História Happiness? - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais
Exibições 21
Palavras 2.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente, demorei um pouquinho mas tô aqui ❤

Capítulo 6 - 6


Fanfic / Fanfiction Happiness? - Capítulo 6 - 6

POV Aurora

Depois que Shawn começou a trabalhar no bar, passamos a frequentar aquele lugar praticamente todos os dias, era muito bom, e ficava perto da praia, sempre acabávamos dando uma passada por lá, normalmente por insistência minha claro, eu simplesmente amo a sensação da areia nos meus pés, da água do mar batendo nas canelas e o barulhos das ondas, me acalma, provavelmente por isso sempre sonhei em morar na Califórnia.

Thomas voltava na sexta e não precisaria viajar tão cedo de novo, ele costuma viajar duas vezes ao mês, e então fica quinze dias em casa.

Mesmo que isso seja terrível tenho que admitir que me deixava com medo, droga, as coisas não poderiam ser mais simples? Eu estou com medo de passar duas semanas com meu próprio namorado na mesma casa,  estava empolgada para leva- lo conhecer o bar e passar um tempo com meus amigos, fazia eras que não saíamos juntos, as coisas continuavam a mesma, não muito boas, mas o último final de semana me fez acreditar que tudo poderia melhorar com um pouco de paciência. Espero não estar me iludindo.

POV Shawn

Eu devo ser suspeito a dizer, mas aquela era a quarta vez nessa semana que todos iríamos nos reunir no bar, mas a primeira que Aurora estava visivelmente abatida, eu já estava tocando quando o pessoal começou a chegar, um cara que aparentava ser uns cinco anos mais velho que ela estava com a mão em sua cintura, em um gesto que poderia ser de carinho, mas naquele momento demonstrava um tipo de possessividade que não me agradava, okay, ele era o namorado, mas mesmo assim, ela estava com a cabeça baixa, acenou para mim com rapidamente, tentando miseravelmente forçar um sorriso, ela parecia cansada como se tivesse passado as últimas três noites sem dormir. Eu acenei de volta e eles sentaram na mesa que sentamos durante toda a semana.

POV Aurora

Sabe quando o tempo passa, muito devagar e rápido ao mesmo tempo? Que tanta coisa acontece em um período muito curto de tempo fazendo com que uma semana pareçam meses? Então, a última semana foi mais ou menos assim, e agora,  Thomas estava ocupando o lugar ao meu lado, o mesmo lugar que durante todo esse tempo estava sento ocupado por Shawn, não conseguia definir o porque, mas parecia que tinha algo errado. O garoto doce de olhos castanhos estava sentado bem a minha frente, do outro lado da mesa, ele já havia terminado com o violão por hoje e sentou na mesa conosco, Thomas me abraçava firme com um braço, me mantendo com o corpo colado ao dele, enquanto o outro estava bem ao meio da mesa, dominante, ele era o centro das atenções, quase o único que falava, e quase sempre sobre como eu era (constrangedoramente) caidinha por ele, eu só queria fazê-lo calar a boca. Mas ao invés disso fiquei quieta, rindo sem graça em cada piadinha, e bebendo mais e mais, não queria puxar briga.
- Então, você é o famoso Shawn? - falou se dirigindo ao garoto, o olhei preocupada, com medo do que viria a seguir, Thomas era imprevisível as vezes, e essa era a primeira frase que ele dirigia a Shawn - Aurora me falou bastante sobre você - ele sorria, um sorriso que para mim não podia ser nada além de macabro, foi a vez de Laila me olhar preocupada, ela acredita fielmente que eu tenho algo com Shawn, as vezes acho que torce por isso. Thomas continua o discurso - disse que agora que tem um novo amigo, não ficaria mais tanto tempo sozinha.- Eu pensei que não fosse possível que ele me apertasse mais contra ele, mas estava enganada.
Shawn parecia meio perdido. 
- Ah, sim - ele estendeu a mão, para cumprimentar meu namorado - prazer, Thom não é? Aurora fala bastante de você- Mentira, eu evito o quanto posso falar de Thomas, mas acho que Shawn sabe, o que falar para me tirar de qualquer problema. Ou tentar.
Thom estende a mão para Shawn.
- Thomas- corrige, sendo nada menos que um filho da puta- eu fico feliz que ela tenha companhia, costumo passar tempo demais fora, por culpa do trabalho, demanda muuto tempo, sabe como é. - Quando eu acho que terminou, ele continua, como se tivesse se esquecido de falar algo - Ah, espera erro meu, desculpe, você não trabalha né?
O homem ao meu lado, está sorrindo, mas sei que não está feliz. Eu não consigo falar nada, nem respirar na verdade, queria conseguir, para tentar defender a pessoa com quem tenho passado a melhor parte do meu tempo, mas as palavras não saem, e eu não ousaria desafiar Thom agora.
- Depende do que você considera trabalho - ele dá de ombros - fazer algo que gosta e ganhar para isso? Bem é o suficiente para mim. - Eu não ousaria, mas parece que Shawn pensa diferente, se eu mal respirava antes, depois disso acho que estou ficando roxa.

- Eu considero trabalho aquilo que te faz ganhar dinheiro o suficiente para sustentar uma casa e uma mulher.
Ele enche a boca para falar, odiava isso, era ele quem pagava o aluguel do apartamento, e as contas de luz e água, admito, eu só ganhava tinha dinheiro suficiente na reserva para a comida e meus próprios gastos, e isso era terrível, odiava me sentir dependente de alguém, precisava de um emprego fixo logo.
Vejo Shawn revirando os olhos, sei o quanto Thom odeia isso, eu mesma aprendi a controlar essa mania perto dele.
- Bem, aí vai de você preferir gastar o tempo no seu "emprego de verdade" enquanto  sua mulher precisa de outro cara para a acompanhar.

Sinto tudo gelar em mim, o clima na mesa não poderia estar pior, eu não culpo Shawn por ter dito essas coisas, Thomas pegou pesado demais, mas não gostei dele ter insinuado algo. Repito na minha cabeça que não foi sua intenção.

Depois de um tempo processando o que Shawn falou Thom se limita a rir sarcasticamente, todo aquele aperto que estava sobre mim diminui quase por inteiro, e eu sei que vou ter problemas logo logo.

- Bem, não sei o que você está falando, garoto - ele cospe a última palavra, com veneno - Não é por você que ela chama na cama.
- Deu Thom - falo baixinho, cansada dessas insinuações, qual o problema dele - para com isso, por favor.
- Vai negar agora princesa - droga de novo com esse apelido não, ele me manda seu melhor sorriso cafajeste, mas seu olhar entrega toda a raiva que está sentindo, seguro minha cabeça sem conseguir disfarçar minha frustração.
- Porra Thomas , chega. - Laila fala, então Mike volta com as bebidas que tinha ido buscar, e se senta ao lado de Shawn, que me olha com uma expressão nada boa. Como se tivesse me questionando sobre algo, eu não tenho coragem de o encarar de volta.
- geenntee quee estranhoo - ele fala bem devagar, alongando cada sílaba- voocêss estaaao sentindoo issoo?
Quase todos os olham com uma expressão de "que merda?!?" Menos Laila, que revira os olhos e o encara com uma cara de quem não está acreditando no que ele está fazendo.
- essee climao - continua - tá tão pesado que eu nem consigo falar. - Então ele começa a rir.
Eu não aguento e solto uma risadinha.
-Que merda Michael, cala a boca. - Minha melhor amiga diz e empurra ele, mas está rindo também. Por isso eu amo o Mike, é impossível não amar.
Esqueço de tudo que está acontecendo até que olho para Thomas de novo, que ainda não se aproximou de mim, ele está com uma cara péssima, eu lembro porque estamos nessa situação e minha expressão se fecha novamente, ainda pior que antes.
- Vem, já está ficando tarde, temos que ir para casa Thom -  falo rapidamente, ainda são dez horas. - até mais pessoal - tento sorrir, mas sei que não consegui.

Olho uma última vez para Shawn antes de ir, querendo me desculpar com ele pela falta de educação do meu namorado, mas ele esta me encarando com com preocupação, e decepção, devo acrescentar. Não aguento o peso de seu olhar por muito tempo então desvio o meu, mais tarde falaria com ele.
                                   °°°°°
Quando chegamos em casa Thom não está nem um pouco melhor do que quando saímos do bar, discutimos o caminho inteiro até o apartamento, eu não sei o que falar, não é como se realmente tivesse feito algo para que ele ficasse bravo comigo.

- Thomas, não fica com essa cara - falo manso, e tento me aproximar dele, mas ele recua como um animal assustado (ou muito bravo, no caso) - amor? - pergunto
Ele me dirige um olhar mortal, dessa vez sou eu quem recuo para longe dele.
- Amor? Agora é assim, não é. Com que cara você quer que eu fique Aurora?
- Thom, eu não fiz nada para você, pelo contrário, quem me desrespeitou na frente dos meus próprios amigos foi você. - desabafo, no fundo eu sabia que não seria uma boa idéia o levar comigo essa noite, mas insisti, algo falava mais alto, para eu dar uma chance, sempre fala.
Ele estava muito, mas muito bravo, e eu só queria uma noite de paz.
- Você sabe que não era essa minha intenção - será que não? Eu me pergunto, me sinto culpada por não acreditar nele, mas nunca tenho certeza de nada quando se trata de Thomas, ao menos não ultimamente.
- Tudo bem - chego perto dele de novo - Só não faz isso de novo.
- Então da próxima vez vê se controla seu "amiguinho" - faz aspas com a mão - se e que é realmente só seu amigo.
- Thom, é claro que ele é meu amigo, por favor, não começa com isso.
-Não foi isso que ele fez parecer  - levanta as mãos, em sinal de rendição, mas está sendo sarcástico.
- Thomas - chamo atenção dele, e seguro seu rosto para que olhe em meus olhos - você SEMPRE acaba vendo coisa onde não tem, não precisa se preocupar - o abraço. Ele não retribui, mas não se afasta.
- Tá Aurora, que seja, mas eu não quero mais você perto dele. - minha vez de ficar tensa.
- O que você vai fazer para me impedir? - as palavras saem de minha boca antes que eu possa pensar, droga, erro terrivel Aurora. Seu olhar volta a ficar cheio de fúria, e eu nao tenho tempo para me afastar antes que ele me empurre para longe, agradeço por estarmos na sala, perto do sofá, acabo caindo contra ele, e me sento.
- Você está me desafiando?! - parece perplexo, como se não acreditasse nenhum pouco nisso. Então ri.
- Não Thom - passo as mãos por meus cabelos, frustrada. - mas você não pode me obrigar a me afastar de alguém sobre porque está com ciúmes de uma coisa que não é real.
- Como eu posso saber que não é real sendo que você escolhe a ele ao invés de a mim?
- Eu não escolhi ninguém Thom, ele é meu amigo.
- Se fosse só seu amigo, você deveria me escolher, eu deveria ser mais importante. Mas você prefere continuar com essa amizade mesmo sabendo que me magoa. Você me ama ou não Aurora? - Ele está muito próximo, e alterado, me olha de cima, por conta de eu estar sentada no sofá. Eu sinto medo, mas seguro sua mão e me inclino para frente, encostando minha cabeça na sua barriga.
- Você sabe que eu te amo Thomas -suspiro, derrotada pelo cansaço - Só não quero que você me proíba de ser amiga de alguém por causa de... disso. Se for assim você deveria ter ciúmes de todo mundo, e eu não teria ninguém além de você.
- E você acha que eu não tenho ciúmes? É claro que tenho porra, mas tento me controlar. Você acha memso que tudo que eu queria não é te ter só para mim? - se abaixa para ficar na altura de meus olhos, e me encara. Ele me conhece por inteiro, e provavelmente foi o primeiro a saber quando descobri que também gostava de garotas, na época em que ainda era somente meu melhor amigo. Sua confissão me dá arrepios. Mas a ignoro.
- Eu só quero que confie em mim.
- Porra Aurora você sabe que eu confio em você. Só que te amo demais para pensar em te perder. Você sabe disso, só... me desculpa - ele solta essas duas últimas palavras com dificuldade. - Vou tentar melhorar perto de seu amiguinho.
- As vezes eu realmente acho que voce não confia em mim. - Sussurro.
- É que, é demais para mim, tudo isso, eu não sei lidar - seu olhar não demonstra mais tanta raiva, e se divide entre meus olhos e minha boca, droga. - Eu te quero só pra mim.
- Eu sou somente sua meu bem. - as palavras saem de minha boca, não parecem reais, mas eu sei que são delas que ele precisa, e o amo demais para aguentar mais uma briga, ou mais lágrimas. Então quando ele me beija eu retribuo, sentindo o gosto de vodka em sua boca, sei que ele bebeu bem mais que eu, já estou sóbria o suficiente depois de toda essa briga, mas ele não.
Meu celular toca no bolso do meu jeans, uma mensagem, nós dois ignoramos, mais uma, ignoramos, na terceira vez Thom para e se afasta de mim.
- Vê quem é, deve ser importante, pela insistência. - está contrariado, com os braços encruzados em frente ao peito, na defensiva,  esperando que eu fale o que tem na mensagem, droga, péssima hora, péssima hora mesmo, tento disfarçar colocando o celular no meu bolso e voltando para seus lábios. -  Ta tudo bem, pode esperar - continuo o beijo, mas ele não retribui.
- Aurora, me deixa ver quem é. - estende a mão para mim. Está desconfiado.
- Não é nada Thom. - Eu sabia que, no momento em que dissese seu nome de novo, tudo iria desandar, mas não tenho opção de não dizer a verdade, ele iria ver de qualquer forma. - é só o Shawn pedindo desculpas por antes.  - dou de ombros, tentando convencer a mim mesma de que não é importante.
Thomas fecha os olhos, suspira, abre os olhos e me encara com raiva, penso que ele vai começar a gritar e quebrar todas coisas que vierem pela frente, que a nossa discussão está prestes a recomeçar, mas estou bem enganada, ao invés disso ele vem em minha, e  foca seu suposto descontrole em mim, ele não me bate, mas me beija, com força demais, e arranca minhas roupas rápido demais, eu chego a desconfiar que tenha rasgado alguma coisa, me toca de uma forma que poderia ser boa em qualquer outro momento, mas agora, simplesmente não é, porque o medo que eu sinto dele nessa situação é maior que qualquer tipo de prazer.

Depois que Thom pega no sono, são 2 da manhã e eu ainda estou acordada demais para sequer pensar em dormir. Sei que considerando o estado no qual ele se encontrava e seu sono muito pesado, só vai acordar na metade da manhã do outro dia, então decido tomar um banho e ir até a praia caminhar, para pensar um pouco sobre tudo. Visto um short e uma camiseta qualquer, pego minhas chaves e abro a porta, mas antes de sair, sem pensar muito no assunto volto em busca de meu celular e mando uma mensagem:
"hey, você tá acordado?"



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