História Halbblut - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~stanjaeyong_

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, EXO, Got7, Lendas Urbanas, Red Velvet, Supernatural, Tokyo Ghoul
Personagens Baekhyun, Jennie, Jimin, Jungkook, Ken Kaneki, Seulgi, Yugyeom
Visualizações 12
Palavras 2.560
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Exposto para verdade parte 2


Fanfic / Fanfiction Halbblut - Capítulo 3 - Exposto para verdade parte 2

- Estava esperando por você, Jung Kook. 

Permiti-me dar uma olhada por todo o cômodo, as paredes eram uma exótica combinação de roxo com vermelho com alguns quadros pendurados em ambos os lados, as imagens eram retorcidas nas cores pretas e brancas. Era um pequeno escritório bem aconchegante, passava uma estranha sensação de calmaria em meu estomago. O homem que dirigiu-se a mim estava sentado atrás da mesa, seu rosto guardava uma perpetua expressão aflita, e seus olhos eram escuros, como se estivessem sempre a sondar um lúgubre horizonte interior. Havia um rapaz alto ao seu lado que deduzi ser algum tipo de secretário particular, parecia não falar muito. Era como se não quisessem me perder de vista, aparentavam um nervosismo palpável, tudo aquilo estava deixando-me perturbado por vários motivos.

- Sente-se. – Meu rosto assumiu uma expressão grave conforme me movia até a cadeira posicionada em frente à mesa, sentando-me com as mãos cruzadas sobre o colo, preparando-me para ouvi-lo com atenção. – Lembra-se do que ocorreu na sua excursão?

- Eu... – tentei pronunciar, mas uma súbita melancolia me assaltou, fechei os olhos por um instante, cobrindo-os com o braço, sentindo tudo começar a voltar, a sensação de terror ao olhar em seus olhos, o sangue escorrendo pelos meus lábios, o cheiro enervante. Tentei combatê-los, mas algo me dominou com uma força selvagem e inquietante, não queria recordar-me do que aconteceu naquele dia. Aquilo não era eu.

- Está tudo bem. – ele completou de modo afável, calmamente abaixei o braço encarando-o, seus olhos examinavam-me com uma surpreendente vivacidade, havia um sorriso luminoso em seus lábios. – Escute-me Jung Kook... Irei dizer coisas a você, que talvez não consiga compreender agora, mas quero que pense a respeito, certo? – assenti com a cabeça, a ansiedade cresceu em meu âmago e começou a acelerar-se. – Meu nome é Baekhyun e nós somos ghouls. – emoções contraditórias cruzaram meu rosto com uma rapidez caleidoscópica ao ouvi-lo pronunciar tais palavras, as perguntas ficaram pressas em minha garganta. Arrepios me percorriam de cima a baixo, provavelmente estava em uma parte pouco movimentada da cidade à frente de aberrações que poderiam me atacar a qualquer instante, senti um forte impulso de sair correndo, mas algo me obrigou a ficar ali completamente paralisado, lutando contra a ansiedade e o desespero. – Nós somos divididos em duas alas. A Ala 10 que é pacifica, sempre tentando conviver em harmonia com a sociedade sem causar problemas, alimentando-se de cadáveres. E a ala 20 que se alimentam de tudo que anda sobre duas pernas, inclusive de sua própria raça. Eu sou líder desta Ala, a 10. – disse olhando-me gravemente, engoli a seco. Nunca mais voltaria ser a mesma pessoa após as palavras que aquele homem estava prestes a dizer.  – E sinto lhe informar, que você também é um de nós. 

Engoli a seco, encolhendo os ombros, ficamos em silêncio por um instante, cada um com seus pensamentos, o ambiente parecia estar eletrificado. Podia sentir os olhares dos presentes pesarem sobre mim, minhas mãos se entrelaçaram apertando-se tão fortemente que a unha do indicador cortou a cutícula do meu polegar, senti uma pontada de raiva, o que me consternou. Imaginei por quais os motivos atacaria minha colega de classe, deduzindo que poderia ser a fome ou algum distúrbio psicológico, tudo menos isto, provavelmente era um grande engano. Senti meu coração disparar, a irritação transbordou e se converteu na velha e exaltada fúria, não havia palavras para aquela informação absurda. Os escândalos, a violência associados aos ghouls que foram ritualmente passados de uma geração a outra e que vinha assistindo nos jornais não combinavam comigo, não era capaz de comer um animal se quer por conta de todos os problemas associados as suas respectivas mortes, muito menos alimentar-me de um ser humano. O silêncio foi cortado pelo barulho da porta sendo aberta, retirando-me dos meus devaneios, era a oportunidade certeira que esperava para sair dali.

- BaekHyun? – balbuciou o estranho.

Rapidamente coloquei-me de pé, atravessando-os em direção a porta, pude os ver pela visão periférica levantarem-se e estenderem as mãos para agarrarem a bainha da minha camiseta, mas fora muito mais rápido. Algo passou pela minha cabeça, uma simples frase semelhante á “saia da minha frente inferno” e de súbito o estranho ficou com os olhos pregados em mim, o rosto assumirá uma expressão aterradora conforme recuava alguns passos para trás, como se houvesse lido meus pensamentos, fora um acontecimento curioso, mas não tive tempo de pensar sobre. Começará a correr em direção à cozinha com o coração batendo na garganta, meus ouvidos eram capazes de captar de longe os passos acelerados dos estranhos pelo corredor, ao chegar ao cômodo encontrei uma porta de madeira que dava acesso ao corredor posicionado ao lado da televisão em frente ao conjunto de sofás, a abri trêmulo, descendo as escadas em uma velocidade absurda e empurrando a última porta posicionada ao fim do pequeno lance de escadas, caindo dentro de um estabelecimento, completamente pasmo. Havia perdido completamente o ar, deixando a face expressar algo como total surpresa e abstração, ficando literalmente de queixo caído. Não estava em uma parte pouco movimentada da cidade, estava bem no centro dela. Era uma cafeteria, meu coração estava disparado ao olhar em volta, analisando os rostos contentes dos fregueses. Esfreguei os braços conforme me movia deliberadamente em direção à saída, tentando me aquecer. Aquele transtorno parecia ter tornando-me mais sensível ao frio congelante que me abatera de repente, precisava de uma explicação para tudo aquilo, mas não a obteria agora. Disparei com o coração apertado em direção a porta saindo do local, correndo o mais rápido que podia ao único destino que me sentia inteiramente seguro apesar dos apesares. Minha casa.

***

 

Olhei em volta paralisado de fronte a casa. A memória da banquinha no fim da rua onde acostumava a comprar bala após voltar da escola com Yugeom veio a minha mente, mas parecia tão distante. Um arrepio percorreu-me o corpo, o céu estava mais limpo e mais claro, revelando que o dia inteiro seria de sol, mas algo nublava a minha mente. A garganta doía como se fosse uma reação involuntária antes de algo extremamente ruim acontecer. Caminhei com uma falsa calma até a porta, e como esperado a chave estava presente em baixo do tapete, coloquei-a na fechadura girando-a, destravando-a antes de abri-la por completo. Adentrei rapidamente o local, voltando a trancá-la por dentro. A casa estava silenciosa e escura, o que era estranho, afinal, á essa hora minha mãe estaria preparando-se para ir ao serviço. A única luminosidade que amenizava a escuridão vinha de fora, dos postes públicos. Sentia uma tristeza gigantesca conforme subia as escadas lentamente a procura de minha mãe, o coração disparado, era como se escuridão se enchesse de fantasmas. Imobilizei quando ouvi um gigantesco ranger de madeiras e um grito feroz parecendo um animal ferido invadir o ambiente, era o som mais apavorante que havia escutado. Imediatamente dirigi-me ao seu quarto, encontrando-a caída ao chão acima de uma poça de sangue, mal sabia que havia acabado de encontrar a morte.

Um frio percorreu minha espinha e uma lágrima escorreu de cada olho, umedecendo minha face queimada e cansada conforme se aproximava, ajoelhando ao seu lado. Gisook estava com a cara espantada ao olhar para o meu rosto, deixando um gemido de dor escapar da garganta, mais lágrimas despencaram pelo meu rosto agora em silêncio, o medo de perdê-la apesar de todas as coisas ruins que fizera a mim condensava meu cérebro. Abaixei os olhos e assustei-me de verdade, o avental branco havia adquirido um tom avermelhado, molhado da cintura para baixo. Parecia um corte pequeno, mas naquela mãozinha parecia imenso e sangrava em abundancia. Quando um estranho barulho de arrastar quebrou o silêncio estabelecido por nós, como trazido de volta para vida; olhei em volta atrás do ruído que parecia vir de algum lugar escuro, tentando descobrir se estava imaginando o arrastar ou se de fato acontecera.

 Silêncio.

Fiz menção de levantar-me para acender a luz do quarto quando estanquei com a coluna projetada para frente, interrompendo minha respiração, meu nariz formigava. A farsa de minha mãe fora descoberta assim que faca atingiu meu abdômen em um movimento despercebido, tentei inspirar mais ar, porém os pulmões não responderam, sentia o liquido espesso ensopar minha camiseta. Uma dor dilacerante cresceu na parte alto do abdômen conforme me arrastava para longe, estava confuso, não conseguiria responder, fiquei murmurando palavras curtas que me ocorriam, tentando expressar meu estado de lamentação.

- O que...

A mulher permaneceu muda. Depois respondeu conforme se levantava, seu rosto iluminou-se por um breve segundo, sua expressão era assustadora.

- Desculpe Jung Kook. Não posso ir para cadeia por sua culpa. – sua voz era rouca e baixa. Minha mãe jamais falava daquele jeito, exceto quando estava embriagada quando era ignorante e violenta.

- Do que esta falando? – perguntei apesar do sofrimento latente, estava estupefato com a conversa, sentia o corpo estremecer-se.

- Ainda não entendeu querido? Irei matá-lo. – recuei mais um pouco para trás, assustando-me, não entendia a violência de minha mãe. Tentei me levantar para me proteger, mas foi em vão. Não conseguia pronunciar nenhuma palavra de protesto, queria fugir, correr para fora de casa e gritar, mas ainda não possuía força suficiente, sentia o sangue se esvair pelo corte profundo. Fiz um esforço inumano para puxar o oxigênio para dentro do peito. – Quando bebia, era o único momento que tomava coragem para descontar toda raiva que tinha do seu pai ter me dado você. Pelo menos estava ganhando dinheiro para cuidar de ti, não era de todo mal. Mas porque teve de atacar a Seulgi? – meus olhos arregalaram-se ao ouvi-la proferir tais palavras, o pânico invadiu minha mente. – Agora se capturarem você e descobrirem que é um ghoul sabe o problema que vai me causar? Irão me prender por ter sido negligente, por ter escondido uma aberração por dinheiro dentro da minha casa.

- Mãe...

- NÃO SOU SUA MÃE! – tentei engolir a seco estas palavras, minha voz não saía, meu grito estava enclausurado. A mulher então levantou a camiseta mostrando uma cicatriz profunda perto dos seios, explodindo com violência. – ISSO FOI O QUE SUA FOME FEZ A MIM! SEU PAI IMPLOROU PARA QUE CUIDASSE DE VOCÊ, ERA APENAS A ENFERMEIRA DA POBRE DA SUA MÂE!...  A onde estava com a cabeça quando pensei que poderia cuidar de uma aberração como você... – um frio gigantesco cobriu meu corpo, estava sofrendo com cada palavra cuspida sobre mim, às lágrimas escorriam pelo meu rosto. – Devia ter colocado um fim nisso muito antes.

- Por que... Porque não me disse a verdade... – minha voz parecia estar sumindo gradativamente, as lágrimas pingavam sobre o chão sujo, apenas queria que tudo aquilo sumisse.

- Você e sua raça me dão ânsia, nojo. Todos deveriam ter morrido há muito tempo atrás... – levei as duas mãos a testa e enterrei sobre os cabelos. – Pois agora darei um fim nisso, desculpe-me Jung Kook, não tenho nada pessoal contra você.

- Não... – não conseguia enxergar seu rosto, um cheiro familiar invadiu minhas narinas, meu estomago revirou-se. Sentia fome, sentia frio e a dor penetrava em meu corpo e atravessava minhas roupas, chegando até meus órgãos internos. Quem era aquela mulher a minha frente? Gemia doloridamente, não era capaz de explicar o que estava sentindo naquele instante. – Porque mãe...

- Morra inferno! – a mulher avançou contra mim segurando o cabo da faca tão fortemente que as pontas dos dedos estavam brancas, mas tudo parecia mover-se em câmera lenta. Fumacinhas escapavam por entre meus lábios em curtos intervalos de tempo, revelando uma respiração assustada e difícil, sentia uma dor dilacerante crescer em minha lombar, forte o suficiente para fazer-me curvar o corpo com as mãos sobre o abdômen perfurado, mas havia algo errado, a dor não estava sendo provocada pela ferida e pela queda repentina. Tossi, sufocando, sem ar. O diafragma estava ferido e inutilizado, interrompendo a função pulmonar, quando subitamente um estalo semelhante à de ossos quebrando submergiu no ar, algo perfurou minha lombar de dentro para fora se estendendo e o sangue escorreu encharcando minha calça, pisquei diversas vezes, mas a visão estava extremamente turva, a cabeça latejava, estava entorpecido que nem notará o fio de sangue escorrer pelo minha boca, parecia ter mergulhado num estado de torpor, sendo despertado pelas palavras entrecortadas da mulher. – O que é... Isso... – Levantei o olhar, seu rosto assumia uma expressão de espanto ao encarar-me como se estivesse hipnotizada. O silêncio pareceu aprofundar-se mais até que resolverá seguir seu olhar, o coração acelerou-se, duas caudas de cor vermelho vivo pairavam acima da minha cabeça e pareciam ser sangue suspenso no ar, o terror congelou meu coração ao uma gota cair sobre minha testa e deslizar pelo meu rosto. Realmente era sangue. Lentamente baixei os olhos e nos entreolhamos novamente, meu tórax aos poucos voltou a se inchar e contrair, meus olhos moviam-se com calma, sobrenaturais, como se fossem capazes de falar em vez da boca. E eles diziam: irei matar você. Um sorriso pequeno, sutil demais para ser notado pela espectadora assombrada brotou em minha face pálida.

- Morra?... – a senti estremecer, amedrontada. Um misto de ódio e nostalgia revelou-se em meu rosto, como se já conhecesse essa sensação de terror e pânico nos olhos cintilantes que me encaravam. Mas logo minha feição se fechou, com repugnância e raiva, dando lugar a olhos tristes, aquela mulher a minha frente não era minha mãe. Era apenas GiSook, uma pobre enfermeira que deixou-se levar pela vaidade. A mulher virou-se para fugir, mas com uma velocidade absurda aquela cauda perfurou-a penetrando sua carne, seu coração pulsando compactava em meu cérebro, o sangue escorria e pingava formando uma pequena poça logo abaixo de si. Seus gritos de dor rasgavam o silêncio conforme a outra cauda abandonava suas costas e então a perfurava novamente, perfurando a pele e chegando à carne, fizera este movimento tantas vezes que perdi a noção de tempo, a cauda obedecia a meus sentidos mais obscuros. A força se esvaiu de GiSook e deixei o corpo seco cair ao chão, prontamente a cauda enrolou-se em seu calcanhar e a arrastou até mim, podia sentir seus pulmões arderem e garganta tremer incessantemente, a boca estava repleta de sangue, seus olhos encontraram-se com os meus, a vida parecia estar se esvaindo. Não sabia por quanto tempo aguentaria ficar ali, olhando-a agonizar, sofrendo cada segundo sem ar, mas esperaria que o bastante para fazê-la sentir minha dor. Lágrimas tristes escorriam pelo meu rosto misturando-se com seu sangue vermelho-vivo. – Irei cuidar de você.

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Movi-me em passos arrastados em direção a sala, somente minha respiração ofegante acompanhava-me cambaleante pelo local, tinha perdido o senso de orientação. Meus olhos encontraram a janela da rua, perguntei-me se alguém fora capaz de ouvir o que acabará de ocorrer ali. Rapidamente peguei o telefone posicionado na mesinha presente no canto do cômodo e disquei para emergência, deixando-o sobre a mesa, ainda ligado na linha. Teria de viver com estas cenas para todo o sempre invadindo meus pensamentos e pesadelos. Logo destravei a porta abrindo-a, assustando-me com as duas figuras repentinas paradas entre o vão, Jimin estavam com as mãos cruzadas sobre o peito e Jennie roia incansavelmente as unhas, paralisando ao olhar-me de cima a baixo.

- O que aconte... – a interrompi, antes que a coragem de esvaísse do meu corpo.

- Estou pronto para ouvi-los.

 



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