História Harry Potter e a relíquia do tempo. - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Personagens Originais, Tom Riddle Jr.
Tags Drama, Harry Potter, Homossexualidade, Lemon, Romance, Sexo, Tom Riddle, Tomarry, Tortura, Yaoi
Visualizações 1.730
Palavras 4.948
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Meus queridos leitores, perdão pelo atraso em TODAS as minhas obras ativas, acontece que essa semana sofri com uma dor de cabeça chata (provavelmente um sinal de TPM) que acabou me tirando toda a vontade de sentar na frente de uma tela de computador para encarar letrinas pequenas em um fundo branco e luminoso (Isso ia me torturar até a morte) D:

Bem, agora estou bem e pronta para torturar vocês... Uhahaha
Dou um prêmio *cof cof mentira* para quem descobrir o que o Harry tem. "Dica: Não é coisa boa." U_U *Nunca é* T_T

Beijos e boa leitura.

Ah! E antes que me perguntem... (Sangue Quente - O retorno) e (O segredo de Scott) vai atrasar mais um pouco, não há previsão de quando vai ter um capítulo novo, Sorry!

Capítulo 15 - Novo inimigo?


Meu corpo todo ficou tenso sobre o olhar fixo de Riddle. Sua expressão era uma mistura entre confusão, medo, ansiedade, curiosidade e principalmente raiva. E era essa última que me preocupava. Ele estava com raiva do quê? De mim? Do bruxo que tentou me matar? Ou das falsas promessas que fiz alegando que nunca mais iria mentir? Não sei, eu só sei que ainda tenho medo de enfrentar o Riddle raivoso, eu sei o que ele é capaz de fazer e eu não quero voltar à estaca zero nesse relacionamento.

Mas o que eu devo fazer? Contar a verdade pode enlouquecê-lo de vez. Fora que se eu contasse que ele queria me matar porque temia que eu crescesse e me tornasse poderoso demais, bem... Digamos que ele provavelmente iria passar a me temer, certo?

Eu não posso contar a verdade, no entanto se eu mentir de novo e for pego... eu colocarei tudo a perder.

— Porque está tão calado? Fale o que é aquilo! — Riddle exigiu sua resposta com um tom tenebroso retumbando em sua voz. Encolhi levemente sobre o cobertor, temendo o que poderia acontecer a seguir. Qualquer passo em falso poderia ser o fim. Respirei fundo e rezei para ter tomado a decisão certa.

— Aquele bruxo... ele era... — Hesitei sentindo meu corpo todo arrepiar. Riddle seguia me encarando como se eu fosse a única coisa que existia nesse mundo.

— Aquele era um bruxo das trevas que estava em ascensão ao poder. Meus pais faziam parte da ordem que lutava contra ele e... Quando eu nasci, ele sentiu que eu seria poderoso e por sua vez seria um risco ao seu reinado. — Comecei a contar a verdade, quer dizer, uma parte da verdade. Acho que era melhor omitir o fato desse bruxo... ser ele.

— Então ele tentou te matar? — Riddle relaxou um pouco a postura com a minha resposta, mas era visível que ele seguia intrigado com tudo aquilo.

— Sim, ele matou meus pais e também tentou me matar. — Olhei para uma pétala de flor sobre a minha coxa enquanto falava, era difícil tocar nesse assunto, principalmente quando o assassino dos meus pais estava na minha frente.

— Mas então o que te salvou? Ou quem te salvou... Afinal a última coisa que vi antes de acordar daquela memória... foi que ele lançou uma maldição imperdoável em você. — Riddle me encarou com intensidade, suspirei. É claro que ele iria querer saber mais sobre isso, seu olhar intenso não saia de cima de mim por nada, obviamente ele estava muito interessado no assunto. Parei por um momento, temendo acima de tudo o resultado do que eu ia falar a seguir.

— Ninguém me salvou... — Suspirei, agora não tinha volta. Riddle me lançou um olhar perdido, claramente não conseguia entender como eu sobrevivi àquilo.

— Ele me acertou com aquele feitiço. — Contei ao brincar com a pétala sobre a minha perna, isso era uma desculpa para não precisar encara-lo.

— Mas como você... — Ele ficou estático, sem conseguir pensar em uma razão para eu ter sobrevivido àquele feitiço.

— Eu sou a primeira e única pessoa no mundo a sobreviver àquela maldição imperdoável. — Contei com a expressão mais séria que consegui forçar em meu rosto. Meu interior gritava dizendo que contar isso era um erro, mas eu ignorei meus instintos e segui em frente.

O queixo de Riddle caiu, ele ficou boquiaberto. A cena seria cômica se não fosse o fato de eu estar quase enfartando com a possibilidade de pisar em falso e falar algo errado que por sua vez desencadearia em Riddle algum tipo de reação negativa.

— Você sobreviveu ao Avada Kedrava? Como? — Seus olhos brilharam com um sentimento que parecia inveja ou talvez cobiça, não sei, mas tive medo.

— Bem... eu não sei... eu era apenas um bebê. Se fiz algo naquela noite... eu não sei o que foi. — Fui sincero, mas na realidade mesmo que eu soubesse o que aconteceu naquela noite, eu não contaria a ele.

— Incrível! Você deve ser imortal. — Ele me encarou como se eu fosse pintado de ouro. Realmente não é um jeito bom de ser encarado por ele, isso me causa calafrios na minha espinha. Fora que também não é legal que ele tire esse tipo de conclusão dessa história. Eu não quero que ele fique pensando que sou imortal, afinal isso realmente pode custar a minha vida.

— Não, eu com certeza não sou imortal, tire essas ideias de sua cabeça. — Rapidamente concertei o que quer que eu tenha colocado na mente dele, não que eu ache que ele irá testar a minha imortalidade, mas não quero dar chances ao acaso.

— Mas que outro motivo explicaria o fato de você estar aqui sem nenhum arranhão? — Ele questionou parecendo um pouco desapontado com a minha resposta anterior.

— Não, você está enganado quanto ao arranhão... — Levei minha mão automaticamente para a minha testa.

— Essa cicatriz? — Ele segurou minha mão, afastando-a da cicatriz para olha-la mais de perto.

— Sim... — Respondi ao me afastar um pouco dele, não queria correr o risco dele tocar na minha cicatriz de novo, eu não queria que ele visse mais das minhas memórias.

Riddle reparou no meu movimento displicente de fuga, sua expressão murchou um pouco e ele até soltou a minha mão. Um silêncio se instalou entre nós. Quis me estapear por ter feito isso, as coisas estavam indo bem até agora.

— O que aconteceu com aquele bruxo? — Riddle questionou após um minuto de silêncio. Suspirei aliviado por ele estar tentando continuar com a conversa, mas desejei que ele tivesse pensando em outra questão.

— Morreu... O feitiço voltou-se contra ele... Pelo menos é o que me contaram. — Dei de ombros como se não me importasse com esse fato, talvez isso o desincentivasse a continuar perguntando sobre aquele bruxo.

— Porque te chamavam de Harry na memória? — Ele questionou do nada.

— Porque esse é meu verdadeiro nome. Me chamo Harry Potter. — Senti um peso sair dos meus ombros ao contar pelo menos uma verdade completa a ele.

— Potter? Acho que já ouvi esse nome antes... — Ele resmungou para si mesmo, meu corpo travou com o choque. Então ele conheceu algum ancestral meu?

— Sério? — Tive de me controlar para não pular em cima dele.

— Tinha um garoto da Grifinória com esse sobrenome, ele se formou já faz um tempo... Bem, isso não importa agora. — Ele deu de ombros e pareceu se concentrar em outra coisa.

Suspirei sabendo que não seria bom cutucar nessa tecla. Talvez esse tal aluno fosse o meu avô. Afinal ainda era cedo demais para os meus pais estarem em Hogwarts.

— Harry... Potter... — Tom brincou com o meu nome por um momento, testando o som que ele produzia com o movimento da língua. Ouvi-lo pronunciar o meu nome verdadeiro me dava um arrepio estranho.

— É um nome razoável... — Ele concluiu isso do nada, me tirando de um estado de estupor.

— Porque mudou o seu nome então? — Ele questionou com uma legítima curiosidade estampada em suas feições.

— Bem... foi por segurança. — Bolei um desculpa rapidamente.

— Segurança? — Ele ergueu uma sobrancelha pra mim.

— Esse bruxo das trevas possuía muitos seguidores. Alguns deles não gostaram da queda do seu líder e passaram a ameaçar a minha vida. Então acharam melhor trocar meu nome e me esconder entre os trouxas... Foi assim que passei a viver com os meus tios. — Contei essa mentira de modo tão displicentemente que realmente parecia que eu estava contando a verdade.

Riddle ficou calado por um momento, ele fitava o longe com um olhar intenso e pensativo, o deixei lidar com todas essas novas informações e apenas o assisti calado.

— Sabe... sua mãe parecia uma grande bruxa. Ela foi capaz de se colocar na sua frente e te proteger... infelizmente foi tolice estar desarmada, mas... — O tom da voz dele parecia conter magoa. Será que ele sente isso pela mãe dele?

— Minha mãe era uma nascida-trouxa, sabia? — Achei melhor levar o assunto para um caminho que poderia nos trazer benefícios. Talvez se ele percebesse que os nascidos-trouxas eram pessoas incríveis, isso o fizesse mudar muitos de seus conceitos.

— Você também é mestiço? — Ele ficou surpreso de repente.

— Sou mestiço e com muito orgulho. — Respondi ao inflar o peito, eu realmente gostava disso.

— Pensei que você fosse sangue puro, principalmente agora que descobrir o quão poderoso você é... — Ele me olhou de cima a baixo com um brilho estranho nos olhos.

— Não precisa ter sangue puro para ser grande. Eu conheço bruxos nascidos-trouxas que possuem habilidades inacreditáveis. — Contei e não pude deixar de me lembrar da Hermione com um sorriso tristonho.

— Talvez os nascidos-trouxas só sejam poderosos porque roubaram os poderes de algum bruxo puro sangue por aí... Deveríamos estuda-los. — Ele comentou, mas parecia estar falando consigo mesmo. O encarei, havia um brilho assustador em seu olhar. Tentei rebater essas palavras com algo, mas não consegui, algo nele me dava medo.

Um longo minuto de silêncio nos envolveu enquanto o olhar assassino dele se tornava melancólico.

— Aquele bruxo das trevas... — Ele começou, o encarei em meio à tensão.

— Eu não sei por que, mas... eu senti algo quando ele se aproximou de nós naquele berço. Parecia que... — Sua voz estava muito estranha, senti um frio passar por minha espinha.

— Parecia? — Tentei incentivá-lo a continuar, isso tinha cara de ser importante. Será que ele sentiu que era ele lá?

— Nada... foi só impressão minha. — Ele balançou a cabeça e aquela estranha melancolia desapareceu de suas feições.

— Riddle... — Toquei em seu ombro ao tentar chamar sua atenção para mim.

— Sim? — Ele me encarou com uma expressão suave, tão suave que acho que não é uma boa ideia mexer nesse assunto.

— Nada, deixa pra lá. — Sorri de leve.

— Diga — Ele pediu.

— Não é nada importante, vamos limpar essa bagunça e voltar ao dormitório da Sonserina, eu estou cansado e quero dormir. — Desviei do assunto rapidamente e só então percebi que ainda estava nu. Catei minhas roupas rapidamente, meu rosto queimava de vergonha.

— Você vai dormir no dormitório da Sonserina? — Ele ficou surpreso.

— Vou... — Confirmei com a cabeça ao subir a cueca pelas pernas, tentando disfarçar o constrangimento que estava sentido.

— Por quê? Desde que chegou aqui você só tem se escondido naquela sala misteriosa. — Ele questionou ao começar se vestir também.

— É, mas agora é diferente. — Respondi vestindo a camisa.

— Diferente? — Ele ergueu uma sobrancelha pra mim ao vestir sua camisa também.

— Agora confio em você. — Lhe lancei um sorriso bobo.

— Confia? — Ele congelou no meio do ato de vestir a calça. A supressa estava estampada em sua cara.

— Sabe... eu cresci tendo de me esconder de certos bruxos poderosos. Aqui nessa escola você era o único que representava algum perigo pra mim, mas agora... Agora que você está caidinho por mim não há mais riscos. — Brinquei e dei uma risada sincera ao ver a expressão emburrada dele.

— Eu? Caidinho por você? Vai sonhando, tá na cara que é você que está apaixonado por mim. — Ele bufou e seguiu se vestindo.

— Por favor, se enxergue! — Revirei os olhos pra ele.

— E quanto ao Dumbledore? — Ele questionou do nada, meu cérebro chegou a travar. O que Dumbledore tinha a ver com isso?

— O quê? — Questionei sentido meu cérebro dar voltas para encontrar uma lógica na pergunta dele.

— Você disse que eu era o único que podia contra você, mas eu não sou o mais poderoso aqui, pelo menos não ainda. — Riddle apontou esse fato e não pude deixar de notar no final de sua frase.

— Dumbledore... é um aliado. — Falei sem mais nem menos.

— Aliado? — Riddle pareceu se encher de ciúmes de repente.

— Ele é um dos bruxos que me manteve vivo até hoje... Vim à Grã-Bretanha procurando sua proteção depois que me cansei dos maus-tratos dos meus tios. — Rapidamente inventei a melhor mentira possível.

— Entendi... mas eu pensei que vocês dois não se conheciam. Pelo menos foi isso em que acreditei lá no orfanato. — Ele comentou com um ar desconfiado. Quase me estapeei, realmente não era para Dumbledore e eu nos conhecermos antes do orfanato.

— Ah... sim, aquela foi a primeira vez que nos vimos... Ele só me ajudava à distância antes. — Expliquei rapidamente.

Ele pareceu não acreditar nisso, mas seja lá o que passou na cabeça dele, ele guardou para si.

— Mas e você, Riddle? Você não me vê como uma ameaça? Principalmente agora que sabe tanto sobre as minhas capacidades. — Questionei sério, isso era algo que eu tinha que tirar a limpo agora.

Riddle parou para pensar um pouco, como se até agora não tivesse se dado conta desse detalhe.

— É... você tem razão, você é um risco que eu deveria eliminar o mais rápido possível. — Seu olhar se tornou frio e sanguinário, ele me fitou como se eu fosse um ratinho e ele uma cobra faminta.

Congelei no lugar, acho que minha face travou na expressão de puro pânico.

— Mas não farei isso. — Ele respondeu calmamente, voltando a ter uma expressão brincalhona.

— Porque não? — Questionei que nem idiota, parecia que eu queria que ele me matasse.

— Porque não posso, não mais... — Ele respondeu ao me dar as costas para limpar a bagunça que as pétalas e as velas fizeram naquele lugar.

— Como assim? — Encarei suas costas largas sem entender.

— Fui enfeitiçado por você e agora decidi que não quero mais seguir o caminho das trevas... Eu não quero que aquela profecia que você fez sobre sua morte pelas minhas mãos se realize. É por isso que eu decidi que de hoje em diante... — Ele parou de falar ao agitar a varinha e fazer tudo, incluindo o cobertor sujo e suado desaparecer.

— De hoje em diante vou tentar fazer sua outra profecia se realizar. — Ele seguiu falando ao se virar com sorriso bobo pra mim. Fiquei travado e provavelmente boquiaberto.

— Você se lembra daquela profecia? Pensei que não estivesse nem ouvido, afinal você só se interessava pela profecia que te levava às trevas. — Questionei tentando esconder um sorriso idiota em meus lábios frouxos.

— Como esquecer daquilo?... Você disse que: Se eu seguir o caminho da luz, eu serei grande. Poderei ser professor de Hogwarts e as pessoas irão lembrar-se do meu nome assim como lembram os nomes de grandes Bruxos do passado. Eu terei uma vida longa e aclamada... e o mais importante... se eu quiser, eu terei você ao meu lado até o fim. — Ele recitou a profecia perfeitamente, olhando direto nos meus olhos.

— Você me quer ao seu lado? — Questionei ao sentir meu coração palpitar de um modo estranho, nunca senti isso antes.

— Quero! — Ele afirmou firmemente, sem mais nem menos. Seu olhar me queimava tamanha era a intensidade do desejo neles.

Uma estranha emoção se irradiou pelo meu peito, senti com se minhas pernas fossem de borracha, de repente perdi toda a razão.

— Vem... — O peguei pela mão e o arrastei pelo castelo. Ele me seguiu sem reclamar.

— Nós não estávamos indo para o dormitório da Sonserina? — Ele questionou quando passamos longe do caminho que levava às masmorras.

— Não mais, de hoje em diante vamos ficar juntos na sala precisa, eu vou te ensinar a entrar lá. — Respondi sério.

— Vai me ensinar os seus truques? — Ele ficou surpreso novamente.

— Todos que você desejar. — Sorri para ele.

Nem chegamos ao meio do caminho, e ele já me agarrou para me beijar contra uma das paredes do castelo. Teríamos iniciado o segundo round ali mesmo se não fosse a possibilidade de sermos pegos pelo zelador Filch.

Naquela noite, eu ensinei Riddle a entrar na sala precisa e a usa-la. O que não foi algo legal para as minhas cadeiras, já que ele pediu à sala precisa várias réplicas dos melhores lugares de Hogwarts, tudo para termos a impressão de estarmos transando por toda Hogwarts, como no salão principal, encima da mesa de algum professor, nas escadas que se movem, na cozinha... Moral da história? Eu e minha bunda nos ferramos, mas não posso negar que desde aquela bendita noite eu passei a realmente sentir algo por Riddle.

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Janeiro terminou em um piscar de olhos e fevereiro passou torrando os meus miolos. Os professores estavam loucos, só podia ser isso. Não era possível uma coisa dessas, acho que todos os professores se reuniram e bolaram essa tortura em conjunto para nos matar. Todos, eu não estou brincando, todos passaram um dever monstruoso para ser entregue na mesma semana. Era humanamente impossível fazer tudo aquilo. Até o gênio do Riddle estava sofrendo com tal coisa. O mau humor dele estava nas alturas, tanto que ele chegava a rosnar e a rasgar os pergaminhos quando se descontrolava, tendo de usar um feitiço de reparo logo depois.

Estávamos no salão comunal da Sonserina, trabalhando em nossos deveres juntos. Essa era a única atividade que estávamos fazendo ultimamente, fato esse que estava enlouquecendo Riddle e seu membro sedento.

— Não é possível uma merda dessas... podíamos estar transando agora, mas não... eu tenho que perder tempo com esses deveres... Poxa! Isso nunca vai ser útil na minha vida... Pra que eu quero saber sobre os melhores antídotos para as piores picadas de animais mágicos? — Ele resmungou após esfregar as têmporas por uns longos segundos, acho que ele estava com dor de cabeça.

— Não sei... Talvez seja pra você aprender a sobreviver caso seja picado por algum bicho mágico... mas você tem razão, isso não é útil, quem é que quer aprender a sobreviver a algo assim, não é? — Fui sarcástico, mas estava quase tendo um ataque de risos.

— Só você mesmo para me fazer rir em uma hora dessas... — Ele bufou e jogou um pergaminho pronto para o lado, abrindo um novo livro logo em seguida.

— Bem, pelo menos você está indo bem. Você já tem três pergaminhos prontos... eu estou preso no primeiro. — Choraminguei.

— E vai ter de refazer ele todo... Só de olhar daqui eu já vejo uns quinze erros. — Ele reclamou ao olhar o meu dever por cima do ombro.

— Quer parar de me corrigir? Eu sei que sou analfabeto, mas eu tenho outras qualidades que me salvam... Sem falar que eu não preciso saber fazer poções, afinal eu pretendo me tornar um jogador de Quadribol. — Rebati sabendo que isso ia irrita-lo, Riddle não queria que eu seguisse tal profissão, mas eu não tinha mais motivos para ser Auror.

— Você vai ser um jogador de Quadribol profissional só por cima do meu cadáver. Nem pensar que eu vou deixar você viajar por aí com os caras bombados desses times violentos. — Ele resmungou pela milionésima vez. Já tivemos essa discussão antes, e eu sempre acabava me divertido com a fúria dele.

— Aí quanto ciúme! Como se eu fosse te trair. — Pisquei inocentemente para ele.

— Nunca se sabe. — Ele estreitou os olhos para os alunos ao nosso redor, agora qualquer um que ousasse olhar para mim corria o risco de levar uma azaração. Eu considero isso uma grande evolução, afinal se voltássemos um mês atrás, Riddle ainda seria aquele cara que castigaria as pessoas com torturas terríveis, mas agora... no máximo essas pessoas ficam com as pernas coladas ou com espinhas nojentas na cara.

— Droga... eu nunca vou terminar isso, desse jeito vamos ficar fazendo deveres até no dia dos namorados. — Choraminguei quando olhei para a pilha de livros que me aguardava sobre a mesa.

— Tem razão... O dia dos namorados é daqui a três dias, certo? O que você quer ganhar? — Riddle me encarou em expectativa.

— Que tal meus deveres todos feitos? Não seria um bom presente? — Fiz uma carinha de cão abandonado pra ele, quem sabe ele se apiedasse de mim, coisa que eu duvido, afinal ele segue sendo um sádico.

— Não vou mesmo fazer os seus deveres, pode tirar a sua vassoura da chuva. Terei sorte se minha mão não cair depois de fazer os meus deveres, imagina se eu tivesse de fazer os seus? — Ele me lançou um falso olhar de pânico.

— Seu chato! — Bufei, mas explodi em uma risada com ele logo depois.

Nossos dias têm sido assim, na base da brincadeira e do romance, Riddle nem parece mais um psicopata que curte sair por aí matando geral... Se bem que eu não ia reclamar se ele matasse todos os professores, incluído Dumbledore que se tornou um pervertido intrometido.

Dumbledore voltou àquela fase de me perguntar sobre o que eu ando fazendo com Riddle. Ele voltou a falar aquelas abobrinhas constrangedoras depois que contei a ele sobre os acontecimentos daquela noite.

Ele ficou intrigado com a parte que Riddle tocou na minha cicatriz e viu a morte dos meus pais. De acordo com Dumbledore nossas almas estão interligadas de uma forma mais profunda do que ele imaginava. Não sei o que ele quis dizer com isso, mas resolvi simplesmente aceitar que o que aconteceu foi algum tipo de resquício mágico do ataque de Voldemort em mim.

— Droga!... Estou atrasado para uma reunião do time de Quadribol. O Capitão quer bolar algum plano para derrotar a Grifinória, nossa próxima adversária. — Falei ao me levantar da cadeira em um pulo.

— Pode ir, deixa que eu guardo as suas coisas. — Ele me puxou para um selinho de despedida.

— Obrigado... Até de noite. — Provoquei e sai correndo do salão comunal da Sonserina, deixando para trás um Riddle desejoso.

Os corredores da escola estavam vazios, acho que todos os alunos estavam sofrendo com os deveres exagerados dos professores. Então não encontrei ninguém durante o meu trajeto, tanto que acabei me distraindo. Eu estava me aproximando do final do corredor que me levaria para a saída do castelo quando...

— Segurem-no... — Quando ouvi isso já era tarde mais, uma dúzia de mãos surgiram do nada e me arrastaram para dentro de uma sala de aula vazia. Me debati e tentei alcançar a minha varinha, mas isso só serviu para tornar o aperto daquelas mãos mais forte.

— Mas o q... Você? — Fui protestar, mas me calei quando reconheci um dos meus captores. Era o batedor da Sonserina, aquele que tentou me acertar com um balaço durante o último jogo.

— Lembra-se de mim? Foi uma pena eu ter errado aquele balaço, não é? — O garoto moreno e alto desdenhou ao ver minha expressão confusa. Olhei em volta, todos ali presentes eram alunos da Sonserina. Fui segurado pelos braços como se estivesse em uma cruz por dois brutamontes do sétimo ano, o restante dos alunos presentes abriu espaço para o batedor falar, ele parecia o líder daquele grupo.

— Porque me atacou? Somos do mesmo time... ARG — Tentei questionar, mas fui calado com um soco direto no estômago. A dor foi tanta que tentei me encolher e abraçar o troco, no entanto aqueles dois brutamontes impediam qualquer movimento dos meus braços.

— P-porque... isso? — Gemi entre dentes, a minha última refeição queria volta depois desse golpe.

— Ouviram isso pessoal? Ele quer saber o porquê disso. — O garoto desdenhou e os outros riram.

— Você tirou de nós o nosso amado líder. — Uma garota rosnou entre dentes pra mim.

— O Riddle? — Os encarei sem entender.

— Como ousa chama-lo assim? É Lorde Riddle pra você. — Levei outro soco no estômago, esse doeu ainda mais, pensei que fosse vomitar, mas consegui segurar a bile.

— Sabe garoto, antes de você chegar, as coisas estavam perfeitas. Nosso Lorde possuía planos revolucionários ao qual pretendia por em prática no futuro. Queríamos ser seus fieis discípulos, queríamos segui-lo para esse brilhante futuro que ele pintava para nós. — O batedor começou a falar e isso foi o suficiente para eu entender o que estava acontecendo ali. Esses caras eram futuros comensais da morte.

— Um mundo onde os bruxos Sangue-puros, como nós, colocariam a ralé dos trouxas e dos nascidos-trouxas no lugar deles. Um futuro onde a supremacia seria toda nossa. — O batedor estufou o peito cheio de orgulho da ideia de supremacia.

— Vocês querem subjugar os bruxos que não tem sangue puro? Então não deveriam seguir o Riddle, afinal ele é um mestiço... Aah! — Ousei cutuca-los e me arrependi instantaneamente. Fui jogado ao chão e chutado que nem cachorro morto.

— CALADO! COMO OUSA INSUNUAR ALGO ASSIM DELE? SEU INSOLENTE! — A garota que se pronunciou antes estava agora mais do que revoltada. Ela parecia morrer de amores por ele, isso me dava certo ciúme, mas me deixei sorrir para ela, afinal eu o tinha e ela não.

Fui chutado na cara e senti o sangue escorrer do meu nariz, outros chutes seguiram esse, acertando o meu braço, as minhas costelas, meu estômago, meu ventre, minhas pernas e o meio das minhas pernas. Quando eu estava parecendo mais um tatu bola do que um ser humano o batedor os parou.

— Já chega! — O batedor teve de empurrar para longe de mim alguns garotos que pareciam estar se divertido com os chutes. Quando finalmente os golpes pararam eu pude analisar o meu estado. Uma dor terrível se espalhava por todo meu corpo, mas não me deixei demonstrar fraqueza, engoli a dor.

— Escuta garoto, nós não queremos ter de fazer isso, mas estamos dispostos a acabar com a sua vida se você não sumir da vida de nosso Lorde. Não me leve a mal, mas... desde que você chegou o nosso Senhor só sabe falar de você e agora... Vê se pode! Ele nos disse que não quer mais tomar o poder, ele disse que quer terminar a escola e viajar com você. — O garoto zombou dos futuros planos de Riddle com desdém. Eu não consegui esconder um sorriso de satisfação, afinal saber que ele realmente tinha dispensando seus futuros comensais da morte por mim... me enchia de alegria. No entanto mais um chute na cara arrancou esse sorriso dos meus lábios.

— Faça um favor a si mesmo e... termine com ele, desapareça da vida dele, caso contrário... — O batedor se agachou para falar isso bem perto do meu rosto.

— Nós faremos você sumir, fui claro? — Ele me lançou um sorriso tenebroso, estava mais do que claro que essa ameaça era séria e que provavelmente minha vida corria risco.

Como se eu tivesse medo de ameaça, esses futuros comensais da morte não são nada se comparados ao Lord Voldemort e esse eu já estou quase careca de enfrentar. Nada mais me assusta nesse mundo.

Sorri em desafiou para o cara.

— Bem... Nós te avisamos. — O moreno resmungou e fez um sinal aos outros. Levei mais um golpe no rosto e fui deixado sozinho naquela sala.

Bufei para ousadia deles, será que eu deveria contar isso ao Riddle? Ele colocaria esses moleques no lugar deles.

Tentei ficar de pé e percebi que não conseguia. Algo em meu interior doía como o inferno, respirei fundo e tentei novamente. Dessa vez tive êxito, mas parecia que tinha um espeto dentro de mim que fincava em minhas entranhas sempre que eu me movia.

Com um passo de cada vez, eu consegui me arrastar para fora da sala e depois segui pelo corredor. Eu estava empapado de sangue, a maioria saiu do meu nariz e boca, então achei que seria melhor me lavar primeiro e depois usar a capa da invisibilidade para roubar alguma poção de cura da ala hospitalar.

Foi difícil, mas depois do que me pareceu meia hora, eu finalmente cheguei à sala precisa, nessa altura a dor em minhas entranhas era algo irracional.

Assim que entrei na sala precisa já fui pedindo uma banheira. Me despi aos poucos, sentido pontadas nas costelas durante as tentativas de retirar a minha camisa. Quando por fim consegui me livrar da calça e da cueca, eu reparei no sangue, tinha um monte manchando minha roupa íntima.

Ignorei isso e mergulhei na água morna. Um pequeno alívio seguiu esse momento, pude relaxar na água que aos poucos foi mudando de cor. Merda! De onde vinha todo esse sangue? Eu só levei alguns golpes, não deveria estar sangrando desse jeito.

Depois de um banho bem demorando onde metade das minhas dores musculares aliviaram, eu decidi que estava na hora de me vestir e ir buscar alguma poção na ala hospitalar.

Um toque da varinha e as minhas roupas sujas ficaram limpinhas, me vesti bem devagar e pude sentir que meu nariz voltou a sangrar nesse meio tempo.

Pedi a sala precisa um lenço para o meu nariz e fiz pressão no lugar, não quis nem me olhar no espelho, eu deveria estar mais roxo que uma uva.

Riddle não vai gostar disso... acho que é melhor fingir que cai da vassoura durando o treino de Quadribol, afinal de contas eu não quero que ele mate aqueles idiotas que me atacaram.

Uma pontada me fez contrair o corpo todo e novamente eu tive que me arrastar pelos corredores do castelo.

Droga! Porque a ala hospitalar tem que ser tão longe? Merda! Vou morrer de dor antes de chegar lá.

Concentrei a minha mente em seguir em frente e fui aos poucos ganhando terreno. Foi aí que ouvi um pio agudo e sofrido reverberar pelo corredor.

Olhei para os lados procurando a origem desse som e não demorei a avistar uma coruja branca que voava tropegamente. Ela estava desnorteada, batendo vez ou outra no teto, parecia estar preste a cair no chão.

— Edwiges? — Chamei ao reconhecer minha velha amiga, ela também me reconheceu e começou a vir na minha direção. Suas penas caiam, deixando um rastro por onde ela passava. A ave parecia ferida, suas penas brancas estavam tingidas de vermelho. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa para ajuda-la, ela despencou em queda livre para o chão.

— Edwiges! — Corri até ela ignorando a terrível dor em meu ventre e a peguei nos braços. Seu pio dolorido encheu meus olhos de lágrimas. Ela estava mesmo muito ferida. O que tinha acontecido com ela? Ela foi atacada? Bem, isso não importava agora, eu não podia perder tempo tentando descobrir isso, eu tinha que encontrar ajuda.

Sem pensar duas vezes, eu corri como pude para a sala de Dumbledore. Rezando para que ele pudesse me ajudar.


Notas Finais


Riddle finalmente abandonou o seu desejo de se tornar um Bruxo das Trevas e está evoluído em seu relacionamento com Harry, mas justo quando tudo estava indo bem, aparece esses projetos de comensais da morte para atrapalhar. O que Harry deve fazer com eles? O que aconteceu com Edwiges? E porque Harry está tendo uma grave hemorragia após essa surra? Não percam no próximo capítulo.


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