História Hallucination - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Girls' Generation
Personagens Jessica, Taeyeon, Tiffany
Tags Hallucination, Taeyeon, Tiffany
Visualizações 116
Palavras 2.437
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sei que demorei, mas aqui está o penúltimo capítulo.

Capítulo 18 - Capítulo 18


 

 

Jessica havia pedido para Taeyeon esperar em casa enquanto terminava de arrumar os últimos detalhes da assembléia geral que ocorreria em breve. Taeyeon assentiu e depois de se despedir de Tiffany foi na direção do elevador. Ao entrar nele apertou o botão do térreo, as portas estavam quase se fechando quando uma mão impediu. Taeyeon franziu a testa ao encontrar o tio de Tiffany.

 

— Taeyeon-ssi!

 

Ele deu um sorriso. Taeyeon estranhou mais ainda.

 

— Olá.

 

— Eu gostaria de falar algo com você.

 

— Sobre o que? — Perguntou Taeyeon um tanto curiosa.

 

O homem entrou no elevador e deixou que as portas se fechassem.

 

— Eu estou bem interessado em você. — Disse virando-se para encarar a mais nova.

 

— Em que sentido?

 

— Oh, não me entenda errado. Não estou interessado do jeito que está pensando. — Ele sorriu novamente colocando as mãos no bolso. — Você pode se tornar uma pessoa muito importante em breve.

 

— Por que seria importante?

 

— Na assembléia geral. Você pode se tornar um tema central das questões que iremos tratar. Poderá se tornar uma pessoa bastante rica.

 

— Eu rica? — Taeyeon riu. — Como o Bill Gates?   

 

— Na verdade eu estava pensando em como uma das herdeiras diretas. — Disse o homem sério. — Mas você precisa ficar do meu lado.

 

Taeyeon ergueu a sobrancelha.

 

— É uma pena, mas eu não costumo tomar partidos.

 

— Você…

 

— Sinto muito, mas eu preciso ir. — Taeyeon escutou o som do elevador indicando que chegou no andar.

 

— Ainda tenho algo a tratar com você.

 

— Não trabalho mais nessa empresa, dessa forma não temos assuntos a serem tratados.

 

Taeyeon se curvou e rapidamente saiu deixando o homem para trás.

 

[...]


 

Tiffany abriu as cortinas e rapidamente o sol entrou pelo quarto do hotel. Annie que estava jogada na cama abriu os olhos resmungando e se assustou com a pessoa em seu quarto.

 

— Quem… — Ela começou quando Tiffany se virou. — Stephanie?

 

— Não, sou a Tiffany.

 

Annie se sentou na cama.

 

— Você tinha me dito antes que nunca voltaria para a Coreia.  

 

— Eu acho que cometi um erro com você. — Tiffany disse olhando pela janela.

 

— Aquela idiota da Stephanie ainda é a mesma. Temperamento ruim.

 

— Não deveria ter dito meu segredo.

 

Annie rolou os olhos.

 

— Parece que vamos fazer negócios novamente.

 

— Da primeira vez que me ameaçou não deveria ter te dado dinheiro. Se soubesse que você iria se acabar na maconha, cocaína e jogos teria feito diferente. Sinto muito. Arruinei sua vida.  

 

— Pare de fingir ser agradável, apenas me dê um valor.

 

— Eu não deveria ter me preocupado com o segredo. Deveria ter enfrentado tudo quando aconteceu. Teria te dado um soco e seguido em frente.

 

— Pronto já ouvi seu sermão. Agora quanto dinheiro você vai me dar?

 

Tiffany se virou e encarou a mulher.

 

— Não tem negócio. — Tiffany disse séria. — Se meu segredo for exposto por você eu vou voltar e então irei arrebentar com a sua cara.

 

Tiffany olhou Annie nos olhos uma última vez antes de seguir pelo pequeno corredor e abrir a porta do apartamento. Jessica estava no lado de fora esperando pela outra. Juntas, começaram a andar na direção do elevador.

 

— Acha que ela não vai abrir a boca assim? — Jessica perguntou. — Sabe que estamos perto da assembléia geral, se ela falar alguma coisa vai ser um problema.

 

— Você resolveu o que eu pedi?

 

Jessica assentiu.

 

— Paguei as dívidas de jogo mais urgentes, separei a passagem para a América e fiz uma reserva de três meses em um apartamento. Também o check-in em um centro de reabilitação de drogas.    

 

— Muito bem, ela ainda pode fugir daqui, então coloque um segurança para vigiá-la.

 

— Você não disse que estava tudo bem? Por que deveríamos nos preocupar se ela vai sair?

 

— Ela foi minha amiga, então estou dando a oportunidade dela começar novamente como eu fiz.

 

Jessica concordou com a cabeça compreendendo e elas entraram no elevador. Quando as portas se abriram no térreo o telefone de Jessica tocou.

 

— É a Jessica. — Disse atendendo a chamada. Tiffany parou para esperá-la. — Então encontraram? Isso é ótimo, preciso da localização.

 

Tiffany franziu a testa confusa.

 

— O que foi?

 

— Encontraram alguém que conhecia o motorista do dia do acidente.  

 

[...]



 

— Nos conte tudo.  Pode nos contar o que você sabe.

 

— Naquele dia o motorista do presidente era novo. Disseram que o homem que era seu motorista original de repente sobre uma inflamação intestinal e foi hospitalizado.

 

Tiffany e Jessica trocaram olhares. E o homem continuou.

 

— De qualquer forma o novo motorista levou o presidente e a presidente Seoyeon para o aeroporto. Mas teve algo estranho nisso.

 

— Sobre o que? — Jessica questionou.

 

— O local onde aconteceu o acidente não foi uma estrada para o aeroporto. Na verdade o lugar era perto dos subúrbios. Eles tinham comprado passagens de última hora então não havia motivos para intencionalmente tomarem a rota mais longa. Tinha várias coisas suspeitas, mas a investigação chegou ao fim.

 

— Obrigada. — Tiffany se levantou e curvou-se para o homem.

 

Jessica a acompanhou para fora.

 

— Não precisamos acreditar nele 100%. Pode ser apenas rumores.

 

— Naquela época o contrato do meu avô com a Seoyeon tinha acabado. Quem acha que se beneficiou mais? Ou quem odiava aqueles dois mais?

 

— Está pensando na presidente? — Jessica indagou. — Não acho que foi ela, a não ser que tenha sido para colocar seu pai no lugar do presidente.

 

Tiffany assentiu.

 

— Talvez…

 

Jessica parou o carro e Tiffany pegou o telefone discando para Taeyeon.

 

— Alô?

 

— Tae.. preciso que me diga algo. — Tiffany disse manhosa. Jessica lançou um olhar divertido pelo retrovisor, mas não disse nada.

 

— Dizer o que Fany-ah?

 

— Diga que me ama.

 

— Yah! — Taeyeon gritou fazendo Tiffany rir. — Não posso falar sozinha isso,

 

— Então você não me ama?

 

— Não… eu, eu amo você.

 

Tiffany sorriu.

 

— Sinto sua falta Taetae.

 

— Também sinto. Estava pensando em voltar para a sua casa amanhã, mas o que acha de eu ir hoje à noite?

 

— Vou adorar te encontrar lá quando chegar.

 

— Nos vemos a noite então, se cuide.

 

—Você também.

 

[...]




 

— Acho que essa velha para quem você trabalha já está muito abusada. Não deveria ao menos esperar o dia seguinte? — Sr. Mim comentou enquanto carregava as malas da filha para o carro de Hyuna.

 

Taeyeon riu.

 

— Eu gostaria que você saísse desse trabalho. — Sra. Kim disse de repente. Taeyeon a olhou sem entender. — Sinto que algo está errado.

 

— Não ligue para a sua mãe. —Sr. Kim disse ignorando o olhar mortal da esposa. — Vou colocar a mala no banco de trás.

 

— Eu sou uma pessoa feliz omma. — Taeyeon fez um sinal de positivo. — O lugar para onde posso voltar quando estou me sentindo ruim é realmente forte.

 

Taeyeon abraçou a mãe apertado.

 

— E seu pai? — Taeyeon riu e assim que soltou sua mãe abraçou seu pai da mesma forma. — Se cuide minha filha, qualquer coisa é só me ligar.

 

Taeyeon entrou dentro do carro e logo Hyuna começou a dirigir para a casa de Tiffany. O trajeto até lá foi silencioso já que Hyuna se sentia incomodada da irmã ter que voltar para lá, mas o que poderia fazer? Taeyeon tinha feito sua escolha então no mínimo teria que apoiar ela. Assim que Hyuna estacionou o carro Taeyeon olhou para frente e viu Tiffany sentada na calçada em frente à casa lhe esperando.

 

Taeyeon foi até ela.

 

— Você deve comprar um banco e colocar em frente de casa.

 

Tiffany sorriu.

 

— Deveria?

 

Hyuna se aproximou com as bagagens e Taeyeon agradeceu a irmã. Logo começou a arrastar suas coisas para dentro e antes que Hyuna fosse embora Tiffany a chamou.

 

— O que?

 

— Sinto muito, não posso ficar longe dela. — Tiffany disse baixinho.

 

— Eu sei que ela não pode ficar longe de você também, então não posso te culpar. Só cuide dela, ok?

 

Tiffany sorriu confirmando e Hyuna foi embora.

 

— Fany, você pode pegar minha mochila?

 

Tiffany pegou o que ela pediu e entrou com ela. Depois de acomodar tudo no quarto as duas foram para a sala e ficaram frente a frente no sofá. Taeyeon começou a contar como foi o dia e Tiffany não desviou os olhos nenhuma vez.

 

— Tem algo errado com meu rosto? — Taeyeon interrompeu o relato.

 

— Não.

 

— Então por que está me olhando assim?

 

— Eu senti sua falta.

 

Taeyeon deu um sorriso envergonhado.

 

— Estou aqui agora.

 

— Ainda assim eu senti sua falta.

 

— Vamos ser felizes, certo? — Tiffany perguntou se aproximando.

 

Taeyeon confirmou com a cabeça, incapaz de falar algo com a ruiva tão próxima. Os lábios se tocaram brevemente, mas o suficiente para os corações saltarem.

 

— Eu amo você. — Tiffany sussurrou.

 

— Também amo você.


 

[...]



 

— O que vamos fazer?

 

— Acredito que para conseguirmos nos curar de todas as lembranças devemos começar com suas personalidades. Elas devem entender umas às outras e dessa forma você vai melhorar.

 

— Está dizendo que devo aceitar que eu sou eu e reconhecer isso?

 

— Exatamente. Se reconhecer isso você pode começar a amar a si mesma como você é.

 

— Como começaremos?

 

— Podemos lembrar de algumas memórias do passado juntas.

 

— Então comece contando o que você lembra. — Tiffany sugeriu. — Me disse antes que mesmo com as más lembranças você também tinha boas.

 

— Eu lembro de uma boa. — Taeyeon sorriu com a memória. — Era o meu aniversário e não fazia muito tempo que minha mãe tinha morrido, você levou um cupcake para mim com uma vela e cantou os parabéns. Então naquele dia prometemos que iríamos ver fogos de artifício juntas.

 

Tiffany sorriu.

 

— Que bom que te fiz feliz.

 

— E você, tem alguma lembrança boa?

 

— Logo que cheguei na mansão eu lembro que era tudo assustador porque o avô era rigoroso. Tinha sido repreendida por não conseguir decorar a tabuada então você veio e levou para brincar. Logo em seguida me ensinou a memorizar mais rápido e eu realmente fiquei grata a você.

 

— E um alívio saber que não tem só memórias tristes comigo.

 

— Quer ir passear comigo? Podemos ir até o parque de diversões.

 

Taeyeon não escondeu a surpresa.

 

— Agora?

 

Tiffany não disse nada apenas pegou Taeyeon pela mão e juntas correram para a porta.

 

[...]



 

Depois de ir em vários brinquedos as duas se sentaram juntas em um banco. Comeram calmamente o sorvete que tinham comprado e às vezes comentavam sobre alguma lembrança passada. O clima entre elas estava leve e nada de ruim foi lembrado, apenas as poucas coisas boas que ocorreram no tempo em que se conheceram. Taeyeon se levantou para jogar o copinho do sorvete quando encontrou uma loja cheia de brinquedos. Arrastou Tiffany até lá e puxou o telefone olhado a lista que fizera mais cedo.

 

— O que é isso? — Perguntou Tiffany curiosa.

 

— Eu fiz uma lista de presentes para as personalidades. Se quiser acalmar elas tenho que ter suborno.

 

Tiffany riu.

 

— Dar e receber, isso é ilegal Tae.

 

— Eu realmente queria dar um presente para as personalidades.

 

— Tudo bem, o que pensou?

 

— Para Nana eu quero dar um urso novo de pelúcia, o dela está rasgado. Para Emily uma vara de pesca e cerveja. Da última vez que ela apareceu lá em casa não conseguiu provar o licor do papai.

 

— Que tal esse barco de brinquedo? Ela adora barcos também. — Tiffany apontou para a esquerda dela onde tinha um em exposição.

 

Taeyeon assentiu. Logo em seguida foi para o outro lado da loja e pegou canetas e um caderno bonito.

 

— Para quem são esses?

 

— Miyoung disse que quer escrever um poema.

 

— Parece bom. Quem falta?

 

Taeyeon olhou em volta e sorriu assim que viu um moletom dos minions. Foi até ele e Tiffany a seguiu.

 

— Ren vai adorar isso. Aquele idiota não me escuta nada, mas não vou deixar ele sem presente. — Tiffany riu. — E sério! E mais fácil lidar com a Stephanie do que com ele.

 

— Eu acho que entendo.

 

Taeyeon fez uma careta até finalmente se lembrar que não havia escolhido nada para Stephanie.

 

— O que eu dou para ela? Que tipo de presente fará Stephanie feliz?

 

Tiffany não tinha uma resposta. Quando terminaram tudo, voltaram para casa. Os presentes que Taeyeon comprou foram levados diretamente para lá e deixados na sala. Tarde da noite uma sombra se moveu pela casa, mas parou ao ver os presentes.

 

— Não acredito, é uma vara de pesca! — Emily sorriu feliz e pegou o objeto abrandando-o em seguida.

 

— Emily-ssi!

 

— Taeyeon? Ah querida, você está aí. —Emily sorriu indo até Taeyeon. — Olhe o que encontrei.

 

— Eu comprei para você, e tenho mais uma coisa. — Taeyeon puxou ela para a cozinha e mostrou o frango frito e a cerveja.

 

Emily abriu um sorriso grande e pegou o copo se sentando na mesa. Taeyeon a serviu e antes de dar o primeiro golo Emily esperou um pouco.

 

— Minha cabeça não dói.

 

Taeyeon riu.

 

Emily finalmente bebeu a cerveja. Fez uma expressão feliz ao terminar o conteúdo do copo.

 

— Isso é tão bom! Adoro frango com cerveja a meia-noite. Ah informe ao seu pai que eu realmente gostei, ele que fez essa cerveja, não é? E a melhor cerveja de todos os tempos.

 

— Eu avisarei ele.

 

— E diga obrigada a Tiffany também.

 

— Certo. — Taeyeon observou ela comer mais um pouco. — Por que você pensou em sair de repente?

 

— Bem eu sou a mais velha e tenho que dar um exemplo para aqueles bebês seguirem. Então a Tiffany vai viver uma vida confortável agora. E por isso… — Emily parou sob o olhar de Taeyeon. — Por que está me olhando assim? Tem algo a me dizer criança?

 

— Naquela época… — Taeyeon começou. — Durante o incidente da jaqueta de couro. Você veio me salvar, não é ?

 

— Nãão!

 

—Você sentiu pena por não ser capaz de me salvar do fogo aquele dia, certo?

 

— O-o que está tagarelando? Aigo. — Emily terminou a cerveja e o frango antes de voltar a falar. — Estou um tanto ocupada, então vou embora depois de dizer algo a você.

 

— O que é?

 

— Por favor, cuide do meu bebê. Obrigada, por sua causa fui capaz de sair em uma viagem legal e você é a única pessoa que confio. Sempre sorria criança, só pense em memórias boas ok? O passado não é importante. Só vivemos uma vida então aproveite e fique saudável.

 

— Emily-ssi…

 

— Certo, eu estou indo… — Emily sentiu sua cabeça doer. — Aigo, eu estou ficando com sono. Seria bom… seria bom se conseguisse tomar mais um copo.

 

Taeyeon não conseguiu segurar as lágrimas e Emily acabou chorando junto a ela. Emily levou as mãos à cabeça e com um último olhar deixou o corpo cair sobre a mesa. Taeyeon ainda deixou algumas lágrimas caírem até que um tempo se passou e Tiffany voltou.

 

— Emily veio. Ela me pediu para transmitir uma mensagem. — Os olhos de Tiffany marejaram. — “Viva bem que você sabe o significado de liberdade. Obrigada”  

 

Tiffany chorou e Taeyeon se levantou para abraçá-la.

 


Notas Finais


Emily se foi T.T


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