História Hard Ways - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Original, Yaoi
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Palavras 2.944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Hentai, Josei, Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Slash, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa noite, amores!
Muito obrigada pelos comentários e favoritos.
Boa leitura!

Capítulo 19 - Tenso


Uma tensão muito grande cresceu no ar e mesmo de costas, dava para ver como Damiam não estava nenhum pouco feliz com as atitudes do policial insistente. Havia tanta tensão no ar que se podia se sentir como fosse palpável. Estava visível que Damiam não tinha resposta para o policial e estava nervoso, pois ele sabia que se o policial visse o estado em que Michael estava, tudo iria acabar ali.

Poderia parecer liberdade, mas no fundo, sabia que não acabaria assim. Michael observou atentamente o seu marido que agora, tinha colocado as mãos no bolso, observando o policial de bigode e barda, de cabelos castanhos e olhos da mesma cor, o uniforme denunciava bem quem ele era.

-Não há nada que o senhor tenha que ver aqui. — Disse ele, querendo que o mesmo saísse dali. Mas por agora, estava claro que sua vontade não seria cumprida.

-Eu insisto, os gritos eram muito altos como os vizinhos relataram. — Falou o policial, insistindo no que era a verdade que ele estava escondendo bem demais nos últimos tempos. Por um segundo, teve certeza que isso tinha alguma coisa a ver com o homem que estava tentando o derrubar na empresa. Se fosse verdade, ele era mais problemático do que tinha pensado que era.

-Como eu disse antes; era só o final de filme de terror que eu estava assistindo e lógico que havia alguns gritos dos personagens.

-Tem certeza do que me diz, senhor? — Perguntou ainda desconfiado, ele não estava acreditando em nada o que o mesmo dizia.

-Claro que sim. — Confirmou este, transparecendo calma.

-Soube que o senhor vive um relacionamento homoafetivo. — Comentou ele, sério.

-Tem algum problema nisso?

-Não, mas gostaria de saber onde está o seu marido. — A ponta do problema começou ali. E ele sabia o quão grande poderia ser esse problema, se continuasse assim.

-Não está em casa. — Respondeu simples, querendo convencer o outro da mentira em que ele não acreditava.

-Mas os vizinhos relataram que ele nunca sai e que não é a primeira vez que gritos são ouvidos aqui. — Relatou este, parecendo bem a par do que estava ocorrendo segundo relatos de vizinhos que não existiam, não tão perto assim pelo menos. Alguém que deveria estar passando em frente à casa, deveria ter ouvido alguma coisa, ou visto alguma coisa.

-Meu esposo não está e eu sou um amante de filmes de psicopata. — Disse quase com sarcasmo, como se acalmar.

-Infelizmente, eu devo insistir em ver a casa, senhor. — Insistiu o mesmo. O policial estava claramente desconfiado de algo, e se não tomasse cuidado, iria acabar sendo descoberto. Damiam apesar disso, tinha certeza que só disso poderia se safar, mas o escândalo seria enorme e o risco de descobrir todos os seus segredos e diversos outros crimes era enorme e tudo estaria acabado.

-Ao menos que tenha um mandado, não vou te deixar entrar na minha casa. — Falou duro, suas mãos estavam nos bolsos, e dentro deles, ele apertava os dedos de nervosismo, de tanto ódio que estava sentindo naquele momento, mas não podia demonstrar isso, não ali.

-Posso facilmente arrumar isso. — Garantiu, dando o claro sinal de que não iria desistir, que não iria embora dali, sem a prova de que estava tudo bem.

-Sabe quem eu sou? — Perguntou ele, desacreditado de como o mesmo estava agindo.

-Sim, e novamente para que não haja transtornos, eu insisto. — O policial chegou até mesmo a dar um passo para frente, como se impondo sobre o outro que rangia os dentes por ódio de ver àquele ser, se impondo diante de si.

Damiam olhou para o homem como que se quisesse o matar e o mesmo não tirava a mão a arma, como se mesmo sem saber a verdade, já pudesse sentir o ar ameaçador sobre si com o olhar do empresário que estava totalmente desgostoso com a insistência deste que, ao que parece, não iria arredar o pé dali, até conseguir o que queria. Isso estava claro, assim como estava claro que com um policial seria mais fácil de lidar com que com viaturas.

Michael observava tudo com uma vontade tão grande de gritar por ajuda que teve que cobrir os próprios lábios com as mãos para não ser ouvido. Ele estava chorando, tremendo e machucado, e se fosse visto assim, claro que o policial iria saber e isso poderia ser a sua liberdade, ou não. Ele sabia disso, mas o impulso de querer chamar ajuda era imenso, ainda que soubesse o risco.

Só que ele ficou sem saber o que fazer e ficou ainda mais surpreso quando viu Damiam ao sorrir forçadamente, tirar as mãos do bolso e dar espaço para que o policial entrasse.

-Fique à vontade então. — Permitiu que ele entrasse, deixando um sorriso forçado nos lábios enquanto o mesmo chegou até mesmo a estranhar a sua maneira de agir.

-Com licença. — O mesmo tirou a mão que pairava sobre a arma no coldre e entrou na casa, olhando para todos os lados.

O empresário fechou a porta e tirou detrás da cintura uma arma. Michael arregalou os olhos, por um segundo teve certeza de que ele iria matar o policial, mas ao invés disso, ele virou os olhos na sua direção, direcionando os olhos para ele, exibindo a arma para Michael.

-Suma. — Ordenou e apontou a arma para Michael que gelou.

O mais novo temeu, tremeu de medo ao ver a arma apontada para ele, e acabou se afastando aos poucos, dando curtos para trás, para se afastar dele, com medo de ser morto. Ainda com a boca coberta, ele não sabia para onde ir, pois apesar da casa ser enorme, ficava mais na sala, no quarto ou na cozinha. O resto da casa não era tão conhecido por si, então acabou se escondendo atrás de uma porta que levava para uma sala que ele não entrava e nem sabia o que era, e nem fazia a menor questão de saber, assim como evitava tudo sobre as coisas que envolvesse o trabalho dele.

Se escondeu atrás da porta e fechou os olhos, ficando bem quieto ao máximo que podia. Esperou por alguns minutos, e só abriu os olhos de novo quando ouviu a voz do policial novamente, no mesmo corredor por onde tinha passado, sem entrar na sala principal. Ouviu também o som a porta sendo aberta de novo.

-Vê se assista filmes em volume mais baixo de agora em diante. — Avisou o mesmo. O seu tom continuava desconfiado, mas não comentou mais o assunto.

-Claro que sim. — Sua voz era totalmente cínica. — Tenha uma boa-noite. — Fechou a porta e ouviu os passos deste voltando para a sala principal.

Michael saiu de trás da porta que estava escondido e foi na direção do sofá, queria sentar nele, se encolher e chorar, mas acabou parando ao ver Damiam na sua frente. Seus olhos estavam faiscando de fúria. Ele estava claramente furioso sobre algo que o pobre rapaz nunca teve controle, pois isso tinha sido tirado a muito tempo.

-Olha o que você fez, amor. — Disse ele, furioso e calmo. — Se ele tivesse visto o sangue no sofá, as coisas iriam complicar para todo mundo. — Continuou, o olhando de forma assustadora.

-E-Eu não fiz nada. — Balançou a cabeça para os lados, negando desesperado.

-Ficou gritando e fazendo escândalo, por isso ele veio aqui.

-Não foi... Eu não fiz nada... — Negou ficando com muito medo dele.

-Oh, meu amor Michael, você nunca aprende, não é mesmo? — Estalou a língua, o reprovando.

-O que você quer de mim? — Questionou desesperado, angustiado e com muito medo.

-Eu tenho o que eu quero de você, só preciso que você entenda isso.

-Eu sei...

-Não sabe porque insiste em fugir das suas obrigações de esposo, de se entregar a mim. — Falou ele, se referindo a sexo.

-Eu não quero...

-Você não tem que querer, sabe disso. — Ordenou raivoso, possesso. Ele deu alguns passos na sua frente, avançando contra ele que tentou se afastar, com muito medo de que ele o machucasse.

-Não... — Sabia que iria apanhar, sabia que ele iria o machucar. Queria gritar por conta do medo que estava sentindo, queria poder fugir, mas não conseguia. Queria que alguém o ajudasse, mas não existia esse alguém.

-Bom, agora que ele foi embora, vou me ver com você. Você pode até ficar contente porque eu não quero mais fazer sexo com você, mas não vai fugir de apanhar.

-Não... — Chorou desesperado. Sabia que não adiantava chorar e nem implorar para que ele parasse e nem para que ele não o machucasse.

-Não adianta tentar correr de mim. — Avisou a mesmo que foi andando pela sala, tentando fugir dele discretamente, mas não tinha como fazer isso com ele na frente da única saída da sala e mesmo que o fizesse, iria seria alcançado em breve. — Achou mesmo que iria escapar de mim? — Indagou furioso, assim que percebeu que Michael estava tentando achar uma brecha para sair dali, mesmo que soubesse que correr e se trancar em algum cômodo não iria adiantar absolutamente nada. Ele estava na casa dele e na casa dele, não havia sequer uma porta que o empresário não tivesse a chave.

-N-Não, eu não chamei ele... — Falou amedrontado. Damiam o faria pagar por algo que ele sequer tinha controle, que se quer tinha culpa de ter acontecido.

-Eu sei que não, mas por sua culpa ele apareceu aqui, meu amor e eu quase perdi você. Tudo isso é culpa sua. — Disse ele, começando a andar em sua direção.

-Damiam... — Começou a andar para trás, morrendo de medo do que o outro pretendia, e que iria fazer com ele.

Damiam passou perto de uma mesa onde escondia um chicote com uma ponta única, o objeto tinha quarenta centímetros de cumprimento e era marrom. A sua ponta era fina, com intenção mesmo de machucar, de ferir e causar muita, muita dor. O mais velho não era de usar aquilo nele, normalmente usava só os punhos para lhe agredir, mas Michael se desesperou ao ver que seria bem pior do que ele sabia que seria, ou que pensou que seria.

-Por isso que eu sempre digo que você tem que ser castigado, mantido sobre rédeas curtas.

-O que você vai fazer? — Perguntou por insistindo, mesmo sabendo e tendo uma boa ideia do que iria acontecer.

-Vou te ensinar como deve se comportar a partir de agora. — Disse ele, macabro. Nervoso e calmo, furioso como um dragão que cuspe fogo.

-P-Para com isso. — Começou já a chorar, dividindo em pânico a visão entre o objeto de tortura e a visão assustadora do seu marido.

-Eu vou parar quando você aprender a quem pertence e a quem deve se entregar. — Seus olhos queimavam em fúria, uma que o assustava e muito, pois ele sabia o quanto Damiam poderia ser bem pior do que já era.

-Damiam...  — Michael tentou se virar para correr, mas nem houve tempo para fazer isso, pois assim que fez essa menção, o outro puxou os seus cabelos e o derrubou no chão, começou a o arrastar pelo chão, ignorando a dor do seu companheiro que gritava para ele parar, para o soltar, mas todas essas súplicas eram totalmente ignoradas.

Ele o arrastou pelas escadas até o quarto deles, pelos cabelos mesmo, ignorando o choro e o debater dele que o fazia perder alguns fios de cabelos em suas mãos, enquanto o puxava para cima. A cada degrau as costas dele, batiam e se feriam enquanto subiam. Tinha quase a impressão de que sua coluna poderia até mesmo se quebrar por aquilo. Era só uma impressão, mas era esse o tamanho da sua dor.

No meio do caminho, Michael parou de debater e de chorar, só estava se machucando mais e foi quando parou que Damiam soltou os seus fios de cabelos e o obrigou a levantar, agarrando agora o seu braço. Sacudiu a outra mão para tirar os fios que tinham ficado em suas mãos.

-Seu cabelo é bonito, melhor não estragar. — Comentou, observando os fios espalhados pelo carpete marrom da escadaria. Os seus cabelos estavam muito bagunçados agora e além disso, o seu couro cabeludo estava doendo muito, só não sabia como não tinha se ferido gravemente na cabeça. Mas se não tinha isso na cabeça, nas suas costas, não se podia dizer o mesmo, sentia-as doer como nunca. E sabia que iria piorar, iria sofrer muito mais, via isso nos olhos dele.

-P-Por favor, Damiam... Não foi minha culpa. — Implorou trêmulo e muito choroso.

Ele estava desesperado e não só com o fato de que muito provavelmente e infelizmente, ele iria o forçar novamente, como também estava pensando no quanto iria apanhar e só de pensar nisso, teve vontade de morrer. De poder simplesmente sumir dali e ficar bem longe de tudo aquilo que não podia, estava preso naquela realidade porque caíra em doces armadilhas que nada mais era do que simples mentiras.

-Foi isso e por isso vou te fazer sofrer. Vou te fazer sentir muita dor, mas não vou quebrar nada, está bem? — Disse com uma fúria contida.

Ele voltou a o arrastar pelo restante das escadas e o levou até o quarto deles, onde ele jogou ele no chão e fechou a porta com força. Michael se arrastou pelo chão, se arrastando como podia para se afastar dele, mas não havia jeito de fugir, ele sabia que não.

-Vou te ensinar a se comportar, mas você não precisa se preocupar, pode gritar a vontade que aqui em cima, ninguém vai te ouvir. — Damiam trancou a porta e soltou a ponta o chicote, deixando o fio grosso de plástico e couro se esticar.

-Por favor...  — Implorou com medo.

Não houve jeito, Damiam se aproximou dele, e começou a bater com o chicote.

Com um golpe só, acertou o seu peito sem a menor piedade. Michael gritou alto, a dor tinha sido excruciante. Sem a menor piedade, foi acertado de novo e de novo. A força usada para o golpear, chegava até mesmo a rasgar as suas roupas a cada golpe dado. O mais novo gritou e começou a chorar sem parar, implorando entre um grito e outro para que ele parasse, e claro que não parava. Não iria parar.

Encolheu o corpo, tentando se proteger dos golpes desferidos contra o seu corpo, mas não teve jeito, não conseguia fugir, não conseguia evitar os golpes do chicote contra o seu corpo que iam desde das pernas até o seu peito, batendo algumas vezes até mesmo no seu pescoço e rosto. Conforme, as chicotadas eram dadas, pequenos cortes que sangravam começaram a surgir em várias partes do seu corpo, só aumentando a sua dor a ponto de ficar sem voz por tanto gritar.

-Você não pode e nunca vai fugir de mim, vai sempre ser meu! — Gritou enquanto batia nele, totalmente descontrolado.

Quando, uma hora depois, a tortura finalmente acabou, Michael tinha desmaiado várias vezes e acordado outras vezes. Sangue saía de todas as feridas feitas pela ponta do chicote e até mesmo a suas roupas, mas especificamente, a blusa que antes já estava parcialmente rasgada, agora praticamente não existia mais, e o seu peito, assim como o seu corpo, estava coberto por vergões, cortes e sangue e Damiam ainda estava com o chicote na mão, com que também se ferira de tanto que batera nele.

-Acho que agora, você entendeu que não deve chamar atenção, não é mesmo, Michael? — Perguntou ainda severo, e assustador.

Como não conseguia e nem tinha condições de responder, Michael só assentiu com a cabeça, engolindo o choro que nem tinha força mais para deixar acontecer. Todo o seu corpo estava doendo, como se tivesse sido quebrado em várias partes possíveis e alguma das suas muitas feridas, estavam até mesmo dormente e ele estava pálido, cercado por uma pequena pocinha de sangue, fio de cabelos e até resíduos de pele.

-Não pense que alguém pode te salvar, essa pessoa não existe. — Disse ele. — Como o seu amigo que já mandei para bem longe.

-O-O que...? Tripp? — Indagou com uma fraqueza muito mais forte do que sua vontade de se mexer, sua voz saiu só por um fio.

Damiam riu.

-A culpa foi dele por tentar procurar por você e se não tomar cuidado, sumo com você também. — Ameaçou e para dar a tortura final, deu mais um golpe no corpo dele. Uma última chicotada nele que não teve voz para gritar, só de grunhir de dor diante do golpe que o mesmo dera nele, como um último aviso sobre qualquer denotação de preocupação sobre o amigo que Michael mal se lembrava do rosto de tanto apanhar.

Não ficara surpreso, só mais magoado e com medo, tinha uma ideia do que ele era capaz de fazer, não só com ele, mas também com qualquer pessoa que ele quisesse, estava aprendendo isso da pior forma possível. Não era a primeira vez que ele era tão cruel assim, mas aquela tinha sido mesmo uma das piores surras que levou dele e não fizera nada para que aquilo acontecesse, como nunca fazia e ainda assim, apanhava de forma tão brutal. E como se isso não bastasse, Damiam o estuprou de novo e diferente das outras vezes, ele não teve forças para lutar contra, só pôde chorar pela dor e lamentar por uma maldade tão grande que nem dava para se ter certeza que era real. 


Notas Finais


Até o Próximo!


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