História Harry Potter e a Senhora do Tempo - Capítulo 32


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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley
Tags Aventura, Harry Potter, Magia, Pos Hogwarts
Visualizações 45
Palavras 2.281
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


SAIUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!

Capítulo 32 - Senhora do Tempo


- Um bom dia a todos, espero que esse novo dia seja muito produtivo para todos nós. – Uma voz feminina pareceu ecoar por tod’A Cabana. Era uma voz suave, baixa, delicada, mas arrepiou cada pelo do corpo de Melissa. Institivamente, ela segurou a mão de Lionel e sentiu que o bruxo apertou forte sua mão.

Uma bruxa um tanto quanto magra e baixa caminhou lentamente sustentando o olhar reto, sem se fixar em nenhum dos três. Tinha os cabelos totalmente branco-prateados, pálidos como a lua cheia; eram cortado curtos, num ângulo simétrico, com a franja caindo delicadamente nos dois lados do rosto. Tinha olhos de um azul claro, um nariz fino e boca bem desenhada, e, apesar de ter certa idade, tinha poucas rugas. Era definitivamente uma mulher bela e com certeza ela tinha essa consciência, a garota pensou, pois uma aura de força e determinação pareciam emanar dela. Ela caminhava com altivez e num ritmo contínuo, sem pressa mas também sem parecer preguiçosa, o salto fino da bota roxa de cano longo fazendo barulho ao entrar em contato com o chão velho de madeira. Sua longa capa carmim esvoaçava lentamente enquanto caminhava, e Melissa observou que tanto ela como todas as suas vestes era finas e caras, e de um bom gosto ímpar.

A misteriosa bruxa por fim chegou até o centro d’A Cabana, e sacando muito rapidamente uma varinha fina de uma madeira bem clara, conjurou uma bela cadeira de madeira de encosto fofo e sentou-se graciosamente nela. Juntado as mãos e entrelaçando os dedos, finalmente se dirigiu à Draco Malfoy:

- Então Sr. Malfoy, qual foi o resultado do Feitiço do Amor Original? – Ela começou, suavemente dando um meio sorriso. Porém seus olhos se estreitaram, de uma maneira quase que imperceptível. Não era uma pergunta propriamente, Melissa tinha certeza que ela já sabia a resposta. O bruxo porém não mexia um músculo; parecia que tinha sido vítima de um feitiço de Corpo Preso. Inicialmente aquele silêncio estava começando a incomodá-la e quis falar algo, porém ao se virar para Lionel percebeu que o olhar dele para o pai era de pena e então ela entendeu: Draco estava com medo, muito medo.

- Entendo... – a bruxa continuou, depois de alguns instantes, parecendo entediada, era nítido que não estava dando a mínima para Draco e sua busca por trazer a amada mulher de volta do mundo dos mortos. Suavemente, virou o rosto para onde estava Melissa e Lionel.

- A senhora... – Lionel começou, decidido, porém com um leve aceno a bruxa o calou. Parecia que mesmo os dois estando lado a lado, a bruxa só tinha olhos para Melissa.

- Me chamo Ária Dumbledore, e você é sem dúvida Melissa Granger-Potter. A senhorita tem uma linhagem muito interessante, posso afirmar que ter o sangue de grandes bruxos faz uma grande diferença se você souber aproveitar das particularidades de sua ancestralidade. – a bruxa começou, enfática e, mesmo amedrontada, Melissa sentiu uma espécie de admiração pelo tom resoluto e confiante dela. Sem saber se deveria ou não concordar com aquela afirmação apenas esperou. Ária Dumbledore cruzou as pernas e apoiou graciosamente o rosto fino numa das mãos, como se analisasse melhor a garota. – O benefício da dúvida é conveniente. Mas não espere que nesse mundo a prudência a leve à algum lugar que não seja entre os medíocres. Espero grandes feitos da senhorita.

- O que a senhora espera de mim? O que a senhora quer de mim? – Melissa deixou escapar, aflita. Ela sentiu Lionel apertar sua mão novamente, porém não se virou para o garoto.

-Muitas coisas menina, afinal todo bruxo me é interessante, de uma maneira ou de outra. Por favor Sr. Malfoy, gostaria que permanecesse onde está até acabarmos esta conversa, calado se possível.

Com um movimento praticamente imperceptível do dedo indicador Ária jogou o corpo de Draco violentamente contra a parede, parecendo cola-lo em um ângulo estranho, a varinha de Melissa que estava com ele rolou para baixo de uma enorme mesa velha. Totalmente imóvel, apenas com o olhar arregalado, Melissa percebeu que por mais que ele tentasse, não conseguiria sair dali. Lionel largou a mão dela e sacou a varinha, Ária porém não esboçou reação, apenas disse, sem tirar os olhos de Melissa.

- É melhor guardar isso garoto ou vai acabar ao lado do seu pai. – A garota viu que o rapaz abaixou sua varinha, extremamente ofendido. Ela tentou segurar sua mão de novo mas não a encontrou.

- Foi você quem andou me enviando as cartas? – Melissa deixou escapar, abruptamente. Ária finalmente sorriu, um sorriso frio, que não agradava, não demonstrava alegria, mas sim contentamento, talvez com ela mesma.

- Sim. Tanto nas batalhas trouxas como nas bruxas, primeiro se define um objetivo, estuda-se seu oponente, suas fraquezas e suas fortalezas, e, aqui que está o segredo menina, antes de atacar há de se intimidar. Confundir, é umas das maneiras, ameaçar é outra, são tantas as opções mas todas elas tem êxito quando se consegue tirar o oponente da inércia, e então...agir. Ora,ora Melissa não tenha medo, ou até tenha, isso é com você, mas deixe o medo te fazer seguir em frente, e aja.

- Eu...Eu não sei o que a senhora quer dizer.

- Não precisa. Pode não parecer mas quero ajuda-la. Eu preciso de você menina.

Melissa piscou algumas vezes, confusa. Simplesmente não entendia o que aquela bruxa tão poderosa e intimidadora queria com ela. Mesmo sabendo que era uma Potter agora, não fazia sentido.

- Aquelas cartas – Ária continuou, não dando importância para a confusão da garota – era uma forma de tira-los da inércia dessa vida pacata em que você viviam. Enviei também cartas para seu pai. A fim dele voltar para Hogwarts, para ficar perto de você. E as mortes, antes que a senhorita me pergunte, foram necessárias para meu plano, nenhum deles eram importantes em particular, foram mais úteis mortos do que em vida.

A garota sentiu então o estômago embrulhar, a raiva borbulhando dentro dele. Como era possível Ária simplesmente dizer isso de pessoas que não fizeram nada a ela, ainda mais Hagrid, alguém que ela gostava tanto. Ària porém levantou-se de repente, resoluta.

- Não vou ficar aqui perdendo meu tempo vomitando palavras vazias para você. Venha menina, vamos.

Melissa a olhou sem entender. Ela recomeçou seu andar contínuo, mas ao perceber que a garota não a acompanhava, virou-se para ela, extremamente irritada:

- Está surda? Ande, venha.

- N-não! Porque eu iria com você?

- Por que será melhor para todos, porque talvez tenha que machucar seu namoradinho aqui, sua mãe, seu pai e quem mais você goste, porque e, acho que você conseguiu perceber, minha paciência é curtíssima!

- Ela não irá com você sua maluca! – Lionel ergueu novamente a varinha, Ária, ainda com a face irritada, sacou sua varinha também e ao fazer um rápido floreio, fez surgir dois jatos de ar que envolveram a perna esquerda do rapaz, quebrando-a em vários lugares. Ele gritou de dor e caiu, e Melissa se jogou sobre ele, chorando transtornada. Ária porém fungou entediada.

- Posso quebrar tantos ossos quanto precisar apenas porque posso. E também é escolha sua ir comigo andando ou aos pedaços menina, não me fará diferença.

- Se você tocar em um fio de cabelo da minha filha mulher eu juro que transformo você em pó!

 

 

Harry aparatou com Rony e Hermione numa propriedade muito grande, perto de alguns casebres mal conservados, o cheiro de maresia inundando suas narinas. Mais adiante podia se ver uma grande estrutura arredondada de vidro.

- Isso aqui é muito grande, vamos demorar horas pra percorrer tudo! - Rony exclamou, porém Hermione sacou a varinha silenciosamente.

- Homenum Revelio.

Quatro vultos esbranquiçados vieram flutuando da estrutura de vidro até sua varinha. Rapidamente eles correram até lá. Harry espiou para dentro da porta principal e se deparou com uma cena chocante: Draco Malfoy preso à parede por algum feitiço, seu filho Lionel jogado no chão com a perna quebrada sendo amparado por uma desesperada Melissa, e bem no centro do local uma bruxa desconhecida, porém Harry já sabia quem ela era: Ária Dumbledore. Tentou controlar o impulso de entrar correndo, porém ao ouvir as últimas palavras da bruxa ameaçando Melissa não se conteve. Com a varinha em punho, confrontou a bruxa, que meramente sorriu ao vê-lo, juntamente de Hermione e Rony.

- Uma reunião de família, comovente.

- Quem é você?

-Você sabe quem sou, e eu sei quem vocês são. Não há motivos para apresentações.

Hermione lançou um feitiço de estuporamento, mas Ária o repeliu sem ao menos virar a cabeça, tinha os olhos fixos em Harry e uma expressão enigmática no rosto. Com o floreio da varinha jogou Hermione muitos metros longe, e ela caiu com um baque surdo no chão.

- HERMIONE!! Rony e Harry gritaram ao mesmo tempo, o ruivo correndo para acudir a amiga. Harry, agora com uma enorme raiva crescendo nele, canalizou-a e gritou Expelliarmus. Pela primeira vez, Ária pareceu fazer algo para se defender. Com uma velocidade inimaginável utilizou o feitiço Protego e recuou alguns passos.

- Reconheço suas habilidades e seu talento Sr. Potter. – Ela disse, quase divertida. – Mais receio que hoje não será o dia para nos testarmos.

O que aconteceu logo em seguida foi tudo muito rápido: Ária assoviou de maneira medonha, um som agudo e espectral que fez Harry tremer-se de medo por dentro. Ele ouviu múrmuros de dor ao fundo do e percebeu que Melissa tinha arrastado Lionel para debaixo de uma mesa, e então reparou que Draco não estava mais preso à parede. Porém o que ele viu logo em seguida varreu todos seus pensamentos: uma imensa sombra encobriu todos os raios do sol que entravam porta adentro, e então uma enorme cabeça reptiliana do tamanho de um carro adentrou pela porta, forçando os lados e estraçalhando algumas paredes de vidro. Harry, paralisado, escutou uma palavrão vindo de Rony, que caminhava em sua direção amparando uma Hermione ainda tonta pelo feitiço que a atingiu. Ela não tirava os olhos de Ária, uma expressão de ódio e medo misturados. Parecia não perceber que metade de um dragão Olhos-de-Opala havia adentrado o lugar, parecendo mais um enorme bicho de estimação de Ária. Esta, por sua vez, caminhou lentamente, o dragão descendo sua cabeça até seus olhos, sem pupilas, que refletiam as cores do arco-íris, ficarem na altura dos dela. Ária acariciou distraidamente suas escamas vermelhas e começou a se elevar do chão magicamente para montar no animal.

Harry pareceu despertar de um transe e então fez menção para impedi-la, porém Ária, que já estava nas costas do dragão, disse:

- Não tente me impedir, muito menos me seguir Sr. Potter. Cuide dos seus agora, já temos nossos destinos entrelaçados através da profecia e voltaremos a nos encontrar.

O bruxo ainda tentou lançar um feitiço porém ele ricocheteou na pele escamosa do animal. Graciosamente, o Olhos-de-Opala já estava se preparando para sair do lugar e levantar voo, e Harry escutou novamente o assovio espectral de Ária. Numa fração de segundos, chamas de um fogo vermelho-vivo foram disparadas pelo dragão, incendiando uma prateleira de madeira velha e alta, bem perto da mesa onde Melissa e Lionel estavam escondidos.

Harry ainda olhou um última vez para Ária Dumbledore, montada naquele dragão enorme como uma amazona medieval, tão altiva e segura de si. Ela não sorria, nem tão pouco tinha a expressão contrariada, Ária estava completamente orgulhosa de si. Virou-se então rapidamente e, juntamente com Rony, apagaram todo o fogo que consumia vertiginosamente todo aquele lugar com móveis e livros velhos. Hermione, agora mais forte, corria para ajudar a filha a puxar Lionel, que estava semiconsciente. Totalmente molhados, ele se juntaram no centro do lugar. Quando Harry olhou novamente para a porta, tanto o dragão como Ária haviam desaparecido.

- Você está bem? – Harry disse baixinho para a garota, que tinha a face vermelha de tanto chorar. Ela assentiu com a cabeça, o olhando como se o visse pela primeira vez na vida, e ele sabia o porquê. Sorriu.

Hermione, depois de examinar os ferimentos de Lionel, prestou os primeiros socorros e conjurou uma maca, Harry a ajudando a colocar o rapaz, que se deitou fazendo caretas.

- Malfoy sumiu Harry, com certeza fugiu aquele Comensal de bosta! – Harry ouviu o amigo exclamar, após este percorrer brevemente toda a bagunça e entulho que aquele lugar agora tinha. Ele percebeu que Melissa e Lionel trocaram olhares significativos, a garota parecendo muito decepcionada com o rapaz, este baixando os olhos rapidamente.

- Rony, venha cá, leve o garoto Malfoy direto para Hogwarts, ele precisa ir até a ala hospitalar urgente. – O bruxo veio até ele, incerto, porém quando seu olhar se encontrou com o de Harry ele fez um leve aceno de cabeça e sem dizer mais nenhuma palavra segurou no ombro do garoto e ambos sumiram.

- Melissa... – Harry começou, se virando para a garota muito sério. Hermione estava ao seu lado, ele evitou olha-la.

- Você é meu pai. – A garota, porém, se adiantou. Olhou demoradamente para a mãe, que tinha lágrimas nos olhos, mas não disse nada. Apenas abriu um discreto sorriso. Harry sentiu o peso de toneladas abandonarem seus ombros. Teve vontade de chorar e abraça-la, mas resolver começar apenas segurando suas mãos. A garota tremia.

- Sim, eu sou Melissa. Há muitas coisas sobre as quais precisamos conversar. Nós três. Mas primeiro precisamos voltar a Hogwarts. Há uma ameaça muito séria nos cercando. E precisamos estar juntos.

A garota sorriu, radiante. Ele também. Sem soltar a mão de Melissa, Harry virou-se para Hermione e ofereceu sua mão livre. Hesitante, ela segurou, estava quente. E assim, os três juntos aparataram.

 


Notas Finais


Espero que gostem! E comentem!! Ahhhhh! Um desafio pra vcs: em quem vcs acham que me inspirei para criar nossa querida senhora do tempo?? ;)


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