História Harry Potter e o Mentor das Trevas - Capítulo 78


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Categorias Harry Potter
Personagens Blásio Zabini, Cedrico Diggory, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Harry Potter, Lord Voldemort, Theodore Nott, Tom Riddle Jr., Viktor Krum
Tags Harry Potter, Lemon, Slash, Tom/harry, Tomarry, Ua Harry Potter, Yaoi
Exibições 732
Palavras 4.669
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Lemon, Magia, Romance e Novela, Saga, Slash, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, gente.
Vocês não sabem a dificuldade que está sendo postar nesse fim de semana.
Primeiro eu fiquei sem internet e depois meu teclado pifou, MEU TECLADOOOOOOOOO, como eu vou sobreviver sem teclado?!
Enfim... ainda tem o agravante que estou postando pelo 3g.
Mas chega de reclamar, estou aqui e este é o penúltimo capitulo dessa temporada, então estou contando que vocês vão me mandar comentários lindos, longos e maravilhosos.
Esse Capitulo é dedicada a Alma_matter, Ghost <3, porque ela pensou nisso antes de todo mundo, ou pelo menos ela comentou isso antes de todo mundo.
Parabéns Ghost.
Sem mais delongas, até porque já teve muita.
Enjoy.

Capítulo 78 - Cap.34


 

Harry Potter e o Mentor das Trevas

Cap.34

 

“Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência dele.”

- Mark Twain

 

Mesmo depois de conversar com Tom sobre a pista do labirinto, Harry não havia conseguido uma boa oportunidade de falar com qualquer dos campeões. Fleur mal era vista no castelo, estava sempre na torre da Corvinal ou na carruagem de Beauxbatons, Harry chegou a perguntar sobre ela a Justine, mas a Fox apenas olhou para ele preocupada e disse que mesmo ela quase não falava com a prima a dias, a veela estava muito determinada a aprender tudo que podia sobre localização às cegas, ainda se sentindo muito culpada por todo o tempo que Justine havia passado perdida no fundo do lago negro. Krum nem sequer olhava em sua direção sem magoa e raiva nublando seus olhos negros, Harry não podia culpa-lo por aquilo, afinal, até onde Krum sabia, Harry tinha roubado Hermione dele, o moreno não achava que poderia conseguir algo útil dele mesmo se chegassem a conversar. Sua melhor opção seria Cedrico, mas se aproximar dele era tão difícil quanto seria invadir a torre da Corvinal e falar com Fleur, provavelmente mais difícil, afinal o rapaz estava sempre cercados por colegas Lufa-lufas, e os ditos colegas sempre deixavam as varinhas a mostra quando viam Harry se aproximar, como se esperassem que o moreno fosse atacar o outro campeão na primeira oportunidade, Harry só começou a entender aquela reação quando viu o rapaz que ele atacou meses antes o olhar desafiador do meio do grupo de Lufanos, o Grifinório quase o atacou outra vez só para tirar aquela olhar estupido de seu rosto arrogante, mas mudou de ideia porque não ajudaria em nada.

                Os dias até a prova pareceram correr como nunca antes, e quando ele percebeu era a última noite antes da tarefa, Hermione que esteve cada dia mais inquieta sobre isso, agora não saia do seu lado quase nunca, sempre agarrada ao seu braço, como se tivesse medo que algo iria ataca-lo a qualquer segundo, Harry permitiu que ela fizesse isso, afinal ele sabia que preocupação não era um sentimento racional. Os outros não pareciam muito melhores, sempre por perto, a ponto de ser um pouco sufocante, Harry teve que lembrar a Blaise mais de uma vez que eles deveriam supostamente ainda se detestar, o negro bufou descontente, mas se comprometeu em manter distância e garantir que os outros Sonserinos fizessem o mesmo. Na noite antes da prova, Luna sentou-se com eles, parecendo tão calma quanto sempre, mas ela olhava para o moreno o tempo inteiro.

- Você vai se saber bem, você sabe. – Disse ela quando estavam comendo a sobremesa – Você é basicamente o aluno mais poderoso da escola, não é como se algo pudesse te machucar.

A forma que ela disse era completamente casual, mas Harry ficou tenso e olhou para sua mão direita só para garantir que seu anel ainda estava no lugar. Ele queria perguntar mais a menina sobre o que ela quis dizer, mas estava cercado pelos colegas que nunca estiveram tão atentos a cada um de seus passos, então decidiu que teria que esperar um momento melhor para isso.

Eles estavam prontos para se retirar para noite quando Professora McGonagal veio contornando a mesa da Grifinória em direção a eles.

- Potter, os campeões vão se reunir na câmara vizinha ao salão depois do café. – Anunciou ela, mas parecia mais relaxada e contente do que tinha estado em muitos dias, isso inquietou Harry mais do que qualquer outra coisa poderia ter, mas ele não demonstrou nada além de curiosidade inocente.

- Mas a tarefa só vai ser a noite. – Exclamou Harry, tentando perceber qualquer pista sobre a professora ou que aquilo significava.

- Eu sei, Potter, mas há uma surpresa esperando por vocês amanhã. – Agora ela estava sorrindo abertamente e ele não gostou, ele odiava surpresas, surpresas significavam que ele não poderia se preparar propriamente e por tanto estaria em perigo – Tenha uma boa noite.

- Eu odeio surpresas. – Disse Harry, olhando alarmado para os amigos.

- Não deve ser nada importante, Harry. – Falou Hermione tentando conforta-lo, mesmo que ela própria não parecesse muito certa – No máximo vocês receberão outra pista sobre a tarefa.

Apesar de não ser uma noite em que ele deveria falar com Tom, eles combinaram de conversar mesmo assim, afinal na noite seguinte aconteceria a prova. Nunca tinha sido tão difícil se esgueirar para fora da torre, seus amigos insistiram em ficar ao seu redor a todos os momentos, chegando ao cumulo de se prepararem todos juntos para dormir no banheiro do quarto, quando eles finalmente caíram no sono, já tinha passado da hora marcada, Harry correu para a sala precisa torcendo para que Tom não tivesse se cansado de esperar por ele.

O jovem se jogou no tapete e mal cumprimentou Gael antes de a serpente se conectar com a mãe.

- Está tudo bem, pequeno? Se atrasar não é de seu feitio. – Foi a primeira coisa que Tom disse em cumprimento, mas ele não parecia irritado, então Harry relaxou.

- Sim. Tudo bem. – Respondeu Harry, ofegando devido a corrida – Meus colegas estão um pouco pegajosos por causa da tarefa, foi complicado fugir da torre. Só isso. Estão preocupados.

- E você? Está preocupado?

- Não, quer dizer, acho que não. Não vai ser nem mesmo a coisa mais perigosa que eu já fiz. Nós invadimos Azkaban! – Disse o mais jovem, mas uma ponta de nervosismo podia ser percebida em sua voz.

- Não é a mesma coisa. Invadir Azkaban foi, obviamente, perigoso, mas eu estaria lá para garantir que nada de ruim acontecesse a você. É diferente com o torneio.

- Isso era suposto ser algo para me fazer mais calmo? – Perguntou o rapaz ironicamente.

- Você disse que não estava preocupado. – Respondeu Tom com o mesmo nível de ironia sorridente, mas logo sua voz endureceu e ele estava falando sério outra vez – Você treinou os feitiços de localização que te falei certo?! Eles são bem simples, e nenhum pouco das trevas, você pode usa-los sem chamar atenção.

- Eu sei. Sim, eu treinei. Estou tão preparado quanto poderia estar. – Disse Harry, com um pouco mais de certeza dessa vez – É só a coisa da ‘conexão inquebrável’ que me preocupa. Eu não acho que eu realmente precise de alguém para me guiar através do labirinto, eu posso ir muito bem sozinho, mas estou curioso sobre quem é essa pessoa e o que isso vai significar na prova.

- Você não tem qualquer ideia de quem poderia ser?

- Pensei em Neville ou Hermione, mas embora eles sejam meus amigos mais próximos, não vejo nenhum deles como uma possível conexão inquebrável. Pensei em Gael ou ... – o ‘ou você’ ficou preso na garganta de Harry, ele sabia que era verdade, mas ele não se sentia confortável dizendo isso ao lorde – ou eu não sei... Certamente não é o Draco, qualquer conexão que nós poderíamos ter está mais do que quebrada a essa altura. Blaise é quase uma opção, mas antes dele viria Hermione... Eu só não sei...

- Não importa quem seja, é como você disse, não há porque se preocupar... você consegue fazer isso sem qualquer ajuda. Você é sem qualquer sombra de dúvida o bruxo mais capaz desse torneio. E também, Black e Barty estarão lá para garantir que nada saia do controle, você vai ficar bem. – Enquanto ouvia Tom dizer isso, Harry percebeu que o homem estava tentando tranquilizar a si mesmo tanto quanto tentava tranquiliza-lo, uma onda de calor subiu pelo seu peito e ele desejou estar na presença do Lorde, pois Tom estaria tocando seu ombro ou suas costas e ele estaria mais calmo com tudo o que aconteceria no dia seguinte – Talvez você apenas devesse deixar Barty participar da tarefa em seu lugar.

- Você sabe que eu não vou. Eu quero terminar Tom. Eu quero... – ‘Te orgulhar’ era um pensamento estupido, e o mais jovem sabia, mas isso não tornava o sentimento menos verdadeiro – saber que eu venci apesar de qualquer coisa.

- Pirralho. Você vai se sair bem, não há dúvidas... é quase injusto para os outros competir com você. – Bufou Tom, e sua voz era quase um afago – Você deve voltar para torre e dormir um pouco agora, descansar para amanhã.

- A tarefa é só a noite. – Reclamou Harry, ele não queria sair ainda, estava cedo, ele poderia passar mais algum tempo com Tom – Ainda terei tempo para descansar.

- Já disse a você que dormir de dia não é tão eficaz quando dormir propriamente a noite. – Ralhou o lorde e Harry riu, essa era uma discussão antiga que ele já sabia que ia perder – E eu também tenho uma reunião em algumas horas...

- Ah, eu não queria te atrapalhar...

- Você não me atrapalha nunca. – Murmurou Tom e Harry se forçou a não corar – Vá descansar, quero ouvir tudo sobre como você ganhou o torneio amanhã a noite.

- Vai ter tempo para falar comigo amanhã também? – Disse o rapaz, se sentindo envergonhado por demonstrar tão claramente sua animação, mas incapaz de se deter.

- É claro que sim. Vou querer todos os detalhes. Boa noite meu pequeno.

- Boa noite, Tom.

Mesmo que Tom tivesse dito a ele para subir e dormir Harry não obedeceu, ele se enrolou com Gael no chão da sala precisa, pensando no dia seguinte, repassando todas as magias de localização e ofensivas em que poderia pensar. Por fim, ele não dormiu nenhum pouco, o dia estava nascendo quando ele se forçou a levantar, àquela altura alguns dos colegas já estariam de pé e se perguntando onde ele estava, para conseguir um álibi e também porque ele precisava o rapaz rumou para as masmorras, indo bater na porta de Snape, o homem abriu a porta e embora a surpresa pudesse ser vista em seus olhos era a única pista que tinha.

- Sr.Potter. – Cumprimentou o homem, dando passagem a Harry sem perguntar nada, esse era definitivamente um progresso, a alguns anos Snape o teria expulsado dali com uma detenção sem piscar duas vezes – O que está fazendo aqui?

- Não dormi bem na noite passada. – Admitiu o mais jovem, chutando a borda do tapete da sala privada do homem – Pensei que talvez o senhor teria alguma poção de reposição energética para me dar. Se não for um incomodo é claro.

O pocionista franziu a testa para ele, e Harry quase estava esperando ser escorraçado dali e receber uma detenção pela ousadia, mas Snape indicou a sofá quietamente e seguiu até sua estante pessoal para buscar a poção. Ele entregou a conhecida ampola e Harry estava prestes a beber quando Snape segurou seu pulso para impedi-lo.

- Você deve comer algo antes, será que nunca presta atenção as minhas aulas?! – Perguntou o homem, Harry sorriu.

- Poções de reposição energética são matéria de sexto ano. – Respondeu o rapaz, mas guardou a poção entre as vestes.

- Bom, você vem tomando isso por tempo o suficiente para saber como funciona mesmo assim. – O homem ainda estava serio como sempre, mas não havia hostilidade em sua voz, ele se sentou na poltrona lateral ao sofá – Está nervoso? Por isso não dormiu?

- Sim. – Admitiu Harry, Snape era a última pessoa para quem ele esperava admitir coisas, mas era também a pessoa certa para conversar agora, Sirius seria uma boa de energia flamejante e otimista e não era disso que Harry estava precisando – É a última prova, o que quer dizer que é a última chance de quem colocou meu nome naquele cálice fazer seja lá o que está planejando. Meu nome não estava lá como uma brincadeira, não sou idiota.

- Você poderia ter me enganado. – Bufou o homem e Harry revirou os olhos sem dizer nada – Não acho que você tenha qualquer razão para temer nada.

- Então você acredita na teoria do diretor de que tudo isso não passou de uma brincadeira de mal gosto?! – Questionou o rapaz, incapaz de manter o sarcasmo longe de sua voz, foi a vez de Snape revirar os olhos.

- É obvio que eu não acredito. Mas o que o Príncipe das Trevas teria a temer?! – Ironizou o pocionista e Harry olhou para ele confuso, Snape riu estendendo a mão e pegando um jornal sobre a mesa as suas costas, jogando-o sobre as pernas de Harry – Você não sabe que é assim que estão te chamando agora?

Harry ainda estava confuso então não respondeu, apenas pegou o jornal, que, é claro, se tratava do Profeta diário, na capa havia uma imagem desenhada em carvão de um homem de pé, envolto em ataduras negras como uma múmia, diante de uma multidão de lençóis pretos ondulando em um vento inexistente, o título Mordred o Prinicipe das Trevas, Nova ameaça ao mundo Bruxo.

- Alguém deveria dizer ao editor geral do profeta que ele deveria ser um jornal e não um caderno de contos. – Bufou Harry sem saber mais o que dizer, ele passou um rápido olhar pelo texto e não dizia quase nada, apenas que um grupo de comensais liderado pelo homem que era supostamente Mordred, aquele que tinha invadido St.Mungus, foi visto na costa que levava a Azkaban no dia da fuga em massa, o profeta supunha que Mordred era na verdade Sirius Black que estava tentando assumir o posto que antes foi ocupado por Você-sabe-quem – As pessoas pensam que este homem é Sirius.

Snape riu de forma escarnecedora.

- Mesmo que eu não soubesse que Sirius não poderia ter estado lá por razões obvias, nunca poderia acreditar que Sirius teria o poder ou a coragem para fazer algo assim. – Disse o pocionista cruzando os braços diante do peito e olhando para Harry com determinação.

- Você considera Sirius um covarde? – Perguntou o rapaz erguendo uma sobrancelha.

- Sei que aquele pulguento não é covarde, um Grifinório ao pé da letra é o que ele é, mas também sei que ninguém que foi prisioneiro em Azkaban vai voltar para lá com as próprias pernas. – O homem ainda estava encarando e Harry estava começando a se sentir desconfortável com aquele olhar – Eu não sou um idiota, então não me trate como um, sei perfeitamente bem quem é o Príncipe das Trevas.

- Mesmo que você estivesse certo. – Responde Harry tentando ser o mais vago possível, não importa que Snape sabia, ele ainda não iria confirmar – Uma coisa não tem relação com a outra. Estou preocupado com a pista da tarefa. A parte sobre a ‘conexão inquebrável’ não importa quantas vezes eu pense nisso, não consigo chegar a uma conclusão. Você sabe do que se trata?

- Está me pedindo para te ajudar a trapacear Potter? – Perguntou o homem e Harry revirou os olhos mais uma vez.

- Você me contaria se soubesse, não contaria?! Ele teria te obrigado a contar.

- Sim, teria. – Admitiu o homem se levantando do sofá e esperando por Harry para fazer o mesmo, a reunião havia obviamente acabado – Eu não sei nada sobre a última tarefa a não ser que haverá um labirinto com a taça dentro.

- Isso eu já sei. – Reclamou o rapaz.

- Então sugiro que vá procurar respostas em outro lugar. – Disse Snape com falsa exasperação – Comece pela mesa do café da manhã, você parece estar precisando de uma torrada ou duas.

- Claro, claro.

O mais jovem estava prestes a sair, esperando por Snape para abrir a porta, mas o homem continuou parado diante dela, Harry ergueu os olhos para seu rosto e encontrou olhos quentes olhando para ele, algo que ele nunca tinha visto no rosto de Snape antes, muito menos destinado a si, era uma espécie de carinho e preocupação, isso deixou o rapaz um pouco sem chão, sem saber como reagir.

- Você vai se sair bem. Já te aconteceu muita coisa para algo assim ser um problema.

Harry apenas acenou, incapaz de dizer qualquer coisa sobre isso, o pocionista abriu a porta e Harry saiu em direção ao grande salão. Todos pareciam estar acreditando em seu potencial, e normalmente ele também não duvidaria de si, não em muito tempo, mas algo sobre essa tarefa o estava inquietando. Ele balançou a cabeça e afastou o pensamento, era algo inútil e provavelmente desnecessário, era a mesma preocupação irracional que estava acometendo seus amigos.

Quando chegou a mesa da Grifinória, Ron, Hermione e Neville já estavam lá, todos os três olharam para ele com alivio e Harry quis bufar, mas ao invés disso ele seguiu até eles, sentou-se entre Hermione e Neville, beijando a testa da amiga e aceitando o copo de suco que Neville lhe estendeu.

- O que houve, cara? – Perguntou Ron, enchendo o prato de Harry com ovos mexidos, Harry quis perguntar a eles porque estavam colocando seu café da manhã para ele – Ficamos preocupados.

Ron não iria perguntar onde ele estava, nenhum deles iria, Harry nunca respondia de qualquer forma, mas dessa vez ele sorriu para os colegas, roubando uma torrada cheia de geleia de framboesa do prato de Ron.

- Eu não consegui dormir bem a noite, fui até a enfermaria buscar um pouco de energizante. – Mentiu Harry, não era uma mentira total, se fossem apenas Mione e Neville ali ele teria dito a verdade, mas Ron nunca confiaria que Snape lhe daria algo diferente de veneno, então não valia a discussão.

O resto da refeição foi feita em silencio, os gêmeos se juntaram a eles depois de alguns minutos e cada um deles encheu o prato de Harry mais um pouco, Harry não entendeu porquê e quando perguntou eles deram de ombros e chamaram de comida de conforto, o moreno resolveu não perguntar mais.

Harry terminou o café da manhã num salão que ia lentamente se esvaziando, viu Fleur se levantar da mesa da Corvinal e se juntar a Cedrico, na hora em que o rapaz atravessava o salão para entrar na câmara. Krum saiu daquele seu jeito curvado para se reunir a eles logo depois. Harry bufou, ele não queria realmente se juntar aos campeões na sala ao lado, mas ele sabia que deveria, então ele saiu da mesa, estalou seu corpo dolorido de passar a noite inteira deitado no chão e seguiu para na direção dos outros campeões.

Por alguma razão ele esperava encontrar uma sala cheia de rostos hesitantes e sombrios, como encontrou da primeira vez que foi até lá, mas ele não podia estar mais errado. O lugar estava barulhento, cheio de risadas e vozes se misturando umas com as outras, mais perto da entrada estava Cedrico cercado por três pessoas, o homem que Harry reconheceu como seu pai e duas mulheres, uma delas tinha os mesmos cabelos que o campeão, apenas maiores e caindo por toda as suas costas, a outra era baixa e muito parecida com seu pai, uma dia talvez. A família de Fleur era radiante, como ela, meia dúzia de pessoas, um homem com cabelos e olhos hipnóticos como os dela a abraçava de lado enquanto tagarelava algo em francês com os outros, o homem ou seu lado tinha a pele escura e o formato dos olhos muito familiar, quando ele riu alta Harry percebeu que deveria ser o pai de Justine, a própria Justine estava um pouco afastada do grupo, mas estava animada e participando da conversa, ela sorriu para ele quando o viu, ele sorriu de volta. Krum estava em um canto afastado, encolhido e encarando o chão enquanto ouviu seus pais ralhando com ele em Búlgaro, era estranho ver alguém tão grande e imponente quanto Krum se encolher no canto como uma criança assustada, Harry desviou os olhos educadamente, não importava que ele não entendia uma palavra do o homem estava gritando para ele, aquela cena era sem duvido algo privado. Olhando para a família dos campeões ele ficou confuso. O que ele estava fazendo ali? Não é como se os Durleys fossem aparecer para uma visita, Harry riu desgostoso ao imaginar Tia Petúnia de pé naquela sala, cheia de pessoas vestidas das formas mais estranhas possíveis falando alto e gesticulando , ela provavelmente teria uma ataque cardíaco ou coisa parecida. Estava a ponto de se virar para procurar McGonagal e perguntar a ela o que ele estava fazendo ali quando alguém veio cortando entre a multidão para falar com ele.

- Harry?! Cara, eu realmente não acredito nesse lugar. – Disse o loiro e Harry olhou para ele de olhos arregalados.      

- Duda?! – O moreno não sabia mais o que dizer, porque falar que ele não esperava vê-lo ali não chegava nem perto de sua surpresa.

- Esse lugar é demais... as carruagens que andam sozinhas... eu pensei que tinha alguém tipo de motor, quando eu perguntei a senhora que veio comigo ela riu e disse que era magia, e eu pensei, como eu sou idiota, é obvio que é magia, vocês são mágicos... – Tagarelava o rapaz, suas faces coradas de pura animação, Harry ainda não tinha superado o choque de vê-lo.

- Como você chegou aqui? Seus pais estão aqui? – Perguntou o moreno alarmado, olhando em volta do loiro, tentando ver mais alguém.

- Não. Não. Está louco?! – Riu Duda – Minha mãe quase morreu quando eu recebi o convite, me proibiu de vir e tudo, mas eu disse que vinha de qualquer jeito, porque você estava participando de uma competição e eu queria ver você ganhar... Ela não estava falando comigo quando eu sai, mas acho que vai superar eventualmente...

- Como você veio para cá? – Perguntou outra vez.

- Surpresa! – Disse alguém ao seu lado animadamente, Harry olhou e não ficou tão chocado assim ao perceber que era Molly Weasley, era estava sorrindo quando finalmente chegou até ele, apertando suas bochechas como sempre fazia ao encontra-lo – Eu busquei seu primo em Londres quando fui informada que ele tinha interesse em vir te assistir.

- Cara, por que você não ligou e disse que estava participando de alguma coisa? – Perguntou Duda e parecia magoado por isso, Harry quis dizer que ele nunca tinha ligado antes, mas é claro que antes eles não tinham realmente qualquer coisa para dizer um para o outro então ele se sentiu um pouco mal por pensar em Duda esperando uma ligação que nunca chegou.

- Não tem telefones em Hogwarts... E não é como se você pudesse receber uma carta ou algo assim... – Explicou Harry dando de ombros.

- Verdade, vocês usam corujas... então imagino que você não recebeu o bolo que eu te mandei no natal... achei que você não tinha gostado e por isso nunca... – Ele chutou o chão desconfortável e Harry também estava desconfortável, ele não pensou realmente em Duda desde que saiu de casa nas férias, mas aparentemente o loiro queria continuar em contato com ele durante o ano – Bom, não importa. Eu estou aqui para te assistir e vai ser incrível.

- Harry! – Chamou mais alguém, salvando Harry de ter que responder, Gui Weasley estava parado ao lado da mãe e estendeu a mão para cumprimentar Harry – Como você está? Carlinhos queria vir, mas não pôde tirar licença. Ele me contou que você esteve incrível na tarefa com o Rabo-Córneo húngaro.

- O que é um Rabo-Córneo? – Perguntou Duda confuso.

- Oh, é um Dragão. Harry lutou com um na primeira tarefa do torneio. – Respondeu Gui animadamente.

- Você lutou com um Dragão?! – Duda estava de olhos arregalados outra vez, na verdade mais arregalados agora, se é que é possível.

- Eu não lutei realmente... eu só tive que passar por ele, não foi grande coisa. – Respondeu Harry corando, ele não esperava ver Duda ali e nem ver qualquer admiração no rosto do primo, era algo ainda muito novo para ele lidar.

- Você fala com ele também? – Perguntou o loiro e Harry se sentiu gelar, é claro que todos sabiam que Harry podia falar com serpentes, mas era algo que todo mundo fingia não saber, como se fosse um segredo sujo, os Weasleys não sabiam que Harry explorava esse lado dele agora.

- Não. Não. Eu não falo. – Disse Harry apressadamente – Então, como foi sua viagem até aqui? Vocês vieram no expresso?

- Oh, não. – Respondeu Molly tocando seu braço com carinho – Seu primo é, você sabe, trouxa. – Disse ela olhando para Duda como se estivesse pedindo desculpas, mas o loiro apenas deu de ombros – Viemos de carro a maior parte do caminho, depois uma carroça comum foi nos buscar e nos trazer a Hogsmead.

- Espero que não tenha sido muito cansativo. – Respondeu o moreno com sinceridade, Molly apertou suas bochechas outra vez.

- Claro, que não querido. Estávamos tão ansiosos para vir, Arthur ficou extasiado quando Dumbledore nos convidou, uma pena que não conseguiu vir... – Disse a mulher, seu sorriso esmaecendo um pouco – O ministério está um pouco sobrecarregado esses dias, você sabe.

Harry sabia, sabia também que era em parte por culpa dele, Arthur estava provavelmente trabalhando em dobro por sua causa, ele gostaria de poder tranquilizar Molly, dizer que tudo ficaria bem, mas ele sabia que não podia.

- Estou muito feliz que vocês tenham vindo. – Disse o moreno com toda sinceridade – Ron e os gêmeos vão ficar muito contentes também.

Harry, os Weasley e Duda saíram da câmara para o grande salão que a essa altura estava praticamente vazio, exceto pelos Weasleys residentes e Hermione. Os gêmeos correram para a mãe e a abraçaram com força e então começaram a tagarelar incansavelmente com Gui, Ron cumprimentou a mãe de forma menos eufórica e Duda com toda a frieza do mundo, ele ainda se sentia hostil pela forma que o primo costumava tratar Harry e o moreno sentiu mais uma onda de culpa por nunca ter esclarecido ao ruivo que agora eles se davam muito melhor.

Hermione também estava chocada com a presença de Duda no castelo, mas foi uma ótima companhia, conversando com ele sobre coisas que ambos realmente poderiam entender e falando sobre como foi um choque para ela quando ela veio para Hogwarts pela primeira vez. Harry passeou pelo castelo, mostrou a carruagem de Beauxbatons e o navio de Durmstrang, Duda ficou completamente estarrecido o que era muito engraçado. Eles foram visitar Hagrid e Duda se encolheu um pouco ao vê-lo, lembrando-se do que aconteceu quando se conheceram, Hagrid ficou constrangido ao lembrar também e desculpou-se profusamente, o loiro ainda estava um pouco receoso, mas começou a se sentir muito melhor a partir do momento em que Canino apareceu, logo eles estavam conversando sobre animais trouxas e bruxos e pareciam muito bem uns com os outros.

- Não entendo como puderam trazer ele aqui. – Sussurrou Hermione para Harry enquanto caminhavam para o grande salão outra vez para o almoço.

- Eu gostei, não esperava que ninguém da minha família tivesse interesse em vir assistir ao torneio. Foi muito legal da parte dele vir.

- Não foi isso que eu quis dizer. – Contestou Hermione e Harry olhou para ela curioso – Ele é um trouxa Harry, trouxas não podem vir a Hogwarts. É uma regra não dita. O que vai acontecer se ele contar a alguém o que viu?

- Ele não vai contar... e se contasse... quem é que acreditaria nele?!

- Eu sei... mas é muito estranho que de repente tenham permitido a um trouxa entrar em Hogwarts, mesmo que ele seja da sua família e ...

- Conexão inquebrável. – Disse Harry parando no meio do corredor a menina parou também e continuou encarando esperando ele terminar – É isso Hermione, é por isso que ele está aqui. Ele é da minha família, tem meu sangue, nós temos uma conexão inquebrável.

- Então é por isso que ele está aqui. Ele vai te guiar através do labirinto. – Disse ela alarmada, a preocupação crescendo ainda mais em seu rosto – Mas ele é um trouxa, não sabe nada sobre os perigos que você vai enfrentar no labirinto.

- Exatamente. – Bufou Harry, sentindo-se cansado e percebendo que ele deveria mesmo ter escutado Tom e ido dormir – Eu vou ser o único campeão que vai estar às cegas.


Notas Finais


E ai?
Gostaram?
Eu realmente espero que sim.
Como eu disse esse é o penúltimo capitulo dessa fic, então estou muito ansiosa para suas teorias, vou aguardar seus comentários.
Se’U


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