História Hard Ways - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Original, Yaoi
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Hentai, Josei, Lemon, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Slash, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa noite, amores!
Não postei ontem por problemas. Obrigada aos que leem.
Boa leitura!

Capítulo 26 - Precaução


Damiam falara com o superior daquele policial e tinha avisado ao mesmo que uma investigação feita por aquele detetive estava tendo seguimentos que não eram necessários, como a sua vida pessoal. Especialmente porque ele não era investigado e sim, os atos cometidos pelo falecido William. Isso fez com que o mesmo fosse obrigado a se afastar do seu esposo e dele, por enquanto. Mas ele sabia que isso não iria perdurar por muito tempo.

Cedo ou tarde, as coisas iriam se complicar, especialmente por causa da dúvida que ficou levantada sobre as agressões que Michael sofria e se isso chegasse aos ouvidos da impressa, teria grandes problemas. Por conta disso, resolveu que iria tomar ações um pouco mais drásticas para se resolver nessa questão e tentar evitar o que estava a vir para frente.

Não era uma coisa que estava chegando a planejar, e nem que pretendia fazer agora, mas preferia manter sobre curtas rédeas. Como por exemplo, simplesmente arranjar uma desculpa qualquer, alguma coisa que pudesse evitar que caísse em problemas por causa da morte de William, ou sobre qualquer coisa.

E estava disposto a qualquer coisa para isso. Qualquer coisa mesmo.

Naquela noite, Damiam apareceu na casa de Philip com a desculpa de que deveriam conversar sobre o problema que o policial poderia causar e sobre como ele tinha resolvido o problema do seu modo, do modo mais ´´gentil´´ que podia.

Assim que entrou, colocou uma bolsa sobre o chão, perto do sofá-cama. A casa dele grande e tinha uma sala bem confortável com uma pintura neutra nas paredes. Havia uma janela e perto dela uma mesa de madeira pura, polida e brilhante com uma toalha preta sobre ela. No centro havia um sofá-cama que estava fechado no momento.

A frente havia um móvel pregado na parede onde estava apoiada a tevê e alguns aparelhos eletrônicos a mais. Além de um notebook que estava sobre uma mesa central também de madeira. De fato, praticamente todos os móveis na sala eram feitos de madeira pura e polida, até mesmo pintada. A decoração era simples até, considerando o dinheiro que o mesmo tinha. Havia até mesmo um abajur de enfeite perto do sofá-cama e as cortinas azuis escuras davam um ar de escuridão ao ambiente.

-Tem certeza que só isso vai resolver? — Philip estava hesitante, preocupado e quase assustado com o que estava acontecendo, com a possibilidade de tudo dar errado.

-Claro que sim, não vai haver mais problemas. — Assegurou, mas isso não acalmava o outro.

-Pode até certo, mas você salvou só o seu rabo e o meu? — Se desesperou um bocado. —Como fica?

-Eles não vir atrás de você. — Disse, bufando. Philip era cheio de ganância e era capaz de muita coisa, mas quando as coisas se apertavam para ele, o medo e a covardia começavam a surgir.

-Como sabe?

-Nunca houve nenhum tipo de contato entre você e aquele William. — Lhe lembrou, cansado de ouvir o seu pânico.

-Mas eu paguei pessoas para o matar. — Jogou na sua cara, falando alto o bastante para que não se não estivessem sozinhos, fossem ouvidos.

-Ninguém suspeita disso.

-Você está tranquilo demais, considerando o que pode acontecer.

-Vamos beber um pouco. Você precisa de álcool para deixar de ser covarde. — Retrucou para o mesmo, começando a procurar com os olhos pela mini adega que Philip tinha na sala.

-Só estou preocupado em ser preso. — Murmurou. Philip tinha medo e não era bem de ser preso, ou melhor, não só de preso.

-Ninguém vai ser preso. — Garantiu como uma promessa.

-Você só está garantindo o seu traseiro. — Retrucou o outro, irritado.

-Sua necessidade de sexo está tão ruim assim? — Foi irônico.

-Estou falando sério. — Protestou novamente.

Damiam se moveu pela casa e passou pelo mesmo, indo direto para um ponto onde havia uma adega. Era um armário de madeira de carvalho, entalhado com desenhos e vidro transparente com diversas garrafas de vinho, champanhe, e whisky de marca cara. Desceu e subiu os olhos pelas fileiras de garrafas, escolheu uma e abriu a porta da mini adega. Pegou a garrafa escolhida e fechou a porta.

-O que tem de errado com você? — Estreitou os olhos, observando o outro com estranheza.

-A que se refere? — Se fingiu de desentendido.

-Você está estranho hoje. — Observou, estranhando ele.

-Já disse que não tem mais que se preocupar com nada. — Garantiu. Observou a garrafa em suas mãos.

-E o seu esposo? — Retrucou. Ele estava com a guarda alta e Damiam teria que baixar essa guarda para conseguir o que queria.

-Ele vai ficar sobre as minhas rédeas, como está a muito tempo. — Se virou para o mesmo.

-Acha mesmo uma boa ideia continuar fazendo isso? — Indagou ele.

-Acho uma boa ideia beber. — Levou a garrafa até a mesma e abriu a mesma com as mãos.

Philip ficou observando o mesmo por uns segundos e murmurou que iria buscar dois copos. Ele saiu e Damiam terminou de abrir a garrafa, esperou que o outro trouxesse os copos de Whisky e serviu eles dois. Ambos sentaram um de frente para o outro e começaram a beber. No começo, só o silêncio surgiu e ficou por um tempo, até que após o terceiro copo de bebida, Philip começou a falar.

-E os pais dele não serão um problema? — Voltou a tocar no problema que para ele, não estava em nada digerido.

-É só manter a fonte de dinheiro ativa e não acontecerá nada.

-Como você consegue ficar tão calmo nessa situação?

-Porque não existe situação para se preocupar.

-Você sempre foi assim, desde dos tempos faculdade. — Relembrou. Começou a beber de novo e encheu o copo pela metade novamente. Beber era um hábito que ele tinha quando estava nervoso e sempre bebia demais. Damiam sabia disso e usaria isso ao seu favor.

Bebericou a bebida que desceu queimando na sua garganta, lhe dando o prazer que o seu corpo ,já acostumado com o álcool, tinha. Philip também bebeu, virando o copo de uma vez só, fazendo uma careta e tossindo um pouco por se engasgar com a bebida forte. O mesmo estava começando a dar sinais de que estava sendo afetado pelo álcool que já estavam tomando a horas.

-Não sei aonde você achou graça naquele moleque sem sal. — Comentou, começando a ficar bêbado. A bebida estava tendo um grande efeito nele, e suas ideias começaram serem postas em palavras, sem que este mal se desse-conta do que estava dizendo ou insinuando.

-De novo insinuando ciúme? Tem tanta falta de quando eu te fodia?

-Não, você sempre foi muito bruto. — Apesar da sua negação, houve um simples brilho de desagrado no mesmo, que continuou a beber como se não houvesse amanhã, enquanto Damiam maneirava como podia no álcool, sem se quer ser percebido por estar fazendo isso.

-Recebo isso como um elogio.

-Mas... Você tem certeza que se livrou mesmo daquele policial de merda? — Perguntou. Ele ainda estava desconfiado com as garantias dada por seu cúmplice e parceiro. Principalmente, por ter o chamado para beber depois de tanto tempo. Fazia anos que não vinha a sua casa. 

-Ele não será mais problema para nenhum de nós dois. — Garantiu para o outro que se serviu de bebida e voltou a jogar o líquido garganta abaixo, bebendo sem o menor precedente.

-Se você diz... — Murmurou, sem dar sinais de que acreditava nas suas palavras.

Damiam observava bem cada movimento e cada golada na bebida dada pelo outro. Eles tinham uma história interessante e ele sempre o usou para conseguir alcançar os seus objetivos e até agora, tinha dado certo, e bem... Esperava que continuasse dando, ainda mais agora que seu jogo de manipulação iria chegar ao certo nível extremo.

-Sabe...  — Iniciou, falando demais já. — Ás vezes sinto falta de quando você não era casado e tinha menos ambição.

-Não vá me dizer que chegou a sentir algo por mim. — Desdenhou do mesmo. Philip balançou a cabeça negativamente.

-Não, mas transar com você sempre foi uma delícia. — Lhe lembrou sem alento.

-Antes você disse que eu era bruto. — Rebateu, sobrepondo o outro.

-É, mas sabe que ser bruto na medida que eu gosto, quando você queria. — Desejo começou a surgir na sua voz, e na sua compostura. Viu nisso uma brecha perfeita para aquilo que precisava. Deixou o copo de lado e impulsou levemente o corpo para frente. Fixou o olhar no mesmo que retribuiu com uma mordida nos lábios inferiores.

-Quer experimentar aquilo de novo? — Ofereceu com clara malícia nos olhos. Um desejo físico surgiu ali e veio da sua parte também.

-Não está falando sério, né?! — Philip ficou surpreso com o que mesmo dissera. Não esperava isso vindo dele, ainda mais depois de tanto tempo.

-Claro que estou.

-Mas e o seu esposo? — Indagou este, ainda relutante.

-Estou cansado de transar com alguém que só grita, chora e se debate. — Falou ele, deixando-se reclamar. Infelizmente para Michael, era uma mentira que estava contando só para seduzir o outro, pois o seu lado doentio e sádico gostava de o fazer sofrer e chorar sem parar.

-Você judia mesmo dele, né? — Riu.

-Isso é assunto meu.

-Ok. — Pegou de novo a garrafa de bebida sobre a mesa e iria se servir de novo, mas antes que virasse a boca da garrafa sobre o copo, Damiam agarrou o seu pulso e o fez parar. O empresário tirou a garrafa da mão dele e devolveu ao lugar na mesa.

Eles dois se entreolharam. Philip estava quase salivando de desejo naquele momento, ele o queria a muito tempo, a química sexual entre eles era forte e fora sempre algo que o outro queria manter para quando quisesse, mas que acabou perdendo quando Damiam se casou. O empresário puxou o outro pelo pulso e o afastou da mesa, seus corpos se juntaram.

-Eu vou te foder hoje. — Declarou sem mais e sem menos.

-O que deu em você? — Indagou. Ele piscou algumas vezes, estava meio tonto por causa da bebida, mas ainda estava bem lúcido para saber o que estava fazendo e o que estava acontecendo.

-Nada, só deu vontade. — Damiam puxou Philip e sem aviso e sem cuidado, beijou o outro. Começou um beijo voraz que fora retribuído pelo outro, também com avidez.

Philip tentou se mover para o tocar, mas o outro não permitiu, segurou seus pulsos para que não fizesse nada, queria e iria manter o controle sobre ele. Encerrou o beijo entre eles, deixando uma forte mordida no lábio inferior do outro. Os olhos do mais novo se acenderam com a luxúria que começou a lhe percorrer.

-Eu vou manter o controle. — Ditou. Solto uma das mãos do outro e o arrastou consigo para o sofá-cama que estava na sala. Jogou-o lá e sentou-se no seu quadril. Os olhos de Damiam estavam atentados ao que o outro estava fazendo, e a forma como estava o olhando, era um olhar cheio de malícia e puro desejo.

Deixou que o outro observasse o seu corpo enquanto desabotoava os botões da camisa que usava. Logo a arrancou do seu corpo e jogou de lado. Levou as mãos até a calça e abriu o cinto dela, também arrancando dali e jogando no chão. Abaixou as calças e a cueca, olhando autoritário para o outro.

-Me chupa agora. — Ordenou sem rodeios.

-Hum... Agressivo. — Gemeu em agrado ao que mesmo dissera.

Com alguma dificuldade por causa do peso superior alheio, conseguiu se sentar parcialmente e inclinar o tronco para frente o máximo que podia. Sentiu uma forte dor na lombar por fazer isso, mas ao menos era suficiente para que chegasse ao membro ainda flácido do outro. Colocou a boca nele, sem a menor cerimônia e começou a chupar sem demonstrar nenhum tipo de nojo, só agrado.

Damiam fechou os olhos com o toque dos lábios do outro. Era gostoso de certo modo, poder sentir alguma coisa, sem que forçar, mas esse era um desejo que ele só tinha e só teria com aquele que estava fazendo o boquete nele. Colocou a mão na cabeça dele e puxou os seus cabelos para cima, o obrigando a fazer o que ele queria até que gozasse no seu rosto.

Philip limpou o sêmen da sua cara e tentou beijar o empresário de novo, mas o mesmo o empurrou contra o sofá-cama e balançou levemente sobre o seu corpo, o fazendo gemer. Philip só conseguiu se levantar para tirar as roupas e os sapatos.

Ele beijou partes do corpo dele, aranhou e até bateu algumas vezes, até que ele ficasse excitado, o que aconteceu bem fácil com a ajuda do álcool e do desejo escondido dentro do mesmo. Damiam o fez se virar de costas e mandou que ficasse de quatro. Este obedeceu submissamente e se deleitou em prazer quando o mais velho puxou os seus quadris para cima e posicionou o seu membro para o penetrar.

O fez só com dois movimentos, um que colocou a sua glande para dentro com o auxílio a sua mão e o segundo que enterrou o membro grande totalmente dentro de Philip, que gritou alto com a dor que sentiu ao ser invadido sem preparação. Chegou até mesmo a sangrar um pouco, mas nada que fosse significativo. As estocadas vieram logo depois e vieram brutalmente, gerando dor e prazer no outro e só prazer em Damiam que tinha o seu membro apertado com a entrada mais do que apertada do mesmo.

-Oh... Damiam... Aah...Isso... — Gemeu alto, escandaloso e gritante.

Damiam agarrou as nádegas dele e apertou com força, afundando as unhas nas nádegas, marcando levemente, sem exagerar para que as marcas não ficassem futuramente. Teve que se controlar para se manter certo nível de controle sobre as suas ações. Já o outro começou a gemer cada vez mais alto, agarrando o tecido do sofá-cama até afundar as unhas no mesmo, totalmente satisfeito com o que recebia do outro.

Chegou até mesmo a puxar o corpo do mesmo contra o seu, o fazendo se mover junto. Sua coluna estava até tencionada pelo prazer que estava chegando. Damiam aumentou e tocou o ponto de prazer dele, quase perdendo a mente com que fazia, com o prazer que sentia. Não se aguentou por muito tempo e gozou dentro do mesmo. Philip também gozou em meio a alguns gritos de prazer.

Saiu de dentro do outro sem cuidado e se jogou ao seu lado. Philip ficou de bruços mesmo até se acalmar e depois virou de costas para cima. Se sujando com o gozo no sofá-cama ainda fechado. Eles ficaram assim, ofegantes durante algum tempo e se acalmaram normalmente.

-Foi ótimo, uma boa foda. — Comentou, começando a ficar sonolento. Ele estava bêbado e o cansaço da bebida o fez começar a adormecer.

-Com certeza. — Olhou para o mesmo.

Finalmente a bebida surtiu o seu efeito completo e Philip acabou apagando, dormindo de uma vez só, sem mal perceber que tinha pegado no sono. Damiam que estava bem sóbrio gostou disso e se aproveitou do momento para fazer o que queria. Levantou devagar para não acordar o outro, pegou suas roupas no chão e foi para o banheiro dele. Entrou no mesmo e foi de uma vez para debaixo do chuveiro, se lavou inteiro, limpando o seu corpo do cheiro de suor, e de sêmen, sem deixar rastros.

Depois de tomar o seu banho, vestiu suas roupas sem se secar mesmo, calçou os sapatos e voltou para a sala. Philip continuava jogado no sofá-cama, totalmente apagado. Damiam andou até o sofá-cama, pegou a mochila que estava no chão e abriu a mesma, apoiando esta sobre o seu joelho. Tirou de lá um vidro de remédio pequeno e um pano simples de algodão. Abriu o frasco e derramou o líquido sobre o pano e avançou devagar contra Philip.

Pousou o pano sobre o rosto do mesmo e pressionou com força. O outro quase acordou, se remexeu e respirou fundo, voltando a apagar totalmente de novo. Tirou o pano da boca e do nariz dele e jogou dentro da mochila. Fechou o frasco e guardou na mochila também. Tirou então da mesma uma seringa com agulha, se abaixou perto do sofá e tirou a proteção da seringa. Devagar, pegou o braço do mesmo e furou bem levemente, recolhendo um pouco de sangue, só um pouquinho.

Tirou a agulha do seu braço e tapou com a proteção. Colocou de volta na mochila. Aproveitou também para arrancar dois fios do cabelo dele que enrolou num pano branco. Satisfeito com isso, levantou e se afastou dele. Foi para a mesa junto com a mochila na mão. Enrolou o lenço e guardou na mochila. Se dirigiu então a garrafa, a boca dela tinha ficado marcado com suas digitais.

Tirou uma delas com um pó especializado e uma fita de proteção, normalmente usado em perícias. Não que pretendesse usar todo aquele material agora, mas a ideia de que se algo desse errado, poderia usar Philip para se livrar ou ganhar tempo, era o que o motivava. Tendo feito tudo isso, guardou tudo dentro da mochila e deixou tudo do jeito que estava. Pegou o seu casaco por último e foi para a saída.

Olhou para trás; o mesmo não iria acordar tão cedo e não era algo nada incomum que ele fosse embora depois de fazer sexo, e Philip não iria estranhar nada, ou seja, não iria desconfiar de nada. Foi embora, fechando lentamente a porta. O outro só acordaria pela manhã. O resultado disso poderia ser desastroso, mas ele não se importava, pois iria fazer tudo e mais para que continuasse com a única ´´coisa´´ que ele queria e não era mais só dinheiro, e sim a posse do seu pobre esposo.


Notas Finais


Até o Próximo!


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