História Hangul (yoonseok fanfic) - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Sobi, Sugahope, Whitepearl, Yoonseok
Exibições 73
Palavras 2.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OI VOLTAY
Sem enrolações, vejo vocês nas notas finais <3
Boa leitura, e desculpa qualquer erro. Preciso revisar o texto ainda.
Sim, isso já é no futuro.

Capítulo 2 - Primeiro


O céu estava cinzento.

As gotas da chuva desciam lentamente pelo vidro da janela que impedia a entrada do vento frio no ambiente.

Yoongi se encarava no espelho do quarto, ajeitando o enorme casaco de couro negro em seu corpo e as vezes desviava o olhar às duas camas refletidas atrás de si. Uma delas pertencia ao Taehyung, que havia desaparecido inutilmente durante a madrugada, provavelmente teria ido a alguma festa proibida ou algo assim. Yoongi nem se importava mais com isso, era de costume do irmão sumir e aparecer apenas no dia seguinte, com cheiro forte de bebida e com uma ressaca desgraçada.

Passou as mãos sobre o cabelo agora de cor esverdeada. Havia o pintado logo após a morte de sua mãe, era algum tipo de forma de protesto na mente de Yoongi. Mary morreu durante o final da adolescência dos dois irmãos, o que resultou em Yoongi acabar tendo que tomar a responsabilidade sob Taehyung, mas isso só até eles finalmente completarem sua maioridade.

Escuta o som da porta principal bater com força vindo do andar inferior da casa. Presumiu que finalmente fosse Tae e suspirou, preparando-se para dar-lhe a bronca que sempre faz questão de dar. Os passos eram rápidos e barulhentos durante a subida das escadas; o garoto estava correndo impaciente até o quarto onde seu irmão mais velho estara.

— Yoongi, eu estou desesperado! — ele abriu a porta e apoiou as mãos no joelho, tentando acalmar a respiração ofegante — Eu estava apostando ontem e-

— Eu já falei mil vezes para você não apostar nestes jogos. Você nem ao menos me escuta.

— Não é hora para lições de moral, acredite.

Yoongi desconfia do tom do irmão mais novo, para de encara-lo pelo reflexo do espelho e vira-se para ter contato visual com o mesmo. Taehyung engolia em seco, como se estivesse com receio de contar-lhe qualquer coisa. O mais velho apenas o observava, esperando que ele finalmente abrisse a boca e começasse a explicar a situação.

— Os distritos entraram em colapso de novo. — ele diz enquanto via as expressões monótonas do irmão — Eles querem destruir uns aos outros, eles estão invadindo a Liberdade.

Yoongi perguntava-se como ele havia conseguido aquelas informações. O moreno parecia preocupado com as guerras; talvez fosse o trauma de ter visto a saúde de sua própria mãe cair diante de seus olhos por culpa disso.

— Eu escutei uns caras conversarem sobre isso no bar. — Taehyung finaliza.

— Esses bares que você frequenta vivem entupidos de bêbados inúteis. Eles podem estar mentindo.

— Eram Leais.

Min fechou os olhos e respirou fundo. Não queria acreditar que aquilo era real. Leais não tinham a capacidade de mentir, mesmo que quisessem.

A guerra havia cessado durante um período após longos anos de duração. Os ataques eram frequentes, mas nunca chegaram a atingir a Liberdade. Desta vez, as pessoas do distrito do Bem e do Mal estavam dispostas a invadir o lugar para guerrear uns contra os outros, sem nem ao menos pensar nas outras pessoas.

O mais velho saiu do quarto em silêncio e desceu as escadas, sendo seguido por um Taehyung confuso que não cansava de lhe indagar o que havia acontecido para que o irmão ficasse deste jeito de supetão.

Abriu as cortinas da sala e viu uma multidão espalhada pelas ruas. A maioria segurava mochilas, provavelmente planejavam fugir daquele lugar.

Ou invadir o distrito do bem.

Taehyung observava a cena e dava olhares súbitos à Yoongi, que permanecia estático e tentava não chorar com a situação.

Pessoas perdendo a saúde, era como o apocalipse.

O distrito da Liberdade é o apocalipse.

Não tinha coragem suficiente para deixar a casa em que foram criados. Lá haviam lembranças de Mary, fotografias e a última anotação feita no diário dela. Yoongi nunca teve coragem de ler — e também não permitia que Taehyung lesse —, já que nunca conseguiu aceitar a morte prematura de sua mãe.

Ver aquelas pessoas fugindo desesperadamente com crianças e bebês no colo fazia o esverdeado querer chorar.

— Yoongi, você escutou isso? — Taehyung bateu levemente no antebraço do irmão.

As sirenes eram tocadas quando o portão do distrito era aberto. As pessoas começaram a correr mais rapidamente ao escutarem os primeiros barulhos de tiros.

— Vamos, precisamos correr! — o moreno puxava Yoongi que se mantinha em silêncio, apenas murmurando negativamente — Yoongi, por favor!

Min foi empurrado para fora de casa forçadamente pelo irmão, ele observou a casa se afastar cada vez mais ao ter seu pulso sendo puxado por Taehyung, que chorava baixo ao som dos tiros e das pequenas bombas de gás tóxico que eram lançados para conter a correria da multidão.

Yoongi também chorava ao ver crianças chorando sobre o corpo morto de seus pais.

— Não respire! — Taehyung gritou e colocou as mãos nas vias respiratórias ao perceber uma bomba ser lançada perto de si.

Yoongi só chorou mais quando viu seu irmão ser pego por um tiro. Caiu de joelhos e viu-lhe sangrar cada vez mais com uma expressão dolorida em sua face. Tirou seu casaco e improvisou uma faixa, pressionando sobre a ferida na perna para conter a hemorragia. Viu a multidão passar por eles com gritos, choro e ranger de dentes.

Aquilo era o inferno.

O hangul de Taehyung estava fraco. Ele certamente não conseguiria mais se levantar; largou o casaco no chão úmido pela chuva e colocou o menino sobre suas costas.

E correu, sem parar até avistar os portões que dariam para o próximo distrito. Sussurrava "aguenta firme" e "fique vivo" repentinamente para o irmão, tentando conter as lágrimas que necessitavam descer.

As pessoas batiam a palma das mãos sem parar no portão de ferro, que estava fechado justamente para que não entrassem. Uma bomba de gás foi novamente lançada ao público presente no local. Yoongi viu várias pessoas caírem sem força ao chão. Algumas já tinham marcas tão enfraquecidas que acabaram simplesmente as apagando e morrendo.

Sentiu vontade de desmaiar ao sentir o odor daquele gás. Lutou para que não desmaiasse, mas não durou muito tempo; alguns homens pegaram seu irmão de seus braços e observaram o hangul no pulso de Yoongi. Muitos se chocaram, enquanto outros apenas murmuraram e o capturaram e o carregaram pelas ruas, completamente inconsciente.

A mente de Yoongi agora tinha a cor negra. Era completamente escura, seus pensamentos eram calmos. Era como o Paraíso descrito pelas pessoas que acreditavam nessas coisas.

Só se lembrava do caos que passou ao ver seu irmão ser levado por pessoas completamente estranhas e tentar gritar, sem fôlego para salva-lo.

Com uma forte dor de cabeça, o esverdeado abre os olhos sutilmente e se depara com um teto esbranquiçado, assim como toda sala que estava. Suas costas doíam; a cama em que estava deitado mais parecia uma maca hospitalar de tão rígida e incômoda.

Vez ou outra virava a cabeça, procurando por alguma saída. Encontrou uma porta branca, com uma placa; estava tonto demais para tentar ler o que poderia estar escrito na mesma.

Apenas levantou-se e correu aguçado até ela, tentou a abrir, mas a tentativa foi sem êxito. Bateu com força na mesma como se pudesse quebra-la. Berrava para que o tirassem dali, queria saber onde estava seu irmão, queria saber onde ele próprio estava.

Quando cansou de bater, encostou as costas na porta, deslizando sobre o metal frio e confessando a si mesmo que estava preso. Olhou as paredes e encontrou uma câmera de segurança. Estava ligada; alguém estava o observando.

Encarou a câmera com uma expressão revoltada.

— Merda, eu sei que você está aí!

Desistiu de tentar gritar, sabia que ninguém o escutaria. Assim como havia sido quando viu pessoas oriundas da Cura passar por si, sem se importar com os gritos de socorro de Yoongi e Taehyung perto do corpo quase falecido da mãe.

A partir desse dia, Yoongi nunca odiou tanto os distritos.

Pessoas individualistas.

Era isso que ele pensava sobre os participantes do distrito do Bem.

Se viu sentado novamente na cama desconfortável quando ouviu o estralar da porta avisar que ela havia sido finamente aberta. Um homem a abriu, tinha cabelos acastanhados, orbes de uma cor mais escura e era um pouco mais alto que si.

Yoongi o encarava carrancudo enquanto o outro apenas ria de seu semblante irritado.

Caminhou calmamente até o menor e tentou pegar seu braço. Sua expressão antes risonha se tornou raivosa quando viu a teimosia de Min em não lhe deixar ver seu hangul.

Foi educado assim. Sua mãe lhe dizia que era perigoso que as pessoas vissem sua marca. Nunca lhe disse o motivo, apenas falou que deveria manter em segredo e proteger-se ao máximo.

Desde então, Yoongi sempre usava casacos ou qualquer outra coisa para esconde-lo.

— Você é mudo? Quem é você? — o esverdeado indagava irando-se pelo silêncio contínuo do homem, que permanecia tentando puxar seu pulso.

Tentou dar-lhe um soco, mas o desconhecido devolveu um pontapé em seu estômago, fazendo-o tossir de dor e cair direto ao chão.

Escutou passos e viu a porta se fechar novamente com a visão turva, que logo voltou ao normal, porém ainda estava enjoado.

Alguns minutos depois a porta se abre novamente. Era o mesmo garoto, porém com outros dois homens extremamente altos e fortes. Yoongi pôde ver seus hangul's marcarem Bravura.

— Você virá por bem ou por mal? — o menino finalmente perguntou enquanto arqueava uma das sobrancelhas.

O menor abaixou a cabeça, ignorando-o. Escutou o moreno bufar impaciente e se virar, andando para o lado de fora da sala e dando permissão para os dois homens agarrarem os braços de Yoongi e arrastarem-o à força para fora da sala.

Ele se debatia, mas os Bravos eram fortes demais; tinham uma força física sobrenatural, não cediam à lutas e quase não demonstravam sentimentos.

— Você é teimoso. — O acastanhado afirma, andando à frente dos dois homens que seguravam o mais baixo — O que você estava fazendo todo esse tempo na Liberdade?

— Onde eu estou? — o esverdeado continuava a indagar sem parar de tentar se desvencilhar dos braços dos fortes.

— Não se responde perguntas com outras perguntas.

Yoongi riu sem graça e observou dezenas de salas passarem por si pelos corredores. Dentro, haviam várias pessoas com marcas que nunca havia visto na vida.

Com uma ordem para que os homens o soltassem, Min é finalmente solto. Cruzou os braços ao ser questionado novamente diversas vezes sobre seu hangul. Não iria as responder, já estava se sentindo incomodado com tantas perguntas, só queria saber onde estava e onde seu irmão estava também.

— Kim Taehyung. — Yoongi falou, ao convencer o garoto à lhe dizer para onde seu irmão havia sido levado.

— Ah sim, o deixamos lá.

Um empurrão fez o acastanhado bater as costas na parede. Os olhos do menor estavam semi-cerrados de tanto ódio e suas mãos encontravam-se no pescoço do homem, que mantinha a expressão risonha e debochada de sempre.

— Vocês deixaram meu irmão naquele lugar! — Aqueles homens o levaram para onde?

— Seu irmão é um traficante de marcas, não têm permissão para a entrada aqui.

Yoongi abaixou a cabeça tentando não acreditar na calúnia que o garoto havia falado. Viu uma fita presa ao seu casaco do lado direito, provavelmente com seu nome escrito.

"Jung Hoseok"

Traficantes de marcas são pessoas como os antigos assassinos; matam por dinheiro e por ordem do chefe da facção.

Min não podia acreditar que seu irmão poderia fazer coisas do tipo.

— O que me garante de que não está mentindo para mim?

— Eu lhe mostro as denúncias, se você quiser. — Hoseok aponta para um armário de metal com várias gavetas, sarcasticamente.

Yoongi bufou, e desvencilhou Jung de suas mãos. Sentou-se numa poltrona de couro e pôs as costas das mãos no rosto.

— Minha vez de fazer as perguntas. — Hoseok disse, ajeitando a roupa.

"Bem-vindo ao Distrito do Bem."


Notas Finais


Como sempre, qualquer dúvida, pode perguntar nos comentários. É muita informação para uma fanfic só então fica complicado entender às vezes.
Até~ ♥


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