História Hansol - Capítulo 3


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Categorias Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe
Exibições 39
Palavras 1.560
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Escrito pelos dedos do Destino.

Capítulo 3 - O que sabemos sobre amor?


Fanfic / Fanfiction Hansol - Capítulo 3 - O que sabemos sobre amor?

 

II

O que sabemos sobre amor?

 

O que sabemos sobre amor?

Exatamente nada, pois é algo desconhecido e inexplicável

O calor da sua mão na minha explica bem mais

Os seus olhos nos meus explicam exatamente

Como as borboletas do meu estômago voam

Ah, se explica

Mas as palavras não podem explicar como dói

Como me faltava o ar quanto te vejo

O medo que sinto de te perder

A ansiedade em te ver a cada dia

A correria

A confusão

O alívio ao ver que está bem

As palavras são como se explica muitas coisas

Mas não explicam como meu coração bate forte ao pensar em você

Amoras-me

 

Mais uma noite que chegava em casa tarde após a universidade. Estava com um copo de café ainda cheio em mãos, a bolsa num dos ombros e alguns livros nos braços, mas mesmo que não houvesse nada em seus braços ainda pareceria atrapalhada. Largou tudo em cima do balcão que dividia a cozinha e a sala e correu para o quarto, onde tirou as roupas e foi ao banheiro semi-nua. Mesmo um pouco cansada iria sair, era a primeira vez desde que foi morar ali que iria em uma balada e estava bem animada. Seria uma noite de sexta-feira divertida.

Saiu do chuveiro enrolada na toalha felpuda e entrou no quarto exalando o aroma de morangos do sabonete. Abriu o guarda-roupa e tentou escolher uma roupa mais coberta, pois estava muito frio lá fora. Após trajar-se, maquiou-se, arrumou o cabelo enquanto bebericava seu café e em seguida sentou-se na sala escrevendo algo sobre amor em uma folha de ofício com um lápis. Os olhos se encheram de vida ao lembrar dos olhos dele e de como as mãos dele eram quentes. Ela suspirou levantando-se do sofá, calçando os calçados e pegando sua bolsa com chaves, documentos, dinheiro e celular.

As ruas de Hongdae, — onde ela morava —, estavam lotadas de pessoas, apresentações de rua e barracas de comidas. Por essa movimentação estudantil em quase todos os fins de semana era que gostava daquele distrito, sempre havia algo interessante a se fazer mesmo em dias de semana. Entretanto, mesmo estando em grande parte do seu tempo ocupada, ela sentia muita falta dos pais e por muitas vezes sentia falta até das brigas que tinha com eles. Nunca fora uma adolescente muito querida, nem tão compreensível, mas ainda assim fora uma ótima filha.

(...)

Ele abraçou sua mãe mais uma vez e a mesma deu-lhe um beijo carinhoso no rosto enquanto sussurrava palavras maternas em seu ouvido. Como sentia falta de ser acordado pela mãe, da comida dela, das roupas que ela lavava e de como o encorajava quando podia, e ainda mais de brincar com sua irmã. Adorava esses dias, os dias no qual podia ir e vir para qualquer lugar, visitar os pais e os antigos amigos. Eram seus dias prediletos.

— Se cuidem, meninos! — a mãe de Hansol exclamou abanando para ele e os garotos.

— Não se preocupe, mãe! — ele exclamou e sua mãe sorriu.

Socou a mão nos bolsos e começou a andar de vagar ao lado de Joshua. A noite estava bonita mesmo que fria, havia uma enorme lua cheia e pouquíssimas nuvens cobrindo as estrelas, as ruas de Hongdae estavam cheias como de praxe. Os meninos conversavam sobre algo, olhavam algumas garotas bonitas que passavam por eles, — algo que ele também fez involuntariamente —, e riam de coisas passageiras enquanto desviavam da multidão.

— Estou com fome. — Mingyu comentou.

— Eu também. — Minghao comentou.

— Vamos comer algo nas barraquinhas? — Seungcheol comentou.

— Não, comida de loja de conveniência. — Mingyu exigiu. 

— Aff! — Hansol deu risada. — Tem uma por aqui. — ele disse olhando para os lados enquanto Mingyu comemorava.

— Talking to the moooooon!— Joshua cantarolou alto e distraído.

— Nossa, hyung! Está tudo bem? — Seokmin que estava estranhamente quieto e Joshua gargalhou. 

— Desculpe, a lua está muito bonita. — Joshua comentou tirando risos dos garotos.

Eles andaram por algumas ruas até que tudo ficou mais vazio. O ar frio congelava seus narizes, mas ainda assim estavam animados com uma das poucas noites livres daquele mês. Adentraram uma pequena loja de conveniência perto de prédios residenciais, no balcão um atendente bem jovem e outro que parecia mais velho no corredor. Eles entraram sem falar nada e foram andando entre as prateleiras.

— Hyung, compra para mim? — Minghao disse pegando algo que Hansol não viu na prateleira e pedindo para Seungcheol.

Ele observou as bebidas alcoólicas, mas nada disse. Ficou olhando pela vidraça enquanto seus hyungs escolhiam algo para comer, estava sentindo-se estranho e não conseguia explicar a sensação de vazio, mas talvez comida preenchesse esse buraco repentino. Virou-se animado para escolher algo para comer e deparou-se com ela. Olhos ocidentais e escuros, o nariz e as bochechas avermelhadas de frio, os lábios rosados e machucados, a expressão de indiferença e os cabelos negros emoldurando o rosto.

— Oi? — ela disse meio incerta do que fazer.

— Você é a garota do metrô? — Hansol questionou. — O que está fazendo por aqui? — ele disse meio grosseira e ela afastou-se.

— Moro aqui. — ela disse meio ríspida e ele percebeu o quanto fora grosseiro.

Ela se arrependeu em segundos de ter entrado no mercado ao vê-lo pela vitrine. O coração destruía o peito e ela nunca se sentiu tão vulnerável e tão insegura em sua vida, os olhos dele pareciam penetrar na alma dela e lhe ferir do modo que ninguém mais conseguia.

— Desculpe, é melhor eu ir embora. — disse ao perceber o olhar de Joshua sobre si e virou-se a fim de acabar com aquela angústia.

— Oh, não! Espere! — Hansol exclamou e agarrou-a logo acima do cotovelo.

— Ai! — ela murmurou e cambaleou para trás.

Hansol largou de imediato como se houvesse pegado em algo nojento, — observação dela mesma —, e sua expressão pareceu de susto, mas ele apenas havia se arrependido do próprio ato. Os olhos dela fitaram-no brevemente e ele sentiu-se constrangido, mas prosseguiu.

— Desculpe, não quis te ofender. — ele pediu.

— Tudo bem, mas tenho que ir. — ela tentando parecer segura. — Posso lhe pedir algo? — ela disse, mas logo que ele ergueu o olhar, arrependeu-se fielmente do ato.

— Pode. — ele respondeu desconfiado.

— Me daria seu número de celular? — ela disse olhando para o chão enquanto ficava completamente rubra e Hansol expressou-se extremamente surpreso, que nem conseguiu controlar as expressões.

— Oh, é, bom, claro. — ele disse sem graça. — É mais fácil você me passar o seu número e eu te ligar. — ele disse e ela mordiscou o lábio inferior. — Tudo bem para você? — ele indagou.

— Sim, sim! — ela disse balançando a cabeça e logo disse seu número para ele. — Tenho que ir. — ela disse novamente.

— Oh, Vernonnie, não vai nos apresentar sua amiga? — Seungcheol disse parando ao lado de Hansol.

— Desculpe. — ele pediu ao hyung. — Bom, essa é a...— ele pausou percebendo que não sabia o nome dela e ainda nem havia salvo o número de celular dela.

— Caroline. — ela completou e Hansol suspirou. — É um prazer conhecê-los. — ela reverenciou-os sentindo o rosto queimar como uma fogueira recém acesa.

— Ca-ro-li-ne. — Seungcheol brincou com as sílabas. — Oh, sorry. — pediu.

— Ela já está de partida, hyung. — Hansol disse pondo-se entre eles ao perceber o olhar extremamente curioso de Mingyu sobre ela. — Tem um compromisso, não é, Caroline? — ele questionou e ela assentiu.

— Mas já tão tarde para uma garota andar sozinha. — Joshua comentou cavaleiro como sempre.

— Tenho que ir, Hansol. — ela sorriu para ele. — Boa noite para vocês. — ela desejou e retirou-se quase que correndo.

— Hansol? — Hansol se questionou. — Mas eu não disse para ela que...— ele sussurrou e pausou confuso.

Ele olhou para fora e pôde vê-la correndo para atravessar a rua na lateral do local. Ela me chamou de Hansol, mas eu não disse que esse era meu nome, ele concluiu o pensamento e olhou para a tela do celular. Digitou o nome dela e salvou enquanto seus hyungs pareciam tão inquietos quanto ele.

— Vernonnie, você está interessado em estudantes esquisitas? — Mingyu comentou balançando Hansol.

— Shhhh! — Joshua resmungou. — Ela era tão bonita quanto qualquer garota e até mais...— Joshua recebendo um olhar estranho de Mingyu. — Ela parecia ser uma ótima garota. — comentou. — Parabéns, Hansol, por fazer uma amiga tão simpática. — desejou como um ancião faria e todos riram.

— Que alma de ancião, hyung. — Seokmin se pronunciou.

— Ela é muito esquisita, hyung. — Hansol confirmou a hipótese de Mingyu a Joshua.

— Não fale assim, Hansol. — Seungcheol deu um cutucão em Hansol.

Ela correu por muitas ruas até o sentimento de adrenalina passar e conseguir sentir a felicidade do seu momento de coragem. Ela sorriu como nunca e parou em meio a rua para agradecer à lua pela sorte que lhe deu naquela noite. Ela respirou cansada e logo avistou um de seus amigos lhe esperando na esquina.

— Aish, Caroline-ah! — o mais velho reclamou. — Estou esperando aqui faz tempo. — reclamou jogando os cabelos negros para trás.

— Desculpe, Kiji. — ela pediu. — Aconteceu algo sensacional, mas é segredo. — ela sorriu para ele. — Vamos logo. — saltitou e o garoto ficou com uma cara de curiosidade com uma pouco de incompreensão.

Os olhos de Hansol eram os mais lindos que já houvera visto e mesmo que odiasse castanho, amava os olhos dele com todas as forças. Infelizmente, não se apaixonava a tanto tempo que nem mais sabia como lidar com o coração acelerado, os sorrisos bobos e aquele sentimento estranho que lhe sufocava. Mas o que sabemos sobre amor?

 


Notas Finais


— Obrigado por ler, deixe comentário e críticas, please ♥


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