História Half The World Away (Norminah) - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Demally, Norminah
Visualizações 135
Palavras 1.163
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oláás.
Todas as informações sobre o Caravaggio eu escrevi com minhas palavras do que eu me lembrava das minhas aulas da faculdade, então perdoem se estiver algo errado.

Capítulo 27 - Control


Fanfic / Fanfiction Half The World Away (Norminah) - Capítulo 27 - Control

-Caravaggio era rebelde e até mesmo bandido, pois havia matado outro homem, creio que em uma briga de bar. -Ela explica. -Mas talentoso, por isso a igreja o contratava. Os tempos barrocos foi um período tenso para a igreja com o crescimento dos protestantes e com isso eles tinham que chamar cada vez mais a atenção de fiéis, para não perderem a força. Então faziam isso com pinturas e bastante gastos nas igrejas tudo tinha que chamar a atenção, atrair o povo que não entendia muito e era pobre demais para conseguir pagar por ensino. Caravaggio era bom nisso, ele pintou o momento exato em que Jesus conta à dois amigos que é Messias. Isso atrai as pessoas, chama a atenção.

Nós estávamos em frente à um grande quadro de uma cesta de frutas que me parecia ser incrível por seus detalhes, mas ao ouvir Dinah explicando seus significados era ainda mais incrível. Entender sobre o que os artistas passaram para pintar aquilo, era conhecer um pouco de suas inspirações.

-Além disso, Caravaggio foi o único corajoso que pintou Maria de uma forma mais... Suja, podemos dizer assim. Não como a Santa Mãe de Jesus, mas sim como uma mulher normal, tanto que sua inspiração para a pintura foi o corpo de uma prostituta morta que ele encontrou ao sair de um bar. -Abro a boca chocada e ela ri de canto. -Ele pintou Davi como sendo o mais realista possível, diferente das esculturas de Michelangelo e Berrini, que o pintou como um grande guerreiro, Caravaggio o pintou como um menino normal, e por algum motivo nessa arte Caravaggio se pintou decapitado nas mãos de Davi.

Coço a nuca e começamos a andar para outra pintura imensa. Nós estávamos na grande “Pinacoteca Ambrosiana”, que tem uma das maiores e mais completas coleções do mundo. Eram tantos nomes em italiano que eu ficava confusa, mas Dinah parecia saber muito bem de cada um ali, e me era mais encantadora do que qualquer guia turístico.

Nós havíamos chegado cedo ali, e estávamos rodando todo a Pinacoteca separada do grupo de turistas que acompanhavam o guia. Para que guia se Dinah sabia mais desse lugar do que sabia da própria vida? Palavras dela.

Saímos da Pinacoteca depois de um grande tempo de apreciações intensas e confusas, e fomos para um restaurante ali perto.

Eu amava massa e estar na Itália era um sonho, teria que ensaiar muito para perder todo o peso que estava ganhando com essa viagem.

-Dinah... -A chamo e ela levanta o olhar. -Podemos ficar no hotel hoje a tarde? Gostaria de dançar um pouco. -Peço baixinho e envergonhada enquanto ela sorri largo.

-Mas é claro, querida. Sempre que quiser ficar no hotel é só pedir. Troco qualquer ponto turístico só pra te ver dançar. -Minhas bochechas queimam e recebo um beijo nelas. -Você vale mais do que qualquer museu de arte, Manz.

-Pare com isso. -Resmungo a fazendo rir.

-Você é minha arte. -Ela repete minha fala da noite anterior me fazendo sorrir e meu coração bater tão forte que acho que toda a Itália estava ouvindo meu palpitar insistente. -E eu amo arte.

(...)

Dinah estava arrumando o cavalete enquanto eu me alongava. O vidro da varanda estava aberto deixando o ar quente entrar e balançar as cortinas fechadas, me arrepiando os braços desnudos.

A vejo separar algumas coisas e colocar alguns pinceis dentro do bolso de seu macacão me fazendo entender o porquê de suas roupas serem tão pintadas de forma incidental.

-Você não deveria deixar os pinceis sujos dentro das roupas, Dinah. -Falo carinhosa e ela me olha com um biquinho adorável e sorri ao saber que havia me ganhado.

Coloco uma música lenta e balanço a cabeça enquanto estala os dedos.

Ouço a voz suave soar e fecho os olhos enquanto começava a dançar. Deixo todo o estresse sair de meu corpo em um giro equilibrado na ponta dos dedos.

Quando eu dançava era como se o mundo sumisse e eu pudesse somente lembrar de poucas coisas boas que me aconteciam. Como o pequeno Mike que sorria esperançoso e era feito de amor em cada parte de seu corpo, ou o Bryan que sorria inteligente e nos fazia perguntas difíceis. Lembro de Ash e sua risada alta e fácil, o modo como ela conseguia me fazer gargalhar com suas piadas ruins e Rupert com seu jeito sério e sarcástico, mas que sorria protetor e não me julgava com o olhar, sua áurea calma, mas que instintivamente protegia Ash de tudo o que pudesse magoá-la. E entendamos aqui que às vezes a mágoa é vinda de onde menos se espera, quando menos esperamos e de modo mais violento. Algumas vezes nada pode nos proteger da mágoa.

E então Dinah com todos seus sorrisos, abraços e beijos. O modo como ela beijava meus pulsos todas as noites e me dizia que eu valia a pena. Eu dançava por isso, por cada sentimento bom que ela me passava quando somente me olhava e transmitia o calor que sua alma tinha, me aquecendo o âmago. Pois Dinah tinha o controle sobre mim, de forma inconsequente e sem eu mesma saber disso, ela tinha o controle e me fazia bem ao me deixar livre de mim mesma, pois as vezes nós mesmo nos ferimos e esses podem ser os piores machucados que sofremos.

E entendam aqui que minha dança era mais do que os movimentos do meu corpo, pois isso eu não saberia descrever, porquê quando eu dançava tudo em mim era pensamentos e sentimentos. Era a força que eu queria ter para enfrentar a vida, mas que somente me guiava sem coreografia.

Ela tinha o controle e sabia disso, do mesmo modo que eu sabia, de alguma forma, que tinha o controle sobre ela. Pois nós éramos assim, a entrega conjunta de confiança igual e repartida entre nós. E eu sabia que a partir de agora, a partir dali, ou se eu fosse inteligente o suficiente para assumir que desde o primeiro o olá, nós éramos uma única alma em uma pintura aquarelada de uma dança sem coreografia que se formou ao destino.

Pois Dinah e eu éramos arte conjunta. E nós amávamos arte.

Paro no centro do quarto, minha respiração ofegava e me apoio nos joelhos enquanto olhava para Dinah que sorria e me olhava com um sentimento que eu não sabia identificar.

-Eu amo arte. -Ela diz. -E você é a mais pura arte que eu já tive a honra de conhecer.

Sorrio sincera e acerto a postura.

-Manz... -Faço um som nasal para ela continuar. -Você é uma bela pintura agora.

Ela vira o quadro me mostrando um conjunto de tintas que formavam um sentimento intenso em meu peito, mas que me fazia sorrir. Havia uma bailarina esticada no centro rodeada por cores tons acinzentados e sua postura angustiada cercada por silhuetas fortes.

Dinah tinha o controle sobre a tela, sobre as tintas, sobre as danças e sobre mim.


Notas Finais


Vou voltar pra faculdade amanhã (estou bem sad) então se demorar um pouco mais pra postar... Me perdoem e não desistam.
E se quiserem me fazer perguntas aleatórias, sobre a fic (vou tentar responder sem soltar spoiler) sobre mim seila, podem fazer.
Favoritem e comentem.
3bjs de luz e até mais. 🌸💙


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