História Hannah - Capítulo 3


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - 03


Sinto como se estivesse em um filme de terror.

Eu acordo e durmo.
Estou dentro de um carro pelo barulho, mas estou no banco de trás e não consigo ver quem está no da frente.

Acordo de novo e sinto frio. Estou sem roupas, tento gritar, mas não consigo, não consigo falar, eu só ouço gemidos de desespero saindo de mim e então vejo três pessoas, um deles deita encima de mim e me diz coisas horríveis. Começo a perder a consciência de novo, o pânico paralisa todo meu corpo, minha cabeça não se move, sinto algo forte prender meus pulsos e tornozelos.
Então outra pessoa vem por cima de mim e tenta beijar minha boca. Não consigo fazer muito, quase esgoto meus pulmões de tanto tentar gritar, mas não sai. Tudo está em câmera lenta. Tem pessoas mexendo em mim, no meu corpo e eles riem, posso ouvir.
Um deles eu reconheço, é o Gabriel, da festa e ele está rindo. Um deles chega perto e então sinto uma ardência grande na região íntima. Como se estivessem abrindo os ossos da minha bacia. Grito, mas só saem gemidos que são ignorados.  Sinto um líquido quente entre as minhas pernas e depois ouço risadas.
Sinto lágrimas correrem por minha bochecha, mas ninguém me escuta, ninguém parece ligar.
Um a um, eles mexem no meu corpo, na minha região íntima, no meu cabelo, nos meus seios, em tudo.
Pouco a pouco meus sentidos foram voltando, começo a ouvir meus gritos sair, mas um deles coloca uma faca na minha garganta e me ameaça. Seu palito cheira a álcool e eu só consigo sentir nojo.

Tudo corre em câmera lenta.

Não fecho os olhos porque é pior.
Espero parada durante horas e horas de tortura física e de humilhação até a hora que eles vão me matar, porque é tudo que eu quero agora. Penso em como minha mãe vai sofrer e em como o Henrique vai me olhar no necrotério e pensar que ele sempre teve razão.
Aguento a dor dos cortes, de algo sendo enfiado em mim, de socos e chutes.
Não entendo porque estão fazendo isso comigo.
Os minutos parecem não passar.
Sinto dor em toda parte do corpo, acho que quebrei algo. Me desespero tentando fazer com que eles me matem mais rápido, mas eles so ficam mais agressivos. Espero que as agressões me levem a morte, mas não sinto algo parecido.
Assim que os três estão satisfeitos espero pela hora que eles vão me matar.
- Me mata. - é tudo que consigo dizer com muito esforço.
Gabriel me olha, ele não parece mais tão feliz. Todos eles colocam suas roupas. Um deles se aproxima e então eu sinto uma dor forte no rosto e logo a escuridão volta.

Sinto gotas de água caindo em mim. Acordo e com muita dor olho pra cima.
Eu estou com frio, muito frio.
Começo a chorar ao perceber que ainda estou viva e que estou nos braços de Gabriel. Ele olha pra mim e não está mais com aquele olhar.
- Me mata. - suplico com os olhos embaçados de tantas lágrimas. Sinto dor em tudo, e água cair em meu corpo. Gabriel está correndo comigo, ele me pegou no colo e me aperta contra seu corpo.
Ele para olha para os lados e então me coloca no chão. Estou coberta com algo que parece ser uma lona.
- Me perdoa Hannah. - ele diz e então me deixa, correndo de volta para o carro. Antes de sair cantando pneus ele buzina várias vezes. 
Sinto frio até mais do que achei possível. Todo meu corpo dói, vejo sangue no chão mesmo estando escuro. Gabriel estava cheio de sangue. Talvez eu morra de hemorragia, é tudo que eu quero.
Sinto cheio de sangue, gosto de sangue e minhss pernas nem mexem mais de tanta dor.
Sinto um cansaço, acho que é assim quando vamos morrer. O último pensamento que quero ter é dos meus pais, dos meus amigos, até de Henrique que vai cuidar da minha mãe. Não sinto mais as dores fortes no corpo, deve ser meu cérebro desligando. Respiro fundo uma última vez e então me entrego, fazendo uma última oração para quem quer que esteja ouvindo para que me perdoe por todos os atos idiotas que me levaram a isso.



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