História Half The World Away (Norminah) - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Demally, Norminah
Visualizações 216
Palavras 1.153
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláás. Att no mesmo dia pq hj eu não tenho aula. \o/

Capítulo 32 - First Love


Fanfic / Fanfiction Half The World Away (Norminah) - Capítulo 32 - First Love

-Então... Como vocês se conheceram? -Dinah pergunta interessada e morde uma batata-frita. A minha batata-frita.

-Bom... -Lauren começa e olha para Camila de forma intensa e nostálgica. -Nos conhecemos há muito tempo na verdade.

-Eu tinha cinco anos quando viemos de Cuba para cá. Lauren era minha vizinha. -Camila diz e sorri.

-Você sempre foi cega? -Reviro os olhos com a indelicadeza de Dinah, mas Camila somente ri e nega com a cabeça.

-Não, quando eu era criança tive uma deficiência de vitamina A, que se juntou a uma inflamação no nervo óptico que leva a informação das retinas para o cérebro. Perdi completamente a visão aos dez anos de idade. -Ela conta normalmente e como se aquilo não a afetasse. -Não posso dizer que foi fácil aceitar isso e me aceitar dessa forma, mas consegui me adaptar a isso. Eu também sofri na escola, mas Lauren sempre estava lá para me proteger.

-Uh... Isso é tão interessante. -Dinah diz e apoia o rosto nas mãos. -Começaram a namorar quando?

-Eu tinha dezoito e Lauren tinha vinte, eu estava tentando cursar música na melhor universidade daqui, mas meus pais não apoiavam... Não apoiam minha decisão. Lauren me ajudou, ela sempre me apoiou nesse sonho. -Lauren sorria tímida ao ouvir Camila falando, suas bochechas tinham um tom vermelho e ela reprimia um sorriso.

-Então, quando eu entrei na faculdade, Lauren me levava e buscava... Um dia simplesmente aconteceu. -Não é uma historia de muitos dramas, mas nós tivemos nossas brigas. -Lauren ri de canto e encolhe os ombros tomando um gole do refrigerante a sua frente.

-Eu... Eu era bastante insegura. -Lauren assume, mas depois dá de ombros. -Mas alguma hora nós precisamos superar o que nos faz mal.

Penso naquelas palavras. E naquele casal a minha frente. Elas haviam passado por tantas coisas, superado e continuaram se amando. E, naquele momento, eu me senti estúpida por achar que meus problemas eram grandes.

-Todos nós passamos por problemas, nenhum é maior ou menor do que o do outro. -Camila diz e olhava diretamente para mim, e de alguma forma eu me sentia despida diante disso, era como se ela enxergasse tudo o que eu já havia passado, todos os meus problemas, dores e inseguranças. Estar diante do olhar da Camila era como ter todos os meus segredos revelados e isso me fez mexer os ombros desconfortável. -Você não é de falar muito, não é, Normani? -Pigarreio e olho para Dinah.

-Não muito, eu prefiro ouvir do que falar. -Digo baixo e ela sorri de canto.

-Eu também era assim. Antes de achar que minha opinião era tão válida quanto a de todos os outros. -Beberico meu suco e Dinah aperta levemente minha mão. -Vocês devem formar um lindo casal. -Minhas bochechas queimam e eu me perguntava o que aquela menina tinha, pois eu me sentia exposta à ela.

-Você é tão inteligente. -Dinah parecia estar encantada pela historia das duas e as encarava com o olhar brilhando. -Seu pai já aceitou você como música? -As duas suspiram pesarosas e dão de ombros.

-Na verdade, ele não aceita nem o nosso namoro... Ele acha que eu devo me trancar para o mundo, pois tudo aqui fora irá me machucar, inclusive Lauren. Mas eu não vou me impedir de viver por causa de um obstáculo como a falta de visão. Eu não estou presa à uma cama, muito menos estou em estado vegetativo. -Lauren parecia estar tão orgulhosa daquelas frases. Como se estivesse esperando por elas há tanto tempo e agora que finalmente as ouvias não conseguia reagir. -Eu estou aqui para viver e é isso o que eu farei. E ao lado de Lauren e de quem me faz bem.

Ela parecia tão forte e especial, seu jeito meigo nos fazia ter uma pequena surpresa quando a víamos falar daquela forma tão cheia de si e de vida, tão cheia de querer viver e de palavras bonitas. Você não percebe a luta dos outros até ouvir da boca deles o que eles passaram e o passam para agir como agem.

-É a nossa luta conjunta. -Lauren diz e sorri para Camila. -É por ela que eu trabalho tanto, nosso sonho é pequeno, mas difícil. É claro que deve vezes em que quase desistimos de ficarmos juntas, e acho que esse seria um erro que eu não aguentaria cometer, eu sei o que quero, nós sabemos o que queremos e qualquer sonho que temos sempre terá a participação da outra.

E qualquer acaso que as separassem seria um erro do destino, pois seus olhares mostravam que suas almas caminhariam juntas por muito tempo.

E foi assim que conhecemos Lauren Jauregui e Camila Cabello.

(...)

Pisco lentamente e assisto a fumaça subir dançando com o vento que entrava pela janela da varanda. Encaro Dinah e seus movimentos concentrados atrás da tela.

-Elas formam um casal admirável e inspirador. -Dinah diz baixinho e faz a curva com o pincel.

-Realmente. -Digo simples e puxo as mangas até estarem cobrindo meus dedos.

-Você se afetou. -Dobro os joelhos e beberico o chá quente. -Com as palavras de Camila.

-Só... Só fiquei pensando em mim e nos meus problemas. -Ela suspira e vem até mim engatinhando.

Eu estava sentada contra a cama o vento batia em meu rosto, pois havíamos deixado a porta da varanda aberta, mas aquilo me acalmava.

-Ela é inspiradora. -Assinto e me deito em seu peito ouvindo as batidas calmas do seu coração. -Mas não quero que pense que seus problemas não são nada, só porque conheceu alguém que deve um pouco mais de dificuldades do que você. Entenda que todos nós temos algo que nos machuca, que nos faz engolir em seco e querer não sair da cama nunca, e é superar isso, sair da cama e ir fazer algo, é isso o que nos torna forte, lutar contra o que nos faz mal. A luta delas é diferente da nossa, mas sim, elas são inspiradoras.

-Eu queria viver... Como ela disse, entende?

-Manz... Olhe ao seu redor, veja onde está, sinta o lugar que te acomoda... Não há nada que te faça mal aqui a não ser a sua mente. E é contra ela que você vai lutar a partir de agora, pois você se levanta machucada, levanta a cabeça e sai da cama todos os dias para ir viver. -Suspiro e me encolho em seus braços. -Mas você vai viver, Manz... E eu gostaria de viver ao seu lado. -Ela diz baixinho e eu me giro para fitar seu rosto, beijo sua boca e volto a me encolher em seus braços reprimindo um sorriso grande.

Eu também gostaria de viver ao lado de Dinah. Sob a luz da lua que invadia a varanda e nos banhava de azul, com o vento calmo que me arrepiava a pele e me fazia encolher contra seu corpo. Talvez fosse nesses detalhes que a vida estivesse presente.


Notas Finais


Favoritem e comentemmm
3bjs de luz e até mais. 💙🌸


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