História Half The World Away (Norminah) - Capítulo 29


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Demally, Norminah
Visualizações 235
Palavras 1.560
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláás.

Capítulo 29 - All My Life


Fanfic / Fanfiction Half The World Away (Norminah) - Capítulo 29 - All My Life

-Eu... Não sei. -Brinco com meus dedos enquanto ela me apertava. -É como se um peso ficasse sobre mim de repente me impedindo de respirar, até vir a vontade de chorar e eu tento não, mas quando percebo já estou sufocando em lágrimas. -Digo baixinho enquanto apreciava seus carinhos bons. -É como conviver com um monstro ao meu lado sem saber quando ele irá me deixar mal, ou sem saber quando suas palavras irão soar em meus ouvidos me fazendo me sentir culpada por tudo me fazendo cancelar coisas que eu queria fazer, mas ele me impede disso. E então eu reprimo a vontade de pedir desculpas por tudo, e peço desculpas por isso, é... É horrível.

Nós estávamos tendo essa conversa depois de um longo período de choro onde me deixei soltar as palavras que eram tão difíceis de serem ditas.

-Acho que pode ser ansiedade. -Ela diz e beija minha testa. -Quando voltarmos... Eu posso ir no grupo de apoio com você.

-Eu... Pode ser uma boa ideia, não é? -Ela assente fraco.

-Vou pegar o chá para nós e podemos ouvir esse cd. -Ela aponta pra um pequeno disco a nossa frente.

-Podemos... Sair? Não – suspiro pesarosa e brinco tímida com meus dedos –, não quero ficar aqui dentro... É tão pequeno.

Ela me analisa e assente fraco novamente.

-Mas podemos tomar o chá? -Assinto e ela sorri. -Olha, Manz... Eu sei de um terço do que é esse sentimento ruim que pesa em seu peito, mas... Acho que ele fica melhor quando outra pessoa te ajuda a carregar. O que eu falei... É... Podemos conversar sobre isso depois, mas acredite em mim, eu estou aqui e não sairei a menos que você me expulse a pontapés. -Sorrio de canto e assinto. -Vai ser preciso muito mais do que qualquer palavra para me tirar do lado de alguém tão incrível quanto você.

-Eu... Você pode repetir isso às vezes? -Pergunto insegura e ela sorri largo me aquecendo o rio de lágrimas que havia se formado em meu interior.

-Sempre que você quiser ouvir, meu amor. -Ela beija minha boca firmando o nosso contrato silencioso de que ela estaria lá e nada menos que isso.

Não me importava com o que seria depois, e isso era algo tão raro na minha vida. Eu não me importava com os olhares, comentários, gritos, quando eu estava com Dinah a única coisa que me importava era ela. Ela e unicamente ela.

(...)

Estávamos caminhando por uma rua sinuosa e animada em seus comércios. Os restaurantes estavam cheios, mas se eu comesse mais alguma coisa hoje, provavelmente explodiria e não seria nada bom.

-Acho aqui um lugar tão bonito. -Dinah diz quebrando o silencio que nos rodeava. -É tão familiar e tradicional, acolhedor e dá uma sensação de proteção.

Havia algumas bicicletas ali para serem alugadas e nos entreolhamos sorrindo.

Pegamos duas bicicletas amarelas e saímos pedalando pela ciclovia. Os ventos quentes passavam por meu rosto me acalmando e Dinah sorria feliz por estar ali, seu pedalar era todo torto e desequilibrado, mas ela não parecia se importar e até largava do guião em algumas vezes.

-Você pode cair, Dinah. -Digo preocupada, mas ela somente ri e se aproxima mais da minha bicicleta.

-Vamos lá, Manz... -Ela tenta puxar minha não do guidão, mas eu o agarro mais forte. -Nós não vamos cair, confie em si mesma. -Engulo em seco e uma brisa forte passa por nós fazendo meu cabelo voar sobre o rosto, o tiro rapidamente e sinto Dinah pegar em minha mão me impedindo de a colocar de volta no guidão.

Entorto um pouco a bicicleta pela surpresa e recupero-me do susto ao sentir seu carinho em minha pele. Respiro fundo e seguimos carinho dessa forma, juntas e com o vento partindo e bagunçando nossos cabelos.

O vento começa a mudar e fica mais forte e com cheiro de chuva, olho para Dinah e ela ria sem se importar.

-Chuva de verão, mi princepessa.

Eu estava com uma calça folgada e meu all-star surrado, minha blusa tampava meus pulsos e iam até o meio das coxas. Dinah não estava tão diferente de mim, mas a coroa de flores estava lá. A tornando uma rainha do meu castelo imaginário, onde eu somente era uma pequena plebeia. Talvez nós não fôssemos tão diferente dos meus livros assim.

As pequenas gotas começaram fracas nos mantendo de mãos dadas até se tornar uma pequena tempestade com trovões fortes e raios que partiam a escuridão do céu com uma grande luz violenta e que me assustava.

-Vamos voltar. -Grito para Dinah que ria despreocupada e sentia a chuva escorrer pela pele.

Paramos em um dos pontos de entrega da bicicleta e devolvemos rapidamente.

-Você já dançou na chuva? -Ela pergunta.

Franzo o cenho e olho para os lados vendo a rua totalmente vazia com suas luzes artificiais refletindo nas pequenas poças d’agua. Ela se aproxima e vejo as gotas descerem por seu rosto até pingarem na ponta de seu queixo, algumas morriam em sua boca entreaberta num sorriso de canto e outras ficavam em seus cílios os pesando até ela piscar forte para fazê-los pingar.

Sua blusa estava grudada no corpo e deixava seus seios em realce que eu evitei olhar, ela faz um leve carinho em meu rosto e sorri emocionada, apesar de eu não entender com o que.

-Você é tão linda. -Encolho os ombros sentindo a roupa grudar na pele me incomodando um pouco. -Você é mais do que essa gota que escorre por sua testa e morre em sua boca carnuda que me faz querer beijá-la a todo o tempo, e você é como essa chuva intensa que aparece do nada e nos lava a alma, e se você visse isso, você seria tão mais. -Minhas bochechas queimavam e eu estava hipnotizada no modo como sua boca se movia ao proferir tais palavras. -Você é como a dança que eu entro sem saber as coreografias, mas sigo o ritmo por senti-lo em meu coração, é automático mexer os quadris e seguir o que você quiser que eu siga.

Seu braço abraça minha cintura me puxando mais para perto e sua mão se enrosca a minha enquanto eu pousava a outra em seu ombro sentindo o realce de sua clavícula sob a minha pele.

-E então nos encontramos em um único tom, um único ritmo e uma única música.

Ela me puxa ainda mais e eu deito a cabeça em seu ombro me deixando seguir seu embalar lento e calmo. A chuva nos molhava até sentirmos nossas roupas pesadas, mas aquilo era somente um detalhe a mais na nossa cena.

Faço um leve carinho na nuca de Dinah, sentindo seus cabelos molhados se embrenharem em meus dedos e ela sorri virando o rosto e começando um beijo calmo.

E foi ali, em Milão, sob um poste de luz amarela numa noite de chuva de verão que eu comecei a perceber o quão Dinah era importante para mim. Não como uma pessoa que me ajudava aos poucos, mas sim como a pessoa que me fazia tentar melhorar somente para ver seu sorriso. Ela era feita de atos puros e em reflexo eu tentava o meu melhor somente para vê-la sorrir e se orgulhar.

Porquê talvez Dinah fosse feita de amor, e talvez eu amasse ela também.

Ela me solta e sorri ainda mais.

-Agora... CORRER E PULAR. -Ela grita e sai correndo na rua molhada.

Encolho os ombros e fico rindo até decidir segui-la. Eu nunca havia me sentido tão viva quanto ali, naquela noite em Milão.

Pulo em um poça fazendo a agua espirrar para fora e solto uma gargalhada alta. Abro os braços e volto a correr com Dinah em meu encalço e pulando em cada poça que aparecia.

O vento fazia a blusa grudar em meu abdômen, mas no momento isso não me importava.

Aquilo era estar viva e, porra eu adorei aquela sensação, eu não olhava para os lados, eu não seguia regras e nem seguia os pensamentos em minha cabeça, pois a chuva bloqueava tudo em mim e só me deixava sentir em minha pele o vento forte. Olho para Dinah e ela sorria para mim com seu olhar brilhando de orgulho.

Nego com a cabeça e lhe mando um beijo. Ela ri e corre atrás de mim, fujo dela com uma gargalhada e começamos um pega-pega infantil.

-Te peguei. -Ela diz e me encurrala contra a parede. -E agora você é minha. -Seu sussurro rouco me arrepia, sua mão aperta minha cintura me fazendo ir de encontro a seu corpo procurando mais contato.

A beijo forte e coloco meus braços em volta do seu pescoço e a puxo para um beijo profundo. Arranho sua nuca e ela aperta ainda mais minha cintura, a chuva dançava suas gotas geladas por nossos corpos colados, mas agora não dançávamos, mas eu poderia considerar aquilo tão bom quanto dançar com Dinah.

Beijar ou dançar, Dinah fazia parecer ser a melhor coisa do mundo e por aquela noite eu me senti livre de pensamentos e sentimentos, eu fui do choro à chuva, do ataque à calma, da angústia à paixão. Dinah me levava de um extremo à outro e eu amava essa intensidade de sentimentos infinitos que ela me trazia. E principalmente, eu amava a liberdade de sentir quando estava com Dinah.


Notas Finais


Lauren aparece no próximo. (Eu juro que tento controlar, mas eu AMO spoilers).
Favoritem e comentem.
3bjs de luz e até mais. 🌸💙


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