História Harry Potter - Reescrita, A Pedra Filosofal. - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter
Exibições 31
Palavras 1.239
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltamos meus amores S2
Eu espero que vocês curtam, logo postaremos a parte final.
Reforçando: Isto é uma reescrita, não queremos copiar nada.

Capítulo 8 - Capítulo três (normal), parte dois: As cartas de ninguém.


Fanfic / Fanfiction Harry Potter - Reescrita, A Pedra Filosofal. - Capítulo 8 - Capítulo três (normal), parte dois: As cartas de ninguém.

   Harry não se mexeu.

   — QUERO MINHA CARTA! — gritou.

   —Me deixa ver! — exigiu Duda.

   — FORA! — berrou tio Válter, e agarrando os dois, Harry e Duda, pelo cangote atirou-os no corredor e bateu a porta da cozinha.

Harry e Duda na mesma hora tiveram uma briga furiosa mas, silenciosa, para saber quem ia escutar à fechadura; Duda ganhou, por isso Harry, os óculos pendurados em uma orelha, deitou-se de barriga no chão para escutar pela fresta entre a porta e o chão para escutar pela fresta entre a porta e o chão.

   — Válter — disse tia Petúnia com voz trêmula —, olhe só o endereço. Como é que eles poderiam saber onde ele dorme? Você acha que estão vigiando a casa?

   — Vigiando, espionando, talvez nos seguindo — murmurou tio Válter enlouquecido.

   — Mas o que vamos fazer, Válter? Vamos responder à carta? Dizer a eles que não queremos...

   Harry via os sapatos pretos lustrosos do tio Válter andando para cá e para lá na cozinha.

   — Não — disse ele decidido. — Não, vamos ignorá-la. Se não receberem uma resposta... É, é o melhor... não vamos fazer nada...

   — Mas...

   — Não vou ter um deles em casa, Petúnia! Nós não juramos quando o recebemos que íamos acabar com aquela bobagem perigosa?

   Aquela noite, quando voltou do trabalho, tio Válter fez uma coisa que nunca fizera antes; visitou Harry no armário.

   — Cadê minha carta? — perguntou Harry, no instante em que tio Válter se espremeu pela porta. — Quem me escreveu? Foi a Lil?

   — Ninguém te escreveu. Endereçaram a você por engano. Nem aquela sua irmãzinha quer saber de você — disse tio Válter secamente. — Queimei a carta.

   — Não foi um engano — retrucou Harry com raiva —, tinha o endereço do meu armário.

   — CALADO! — gritou tio Válter e algumas aranhas caíram do teto. Ele inspirou algumas vezes e então fez força para produzir um sorriso que pareceu bem penoso.

   — Hum, sim, Harry, sobre este armário. Sua tia e eu estivemos pensando... você realmente está ficando grande demais para ele... achamos que seria bom se você se mudasse para o segundo quarto de Duda.

   — Por quê? — perguntou Harry.

   — Não faça perguntas — disse com rispidez o tio. — Leve essas coisas para cima agora.

   A casa dos Dursley tinha quatro quartos: um para tio Válter e tia Petúnia, um para hóspedes ( em geral a irmã de tio Válter, Guida), um onde Duda dormia e um onde Duda guardava todos os brinquedos e pertences que não cabiam no primeiro quarto.

Harry precisou de apenas uma viagem para mudar tudo o que tinha do armário para o quarto no andar de cima. Sentou-se na cama e deu uma olhada à sua volta. Quase tudo ali estava quebrado. A filmadora com apenas um mês de uso estava jogada em cima de um pequeno tanque com que certa vez Duda atropelara o cachorro do vizinho; no canto estava o primeiro televisor de Duda, no qual ele enfiara o pé quando seu programa favorito fora cancelado; havia uma grande gaiola de pássaros, antigamente habitada por um papagaio que Duda trocara na escola por uma espingarda de ar de verdade, e que estava guardada numa prateleira com a ponta dobrada porque Duda se sentara em cima dela. Outras prateleiras estavam cheias de livros. Eram as únicas coisas no quarto que pareciam nunca ter sido tocadas.

   Lá de baixo veio o barulho de Duda gritando com a mãe:

   — Eu não quero ele lá... eu preciso daquele quarto... mande ele sair.

   Harry suspirou e se esticou na cama. Ontem ele teria dado qualquer coisa para estar ali. Hoje, preferia estar em seu armário com aquela carta do que ali em cima sem ela.

   Na manhã seguinte, no café, todos estavam muito quietos.

Duda estava em estado de choque. Berrara, batera no pai com a bengala, vomitara de propósito, dera pontapés na mãe e atirara sua tartaruga pelo teto da estufa de plantas e nem assim conseguira o quarto de volta. Harry pensava no dia anterior àquela hora, desejando com amargura que tivesse aberto a carta no hall. Tio Válter e tia Petúnia se entreolhavam, ameaçadores.

   Quando o correio chegou, tio Válter, que parecia estar tentando ser agradável com Harry, fez Duda ir buscá-lo. Eles o ouviram bater nas coisas no corredor com a bengala da Smelthings. Então ele gritou:

   — Chegou outra! Sr. H. Potter, O Menor Quarto da Casa, Rua dos Alfeneiros 4...

   Com um grito sufocado tio Válter saltou da cadeira e saiu correndo pelo corredor, Harry logo atrás dele. Tio Válter teve que lutar e derrubar Duda no chão para lhe tirar a carta, o que foi dificultado por Harry que agarrara o pescoço do tio Válter por trás. Depois de um minuto confuso de luta, em que todos levaram várias bengaladas, tio Válter se endireitou, ofegante, com a carta de Harry apertada na mão.

   — Vá para o seu armário, quero dizer, para o seu quarto — chiou para Harry. — Duda, saia, saia logo.

   Harry deu voltas e mais voltas no novo quarto. Alguém sabia que ele se mudara do armário e parecia saber que ele não recebera a primeira carta. Isto significava com certeza que ia tentar outra vez? E desta vez ele tomaria providências para que desse certo. Tinha um plano.

   O despertador consertado tocou às seis horas na manhã seguinte. Harry desligou-o depressa e se vestiu em silêncio. Não podia acordar os Dursley. Desceu as escadas sorrateiro sem ascender nenhuma luz.

   Ia esperar pelo carteiro na esquina da Alfeneiros e receber primeiro as cartas endereçadas ao número quatro. Seu coração batia com força quando atravessou sem ruído o corredor escuro até a porta de entrada.

   — AAAAARRREE!

   Harry deu um salto no ar — pisara em alguma coisa grande e mole no capacho — uma coisa viva!

   As luzes se acenderam no primeiro andar e, para seu horror, Harry percebeu que a coisa grande e mole tinha a cara do tio. Tio Válter estava dormindo junto à porta de entrada em um saco de dormir para impedir que Harry fizesse exatamente o que estava tentando fazer. Gritou com Harry quase meia hora e depois lhe disse para ir preparar uma xícara de chá. Harry foi para a cozinha arrastando os pés, infeliz, e quando conseguiu voltar o correio tinha sido entregue, bem no colo de tio Válter. Harry viu três cartas endereçadas em tinta verde.

   — Quero... — começou, mas tio Válter estava rasgando as cartas em pedacinhos bem diante dos seus olhos.

      Tio Válter não foi trabalhar naquele dia. Ficou em casa em casa e pregou a portinhola para cartas.

   — Entende — explicou à tia Petúnia por entre os lábios cheios de pregos —, se eles não puderem entregar então terão de desistir.

   — Não tenho muita certeza de que isto vai dar certo, Válter.

   — Ah, a cabeça dessa gente funciona de maneira estranha, Petúnia, eles não são como você e eu — disse tio Válter tentando bater um prego com um pedaço de bolo de frutas que tia Petúnia acabara de lhe trazer.

Na sexta-feira chegaram nada menos de doze cartas para Harry. Como não passavam pela portinhola da correspondência tinham sido empurradas por baixo da porta, metidas pelos lados e algumas até forçadas pela janelinha do banheiro no térreo.

   Tio Válter ficou em casa de novo. Depois de queimar todas as cartas, apanhou martelo e pregos e fechou com tábuas as frestas em volta das portas da frente e dos fundos, de modo que ninguém pudesse sair. Cantarolou “Pé ante pé no campo de tulipas” enquanto trabalhava, e se assustava com qualquer ruído.


Notas Finais


Créditos a nossa rainha J.K e a minha amiga Lady_MeiaLua que está me ajudando.
Já haviam se passado 84 anos...
Voltamos gente \O/ as provas acabaram (eu posso ouvir um amém?),estamos na última semana de aulas e as postagens serão mais frequentes. Amanhã ás 18:30 postaremos a parte final deste capítulo e talvez iniciaremos o próximo.
A reescrita está alcançando bons resultados, a Lady e eu estamos muito felizes e gratas a vocês.
Muito obrigada <3.


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