História Hansol - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe
Exibições 38
Palavras 1.825
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Será que devo doar mais um pouco de mim?


Fanfic / Fanfiction Hansol - Capítulo 5 - Será que devo doar mais um pouco de mim?

IV

Será que devo doar mais um pouco de mim?

 

Não sabia o motivo, mas naquela manhã havia acordado mais cedo do que em qualquer dia e resolveu que precisava de alguém para conversar. Desde aquela noite, a qual ela julgou sendo a mais perfeita de sua vida, Hansol não ligara ou escrevera uma única mensagem e já fazia uma semana. Ela ficava muito chateada e tentava ocupar a mente para não pensar em nada que contive-se o nome dele ou que remetesse lembranças que estivesse relacionadas a ele. Os dedos tocaram a alça da xícara e ela levou-a aos lábios.

— Kiji! — exclamou percebendo que o rapaz estava olhando para as pernas da garçonete.

— Que? — o mesmo olhou-a constrangido.

— Tente ser mais discreto. — Caroline pediu e ele emitiu um ruído de irritação.

Ás vezes, se perguntava como havia conseguido fazer amizade com o rapaz em tão pouco tempo. Lembrava-se vagamente de tê-lo achado bonito e em seguida lembrava-se dele sendo simpático e distante com ela, mas isso foi o que fez brotar um ar íntimo para a amizade que eles criaram. O nome dele não era Kiji, mas um apelido por conta da aparência dele ser parecida com o de um tatuador famoso na Coréia do Sul. Os olhos dele eram muito bonitos e ele tinha algumas tatuagens, era um estudante de cinema na mesma universidade que ela e modelo nas horas vagas.

— Desculpe. — ele pediu por fim.

— A sua namorada não iria gostar disso. — Caroline comentou balançando a cabeça negativamente enquanto nutria um sorriso sacana nos lábios e nos olhos.

— Aish. — ele expressou sua irritação. — Não fale sobre ela. — pediu.

— Está tudo bem entre vocês? — ela indagou.

— Não. — ele respondeu virando o rosto. — Não acho que vai durar mais nem uma semana esse namoro. — disse em tom de voz enraivecido. — Crises de ciúmes ridículas e...— ele pausou jogando os cabelos negros para trás. — É uma perca de tempo falar sobre isso mais uma vez. — encarou-a.

— Se espera que te aconselhe...— ela pausou vendo os olhos dele brilharem. — Está completamente enganado, pois...— ela foi interrompida.

— Você não gosta dela e ela não gosta de você, não há nem o que dizer. — ele retrucou e ela revirou os olhos. 

— Não fale assim, se fosse para seu bem eu diria que não deve se importar com isso. — ela concluiu. — Mas como não é, não direi nada. — ela sorriu e ele gargalhou. — Pare de rir. — ordenou.

— Caroline-ah, você tem medo de se relacionar, não poderia me aconselhar nem se quisesse. — Kiji retrucou.

— Cale a boca. — ela disse recostando-se na cadeira.

Ela não havia contado para Kiji sobre Hansol, e mesmo que ela compartilhasse isso com ele, talvez o mesmo desaprovasse totalmente e poderia gerar uma briga entre eles. O problema não era Hansol ser um ídolo, mas o agir dele com Vernon do Seventeen é o que incomodava Kiji e ele sabia a queda enorme que Caroline tinha por ele.

— Kiji. — chamou manhosa. — Acha que sou uma pessoa interessante? — ela questionou encarando o rapaz a sua frente.

— Por que a pergunta? — ele questionou apoiando os cotovelos na mesa e ela começou a roer as unhas.

— Sei lá, é só uma pergunta. — respondeu tentando parecer segura. — Se não quiser responder, não precisa. — ela retrucou.

— Você é interessante, inteligente, bonita, educada e estranha. — ele disse sorrindo e bebericando o último gole de seu café.

Ela sorriu sem graça.

— Infelizmente, tenho que lhe dizer que anda muito insegura ultimamente. — Kiji comentou pousando a xícara na mesa. — Está acontecendo alguma coisa que a senhorita não me contou? — ele comentou encarando-a de perto. — Espero que não esteja me escondendo nada. — retrucou apoiando o rosto nas mãos.

— Não estou, acho. — ela sorriu apoiando o rosto nas mãos também. — Eu sou insegura, isso já faz parte de mim e pode ser até uma descrição para mim. — ela riu. — Estou procurando uma garota morena e ocidental, senhor. — ela afinou a voz. — Desculpe, tem como detalhá-la melhor? — engrossou a voz. — É insegura. — começou a sorrir. — Ah, sim, ela passou por aqui agora a pouco. — ela começou a gargalhar e quase não terminou a frase. 

— Eu não mereço ter que ver isso logo de manhã cedo. — Kiji comentou entre risos. — Mas falando sério, você anda muito estranha ultimamente...— pausou encarando a expressão entediada de Caroline. — Anda muito quieta, insegura e fazendo menos piadas ruins e trocadilhos horríveis. — ele riu. — Essa última parte não é tão ruim que tu... mas as outras sim. — comentou entre risos.

— Quanta besteira. — ela riu. — Tenho que ir ou vou me atrasar. — ela disse se levantando.

— Isso é desculpa para não me responder. — ele retrucou dando um peteleco na testa dela.

Talvez, ela pensou. Realmente, talvez fosse pelo mesmo motivo que não contaria para ele sobre Hansol, ele odiaria ouvir que ela se sentia inferior as garotas famosas e que ele nunca a notaria de uma forma mais íntima. Suspirou e olhou para Kiji, ambos já do lado de fora do estabelecimento quase vazio, e notou o quão radiante ele estava naquela manhã.

— Você está muito bonito hoje. — disse e ele sorriu.

— Eu sei. — Kiji disse convencido.

— Tsc. — resmungou revirando os olhos.

— Quer que eu vá contigo até a estação? — ele questionou.

— Não tem que trabalhar hoje? — ela indagou surpresa.

— Não. — ele sorriu e tocou o topo da cabeça dela.

Ela se sentia muito triste pelo fato de não poder contar as coisas a ele, mas queria evitar de ver o escarcéu que ele faria ao ouvir os acontecimentos e pensamentos. Ela suspirou e começou a andar do lado dele. Talvez se eu tivesse me apaixonado pelo Kiji seria mais fácil lidar, pensou. Ou não, riu. Ele era muito complicado e mesmo que ela tivesse queda por pessoas complicadas, ele era ao extremo e dificultava coisas facílimas, como por exemplo, terminar com aquela garota que ele namorava, — que abusava dele vários sentidos da palavra —, mas ele não percebia.

(...)

Seokmin deitou-se no colo de Hansol, que estava sentado no sofá olhando para a tela do celular desligada.

— Hansol. — o mais velho murmurou. — Está ficando louco? — questionou e o mais novo saiu do transe.

— Não, eu só estou olhando...— moveu os olhos do hyung para o celular. — Bom, estava olhando algo. — comentou.

— Estava pensando em quê? — Seokmin aconchegou melhor a cabeça na coxa do mais novo. — Em garotas? — soou malicioso e Hansol ficou constrangido. — Hum, em garotas. — Seokmin riu.

— Aish. — Hansol resmungou.

— Em alguma em especial? — Seokmin investigou.

— Lembra da...— Hansol foi interrompido.

— Lembro e você até a chamou de esquisita para agora ficar pensando nela. — Seokmin disse sério.

— Não é desse jeito... — tentou defender-se, mas sabia se em vão. — Nós saímos semana passada e...— foi interrompido novamente.

— Que? — Seokmin ficou intrigado e até levantou do colo do mais novo. — Chamou ela para sair? — perscrutou surpreso. — Um encontro? — disse alongando o pescoço e abrindo um sorriso luminoso. 

— Não, não, hyung. — ele disse levantando as mãos em defesa. — Convidei ela para conversar e tomar um café em Hongdae, já que ela mora lá, mas fiquei com medo de ser pego por fotógrafos e ela percebeu. — começou animado e terminou cabisbaixo.

— Wow! Ela parece muito observadora. — Seokmin recostou as costas no sofá. — Acho que dessa vez você vai perder muito feio para uma garota, ela me parece bem mais esperta que você. — ele riu.

— Ela é esquisita. — Hansol rebateu. — Mas gosto dela assim, acho que será uma ótima amiga. — ele completou.

— Vou te deixar a sós e você vai ligar para ela. — Seokmin disse levantando-se. — Ligue rápido, pois está quase na hora da apresentação. — encorajou-o e saiu correndo.

Hansol não conseguiu argumentar, mas sem pestanejar começou a procurar o nome dela na agenda. Apertou o símbolo verde de um telefone e colocou o celular na orelha esperando começar a chamar. De alguma forma, ele queria a aprovação dela e queria a mais perto possível, ela era tão real que ele sentia-se um personagem de um romance falho na própria vida, — nunca houvera pensado nesse tipo de coisa até o momento —, e não sentia-se apto a ser assim à vida toda.

— Alô? — ele falou rapidamente assim que ouviu o celular ser atendido.

— Oi. — a voz dela pareceu trêmula. — Aconteceu algo? — pareceu preocupada quando na verdade estava ansiosa.

Estava sentada na cama lendo um livro, — muito bom por sinal —, recém havia saído do banho e estava de calcinha e camiseta em sua leitura. Os pés estavam frios, mas a história aquecia seu coração como nunca e ela sentia-se oscilar junto dos personagens.

— Não, não aconteceu nada. — ele disse nervoso.

— Ainda bem. — ela soltou um suspiro. — Estou lendo um livro excelente. — ela levantou o tom de voz animada.

— Eu também estava, mas perdi o livro. — ele sentiu-se um idiota.

— Você é um humano de verdade, que até perde as coisas. — ela comentou e o mesmo sorriu involuntariamente.

— Obrigado! — ele exclamou. — Daqui a pouco terei uma apresentação para mais de dez mil pessoas. — ele comentou suspirante.

— Wow! — ela exclamou impressionada. — E eu achando que palestrar para quinhentos estudantes era muito. — ela riu.

— Vai palestrar? — ele questionou ávido e surpreso.

— Sim, eu e dois colegas. — ela comentou.

— Posso ir assistir? — ele pediu.

— Você não tem tempo nem para você, Hansol. — ela retrucou e ele soltou um ruído de desagrado.

— Se eu conseguir, irei. — ele falou sério sabendo que ela disse uma verdade. — Nós somos amigos... — ele afirmou.

"...E sempre vamos estar presentes uma na vida do outro". Ela levantou-se da cama, mas como em uma lembrança muito distante, ela ouviu a frase repetida em sua cabeça como se já houvesse ouvido aquilo inúmeras vezes pela boca de Hansol. Ela apoiou-se no criado-mudo e respirou ofegante que até Hansol escutou do outro lado da linha.

— Está tudo bem? — ele questionou preocupado.

— Está. — afirmou correndo para sala.

Ela sabia que tinha de estar em algum lugar. Procurou em pilhas e pilhas de textos e história suas impressas, dentro de pastas e cadernos, mas não achou em lugar nenhum. Ela havia doado parte dela naquela história, lembrava-se como se fosse ontem, ela tinha só metade de seu eu atualmente, pois havia doado tudo para estar ao lado dele um dia.

— Por favor, Hansol, prometa que vai me ligar amanhã. — ela pediu e ele sentiu-se oprimido. 

— Ok, prometo. — ele riu. — Tenho que ir, boa noite. — desejou com a voz rouca e entorpecida.

— Boa noite. — ela ofegou e continuou a sua procura.

Ligou o computador e começou a vasculhar os documentos até por cargas d'água achou em uma pasta o documento denominado "Hansol", não havia nem dúvidas sobre o que era. Ela hesitou e hesitou mais um pouco, o coração acelerou e ela salivou tentando parecer calma. Era só uma história e não uma coisa de outro mundo, mas por algum motivo estava com medo. Bufou irritado e desligou o computador ao perceber que estava agindo como uma velha caduca.

— Que droga! — exclamou desligando as luzes e entrando no quarto de volta. — O Hansol me deixa maluca. — jogou-se na cama.


Leiam as notas finais.


Notas Finais


— Obrigada por ler, deixe comentários e críticas. A partir de agora tudo fica mais divertido, creio, e vou tentar atualizar todos os dias se possível.


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