História Halo (Camren) - Capítulo 25


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally, Cabello, Camila, Camren, Dinah, Fifth, Halo, Harmony, Jauregui, Lauren, Normani
Exibições 164
Palavras 3.180
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - O Substituto


— Excelente! — exclamou MGK quando lhe contei a novidade. — Vamos formar um casal deslumbrante. 

— Hã-rã — concordei. 

No fundo, ainda havia uma dúvida insistente que me incomodava, uma espécie de pressentimento que provocava um leve arrepio na minha espinha. Quando estava segura nos braços de Lauren, a ideia não me parecia tão ruim; porém, pensando melhor, já começava a me arrepender de ter aceitado. Mas não podia explicar esse desconforto e optei por ignorá-lo. Além disso, não dava para fugir da raia e desapontar MGK. 

— Você não vai se arrepender — disse ele, numa voz sedosa, como se lesse meus pensamentos. — Vou fazer você se divertir. Passo para pegá-la às sete? 

Hesitei um instante antes de responder. 

— Sete e meia é melhor. 


O queixo de Dinah caiu quando ela soube da mudança de planos. 

— O que você tem, afinal? — indagou, erguendo os braços, exasperada. — Parece um ímã para as pessoas mais quentes da escola. Não acredito que pensou em recusar o convite dele. 

— Ele não é a Lauren — contestei, amuada. — Não vai ser a mesma coisa. 

Eu sabia que começava a soar como um disco arranhado, mas a minha decepção era avassaladora. 

— Mas MGK não é um mau substituto! 

Lancei um olhar duro para Dinah e dei um suspiro. 

— Acho que ele vai ter que quebrar o galho — emendou ela. — Você vai ter que sofrer em silêncio com um modelo a seu lado... Que peninha. 

— Pare com isso, Dinah. 

— Sério, Mila. O MGK é bacana. Metade das garotas da escola está apaixonada por ele. Ele vai fazer Lauren abrir o olho e valorizar você ainda mais. 

Bufei, exasperada. 

— Tudo bem, sei que para você ninguém chega aos pés de Lauren Jauregui, mas ela ficaria chateada se você não tentasse se divertir. 

Isso era mesmo indiscutível. 

Ciente de que a febre da formatura seria contagiosa e que praticamente ninguém do último ano iria para a aula, a escola nos deu a tarde de sexta-feira para os preparativos. Claro que ninguém foi capaz de se concentrar nos estudos na parte da manhã, e a maioria dos professores sequer tentou se fazer ouvir acima da algazarra que pairava em todas as classes. 

Dinah e as amigas já tinham começado os preparativos na noite anterior e chegaram à escola parecendo amêndoas torradas, após um banho de spray bronzeador. Já tinham feito luzes nos cabelos, e as unhas estavam pintadas à francesinha.

Quando o sinal tocou às onze horas, Dinah agarrou meu braço e me arrastou da sala de aula. Seu passo não diminuiu, nem meu braço foi liberado até estarmos apertadas pelos cintos de segurança no banco traseiro do carro de Veronica. Dava para perceber pelas expressões em seus rostos que todas estavam realmente empenhadas. 

— Primeira parada, maquiagem — entoou Dinah, em seu melhor tom de comando. Enfiando a cabeça entre os dois bancos da frente, completou: - Vamos lá! 

Seguimos até a rua principal e paramos em frente ao Swan Aesthetics, um dos dois salões de beleza da cidade. O lugar cheirava a baunilha, com espelhos em todas as paredes, onde também ficavam expostas as novidades em produtos de beleza. Os proprietários tinham optado por um ambiente boêmio, naturalista, com colares de contas ornamentando as portas e incenso queimando em pequenos potinhos enfeitados com pedras semipreciosas, enquanto alto-falantes ocultos derramavam sons de floresta tropical. Na sala de espera, cheia de almofadões no chão e arranjos de flores, podia-se tomar chá de ervas, bastando servir-se nos samovares dispostos numa mesinha baixa. 

As funcionárias que nos receberam não pareciam nem um pouco antenadas com a natureza, com seus cabelos louros, suas camisetas colantes e suas maquiagens teatrais. Deu para ver que Dinah era íntima das duas, pois foi abraçada carinhosamente ao entrar. Apresentou-as como Melinda e Mara. 

— Hoje é a noite especial — exclamaram as duas em uníssono. — Vocês estão a mil por hora, hein? Bem, meninas, mãos à obra. Temos que dar tempo para a maquiagem assentar. 

Sentaram a gente em cadeiras giratórias altas diante de uma parede de espelhos. Torci para que a maquiagem que elas usavam não fosse um prenúncio de como ficaria a nossa depois de pronta. 

— Quero um look de bonequinha — ronronou Ariana. — Sombra cintilante, batom rosa-claro... 

— Quero uma maquiagem clássica de Mulher-Gato dos anos sessenta. Muito delineador e, sem dúvida, cílios postiços — decretou Veronica. 

— Quero uma aparência suave e misteriosa — disse Dinah. 

— Eu só quero que não pareça que estou maquiada — pedi quando chegou a minha vez. 

— Acredite, você não precisa mesmo — disse Melinda, estudando a minha pele. 

Escutei as profissionais listarem os tratamentos de beleza programados para a tarde, tentando não me contorcer na cadeira. Para mim, elas nem pareciam estar falando a nossa língua.

— Primeiro, vamos extrair todas as impurezas da pele de vocês, usando uma máscara de ervas e um esfoliante suave — explicou Mara. — Depois, aplicamos uma camada de primer e usamos um bastão corretor marfim para esconder todas as manchas e imperfeições. Em seguida vem a base, seja num tom amarelado ou cor-de-rosa, para combinar com a cor da pele. Por último, é a vez do blush, da sombra, dos cílios e do brilho labial! 

— Você não tem manchas nem tons desiguais na pele — disse Melinda. — Que produtos você usa? 

— Não uso nada. Apenas lavo o rosto à noite. 

Melinda revirou os olhos. 

— Segredo absoluto, hein? 

— Não. Estou falando sério. Não uso produtos de beleza. 

— Certo, como quiser. 

— É verdade, Mel — interveio Dinah. — A família de Mila provavelmente nem acredita em produtos de beleza.

— Pelo jeito, a leitura da Bíblia opera milagres na pele — murmurou Melinda. 


Embora Melinda não me parecesse calorosa, tive que admitir que de maquiagem ela entendia. Quando me mostrou o resultado no espelho, perdi a fala. Pela primeira vez havia cor no meu rosto, que cintilava, suavemente rosado. Meus lábios pareciam carnudos e vermelhos, ainda que um pouco brilhantes demais. Cílios delicados emolduravam meus olhos, que estavam enormes e brilhantes com as pálpebras cobertas por uma leve camada de sombra prateada e os contornos acentuados por uma fina linha de delineador preto. Quase não me reconheci de tão glamorosa que estava. A melhor parte é que eu continuava com o meu rosto, ao contrário de Dinah e das outras, que pareciam estar usando máscaras com aqueles rostos bronzeados e cheios de maquiagem pesada. 

Da Swan Aesthetics, Dinah e as amigas seguiram diretamente para o cabeleireiro, mas eu resolvi voltar para casa e deixar que Ally se ocupasse do meu penteado. Já me cansara daquela maratona e não teria condições de aguentar mais nenhum ritual de produção. Além do mais, não havia ninguém em quem eu confiasse mais do que em Ally. 

Quando cheguei em casa, Normani e Ally já tinham terminado de se aprontar. Normani estava sentada à mesa da cozinha, vestindo um lindo vestido preto com um decote magnífico. Ally, em pé diante da pia, lavava louça usando um vestido longo verde-esmeralda. O cabelo estava preso em um coque frouxo na base do pescoço. Era estranho vê-la; parecia mais uma miragem do que um ser humano, junto à pia e com as mãos enfiadas em luvas de borracha cor-de-rosa. Isso só comprovava quão pouco ela se importava com a beleza física. Acenou para mim quando entrei, ainda segurando a esponja. 

— Você está linda — observou. — Vamos subir e preparar seu penteado? 

Primeiro, Ally me ajudou com o vestido, alisando e ajustando o tecido para que ficasse com o caimento perfeito. O vestido me fazia lembrar um raio de luar cintilante. A pontinha das delicadas sapatilhas prateadas aparecia por baixo das camadas. Meu encantamento era evidente. 

— Que bom que gostou — disse minha irmã, radiante. — Sei que as coisas não saíram exatamente como você queria, mas continuo torcendo para que você brilhe e se divirta como nunca. 

— Você é a melhor irmã que eu poderia ter disse eu, abraçando-a. 

— Não vá com tanta pressa recomendou ela, rindo. — Primeiro é melhor ver o que consigo fazer com seu cabelo. 

— Nada de complicado — pedi, enquanto ela começava a soltá-lo. — Só quero... ficar com a minha cara. 

— Não se preocupe — disse ela, passando a mão na minha cabeça. — Sei exatamente o que você quer dizer — tranquilizou-me. 

Não demorou muito para que os dedos ágeis de Ally arrumassem lindamente o meu cabelo, deixando-o cair em ondas naturais. Ela pegou duas mechas grossas de cada lado, as trançou e prendeu no alto da minha cabeça, como se fosse uma tiara, finalizando com um cordão de pérolas minúsculas que combinava admiravelmente com o vestido. 

— Perfeito — elogiei. — Não sei o que faria sem você. 

Às seis em ponto, Lauren chegou para me ver com o vestido, de modo a podermos fingir, ao menos por alguns momentos, que a nossa noite perfeita não tinha sido estragada por uma trombada inoportuna. Eu a ouvi conversar com Normani lá embaixo e, na mesma hora, senti um enorme frio na barriga. Não entendi o motivo do meu nervosismo, já que a presença de Lauren sempre me deixava tão à vontade. Acho que era apenas porque queria impressioná-la e me assegurar do seu amor vendo sua expressão ao me ver. 

Ally pulverizou um pouco de spray no meu cabelo, pegou minha mão e me levou à escada. 

— Você desce primeiro? — perguntei, engolindo em seco. 

— Claro — respondeu ela. — Mas acho que não é a mim que ela quer ver. 

Observei-a descer graciosamente e me perguntei por que eu lhe pedira para ir na frente. Ninguém era capaz de parecer elegante a seu lado, uma missão impossível, e eu já podia me dar por vencida. Ouvi Lauren aplaudir baixinho e fazer elogios. Sabia que Normani a estaria esperando ao pé da escada para lhe dar o braço. Então foi minha vez, e haveria um grupo me aguardando silenciosamente lá embaixo. 

— Você está vindo, Camila? — ouvi Normani perguntar. 

Respirei fundo e comecei minha descida hesitante. E se Lauren não gostasse do vestido? E se eu tropeçasse? E se ela me visse e concluísse que eu não estava à altura da imagem que idealizara mentalmente? Os pensamentos se atropelavam na minha cabeça como pequenos relâmpagos, mas assim que, do alto da escada, vi Lauren me esperando, todas as minhas preocupações e inibições se dispersaram, como poeira ao vento. Seu rosto, erguido na minha direção, se iluminou, os olhos se arregalaram e a boca se abriu levemente de surpresa. Ela estava encostada ao corrimão da escada, com o tornozelo esquerdo engessado. Parecia zonza, e me perguntei se a reação era causada por mim ou se era resultado da concussão. 

Quando cheguei lá embaixo, ela tomou a minha mão e me ajudou a descer o último degrau, em nenhum momento desgrudando os olhos de mim, percorrendo os contornos do meu rosto e do meu corpo, absorvendo tudo com o olhar. 

— O que achou? — indaguei, mordendo o lábio. 

Lauren abriu a boca, balançou a cabeça e fechou a boca novamente. Os olhos verdes me fitaram com uma expressão que nem eu fui capaz de traduzir. 

Ally riu. 

— Lauren, você é uma mulher de poucas palavras. 

— É que elas fugiram de mim — disse ela, aparentemente recuperada. O canto da boca se elevou para formar o conhecido meio sorriso. — Palavras serviriam apenas para dizer o óbvio. Camz, você está deslumbrante. 

— Obrigada — murmurei. — Não precisa me elogiar. 

— Não. Estou dizendo a verdade. Mal posso acreditar que você seja real. Tenho a impressão de que você vai sumir se eu fechar os olhos. Daria tudo para estar lá e ver a cara de todo mundo quando você entrar por aquela porta. 

— Não seja boba — repreendi. — Todos vão estar lindos. 

— Camz, você se olhou no espelho? — perguntou Lauren. — Você irradia luz. Nunca vi ninguém tão parecido com... Bem, com um anjo

Corei, e ela carinhosamente prendeu um pequeno buquê de minúsculos botões de rosa brancos em torno do meu pulso. Tive vontade de abraçá-la pela cintura, afundar meus dedos naquele cabelo, acariciar a pele macia do seu rosto e beijar seu lábios perfeitos. Mas me detive para não arruinar o cuidadoso trabalho de Ally e, em vez disso, inclinei-me com cuidado e lhe dei um único beijo. 

Tive a impressão de que mal havíamos trocado duas palavras quando ouvimos uma batida à porta. Normani foi atender e voltou acompanhada de MGK. 

Não sei se foi imaginação minha, mas Normani, que segundos antes parecia perfeitamente à vontade, assumia uma postura mais ereta. Sua boca estava cerrada, e dava para ver as veias do pescoço latejarem. Ally também se retesou ao avistar MGK, e seus olhos assumiram uma incomum expressão vidrada que significava que algo a estava deixando assustada. 

A reação de ambos foi perturbadora e fez com que minhas próprias dúvidas sobre MGK brotassem novamente. Vi de relance o olhar desconfiado de Lauren, o que me levava a crer que a sensação de desconforto era mútua. 

Normani pousou uma das mãos pesadamente em meu ombro antes de partir para a cozinha para providenciar bebidas para os convidados. Minhas irmãs costumavam ser cautelosas com estranhos. Já tinham se acostumado com Lauren e Dinah e as acolhido calorosamente, porém essas eram exceções. Ainda assim, a desconfiança que demonstraram com relação a MGK me deixou nervosa, O que teriam sentido? O que MGK teria feito na vida para que sua presença causasse tanto alarme em anjos? Eu sabia que Ally e Normani jamais estragariam a minha noite fazendo uma cena, então me convenci a tentar tirar idéias tolas da cabeça e aproveitar a festa o máximo possível. Percebendo meu nervosismo, Lauren postou-se ao meu lado, com a mão quente e reconfortante apertando de leve a base do meu pescoço num gesto de apoio. 

MGK, por outro lado, aparentou não ter percebido nem um pouco o efeito que tivera sobre nós. Não usava um smoking, como eu já esperava, mas uma calça preta justa e uma jaqueta de couro de aviador.

"Pode apostar que ele vai fazer uma opção pouco convencional" pensei. O figurino era radical, do jeito que ele gostava das coisas. 

— Boa noite a todos — saudou, vindo em minha direção. — Oi, meu bem. Você está linda. 

— Oi, MGK. 

Dei um passo à frente para cumprimentá-lo, e ele pegou minha mão e levou-a aos lábios. Vi Lauren assumir uma expressão fechada, mas em instantes voltou ao normal, e também deu um passo à frente para apertar a mão de MGK. 

— Prazer em conhecê-lo — disse ela, mas com uma leve aspereza na voz. 

— Igualmente — respondeu MGK. — Já era tempo de sermos apresentados. 

Ao contrário de Lauren, Fish não fez esforço algum para ser sociável. Sentou-se num baque e soltou um rosnado gutural. 

— E aí, garoto? — disse MGK, inclinando-se e estendendo a mão. 

Fish se pôs de pé num salto, latindo furiosamente e mostrando os dentes. MGK retirou a mão, e Ally o arrastou pela coleira para a cozinha.

— Desculpe — disse eu a MGK. — Ele não costuma se comportar assim. 

— Não se preocupe. 

Tirando do bolso da jaqueta uma caixa pequena, ele me disse. 

— Para você. Acho que buquês para amarrar no pulso já estão meio ultrapassados. 

Lauren fechou a cara, mas refreou qualquer comentário. 

— Obrigada! Não precisava — agradeci, pegando a caixinha. 

Dentro, havia um par de delicados brincos de ouro branco. Fiquei meio sem graça diante de um presente tão caro. 

— Não é nada — interveio MGK — apenas uma lembrancinha. 

Lauren escolheu esse momento para intervir. 

— Obrigado por cuidar da Camz esta noite — atalhou num tom agradável. Como pode ver, estou meio indisposta.

— O prazer é meu de ser útil a Camila — retrucou MGK. Como sempre, seu tom soou artificial e um tanto pretensioso. - Lamento sobre o seu acidente. Uma pena ele acontecer justamente às vésperas da formatura. Mas não se preocupe, farei tudo para que Mila se divirta. É o mínimo que cabe a um amigo

— Bom como namorada dela, gostaria de poder estar presente — rebateu Lauren. — Mas vou compensá-la de alguma forma. 

Foi, então, a vez de MGK ficar com a expressão fechada. Lauren lhe deu as costas e pegou meu rosto nas mãos, dando um beijo suave na minha bochecha antes de envolver meus ombros com o xale prateado. 

— Todos prontos? — indagou. 

Na verdade, tudo o que eu queria era ficar em casa encolhida no sofá com Lauren e esquecer totalmente a formatura. Queria tirar o vestido, pôr uma calça de moletom e me aninhar nos seus braços, onde me sentia segura. Não queria sair de casa, muito menos de braço dado com outra pessoa. Mas não lhe disse nada disso. 

Abri um sorriso forçado e fiz que sim com a cabeça. 

— Cuide bem dela — disse Lauren a MGK. Sua expressão era amistosa, mas havia um certo tom de advertência em sua voz. 

— Estarei de olho nela a noite toda. 

MGK me ofereceu o braço e saímos. Lá fora, uma limusine nos aguardava. Percebi, pela expressão de Normani, que ela achava aquilo um exagero. Antes que eu saísse, Ally se inclinou para mexer na alça do meu vestido. 

— Estaremos por perto a noite toda, se precisar de nós — sussurrou. 

Achei que ela estava sendo um tantinho dramática demais. O que poderia acontecer de ruim em um salão de baile em meio a centenas de pessoas? Ainda assim, suas palavras me confortaram.

A limusine parecia uma nave alienígena, brilhante, comprida e com vidros escuros. Achei-a mais vulgar do que glamorosa. 

Dentro, era ainda mais espaçosa do que eu havia imaginado. Um assento modulado em couro branco margeava as paredes internas. A iluminação era roxa e azul e vinha de luzes alógenas presas ao teto. À direita, um bar embutido continha abajures azuis que iluminavam fileiras de copos e as garrafas de bebida trazidas por festeiros menores de idade. Uma tela de televisão ocupava uma lateral inteira, e havia alto-falantes no teto. Uma música que falava de garotas se divertindo tocava a todo volume, fazendo o interior do veículo vibrar, O carro já estava quase cheio quando entramos, pois fomos os últimos a ser apanhados. Dinah abriu um enorme sorriso quando me viu e mandou beijinhos para mim do lado oposto do carro, em vez de me dar um abraço. Algumas das outras meninas me olharam de cima a baixo, e seus sorrisos congelaram. 

— Que doença terrível é a inveja — sussurrou MGK no meu ouvido. — Você é, de longe, a mais deslumbrante, além de séria candidata ao título de rainha do baile. 

— Esse título não significa nada para mim. Além disso, você não viu o restante da concorrência. 

— Nem preciso — respondeu MGK. Estou apostando tudo em você.


Notas Finais


E que venha o baile!!
Até mais ❤


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