História Harry Potter e a Ascensão do Príncipe - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Blásio Zabini, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Neville Longbottom, Theodore Nott, Tom Riddle Jr.
Tags Dark!harry, Lemon, Slash, Tom/harry, Tomarry, Ua Harry Potter, Yaoi
Exibições 610
Palavras 3.617
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Lemon, Magia, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, olá.
Então, cá estou eu com mais um capítulo.
Acho que tem alguém que vai ficar muito contente com esse capítulo.
Enjoy.

Capítulo 8 - Cap.4


Harry Potter e a Ascensão do Príncipe

Cap.4

 

Eu destruo meus inimigos quando faço deles meus amigos.”

- Abraham Lincoln

 

 

Harry estava sentado na biblioteca de Blaise com um livro sobre Manticoras no colo, ele não demorou nenhum pouco para perceber que o lugar tinha a mais completa coleção sobre criaturas que ele poderia encontrar e desejou vir mais vezes. Estava em uma passagem muito interessante quando a porta da biblioteca se abriu e um míssil de cabelos castanhos se lançou sobre ele no sofá, o livro caiu no chão em sua pressa de impedir Hermione de cair também, e o ferimento em suas costas doeu um pouco, mas nada como tinha feito nos primeiros dias.

- Harry, oh meu Deus, Harry, eu estou tão feliz que você está bem, eu estava tão preocupada. – Choramingou a menina, o rosto enfiado em sua blusa, Harry a abraçou de volta – Você está bem, não é?

- Estou. Está tudo bem Mione, você pode se acalmar. – Disse o rapaz acariciando seus cabelos, Blaise estava escorado na porta da biblioteca tentando esconder seu sorriso ao ver aquela cena.

- O que aconteceu? Onde você estava? Como você voltou? – Disparou a menina, não que isso surpreendesse o moreno, Hermione se tornava ainda mais curiosa que o normal quando estava nervosa.

- Calma, vamos falar sobre isso quando os outros chegarem, está bem?! – Pediu ele, não querendo contar a história mais de uma vez, a menina acenou afirmativamente e saiu de seu colo, sentando-se ao seu, mas é claro não soltando sua mão.

- Fred e Jorge não poderão vir. – Disse ela depois de se acalmar um pouco – Sra. Weasley anda muito inquieta ultimamente, eles mal podem sair d’Toca, mas eu trouxe seu malão. – Continuou ela tirando algo do tamanho de uma caixa de fósforos e colocando na mão do amigo – Esteve comigo desde o início das ferias. Não precisa se preocupar, eles enfeitiçaram o antigo malão de Percy para se parecer com o seu, ninguém vai perceber que pegamos.

- Isso é perfeito. Obrigado. – Disse ele colocando a malão no bolso, ele não podia desencolhe-lo sem a varinha e nenhum dos presentes podia fazer magia fora da escola, então teria que esperar – E Neville, ele conseguirá vir?

- Sim. Ele disse a avó dele que estaria encontrando comigo hoje. Ela também está preocupada, mas Neville nunca saiu com os amigos nas férias antes então ela não está dificultando muito as coisas.

- Isso é bom.

Eles não tiveram que esperar muito, o elfo de Blaise estava terminando de colocar o chá quando sinos anunciaram os recém-chegados. Blaise foi atender a porta como o bom anfitrião que era e logo estava trazendo Draco e Nott, o loiro olhou para ele como se quisesse fazer exatamente o mesmo que Hermione, seus olhos marejados, o alivio claro em suas feições aristocráticas, mas ele não fez mais do que acenar para ele. Nott se adiantou e apertou sua mão com vigor, ele parecia cansado, mas definitivamente satisfeito em vê-lo.

- É claro que você estaria bem, se há alguém que pode sobreviver a qualquer coisa esse é você. – Disse o Sonserino sorridente, antes de sentar em outro sofá com Draco, e servir chá para ambos.

Neville chegou pouco depois e também abraçou Harry, mas de forma muito mais controlada que Hermione, ele cumprimentou os outros com um aceno e se sentou no outro lado da menina. Blaise sentou na poltrona a direita de Harry e esperou. Todos estavam olhando para ele intensamente, era obvio que queriam saber o que aconteceu, e o que eles deveriam fazer agora, ele respirou fundo antes de começar.

- Eu não sei onde eu estava. – Disse ele tomando mais um gole de seu chá – Era um castelo, pelo que pude perceber antes de fugir. Acho que eu estava na torre, porque quando quebrei a parede pude ver o chão vários metros a baixo.

- O que tinha ao redor? – Perguntou Nott surpreendendo a todos – Se você me disser como era, eu posso olhar nas descrições de alguns castelos que pertencem a ordem ou associados. O que você viu quando fugiu?

- Não muito. – Admitiu o moreno lamentando não ter dado uma boa olhada – Acho que nada que você possa usar para restringir suas opções. Tudo era verde do lado de fora, haviam arvores... mas eu não sei de qual tipo... – Acrescentou Harry quando viu Neville abrir a boca como se fosse perguntar algo – Eu não olhei muito ao redor, eu queria sair antes que alguém notasse que eu me soltei.

- Você estava preso? – Alarmou-se Hermione – Preso com correntes e coisas do tipo?

- Uma corrente apenas. – Disse ele acariciando sua mão, a menina parecia chocada e muito pálida, Blaise encheu sua xicara de chá outra vez e a menina bebeu longos goles tentando se acalmar – Tinha uma corrente em meu tornozelo, me ligando a parede.

- Você não poderia ter feito algo sobre isso?! – Perguntou Blaise com curiosidade – Quer dizer, mesmo sem varinha, todos nós sabemos que você pode fazer magia.

Pela cara dele, Harry soube que ele estava se lembrando do dia anterior e da ameaça que Harry tinha feito, o moreno sorrir, era bom mesmo que Blaise se lembrasse.

- Normalmente sim, mas... digamos que algo estava me bloqueando. – Harry ainda não queria falar sobre o selo, principalmente não na frente de Hermione, conhecendo-a ela pediria para ver a ferida cicatrizando e ele não queria isso.

- E como você saiu então? – Foi Draco quem quebrou o silencio – O Lorde das Trevas conseguiu te encontrar?

Draco não parecia muito feliz dizendo aquilo, como se isso deixasse um gosto ruim na boca enquanto ele falava, e Harry definitivamente não estava entendendo aquela reação.

- Não. Eu... Consegui destruir o que estava bloqueando minha magia. Então eu quebrei a corrente que me prendia a parede e aparatei para fora.

- Aparatou?! – Disseram Hermione, Draco e Neville ao mesmo tempo, Harry não pode se impedir de rir.

- Ele ensinou você a aparatar? – Insistiu Draco.

- Sim, mas aquela foi minha primeira aparatação de sucesso. Antes eu mal conseguia ir de um lado a outro da mansão. – Admitiu o moreno.

- Isso é magia muito avançada Harry, você poderia ter ficado seriamente ferido. É por isso que temos instrutores especializados em Hogwarts para nos ensinar quando temos quinze anos. Aprender de qualquer outra forma poderia ser muito perigoso.

- Eu sei. – Bufou Harry, ele tinha escutado aquele discurso antes – Voldemort me fez estudar a teoria durante meses antes de permitir que eu tentasse na pratica, e mesmo quando eu tentei, ele ficou assistindo de perto.

Blaise sorriu ao imaginar Lorde Voldemort tutorando Harry daquela forma, mas agora ele podia ver que o homem era realmente dedicado à sua educação, mesmo que ele ainda não pudesse entender porque.

- E como as coisas vão ficar agora? – Perguntou Hermione – O mundo inteiro acha que você está morto. Você não pode simplesmente aparecer, vão haver perguntas e uma investigação.

- Você está certa. Eu ainda não sei exatamente como vou fazer. O Lorde está trabalhando em algum tipo de história, mas eu ainda não sei do que se trata.

- E você vai simplesmente aceitar qualquer coisa que ele disser para você fazer? – Disse Draco indignado, Harry não entendeu aquela reação.

- Bom, eu não tenho ideia de como vou resolver as coisas, então se ele tem, é claro que eu vou escuta-lo.

- Como de costume. – Bufou o loiro afundando mais no sofá, sua careta se tornando mais pesada.

- E o que nós devemos fazer? – Perguntou Blaise, ele conhecia o loiro bem o suficiente para saber que era melhor intervir antes que ele pudesse dizer algo estupido e problemático.

- Por hora, nada. Eu vou deixar vocês saberem assim que algo mudar. – Disse o moreno antes de tirar o malão do bolso e colocá-lo no chão da biblioteca – Neville, você se importa de desencolher isso para mim?! Estar sem minha varinha me faz sentir exposto.

Neville foi rápido em obedecer, e logo Harry estava empunhando sua varinha, a magia em torno dele parecia cantar em apresso e Harry suspirou, ele nunca tinha dado tanta atenção aquela sensação. Ele próprio encolheu seu malão outra vez antes de embolsa-lo.

- Você parece contente. – Disse Hermione sorrindo, havia lagrimas em seus olhos e Harry entendia aquela sensação, ele mesmo queria chorar, porque estava lembrando dos momentos desesperadores onde ele não tinha certeza se voltaria a segurar uma varinha, ou a ver todos os outros, ele afastou esses pensamentos quando sentiu sua magia se revelando um pouco, não era o momento para isso.

- Eu estou feliz de ver você. Todos vocês. – Disse Harry, não havia mal em dizer, era verdade, ele sentiu falta de todos eles – Então, o que vocês ficaram fazendo enquanto estive fora.

Hermione contou durante suas pesquisas na biblioteca e no quanto Ron parecia irritado com ela por permitir tanta familiaridade a Blaise, porque ele era um bruxo das trevas, o ruivo parou de implicar tão abertamente depois de Justine discutir com ele por ser tão preconceituoso, afinal ela própria era uma criatura das trevas. Ela contou como Cedrico apareceu e se ofereceu para ajudar assim que saiu da enfermaria, o rapaz estava confuso e se sentindo muito culpado por ter ganhado o torneio sozinho, ele estava preocupado com Harry, mas acreditava nas palavras do diretor de que Harry tinha de alguma forma se perdido durante a viagem de chave de portal, então ele não era de muita ajuda, mas qualquer pessoa disposta era bem-vinda. Fleur também apareceu oferecendo a ajuda de sua família, seus pais estavam olhando em todos os seus hospitais e parceiros pelo mundo, perguntando se algum adolescente desconhecido havia aparecido por lá. Draco e Nott tinham se concentrado em outra vertente, eles estavam tentando encontrar lugares onde Harry poderia ter sido escondido pelos partidários da luz, Nott era o melhor pesquisador de sua família, e tinha mergulhado em documentos antigos do ministério, tentando encontrar propriedades que pertenciam aos antigos participantes da Ordem da Fenix, ele foi o único que tinha trabalhado diretamente com os comensais, e acabou por ser o mais bem informado de todos. Ele contou a Harry que o Auror Kingsley tinha sido morto em uma das propriedades Black no mesmo dia em que ele tinha desaparecido de Hogwarts, dentro do ministério todos acreditavam que tinha sido Sirius Black, mas os comensais sabiam que esse não era o caso, nenhum deles tinha uma teoria para explicar isso, mas alguns acreditavam que ele tinha morrido pelas mãos do próprio lado. Draco contou sobre como o ministério estava apertando o cerco sobre todas as famílias das Trevas, cada um de seus passos era constantemente vigiado e os únicos lugares onde eles poderiam falar livremente era dentro de casa, ele contou como sua mãe tinha sido atacada no beco diagonal quando foi buscar roupas em Madame Malkin, Harry ficou furioso com isso, ele gostava de Narcisa e sabia que a mulher sequer tinha a marca de um comensal, foi a mão de Hermione em seu braço que impediu sua magia de enlouquecer, ele sabia que ela acabaria machucada se ele não se controlasse.

Harry se despediu dos outros depois do lanche da tarde, ele estava se sentindo instável e não arriscaria ficar por mais tempo, Hermione e Neville não notaram que tinha algo de errado com sua magia, mas ele percebeu que os Sonserinos notaram, o fato de os quatro compartilharem o mesmo tipo de magia deveria ser a resposta para isso. Blaise voltaria a visita-lo em um ou dois dias e Hermione o fez prometer que ele escreveria uma carta para ela e entregaria através de Blaise, o Sonserino não pareceu se importar de servir de coruja para Hermione e Harry riu, Blaise estava completamente perdido.

Harry usou o Flu de volta para a mansão, Tom estava em seu escritório e havia mais alguém com ele, Harry se transformou em Mordred antes de seguir até lá. Ele bateu na porta e esperou o convite antes de entrar. Yanxley estava sentado à frente de Voldemort na escrivaninha e ambos olharam para o recém-chegado, Yanxley parecia chocado e Voldemort divertido, Harry quis revirar os olhos, tinha se esquecido como Tom gostava da teatralidade.

- Yanxley, tenho certeza que você ficará feliz em saber que Mordred está de volta. – Sibilou Voldemort alegremente, o comensal continuou olhando por um tempo, antes de piscar e escolarizar suas expressões, então ele acenou um cumprimento apressado.

- É bom vê-lo. – Disse o homem, e ele parecia sincero – Estivemos todos um pouco ansiosos com a sua ausência.

Havia algo escondido em sua frase, o homem parecia um tanto pálido ao pensar nisso, Harry olhou para o Lorde que estava serio outra vez e decidiu que perguntaria sobre isso mais tarde.

- Estou satisfeito em voltar. – Afirmou o rapaz seguindo para seu lugar usual ao lado de Voldemort – Posso ser útil em algo?

Voldemort tinha dito a ele para nunca parecer tímido quando encontrasse algum comensal, mesmo se ele não soubesse sobre o que falavam, ele deveria agir como se soubesse, Harry não estava muito satisfeito com isso, mas estava se esforçando.

- Nada que você precise se preocupar, apenas um relatório sobre o ministério. Mas você deve ficar, temos algumas notícias interessantes sobre Hogwarts. – Disse o lorde e a curiosidade de Harry foi despertada.

- Oh, então continue Yanxley. – Respondeu o rapaz sorrindo, o comensal se ajeitou desconfortável na cadeira, ele não queria estar na mesma sala que Voldemort e Mordred ao mesmo tempo, mas o lorde parecia bem-humorado então ele não estava assim tão assustado quanto teria estado na semana anterior.

- Sim, claro. – Obedeceu ele, pigarreando antes de recomeçar – Como estava dizendo, o ministério não está nada satisfeito com os acontecimentos em Hogwarts. Desde o desaparecimento de Potter... – O homem olhou curioso para Mordred ao dizer isso, como se esperasse encontrar algo em seu rosto que confirmasse sua teoria, mas o rapaz não pareceu nem minimamente afetado por suas palavras, então ele continuou – O ministro não acha que seja seguro deixar o controle da escola apenas nas mãos de Dumbledore, mas é claro que o Wizengamot é presidido pelo próprio diretor, então não poderia haver uma votação justa para tira-lo do controle da escola. Porém, uma oportunidade surgiu. Dado que o diretor não conseguiu encontrar um professor apto para preencher a vaga de professor de DCAT, o ministério se incumbiu da tarefa.

- O professor já foi escolhido ou podemos enviar um dos nossos? – Perguntou Voldemort.

- Ainda não foi decidido quem, mas nenhum dos nomes lá pertence a nós. – Disse o comensal com pesar – E nenhum pode ser persuadido a ser. Os candidatos mais realistas são Amélia Bones e Rufo Scrimgeour.

- Nenhum deles pertence a Ordem por tudo que sabemos. – Divagou Voldemort – Mas Bones sempre acreditou nos ideais de Dumbledore, não seria tão difícil para ele manipula-la uma vez que estivesse lá. Scrimgeour é mais inteligente do que isso, e sempre achou a resistência de Dumbledore de confiar nos aurores um insulto pessoal, as coisas devem estar ainda piores entre eles desde que Kingsley morreu ao lado de Dumbledore, ele não é a pessoa ideal, mas é o melhor para nós.

- Se esse é o caso, Dumbledore vai fazer todo o possível para garantir que seja Bones. E Lucius não tem mais uma voz tão ativa com o ministro, não há qualquer garantia de que ele será ouvido se sugerir que Scrimgeour é a melhor opção. – Continuou Yanxley, mas o Lorde não parecia estar ouvindo.

- Isso é tudo Yanxley. – Dispensou o Lorde e o comensal se levantou imediatamente – Me informe se algo mudar.

- Sim, meu Lorde. – Respondeu o Yanxley fazendo uma reverencia para Voldemort antes de se virar para o rapaz – É realmente bom vê-lo.

Harry respondeu com um aceno curto e o homem se retirou. Harry esperou o som de aparatação soar antes de deixar a imagem de Mordred cair e se sentar no lugar desocupado do comensal, Tom também voltou a se parecer consigo mesmo.

- Como foi sua reunião? – Perguntou o lorde, Harry deu de ombros.

- Boa, mas eu estou mais interessado na sua. – Disse o rapaz com convicção – Quem é Scrimgeour?

- Ele é atualmente o chefe do escritório de Aurores. Foi ele quem enviou a maior parte dos meus comensais para Azkaban durante a última guerra.

- E você quer que esse cara ensine em Hogwarts? – Perguntou Harry confuso – Você não acha que seria uma ideia ruim. Ele estaria na posição perfeita para disseminar o ódio entre os alunos.

- Ele não odeia as trevas tanto quanto odeia quem infringe a lei. – Explicou o lorde – Ele puniria qualquer bruxo da luz que o fizesse com o mesmo afinco com que puniria um das trevas. E como eu disse, ele odeia Dumbledore por sempre achar que está acima da lei.

- Podemos fazer algo para ajudá-lo a conseguir o emprego?

- Não tenho certeza. Não acho que ele queira o trabalho, é mais o senso de dever que o levaria até lá. E não é só isso. O homem não tem muitos amigos, é muito inteligente, mas nenhum pouco carismático, infelizmente Bones tem todas as chances de conseguir, enquanto ele mal é um candidato apropriado. – Tom massageou suas têmporas, parecendo estar tentando afastar uma dor de cabeça – A única forma de conseguir colocá-lo lá, é se o público pedisse por isso.

- Bones também é uma auror?

- Não, ela trabalha no Departamento Execução das Leis da Magia.

- Se eu tivesse um filho na escola, eu me sentiria mais seguro com um Auror por perto do que com um trabalhador de escritório. – Falou Harry e Tom soltou uma risada sem humor.

- Sim, mas a maioria dos pais acredita que Dumbledore está zelando pela segurança de seus filhos.

- Ele conseguiu me perder dentro do castelo. – Objetou Harry.

- Mas ele te manteve em segurança por quase quinze anos antes disso. A imagem de Dumbledore ainda inspira muita gente. Todos ainda tem esperança de que ele vai te encontrar, te ‘salvar’ de seja lá quem for que te mantem cativo.

Harry sentiu sua raiva engolfa-lo outra vez, ele ainda acreditava que todo o seu cativeiro tinha sido orquestrado por Dumbledore, Karkaroff não parecia inteligente o suficiente para fazer isso sozinho. O moreno podia não entender qual era o proposito, mas o diretor tinha que estar envolvido. Ele fechou os olhos e tentou pensar através da raiva.

- Talvez essa fosse a ideia. – Divagou o rapaz.

- Formule isso. – Pediu Tom e Harry riu.

- Pense comigo, Dumbledore não é idiota. Ele percebeu que eu estava começando a pensar por mim mesmo. Talvez todo o cativeiro fosse para me assustar, me deixar com medo de você e então aparecer em um cavalo branco e me resgatar. – Quanto mais Harry falava, mas sentido ele via em suas palavras – Se desse certo, não só eu ficaria imensamente agradecido, como todo o mundo bruxo o veria como meu salvador. Por isso ele não me matou, se eu morresse, ele teria sido o homem que perdeu Harry Potter para sempre, ele perderia boa parte de sua credibilidade.

- Isso faz sentido. Ele não sabe que você está comigo agora. Não sabe que você perceberia que isso tudo foi uma farsa.

Harry deixou a cabeça cair sobre a mesa e respirou fundo tentando se acalmar. Ele odiava Dumbledore, ele odiava-o com cada gota de magia que ele tinha em seu ser, ele queria o velho morto. O homem não cansava de tentar manipula-lo, de tentar manipular a todos e o pior é que funcionava.

- Foi ele quem matou o auror, não foi? – Perguntou Harry, mas ele tinha certeza da resposta – Nott me contou que não foi qualquer dos comensais.

- Sim. – Respondeu Tom calmamente como se tivesse medo que a resposta perturbaria Harry ainda mais – Eles foram até a mansão Black no dia que você sumiu, Lupin quase não teve tempo de tirar todos de lá antes que Dumbledore fizesse algo para impedir. Alice tentou atrasa-lo enquanto eles retiravam as crianças.

- Ela está bem? – Harry seriamente desejava que sim, ele não sabia se conseguiria se impedir de tentar matar Dumbledore da próxima vez que o visse se ela não estivesse.

- Está. Kingsley não deixou Dumbledore feri-la. Foi por isso que morreu. Dumbledore o afogou no lago.

- Ainda bem. – O rapaz sabia que ele deveria se sentir mal pela morte do auror, mas ele estava feliz que tinha sido ele e não Alice, a mulher já tinha sofrido na mão do diretor mais do que o suficiente – Onde estão todos agora?

- Estão em outra propriedade Black. Mas Dumbledore não pode chegar até essa, está protegido pelo feitiço Fidelius, eu mesmo o lancei. É onde Sirius está vivendo agora.

Harry acenou afirmativamente. Ele sentia sua magia tentando consumi-lo outra vez, quente e furiosa, como tinha sido no dia em que ele pensou que Sirius tinha traído seus pais.

- Tom, podemos treinar um pouco?! – Perguntou ele se sentindo um pouco tímido – Eu sinto que vou explodir, e sem o anel eu não tenho certeza se não vou.

- Claro. – Respondeu o Lorde se levantando e seguindo em direção a porta – Vamos treinar sua aparatação. Você não tem mais uma sua chave de portal. É melhor que domine aparatação o quanto antes.

Eles seguiram para o lado de fora para treinar, Tom parecia entender que ele queria passar o máximo de tempo possível do lado de fora mesmo que ele não tivesse dito isso em nenhum momento. Os dois treinaram até a hora do jantar, Harry estava se sentindo muito melhor quando deitou para dormir à noite.


Notas Finais


E ai?
Gostaram?
Acho que Alma_matter gostou, né?! Rs.
Estarei esperando seus comentários, teorias e palpites.
Se'U


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