela mesma sensação voltava. Minha boca estava seca e sentia um aperto no peito. Seria ele? Teria uma menina inocente invocado algo tão monstruoso? Não queria acreditar, mas vendo as expressões assustadas ao meu redor era impossível duvidar. Aquela mensagem estava endereçada a mim, e a ninguém mais. MGK estava de volta, naquele quarto, ao nosso redor. Eu tinha vontade de fugir, mas relutei. Precisava proteger as outras. Rezei para que ainda tivéssemos tempo de interromper a sessão sem problemas e enviar aquele monstro de volta.

— Diga o que você quer — pediu Ariana, engolindo em seco, num tom de voz bem mais agudo do que antes.

O que ela estava fazendo? Não notava o perigo que corríamos? Eu estava prestes a assumir o comando e pedir que Ariana interrompesse tudo aquilo quando a maçaneta da porta começou a se mover com violência, como se uma força invisível estivesse tentando sair do quarto. Pensando logicamente, aquela cena seria impossível, pois a porta não estava trancada. Porém, a demonstração de força sobrenatural provou-se forte demais para algumas meninas.

— Tentem ficar calmas — pedi, no tom de voz mais tranquilo possível. Mas era tarde demais. Dinah soltou suas mãos e caiu de quatro, chutando o tabuleiro. O copo de vidro saiu voando e pousou bem ao meu lado, partindo-se em caquinhos. Nesse momento, senti um ar gélido contra o meu peito, algo que quase me deixou sem fôlego. A porta do quarto se abriu, as dobradiças rangendo.

— Dinah! — gritou Megan, ao se recuperar do choque. — O que você fez?

— Não quero mais brincar — gritou Dinah, muito assustada e abraçando o próprio tronco, como se quisesse manter o calor do seu corpo. — Mila tinha razão, foi uma ideia estúpida. Não deveríamos ter feito isso.

Eu me levantei e procurei o interruptor com um nó no estômago, mas logo me lembrei de que a luz fora cortada naquela casa.

— Está tudo bem, Dinah. — E acariciei seus ombros, abraçando-a, tentando não demonstrar o pânico que se instalara no meu corpo.

Alguém precisava manter a calma. Eu notava o corpo de Dinah tremendo descontroladamente. Queria dizer a ela que tudo não passara de uma brincadeira estúpida e que, mais tarde, morreríamos de rir disso. Mas, na verdade, sabia que não se tratava de uma simples travessura de adolescentes. Acariciei o braço de Dinah e disse as palavras mais tranquilizadoras que consegui encontrar.

— Vamos descer e fingir que nada disso aconteceu.

— Não acho que seja assim tão fácil — disse Ariana, com voz suave e agourenta. Ela continuava ajoelhada no chão, recolhendo os cacos de vidro, com os olhos fixos na confusão armada à sua frente.

— Chega, Ariana — adverti, nervosa. — Não vê que ela está com medo?

— Não, Mila, você não entendeu. — Ariana ergueu o olhar e me encarou. Seus olhos estavam tão arregalados quanto os de Dinah. — Ela quebrou o círculo.

— E daí?

— O espírito que invocamos estava preso no interior do círculo — murmurou Ariana. — Ele poderia ter sido enviado de volta. Mas agora... — Sua voz era trêmula ao dar uma olhada ao redor do quarto, sem saber o que fazer. — Dinah o libertou.


Notas Finais


MGK de volta???
Péssima ideia das meninas...
Até o próximo capítulo e favoritem a história se tiverem gostado 😊


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