História Haja o que houver - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Alexandra Daddario, One Direction
Personagens Alexandra Daddario, Liam Payne
Tags Alexandra, Drama, Fantasia, Liam
Exibições 31
Palavras 1.657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Não estás sozinha


Fanfic / Fanfiction Haja o que houver - Capítulo 6 - Não estás sozinha

A imagem de Alexandra correndo de volta pra casa, como se estivesse fugindo de algo assustador, ficou gravada na mente de Liam a noite toda. Realmente o jovem não conseguiu aproveitar nem um pouco que fosse da festa para qual foi convidado, mas da qual logo foi embora. Algo mais importante do que danças, músicas alegres, bebidas e carnes assadas ocupavam a sua mente. Então logo ficou claro que não poderia estar ali celebrando com os outros, se em seu coração estava batendo muito de preocupação por aquela menina.

Assim que amanheceu, o dia encontrou com um Liam decidido, que a despeito do pouco que dormiu estava disposto a começar logo aquelas horas, se em uma delas fosse encontrar com certa moça.

A rotina de trabalhados pela ilha tomou muito do seu tempo, quase não houve como parar para almoçar, mas pela tardinha ele já tinha finalizado todos os serviços pendentes do dia. Estava livre para ir atrás de respostas para a sua curiosidade.

Liam Payne nunca acreditou em falar com terceiros sobre assuntos de uma pessoa. Sempre pensou que se podia simplesmente ir atrás e perguntar diretamente, não tinha porque fazer rodeios, perguntando aos outros, assuntos que não lhes diziam respeito e que só iriam se confundir mais nos ruídos de falas mal ditas e suspeitas incertas.

Desta forma espreitou pacientemente ao lado de fora da casa de Alexandra, esperando pela hora que ela sairia, para recolher a roupa seca do varal talvez, ou algo assim. E logo foi recompensado, como esperava, ela se apressava com um cesto vazio embaixo do braço, indo recolher a roupa seca antes que o dia enfim terminasse. Ele abriu um enorme sorriso e se aproximou, sem que ela percebesse. As duas mãos distintas se encontraram num mesmo lençol azul. A menina de susto, levou as mãos à boca, e já ia gritar, se não reconhecesse por fim aqueles olhos calmos e o sorriso amigo.

-Como vai, Alexandra?- ele disse em seu melhor sorriso, se fingir.

-Estou bem e o senhor?-ela, no entanto, se apressou em simular indiferença.

Talvez para castigá-lo pelo ocorrido do dia anterior, pensou o rapaz.

-Não me chame assim. Conhece meu nome, e eu gosto do jeito que você fala ele.- ele a repreendeu com um sorriso, a ajudando a recolher o restante das roupas.

-Eu realmente não preciso de ajuda, Liam.- ela disse em tom seco, sem dúvida estava magoada.

O rapaz pensou que mesmo seu nome pronunciado assim, com certa frieza, se era por ela dito, então continuava sendo a coisa mais linda que ele jamais ouvira.

-Não estou cobrando por este favor, faço porque quero. Mas se fosse você, não tiraria os olhos de mim, posso muito bem pegar algo seu sem permissão e sair correndo. - ele disse em tom provocativo.

-Não é este tipo de homem.- ela disse lutando para não sorrir ao sorriso dele.

-Tem razão.- ele disse no seu lado mais iluminado - Mas também não sou do tipo que fica impotente, sem defender quem é meu amigo, por isso vim aqui.- e de súbito seu rosto sério se mostrou.

-Não sei sobre o quê está falando.- ela desviou de seu olhar, pois sentia que iria perder algo precioso se continuasse sendo observada por ele.

-De ontem, claro. Me perdoe, Alexandra. Eu não soube o que fazer, nunca prestei atenção nesse tipo de tratamento que dão a você. Eu não entendi nada no momento que aqueles bêbados falaram aquelas idiotices, mas eu deveria ter feito algo.- e enquanto ele ia dizendo, era como se pombas brancas voassem no estômago da moça, que poder era esse que ele tinha sobre ela?

-E agora está aqui pra se desculpar?- ela ainda continuava a desviar o olhar, pedindo a gritos em seu coração, que seu peito parasse de bater tão forte perto dele.

Liam nada respondeu, o que fez Alexandra finalmente voltar a encará-lo, só pra perceber que em seu rosto estava a resposta clara para a sua pergunta.

-Não tem necessidade disso, obrigada. Passar bem.- ela se abaixou, tomando o cesto de roupa cheio e já ia dando os passos para se afastar.

-Alexandra.- essas palavras que se gastão com o tempo... só ele sabia dizer o nome dela desse jeito, que a fazia simplesmente esquecer de pensar.

-Ah! Está desculpado então, obrigada!- ela disse com força, dessa vez iria se pôr a andar pra longe dele.

Mas ele a pegou pelo braço, gentilmente pôs o cesto meio cheio no chão e a olhou no fundo dos olhos. Ele voltou a abrir seu enorme sorriso pra ela, e todas as coisas que ele nunca deu e nem nunca falou pareciam brotar na mente de Alexandra.

-Agora está quase escurecendo, vou entrar, se não se importa. Tenha uma boa noite.- ela disse meio sem jeito, se soltando de seus braços e dando passos decididos até a sua casa.

Quando não se cria mais capaz de ser bem recebido por ela, Liam percebeu que ainda não tinham chegado ao final. Ela tinha deixado o cesto no chão. Era um sinal.

-Não, eu te espero aqui fora. Aqui, toma o cesto, entre com a roupa e volte aqui pra fora. Por favor.- ele se sentia mais forte para até exigir algo dela.

-Não tenho a obrigação e além do mais...- ela ia dizendo no mesmo tom da loucura brilhante que estava em sua mente agora mas ele a interrompeu.

-Eu quero ver meu medalhão.- ele sorriu como a lhe dar uma pista do que pensava.

-Ok, me espere atrás da árvore, por favor. Logo venho.- como dizer não pra ele?

Muitas vezes grandes destinos são entrelaçados a partir de instantes, de uma única escolha. O que teria mudado se pedido tão simples não fosse atendido?

A noite se aproximava rápida, a temperatura começava a cair, o rapaz tremia um pouco pelo frio enquanto olhava constantemente para a porta da casa, detrás do velho carvalho, onde estava. Ela poderia muito bem não cumprir com sua palavra e não vir encontrá-lo, disso ele sabia bem, mas pensou que vali a pena esperar.

-Desculpe a demora, trouxe bolo e uma bebida quente.- ela veio sorrindo.

-Não é necessário, obrigado.- ele disse como um verdadeiro cavalheiro.

-Está tremendo de frio, Liam.- ela o olhou com o seu sorriso de anjo.

Envergonhado por ser mesmo verdade o estado em que se encontrava, ele aceitou a doce oferta, e ela esperou em silêncio ao seu lado , até que ele tivesse terminado.

Então sentados embaixo do carvalho, se abraçando, com a desculpa de se esquentarem melhor, ela entre suas pernas e ele a envolvendo pelos ombros, ele viu o seu precioso medalhão, brilhando ao final do discreto decote. Lentamente suspendeu-o pela corrente, e ela o ajudou a tirar de seu esconderijo, suas bochechas corando de vergonha. Ele verificou  minuciosamente o objeto e então o  devolveu ao esconderijo da menina, sob seus vestidos.

Ela nada entendeu, todavia, pensou que ele finalmente lhe tomaria de volta a dourada jóia, afinal ele era o dono, não ela. Mas ele lhe explicou que achava que o medalhão estava sendo muito bem cuidado por ela, e que por enquanto daquela forma era melhor com ela.

-Quem te magoou, quem? – ele perguntou de repente, a olhando nos olhos.

-Do quê está falando?- ela sorriu, tentando fazê-lo sorrir também, mas não funcionou.

-Desde de ontem venho notando como você é tratada pela ilha. Não só por aqueles bêbados de ontem, eu observei bem, como eu disse antes, me perdoe, eu simplesmente nunca percebi nada estranho. Mas agora que notei, eu quero saber, Alexandra.- esse tom, bem mais sério que o normal...

-Acho que ouvi meus pais me chamando, devem estar preocupados comigo, devo entrar. Boa noite!- ela sorriu, se levantando de repente.

Mas Liam se levantou tão rápido quanto ela e a puxou pelo braço, para um abraço. Como se quisesse protegê-la de tudo, escondê-la do mundo. Alexandra podia sentir o calor, o coração descompassado, o perfume... e era a melhor sensação da sua vida até então.

-Quem abusou de você?- ele disse com o queixo apoiado na testa da menina.

Ela não sabia ao certo se foi pela escolha incomum de palavras, ou pelo tom preocupado em sua voz, ou mesmo pelo tanto que ele ainda a apertava em seus braços, mas ela logo se pôs a chorar. Tentava responder alguma coisa, qualquer palavra já seria suficiente, mas com a garganta embargando e as lágrimas que não paravam de cair, falar se mostrou ser uma tarefa impossível.

Logo, naquela solidão deles dois, pôde se ouvir soluços abafados e que cortavam o coração de Liam.

-Não me diga agora. Shiii...não precisa mais... shiii... Tá tudo bem... Eu estou aqui contigo. Já chega... acabou...passou.

Ele a consolava carinhosamente, como se ela fosse apenas uma menininha assustada.

Aos poucos o choro foi cessando, até que ela silenciou, deixando cair as lágrimas que restaram. Juntos ficaram abraçados por muito tempo, esquecidos de todo o resto fora daquele aconchegante aperto.

Mas a hora de se despedirem surgiu , os pais idosos da menina já deviam mais do que preocupados por aquela demora. E Liam precisaria acordar cedo no dia seguinte, se queria ter mais uma hora daquelas para si.

-A gente se vê, Liam. Obrigada por vir.- a moça sorriu ao se despedir, ainda com um pouco de lágrima no canto dos olhos.

-Do quê está falando? Eu volto amanhã.- ele sorriu como uma criança travessa.

-O quê?

-Percebi que meu medalhão precioso não está brilhante o suficiente, então decidi que eu mesmo vou poli-lo daqui pra frente. Não perca o horário do nosso encontro especial amanhã.

-Eu posso fazer isso sozinha.- ela disse em uma doce teimosia.

-Só eu tenho o pano especial, desista.- ele arqueou a sobrancelha, a desafiando.

-Está falando sério?

-Nunca fui tão sério em toda a minha vida.- ele disse piscando pra ela.

E assim se despediram, com a certeza que não seria a última vez ainda.



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