História Harry Potter e a relíquia do tempo. - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Personagens Originais, Tom Riddle Jr.
Tags Drama, Harry Potter, Homossexualidade, Lemon, Romance, Sexo, Tom Riddle, Tomarry, Tortura, Yaoi
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Palavras 6.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente!

A quantidade de comentários do capítulo anterior me deixou pasma... tão pasma que ao invés de responde-los (coisa que eu deveria fazer, eu sei) eu resolvi adiantar esse capítulo pra vocês. Afinal fiquei com pena de vocês. ^-^

Por causa da minha pressa em escrever esse capítulo, pode haver erros, então me avisem qualquer coisa. ;)

Boa leitura.

Capítulo 19 - Enlouquecido.


31 de Outubro de 1981.

Godric's Hollow.

A pequena vila localizada no Sudoeste da Inglaterra se recuperava de mais uma noite intensa de Halloween. A comunidade minúscula, que possuía apenas uma igreja, um posto policial, um bar, e algumas lojas se recolhiam para suas casinhas perfeitas. Adultos iam acompanhando crianças de fantasias, que comemoravam diante de um saco repleto de balas. Risos e conversas enchiam o lugar e lentamente se dispersavam.

Quando por fim as ruelas ficaram desertas e escuras, um homem encapuzado surgiu em um estampido do nada, como se fosse mágica. Ele era alto e esguio, usava das sombras da rua para se esgueirar pelas ruas até o seu destino.

Não demorou muito para ele chegar à casa ao qual desejava. Onde era possível ver da janela da frente um casal jovem e sorridente que brincava com seu pequeno bebê de um ano de idade. O homem sob o capuz não pode deixar de sorrir diante do descuido do casal. Os dois confiavam tanto em seus amigos, eles acreditavam tanto que jamais seriam traídos pelos seus companheiros que estavam ali, com as cortinas escancaradas para a rua sem nem ao menos se preocuparem com a possibilidade de ter alguém espreitando.

O homem não pode deixar de se sentir como um predador voraz que estava prestes a separar um filhote do restante da manada para se banquetear. E de fato ele era isso mesmo, um predador voraz que não conseguia tirar os olhos de sua presa.

Não quis esperar muito, ele já não aguentava mais esperar, foi uma tortura chegar até ali. Estava na hora de reaver o que era seu.

Com passos largos ele cruzou o pequeno portão da frente, não encontrando nenhum tipo de defesa mágica no lugar. Era inacreditável o quanto aqueles dois haviam facilitado as coisas para si, parecia até que eles queriam que sua cria fosse levada aquela noite.

Sem pensar muito ele ergueu a varinha e apontando para a porta que se abriu em um rompante.

A mulher de cabelos ruivos e olhos com um tom de verde tão igual ao daquele pequeno ser que ele tanto desejava, pegou a criança e correu escada acima enquanto o homem, que era praticamente um reflexo do que ele seria se tivesse chegado à fase adulta, se colocou em sua frente.

O homem sob o capuz ouviu Thiago gritar para a esposa fugir, mas ele nem lhe deu a chance de defesa, ele nem pensou o quanto isso feriria o ser que ele tanto desejava, ele apenas apontou a varinha e o clarão verde fez o resto.

Ele pulou sem se importar por cima do corpo do pai aos pés da escada e seguiu seu caminho. Ele sabia onde a mulher estava, ele se lembrava de ver e rever essa mesma cena um milhão de vezes naquela maldita penseira. Ele queria que fosse tudo igual, tinha de ser tudo igual.

O quarto estava trancado, mas isso não o impediria. Com a varinha erguida, a porta se abriu em um estrondo, revelando a mulher que usava seu corpo para proteger algo atrás de si.

— O Harry não, por favor, o Harry não! — A mulher implorou, mas ele estava com pressa demais para sequer dar atenção à mesma. O clarão verde silenciou os pedidos desesperados e finalmente o silêncio reinou naquela pequena casa.

O homem pulou por cima do corpo da mãe, que agora mais parecia uma boneca de pano largada ao acaso. Um sorriso lascivo brilhou nos lábios do Bruxo ao ver o pequeno bebê de olhos verdes se equilibrar nas barras do berço.

Seu coração palpitou antes dele estender as mãos para toma-lo em seus braços. O bebê aceitou seu colo de bom grado, talvez ele acreditasse que fosse seu pai ali embaixo daquele capuz negro.

Sem conseguir aguentar a saudade, o homem abraçou o pequeno corpinho contra seu peito, afundou seu nariz no cabelo negro e espetado, sentido o cheiro que há tanto tempo ele não sentia. O bebê se remexeu incomodado com o aperto, mas não chorou. Os lábios finos do homem tocaram de leve sua testa sem marca alguma. Seu coração por fim parecia mais leve, ele agora o tinha de volta para si.

O homem estava tão feliz e tão perdido naquele sentimento que nem percebeu que já não estava mais sozinho. Um velho Bruxo de longos cabelos e barba prateada adentrava lentamente no quarto do bebê com a varinha em punho.

— Riddle... solte esse bebê. — Exigiu o velho Bruxo enquanto apontava a varinha para as costas de seu antigo aluno.

— Chegou tarde, Dumbledore. Se você tinha alguma esperança de salvar o casal Potter... Receio que o Senhor não tenha sido rápido o suficiente. Como pode se atrasar sabendo dos acontecimentos dessa noite? — Riu o homem sob o capuz ao se virar com o bebê diante de si, usando-o como um escudo. Não que ele desejasse usar o bebê para se livrar de algo, muito menos queria que o bebê fosse atacado, mas ele sabia que isso seguraria o velho Mestre, ele sabia que Dumbledore se refrearia por temer ferir o bebê assim como feriu sua própria irmã no passado.

— Eu tinha esperanças de que você fosse mudar de ideia... Pensei que você fosse se arrepender de tudo isso essa noite, mas vejo que me enganei. Como pode Riddle? Como pode seguir essa vida sabendo dos sacrifícios que ele fez para impedir o surgimento de Voldemort... Como você pode se tornar isso? — Dumbledore olhou indignado para o homem à sua frente. Ele não conseguia acreditar que Riddle fora capaz de ignorar todos os sacrifícios de Harry. Ele foi capaz de se tornar Voldemort e matar milhares, incluindo pessoas importantes para Harry e agora... ele estava ali, usando-o como escudo como se o garoto não valesse nada para ele.

— Eu tive de fazer isso por ele... eu fiz por ele. — Riddle balbuciou enquanto apertava mais o bebê em seus braços, provavelmente machucando-o um pouco, pois um miado choroso pode ser ouvido do bebê.

— O quê? Como assim? — Dumbledore não conseguia crer no que estava ouvindo.

— Eu tive de seguir todos os passos que vi nas memórias dele e nas suas também... Eu tive que me tornar Lord Voldemort, eu tive que deixar tudo igual, pois uma mudança... apenas uma pequena mudança sequer seria o suficiente para criar uma nova linha do tempo... E eu não podia permitir isso, pois ele poderia não nascer. Eu tive de fazer isso... — Riddle parecia delirar enquanto falava, ele realmente parecia um homem que há muito tempo perdeu a sanidade.

— Riddle... — Dumbledore ficou lívido. Nem por um momento o Mago chegou a imaginar essa possibilidade, ele não cogitara a probabilidade de Riddle ter perdido a cabeça após tantos anos.

— Sabia que essa vadia queria ficar com o idiota do Severo Snape? — Riddle cutucou com o pé o corpo sem vida de Lílian.

— Ela amava o seu melhor amigo, o remelento do Severo Snape... E ela odiava o progenitor do Henry. Ela achava que o Tiago Potter era um imbecil que usava os amigos para importunar os mais fracos e para se exibir. E de fato ele era um imbecil, mas... eu não podia permitir que isso acontecesse, eu não podia permitir a não-existência de Henry. — Riddle voltou a falar com aquele tom demente e agitado de antes.

— Riddle... o que foi que você fez? — O coração de Dumbledore acelerou alguns compassos. Ele não queria imaginar o quão longe seu ex-aluno havia chegado para alcançar o que tanto desejava.

— Ah, Dumbledore... foi tão fácil... Eu segui os futuros pais de Henry desde o início. Eu usei a capa da invisibilidade que ele me deixou e usei tudo o que ele me ensinou para entrar e sair de Hogwarts sem ser percebido por você, o bruxo mais poderoso do mundo, que piada!... Você nem conseguiu sentir a minha presença naquele castelo. A minha respiração em seu cangote... Você nem percebeu a minha teia sendo tecida. — Um sorriso lampejou sob o capuz do homem que agora balançava levemente um bebê inquieto em seus braços.

— Meu Deus... — Os olhos de Dumbledore arregalaram por detrás de seus óculos de meia lua. Como ele não notou? Como ele não sentiu aquela presença se esgueirando por seu castelo? Como ele pode ter sido tão cego?

— Eu intervi no relacionamento de Severo Snape e Lílian Evans... eu fiz o idiota do Snape chamar essa tola de sangue ruim e fiz ela ficar extremamente magoada com isso. Depois fiz ela se aproximar de Tiago Potter, e para a minha sorte, eu não precisei usar a poção do amor neles. O interesse mútuo nasceu naturalmente. — Riddle sorria vitorioso ao contar para seu velho Mestre tudo o que ele havia feito bem embaixo de seu nariz sem que ele notasse.

Dumbledore estava pasmo, ele sabia que Snape era apaixonado pela mãe de Harry, ele sabia que o Bruxo se arrependia de algo que fizera em sua juventude, no entanto... O pobre Mestre de poções nem desconfiava que caíra nas armações dessa cobra escorregadia. Pobre Severo!

— Depois disso eu criei o caos da primeira guerra bruxa, tudo para aproximar os pais dele ainda mais. Lutar contra mim os uniu e desse jeito eles acabaram se apaixonando profundamente e finalmente... Henry foi feito. — Riddle voltou a beijar a testa do bebê, que agora esticava as mãozinhas para o chão, tentando alcançar em vão a sua mãe morta.

— E-eu não tenho palavras para descrever essa loucura, Riddle... Está me dizendo que Lord Voldemort nasceu por causa de Harry Potter? Está me dizendo que... você matou todas essas pessoas para garantir a existência dele? — Dumbledore questionou incrédulo, seu corpo velho cambaleou para trás sem acreditar no que ouvia.

— Você não entende? Eu precisava dele... As coisas só faziam sentido com ele... Sabe quanto tempo esperei para tê-lo de volta? Mas agora eu o tenho! — Riddle cheirou compulsivamente os cabelos do bebê que chorava fraquinho por não estar conseguindo atrair a atenção de sua mãe para si.

— Riddle, você enlouqueceu... Como você pode matar os pais dele desse jeito? Mesmo depois de ter visto nas memórias dele que isso o feria demais, hein? — Dumbledore quase lamentava diante daquela cena grotesca. O assassino embalando o bebê que chamava por seus pais mortos, vítimas do monstro que o tinha em suas mãos.

— Ele me mostrou as memórias dele porque queria que eu fizesse tudo de novo, ele queria encontrar comigo de novo. — Riddle balbuciou isso como se fosse algo que ele já estivesse cansando de repetir para si mesmo. Dumbledore suspirou cansando, ele pensou ter feito tudo certo, ele mostrou as memórias de Harry para Riddle, ele ficou ao lado do jovem durante o luto, ele tentou fazer o garoto enxergar pelos olhos de Harry, mas pelo visto... isso só alimentou a loucura de Tom.

— Riddle... até quando você vai distorcer a verdade desse jeito? O Harry te mostrou as memórias porque queria que você visse o quanto você o fez sofrer... ele queria evitar tudo isso. — Dumbledore apontou ao redor, mostrando o estrago que ele fizera naquele quarto aconchegante. Toda aquela cena parecia uma alusão ao que Riddle tinha feito, ele havia destruído o lugar de Harry mais uma vez.

— Mentira!... O Henry queria isso, eu sei que queria! — Riddle rosnou para Dumbledore e apertou ainda mais o bebê contra o peito, agora a criança chorava mais alto, provavelmente estava sentindo dor.

Dumbledore ergueu as mãos em rendição e baixou o tom de voz. Ele sabia que Riddle não desejava ferir o menino, mas no momento ele estava muito descontrolado para perceber o que estava fazendo.

— Riddle... o nome dele nem é Henry... o nome dele é Harry, Harry Potter. — Dumbledore sabia que não era uma boa ideia contradizê-lo, mas ele tinha que trazer um pouco de sanidade para aquela mente perigosa.

— O nome não importa. Afinal a partir de hoje ele terá outro nome, ambos teremos. Harry Potter e Lord Voldemort morrem aqui, está noite... Amanhã seremos outras pessoas, vivendo juntas para sempre... Criarei uma Horcrux para ele... desse jeito ele nunca mais me deixará. — Riddle contou seu plano sem se importar, ele sabia que uma vez que sumisse com o garoto, Dumbledore nunca mais os encontraria.

— Riddle, você não quer fazer isso, me entregue o bebê. — Dumbledore preocupado com a segurança de Harry resolveu arriscar, guardando a varinha em seu bolso e estendendo as mãos vazias em um bebido suplicante.

— PRA QUÊ? Pra você entrega-lo àqueles tios miseráveis que só irão magoa-lo? Não! Ele está melhor comigo, eu irei leva-lo para conhecer o mundo, ele queria isso, ele me disse, nós vamos viajar por aí, seremos um casal apaixonado, como antes. — Riddle recou para longe das mãos de Dumbledore, ele apertou tanto o bebê, que o fez berrar de dor.

— Um casal? Riddle, ele é um bebê... se você tocar nele desse jeito... você não vai só feri-lo, vai mata-lo... — O coração de Dumbledore afundou tanto com tal pensamento que por um minuto ele cogitou que o mesmo havia caído aos seus pés.

— Eu posso esperar uns dez anos... — Riddle ninou Harry para fazê-lo parar de chorar.

— Dez anos? Riddle, ele terá só onze anos... isso é doentio! — Dumbledore realmente estava se preocupado pela vida de Harry agora. Riddle estava tão perdido em sua saudade que nem percebia a loucura que planeja fazer.

— Eu penso nisso depois. — Riddle resmungou ao voltar a cheirar os cabelos de Harry.

— Riddle, pare para pensar... esse aí não é o Henry e nunca será ele. — Dumbledore resolveu mudar de tática, ele só esperava não enlouquecer Riddle mais ainda, afinal ele estava com o bebê nos braços, seria fácil matar a criança desse jeito.

— O quê você quer dizer com isso? — Riddle ergueu a cabeça um pouco para fita-lo, a luz iluminou o rosto do homem que para a surpresa de Dumbledore, seguia com uma aparência jovem, como se ainda tivesse vinte e poucos anos. O Velho mago não pode deixar de pensar no tipo de magia que Riddle andou mexendo para chegar a isso.

— O Henry de verdade já morreu... Esse garoto em seus braços pode até ter o mesmo corpo que ele, mas ele será outra pessoa... — Dumbledore tomou coragem para continuar.

— Como assim? — Riddle pareceu desnorteado por um momento.

— As circunstancias criaram o Henry que você amava... Crescer com o primo mimado o tornou humilde. Viver sem atenção dos tios o tornou carente e o fez dar valor às pessoas que ele ama. Enfrentar o perigo com Rony e Hermione o tornou corajoso e leal... — Dumbledore foi citando todas as coisas que moldaram aquele bebê até ele se tornar o garoto que ele e Riddle conheceram anos atrás.

— Esse menino não terá tudo isso para moldar a sua mente... Dependendo do que você fizer com ele... dependendo do modo que você cria-lo, ele pode vir a ser algo bem diferente... Ele com certeza será outra pessoa! — Dumbledore prosseguiu ao perceber que a expressão de Riddle estava perdendo a confiança de antes.

— Eu posso... posso ensinar a ele... posso contar como o Henry era especial, ele vai aprender a ser como ele... — Riddle tentou, do seu jeito enlouquecido e desvairado, achar uma solução.

— Riddle... isso será uma farsa. Você acha que esse garoto aí vai gostar de crescer à sombra desse outro menino que por acaso deveria ser ele? Você acha que ele vai aceitar isso sem se rebelar em algum momento? Riddle... Talvez você venha a se frustrar quando finalmente perceber que Henry não irá voltar. — Dumbledore olhou direto nos olhos de Riddle ao dizer isso.

— CALA A BOCA... CALA ESSA MALDITA BOCA, ELE ESTÁ AQUI, VOCÊ É CEGO? ELE VOLTOU! — Como o esperado, Riddle enlouqueceu, a dor em seu olhar era indescritível. Ele apertou tão forte e agitou tanto o bebê diante de Dumbledore, que o velho não pode deixar de estremecer ao ver as lágrimas rolarem pelas bochechas redondas e rosadas do bebê que estava aos berros pela dor.

— Tudo bem, tudo bem... calma... — Rapidamente Dumbledore tentou apaziguar a fúria de Riddle pelo bem do pobre bebê que estava em sofrimento.

— Eu posso recriar as circunstancias que criaram o Henry. — Riddle rebateu mais calmo, ele voltou a ninar Harry, mas este seguia derramando lágrimas pela dor em seu peito que fora muito judiado.

— E como pretende fazer isso? Vai cria-lo como os tios o criaram? Será que ele será capaz de te amar depois disso? — Dumbledore rebateu, mesmo tendo medo disso causar outro ataque de fúria em Riddle.

Mas como Riddle realmente parou para pensar nisso, Dumbledore aproveitou a brecha para prosseguir.

— Você vai enfeitiçar duas crianças para que elas se tornem os melhores amigos dele, substituindo assim Rony e Hermione? Será que ele não irá perceber essa grande mentira? — Dumbledore questionou calmamente. Novamente Riddle pareceu pensar nisso, então ele continuou.

— Você irá contar para ele como os pais dele morreram? Fará isso para que ele dê a valor a... — Dumbledore continuou, mas foi interrompido.

— Já disse para se calar! — Riddle rosnou.

— Tudo bem, tudo bem, calma, só me escuta. — Dumbledore baixou ainda mais o tom de voz.

— Riddle, se você me entregar ele, eu posso recriar as circunstancias que fizeram Henry existir. Posso leva-lo aos tios... desse modo ele irá crescer sendo aquele doce de menino que era. — Dumbledore deu a ideia sabendo que isso era o melhor para o menino. Ele seria maltratado, mas ao menos não estaria nas mãos de alguém tão instável quanto Riddle. Nas mãos dos tios ele passaria fome e seria tratado como um trapo, mas nas mãos de Riddle... talvez ele fosse forçado a fazer coisas antes mesmo de sua mente estar preparada para tal.

Riddle recou, afastando Harry de Dumbledore, ele claramente estava relutante em entregar a criança.

— Posso dar educação a ele em Hogwarts, onde ele irá conhecer Rony e Hermione... — Dumbledore prosseguiu dando um passo à frente.

— Não! Se afaste... — Riddle recuou mais ainda.

— Escute Riddle, você pode tê-lo, mas não agora... Espere ele crescer... Espere alguns anos e eu o entrego pessoalmente a você. — Dumbledore prometeu.

— Mentira! — Riddle rosnou.

— Juro que faço isso... eu faço qualquer coisa para deter o Lord Voldemort, até mesmo criar uma criança como um porco para o abate. — Dumbledore olhou direto nos olhos de Riddle, tentando provar que dizia a verdade.

— Ah, disso eu não tenho dúvidas! Afinal foi você quem matou o Henry. — O olhar de Riddle se encheu de raiva, Dumbledore pode reconhecer Lord Voldemort naquele olhar.

— Riddle... eu... — Dumbledore não tinha palavras para se desculpar pelo o que fez em sua outra linha do tempo.

— Não me venha com desculpas esfarrapadas. Se você não tivesse mandado ele me destruir no passado, ele não teria... — Riddle ia dizer bocas e boa para Dumbledore, mas este o interrompeu e completou sua frase por si.

— Se eu não tivesse mandado ele ao passado, você não teria aprendido a amar, certo? — Dumbledore encarou Riddle com um de seus olhares sábios.

Riddle se calou e encarou com pesar o bebê em seus braços, provavelmente lembrando do passado.

— Não negue, Riddle... ele te ensinou a amar... Pode até ter sido desse seu jeito errado e torto, mas você aprendeu a ama-lo. — O sorriso torto de Dumbledore irritou mais do que tudo Riddle.

— Cale a boca, Dumbledore! — Riddle cogitou puxar a varinha e fazer dessa casa o túmulo de mais um, mas se segurou.

— Me entregue o menino, Riddle... Por favor... — Dumbledore voltou a estender os braços em um pedido sério.

Riddle não tinha mais para onde recuar, atrás de si o guarda-roupa com adesivos de corujas o impedia de dar mais um passo. Então ele realmente cogitou o plano de Dumbledore.

Ele não queria realmente entregar o bebê. Ele passou tanto tempo longe dele. E ele havia montando tantos planos para esse momento. Iria tira-lo de Londres essa noite, iria cuidar dele mesmo sem saber realmente como cuidar de um bebê. Iria ensina-lo tudo que sabia. Ele queria tanto isso, no entanto... ele não queria admitir, mas... ele sabia que Dumbledore estava certo. Esse bebê em seus braços não era o Henry... Ele ainda não era o Henry.

— Eu o entregarei, mas não agora... Eu preciso dele essa noite. — Riddle por fim concordou, mas não o entregou a Dumbledore, ao invés disso o escondeu em sua capa.

— O que pretende fazer com ele? — O estômago de Dumbledore afundou. Ele não queria imaginar o que Riddle poderia querer fazer com um bebê por uma noite. Ele torcia para que não fosse nada no sentido sexual.

— Uma Horcrux! — Disse ele simplesmente.

— Riddle... você não pode fazer isso! Não pode dividir a alma dele, ele é puro e inocente demais... — O pânico tomou conta de Dumbledore. Harry era muito pequeno para ser corrompido desse jeito. Seria o pior pecado do mundo macular e destroçar alma pura e indefesa dele. Isso poderia destruí-lo.

— Quem disse que vou dividir a alma dele? Ele precisa de uma parte minha dentro dele... Assim a história irá se repetir, mas dessa vez eu não perderei o meu corpo. — Riddle explicou melhor a situação, mas isso não afastou as preocupações de Dumbledore.

Atualmente o Velho Bruxo sabia que na noite em que Voldemort havia dado aquela cicatriz em formato de raio para Harry, uma parte de sua alma havia se desprendido de seu corpo e se acomodado no único ser vivo dentro daquela casa. No caso... Harry, tornando-o assim uma Horcrux involuntária. Entretanto agora Riddle deliberadamente planejava fazer isso com a criança.

— Vai transforma-lo em uma Horcrux? Riddle... enlouqueceu? — Dumbledore não sabia se sentia choque ou raiva do ex-aluno.

— Volto mais tarde... Trarei comigo o corpo de Rabicho. — Disse Riddle simplesmente.

— O quê? Por quê? — Dumbledore perdeu o fio da meada.

— Rabicho é um traidor e merece a morte... e eu preciso fingir a minha morte, não é? Tem que ser tudo igual ao que aconteceu. Iremos transfigurar o corpo de Rabicho para ficar igual ao meu. Depois disso eu desaparecerei. Você fará seu trabalho fazendo todos pensarem que Harry é o menino-que-sobreviveu... Viu só? Já tenho todo o plano em mente, agora se me der licença... — Riddle rodopiou no lugar, desaparecendo em um estampido.

— ESPERE! — Dumbledore tentou impedir, mas foi tarde demais. Riddle se fora com o bebê.

Agora Dumbledore só podia esperar e torcer para que Riddle não mudasse de planos. Esperava que o pobre garoto voltasse em segurança para casa.

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Naquela noite, a história se repetiu. Dumbledore foi à Rua dos Alfeneiros, até a casa número quatro para depositar sobre o tapete da soleira da porta o pequeno bebê com uma cicatriz em formato de raio na testa.

Ele não pode deixar de pensar no que Riddle deve ter feito para a criança ter tal cicatriz, afinal o ferimento original fora causado por uma maldição que ricocheteou, mas como dessa vez Riddle não fora tão descuidado... será que ele apenas cortou a criança ou aquilo fazia parte do feitiço para se criar uma Horcrux? Dumbledore temia ambas as possibilidades.

O mundo bruxo festejou a queda de Lord Voldemort àquela noite, enquanto o coração de Dumbledore apertava sabendo que tudo não passava de uma farsa e que Harry sofreria por causa dos caprichos de um homem que há muito perdeu a sanidade.

Fez um juramento a si mesmo de que protegeria o garoto, que não deixaria Riddle se aproximar do menino até pelo menos o mesmo ter idade o suficiente para se defender sozinho. No momento, entretanto, ele dormiria tranquilo sabendo que Harry estava escondido e protegido na casa dos tios.

Mal desconfiava ele que Riddle sabia muito bem onde o garoto estava.

A história se repetiu perfeitamente como fora antes, tudo no esforço para moldar aquele pobre garoto e transforma-lo naquilo que Riddle tanto desejava. O menino cresceu sendo maltratado pelos tios e primos e isso, assim como Dumbledore previu, tornou o garoto carente. Ele cresceu vendo o primo sendo mimado, enquanto ele era esnobado, isso o tornou humilde.

O primeiro ano de Harry em Hogwarts fora exatamente como o seu outro eu havia vivido. Ele fez amizade com Rony e Hermione, brigou com Drago e seus capangas, se tornou o apanhador da Grifinória e no final do ano, ele enfrentou Quirrell, um bruxo medroso que fora enfeitiçado por Riddle para tentar roubar a Pedra filosofal. Claro que foi tudo uma encenação, Riddle nem queria a Pedra filosofal realmente, mas o garoto não precisava saber disso. E uma das poucas diferenças entre a aventura desse Harry e do outro, foi que Quirrell não possuía uma cara extra em sua nuca.

Tudo que o garoto passou em seu primeiro anos o tornou corajoso e fiel, exatamente como Dumbledore previu.

Riddle estava realmente muito satisfeito de ver que aquilo realmente estava dando certo, o menino estava a cada dia mais parecido com aquele Harry que ele conheceu, na verdade ele estava tão parecido... que não havia mais  a necessidade de esperar, certo?

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1º de Setembro de 1992.

P.O.V Harry Potter – 12 anos...

Eu apertava as costelas doloridas ao me levantar enquanto Rony recolhia a gaiola de Edwiges que faziam um escanda-lo, atraindo olhares dos transeuntes que reclamavam sobre os maus tratos contra os animais.

— Porque não podemos passar? — Sibilei para Rony após desvirarmos os carinhos e juntar os nossos malões.

Rony testava a passagem para a plataforma 9 ¾ que estranhamente havia se fechado bem quando estávamos prestes a passar.

— Não sei... — Rony respondeu olhando ao redor.

— Vamos perder o trem... não entendo porque o portão se fechou... — Rony cochichou pra mim ao perceber que algumas pessoas ainda nos fitavam.

Olhei para o grande relógio da estação, faltava dez segundos para a partida do trem. Tentei empurrar o carrinho contra a passagem novamente, mas essa seguiu sólida.

— Já foi... O trem partiu! E se meus pais não conseguirem voltar? Você tem algum dinheiro Trouxa? — Rony me olhou desesperando, dei uma risada.

— Os Dursley não me dão dinheiro há uns seis anos. — Respondi sério. Na verdade mesmo que eles me desse dinheiro, ainda seria uns três centavos, não serviria de nada.

— Não ouço nada... Que vamos fazer? Não sei quanto tempo vai levar para mamãe e papai voltarem. — Rony ficou inquieto ao encostar o ouvido na parede que deveria ser a passagem para a plataforma.

— Acho que é melhor irmos esperar ao lado do carro... estamos atraindo atenção dema... — Comecei a sugerir algo, mas Rony me interrompeu com um olhar brilhoso.

— Harry... O carro! — Rony se entusiasmou com alguma coisa.

— Que tem o carro? — Encarei meu amigo sem entender.

— Podemos voar para Hogwarts no carro! — Rony parecia cada minuto mais decidido.

— Mas eu pensei... — Tentei falar que isso era uma péssima ideia, mas Rony apenas seguiu falado.

— Estamos imobilizados, certo? E temos de voltar para a escola, não é? E até os bruxos menores de idade podem usar magia quando há uma emergência grave, seção dezenove ou coisa assim da Lei de Restrição ao... — Ele estava falando feito louco, então foi minha vez de interrompê-lo.

— Mas e o seu pai e a sua mãe? Como é que eles vão chegar em casa? — Questionei empurrando mais uma vez a barreira na esperança inútil de que ela cedesse.

— Eles não precisam do carro! Eles podem aparatar! Sabe, desaparecer aqui e reaparecer lá em casa! Eles só usam o Pó de Flu e o carro porque somos menores e ainda não temos permissão para aparatar. — Rony respondeu impaciente.

A sensação de pânico que eu estava sentido de repente se tornou excitação. Comecei a seguir Rony na direção da saída.

— Você sabe voar com aquele carro? — Questionei ao Rony, mas ele não respondeu, na verdade ele nem estava mais ao meu lado.

Olhei para trás e vi que ele estava parado em uma pose estática e até cômica.

— Rony? — Chamei, mas ele não respondeu. Senti uma pressão enorme quando percebi o silêncio esmagador naquela plataforma movimentada e outrora barulhenta.

Olhei em volta.

Todos... Todos estavam parados em uma pose estática, alguns flutuavam no ar, outros estavam em poses não naturais, como se estivesse prestes a fazer um movimento importante, mas foram travados no meio dele.

Olhei novamente em volta, tentando encontrar uma resposta para isso, mas nada parecia explicar porque de repente a estação inteira parou menos eu.

— Err... Alguém? Tem alguém aí? — Falei para o nada, esperando que mais alguém que não estivesse travado, falasse comigo, mas ninguém respondeu.

Comecei a sentir medo e pânico. E se eu ficasse assim pra sempre? O que estava acontecendo? Porque isso está acontecendo comigo?

Comecei a rodar no mesmo lugar, o pânico me consumindo mais e mais até que vi um brilho vermelho.

Parei o que estava fazendo e olhei na direção aonde tinha visto esse brilho. Uma figura alta, envolto por um capuz negro me fitava ao longe com olhos vermelhos com fenda de gato.

O ser embaixo do capuz apenas me olhava, então me questionei se ele também estava congelado no lugar, mas bastou uma piscada minha para ele se aproximar.

Sem ter certeza de que ele havia se mexido enquanto eu piscava, eu acabei olhando em volta, procurando por ajuda e quando voltei meu olhar para a figura negra, ele estava ainda mais perto.

Tremi de medo. Em uma circunstancia normal eu correria na direção oposta, mas nesse caso... Nesse caso eu deixaria Rony para trás e eu nunca o abandonaria desse jeito.

Lancei um olhar preocupado ao meu amigo. Será que eu conseguiria carrega-lo? Acho que não!

Tirei meus olhos de Rony e voltei a olhar para a figura, agora ele estava bem na minha frente, me fitando com voracidade.

— AAARG! — Cai sentando ao pular pra trás com o susto. O ser encapuzado apenas sorriu para mim.

— Olá Harry... Senti sua falta. — Ele baixou o capuz e revelou um rosto jovem e bonito, cabelos longos e lisos, penteados perfeitamente para trás e uma pele tão branca que quase parecia transparente. A única coisa assustadora nele eram seus olhos. Olhos vermelhos que provavam que esse homem era perigoso, entretanto... havia algo de familiar nele.

— Você... — Arregalei os olhos quando um flash de memórias veio à minha mente.

Lembro dele... eu já o vi um milhão de vezes. Lembro quando eu tinha sete anos e fui ao shopping com Duda e Tia Petúnia. Duda fez um escândalo para conseguir um Sundae do tamanho da cabeça dele. Tia Petúnia obviamente não fez questão de negar o pedido do filho querido e deu a ele o que ele pediu, mas ignorou veemente meu olhar pidão sobre um simples picolé de abacaxi. Lembro que esse homem surgiu do nada e me deu justamente o que eu queria, entretanto não acabei comendo nem metade do picolé, pois Tia Petúnia me tomou o mesmo e ainda me castigou por ter aceitado coisas de um estranho.

Lembro também de um dia ensolarado, quando eu estava brincando do lado de fora e acidentalmente sujei o carro impecável de Tio Valter com lama. Pensei que ele fosse arrancar meu coro, mas ele baixou a mão quando esse sujeito passou na rua fitando-o intensamente. Lembro que Tio Valter agiu estranho o resto do dia inteiro, como se estivesse hipnotizado.

Também teve o dia que Duda estava me perseguindo ao redor da casa com aquela bendita bengala de sua prestigiada escola. Eu já tinha levado três golpes na cabeça quando a bengala voltou direto na cara do Duda, na época eu não sabia que existia magia, então achei isso estranho, mas lembro de ver esse homem guardado algo que parecia uma vareta em seu paletó antes de sumir.

Era sempre assim, ele aparecia e desaparecia sem mais nem menos, mas eu nunca tinha notado que ele tinha olhos vermelhos, acho que nunca olhei direito pra ele.

— Você se lembra de mim? — Ele perguntou ao estender a mão para me ajudar a levantar.

— É o homem que sempre aparece quando eu preciso... você é meu Santo protetor? — Questionei inocentemente, ele explodiu em uma risada, foi aí que notei seus dentes. Ele possuía presas... Tem algo errado... Ele não me parece uma pessoa ou até mesmo um bruxo normal.

— Não, eu não sou nenhum Santo... — Ele respondeu ao me lançar um olhar assustador. Parecia faminto.

— O-o que o Senhor d-deseja? — Questionei dando um passo atrás. Meu estômago revirava em alerta de perigo.

— O que eu desejo? — Ele pareceu pensar antes de me fitar com aquelas gemas carmesim.

— Você — Foi tudo que ele respondeu. Meu corpo arrepiou.

— O q-quê? — Dei mais um passo atrás novamente.

— Vim te buscar Harry... Dumbledore não pode mais te proteger e me atrasar. — Disse ele dando um passo na minha direção.

Tais palavrar enviaram um sinal ao meu cérebro, finalmente eu descobrir quem esse homem era.

— V-voldemort? — O nome saiu pelos meus lábios, o nome que todos temiam e que Dumbledore me ensinara a enfrentar. O nome do Bruxo das trevas que me queria morto... Ele veio me matar!

Saquei minha varinha imediatamente. Um sorriso perigo se espalhou nos lábios dele.

— Teimoso e corajoso... exatamente como ele era. — Voldemort sorriu, puxando sua varinha. Engoli em seco.

— Vamos brincar? — Ele questionou enquanto tomava uma pose de duelo, eu só conseguia me questionar como ele conseguiu seu corpo de volta. Lembro que não o deixei pegar a Pedra Filosofal... então Dumbledore estava certo, Voldemort realmente tinha outros meios de voltar.

Me ferrei! Minha única saída era duelar com ele, mas...

Olhei em volta, tinha tanta gente ali... E se eles saíssem machucados? Os olhos vermelhos de Voldemort seguiram os meus, examinado as pessoas ali e parando em Rony com um sorriso satisfeito.

— Porque não vem comigo sem reagir? Seria uma pena se seu amiguinho aqui saísse ferido. — Ele indicou com a cabeça o Rony. Meu corpo inteiro gelou. Isso foi uma ameaça direta.

Baixei minha varinha. Afinal eu não era nada contra esse homem e, além disso, ele tinha a vantagem, ele possuía reféns.

— Bom garoto... Sempre pensando nos outros primeiro. Exatamente como ele era... — A voz de Voldemort se encheu de júbilo, ele realmente parecia nas nuvens com isso, mas de quem ele está falando?

Voldemort acenou sua varinha, fechei meus olhos esperando o ataque, mas nada aconteceu. Quando abrir meus olhos novamente, reparei que as minhas coisas haviam desaparecido. Incluindo Edwiges. Olhei em pânico para ele.

— Não se preocupe... você terá suas coisas de volta quando chegarmos à Albânia. — Ele passou seu braço em volta do meu pescoço e me puxou para mais perto de si.

— Albânia? — Questionei sem entende. Ele vai me tirar de Londres para me matar? Por quê?

— Não gosta da Albânia? Prefere a Irlanda? Pode escolher. Eu vou onde você quiser ir, meu amor. — O tom gentil de sua voz me deu ainda mais medo. E foi minha impressão ou ele realmente me chamou de meu amor?

— M-meu amor? — Estremeci... Tem algo muito errado aqui! Todos me ensinaram que esse homem era um Bruxo das trevas que queria me matar, mas... Porque ele estava agindo como se quisesse outra coisa de mim.

— Vamos ser tão felizes juntos! — Ele sorriu ao alisar meu rosto com a ponta dos dedos finos.

Meu Deus... Ele é louco?

— Vamos, nossa nova casa nos espera. — Ele me segurou pelo braço e se preparou para fazer algo. Não tive tempo de pensar em um meio de fugir, pois logo um rodopio me desequilibrou. Uma sensação horrível como estar sendo espremido por uma mangueira muito fina perpassou meu corpo. Pensei que fosse morrer sufocado quando finalmente um chão de madeira rústica surgiu à minha frente, substituindo o chão de concreto da estação onde estávamos segundos antes.

Voldemort estava em pé ao meu lado, como se nada tivesse acontecendo, seu sorriso era vitorioso. Eu por outro lado estava arfando de quatro no chão. Pensei que fosse vomitar, mas aguentei. Acho que isso era o que os Bruxos chamavam de desaparatar e aparatar.

Olhei em volta tentando reconhecer algo. Estávamos em uma casa antiga, mas bem cuidada. Seus móveis eram rústicos, o que combinava com o chão e com as escadas desgastadas. Minhas coisas estavam a um lado, incluindo Edwiges em sua gaiola. Mas o mais chocante naquele lugar eram os quadros que se espalhavam amontoadas pelas paredes e também sobre os móveis. Todas as imagens se moviam.

Era fotos minhas... em diferentes épocas da minha vida.

Eu mal podia me reconhecer, mas eu podia jurar que tinha algumas de quando eu era bebê. Tinha outras da minha infância. Todas tiradas de longe, mas ainda assim, era eu. Eu no meu primeiro dia de aula na escola Trouxa aos seis anos de idade. Eu na frente da casa dos Dursley. Eu indo para o meu primeiro ano em Hogwarts... Eu em Hogwarts... como ele conseguiu essas fotos tão de perto de mim e dentro do castelo ainda por cima?

— Gostou da sua nova casa? — Voldemort questionou como se nada de estranho estivesse acontecendo. Meu Deus... ele é mesmo louco!

— G-gostei... — Gaguejei, estava com medo de contraria-lo ou coisa do tipo.

— Vamos ser muito feliz aqui! Estaremos juntos para sempre! — Ele sorriu genuinamente feliz.

Céus! O que vai ser de mim aqui? O que ele vai fazer comigo?


Notas Finais


Riddle enlouqueceu após a morte de (Henry). Desesperado para ter seu amor de volta ele recriou todas as circunstancias na esperança de tê-lo em seus braços mais uma vez. No entanto agora ele tem o jovem Harry Potter dessa linha do tempo. O que irá acontecer? Não percam no próximo capítulo que "talvez" seja o último.


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