História Harry Potter e os entes amaldiçoados - Capítulo 5


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Categorias Harry Potter
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Palavras 1.340
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Feitiço desfeito não é mais maldição


Feitiço desfeito não é mais maldição

 

 

Tateando as paredes e olhando ao redor com temor nos olhos Lílian foi subindo os degraus um a um, lentamente chegou ao topo e viu o corredor que seguia até uma porta semiaberta. Pelo vão da porta dava para perceber uma luminosidade, a garota foi imediatamente compelida para a luz.

Momentos antes Frank Longbottom passara por este mesmo corredor, os ruídos da festa pareciam o haver perturbado, ele tentara esconder-se, distanciar-se o máximo possível do barulho que vinha do andar térreo. Chegou ao quarto no final do corredor, entrou e meteu-se num canto, olhos arregalados fitando o vazio, imóvel e  silencioso.

A menina foi chegando, empurrou a porta hesitante e chamou:

-Papai, mamãe?

Nenhuma resposta. Ela repara imediatamente na prateleira de bonecas. Abre um sorriso e arregala os olhos  maravilhada.

-Era mentira! Tem bonecas, que lindas!- seu rosto irradia felicidade. - Agora vou ficar aqui brincando!

Lílian usa uma cadeira para alcançar as  bonecas, pega três de uma vez, coloca sobre os joelhos e admira cada uma. Tem uma loura de olhos verdes, uma de cabelos avermelhados e a outra tem os cabelos negros e sedosos. Conversa com elas:

-Como estão meninas? Eu estou tão feliz que encontrei vocês! -abraça-as com carinho.

Vou pedir para levar  vocês para minha casa, vocês querem ir comigo? A Dolly vai adorar ter amigas para o chá!

E dava pequenas risadinhas enquanto conversava com as bonecas, elas eram antigas,  rostinho de louça, olhos parecendo de verdade. Esquecera o medo e estava totalmente envolvida pelo encantamento das bonequinhas.

 

Gina chega ao quarto, espia pelo vão da porta  e percebe a cama vazia, fica assustada e nervosa, anda de um quarto a outro em busca da menina, quer gritar mas  lembra do pedido de Neville por silêncio, porque seu pai costuma se agitar quando há muito barulho, evita o grito, fica com ele  preso na garganta.

Ela chama pela filha, procura usar um tom de voz normal, sem demonstrar nervosismo:

-Lílian, filha, onde você está?- A voz falha e as lágrimas já assomam aos olhos.

 

Ela volta à sala, aflita procura por Harry, ele logo percebe que algo está errado. Neste instante os demais convidados estão se preparando para partir, Augusta Longbotton  acena para que se aproximem.

A tensão é percebida por Neville que se apressa a “despachar” os demais  até o jardim  onde estão suas vassouras.

Retorna  e percebe como Harry está alarmado e Gina com os olhos vermelhos das recentes lágrimas derramadas.

-O que houve? Algum problema?

-É a Lílian, ela sumiu! Não está no quarto e não a encontrei em lugar algum! - Agora Gina dá vazão ao medo e quase grita quando fala.

-Como sumiu, ela não estava dormindo?-Neville parece surpreso também. - Não é possível! Ela deve estar em algum lugar aqui na casa.

- Vamos todos procurá-la a casa é grande, ela pode ter se perdido. - A voz de Augusta parece tranquilizar os aflitos pais. Eles resolvem seguir o conselho da velha senhora.

- A senhora tem razão, vamos nos separar e procurar! -Harry parece conseguir controlar-se e  afastar o temor .

Neville e sua avó ficam com o andar de baixo , Gina e Harry sobem ao primeiro andar, começam a vasculhar os quartos, olhando sob as camas e dentro dos armários. Seguem pelo corredor e chegam à escada, sobem e vão dar no segundo corredor. Percebem a luz que emana do quarto ao fundo, se encaminham para lá.

Momentos antes Lílian percebeu um ruído no canto do quarto, ela levanta e vai, lentamente, para o lado do barulho. Pára, arregala os olhos, abre a boca e solta um sonoro, agudo e altíssimo grito.

O pai de Longbottom sente o grito penetrar seus ouvidos e explodir no cérebro como agulhadas. Milhares de descargas elétricas perpassam seus neurônios, ele leva as mãos aos ouvidos, rodopia pelo quarto debatendo–se  de encontro às paredes e estantes, ele vai derrubando uma infinidade de objetos. O tinteiro que usara quando menino cai e o conteúdo negro começa a se espalhar pelo chão. O homem revira os olhos nas órbitas e cai de costas com um estrondo.

Lílian olha o homem caído, já não está gritando, mas precipita-se pela porta  como um raio. Tudo isto não demorara mais que alguns segundos.

Ao ouvirem o grito da filha, Gina e Harry correm depressa para o lugar de onde emana o som, o coração  pulsando feito louco.

A porta  se escancara e Lílian cai direto nos braços deles. Logo atrás surgem Neville e a avó, apressados pelos gritos da menina. Mais atrás está Alice Longbottom. Ela vai até a porta e dá de encontro com a figura inerte do marido no meio dos  muitos objetos quebrados. Leva as mãos à boca e sufoca um grito.

-Ele está...Não pode ser! Frank! Frank meu querido não morra!

O desespero é evidente no rosto da mulher, Neville se aproxima, coloca os dedos no pescoço do pai e respira  aliviado.

-Ele está vivo, apenas inconsciente.

A menina desata a chorar baixinho. Gina preocupada pergunta:

-Você está bem querida, não está machucada?- Agora a voz se acalmara e  era só alívio. - Como chegou aqui?

-Eu acordei e fiquei com medo. Fui procurar vocês e achei as bonecas, eu queria brincar... e depois eu vi o homem feio!

- Está tudo bem, estamos aqui agora, venha com a mamãe!

Enquanto Gina leva a menina para o quarto Harry e Neville carregam o senhor Frank para outro  cômodo, são seguidos por Alice e Augusta, que abraçadas confortam uma à outra.

Após acomodarem  o homem no leito as duas mulheres permanecem  com ele.

-Podem ir, eu fico com ele! Não entendo como foi que ele saiu sem que eu percebesse. Deve ter sido  a infusão de ervas, acho que  adormeci por um momento.

Frank Longbottom continuava  desacordado, a esposa velando seu sono.

-Eu fico com você querida!- A avó de Longbottom parece mais velha de repente.

 

Harry foi se juntar a Gina e Lílian. Não queria deixar as duas sozinhas. Dormiram os três na mesma cama, igual quando Lílian tinha pesadelos e pulava no meio dos dois.

 Mas custara a dormir,  muitas perguntas passavam por sua cabeça, a maioria sem respostas.

“O que acontecera com  Frank Longbottom? Será que ele ficaria bem? O que tudo isto representava para o futuro?”

Teve muitos sonhos que misturavam o presente e o passado. De repente estava diante do rosto sem vida de Cedrico Diggory, noutro momento conversava com Dombledore, ele ia se afastando e por fim desapareceu. Então ouvira  a voz arrastada de Snape a lhe dar bronca, e depois não era mais ele, era a voz de Voldemort ecoando em seu cérebro.

E ainda  a despedida de Alvo na estação nove - três –quartos.

 

Quando acorda o sol já está alto e  a cama a seu lado vazia. Gina já está colocando as coisas de volta na valise. Separou uma roupa para Harry e outra para Lílian.

-Prepare-se, vamos voltar agora pela manhã!

- Está bem, estarei pronto logo! – ele dá uma olhada na filha adormecida, beija a testa da garota e levanta de um salto.

 

Juntam-se aos anfitriões para o desjejum. Uma Lílian ainda sonolenta come devagar.

A senhora Augusta pergunta baixinho a Gina:

-Como está a Lilian? Muito assustada ainda?

-Na verdade usei  um feitiço de esquecimento, ela nem vai lembrar de nada.

-Bem, não precisamos sobrecarregar a menina, não é?

Lílian parece nem perceber que falam sobre ela, continua a comer tranquilamente, ainda sente sono.

Harry e Neville terminam a refeição e vão até a biblioteca. Neville está impaciente e chamara Harry  para um particular.

-Então Neville, o que quer falar?- Harry parece cansado.

- É sobre meu pai. Aconteceu de novo, igual à mamãe!Ele voltou Harry! Ele está lúcido!

-Então você estava certo, não eram delírios, a maldição existe! O Ministério precisa saber! Hermione precisa saber!

- Mas antes temos que ter algumas garantias Harry. Vamos precisar de sua ajuda! E da ajuda do Ministério também! – os olhos de Neville nunca estiveram mais sérios.

 

 

 

 

 

 

 



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