História Happiness? - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais
Exibições 20
Palavras 2.028
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi pessoal ❤
Acho que gostei desse capítulo, gostei de escrever ele, ao menos. Não sei bem se vou gostar do resultado final, final mesmo, porque para falar a verdade, tô caindo de sono mas também to ansiosa demais para esperar até amanhã para conseguir ler mais uma vez antes de postar hsuehs então, aqui vai. Espero que gostem.
XOXO

Capítulo 7 - 7 - Thinking Too Much


Fanfic / Fanfiction Happiness? - Capítulo 7 - 7 - Thinking Too Much

Pov Aurora

Eu já estou sentada na ponta do pier balançando meus pés e olhando para o mar no momento em que ele chega e se senta ao meu lado. Não sei muito bem por que motivo o chamei aqui, mas quando ele respondeu meu sms dizendo que ainda estava acordado, levei isso como um tipo de sinal do universo, como quando você recebe uma mensagem de alguém e percebe que foi enviada com as horas e minutos iguais, ou quando o tempo fecha bem na hora que você ia sair de casa. É idiotice, mas fato dele estar acordado e ver minha mensagem naquele momento fez com que o chamar para me encontrar aqui se tornasse quase uma obrigação para o meu lado supersticioso, talvez para dizer as palavras que deveriam ter sido ditas antes ou simplesmente poder estar em sua companhia. Lembro da última vez em que estivemos aqui, eu estava caindo de bêbada, e quase o beijei, não tinha certeza se era coisa da minha cabeça, ou se foi real, mas era disso que lembrava. Porque diabos fui pedir para ele vir exatamente nesse lugar?
- Oi - falo baixinho, depois de um tempo em silêncio.
- Oi tudo bom, você vem sempre aqui?
Sorrio com seu bom humor, feliz que o clima não tenha ficado estranho.
- Só quando você está - pisco para ele, que sorri em resposta, já falei que seu sorriso é a coisa mais linda que eu já vi? Toda vez que o vejo sorrir tenho vontade de gravar isso em uma foto, para poder guardar para sempre. - me desculpa por tirar você da cama essa hora, parece que tenho problemas com sono.
- Que nada - ele dá de ombros - eu estava longe de dormir, além de que, quando falei que estaria aqui sempre que você precisasse, estava falando sério. 
- Obrigada Shawn - encosto a cabeça em seu ombro e fecho os olhos, sentindo a brisa do mar contra meu rosto, e seu perfume amadeirado. No início ele parece ficar tenso, então pega a minha mão e entrelaça meus dedos nos seus.
- Posso te perguntar o que tirou essa linda moça da cama nessa noite quase tão linda quanto ela?
- ah, mas você mesmo está falando meus motivos! - sorrio e faço um sinal com a mão para o mundo ao nosso redor, o pier tem uma boa iluminação em toda a sua volta, e as luzes da cidade e da lua refletem na água do mar, a noite está realmente muito bonita, o céu quase não tem estrelas mas a luz da lua cheia que cai em abundância sobre nós faz com que esse fato não seja muito relevante, apesar de eu amar as noites estreladas - essa é uma linda noite, porque eu iria querer ficar em casa? Dormindo? Que absurdo não é - eu brinco, mas ele não ri.
- Sério Sol - aperta minha mão, preocupado - Eu não quero que as coisas entre nós fiquem estranhas, foi por causa de algo que aconteceu mais cedo?
- Não, quer dizer, mais ou menos - Não sei se quero falar sobre isso com ele - só precisava da sua companhia, te pedir desculpas pelo Thomas, ele foi um babaca com você lá no bar.
Shawn suspira.
- Sou eu quem te deve um pedido de desculpas, não queria ser o culpado por nenhuma discussão. É só que... Eu sei que não faz diferença, mas chegou a um ponto em que eu não aguentei ver a forma que ele te tratava - despeja sobre mim - na verdade, não aguentava o fato de você deixar que ele a tratasse daquela maneira.
É minha vez de suspirar, levanto meu olhar em sua direção e afasto minha mão da dele, me arrependendo no momento seguinte. Seu toque me acalma.
- Pode não parecer de primeira Shawn, mas Thom é uma boa pessoa, só que as vezes, inseguro demais, ciumento demais - e possessivo demais, completo em minha cabeça.
- Okay, sabe, eu não tenho motivo nem direito para dar palpite no relacionamento de vocês Aurora, só não queria ter causado problemas para você por minha culpa.
-Tudo bem, minha discussão com ele, quer dizer, você não teve culpa, não tem que pedir desculpas, tá tudo bem. - Não sabia mais se continuava repetindo que estava tudo bem para mim ou para ele, mas sabia que nenhum dos dois estava acreditando.  Sinto meus olhos marejarem, e desvio o olhar dele. - Além do que, você é meu amigo, sempre vou querer sua opinião.
"Amigo" penso ter ouvido ele resmungar baixinho, mas não presto muita atenção, estou concentrada demais em não deixar as lágrimas caírem de dentro de meus olhos.
- Sol - me chama - Droga Sol, você ta chorando?- ele toca meu rosto com carinho, e faz com que  olhe em sua direção, está próximo demais - olha para mim, não chora anjo - suspira - vocês brigaram?
-Sim, mas não precisa se preocupar, não é nenhuma novidade, sério  -  tento sorrir para ele, era a mais pura verdade, eu já não conseguia lembrar de um dia durante os últimos meses em que eu e Thomas passamos juntos sem discutir pelo menos uma vez.

Ele não responde, ao invés disso, seu olhar desce pelo meu rosto, trilhando um caminho por meus lábios, queixo, ombros, até que ele aproxima a ponta de seus dedos em um toque quase imperceptível, mas é suficiente para que um arrepio suba por meu corpo. Meu olhar ainda está dentro de seus olhos mas o dele esta concentrado demais em trilhar tal caminho, até parar de uma vez, sua expressão muda, e seus dedos estão congelados em determinado ponto de meu braço esquerdo, ele está encarando um dos hematomas da noite, eu não conseguia recordar em que momento havia sido feito, nem como, mas me amaldiçoei por ser descuidada o suficiente para o deixar a mostra, provavelmente não era o único, mas esse estava bem pior do que de costume, tenho que admitir, a camiseta cobria quase tudo, menos a ponta do machucado, que é a parte onde ele está parado, Shawn levanta a manga dela ate meu ombro, eu paraliso, não posso o impedir de olhar, uma marca roxa que se espalhava desde meu ombro, até metade de meu braço surge, e ao mesmo tempo surge dor em seus olhos, como se ele quem estivesse sendo machucado agora, eu fico constrangida, sinto minhas bochechas corarem, afasto sua mão e abaixo minha camiseta.
- Ele fez isso? - Não sei bem se é uma pergunta, ou uma afirmação, não consigo ler a expressão de Shawn. 
- É sim... bem... Você sabe como é bem - tento me recompor, mas as palavras saem de minha boca de maneira nada convincente, dou meu sorriso sacana para ele tentando consertar o desastre que foi meu discurso - as vezes quando as coisas esquentam sabe, nem tudo é tão delica - vou falar a pior merda da minha vida, mas ele me para antes disso.
- Sem essa Sol, desculpa, mas eu não acredito no que você está querendo me fazer acreditar - ele finalmente está me encarando novamente - Porra, se isso aconteceu enquanto vocês estavam transando, alguém aí é doente, porque isso tá horrível. Sério.
- Então acho que eu sou mesmo, doente - falo para ele, rindo, eu já falei que rio muito quando estou nervosa? Sua expressão é de pura decepção.
  - Sinceramente, eu não sei porque você me chamou aqui hoje - ele se levanta,  seu olhar me fere por dentro. Eu também não sei.
  Talvez só não queira realmente saber.
- Eu precisava me desculpar - digo baixinho, sem coragem de me levantar e ir atrás dele, quando penso que está indo embora, mas ele volta com minhas palavras.
- Se desculpar pelo comportamento do seu namorado? ele não é a porra do seu filho Aurora.
- Você não entende S - estou em pé de frente a ele novamente, sustentando seu olhar com o meu. - é só que eu...
- É só que o que? Eu não entendo, você foge dele, me chama no meio da noite para um "passeio na praia" eu adoro sua companhia sol, mas preciso tentar entender o que você quer de mim - ele está com as mãos na cabeça, parece realmente confuso, e droga, eu não posso o culpar por isso, também estou, nunca sei o que estou fazendo quando se trata de Shawn, só sei que preciso dele por perto - ele trata você como se fosse uma merda de propriedade particular na frente de todos, e agora isso - aponta para meu braço, suas palavras me ferem, sei que tudo o que ele está falando é verdade, mas não queria que ele soubesse disso, não queria que ninguém soubesse - desculpa, mas eu realmente não entendo isso, se quiser me explicar, sou todo ouvidos.
- Eu... não sei, não sei porque te chamei aqui Shawn, talvez porque não tenha achado justo o modo como Thomas falou com você, talvez porque precisava me desculpar por não ter o confrontado na hora, por não ter defendido você, sabia que ele estava sendo babaca, mas não fiz nada a respeito, queria poder falar com você, ou só ter você por perto, eu não queria ficar sozinha essa noite, e com você eu nunca me sinto sozinha, me desculpa por ter te feito perder tempo, ou por te deixar tão confuso quanto eu, mas droga eu estou muito confusa, Thomas é meu namorado a cinco anos, e ultimamente eu nunca sei o que faço quando se trata de você. Só sei que preciso de você por perto. - nunca meus sentimentos estiveram tão bagunçados, e essa é a única maneira que tenho de reproduzir tudo o que penso para ele: em um grande e bagunçado amontoado de palavras, sendo assim, despejo cada uma delas em cima dele, não posso ler seu olhar, nem continuar falando, porque antes que eu continue a proclamar meu  discurso sem sentindo do qual logo vou me arrepender, seus lábios estão sobre os meus.
  São doces mas urgentes, seu beijo me acalma, eu não lembro de mais nada, mas faz meu coração palpitar, uma de suas mãos segura meu rosto com carinho, enquanto a outra está firme em minha cintura, eu cedo passagem para sua língua e o correspondo com a mesma urgência, nós estamos muito próximos, eu sinto cada parte de seu corpo em contato com o meu, mas mesmo assim, o beijo é terno, como se seu principal objetivo fosse me acalmar, e me acalma. Eu esqueço de tudo, esqueço do quão errado é isso tudo por um momento. Então me lembro e o afasto de mim.

Provavelmente estou olhando para ele com alguma expressão muito desesperada quando ele abre os olhos, porque logo o sorriso que se formava em seus lábios no fim do beijo não está mais lá, e ele mantém suas mãos bem longe do meu corpo. O frio domina meu interior, mesmo que a temperatura lá fora esteja muito quente. Não consigo pensar no que pode acontecer agora, sei que ele se tornou meu porto seguro, não posso perdê-lo.
- Droga Aurora, me desculpa - entrelaça os dedos atrás da cabeça e da alguns passos para trás, olha para o céu. - isso foi rápido demais. 
- E-eu - gaguejo, enquanto dou passos para longe dele, negando a mim mesma o que acabou de acontecer, eu amo o Thomas, o que estava fazendo? Como iria contar isso para ele? Como iria encarar o Shawn agora? Como iria conseguir ficar longe dele?

  Então falo a única coisa que me vem a mente.
  - Eu tenho que ir. - me viro, e corro, sem parar para olhar para trás, fujo dele, que agora é  mais um problema que eu não tenho ideia de como poderei resolver. Fujo de meus sentimentos confusos, só para descobrir que não tem para onde ir. As lágrimas ameaçam cair mais uma vez essa noite. E eu finalmente permito que elas caiam. Estou pensando demais.



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