História Hansol - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe
Exibições 49
Palavras 2.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Escrito pelos dedos do Destino.

Capítulo 4 - Pelos céus, pelas estrelas


Fanfic / Fanfiction Hansol - Capítulo 4 - Pelos céus, pelas estrelas

III

Pelos céus, pelas estrelas

 

— Alô? — ela atendeu o celular com a voz embargada pelo sono enquanto o coração.

Havia chegado do emprego a pouco, tomado um banho e deitado no sofá para assistir algum programa interessante que passasse na televisão naquele horário, mas fora em vão. O cansaço tomou conta de seu corpo de imediato e ela havia até sonhado com coisas estranhas e sem sentido, mas a melhor entre elas foram os olhos dele. Odiava como passava dias e noites esperando a ligação dele, mas esta não viria. No mundo dele, composto de idols femininas, ele nem sequer olharia para ela quem dirá ligar.

— Alô? — ela questionou novamente bocejando e pensando em desligar. 

— Alô? É o Hansol. — a voz dele estava mais grossa e alta. — É a Caroline? — ele questionou rapidamente.

O coração dela pulou dentro do peito e ela saiu de seu transe sonolento imediatamente.

— Oh, sim. — ela respondeu sentando-se no sofá.

— Desculpe, acho que te acordei pela sua voz. — ele riu. — Se quiser voltar a dormir...— ele pausou esperando a resposta, mas ela não disse nada e ele resolveu prosseguir. — Estou em Hongdae novamente, mas...— ele pausou indeciso. — Bom, queria uma companhia diferente para tomar um café ou apenas conversar. — a voz dele diminuiu de voz.

— Isso é um convite? — a voz dela saiu trêmula.

— Sim, espero que não esteja sendo inconveniente. — ele disse coçando a nuca do outro lado do telefone.

— Não, claro que não. — ela riu do outro lado da linha. — Onde podemos nos encontrar? — levantou-se do sofá indo para o quarto.

— Em qualquer lugar perto da sua casa, já é tarde e ficaria perigoso para voltar. — ele disse olhando para os lados na rua.

— Não se preocupe comigo. — ela respondeu um pouco áspera. — Escolha o local já que conhece bem o distrito. — retrucou.

Ele decidiu o local e ela começou a se arrumar. As borboletas alçavam voo dentro de seu estômago, batiam as asas e batiam uma nas outras em meio a uma orgia aérea. O sorriso não conseguia sair dos lábios dela, nem mesmo para vestir alguma roupa quente e arrumar-se com a finalidade de estar bem apresentada ou tentar. Ela soltou os cabelos do coque e olhou-se no espelho mais uma vez, pegou o celular, os documentos e as chaves. Colocou-se para fora em pouco tempo e logo estava andando entre as pessoas.

As ruas de Hongdae sempre estavam cheias e ela adorava aquilo. Seus passos eram os mais rápidos possíveis e ela estava tão ansiosa que temia morrer de uma parada cardíaca no meio da rua, pois o coração estava oscilando e destruindo suas costelas com cada batida. O céu estava estrelado e a lua gigante mesmo com as nuvens presentes, a brisa era tão fria que chegava a cortar a pele dela. Os dedos escolhiam-se para dentro da manga e ela esfregava o nariz tentando esquentá-lo o mais rápido possível ou o perderia por aí. Ela atravessou as ruas indo para um lado mais deserto e chegou a temer, mas prosseguiu até onde precisava.

Logo avistou Hansol parado na esquina, estava com uma casaco de capuz, um par de óculos escuros e uma máscara, mas era claramente ele. Estava olhando na direção dela e logo socou as mãos nos bolsos das calças balançando-se constrangido, mas parou assim que ela atravessou a rua. Ela não sabia se estava andando direito e perguntava-se se era possível esquecer como se anda, então, pensava estar andando desengonçada. Ela parou em frente dele com no mínimo quatro passos de distância, e ele percebeu o quão alta era, — sendo dois ou três centímetros mais baixa que ele —. 

— Boa noite. — ela reverenciou-o e ele retribuiu.

Os cabelos dela estavam mais longos, o rosto mais magro, os olhos ainda mais brilhantes, o nariz parecia um pequeno tomate de tão vermelho e as bochechas tão rubras quanto o nariz, os lábios estavam bem hidratados e os cílios pesados bem escurecidos. Naquele tempo desde que a conhecera, — cerca de quase um mês —, ela havia mudado bastante ou ele se surpreendia mais a cada vez que olhava para ela. Ela era esquisita e desengonçada como uma colegial, mas ele claramente podia ver o quão madura ela parecia. A mesma trajava um moletom preto e largo, uma calça jeans escura e aquele all star cor de céu.

— Você demorou, já estava preocupado. — ele disse encarando-a pelos óculos escuros e tirando a máscara. — Hongdae pode ser um pouco perigosa a noite por conta dos adolescentes festeiros. — ele comentou desviando o olhar dela para o chão.

— Já disse para não se preocupar. — ela retrucou colocando uma mecha de cabelo para trás da orelha deixando exposto os vários piercings na orelha. — Sei me cuidar. — comentou e ele suspirou como se concordasse forçado. 

— Vamos logo então. — ele sorriu.

Ele andava com passos largos e rápidos, e ela até riu da sua dificuldade em acompanhá-lo. Anos de prática em fugir das fãs malucas, ela riu em pensamento. Ela respirou fundo soltando o vapor quente que transformou-se em fumaça, o número de pessoas nas ruas começaram a aumentar e ela percebeu a tensão nos ombros dele. Era muito boa leitora física, facial e psicológica, pois praticava a anos ler as pessoas apenas pela postura.

— Hansol. — ela murmurou. — Hey, Hansol! — falou um pouco mais alto temendo que alguém ouvisse.

Os dedos dela rodearam o pulso dele, quente e pulsante, e ela puxou-o com a força que tinha fazendo-o cambalear para trás.

— Hansol. — ela chamou-o em um sussurro vendo a expressão de confusão.

— Que foi, Caroline? — ele pareceu irritado.

— É melhor não irmos para lá. — ela disse largando o braço dele, pois ambos estavam muito próximos. — Sei que está com medo de ser pego comigo, então vamos ficar por aqui. — pediu em um tom de voz mais alto enquanto o mesmo inclinava-se sobre ela.

Tão perto, mas tão longe, resistir é a palavra certa, pensou tentando ajudar-se. Ele enrugou a sobrancelha e contraiu os ombros quase que imperceptível aos olhos dela, mas não disse nada por alguns segundos.

— Não estou com medo de ser visto com você. — ele concluiu.

— Ah, é mesmo? — ela sorriu sacana e ele tirou os óculos escuros. — Vamos voltar, por favor. — ela pediu. — Se quer conversar, podemos sentar em um banco ou até mesmo na calçada, Hansol. — ela pareceu compreensiva e ele sorriu.

— Tudo bem, vamos lá. — ele disse sendo vencido.

Ela sorriu de volta para ele. O rosto dele era tão harmônico com os olhos grandes e luminosos, o nariz pequeno e a boca toda delicada, as sobrancelhas grossas e a pele branquinha como neve que contrastava com os cabelos negros. Perfeito, ela pensou e logo voltou a si. Ele voltou a andar, mas agora mais de vagar e ao lado dela.

— Que ano você nasceu? — ele perguntou tentando iniciar uma conversa.

— 1998. — ela respondeu olhando para o chão.

— Oh, eu também. — ele sorriu. — Veio de onde? — questionou meio incerto.

— Brasil. — respondeu enrolando o dedo no próprio cabelo.

— Wow! É tão longe! — ele exclamou animado. — Veio para cá por que? — ele disse informal.

— Vim para estudar e trabalhar. — ela sorriu. — Sou estudante de Letras e quero me tornar professora aqui para poder morar aqui o tempo que quiser. — ela sorriu novamente constrangida.

— Oh, isso é tão legal. — ele comentou animado. — Mora sozinha aqui? Sem seus pais ou alguém? — questionou diminuindo a velocidade dos passos.

— Sim, foi bem difícil nos primeiros dias, mas logo me acostumei. — ela ergueu o olhar encarando-o. — Mas falo com meus pais todos os dias. — ela pareceu animada.

— O que eles acharam da sua decisão de morar aqui tão longe deles? — ele estava interessado em saber mais sobre ela.

— Eles nunca gostaram da ideia de que eu morasse do outro lado do mundo, mas ele aprenderam a aceitar. — ela comentou desviando de um rapaz.

— Os pais sempre conseguem se adaptar as nossas escolhas. — ele disse esfregando uma mão na outra.

— Nem sempre, mas se eles tentarem pelo menos já é alguma coisa. — ela disse meio cabisbaixa.

— E o que acha daqui? — disse querendo tocar o topo da cabeça dela.

— Eu gosto daqui, é um lugar seguro e mesmo que tenha sido difícil se adaptar, são todos bastante receptivos e competitivos também. — ela falou soltando uma gargalhada gostosa.

— Isso é verdade, são todos muito competitivos aqui. — Hansol comentou revirando os olhos. 

— Como é ser famoso? — ela questionou virando-se para ele.

— Bom , é... — ele se interrompeu. — É difícil e legal ao mesmo tempo.

— Que paradoxal. — ela comentou e ele enrugou a testa. — É contraditório dizer que é difícil e legal.

— É difícil porque sempre temos que dar tudo de nós nos ensaios, nas apresentações e nos programas mesmo quando não estamos bem. — ele pareceu incomodado. — É legal ser reconhecido pelo seu trabalho e ter alguns privilégios. — ele pareceu mais alegre.

— Eu acho que deve ser muito divertido. — ela afirmou. — Viajar para lá e para cá, dançar e cantar para estádios enormes, ir a premiações e ser reconhecido por muitos. — os olhos dela brilhavam.

— É legal, mas há vezes que você só quer descansar e ir onde quiser sem ser incomodado, poder se relacionar com pessoas fora da tua área de trabalho e namorar como um ser humano normal. — Hansol disse gesticulando e impaciente.

— Ah, entendo. — ela resmungou. — Creio que não possa levar uma vida tão normal como a minha mesmo que seja um humano normal como sou. — ela examinou.

— As pessoas ao meu redor não parecem seres humanos as vezes. — ele comentou e ela parou bruscamente.

Ela entendia o quê ele queria dizer.

— Como assim? — ela questionou-o.

— Sei lá, elas parecem robôs perfeitos que não choram ou sorriem de verdade. — Hansol falou como se fosse óbvio e ela assentiu feliz por entendê-lo.

— Obrigado por falar isso. — Caroline agradeceu ele pareceu confuso. — Penso do mesmo modo. — disse e ele arregalou os olhos castanhos. — Sempre pensei desse modo.

Não havia o que ele dizer sobre aquilo.

— Vamos sentar aqui? — ela questionou apontando para a calça e mesmo que ele achasse estranho sentar-se em uma calçada de noite, apenas assentiu. — Gosto de pensar que eu sou humana o suficiente e tento demonstrar para as pessoas isso. — ela riu olhando para o asfalto. — É bobagem, eu sei. — comentou entre risos.

Não é bobagem, ele pensou, mas nada disse sobre. Longos minutos de conversa se passaram, trocas de olhares sinceras e sem segundas intenções apenas fazendo observações um sobre o outro, as mãos frias tentavam esquentar-se nos bolsos dos casacos, as gargantas estavam dormentes e os nariz congelados em uma vermelhidão.

— Está muito tarde. — ele disse vendo-a tremer. — E frio. — completou. — É melhor você ir para casa. — disse um pouco autoritário.

— Bom, está muito frio. — ela disse passando a língua pelos lábios quase roxos. — Amanhã tenho de trabalhar. — ela foi levantado-se e ele acompanhou-a. — Boa noite, Hansol. — ela sorriu calorosa.

— Boa noite, Caroline. — ele sorriu de lado.

O coração dela temeu não aquecer-se mais naquele olhar e involuntariamente ela puxou o casaco dele levemente.

— Um abraço seria pedir muito? — ela questionou e ele riu nervoso e completamente constrangido.

— Acho que não seria. — ele sorriu abrindo os braços.

O nariz dela foi de encontro com o ombro dele e ela inebriou-se com um cheiro amadeirado nas roupas dele. O nariz dele foi de encontro com aquele mar negro de fios e o odor de morango lhe fez cócegas nas narinas. Ela não apertou o corpo dele com os braços como queria e apenas segurou as roupas dele com as mãos, já ele repousou as mãos nas costas dela por cima dos ombros da mesma e chegou até a deslizar a palma da mão ali, mas conteve-se. O cheiro dela era gostoso e ele chegou ao ponto de achar que jamais confundiria o cheiro dela com o de outra pessoa. Eles se desvencilharam-se rapidamente.

— Durma com os anjos. — ela desejou encarando os pés dele e logo saiu depressa.

Ele riu.

E sorriu.

Ela agradeceu aos céus novamente. Pelos céus e pelas estrelas, até pela lua, eu abracei o Hansol, pensou quase soltando um gritinho de felicidade enquanto corria de volta para cada. Mas havia algo errado e mesmo que estivesse feliz, sentia que não havia percebido algo importante.

 

 


Notas Finais


— Obrigado por ler, deixe comentários e críticas, please.


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