História HARMONY (Namjin) - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags 2jae, Bts, Got7, Jikook, Markson, Namjin, Vkook, Yoonseok
Visualizações 221
Palavras 3.187
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI! Muitos de vcs me perguntaram como é a tal casa, pois gostam das coisas mais detalhadas... então ela está acima ou abaixo (visão frontal da casa)👆👇
Para os personagens irem para a tal varanda pelo lado de fora, eles precisam dar a volta nesse casarão todo.
A primeira imagem é a visão da varanda para fora e a segunda é de fora para a varanda.
NÃO É EXATAMENTE ASSIM, A IMAGINAÇÃO DE VCS QUE DECIDEM OS DETALHES E BLABLABLA...

Bjs #BoaLeitura 💛

Capítulo 18 - Dezessete


Fanfic / Fanfiction HARMONY (Namjin) - Capítulo 18 - Dezessete

 

 

 

 

 

Namjoon

 

O jantar havia terminado, mas dessa vez eu não fiquei com a louça, deixei que Yug e Jimin se divertissem com os pratos. Jackson, Jaebum e Jin bebiam vinho na copa, Jisoo e Jungkook jogavam xadrez no chão da sala de estar, Tae e Bambam cuidavam do lagarto e o restante e o restante assistia um reality na TV enorme daquela casa.

Aproveitei essa oportunidade mágica, na qual todos estavam tranquilos e distraídos e meu celular com dois pontos de sinal, e fui fazer uma ligação na varanda de trás, pois era o único lugar onde não poderiam me ouvir. A rede telefônica ali era péssima, todo dia alguém passava algum perrengue, a única coisa que salvava era que a internet – por algum milagre divino – não era de todo mal.

Passei pelo corredor extenso, abri as portas, sentei-me na ponta do banco acolchoado da varanda e fixei meus olhos no matagal. O silêncio daquele lugar era estranho, mas reconfortante, seria bom ter uma casa próxima a de Jackson, Chimchim ia gostar de estar próximo da praia. Sorri com a ideia e disquei os números, fui atendido no terceiro toque.

 

 

- Alô. – Fala a voz grossa.

 

 

- Oi, é o Monster, como vão as coisas? – Encosto minhas costas no banco.

 

 

- É aí, Monster? Recebeu minhas mensagens?

 

 

- Sim. – Suspiro pesado. – Conte-me direito.

 

 

- Ok, tive um avanço! – Aquilo era bom. – Eu não tinha encontrado nada naquele desenho, mas ainda assim não me conformei, então achei melhor levar a uma especialista, fui mais feliz nessa decisão. Encontrei um resíduo de saliva no desenho que você me deu, quem fez aquele desenho sinistro deu um beijo no boneco menor.

 

 

- Kookie! – Meu coração se aperta só de pensar num maníaco atrás do meu Kookie, entro em alerta.

 

 

- Antes que pergunte, eu levei para uma amigo meu que é perito, o Kyungsoo, conhece? – A calma de Chanyeol era irritante.

 

 

- Você me apresentou ele uma vez, na despedida de solteiro do Yoongi. – Meus pensamentos estavam em Jungkook. – Continua.

 

 

- Ele descobriu fácil o resíduo, por ser algo bem comum, mas temos um problema. – Merda.

 

 

- Que problema? – Minha voz saiu grave demais.

 

 

- Como seus caso não é oficial, hm... digo, não temos um mandato, certo? Por esse motivo o resultado poderá demorar. – Chany suspira. – Pode ser semanas, meses e talvez quase um ano.

 

 

- Você não pode apressar isso? – Levanto -me e começo a andar de um lado para o outro.

 

 

- Eu posso, mas para isso eu terei que dá satisfações do motivo e a quem se refere ao governo e ao departamento local e...

 

 

- Isso chegaria nos ouvidos do Jackson. – Completo. – Entendo.

 

 

- Sinto muito, cara. – Estalou a língua. – Mas eu descobri uma coisa hoje a tarde.

 

 

- Fala logo! – Eu já era pura raiva.

 

 

- Ok, ok. – Riu baixo e isso me irritou. – Você não leu os anexos que eu enviei pelo visto, lá tem o boletins e andamentos de alguns casos de invasão, respectivos de alguma queixa a agressão infatil.

 

 

- É daí?

 

 

- É daí? – Bufa. – É daí, Monster, que um dos acusados possui uma propriedade próxima ao campus da universidade onde seu filho, Kim Jeon Jungkook, estuda.

 

 

- Qual é a ficha do cara? Eu quero tudo! – Encostei meu ombro em uma pilastra e olhei de relance para a entrada da casa, eu não queria ser ouvido.

 

 

- Brian Micheal Park, vinte e oito anos, dupla nacionalidade, mãe americana, pai coreano, ambos mortos a dez anos atrás, acidente de carro. A ficha completa está em seu e-mail, enviei hoje. Mas resumindo, o garoto teve uma infância difícil e uma adolescência pior ainda, mas nunca foi envolvido com drogas ou crimes. – Chany parecia mastigar. – Hm, depois da morte dos pais ele veio morar na Coreia para cuidar de um tio doente, Kwon Park Sungmin, o cara estava com apendicite. – Pareceu engolir o que comia. – Bom, depois disso o tal Brian não voltou mais para a América e ainda mora com o tio.

 

 

- E a parte que dele está na sua lista? – Ele não se mandava que o assunto era sério?

 

 

- Ah, sim. – Às vezes eu queria poder matar o Chany. – No final da faculdade ele e uns amigos invadiram a casa de uma senhora por causa de um jogo de verdade ou desafio, ela estava com o neto de sete anos em casa e o menino viu a invasão, eles ficaram desesperado e deram calmante para o garoto dormir. – Agora ele parecia irritado.

 

 

- Foi lesão corporal, então?

 

 

– Não, homicídio culposo e invasão de domicílio, os irresponsáveis erraram a dose do remédio e mataram o pobre menino, Brian ficou preso durante três anos, foi solto a pouco tempo, ele estudou no mesmo ano em que Luhan, na mesmo universidade em que seus filhos estão.

 

 

- Vou dá uma olhada, quero acompanhar tudo de perto, vou ver se consigo voltar nessa semana.- Sento-me novamente. – Vai ser uma barra, porque Jin já não reagiu bem quando eu falei sobre o resort e vai ser ainda pior ter que voltar tão cedo.

 

 

- Mas você não vai, nesse fim de mundo não tema TV? – Ele ri.

 

 

- O que quer dizer?

 

 

- Um tempestade se aproxima, a meteorologia notificou os jornais que um sistema de aproxima do litoral e pediu para que os cidadãos evitassem pegar a estrada por causa dos ventos e das pancadas repentinas que podem causar deslizamento nos morros da Serra. – Chany toma fôlego.

 

 

- Nossa, você ensaiou tudo isso? – Rio leve.

 

 

- Não, seu canal do tempo que é muito bom, acho que você é a única pessoa que assina esse pacote. – O quê?

 

 

- Espera, você está na minha casa?!

 

 

- Sim, briguei com Baek e precisei se um lugar para ficar, espero que não se incomode.- Mastigou mais alguma outra coisa.

 

 

- E você ainda está comendo da minha comida?!– Ouvi as risadas que vinhas da casa e um passo vindo em minha direção. – Vou ter que desligar, mande uma beijo para Baek quando forem se reconciliar.

 

 

- Deus queria. – Riu. – Fighting!

 

 

- Fighting! – Desligo.

 

 

Encosto-me totalmente no banco, tombando minha cabeça para trás e fechando os olhos logo em seguida. Respiro fundo, as novas informações não foram nenhum um pouco reconfortante, inspiro aquele cheiro de mato e solto tudo pela boca, faço isso na tentativa de me acalmar.

Só de pensar em alguém observando meu caçula meu corpo estremece, além de que Jimin não fica fora dessa, pois ele também estava no maldito desenho. Se Jin souber dessa história ele vai ficar tão assustado, além de que irá comunicar Jackson, que me afastará do caso. Não, eu não posso ficar longe.

Sinto um peso em minhas pernas e uma unidade em meu pescoço, não preciso abrir os olhos ou ser um advinha para decifrar quem era o ser que se aproveitava de meus segundos de meditação. Jin. Ele morde meu maxilar e apoiar as mãos em meus ombros, montado em mim, enchendo meu rosto de beijos firmes até que eu abrisse meus olhos.

Ele sorriu e tomou meus lábios, cheio de pretensões e desejo, desejava vingança por eu tê-lo tocado em seu banho depois da praia. Sorri quando senti seu quadril pressionando o meu e segurei firme em sua cintura, subindo devagar até que minhas mãos adentrassem sua camisa de gordão rosa. Essa cor combinava com sua pele levemente bronzeada.

 

 

- Appa, tá passando Os Vingadores, vem sai do celular! – Jungkook grita de dentro da casa.

 

 

Jin tampa minha boca e desfaz o laço do cadarço de minha calça moletom, mordendo fraco meu pomo de Adão. Arfei e, por reflexo, esmaguei a cintura de Jin em minhas mãos, fazendo-o gemer sob minha pele. Ele começou em movimentos circulares, aumentando a pressão entre nossos falos tesos, e pôs as mãos em meus cabelos para desalinhá-los completamente. Claro, deixando um “Ah” manhoso bem ao pé de meu ouvido.

 

- Pai! – Jungkook grita.

 

 

- Shh. – Jin morde meu lábio inferior. – Se fingirmos não escutar, ele para. – Riu com os olhos vidrados nos meus, porra, eu o queria e queria agora. – Já fizemos assim antes, não é mesmo?

 

 

Jin faz força com o quadril e ataca meu pescoço e clavícula, me entorpecendo aos poucos, eu ia ceder, eu está quase cedendo, mas aí toda vontade foi embora. Jungkook estava chamando por mim na sala, o que me fazia lembrar do infeliz a solta que está atrás dele, eu teria que estar com ele durante o maior tempo que eu conseguisse, eu teria que vigiá-lo.

Abri os olhos e me senti péssimo, Jin estava um pecado sobre mim, com toda sua vontade e paixão, mas hoje eu seria seu balde de água fria. Eu já me sentia mal por ter que mentir para meu marido, mas interromper nosso momento era algo novo, novo e péssimo.

 

 

- Jin. – Chamo. – Amor, eu... – Suas mãos estavam prestes a deslizar para dentro de minha calça. – Não!

 

 

Afasto seu corpo do meu e o encaro, seu olhar estava perdido, Jinnie estava embriagado pelo tesão, mas quando ele entendeu o que eu fiz, sua expressão passou da confusão para o receio.

 

 

- A-Amor, eu.. Eu não acho que aqui seja uma local apropriado e...

 

 

- Você está me rejeitando? – Sua voz era baixa.

 

 

Eu esperava raiva e gritos, mas ele apenas mantinha seu olhar pacífico e cheio de significados que eu não conseguia decifrar.

 

 

- Não, é que o Kookie pode vir atrás da gente, todos estão no andar de baixo e eu só achei que...

 

 

- Tudo bem. – Levantou-se. – Só acho que não precisava ter falado assim, como se eu fosse um estranho, como se eu não fosse o seu marido, como se eu fosse um outro qualquer. – Suspirou.

 

 

-Jin! – Vou até ele, que caminhava em direção às portas duplas da varanda, e seguro seu braço. – Eu não quis dizer isso!

 

 

- Tudo bem, Joonie. – Beijou minha testa com sua voz triste.

 

 

- Não, não está! – Tento puxá-lo para mim, mas ele não vem. – Meu amor!

 

 

- Pai! – A voz de Kookie parecia que ia quebrar de tão alto que ele gritou. – Já começou!

 

 

- Vai lá, appa. – Jin selou nosso lábios rapidamente e adentrou a casa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(...)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jimin

Já estava tarde da noite, na verdade, já era madrugada, appa e Kookie dormiam abraçados no sofá, Jisoo estava capotada no outro e eu estava deitado no tapete fofo, olhando para o teto. Eu não tinha sono, não queria ir para o quarto sem Jisoo, além de não querer acordá-la também. Fiquei ali desde que todos se recolheram, a televisão estava desligada e tudo estava apagado, com exceção dos abajures da sala e do corredor.

Escuto alguém descer a escala e sento-me imediatamente, rio baixo ao perceber que era apenas o Yug, com uma blusa e uma calça larga e uma pantufa de um animal que eu não soube identificar. Ele sorriu para mim e colocou o indicador nos lábios, pedindo meu silêncio, e me chamou com a outra mão, essa que tinha um molho de chaves e fez um barulho horrível. Pus a mão na boca para não rir alto.

Levantei e fui até ele, que me puxou até a porta lateral, a que ficava próximo da cozinha, e destrancou com uma das chaves. Ele estava fugindo? Não fazia sentido, pois ele não estava vestido de maneira correta para uma fuga.

 

 

- Para onde está me levando? – Cochicho.

 

 

- Para a varanda, está muito quente hoje. – Riu.

 

 

Assim que conseguimos sair, Yug me levou para a varanda de trás, lá tinham dois bancos cumpridos e acolchoados e uma mesa que completava, mas mesmo assim decidimos sentar no chão. Yug encostou-se nos pés do bando e eu pus meus pés, deitando-me no chão.

 

 

- Insônia? – Pergunto.

 

 

- Sim. – Dá de ombros. – Sabe, esse lugar não tem muitos atrativos, por isso coloca você para pensar.

 

 

- Hm. -Tento fazer um olhar malicioso, mas acho que falho, pois ele começa a rir. – Yugyeom está pensando, o que será que se passa em sua mente?

 

 

- Qual é, hyung? Não tire uma com minha cara. – Tentou sorrir, mas seu descontentamento era evidente. – Dói. – Sussurra e força uma cara de desdém.

 

 

- Só me diz o nome, que eu vou lá e acabo com ele. – Sento-me e fico de frente para ele. – Ande!

 

 

- Eu não consigo, se eu disser isso em voz alta será humilhante, porque eu mesmo estou detestando sentir algo. – Bufou e apoiou a cabeça no bando. – Está sentindo essa brisa quente?

 

 

- Uhum. – Eu nunca sei o que dizer nessas situações.

 

 

- Ele é quente como essa brisa, que faz você querer sair para algum lugar e se refrescar. – Umedeceu os lábios.

 

 

Droga, era uma droga ver meu Yug assim, ele era tão legal e alto-astral que era impensável vê-lo triste. Houve um tempo em que eu gostei dele, gostei mesmo, sabe, eu sou muito na minha, gosto de ser mais reservado e ele é o oposto de mim. Só que naquele tempo eu não falava muito sobre essas coisas, foi assim que eu entrei para a faculdade, então Yug nunca soube do que eu sentia e passou a preferir os veteranos, além de que Jisoo estava se aproximando a cada vez mais de mim.

Acabou não rolando, Tae e eu tivemos um caso antes de eu começar a namorar Jisoo novamente, nada mais que transas, e hoje eles são meus melhores amigos. Tudo bem que a rotina da faculdade nos separa às vezes, mas ainda assim somos um trio, agora um quarteto contando com Jungkookie, ou quinteto com Jisoo. Ah, sim, ela sempre esteve no meio de nossas confusões, desde que éramos pequenos.

Às vezes eu fico me perguntando se ainda seríamos amigos caso eu tivesse contado a ele sobre meus sentimentos, porque eu tenho a leve sensação de que não acabaríamos bem se terminássemos – como aconteceu uma vez com Jisoo e eu no ensino médio. Acho que com Yugyeom seria mais intenso, seria tudo ou nada, pois somos opostos e temos personalidades fortes.

 

 

- Eu sinto muito. – Chego mais perto e aninho seu copo em meus braços, apoiando meu queixo no topo de sua cabeça. – É por isso que você está tão distante nessa viagem? – Aperto seus braços um pouco mais, pois a brisa se transformou em um vento forte.

 

 

- Eu sou transparente, não é? – Sorriu forçado.

 

 

- Sim, Yugie. – Rio fraco.

 

 

- Sei lá, talvez seja. – Dá de ombros. – Aqui eu sinto mais falta de estar a sóis com ele, aqui dói mais.

 

 

- Ele é da nossa faculdade? – Assente. – Eu o conheço?

 

 

- Você é muito enxerido. – Dessa vez ele riu para valer.

 

 

- Foi mal. .- Sorrio. – Quer ouvir uma coisa engraçada?

 

 

- Por favor, faça as honras. – Rimos.

 

 

- Hm, no fim do ensino médio, assim que a gente entrou na faculdade, eu era afim de você. – Pensei que ele ia me acompanhar, mas eu ri sozinho.

 

 

- Sério? – Ele levanta a cabeça para me encarar. – Em que intensidade?

 

 

- Isso importa? – Franzo o cenho e ele assente, fazendo-me revirar os olho. – Eu gostava de você, muito.

 

 

Yug voltou a olhar para frente, o vento forte começava a esfriar e, logo, gotas grossas atingiram o telhado da varanda, fazendo um barulho alto e gostoso de chuva. Na verdade, era um temporal, um temporal de verão. Voltei a apoiar meu queixo em sua cabeça e senti um frio em meu estômago, pois eu me sentia meio exposto por ter revelado isso a ele, era constrangedor. Yug devia estar me achando um idiota agora e eu, de repente, passei a me importar com isso.

 

 

- Quer entrar? – Pergunto, mas sem escutar minha própria voz por causa das gotas. – Yug. – Chamo e repito a pergunta quando seus olhos cruzam os meus.

 

 

- Quero. – Li seus lábios, pois não escutei sua voz.

 

 

Ele levantou primeiro e estendeu-me a mão para me ajudar, guiando-me pela lateral escura da casa, para retornamos para dentro. Merda, eu devia ter ficado calado, pois agora eu não me sentia confortável com sua presença. Olho de relance para trás e vejo a luz de sempre, mas dessa vez vi se acender. Inédito. Eu não estava louco afinal, havia, de fato, uma luz naquele matagal. Talvez aquilo fosse um sinal de que eu precisava tomar uma atitude.

Veja bem, eu tinha uma dúvida em minha mente e precisava tirar a prova, mas o medo bobo e a timidez sempre me impediu. Agora era minha hora, até aquela maldita luz me incentivava. Então eu fui.

Quando estávamos quase chegando na porta, puxei o braço de Yug, que se desequilibrou e cambaleou até a área descoberta do externo da casa, caído sentado sob a chuva grossa. De imediato, fui até ele e me agachei para verificar se ele estava bem. Até nisso eu me atrapalho.

Ele não havia se machucado, mas a situação era embaraçosa, antes que ele pudesse me pergunta o motivo de eu tê-lo puxado, tomei seus lábios com vontade. Yug se assustou e manteve-se paralisado, ele apenas me retribuiu quando eu levantei seu corpo, colocando-o de pé, mas sem desgrudar nossas bocas.

Por um instante ele sorriu, colocando os braços ao meu redor logo em seguida, o que me deu coragem para ir de encontro a sua cintura. Ele não era tão mais alto que eu, por isso não tive dificuldades em ditar nosso ritmo. Eu estava certo, Yug era especial.

Um simples beijo me deixou com vontade de explorá-lo, tanto que meu nariz curioso alisou seu pescoço para verificar seu cheio doce e dar caminho para minha língua, que lambeu seu pescoço a cada centímetro que pôde. Mas o que estava acontecendo? Eu não fazia aquelas coisas.

Yug pareceu ler minha mente e separou meus lábios de sua pele, dando espaço apenas para nos encararmos. Seus olhos negros buscavam algum vestígio de humor ou piada de minha parte, mas eu mesmo me surpreendi quando ele não encontrou. Eu estava bêbado de Yugyeom e estava adorando, porque eu nunca havia me sentido daquela forma, nem com Jisoo. Oh, não, Jisoo...

 

 

- Estamos ensopado. – Falou rente aos meus lábios, eu só conseguia enxergar algumas partes de seu rosto por causa da pouca iluminação daquela parte da casa. – Jimin, eu...

 

 

- Yug, fizemos isso de maneira errada, eu sei, mas eu não me arrependo. – Sorrio e beijo seu queixo. – E você? – Ele negou e colocou a cabeça em meu ombro. – Você confundiu minha mente.

 

 

- Foi você quem me beijou. – Falou abafado.

 

 

- Isso não muda a confusão que paira sobre mim. – Rio. – Eu estou sentindo algo, mas eu não sei o que é.

 

 

 

- Sei coração está acelerado? – Levanta a cabeça.

 

 

- Saindo pela boca. – Sorrimos. – Yug...

 

 

- Isso não é justo com Jisoo. – Saio de meus braços e olhou para baixo.

 

 

- Não, não é. – Suspiro e dou um passo a frente. – Vem, se eu deixar você doente tio Mark me mata.

 

 

 

 

 

 

Entrelacei nossas mãos e fui em direção à porta, deixei que ele entrasse primeiro, por suas roupas serem mais pesadas e, antes de entrar, dei uma última olhada para o matagal. A luz não estava mais lá.

 

 

 


Notas Finais


Bjs, fiquem com suas caraminholas na cabeça, até a próxima. #Fighting


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