História Harry Potter e a Caverna de Sepsyrene - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Palavras 4.877
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Fantasia, Magia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Lumos.
Oi, gente! Tudo bem! A bad bateu de vez pq nos dois últimos capítulos ninguém comentou nada :( :( :( chorei um pouco, kkkkk. Mas a vida continua, kkkkk, e o que importa é que eu tô amando essa fic e não vou parar de escrever até que ela esteja prontinhaaaaa!!

Muito obrigada a ~Jujubanescau12 que favoritou e ~rainbow_black que favoritou e comentou lá nos primórdios da fic, mas me deixou feliz, kkkk!!!!! Vcs me deixaram muito feliz, amo vocês!!! Aproveitem o capítulo...

Capítulo 13 - Os intrusos


Duas semanas se passaram. Desde o ocorrido na sala comunal, Hermione mal falava com Rony, que sempre estava trocando beijos com Lilá; era quase impossível vê-los separados. Por vezes andavam com suéteres iguais ou com bijuterias combinando.

— Oi, Mione – Harry disse ao sentar-se junto à amiga no almoço, acompanhado de Rony. Hermione, porém, simplesmente acenou com a cabeça.

— Chegaram tarde – ela comentou. – Já estou saindo pra aula. – então, quase sem engolir sua última garfada de torta de frango, levantou-se num pulo.

— Já? – Harry disse com a voz estranhamente fina, sabendo o real motivo da repentina fuga de Hermione.

— Sete minutos até a aula começar. Tchau. Vejo vocês lá.

— Tchau – acenou Harry.

— Onde ela foi? – Rony perguntou ao sentar-se junto à Harry.

— Aula.

— Então tá... – respondeu o ruivo, indiferente, enquanto pegava a tigela de batatas.

A aula com o Prof. Snape estava normal, exceto pelo fato de que o professor juntou as turmas do quinto e sexto anos. Harry até ficou um pouco animado ao encontrar Fred e Jorge, os gêmeos, de alguma maneira, deixavam o ambiente mais relaxado e engraçado.

O dever de classe era escrever um resumo sobre a Teoria das Sete Poções de Bullfford – um dos feiticeiros mais azarados do mundo mágico, mas que teve um milagroso sucesso ao deixar sete frascos de poções ao ar livre por um descuido. No dia seguinte, as poções haviam ganhado elementos naturais que só o mais rico e inteligente feiticeiro daquela época poderia obter.

Para muitos essa redação seria uma tarefa particularmente difícil, mas Hermione já havia lido sobre esse assunto na biblioteca duas semanas atrás, junto à duas amigas dela, Lily e Aramina, meninas da Corvinal. Então não havia nenhuma dificuldade em desenvolver o texto.

Harry e Rony estavam conversando com os gêmeos, que os deixaram preocupados sobre garotas e o baile.

— Com quem você vai? – Rony perguntou aos sussurros para Fred, sabia que Snape não tolerava conversas na aula.

— Angelina – disse Fred rabiscando seu pergaminho.

— De novo? – Hermione perguntou, espantada. – Ela aceitou por vontade própria?

— Engraçadinha – Fred disse irônico para a morena. Logo em seguida, Hermione jogou uma bolinha de papel em Angelina Johnson.

— Que foi? – ela perguntou. Hermione mexeu a boca sem emitir nenhum som, mas queria dizer: “Fred?”

Angelina lançou um olhar a Fred como se o avaliasse.

— Era o que tinha – ela girou os olhos. —, até que não é tão ruim... — Hermione deu de ombros.

— Na sua cara. Receba – disse Fred a Hermione, jogando outra bolinha de papel nela.

Rony parou de apalpar as sobrancelhas, olhou para Harry e disse:

— A gente devia começar a se mexer, sabe... convidar alguém. Ele tem razão.

Hermione deixou escapar uma exclamação de indignação.

— Mas você já tem um par.

— Bom... sabe – respondeu Rony, encolhendo os ombros –, eu prefiro ir sozinho a ir com... com os lábios da Lilá, digamos.

— Então acha completamente normal namorá-la e não irem juntos ao baile? – os olhos de Hermione faiscaram.

— Eu não estaria indo com ela, estaria indo com a boca dela.

— Ah, entendo – disse Hermione, encrespando. – Então, basicamente, você vai levar a garota mais bonita que aceitar você, mesmo que você esteja namorando outra pessoa e toda a escola saiba disso?

— Hum... é, é por aí – disse Rony, e Harry riu.

— E Lilá ao menos sabe disso?

— Ela devia saber?

Hermione fechou o livro com força, bufando, saiu num repelão em direção à Snape, entregou seu resumo ao professor, que simplesmente a encarou com olhar frio, pegou o livro da aluna e voltou a rondar pela sala.

— Boa sorte na sua procura – ela completou irônica, enquanto pegava o resto do seu material e se retirava da sala.

— O que deu nela? – Rony murmurou tão baixo que Harry quase não percebeu a boca do amigo mexer.

Harry simplesmente deu de ombros.

Depois da aula, Lilá surpreendeu Rony com um carrinho de doces, o que, na verdade, encantou o garoto. Não querendo presenciar a cena: Lilá e Rony num lindo piquenique no corredor, Harry saiu da sala e subiu devagarinho as escadas para a Torre da Grifinória. Até que ele viu, encostada em uma das grossas colunas pedra, um vulto preto e azul. Era Cho Chang.

— Ãhm... Cho? – Harry assustou-se ao perceber o eco que sua voz fez. Mas ao ver o rosto vermelho da garota, ele se assustou mais.

— Ah – ela deu um pequeno pulinho para trás. – Oi, Harry. – ela tentou enxugar as lágrimas disfarçadamente.

— Está tudo bem? – por mais incrível que parecesse, Harry não estava tão nervoso e com o estômago remexendo como no ano anterior.

— Na verdade não – ela deu soluçou. – E você?

— É – Harry achou que seria rude se ele dissesse sim. –, quero dizer, eu estava pensando no baile e...

— Ah – ela deu um suspiro alto, e voltou a choramingar. – Desculpe – disse entre soluços. – É que o baile... me lembra do...

Harry já sabia exatamente as palavras que Cho diria. E se arrependeu profundamente de tentar falar com ela.

— Ah, o.k., desculpa te fazer lembrar.

— Não, imagina, Harry. É bom conversar com você, ainda não tive a chance desde o começo das aulas, que já começaram há dois meses. Sempre te procurava, mas minhas amigas falavam para eu não chegar perto de você. – ela secou seu rosto.

— E você as obedecia? – Harry contraiu o maxilar.

— Bom – Cho ficou sem graça, acariciou seu próprio ombro e tirou uma mecha de cabelo da frente de seu rosto. –, estou aqui agora, não?

Harry concluiu que essa era a chance para mudar de assunto.

— E então, como foram as férias? – perguntou.

— Até que boas... – ela deu um sorriso fraco. –, meus pais me levaram para ver o jogo dos Chudley Cannons, eles realmente estão muito bons, sabe? Sei que Ronald gosta deles...

— Sim, Rony fala muito sobre eles – Harry comentou, agora um pouco mais feliz, ou encorajado para continuar uma conversa no mínimo normal.

— E as suas férias? – Cho perguntou depois de uns vergonhosos segundos em silêncio, a pergunta pareceu ter soado como feita somente por educação vinda da parte de Cho.

— As mesmas de sempre; fui à casa do Rony. Mas a tia da Hermione veio a falecer, então a gente... – Harry parou de falar ao perceber que morte e velórios não eram os assuntos mais indicados para se falar com Cho.

— Hermione? Claro, sempre com ela... – Cho bufou, e Harry sentiu seus órgãos sumirem. – Então vocês dois estão namorando, não é mesmo?

— Ah, eu? Não, ela é minha melhor amiga... mas não estamos juntos, não... – Harry começou a gaguejar sem motivo.

— Ah – Cho sorriu. –, digo isso porque vocês dois estão sempre juntos, sabe? Parecem um casal.

— Ahh – Harry deu uma risada falsa. – Entendo. Bom...

Sem que Harry pudesse falar mais alguma coisa, Cho voltou às lágrimas, agora escorrendo mais rapidamente pelo seu rosto.

— Ah, Harry. – ela suspirou. – Desculpe... Posso, ãhm... Te dar um abraço? Eu realmente preciso de um...

Harry não soube o que fazer. Ela simplesmente estava parada ali, chorando. Não podia dizer não, então gaguejou um sim, e em menos de um segundo Cho estava com os braços em volta do pescoço de Harry lhe dando um apertado abraço. Harry podia sentir as lágrimas de Cho molhando sua roupa.

— Sabe... – ela começou, ainda pendurada no pescoço de Harry. – minhas amigas disseram que se ele não sobreviveu, eu não terei chance alguma se... sabe..?

O coração de Harry afundou, saiu da posição normal e foi se alojar em algum ponto próximo ao umbigo ou seus pés. Devia ter imaginado. Ela queria conversar sobre Cedrico.

— Não, ele era um ótimo feiticeiro, mas todos nós temos nossos momentos em que falhamos – Harry disse sem saber o que estava realmente dizendo, o mais estranho era que eles ainda estavam abraçados. – Tenho certeza de que se ele tivesse uma segunda chance para enfrentar Voldemort, ele conseguiria.

Cho soluçou alto ao ouvir o nome Voldemort.

— Você já sobreviveu mais de uma vez, não? – disse baixinho.

— Foi – disse Harry, preocupado. – Mas eu fui enfrentar ele, então não é nada comparado à situação de Cedrico... Ele foi pego de surpresa.

Cho foi saindo do abraço lentamente, eles se olharam por um longo momento. Ela fez um som engraçado entre um soluço e uma risada. Estava mais perto agora.

— O que você queria falar sobre o baile?

Ele não conseguia pensar. Mal podia sentir seus braços ou pernas, que pareciam não aguentar nem uma pena. Ela estava se aproximando cada vez mais. Ele podia ver cada lágrima pendurada em suas pestanas...

Dez segundos se passaram e Harry começou a achar aquela situação muito estranha, então foi se distanciando de Cho aos poucos.

— Quer saber de uma coisa? Eu vou andando, depois nos falamos.

Cho pareceu ser jogada de um penhasco, seus olhos se arregalaram e depois diminuíram até um tamanho mínimo.

— Mas, Harry...

— Quer dizer... eu realmente preciso ir... A Mion... – Cho pareceu gritar por dentro ao ouvir o começo do nome de Hermione. – O Rony – Harry corrigiu. – Ele está me esperando... – Harry foi andando de costas para as escadas.

— Harry, só mais uma coisa – Cho correu até ele.

— O que... – a voz de Harry falhou.

— Quer ir ao baile comigo? – ela murmurou com um sorriso que devia ser forçado.

— Ãhm... Claro – Harry sentiu seus órgãos voltarem aos poucos. – Claro – ele repetiu. – Te vejo no baile, ou em qualquer outro lugar, sabe, te vejo quando nos vermos... – Tropeçou no primeiro degrau. – Tchau. – então ele saiu correndo (andando bem rápido) até a sala comunal.

 

— Luzes encantadas – disse secamente à Mulher Gorda, a senha fora trocada na véspera.

— Com certeza, meu querido! – chilreou ela, acertando a faixa de lentejoulas nos cabelos ao girar para a frente para admitir o garoto.

Ao entrar na sala comunal, Harry correu seus olhos pelo aposento e, para sua surpresa, viu Rony sentado num canto distante. Gina estava ao seu lado conversando, aparentemente numa voz baixa de quem consola.

— Que aconteceu, Rony?  – perguntou Harry, se juntando aos dois.

Rony ergueu os olhos para Harry, uma expressão nervosa no rosto.

— Não temos par, Harry – Rony disse com um tom aterrorizado na voz.

— Ah, sobre isso...

Naquele instante, Hermione vinha passando pelo buraco do retrato.

— Por que você demorou tanto para sair da sala? – perguntou ela a Harry, vindo se reunir ao grupo.

— Porque ele não tem par – disse Gina.

— Obrigado, Gina. Mas Hermione estava falando com Harry – disse Rony, azedo.

— Todas as garotas bonitas já estão ocupadas, Rony? – perguntou Hermione com um ar superior.

Mas Rony estava encarando Hermione como se, de repente, a visse sob uma luz totalmente nova.

— Hermione, você é uma garota...

— Essa é a mesma coisa que você disse ano passado. – respondeu ela com azedume. – Então não. Não posso ir com você. E sim – completou ela, interrompendo a fala do amigo. –, eu já tenho um par.

— Ah, vai – disse ele impaciente –, precisamos de pares, vamos fazer um papel realmente idiota se não tivermos nenhum, todos os outros têm...

— O que você acha que a Lilá vai fazer comigo se eu aparecer com você no baile? E além disso, eu já disse que tenho um par – disse Hermione, agora corando.

— Não, não tem! – gemeu Rony.

— Ah, é? – os olhos de Hermione faiscaram mortalmente.

Rony arregalou os olhos para ela. Depois tornou a sorrir.

— Eu já falei! – insistiu Hermione, agora muito zangada. – Vocês também duvidaram no ano passado e BUM! Eu tinha um par. Então acredite, estou indo com outra pessoa! – e ela começou a encarar Gina, como se tivesse desligado seu ouvido.

— Acho que vou pro quarto – Gina murmurou. –, nem deveria estar aqui mesmo, estou exausta – e dizendo isso, se levantou e subiu a escada em direção ao dormitório feminino.

Rony ficou olhando abobado para Harry.

— Que será que deu nelas? – perguntou. Harry simplesmente deu de ombros.

— E quer saber, Rony? – Hermione começou, voltando de repente à realidade. – Você está namorando, certo?

Rony afirmou com a cabeça.

— Então por que não deixa de ser tão bunda mole e leva logo a Lilá? Não é o óbvio? – ela disse impressionantemente rápido.

— Eu bem que tentei convidar, depois da aula de Poções. – Rony disse. – Mas quando a convidei, ela desmaiou, não sei se isso é um não ou um sim.

Harry deu de ombros.

— Sabe, Hermione – Rony parecia um menininho indefeso tentando falar com um urso feroz. –, pode ser sincera conosco. Não vamos rir porque você não tem um par. É óbvio que você está nervosa porque não está namorando, mas eu e Lilá estamos... Sabe, admita que você não vai com ninguém e aceite ir com Harry pelo menos...

Harry desejou, para o bem do amigo e para o seu próprio bem, que Rony não tivesse feito aquele comentário. Os olhos de Hermione faiscaram novamente, ela olhou para Rony com uma mistura de raiva e indignação e até trsiteza, então, com muita raiva respondeu:

— Quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não vou sozinha? Porque alguém mais percebeu que eu sou uma menina. Alguém mais tomou coragem o suficiente para me convidar, Rony. Não debochou de mim supondo que eu não tenho ninguém. Muito menos supondo que eu praticamente estaria, indiretamente, traindo a Lilá. Eu posso não gostar nem um pouco dela, mas eu tenho o mínimo de decência e me controlo. Ao contrário de você, que namora e sai convidando outras para o baile. Então, não, eu não posso ir com você. Porque não, eu não sou tonta e muito menos amante de ninguém. E sim, eu tenho um par, porque, acredite ou não, alguém me convidou.

A garota se levantou da cadeira em que estava sentada num pulo, colocou sua mochila nas costas e completou enquanto pegava o resto do seu material e se retirava da sala:

— E se você ainda não entendeu e quer que eu repita, eu aceitei! – Harry e Rony observaram a amiga passar brava pelo buraco do retrato.

 

Hermione saiu furiosa pelo corredor, esbarrando em várias pessoas. De repente, um esbarrão foi pra valer, e derrubou todos os livros do aluno em que ela trombou.

— Ai meu Merlin, desculpa – ela disse, e se abaixou para recolher os livros caídos, sem nem perceber quem era. Quando levantou sua cabeça para se desculpar mais uma vez viu quem era. – Rose – ela disse enquanto, com a varinha, limpava a sujeira que o tinteiro cheio fez no chão.

— Ô sangue-ruim tonta, olha pra onde anda. – a voz de Malfoy surgiu por trás de Rose.

— Que idiota, Draco – disse Rose. – Foi só um esbarrão – Rose jogou seus longos cabelos loiros para trás.

— Te perdoamos então... – Draco concluiu e um tom muito estranho.

— Quê? – Hermione indagou, confusa.

— Você pediu desculpas, te perdoo. – ele disse com a maior calma na voz. Hermione simplesmente continuou andando.

— Toma – Rose disse enquanto pegava o livro que Hermione deixara cair e nem percebeu. – Já tem par pro baile?

— Ãhm...

— Com certeza não, Rosalie. Quem quer uma sangue-ruim? – ele riu e estendeu suas duas mãos para trás, assim, Crabbe e Goyle bateram nela enquanto riam.

— Quer deixar de ser ridículo? – Insistiu Rosalie, mas foi ignorada por Malfoy.

— Mas, não posso tratar uma dama assim, não é mesmo, rapazes? – Crabbe e Goyle concordaram com a cabeça. – Se ninguém te convidar até hoje à noite, me considere disponível – ele disse hesitante.

— Certifique-se de que dará uma resposta bem mal-educada para esse treco. – sussurrou Rose, e as duas riram.

— Coitado... Está me convidando pro... – Draco interrompeu a fala de Hermione, mas a garota pôde ver Rose murmurando um “Sério?”.

— Cala boca, sangue-ru...

— Como é? – Hermione o interrompeu antes que ele pudesse terminar a frase.

“Aquele é o Draco Malfoy?” “Ele está convidando Hermione Granger para o baile?” “Mas ela é uma sangue-ruim, ele mesmo já disse isso.” “Achei que ele e a Bryce estivessem juntos”. Eram os cochichos e boatos se formando.

— Esttá tudo ben? – Aquele sotaque estrangeiro e a voz grossa de novo.

— Nada que seja da sua conta – Draco respondeu no seu tom de voz grosso e normal.

— Krum – Hermione deduziu sem precisar olha para ele.

— Ele esttá te incomodando? – Krum perguntou se sentindo muito superior a Draco.

— Por que você se importa, imbecil? – Draco perguntou com fúria nos olhos.

— Porrque eu a levarrei ao baile, seu idiotta – no mesmo instante Draco acalmou os nervos.

“Por que ele vai levar ela e não a mim?” “Ela é tão sem sal” “Eu sou mais bonita” as pessoas ainda cochichavam.

Hermione estava estática, pálida e mal conseguia respirar.

“Ela é louca de negar” “Se ela não for eu vou” “Ela prefere o idiota do Draco ao Krum?”

— Vai negar a ele? – alguma menina gritou lá do fundo da roda que se formou em volta dos quatro.

— Sim, é, eu vou com ele. – concluiu a morena, e no mesmo segundo, todos começaram a comemorar aos gritos.

Malfoy simplesmente começou a gargalhar, e todos se aquietaram para entender o que estava acontecendo. Parecia que Draco nem conseguia respirar de tanto rir. Crabbe tirou uma sacola transparente de tamanho médio do bolso — dentro era possível ver que tinham inúmeros galeões.

— Venci a aposta. Sinceramente, Granger... – Draco debochou ao ver a cara de desentendida de Hermione. – Apostei trezentos galeões com Crabbe de que eu te convidaria pro baile, e eu venci. Realmente achou que eu estava falando sério? Hahaha... Quando eu convidar uma sangue-ruim da laia da Granger... alguém me interne – o deboche de Draco foi seguido de muitas risadas, Hermione simplesmente girou os olhos e foi embora.

 

 

— Totalmente ridículo – ela disse ao contar a história para suas amigas.

— Ele só fez aquilo pra ganhar o dinheiro – Padma Patil disse.

— Mudando totalmente de assunto, ouvir dizer que a Cho Chang está começando a gostar do Harry – Angelina comentou, brincando.

— Mas ela não gostava do Cedrico? – Padma disse, surpresa.

— É claro que sim, mas ele morreu, Padma – respondeu Angelina, mostrando o que era óbvio. No mesmo instante, Padma olhou para a Hermione como se esta tivesse feito um crime.

— Quê? Gente, o Harry é meu irmão – Hermione disse rindo.

— Mas você não pode negar que ele é melhor que muitos meninos daqui – Angelina brincou.

— Eu não disse que ele é feio – Hermione defendeu-se. – E além do mais, a Gin...

— Hermione! – interrompeu-a Gina, de olhos arregalados.

— Você gosta do Harry? – Padma perguntou para Gina, mas ela não respondeu.

— É claro que não, gente – ela tossiu. – Eu até estou de olho em alguém... sabe?

— Certeza? Então você vai com esse alguém?

— Com quem eu vou, Padma? – Gina perguntou com um olhar de tédio.

— Com o Dino.

— Então..? Em que será que eu estou de olho..?

— Claro, mas...

— Quê? – uma voz soou em um tom indignado.

As quatro se calaram no mesmo instante. Nenhuma delas disse aquele “quê”. Lentamente, cada uma saiu de sua cama e foi até a parede, de onde saíra o som. Gina correu para a porta e a abriu. O corredor de dormitórios estava vazio e com uma correnteza de ar frio.

— Aparecium – Gina disse. E lá estava.

— Vocês? – gritou Hermione. – O que estão fazendo aqui?

O dois garotos ficaram paralisados.

— Você disse que essa capa resistia a qualquer feitiço, Harry – Rony reclamou.

— Eu achava – retrucou Harry.

— Como estão aqui? Meninos não podem vir aqui...

— Não sabemos – Rony disse. – Tentamos e nada aconteceu, a escada não virou uma rampa, como sempre.

Angelina foi até onde os meninos estavam e analisou a parede esperando achar um furo ou buraco. Nada, mas percebeu que tinha um fio branco saindo do teto e indo direto para a mão do Rony.

Hermione pegou na mão dele, o que o fez arregalar os olhos, mas então ela abriu a mão. Era uma orelha com um fio pendurado.

— O que é isso? – Ela perguntou.

— Ah, não acredito, Fred e Jorge inventaram isso, Orelhas Extensíveis, vê... – disse Gina. – elas realmente funcionam.

— Extensíveis? – Angelina perguntou confusa.

— Orelhas, sim. Eles tiveram que parar de usa-las porque mamãe as encontrou e ficou furiosa. Fred e Jorge tiveram que escondê-las para mamãe parar de chateá-los.

— Mas como vocês estão ouvindo do nosso quarto... se o fio vem do teto? – Padma perguntou.

— Uma amiga de Fred fez uma instalação pra gente, uma orelha está no seu quarto, o fio sobe pelo teto do quarto de vocês, atravessa o corredor, e desce no corredor aqui de baixo. – disse Rony orgulhoso, o que não deixou as meninas felizes.

— Então esse é o passatempo de vocês todas as noites? – Padma perguntou entediada.

— Claro que não. – Harry disse envergonhado com a cabeça baixa. – Rony me arrastou até aqui hoje.

— Vão embora, agora! – Angelina ordenou.

— Agora! – Hermione gritou apontando para o final do corredor.

— TCHAU! – Angelina berrou, e os dois saíram correndo.

— Eu não posso acreditar. – Hermione disse, ainda inconformada, enquanto entravam no quarto.

— Meninos... – disse Gina girando os olhos.

— Foi muito sujo da parte deles ficarem espionando nossas conversas... – Angelina comentou.

— Gente, eu vou dormir, tem muita coisa amanhã – Hermione disse enquanto deitava e apagava seu abajur.

— Então, voltando a falar do baile... – Angelina começou sorridente.

— Ah... isso existe... – pelo tom de Hermione, ela não estava muito ansiosa para o baile, diferente de todas as outras.

— Que há, Mione? Você vai com o Vítor Krum, quer trocar? – Angelina perguntou.

— Você podia ter escolhido alguém como... – Hermione começou a pensar nos meninos que poderiam ir com Angelina.

— Quem? Blásio?

— Não... quem é Blásio?

— Fred ainda é a melhor opção – concluiu ela, cobrindo-se com sua manta de veludo e ignorando a pergunta de Hermione.

— O que há de errado com o meu irmão? – Gina exclamou, com um sorriso brincalhão estampado no rosto.

— Nada, quer trocar? – Angelina brincou, levantando as mãos em sinal de rendição.

— Não, prefiro o Dino – assumiu a ruiva. – Com quem meu irmão vai?

— Qual deles? – perguntou Padma, irônica, escovando seus longos cabelos negros.

— Ronald – Gina mostrou a língua para Padma.

— Acho que ninguém. Ou talvez a Lilá – Padma comentou. – Eu fiz questão de arrumar alguém que não fosse ele. Depois do ano passado...

As três riram, menos Hermione, que já estava dormindo.

Nenhuma das meninas disse mais alguma coisa a respeito do baile, suas últimas palavras foram ‘Boa noite gente, até amanhã.’, e todas apagaram as luzes.

 

Hermione, Gina, Padma e Angelina estavam dormindo, a única luz no quarto era a das estrelas e da Lua, que iluminavam levemente a mesa de cabeceira de Gina.

Um pequeno rangido ecoou pelo quarto, rompendo o silêncio total das meninas. Um vulto adentrou no quarto delas e quanto mais próximo, maior ele ficava. Então, um rosto coberto pela sombra e cabelos branco-gordurosos surgiram na escuridão da noite. A capa da Sonserina já denunciava quem era.

Draco Malfoy entrou sorrateiramente como uma cobra no quarto das alunas e foi em direção à cama de Hermione, as mechas de cabelo dela cobriam o rosto delicado e inocente de menina.

Com a mão mais leve que uma pena, Draco tocou no rosto da garota. Malfoy retirou de seu bolso um pequeno frasco com um líquido magenta, o garoto levou suas mãos a boca de Hermione, separou seus lábios e derramou o líquido na boca da menina.

No mesmo instante, Hermione acordou, e com olhos brilhantes como uma estrela, olhou para Malfoy e disse:

— Draco? O que está fazendo aqui? Não importa, depois de hoje quero que saiba que eu te amo e você sabe disso, por favor, fique comigo.

A porta do quarto rangeu brutalmente mais uma vez, Crabbe e Goyle entraram no quarto, seguidos por Harry e Rony. Ao perceber que os dois grifinórios já estavam na sala, Malfoy puxou a garota pela mão e ameaçou lhe dar um beijo, mas Rony atacou o sonserino e o empurrou, fazendo com que ele caísse em cima do malão de Hermione.

Harry estava atordoado, tinha acabado de ser acordado e seus olhos ainda insistiam em se fechar. Suas pernas; bambas. E, às vezes, ele esbarrava nos móveis como um bêbado.

— Fique longe dela – Rony gritou para Malfoy.

— Isso você não tem que falar pra mim, e sim pra ela – Draco respondeu.

— Herm..? – Rony tentou questiona-la mas ela o interrompeu.

— O que você está fazendo com ele, Ronald? Largue-o! – ela gritou, inconscientemente.

Rony não pôde acreditar no que estava ouvindo. Saiu correndo do quarto. Harry sabia que não podia ficar parado, então atacou Malfoy, o colocou contra a parede, lhe apontou a varinha e perguntou mais uma vez com raiva:

— O que você fez com ela? – as veias na testa de Harry estavam quase saltando quando alguém disse:

— Poção do amor – Gina falou com sua leve voz e a mão na testa da amiga. – Leve-a até o Prof. Snape.

— Ele não vai nos ajudar Gina, por que ele ajudaria? – Harry respondeu duvidoso.

— Ele é nosso professor, é obrigação dele nos ajudar, isso é poção do amor das trevas.

Desesperados para ajudar a amiga, Gina, Harry e Angelina, que havia acordado no meio da confusão, foram carregando a amiga até a sala de Severo. Ao chegarem lá, Harry estendeu o braço para bater na porta, mas Angelina o impediu dizendo:

— Espera, e se ele estiver dormindo?

— Quem está dormindo? Ah, espero que seja o Draco... para que amanhã ele possa estar muito disposto para ficar comigo... – Hermione disse, sem pensar.

Ignorando o que a amiga havia dito, Gina respondeu:

— Os professores só podem dormir depois das 23h00min, ainda são... – Gina consultou o grande relógio no final do corredor. – São 22h37min, ainda dá tempo.

Toc Toc Toc. Harry bateu na porta, nenhum sinal dele. Depois de alguns segundos, Severo Snape abriu a porta de supetão, a janela de seu quarto estava aberta e o vento fazia com que a sua capa ficasse ainda mais esvoaçante em torno de seu corpo. Seus olhos estavam frios, e quase sem mexer a boca, ele disse:

— O que estão fazendo aqui à essa hora? – um ar gélido saiu de sua boca.

— Bom dia, Amor... – Hermione disse ao se soltar os braços dos amigos e abraçar Snape, fazendo-o arregalar os olhos no mesmo instante.

— Poção do amor muito forte – Gina explicou imediatamente, enquanto puxava Hermione de volta. Snape abriu a porta por completo deixando as garotas passarem, quando Harry tentou entrar, Severo bloqueou seu caminho, mas logo depois deu entrada para o garoto.

Snape se movia rapidamente por sua sala, pegando vários ingredientes e instrumentos. Subia em vários banquinhos perto da parede, as quais eram cobertas por prateleiras e mais prateleiras repletas de poções, potes, caldeirões e livros.

Harry viu em uma das prateleiras uma jarra escrito ‘Polissuco, não tocar’ e lembrou de quando experimentou pela primeira vez aquela poção, que de acordo com o Olho-Tonto, tinha gosto de xixi de duende. Depois de alguns minutos Harry saiu de seus devaneios e voltou a se focar no trabalho de Snape.

O professor colocou pele de Ararambóia picada no caldeirão, depois tirou-a do fogo, colocou um acônito e mexeu até ela ficar com uma cor lilás. Após isso, devolveu ao fogo e colocou um bezoar. Deixou-o ferver, e assim que ficou pronta, ela tinham uma aparência vermelha. Retirou do fogo novamente e colocou o segundo acônito. Quando terminou todo o processo, ela ficou de cor azul bem escura.

— Não beba tudo – ele disse ao entregar a poção para Hermione.

— O que é isso? – ela disse com um enorme sorriso no rosto. – Por que não é vermelho? Vermelho é a cor do amor... – ela gritou, agora extremamente brava, mas imediatamente voltou a sorrir.

— Beba logo, Mione – Gina insistiu.

— O.K. – Hermione bebeu com pressa e estava prestes a virar o copo.

— PARA! – Gina gritou tirando o copo da mão da amiga. – Ai meu Merlin... Professor, o que acontece se ela beber demais?

— Digamos que essa poção pode ser muito perigosa caso beba em excesso. – ele disse, extremamente calmo.

Hermione inspirou fundo, como se tivesse prendido a respiração por muito tempo e estivesse sem ar.           

— Onde eu estou? – ela perguntou desorientada.

— Draco te deu a poção do amor, você lembra disso? – Harry perguntou, colocando a mão no ombro da amiga. Snape não demonstrou reação ao saber sobre o ato de Malfoy.

— Não, eu devia estar dormindo. Argh – ela reclamou ao colocar sua mão na cabeça. – Por que minha cabeça está doendo tanto?

— São efeitos colaterais da poção, Srta. Granger, agora se me derem licença... – Snape abriu a porta. – meu trabalho já está feito – sua expressão fria era imutável.

— Obrigada, Prof. Snape. – Hermione agradeceu mais uma vez; Severo não mostrou reação ao agradecimento. Os quatro voltaram calmamente pelo corredor até o quarto das meninas.

— Quer saber, Hermione? – Harry perguntou. – Prefiro você do jeito que você é, meio ignorante e grossa as vezes... – ao ouvir isso, Hermione fez cara de muito ofendida. – Calma... – Harry disse rindo – te prefiro assim do que apaixonada, o Rony já fica meio estranho quando gosta de alguém, se vocês dois ficarem assim eu me mudo pra Corvinal – Harry brincou, fazendo os dois rirem.

— Rony e eu? Não sonha, Harry... – ela disse entre risadas.

— É o que eu digo... esses dois ainda vão acabar juntos – Gina apareceu na conversa de repente. – Bom, é aqui, obrigada por nos acompanhar, Harry – ela disse enquanto abria a porta do dormitório.

— De foi nada um imagina... quer dizer... – Harry confundiu-se ao perceber suas bochechas corarem. – ... não foi nada. Noite boa... quer... boa... – ele se perdeu novamente, fazendo Gina dar um sorriso fraco. – Boa-noite.

— Boa-noite – Gina falou, e em seguida fechou a porta.

Então Harry voltou ao seu quarto, deitou-se e não demorou menos de dois minutos para cair no sono.


Notas Finais


E ENTON??? Pesadon???? O que vocês acharam??? Pfv comentemm, me deixa 100000 vezes mais feliz e inspiradaaaa!! Amo falar com vocês, kkkkkk. Um beijo com cheito de unicrónios e até a próximaaaa...
Nox.


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