História Harry Potter e O Mistério dos Black - Harmione - Capítulo 42


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Categorias Harry Potter
Personagens Andromeda Tonks, Bellatrix Lestrange, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley, Sirius Black, Ted Lupin
Tags Black, Harmione, Harmony, Harry, Harry Potter, Hermione, Hermione Granger
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Palavras 3.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá gente linda. Kathy voltou :D
Agradeço muitíssimo a todos os comentários e favoritismos, são tão importantes para mim S2.
Ainda não tive tempo de respondê-los, mas farei daqui a pouco.
Bem, hoje venho trazer mais um capítulo e espero de coração que gostem muito.
Grifei o restante da conversa de Hermione e Sírius em itálico, para não ficar confuso. Curtam muito o capítulo e deixem seus comentários ;)

Capítulo 42 - Volte Para Casa


-Bom dia, Potter – Papoula o cumprimentou, puxando as cortinas que cobriam as enormes janelas da enfermaria. O sol penetrou o ambiente com força, enquanto uma brisa fresca começava a soprar pelas janelas que acabavam de ser abertas. Harry ajeitou-se na cadeira e procurou por seus óculos, depositados sobre seu colo. A primeira visão que teve foi de Hermione, ainda adormecida sobre a cama.

-Bom dia, Madame Pomfrey – O desânimo era notável em sua voz, enrouquecida pelo cansaço do dia anterior – Eu acabei cochilando.

-Deveria ter ido dormir, filho. Passar a noite acordado não vai fazê-la melhorar! – Explicou, ternamente, recolhendo alguns potes com poções e algumas faixas. Em seguida, pôs-se a limpar o ferimento na testa de Hermione. Harry observou que a ferida, que se estendia desde o topo da cabeça até a orelha, já cicatrizara bastante, arrancando um sorriso satisfeito de Madame Pomfrey. A curandeira terminou o curativo colocando mais poção e cobrindo a cabeça da garota com uma faixa grande.

-Eu não conseguiria dormir. Não vou ficar em paz enquanto ela não acordar.

Papoula suspirou, resignada. Então recolheu os potes vazios e retornou ao trabalho, deixando-os a sós.

O garoto se encurvou, acariciando o rosto da namorada. Por que aquilo tinha que acontecer? Havia se feito essa pergunta durante toda a noite. Não se conformava de que algo de ruim pudesse acontecer à Hermione. Que o mundo acabasse, se quisesse, mas nada podia atingi-la. Ela era seu tudo.

Minutos mais tarde a coruja desengonçada de Ron adentrou a enfermaria, pousando sobre o colo do garoto. Harry lhe fez um carinho e pegou o pergaminho em sua pata, soltando-a novamente.

 

“Oi Harry! Como está a Hermione? Espero que bem. Estamos feito loucos aqui em casa, desde o dia que ela sumiu. Mamãe não quer nos deixar ir até aí, vê-la. Acho que vou morrer de angustia sem alguma notícia.

Mamãe manda dizer que o Ted Lupin está bem. Mas é mentira. Ele chora o dia todo, acho que está estranhando a casa e sentindo falta de vocês. Espero que a Mione se recupere logo. Nos vemos no dia primeiro de janeiro. Até breve.

 

Ronald A. Weasley”.

 

Harry jogou a carta sobre a mesinha de canto, sem ânimo para respondê-la no momento. A coruja, notando que o menino não tinha intenções de enviar resposta imediata, alçou voo novamente, sumindo no céu azulado.

Precisava dar uma volta, espairecer. Pensou em ir até o lago negro, onde tanto gostavam de passar o tempo. Hermione ficaria bem aos cuidados de Madame Pomfrey. Mas, antes mesmo de se levantar, observou que ela começava a se mexer e parecia inquieta.

-Hermione? Você está acordada? – Indagou, esperançoso. Pouco depois, percebeu que não era exatamente isso. Ela estava chorando, talvez em meio a um pesadelo, constatou. O monitor na mesinha de canto começou a produzir um estranho barulho indicando que os batimentos cardíacos estavam caindo, preocupando-o todavia mais – Mione, por Deus, fala comigo! – Tocou o rosto dela, desesperado – Madame Pomfrey, Madame Pomfrey!

-O que aconteceu? – A velha saiu de sua sala, apressada.

-Ela não está bem! – Em menos de dois segundos, Papoula já estava ao lado da garota, verificando o que poderia ter acontecido – Não entendo, ela estava estável! Vou chamar o senhor McSun! – Retirou-se novamente, correndo até sua sala.

Harry, totalmente aflito, abraçou-a, na intenção de conter os bruscos movimentos que ela fazia.

-Por favor Mione, fique bem. Não faça isso comigo...

 

-Como vou dizer isso ao Harry? – Ela gritou, todavia chorosa – Como vou contar que você morreu por causa de um plano de Dumbledore? Ele te sacrificou e por minha causa!

-Hermione...

-Como posso voltar e viver como se nada tivesse acontecido? Levar uma vida normal, sabendo que você está aqui, nesse lugar...

-Por Merlin, eu não a trouxe para se martirizar assim...

-Por que, Sírius? Por que ele não me deixou morrer naquele dia? Teria evitado tantos desgostos... – Lamentou-se, tentando levantar-se novamente. Sírius a agarrou pelo braço, impedindo-a.

-Por que você não estaria morta! Vê? Eu estou morto? Não... Estou muito vivo, Hermione! Vivo, nesse lugar. Era assim que queria estar?

-E acha que vou estar muito melhor sabendo que é você quem cumprirá uma pena que deveria ser minha? – Tornou a gritar – Não teria motivos... Eu não vou conseguir...

-Hermione, me escuta! – Sírius pegou o rosto dela entre suas mãos, fazendo com que ela o olhasse. Precisava trazê-la à razão – Ficar não vai resolver nossos problemas! Você precisa voltar, ainda tem tantas coisas por fazer... Precisa dizer a verdade ao Harry. Eu sei que vai ser doloroso para ele, mas eu preciso sanar as dúvidas que lhe inculquei à cabeça quando escrevi aquela carta. Não posso deixar que Harry imagine que parti porque quis. Eu acreditava que iria voltar... Harry precisa saber que eu nunca o abandonaria! – Soltou-a e levantou-se, aspirando um punhado do ar frio que soprava velozmente, como se buscasse novo ânimo – Eu prometi a ele que tudo seria diferente... Que lhe daria um lar quando tudo estivesse resolvido... Não cumpri minha promessa. Mas ele precisa saber que não o abandonei. Eu realmente imaginei que Dumbledore me ajudaria... – Longos minutos transcorreram em silêncio, enquanto ele escutava o choro dela cessar. Talvez refletisse sobre o que lhe dissera –  Hermione, você é a única que pode me ajudar agora. Por favor, não me desampare... Eu jamais quis te machucar ao lhe contar a verdade, eu apenas preciso que me ajude... – A garota alçou a vista, encarando-o – Eu conheço sua capacidade. Confio em você. Sei que vai fazer o possível para me tirar daqui... Você vai descobrir o feitiço, não vai? Vai descobrir o feitiço que Dumbledore guardou consigo como segredo...

 

A menina pareceu ser atingida por um breve sentimento de esperança, amenizando a inquietação que a abatera. Ajudar Sírius era tudo que desejava, embora não soubesse nem ao menos por onde começar... Mas tinha uma chance? Sírius tinha razão. Ficar não o ajudaria em nada. Precisava arranjar uma forma de tirá-lo daquele lugar.

-Eu... – Voltou a pronunciar, minutos depois. Sua voz, denotava, agora, passividade – Eu prometo fazer o máximo que puder, Sírius. Dia após dia, sem descansar...

-Eu sei – Ele sorriu, voltando a abraçá-la – É isso que tem feito durante esses dois anos...

-Eu não fiz o suficiente – Afirmou, convicta – Sempre senti que estava vivo, em algum lugar, mas... Eu não tinha plena certeza. Sírius... – Ela suspirou profundamente, tocando o rosto sujo do homem – Vou me empenhar ao máximo. Prometo te tirar daqui.

-Vou esperar, agora com mais tranquilidade porque sei que você vai conseguir...

 

-Hermione... – Harry agachou-se ao lado dela, sentindo as lágrimas caírem por seu rosto. O monitor soava sonoros apitos, indicando uma pulsação quase inexistente – Por favor, não me deixe. Eu a amo tanto!

Madame Pomfrey retornou em poucos segundos, administrando uma poção avermelhada e espessa.  Em seguida, apanhou sua varinha, projetando um feitiço não verbal. Um tênue fio prata, quase imperceptível, lançou-se do objeto pontiagudo, pairando sobre o peito de Hermione.

Harry assistia a tudo, apavorado, rezando e confiando no potencial de Madame Pomfrey. O procedimento durou vários minutos, entre aflição e esperança. Ela não sabia ao certo se funcionaria, mas não poderia esperar a chegada de McSun, que poderia, ainda, demorar vários minutos.

 

Aos poucos, a respiração de Hermione começou a ganhar normalidade e ela se aquietava, voltando a dormir com tranquilidade.

Harry soltou um largo suspiro e jogou-se sentado na cama ao lado, arrancando os óculos e permitindo-se acalmar. Madame Pomfrey somente parou de aplicar o feitiço, quando teve certeza de que ela estava respirando normalmente. Ela também estava apavorada, sem ter certeza de que havia feito a coisa certa.

-Há anos que não utilizo esse feitiço... Tive medo de que não funcionasse – Voltou-se para o garoto, sorrindo.

-Obrigado, Madame Pomfrey. Eu achei que ela fosse morrer... – Confessou, sentindo um arrepio traspassar seu corpo, com apenas proferir aquela horrível palavra. Havia perdido tantos amigos naquela jornada... Mas, perder Hermione... Não conseguia pensar naquela possibilidade. Talvez não conseguisse sobreviver a uma vida sem ela.

-Ela vai ficar bem – A velha voltou a falar, arrancando um alvo lencinho do bolso do avental e secando o suor que lhe escorria pela fronte. Estava exausta –  McSun deve estar chegando e então ele irá avaliá-la e nos dizer o que aconteceu – Harry assentiu, completamente grato – Por que não vai descansar um pouco? Ou pelo menos tomar um lanche...

-Está brincando? – Indagou, meneando a cabeça – Eu não arredo o pé daqui nem se me estuporarem... – Madame Pomfrey apenas riu, divertida.

 

McSun não tardou em chegar, expulsando novamente um Harry angustiado. Ele prometeu sair, contanto que fosse apenas para que fizessem novo exame.

Esperou, impaciente, grudado à porta da Ala Hospitalar. Os dedos, batiam freneticamente na parede, produzindo um som irritante.

-Cuidado para não abrir um buraco na parede, Potter! – Minerva surgiu ao lado dele, espantando-o – O que faz aí, tão ansioso?

-Hermione teve uma crise e o curandeiro McSun está fazendo novos exames – Explicou, observando uma ruga surgir na testa da mulher.

-Como assim? Ela está bem?

-Acho que agora sim. Madame Pomfrey utilizou um feitiço para reanimá-la.

-Reanimá-la? Ela ficou assim tão grave?

Logo, eram dois ansiosos do lado de fora. Minerva quase corroía as unhas, decidindo se entrava ou não na enfermaria, afim de conferir como estava sua aluna. Por fim, McSun abriu a porta, convidando-os para entrar.

-Ela está bem? – Harry pulou na frente dele, impaciente.

-A senhorita Granger teve uma complicação na ferida da cabeça – O homem pôs-se a falar, tomando atenção de todos – Acredito que por um pequeno erro na dosagem das poções prescritas. Madame Pomfrey e eu realizamos uma pequena cirurgia com a aplicação de poções de cura rápida. No entanto, me preocupa que ela tenha sofrido uma parada cardíaca. Vou permanecer em Hogwarts por hoje, para observar como ela evolui. Se não obtiver melhoras, sugiro transferimos ela ao Saint Mungus.

-Por favor, senhor, não deixe ela morrer! – Ele quase implorou, sentindo os olhos inundarem-se de lágrimas. Minerva o acolheu, carinhosa.

-Tranquilize-se, filho. Hermione vai ficar bem, tenho certeza. McSun é um grande curandeiro e não vai desampara-la.

Mas o garoto somente voltou a acalmar-se quando adentrou novamente a enfermaria. Caminhou de forma lenta e sentou-se ao lado dela, cumprindo sua palavra de não sair de lá, o dia todo.

No começo da noite, Peasegood veio visitá-los, trazendo bolinhos de abóbora feitos pela senhora Weasley.

-Ted Lupin não para chorar, Harry – O amigo lhe contou, depois de muito falarem sobre o estado de saúde de Hermione – Por que não vai até a Toca para vê-lo? Tenho certeza de que ele ficaria feliz em ver um rosto mais conhecido. Ele está acostumado a você – Pediu. Harry abaixou o olhar, penalizado.

-Não quero deixar Hermione sozinha, mas... Acho que tenho a obrigação moral de ir até lá – Peasegood assentiu – Gosto muito do Ted, muito mesmo.

-E ele de você. Vai se acalmar muito com sua presença – Sorriu – Eu te acompanho na ida e na volta. Vai estar seguro.

-Confio em você, Arnaldo – O garoto contestou-lhe o gesto, sorrindo igualmente.

-Minerva me contou que não tem saído daqui nem para comer – Começou, minutos depois, num tom repreensivo – Quer ficar doente? Hermione vai te dar uns puxões de orelha quando acordar.

-Não tenho ânimo... – Deu de ombros – Queria apenas que ela acordasse, logo...

-Tenha calma, garoto. Hermione vai ficar boa. Não é sempre ela que resolve tudo? – Harry sorriu, afirmando.

-Sim. Sempre – Encurvou-se sobre o colo e pegou a mão dela, depositando nelas, suaves e prolongados beijos – Ela tem sempre uma solução para tudo. Nunca me deixou sem resposta ou... Nunca me deixou sozinho.

-É mesmo? – O mais velho indagou, num tom casual, recostando-se na poltrona, afim de ouvir o que ele tinha para contar.

-Hermione sempre esteve ao meu lado, nos momentos bons ou ruins... Jamais foi capaz de me abandonar, mesmo quando todos estiveram contra mim. Acho que... – Ele fitou o chão por alguns instantes, os lábios, apertados, demonstrando aflição – Acho que nunca experimentei realmente a solidão. Hermione nunca deixou. Ela fez meus dias alegres, desde que a conheci. Tornou fácil o que era difícil, lógico, o que não parecia ter nenhuma razão. Guiou meus passos durante todos esses anos... Como se... Como se fossem seus próprios passos – Ele admirava o rosto dela, com expressivo enternecimento. Os olhos verdes, antes muito desanimados, agora refletiam amor, como se o simples fato de tê-la em sua frente, fosse luz a iluminar as sombras – Acho que nunca fui grato o suficiente.

Peasegood os observou, longos instantes, expressando, no rosto já envelhecido, um sorrido ameno. Era um amor bonito de se ver. Raras vezes, presenciara na vida, tamanha dedicação um para com o outro.

-O que houve? – Harry indagou, percebendo como ele os encarava. Arnaldo deu de ombros.

-Estava pensando que vocês são um casal diferente.

-Como assim?

-São tão unidos, próximos e dedicados... Vocês me lembram meus avós. Meus avós eram assim – Harry o fitou, num semblante risonho – Eles viveram uma longa vida juntos e sabe como morreram? Juntos... Acho que porque não aguentariam viver um sem o outro – Harry voltou seu olhar para Hermione, refletindo sobre as palavras do amigo.

-Hermione e eu sempre fomos assim. Poucas vezes brigamos e, quando isso acontecia, fazíamos as pazes quase que no mesmo instante. Sempre fomos capazes de nos entender perfeitamente bem, apenas com um olhar. Sabe, Arnaldo... – Voltou-se novamente para o amigo, pensativo – Eu queria ter um relacionamento como o de seus avós... Um amor eterno – O homem soltou uma risadinha graciosa.

-Isso é muito bonito, Harry. Poucos jovens da sua idade pensam em algo assim... Mas para que um relacionamento dure, é preciso que ambos saibam perdoar quando preciso, respeitar, mesmo quando não se concorda e principalmente... Ter empatia mútua. É preciso saber se colocar sempre no lugar do outro, em qualquer situação – Harry assentiu, concordando. Se algum dia Hermione e ele precisariam utilizar aqueles conselhos, não saberia. No entanto, era sempre bom conversar com Peasegood. Ele era um grande homem. Sorriu para o amigo, agradecendo o constante apoio.

 

Naquela noite, ele acabou cochilando por longos instantes. Hermione parecia dormir tão profundamente e quieta, que, várias vezes, sentiu-se na necessidade de verificar se ela ainda respirava, talvez não confiando muito naquele aparato ao lado da cama. Ainda estava assustado com a crise que ela tivera.

Na manhã seguinte, Peasegood o buscou bem cedo, tão logo o dia clareou. A Toca parecia confortável como sempre, com aquela carinha de lar que ele tanto adorava. De longe, sentiu-se o cheirinho de pão recém-saído do forno, chá preto e panquecas de chocolate. O estômago do garoto roncou, pela primeira vez naqueles dias, onde apenas havia beliscado uma coisa e outra.

A senhora Weasley o recepcionou com um apertado abraço, sendo seguida por Gina e Ron que logo lhe perguntou da amiga. George o encheu de novas invenções, distribuindo todas sobre a mesa da cozinha, gesto que rendeu boas reclamações por parte da genitora.

-Olha quem acabou de acordar – Minutos depois, Arthur desceu as escadarias, carregando um gordinho nos braços. Harry sentiu seu olhar se iluminar ao vê-lo.

-Oi, meu pequeno – Tomou-o no colo, sendo recepcionado pelo bebê com um grande sorriso – Como você está pesado... Acho que engordou uns dois quilos nesses últimos dias!

-Ele estava com saudades de você, Harry – Peasegood palpitou, sentando-se à mesa, com a família.

E Arnaldo tinha razão. Ted estava animado, sorrindo e brincando com o futuro padrinho, como se apenas a presença dele, fosse capaz de sanar parte de suas aflições. Certamente, se pudesse falar, diria: “Finalmente um rosto conhecido!”. Apesar de, apenas poucos dias atrás haver estado com os Weasleys, Ted não conseguira se adaptar a eles. Talvez fossem barulhentos demais...

-Esse homem malvado não tem mau tratado você, não é? – Harry indagou, lançando a George, um olhar divertido.

-Claro que não! – George fez-lhe um gesto obsceno – Na verdade, de todos esses ruivos escandalosos, sou o seu preferido, não é verdade, Tedizinho? – O rapaz mal terminou de falar, quando sentiu uma pancada na única orelha que lhe havia restado.

-Já disse para não chamá-lo assim! – Molly o repreendeu, logo após dar-lhe um tapa.

-Ai mamãe... Isso doeu! – Ron caiu numa enorme gargalhada, encontrando e enorme graça no castigo que a mãe dera ao irmão. Ted recaiu seu pequeno olhar sobre o ruivo, rindo junto com ele.

 

Eram quase dez da manhã quando Peasegood o levou de volta ao Castelo. Pesadas nuvens aglomeravam-se no céu, trazendo de volta aquele aspecto acinzentado que era tão natural nos dias de inverno. Ao longe, o salgueiro lutador rangia seus galhos, produzindo, em seu íntimo, certa nostalgia.

Não soube o motivo, entretanto, aquele sentimento pareceu anunciar-lhe a chegada de tempos difíceis.

Caminhou pelos terrenos íngremes em direção ao Castelo, procurando afastar tais pensamentos.

Quando retornou à enfermaria, deparou-se com Papoula ao lado da cama de Hermione e a mulher, tinha no rosto, uma expressão um tanto animada.

-Hei filho, venha ver quem abriu os olhinhos – Aquela frase, despertou nele, imediata alegria. Harry correu até a cama da namorada, avistando, com devoção, sua face cansada esboçar um suave sorriso – Ela acabou de acordar e já está me dando trabalho...

-Quero me sentar – Ela sussurrou para Harry, sentindo, ainda, dificuldade em falar – Harry sorriu, contente.

-Como você está, querida?

-Bem...

-Vou deixá-los a sós – A mulher anunciou, passando novas recomendações – E nada de se sentar, entendeu mocinha? Ainda não pode se movimentar assim – A garota observou como a curandeira deixava o local e logo virou-se para Harry.

-Graças a Merlin você acordou! Não sabe como me deixou aflito... – Agarrou a mão dela, apertando-a com força.

-O que estou fazendo aqui? – Levou a outra mão à fronte, sentindo sua cabeça latejar.

-Você caiu de uma tubulação de ar, na mansão Black – Explicou, lamentando. Hermione focou seu olhar nele, enrugando a testa.

-Na mansão Black? O que estávamos fazendo na mansão Black?

-Não se lembra? Férias de natal... – Harry alçou as sobrancelhas, preocupado.

-Eu não sei... – Ela fechou os olhos, esfregando a cabeça – Estou tão confusa, Harry... Minha cabeça está doendo muito.

-Isso é porque você levou uma pancada muito forte. Fica tranquila – Acariciou seu rosto, com ternura – Você vai melhorar, agora. Graças a Deus que acordou... – Recostou-se sobre a cama, colando sua face na dela – Eu fiquei tão preocupado... Merlin... Sabe o quanto eu te amo?

-Eu também te amo, querido... Desculpa.

-Shi...

-Ted... Onde está o Ted Lupin? – Pareceu lembrar-se de repente do bebê, sendo, essa lembrança, acompanhada de muitas outras, como o sequestro de sua mãe.

-Está com a senhora Weasley, eu acabei de retornar de lá. Ele está tão fofinho... – Hermione sorriu, fechando os olhos novamente.

-Queria tanto vê-lo... Ele não está chorando, está?

-Está sim – Harry contou, adotando uma expressão lamentosa, porém engraçada.

-Tadinho do meu bebê... Diz pra ele que a titia vai voltar logo e enchê-lo de beijinhos.

-Ele já sabe. Eu acabei de dizer – Cochichou no ouvido dela, depositando suaves beijos por toda sua face. O alívio que sentia, era imenso. Tudo que queria era que ela acordasse. E lá estava ela, linda, como sempre. “Sempre minha”.

-Harry...

-O quê? – Ele continuou a beijá-la, entonando uma voz mansa e carregada de amor.

-Você é tão cruel comigo... – Brincou – Por que faz isso? – Ele riu-se.

-Porque você gosta... E porque eu não resisto estar perto de você e não te atacar.

-Madame Pomfrey vai nos expulsar daqui e nos chamar de pervertidos... – Harry afastou-se um pouco dela e sorriu. Em seguida, deitou o queixo sobre o dorso das mãos e passou a observá-la. Ela mantinha os olhos fechados, falava numa voz suave e resguardava, no rosto, os resquícios de um sorriso. Aquela visão o enterneceu. Como a amava... Era tão prazeroso vê-la bem e recuperando-se.

-Harry, eu te amo tanto... – Ela tornou a confessar sentindo um terrível cansaço tomar conta de si, deixando, quase que imediatamente, se vencer pelo sono.

-Eu também, minha Mione, pelo resto de nossas existências...

E ele passou outras longas horas ao lado dela, apenas vendo-a dormir, tranquilizado por sua recuperação, embora ainda mantivesse-se aflito sobre seu estado de saúde. Despertar, já era um sinal mais que bom. Logo, o curandeiro McSun chegaria e realizaria novos exames. Estava confiante. Confiante de que tudo daria certo. 


Notas Finais


Será que Hermione vai ter coragem de contar a verdade para o Harry? O que acham?


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