História Hall of Insanity: Gotham's Chronicles - Capítulo 14


Escrita por: ~ e ~Vtmars

Postado
Categorias Alexandra Daddario, Arlequina (Harley Quinn), Batman, Christian Bale, Esquadrão Suicida, Margot Robbie, Mulher Gato, Sophie Turner
Personagens Alfred Pennyworth, Barbara Gordon, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Dick Grayson, Dr. Jonathan Crane (Espantalho), Edward Nashton/Nygma (O Charada), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Harvey Dent (Duas-Caras), Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley / Poison Ivy (Hera Venenosa), Personagens Originais, Selina Kyle (Mulher-Gato), Timothy "Tim" Drake
Tags Ação, Alexandra Daddario, Arlequina, Batman, Bruce Wayne, Charada, Christian Bale, Coringa, Drama, Edward Nygma, Fanfic, Harley Quinn, Jack Nicholson, Joker, Margot Robbie, Personagens Originais, Policial, Revelaçoes, Songfic, Sophie Turner, Suspense
Visualizações 22
Palavras 4.372
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente! Como vão vocês? Espero que bem! <3 Faz um tempo que não atualizamos, bem, foi bastante complicado. Nós duas estávamos ocupadas, e esse capítulo foi particularmente difícil de escrever, pois são vários personagens em foco na primeira cena, vocês logo vão entender! *risada maligna* (pior risada maligna ever)

Boa leitura!

Capítulo 14 - Whatever It Takes PART II


Fanfic / Fanfiction Hall of Insanity: Gotham's Chronicles - Capítulo 14 - Whatever It Takes PART II

– Boa noite, estimados companheiros de mesa e prezada população que me ouve. – começou o prefeito de Gotham, com seu discurso claramente preparado. Ele estava em cima das grandes e belamente decoradas escadas com corrimões dourados, como uma espécie de palco, onde abaixo dele, a maioria dos convidados da festa o ouvia. Alguns homens com câmeras profissionais gravavam seu discurso ao vivo, o qual estava sendo exibido no canal de notícias de Gotham City. – Primeiramente, gostaria de agradecer aos meus companheiros, pois sem eles, nosso projeto nunca seria possível. Gotham está caminhando lentamente para se tornar uma cidade melhor, um verdadeiro exemplo de cidade.

Evelyn, a qual estava sozinha observando-o, em um canto um pouco afastado da multidão – pois estava pronta para o que aconteceria em breve –, riu em escárnio. Uma cidade melhor? Verdadeiro exemplo de cidade? Quantas mentiras seriam contadas em uma só noite... Ou melhor, sorte que Coringa aparecia para acabar com aquela mentira manipulada.

Falling too fast to prepare for this

Tripping in the world could be dangerous

Everybody circling is vulturous

Negative, Nepotist

A empresária olhou para o corredor que levava ao banheiro, e nada de Hannah... Ela havia ido ao banheiro, e deixou-a sozinha, poucos minutos antes do discurso. Talvez a ruiva soubesse de algo. Mas Evelyn não tinha certeza, e isso não faria muita diferença, ela pensava.

Na verdade, Hannah havia ido ao banheiro verdadeiramente para se trocar. Colocar a máscara de palhaço, a qual ninguém a reconheceria, e o traje preto que marcava as curvas de seu corpo. Ela tinha fortes impressões de que Coringa atacaria no discurso do prefeito, pois como ouvira Altoviti falando: O Palhaço vai atacar na comemoração dos políticos. Ele tentará matar o mais importante, e espero que o Morcego não o atrapalhe.

A ruiva não sabia de muita coisa, mas sabia do suficiente.

Evelyn olhou para os lados, desesperando-se em alguns segundos, tentando fingir não estar nervosa. Mas como? Quando se tem uma tarefa tão difícil, tão perigosa para se fazer? Bruce não estava em lugar nenhum. Merda! Ele já sabia... Ele já sabia! Ele estava pronto. Evelyn queria fugir com todas suas forças naquele momento. Não gostava de ser forçada a ajudar Coringa, não entendia o que sentia, mas também queria o Wayne morto. Odiava Bruce, ele tinha que pagar, por tudo o que sua família fez, e agora que sabia que ele era o Batman, Batman deveria morrer também. Afinal, o mesmo era um criminoso. Um justiceiro fora da lei.

Everybody waiting for the fall of man

Everybody praying for the end of times

Everybody hoping they could be the one

I was born to run, I was born for this

Hannah havia se trocado, só faltava sua máscara. Ela olhou bem para ela por alguns míseros segundos, segurava a máscara de palhaço em suas mãos pálidas. Sabia que sua vida iria mudar, e agora, a partir de agora, nunca teria volta para ser normal novamente. Era uma escolha difícil. Mas ela já estava ali, não podia desistir mais. Falhar não era uma opção. Ela colocou a máscara, suspirando em seguida. Não era mais Hannah McLean.

A ruiva logo ouviu um barulho estranho da pequena janela da cabine do banheiro, então, rapidamente subiu na privada com a tampa fechada, para ver o que era.

Seu coração acelerou. Havia um segurança ferido ao chão do pátio, onde ela conseguia observar pela pequena janela, a garganta do homem estava cortada. Ele agonizava em dor, mas não conseguia nem gritar. Logo ela viu vários homens com máscaras de palhaço correrem em direção das entradas. Aquela era a hora.

A ruiva pegou seu revólver e sua granada e saiu correndo do banheiro, correndo pelo longo corredor, tentando desesperadamente chegar ao salão principal onde a festa estava ocorrendo, onde o discurso estava sendo dito em palavras mentirosas, para então impedir Coringa. Na verdade, apenas vingar-se dele. Ela era rápida e não hesitava por um instante sequer.

Whip, whip

Run me like a race horse

Hold me like a rip cord

Break me down and build me up

I wanna be the slip, slip

Word upon your lip, lip

Letter that you rip, rip

Break me down and build me up

A ruiva chegou lá, mas era tarde demais quando ela deixou de correr. Ela olhou para as grandes janelas, quando no exato momento, todas quebraram-se em um estrondo perturbador com o impacto de capangas usando máscaras de palhaço. Todos os capangas que estava vendo, sem exceção, estavam armados. Alguns entraram pela entrada principal, até por portas e corredores desconhecidos até então. Eles haviam armado aquela invasão há um longo tempo. Coringa era realmente um gênio do crime. Mas onde estava ele? E Harley Quinn?

Whatever it takes

Cause I love the adrenaline in my veins

I do whatever it takes

Cause I love how it feels when I break the chains

As pessoas gritavam, tinham reações mistas, mas todas estavam horrorizadas, principalmente o prefeito, que se abaixou, encolhido, protegendo-se com as mãos. Os capangas deixaram todos paralisados, pois eram muitos, e todos os palhaços estavam apontando armas para os convidados da festa, os quais estavam cercados.

Finalmente, poucos dos seguranças que estavam vivos entraram pela entrada principal, apontando suas armas para alguns dos capangas. Eram apenas 10 seguranças, para mais de 20 capangas.

– Entreguem-se agora! – ordenou um segurança, com a voz fraca e a mão tremendo. Todos estavam amedrontados. Aquele terrível e insano ataque era inesperado.

De repente, todos os seguranças foram metralhados imediatamente, seus corpos tremiam enquanto várias balas passavam e entravam em seus corpos. Os convidados da festa gritaram em espanto e medo, até Hannah estava apavorada. Por sorte, ela conseguia se passar por uma capanga de Coringa, já que também usava uma máscara de palhaço. Evelyn observava tudo assustada, a empresária encontrava-se paralisada, nada falava, apenas observava tudo.

Uma risada foi ouvida ao longe. Uma risada clássica, amedrontadora e icônica. A risada do agente do caos. Todos dirigiram seus olhares para onde a risada estava vindo, o topo das escadas, perto do prefeito. Então, Coringa saiu das sombras, mostrando-se ao público, com sua metralhadora em mãos. Harley Quinn apareceu logo depois, atrás de seu amado, ambos sorriam alucinadamente. Todos estremeceram ao vê-los.

Whatever it takes

Ya take me to the top, I’m ready for

Whatever it takes

Cause I love the adrenaline in my veins

I do what it takes

– Que festa incrível, não é mesmo, senhoras e senhores? – perguntou Coringa, gargalhando em seguida, sendo acompanhado por Harley. – Não estou ouvindo aplausos!

Ele atirou para o teto, em direção ao grande lustre de cristal, que caiu no chão imediatamente, matando algumas pessoas, outras conseguiram ser rápidas para se salvar. Harley Quinn riu alto com aquela cena. Evelyn passava suas mãos pelos cabelos castanhos nervosamente enquanto observava tudo, por vezes, fechava os olhos para evitar de ver aquela situação deplorável.

Algumas pessoas começaram a chorar, enquanto aplaudiam Coringa.

– Agora está melhor! – o palhaço dos cabelos verdes comentou, sem conseguir deixar de rir. Depois de alguns segundos, ele se acalmou, porém continuava com seu sorriso insano. Ele pegou o prefeito pelo braço, levantando-o rapidamente. – Por que está assim? Oh! Eu tenho grandes planos para você, senhor prefeito!

– Já chega, Coringa! – gritou alguém ao longe, mas ninguém conseguia ver quem era. Porém sua voz, quando estava de uniforme, era inconfundível. A figura negra aproximou-se, correndo em direção de Coringa para impedi-lo. Era o Batman!

Agora, realmente, as pessoas começaram a aplaudir, esperançosas, Coringa revirou os olhos. O palhaço do crime logo estalou os dedos, então, alguns de seus capangas surgiram na frente de Batman, impedindo-o de passar, tentando atacá-lo. Mas isso não seria problema para o Cavaleiro das Trevas.

Enquanto isso, Hannah andava lentamente, tentando chegar até Coringa, mas ela mesma sabia, estava muito longe. Isso poderia demorar.

Coringa dançava com o prefeito enquanto Harley ria dos dois, que estava sem reação, pois nem ao menos sabia o que fazer, só sabia que sentia pavor. Seu coração palpitava, terrivelmente acelerado. O que Coringa faria com ele? Podia esperar qualquer coisa daquele insano assassino.

– Diga-me prefeito, já dançou com o demônio sob a luz do luar? – perguntou-lhe Coringa.

O prefeito engoliu em seco.

Batman lutava ferozmente com os insignificantes capangas, golpes rápidos e precisos, até que conseguiu derrubar todos os que estavam o cercando. Eles, por vezes, tentavam atirar nele, mas ele já enfrentava isso há muito tempo, era mais rápido, era veloz, seu uniforme o protegia também. Os capangas não tinham chance contra ele, porém, eram muitos.

Quando o Morcego conseguiu finalmente derrotar alguns, outros vieram, e isso provavelmente não acabaria rápido, e Coringa poderia conseguir o que queria se ele não fosse rápido o suficiente. Batman não tinha saída, estava em total desvantagem.

– G.C.P.D.! – gritou o comissário Gordon, entrando no salão com vários policiais. – Levantem suas mãos! – apenas os convidados da festa obedeceram, os capangas apenas o olharam e começaram a atirar em direção dos policiais. Rapidamente, Gordon, Elizabeth Hunter e os demais policiais conseguiram encontrar lugares para se proteger, enquanto participavam da troca de tiros.

O comissário Gordon atirou nas pernas dos capangas que estavam cercando Batman, que olhou em direção dele rapidamente, acenando a cabeça para Gordon e em seguida pegando seu gancho do cinto de utilidades, jogando nos corrimões da escada para chegar o mais rápido possível até Coringa.

Hannah finalmente havia chegado perto o suficiente de Coringa, então, ela prontamente apontou seu revólver para a cabeça dele, que a observou confuso por poucos instantes, pois por causa de sua máscara, pensava que ela era sua capanga. Harley Quinn não esperou muito tempo, e com seu martelo, jogou Hannah para o chão, batendo nela. Seu revólver caiu ao longe, no primeiro andar, tornando-se impossível de pegá-lo, pois ela estava no topo da escada, exatamente no segundo andar. A ruiva grunhiu de raiva e dor, levantando-se rapidamente. Nada a impediria agora.

Ela desviou de mais uma investida ofensiva de Harley, socando o rosto da mesma, que em seguida, puxou os cabelos de Hannah e chutou-a com força. Hannah também puxou seus cabelos, guiando-a até os corrimões da escada, tentando a todo custo, empurrar Harley para ela cair e, com sorte, não voltar.

– Sua vadia traidora! – gritou Harley, tentando manter-se no segundo andar, mas Hannah não deixaria com que isso acontecesse.

– Vá para o inferno! – a ruiva gritou, empurrando Harley escada abaixo.

Quando Hannah percebeu, Batman estava lutando com Coringa, que ria do mesmo enquanto desviava de alguns socos, porém, por vezes não era tão rápido e Batman o acertava. Ela, sem pensar duas vezes, pôs-se no meio dos dois.

– Ele é meu, Batman! – gritou, olhando furiosamente para o Cavaleiro das Trevas.

Hannah tentou chutar Batman, que segurou seu pé, jogando-a contra a parede. Ela ficou zonza por alguns momentos, sem forças para se levantar.

Gordon conseguiu sair de sua zona de segurança, correndo para as escadas, vendo ele, Elizabeth o seguiu rapidamente. Os outros policiais não se arriscaram a sair dali no meio da troca de tiros. Ele ofegava, cansado de tanta confusão e insanidade.

Finalmente, com certa dificuldade, Hannah levantou-se, vendo Coringa e Batman continuarem seu combate épico. Ela, novamente, correu em direção deles, dessa vez, não deu tempo para eles pensarem, ou tirarem ela bruscamente do meio do conflito, ela mostrou sua granada em sua mão, levantando seu braço para que todos vissem. Os dois pararam no exato instante. Então, todos pararam, a troca de tiros parou. O silêncio matador estava consumindo a todos por completo.

– Eu finalmente, finalmente, vou me vingar. – Hannah balbuciou, encarando Coringa. – Você é um homem morto, palhaço.

Elizabeth, que tinha parado de correr, começou a correr novamente, subindo as escadas em direção de Hannah, queria impedi-la. Queria ser a heroína. Queria salvar a todos, impedir a granada de ser lançada. Do contrário, várias pessoas inocentes morreriam.

– Elizabeth, não! – gritou Gordon, mas já era tarde demais.

Coringa lançou um olhar autoritário à Evelyn Nichols, que até agora, só estava sendo uma espectadora. Ela sabia o que tinha que fazer. Não podia deixar de fazer aquilo. Era obrigada. A mulher engoliu em seco, mordendo os lábios.

Então, ela suspirou, e finalmente, apertou o botão escondido dentro de sua pulseira de ouro.

Imediatamente, houve uma tremenda explosão, jogando muitos para longe com o impacto, matando pessoas que não tinham experiência ou não sabiam como se defender. Elizabeth Hunter, que estava muito próxima da explosão, morreu imediatamente.

Batman, Coringa, Hannah e o Comissário Gordon foram jogados longe, junto com vários outros. A maioria dos capangas de Coringa e os convidados da festa morreram. Evelyn havia se escondido embaixo da mesa mais afastada, tentando proteger-se.

O Cavaleiro das Trevas sentia seus ouvidos zumbir, tentando recuperar-se da explosão, estava jogado ao chão do primeiro andar. Não notara quanto tempo havia passado, na sua concepção, não havia passado nem um minuto. Sentiu alguém o ajudar, logo o reconheceu, era o Comissário Gordon. Ele prontamente se levantou, tentando mostrar que não precisava de ajuda.

– Onde está Coringa? Onde está Harley Quinn? – perguntou, preocupado, olhando para o Comissário, em seguida, para todo o local, procurando por eles.

– Sumiram e levaram o prefeito consigo. Já mandei uma equipe de busca. – ele respondeu decepcionado. Limpando um pouco de sangue de seu rosto em seguida. – E a mulher misteriosa, com a máscara de palhaço, sumiu também.

– Eu não acredito que ela explodiu aquela granada... – Batman comentou, desacreditado. – Ela também queria impedir o Coringa, não sei como foi capaz de fazer aquilo. Aquela mulher colocou tudo a perder.

– Talvez fosse só mais uma insana, sem objetivos, sem propósitos a não ser matar e espalhar o caos. – falou o Comissário.

– Talvez...

[...]

As ambulâncias se acumulavam no enorme pátio da Mansão Leuthold. Paramédicos corriam carregando macas com corpos e pessoas feridas. As poucas que não estavam machucadas estavam em choque. Evelyn, no entanto, conseguiu sair do local em meio à confusão e dirigir para casa. No fundo, estava morrendo de medo de ser pega, de alguém saber. Não conseguiria falar com ninguém agora.

Enquanto isso, Sage Duncan saíra correndo do Asilo Arkham, onde assistia aterrorizado ao noticiário, e agora descia de sua moto e ia em direção à Mansão Leuthold. Havia uma barreira policial, mas como não tinha ninguém por perto, Sage não encontrou dificuldades em ultrapassá-la e entrar na mansão. Havia muitas vítimas no local e ele rezava para que Elizabeth estivesse bem, mas ele vira a explosão com os próprios olhos. Ela estava muito perto. No fundo, Sage sabia que não deveria ter esperanças.

Isso não diminuiu a dor que sentiu ao ver sua amada ser colocada numa maca, completamente mutilada e visivelmente morta.

– Liz!! – ele gritou, indo até onde ela estava. – Não... Você não pode... Não pode me deixar. Liz, eu não estou pronto... Não pode fazer isso comigo – logo ele não conseguia mais falar, apenas soluçar enquanto chorava.

– Senhor, não deveria ver isso. Retire-se, por favor. Os parentes das vítimas poderão vê-las mais tarde, no necrotério, para identificação – informou um dos paramédicos. – Por favor, está dificultando nosso trabalho – insistiu.

Sage saiu da frente dos paramédicos e se sentou no degrau das escadas. Abaixou a cabeça e fechou os olhos. Não queria lidar com o mundo naquele momento. Queria que tudo parasse. Já perdera seu pai, depois sua mãe e agora Elizabeth. Ela era tudo que ele tinha, como iria continuar a viver sem ela? Como conseguiria dormir sabendo que não a veria no dia seguinte? Não ouviria sua voz nem sua risada? Parecia um desperdício. Não, ela não podia ter partido agora, não agora que ele já tinha planejado até pedi-la em casamento. A vida era tão injusta às vezes, era quase impossível de acreditar. Essa é a vida real, Sage Duncan, lide com isso, dizia para si mesmo, tentando forçar sua mente a aceitar.

De repente, ouviu Batman falando com o comissário Gordon e sentiu sua tristeza se transformar em raiva. Limpou as lágrimas do rosto e se levantou, indo em direção aos dois homens.

– Vocês deveriam se envergonhar! Por causa da incompetência de vocês, dezenas de pessoas morreram!

– Fizemos tudo que pudemos para detê-los – rebateu Gordon, sério.

– Mentira! – Sage gritou. – Você arriscou seus homens e não fez nada para defendê-los. Não parou o Coringa antes nem salvou o prefeito, falhou no seu único dever! E você... – ele olhou para Batman. – Sabe quantos inocentes ainda estariam vivos se já tivesse matado o Coringa, não sabe? Você não é justiceiro nenhum, pensei que estivesse aqui para proteger a cidade, mas não faz nada além de se exibir e deixar criminosos à solta!

– Escuta aqui, garoto... – ele começou.

– Não, você me escuta! Você é a única pessoa nesta cidade capaz de parar esses monstros e os deixa fugir. Não merece o respeito que têm. Se realmente se importasse, não deixaria isso acontecer. No fundo, vocês todos são iguais – Sage cuspiu as palavras, sentindo uma raiva que nunca sentira na vida.

Ele caminhou para longe dali, incapaz de continuar a encarar aqueles homens ou ver aquelas pessoas indefesas e assustadas. Se eu estivesse no comando, tudo seria diferente, pensou. Mas para sua infelicidade, era apenas um enfermeiro ingênuo e solitário.

[...]

Batman dirigia o Batmóvel pela cidade, perplexo. Não poderia estar mais decepcionado consigo mesmo. Não imaginava que a mulher misteriosa destruiria tudo, e assim Coringa e Harley escapariam... Tudo parecia conspirar contra o Morcego. Ele tentava conter sua raiva, felizmente, conseguia, até o momento.

Mas um corpo – uma figura pública conhecida por todos – em cima do mastro da bandeira da prefeitura lhe chamou a atenção. Era o corpo do prefeito pendurado ali. Bruce não conteve sua irritação dessa vez – como poderia? –, parando o Batmóvel abruptamente e indo até tal mastro, usando o seu gancho do cinto de utilidades e suas habilidades incomuns. Ele retirou o corpo de lá de cima, levando-o até a calçada da prefeitura.

– Sinto muito. – sussurrou para o corpo, que já estava morto há certo tempo.

O que queria fazer no momento? Matar Coringa. Sim, às vezes ele tinha essa terrível vontade. Mas sabia que se fizesse isso, seria igual ao Palhaço. Então não, a justiça sempre é a melhor opção. E Batman faria a justiça prendendo Coringa e Harley Quinn onde eles deveriam ficar, e nunca mais sair. O Morcego iria vingar todas as vítimas desse jeito. Era o certo a se fazer.

Sem mais nada para falar, pensar ou fazer, ele entrou rapidamente no Batmóvel, indo embora para a Batcaverna.

 

Bruce tirou a máscara do Morcego, porém continuava com o resto do traje, sentado em frente ao seu grande painel da Batcaverna. Tomava um café enquanto analisava alguns vídeos e fazia certas pesquisas minuciosas.

– Patrão Bruce... – disse Alfred, aproximando-se do mesmo.

– Olá, Alfred. – Bruce disse indiferente.

– Não consigo acreditar no que houve hoje... – Alfred comentou perplexo.

– Muito menos eu. – falou Bruce, suspirando em seguida.

– Você poderia ter impedido o Coringa... Se não estivesse com a cabeça nas nuvens.

– O que quer dizer com isso Alfred? – Bruce perguntou, virando-se rapidamente para o mordomo. – Se não sabe, eu arrisquei minha vida, dei o meu melhor para capturá-lo. Mas eram capangas demais dessa vez, e a culpa foi daquela mulher, não minha! Pare de me culpar pelos erros dos outros!

– Erros dos outros?! Seus erros! – Alfred exclamou, perdendo um pouco de sua compostura no momento. – Se tivesse sido mais rápido, se não perdesse tanto o seu tempo com a senhorita Nichols e com seus dilemas egoístas, você já teria capturado Coringa, Harley, e todos os fugitivos do Arkham!

– Você sabe que não é tão fácil assim, Alfred. – Bruce acalmou-se um pouco. – Tudo isso ao mesmo tempo têm me deixado louco, mas eu continuo tentando. São tantas armadilhas, tantos perigos... Eu preciso me proteger também. Se o Batman morrer, então Gotham estará perdida.

– Você não é o mesmo de antes, patrão Bruce... – Alfred fez uma pausa, encarando-o amargamente. – Está deixando pessoas inocentes morrerem, enquanto Coringa continua vivo e à solta... Quase não o reconheço mais... – ele comentou decepcionado.

Bruce não o respondeu, pois, lá no fundo, temia que aquilo fosse verdade. Vendo certa tristeza nos olhos do homem, Alfred prontamente retornou à realidade.

– Perdoe-me, patrão Bruce... Perdoe-me. – ele falou, arrependido por ter dito àquelas coisas horríveis. – Eu só estou cansado, depois de todo esse tempo, e a situação não está nos favorecendo.

– Eu te entendo, Alfred... – disse Bruce, com sua voz séria. Não sentia-se irritado com Alfred, afinal, o compreendia. Ele estava sentindo-se do mesmo jeito. Cansado.

– Precisa de algo? – perguntou Alfred, preocupado com o bem-estar do patrão.

– Nada, Alfred. Muito obrigado. – Bruce falou, então, Alfred virou-se de costas para ele, murmurando “com licença”.

Porém, antes que pudesse andar, o homem de cabelos grisalhos cambaleou, quase indo ao chão, Bruce rapidamente aproximou-se e segurou-o antes que houvesse algum acidente. Preocupado, Bruce perguntou:

– Alfred! Você está bem? – sua preocupação para com o mordomo era mais que visível.

– Eu... eu... – Alfred murmurava, depois de alguns segundos recompondo-se. – Não me sinto muito bem, patrão. Obrigado por se preocupar... Acho que vou me deitar...

– Boa ideia. – Bruce concordou, ofereceu-se para ir junto à ele aos seus aposentos, mas Alfred disse que não. Que podia se cuidar muito bem sozinho, havia sido somente um mal-estar momentâneo...

[...]

Uma figura negra como as sombras adentrava furtivamente a mansão Altoviti ao cair da madrugada. Hannah estava finalmente voltando, depois de um longo percurso, e de esgueirar-se pelos cantos de todos os lugares por onde passava. Ela já estava dentro da mansão, abrindo a porta de seu quarto temporário, quando deparou-se com Bianca, a qual estava sentada na cama, quando seus olhos acostumaram-se com a escuridão.

– Bianca? – perguntou, retirando a máscara de palhaço enquanto a encarava assustada.

– Onde você estava, Mia? Você está andando, como? – perguntou Bianca, tentando parecer desconfiada e irritada, mas ela estava realmente decepcionada e preocupada. Espantada também, para se dizer o mínimo. Queria não transparecer estas duas últimas emoções. Mas como disfarçar o óbvio?

– Eu... Eu... – Hannah não aguentava mais aquela farsa, ela cerrou os punhos e suspirou longa e profundamente. Não havia mais como fugir da verdade. – Eu não posso mais mentir para você. – Hannah fez uma pausa, tomando coragem aos poucos. – Não posso continuar com essa mentira, fazendo você de boba... Eu não aguento mais!

– Como assim? – perguntou Bianca, surpresa, arqueando as sobrancelhas em dúvida.

– Meu nome não é Mia Harper, é Hannah McLean. – Hannah revelou, aproximando-se do abajur, ligando-o e aproximando-se de uma Bianca perplexa sentada na cama. Olhou-a de soslaio. – Eu menti porque tinha medo de você saber quem realmente sou. Eu era uma jornalista de Gotham Gazette, mas destruí tudo. Bem, a culpa não foi inteiramente minha... – Hannah fez uma pausa, com seu olhar triste habitual. – Mataram meus pais, procurei por vingança, fiz coisas horríveis e tentei matar Coringa, mas ao invés disso, ele quase me matou. Por isso estou aqui. Por isso você me salvou.

– Por que ele não a matou? – foi a única coisa que Bianca conseguiu perguntar, em meio de toda aquela revelação confusa.

– Eu não sei. Vai saber o que se passa na mente daquele maluco? – Hannah olhou para o vazio, afastando aquelas lembranças terríveis de sua mente perturbada, então olhou para Bianca, arrependida por tudo. – Eu sinto muito por ter mentido para você. Mas não podia confiar em ninguém, e eu nunca, eu juro, nunca vou fazer mal à você ou à sua família. Porque você me salvou, e eu sou eternamente grata, é sério. Não sei nem como posso agradecer...

– Então, Mia, quer dizer... Hannah... Eu queria estar muito brava com você e tudo mais... – Bianca suspirou cansadamente, franzindo o cenho e em seguida massageando as têmporas. – Mas não estou. Eu entendo. E acho que faria o mesmo se tivesse passado por algo assim...

O rosto de Hannah encheu-se de esperança quando ouviu aquela frase. Eu entendo...

– Obrigada, Bianca, nem sei o que dizer... Você realmente é um anjo na Terra. – Hannah falou, quase a ponto de abraçar a loira, mas se conteve no momento, sabia que não deveria em tal situação. Bianca franziu o cenho, logo perguntando:

– Mas como você está andando? Eu a examinei, e você realmente não podia andar... Tem algo diferente acontecendo com você, e é muito curioso.

– É uma longa e louca história... – Hannah começou, com medo de contar o que realmente havia acontecido. Mas sabia que agora, deveria contar. – Eu caí nos tanques de ácido das Ace Chemicals, por sorte sobrevivi, não sei como, ninguém sabe. Minha mente mudou desde então, minha pele mudou, e todo o meu metabolismo mudou. Eu descobri recentemente que me curo mais rápido desde então.

– Wow... Isso, isso é incrível! – Bianca falou com seu entusiasmo de uma quase médica. – Poucas pessoas sobreviveram aos tanques de ácido, e bem, você sabe quem sobreviveu, e você sabe no quê se tornaram...

– Mas eu não quero ser como o Coringa ou Harley Quinn, essa é a última coisa que quero em toda minha vida. – Hannah interrompeu-a, explicando-se rapidamente. – Eu quero matar Coringa, ele matou meu amigo, e além do mais, muitos inocentes. Há aquele velho ditado “se você mata um criminoso, o número de criminosos no mundo continua o mesmo”, mas e o de inocentes mortos? Quantas pessoas inocentes já morreram nas mãos daquele lunático? Se ser como ele no fim das contas é o preço que tenho que pagar, eu aceito esse fardo.

Bianca não falou nada, apenas a observou com um profundo olhar de compreensão e angústia. Realmente a compreendia, mas não queria que Hannah passasse por mais aquilo, ela não merecia. Bianca segurou gentilmente a mão de Hannah, a qual parecia bastante confusa.

– Seja o que for, estou aqui para ajudar. – Bianca fez uma pausa, perdida nos olhos tristes de Hannah. – Ainda somos amigas? – disse, retornando à realidade.

– É claro que sim. – Hannah inesperadamente abraçou-a, feliz por ter alguém com quem contar. Depois de tanta coisa que havia acontecido para si, Hannah tinha encontrado alguém.

– Então, me conte tudo o que aconteceu antes de nos encontrarmos. Preciso saber! – Bianca jogou-se na cama, empolgada, Hannah sorriu com a ação da amiga.

Nada poderia ter dado tão certo. Mesmo com o fracasso da noite – que ela logo contaria à Bianca, sobre quase ter conseguido matar Coringa, mas alguém explodiu uma bomba desconhecida e provavelmente a culpa havia caído em Hannah (obviamente) –, nem tudo estava perdido.


Notas Finais


Esperamos que tenham gostado! ^-^ Se quiser, deixe um comentário, seria muito bom saber sua opinião sobre o capítulo!

O Tye Sheridan (que também aparece na capa do capítulo) é o Sage Duncan. ^^
Dreamcast da fanfic: https://perfectdetectivelady.tumblr.com/post/159992603335/dreamcast-bruce-waynebatman-christian-bale

Beijos e até a próxima!


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