História Handcuffs (Larry Stylinson) - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Visualizações 100
Palavras 1.333
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Irei perder o trem!


No capítulo anterior...

Harry desligou o telefone com a maior cara de decepção do mundo. Foi até Louis, que já tinha se acordado, porém mantinha-se de olhos fechados, e o chamou baixinho.

— Hmmm? — Mal possuía coragem para falar, de tanto sono que estava.

— Eu vou precisar voltar para Londres mais cedo. Me desculpa.

23/12

— Ele caiu como um patinho! — Harry comemorou.

Anne, que dirigia, apenas sorria encantada sobre como seu filho estava feliz e animado. Fazia tempo que não o via daquela forma. “Louis deve ter um poder mágico”, pensava.

— Nós vamos precisar do bolo, balões, chapéus de aniversário, confete, e- — Parou por um segundo, pensativo. — Acredita que ele nunca teve uma festa de aniversário?! Ah, meu Deus também precisamos de um presente!

— O tempo é apertado, porém suficiente. — A mulher o tranquilizou. — Como ele nunca teve uma festa de aniversário?

— Uh... O pai deles não é dos melhores. E ele não tem mãe, então... — O clima ficou ruim, seu humor voltando a desanimar.

— Tenho certeza que vocês ainda serão amigos por muitos anos. Então, essa história vai ficar para trás. — Anne sorriu para seu filho. — Não me surpreenderei se Louis não acabar tendo três aniversários por ano...

— É preciso compensar de alguma forma!

-x-

A primeira coisa que Styles fez ao chegar em casa, foi ir até a cozinha; para ver se tinha todos os materiais necessários para o bolo de Louis.

Encontrou a dispensa cheia, mas ainda assim, faltavam algumas coisas da sua lista mental.

— Mãe, eu vou precisar ir ao supermercado. — Disse, ao voltar à sala de estar.

— ‘Kay. — Anne pegou a sua bolsa, e de lá a carteira; antes de abri-la, adicionou: — Mas só gaste com o Louis, mocinho.

Harry concordou com a cabeça e saiu de lá com pressa; mesmo a distância do local sendo curta o suficiente para que fosse a pé. Queria garantir que tudo sairia como planejado.

Tivera a sorte de não ter tido o percurso interrompido. Seus vizinhos, que não o via há um tempo, mandavam-lhe sorrisos e acenos que eram respondidos de maneira breve e simples. O garoto conseguiu evitar até mesmo dona Aurélia, a velhinha de sua rua que sempre possuía assunto para conversar com todos — e querendo ou não, sempre acabava os atrasando.

Harry a mandou um “Irei perder o trem!” e não se sentira culpado por isso.

O supermercado mais próximo de sua casa não estava tão lotado como de costume, o que o deixou aliviado. Caminhou com facilidade até a sessão de “Festa de Aniversário”, onde conseguiria ir de olhos fechados; eram várias as vezes em que, quando garoto, iria lá para dar uma olhada nas novidades.

Os balões, chapéus, confetes, velas e mais uma milhão de coisas coloridas o fascinavam. E agora, já crescido, o sentimento continuava intacto.

Apesar de todas as opções de cores e tipos, optou pelos balões azuis. Mas, não qualquer azul; aquele específico. O mesmo dos olhos de Louis.

-x-

Harry saira do supermercado cheio de sacolas em uma mão, enquanto na outra segurava uma lista de compras — que deixara de ser mental, e passara a ser no papel, mesmo.

O único item que faltava a ser riscado era “presente”. O problema era que não encontrara nada que pensasse ser bom o suficiente, apesar de também não ter a mínima ideia do que comprar.

Atravessou a rua e sentou-se em um dos bancos da cidade para pensar em algo; não poderia voltar para casa, aquele era o único tempo livre que teria.

Tudo o que vinha na sua mente, era descartado logo depois. Até que, ao observar o local a sua volta, encontrou o que precisava.

“Uma loja de música, é óbvio” pensou.

Procuraria algum CD do The Fray, e quem sabe até comprasse algumas coisinhas para si mesmo.

A loja era pequena, porém completamente cheia de coisas: Nas paredes haviam pôsteres colados de cima a baixo; muitas das bandas Styles nunca tinha ouvido falar. Também possuíam várias prateleiras, as quais exibiam vários itens de colecionador.

Harry pôde observar a grande diversidade de CDs que ficavam nas estantes mais baixas. Seus olhos brilhavam ao analisar tudo aquilo e tentava, apesar de difícil, focar em achar algum álbum para Louis. Acabara ficando tão determinado, que se assustara ao ouvir uma voz feminina abrupta:

— Posso ajudá-lo? — O de olhos verdes disfarçou o mini susto e apenas balançou a cabeça em concordância, antes de perguntar onde ficavam os álbuns do The Fray. — Eles ficam por aqui. — A garota, que parecia ser da idade dele, fez sinal para que o cacheado a seguisse. — Temos esses dois. — Mostrou-os.  — Mas, também... — Passou pelo balcão onde separava o local de funcionários e clientes e se esticou para tirar algo de cima das prateleiras. — Tem esse autografado.

O queixo de Harry foi parar no chão ao ver o CD nas mãos daquela garota. Era perceptível a raridade do objeto.

— Quanto custa?

— Oitenta libras. — Mais surpreso ainda, ficara com o valor.

— Obrigado, mas n- — Ao ver que Styles iria recusar, a garota foi rápida a formular uma nova promoção.

— Ao comprá-lo, você leva junto esse... — Olhou ao redor, procurando algo. — Toca CDs!

De primeiro, não pensou que valeria a pena, mas, ao analisar a situação, concluiu que o aparelho seria bem útil no colégio Redmond MacAteer; afinal, ouvir música não tinha sido proibido ainda, certo?

— Ok, eu vou levar.

-x-

Harry foi recebido em casa pelo som do piano. Observou, com um sorriso no rosto, sua mãe tocando as teclas e murmurando uma música que não conhecia.

— Comprou tudo? — Anne perguntou, sem parar de tocar o instrumento musical.

— Yeah. — Respondeu. Colocou o cartão da mulher sobre o piano, e foi até as escadas que davam para seu quarto.

Abriu a porta e se surpreendeu com o quão limpo e cheiroso o local estava. Colocou as sacolas sobre sua cama e foi até as cortinas; as abrindo, deixando que, os poucos raios solares, adentrasse e iluminassem o quarto.

Separou o papel de presente, fita adesiva e tesoura. Demorara uns sofridos trinta minutos, onde lutava com a fita que colava nos lugares errados, o papel que teimava em se rasgar e o próprio desastre natural que eram suas mãos. Mas, no fim, fizera um trabalho impecável.

Harry voltou a descer; sabia que precisaria ajudar sua mãe na cozinha.

— A senhora limpou o meu quarto? — Pegou o segundo avental da casa, que antes era usado pelo seu pai, e se aproximou de Anne.

— Yeah, eu tenho ficado bastante entediada ultimamente. — Separou os legumes e deu para o cacheado os picar. — Mas, nesses próximos dias, estaremos bem ocupados na cozinha, mestre cuca. O bolo de Louis, ceia de Natal... E nosso jantar. — Styles concordou, animado com tudo aquilo.

O ambiente de casa era tão leve, apesar da perda de seu pai. Ter esse “lugar seguro”, onde poderia ser ele mesmo, em paz, era uma das coisas que sentia falta na Irlanda.

Ou pelo menos, quando Louis não estava lá com ele. Pois, bem, o de olhos azuis sabia muito bem como fazê-lo se sentir confortável.

— Com a senhora é tão mais fácil. — Desabafou. Encheu as mãos com as batatas cortadas em cubinhos e as colocou dentro da panela vazia. — Eu me inscrevi para a aula de culinária do colégio, mas acabou não dando muito certo... — Um flashback de todas as suas gafes passou pela sua cabeça.

O cacheado riria, se não fosse trágico.

— Eu não vejo a diferença entre cozinhar aqui e lá. — Anne disse simplesmente, esperando que Harry desenvolvesse seu pensamento.

— É só que... Eu comecei fazendo besteira. Chame de azar de principiante. E agora, sinto como se fosse errar novamente. Por causa disso, não consigo sequer dar uma chance a mim mesmo.

Anne parou o que estava fazendo para olhá-lo, e fez questão de que seu filho retribuísse o contato visual.

— Você não pode mudar o passado. É um fato. Mas, não quer dizer que não conseguirá fazer melhor no presente. E, mesmo que as coisas voltem a dar errado novamente... Ainda terás o futuro.

 

 

 

 

 

 

 

 



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