História Haruno, protect your boss - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Kiba Inuzuka, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, TenTen Mitsashi
Tags Máfia, Naruhina, Naruto, Sasusaku
Visualizações 147
Palavras 3.842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá goxtosos ♥
Hoje é dia de ver o nosso Sasuke lindo começando a surtar!
Obrigada pelos favoritos e comentários, vocês são uns lindos ♥
Boa leitura!

Capítulo 5 - Capítulo cinco Mulheres perigosas


Fanfic / Fanfiction Haruno, protect your boss - Capítulo 5 - Capítulo cinco Mulheres perigosas

Naruto olhava de um para o outro, estava tentando entender o que se passava ali.

— Vocês se conhecem? — Indagou-o confuso.

— Digamos que sim — respondeu a rosada com receio.

O loiro fitou-a, logo direcionou seu olhar para o moreno, que mantinha o cenho franzido.

— Sasuke? —Arqueou uma sobrancelha.

— Ela é a garota do Ichiraku... — Suspirou-o tentando manter a calma. — Ela é a maldita cabeça de chiclete que arruinou a minha reputação! — Explodiu.

— Espera aí... — O Uzumaki pôs-se a pensar. — Está me dizendo que foi a Sakura quem bateu em você no Ichikaru naquela noite?

— Sim, mas a culpa foi daquela garota maluca que estava com ele — a Haruno se defendeu.

— O problema era entre você e a louca da Hyuuga, não devia me envolver! Você leu os noticiários de ontem? Destruíram a minha imagem.

— Foi a Hinata quem começou tudo? — Perguntou o loiro.

— Exatamente, ela é maluca — disse Sakura.

— Completamente louca — completou o Uchiha.

— É uma tremenda patricinha mimada, ela merece apanhar muito — rebateu a rosada.

— Você devia ter jogado mais macarrão nela — falou Sasuke.

— Eu sei, me arrependi de não ter feito.

Novamente Naruto olhou de um para o outro e explodiu numa gargalhada. Ao notarem a reação do loiro ambos perceberam que haviam deixado de lado a pequena briga para se revoltarem com a morena, Hinata Hyuuga.

O Uzumaki sentou-se no sofá tentando recuperar o ar, mas estava sendo difícil. Ele não sabia o que era mais hilário ter contratado a agressora do seu primo como secretária do mesmo ou a cena que acabara de presenciar. Respirou fundo e por fim conseguiu se recompor.

— Bem vou deixá-los a sós, acho que vocês tem muito o que resolver. Só por favor não tramem nada contra a vida da Hinata — disse-o se levanto e abafando o riso ao olhar Sasuke.

— Pode levá-la com você, não irei querê-la como minha secretária. — Falou-o voltando a se concentrar no que estava fazendo.

— Como assim? Você não pode rejeitá-la, ela já foi contratada para ser a sua secretária. — Frisou as últimas palavras.

— Que se dane.

— Ela pode nos processar — disse Naruto fazendo-o suspirar.

— Tudo bem — proclamou Sakura —, eu não serei sua secretária, e nem trabalharei para você, então nada mais me impede de te socar novamente.

Ela colocou sua bolsa sobre a mesinha central que havia na sala, retirou os brincos de argola, os sapatos de salto e caminhou em direção ao Uchiha, que arregalou os olhos e começou a andar em direção contrária.

Naruto olhou-a admirado, realmente Sakura Haruno era diferente de todas as garotas que ele havia conhecido, e toda essa diversidade estava deixando-o encantado.

— Diretor Uzumaki, poderia fazer o favor de chamar a imprensa para estampar nos jornais e nas revistas de fofocas o olho roxo desse cavaleiro? — Perguntou-a avançando em direção a Sasuke.

— Seria uma honra fazer isso para você — disse-o num tom sério, o que apavorou o moreno.

— Dobe você não ousaria — sua voz soara incrédula, medrosa e desafiadora.

— Por que não? Para ser mais exato eu não tenho nada a perder — deu de ombros.

O loiro estava se divertindo com toda aquela cena, nunca imaginara ver o primo todo marrento com medo de uma mulher. Sorriu, mas até que era compreensível, pois aquela não era uma mulher qualquer, ela era forte, determinada, não levava desaforo para casa e ainda dava uma boa surra naqueles que mereciam, Sakura era alguém incrível.

Sasuke por sua vez estava em pânico, o soco que levara da última vez lhe rendera uma terrível dor de estômago e uma bela dor de cabeça, já que os jornais conseguiram acabar com sua imagem com apenas uma palavra. Suspirou pesadamente, o quão maldita aquela cabeça de chiclete conseguia ser?

— Podemos fazer um acordo? — Perguntou-o receoso.

— Um acordo? — Ela arqueou uma sobrancelha enquanto dava um passo em direção ao moço.

O Uchiha, ao perceber que estavam próximos tentou fugir, mas acabou tropeçando nos seus próprios pés, teria sido um tombo e tanto se ela não tivesse o segurado pela gravata azul-marinho. Numa velocidade extremamente rápida a rosada o puxou, jogou-o na parede e apertou um pouco o nó em seu pescoço.

— De qual tipo de acordo você fala? — Sakura perguntou interessada, mas ainda mantendo um tom ameaçador.

O moreno engoliu seco, tinha que pensar bem nas palavras que diria, caso contrário tinha certeza que morreria, pois pelo que conhecia daquela garota, sabia que ela era altamente perigosa. E sim, ele não tinha dúvidas, a cabeça de chiclete tinha coragem e força suficiente para matá-lo.

— Vai falar ou o gato comeu sua língua? — Dessa vez ela colocara seu braço contra o pescoço dele, forcando-o para deixar o rapaz sem ar. — Porque se ele não comeu e você estiver me enrolando, eu a cortarei e a colocarei a venda, acho que ganharia alguns milhões com isso.

Dessa vez não fora apenas Sasuke que engoliu seco, mas Naruto também. Os olhos azuis estavam arregalados, ele achou que a moça estava brincando quando disse que surraria seu primo, mas agora via que Sakura não era alguém que brincava, céus, estavam perdidos.

— Estou... estou... sem... ar — murmurou o Uchiha.

A Haruno soltou o pescoço dele e voltou a segurar a gravata fazendo um sinal com a cabeça para que o mesmo prosseguisse.

— Eu aceito você como minha secretária, aumento seu salário em 30% e você não me bate mais, tudo bem? — O medo era evidente em sua voz.

— 50% e não haverá mais nenhum arranhão — estendeu a mão para ele.

— Certo — gemeu ao sentir sua mão ser apertada com demasiada força.

Sakura puxou sua mão e caminhou em direção a mesa, onde colocara seus pertences. Colocou-os de volta, arrumou o seu cabelo e sorriu como se nada tivesse acontecido.

— Uchiha-san quando posso começar com o meu trabalho? — Perguntou-a docemente.

Tanto Naruto quanto o Sasuke ficaram pasmados, como ela conseguia ignorar os fatos que ocorreram minutos atrás? Como ela conseguia colocar um sorriso no rosto e falar de forma tão doce, quando há alguns segundos ela estava quase matando um? Logo concluíram que Sakura devia sofrer de bipolaridade.

O Uchiha suspirou pesadamente, fitou-a por alguns instantes, notou que os olhos esmeraldinos não tinham a mesma fúria de antes, na verdade estavam doces até demais, aquilo o frustrou. Ele não conseguia lê-la, tinha que tomar cuidado com cada palavra, mas iria fazê-la pagar por cada arranhão que a mesma deixara me seu corpo.

— Primeiramente preciso de um café com leite desnatado e adoçado com adoçante, de preferência que seja da Village Coffee, eles tem o melhor café da região.

Sakura pegou um bloco de notas e começou a anotar tudo o que o chefe dizia.

— Preciso que você passe na lavanderia, que fica a caminho da Village, e pegue dois ternos que eu deixei lá semana passada. Quando voltar deixe o café aqui comigo e os ternos ali no meu armário, depois cheque a minha agenda e cancele todos os compromissos do período da tarde...

— A tarde teremos reunião com os acionistas, portanto cancelar seus compromissos nesse período está fora de cogitação — disse Naruto.

— Cancele tudo o que eu tenho a tarde, preciso terminar esse projeto. Remarque a apresentação para daqui dois dias. Encontre um horário na minha agenda e marque um almoço com o meu pai, o não esqueça de verificar se ele também tem esse horário disponível. E desmarque tudo para o próximo sábado, tanto da minha agenda, quanto da sua. Envie um e-mail para o secretário do meu pai e peça para que ele faça o mesmo, diga isso para Ino também.

— Ino? — Ela perguntou confusa.

— Minha secretária — falou o loiro.

— Ah sim, tudo bem.

— Faça tudo isso antes do meio dia, porque quero meu almoço aqui até as treze horas. Hoje é terça, dia de comer carne, gosto dela grelhada, sem gordura alguma. Os legumes e as verduras devem ser frescos, sendo o primeiro bem cozido e o segundo bem lavado. Os bolinhos de arroz devem estar no ponto — um sorriso maroto surgira em seus lábios ao notar que ela se debatia para anotar tudo o que ele dizia.

— Algo de sobremesa? — Sakura perguntou.

— Detesto doces, se trouxer algo do tipo certamente me deixará furioso — falou-o.

— Mais alguma coisa? — Ela bufou um tanto irritada.

— Por enquanto é só isso, se eu precisar de algo, a chamarei.

Sakura guardou o bloco de folhas amarelas dentro da bolsa e se retirou do escritório, precisava ser rápida se quisesse fazer tudo no tempo estipulado. Antes de segui-la Naruto lançou um olhar severo para o primo, indicando que estava de olho no mesmo e qualquer movimento em falso ele perderia a cabeça.





(…)



 

— Com licença presidente Uchiha — pediu Gai ao adentrar em seu escritório.

— Claro, fez o que eu te pedi? — Indagou o velho Fugaku.

O secretário sobrancelhudo assentiu e rumou até o chefe, em seguida depositou sobre a mesa de centro, que estava a frente do mesmo alguns papeis.

— Acho que o senhor precisa ver isso com os seus próprios olhos.

Curioso, o Uchiha pegou as folhas e começou a lê-las. Era uma intimação, que alegava que ele, seu filho Sasuke, seu sobrinho Naruto e mais alguns outros funcionários da UC Company, seriam interrogados pela polícia por causa do acontecimento fatídico com Rock Lee.

Fugaku ficou estático, seus olhos arregalaram-se.

— Não me diga que o secretário Lee foi assassinado? — Indagou pasmado.

— Boatos dizem que ele se matou porque Sasuke o demitiu — Gai sussurrou.

Ao ouvir aquilo o presidente sentiu um aperto tamanho em seu coração, o ar começou a se esvair na medida em que ele começava a processar as informações.

— Chame o Sasuke… — dissera num murmuro pela falta de ar.



 

(…)



 

Sakura andava apressadamente pelas ruas de Tóquio, ora ou outra tropeçava nos próprios pés por conta do sapato de salto.

— Maldito Uchiha — praguejava.

Depois de muito sacrifício, tropeçadas e praguejos ela finalmente chegara ao seu primeiro destino, a lavanderia. Adentrou no local e avistou uma jovem que possuía um cabelo vermelho vibrante. Logo concluiu que se o problema daquela mulher era quebrante, inveja e mal olhado, certamente o cabelo espantaria tudo e mais um pouco.

— Olá — sorriu simpática.

A garota tirou o olhos do computador e os colocou sobre a rosada. Fitou-a de cima a baixo, em seguida torceu a boca fazendo pouco-caso. Logo pegou uma plaquinha que estava sobre o balcão e mostrou para a moça a sua frente, nela dizia “Aceitamos apenas roupas de grifes, por favor, não insista”.

Sakura pousou os orbes esmeraldinos sobre o papel branco e bufou. Paciência é uma virtude que poucos tem, e ela não é exceção.

— Vim buscar os ternos de Uchiha Sasuke — sorriu vitoriosa ao notar o olhar espantado a moça de cabelos vermelhos vividos.

— Ah, perdão, um instante… — retirou-se do local toda sem jeito, sua face estava tão rubra quanto suas madeixas.

Não tardou muito para que um jovem de estatura mediana retornasse trazendo consigo os ternos. Ele possuía cabelos loiros platinados, quase brancos. Os olhos eram de um tom de azul que oscilava para o violeta, lentes, na opinião de Sakura. O rapaz postou-se no balcão e abriu um caloroso sorriso, que deixou expostos os seus enormes dentes lívidos.

— Desculpe o inconveniente, sabe Karin ainda é novata — disse-o simpaticamente.

— Tudo bem, tenho certeza que ela será mais cuidadosa da próxima vez — A moça retribuiu a simpatia. — Quanto lhe devo? — Retirou a carteira da bolsa.

— Nada, o senhor Uchiha sempre paga adiantado. — Sakura assentiu e pegou as duas peças de roupa. — Obrigada e volte sempre.

Acenou para o rapaz e retirou-se da lavanderia, logo rumou para o Village Coffee, aonde conseguiria o abençoado café do chefe.



 

(…)



 

— Vocês só podem estar de brincadeira… — Sasuke analisava os papéis postos sobre a mesa central do escritório de seu pai.

— Mandei alguns homens checarem a veracidade dos fatos, tudo foi confirmado — falou Fugaku.

— Rock Lee poderia ser um idiota, mas garanto que não se mataria por um motivo tão fútil — os dentes do Uchiha mais novo rangiam, ele estava furioso. — O que as autoridades falaram sobre o caso?

— Eles ainda estão investigando, mas a única pista que tem é o bilhete informando que foi suicídio — falou o pai. — Recebi essa intimação, parece que teremos que depor — entregou a folha para o garoto.

Enquanto Sasuke lia o conteúdo das folhas Maito adentrou no escritório trazendo consigo uma pasta esverdeada.

— Senhor os depoimentos foram marcados para terça-feira da semana que vem, ao que tudo indica mais de cinquenta funcionários foram intimados — retirou as folhas do recipiente e deu-as para o patrão. — Também pediram para que continuemos com as nossas atividades, sem preocupações.

O velho Uchiha suspirou, aquela era uma situação muito delicada, eles deveriam mantê-la sem sigilo, pois se caísse nos ouvidos da mídia, toda a UC Company poderia ser comprometida.

— Vamos informá-los na segunda-feira pela manhã, por ora devemos manter a calma e fingir que não sabemos de nada.

— Tem certeza? — Sasuke perguntou preocupado.

— Absoluta! Informe apenas Naruto sobre o ocorrido, para que ele não seja pego de surpresa.

— Certo — disse-o se levantando. — Ah, deixe sua agenda livre para sábado.

Fugaku arqueou uma sobrancelha, porém antes que questionasse o motivo para fazer tal coisa o filho se retirou.

— Devo fazer isso? — Perguntou Gai.

— Sim faça.



 

(…)


 

Finalmente Sakura havia retornado para a empresa, seus pés estavam completamente inchados e doloridos, tanto que ela andava com muita dificuldade.

Depois de muito sofrimento, a rosada conseguira alcançar o andar que trabalhava. Sob os olhares de Ino ela se encaminhou para a sala do chefe, aonde deixou as coisas que o mesmo pedira. Em seguida rumou para a sua mesa e começou a limpar a agenda de Sasuke para a tarde.

Logo notou um vulto passar em sua frente e adentrar na sala. Não tardou muito para que a voz rouca e aveludada do seu chefe ecoasse chamando-a.

— Sakura… — Revirou os olhos, e com um pouco de dificuldade rumou em direção a porta.

Já dentro do escritório se deparou com a cara de poucos amigos do chefe.

— O café está frio, muito doce e posso ver as natas na superfície — esbravejou — o que eu te disse sobre doces? Além disso eu pedi leite desnatado. Será que você é tão inútil que não consegue nem me trazer um café descente?

— Ei calma aí — ergueu as mãos em gesto de defesa — eu o adocei com adoçante, na verdade achei amargo de mais, mas alguém amargo não notaria isso, e o leite era desnatado, pelo menos foi o que eu pedi! Além do mais, se está frio a culpa é sua que demorou para voltar.

— Tudo bem, já entendi. Então agora volte lá e me traga outro café, pode ser café puro — disse-o enquanto analisava os papeis em sua mesa e digitava algo em seu computador.

— Você está querendo que eu volte lá para comprar outro café porque você deixou esse aí esfriar? — Sakura indagou incrédula.

— Sim — deu de ombros.

— Nem pensar, nem pensar mesmo — protestou. — Olha os meus pés estão inchados e doloridos, este salto — retirou o sapato e mostrou pra ele — está me matando, então eu te digo que não vou até lá de novo, só porque você deixou “o seu” café esfriar.

Sasuke revirou os olhos, aquela mulher falava demais, reclamava demais e lhe torrava a paciência, porém ela também era forte demais e poderia matá-lo com apenas um soco. Suspirou pesadamente, tudo naquela mulher era demais.

— Deixa pra lá — suspirou derrotado. — Só retorne fazer as suas coisas.

A jovem assentiu um tanto pasmada com a mudança repentina, mas nem passou por sua cabeça a hipótese de contestá-lo, muito pelo contrário, retirou-se da sala o mais rápido que pode antes que o Uchiha resolvesse mandá-la até os quintos dos infernos para lhe comprar um café.


 

(…)


 

A semana voou. Naruto e Sasuke estavam tão ocupados com seus projetos que nem tiveram tempo de brigarem entre si, rolaram algumas provocaçõezinhas nos corredores e nos elevadores, mas não passou disso.

Sakura por sua vez teve que aturar Sasuke reclamando do café doce, da carne que não foi grelhada, do legume que não estava bem cozido, dos ternos amassados e da confusão na sua agenda. Várias vezes ela se imaginou dando um dos seus golpes no moreno; mas na dura e cruel realidade ela apenas bufava e assentia.

Fugaku estava sobrecarregado de trabalho e preocupações. A empresa exigiu muito de si nessa última semana, ao que tudo indicava uma companhia tão grande quanto a UC Company tinha sido inaugurada em Seul, e estava disposta a fazer de tudo para se fixar no ramo econômico, o que fazia deles uma ameaça para os Uchihas. Como se não bastasse tudo isso ainda tinha o caso de Lee que alarmava o velho Uchiha a cada dia que passava.

Já Hinata ficara a semana inteira se preparando para o grande desfile que apresentaria a nova coleção de sua madrinha. Durante esse tempo a Hyuuga ensaiou inúmeras vezes sobre a passarela, experimentou vários vestidos, fez muitos penteados, maquiagens, unhas, etc. Depois de tantos afazeres ela e as outras cinco modelos estavam prontas para apresentar ao mundo a coleção Hime, agora só restava fazer um belo trabalho e aguardar os aplausos e críticas boas que viriam.

— Está linda Hina! — Kurenai estava boquiaberta.

Ela pegou a mão direita da jovem e a fez girar para contemplar tamanha beleza. Ao voltar a ficar estática a Hyuuga abriu um enorme sorriso enquanto sua madrinha limpava as lágrimas que manavam de seus olhos.

— Vai estragar a maquiagem — disse-a divertida.

— É você tem razão — falou a Yuuhi ao se encaminhar até o espelho para verificar o seu estado. — Como todas já estão prontas podemos dar início.

Pegou a mão da afilhada e a retirou do camarim, guiando-a até o local que as outras estavam.

— Estão todas lindas… — a estilista lutava contra as lágrimas, estava extremamente feliz por ver o seu sonho concretizado. — Muito bem vamos repassar algumas regrinhas básicas — disse-a se contendo — Vocês tem três minutos para se trocarem e darem uma geral na maquiagem e no cabelo, nada mais que isso. A ordem será a mesma que ensaiamos ontem, tanto de vocês quanto a das estações do ano, tudo bem?

— Tudo bem — responderam.

— Desejo a todas uma boa sorte e que façam desse desfile algo maravilho e memorável — sorriu docemente. — E também queria lembrar que todas vocês são princesas, não por usarem esses vestidos formidáveis, mas por serem quem vocêsrealmente querem ser e não se deixarem levar pelo que os outros pensam ou dizem a vossos respeitos.

Uma salva de palmas ecoou no local, Kurenai era para todas elas uma inspiração e tanto, além de ser incrível no seu trabalho era uma pessoa doce, meiga, criativa, mas acima de tudo era uma mulher forte que nunca, nunca mesmo se dava por vencida.

Logo elas ouviram a música silenciar para dar vez a voz do cerimonialista que chamava pela Yuuhi para abrir o evento.

— Essa é a minha deixa meninas, nos vemos depois que tudo isso terminar — deu um beijo suave na testa de cada uma das presentes e rumou para a passarela.

Ao avistarem-na todos os convidados se puseram em pé para aplaudi-la.

— Eu não acredito que estou num desfile da Yuuhi — Yamanaka Ino, a secretária de Naruto, dava pulos de empolgação.

— Quem? — Sakura perguntou confusa.

— Ela é uma das maiores estilistas do mundo — os olhos azulados de Ino brilhavam de tanta felicidade. — A Kurenai é tipo uma Coco Chanel da atualidade.

— Então você entende de moda? — Naruto que estava na fileira da frente virou-se para trás e se intrometeu na conversa das duas.

— Claro, na verdade eu curso a faculdade de moda no período da noite — disse-a toda orgulhosa.

— Ora, ora então me avise quando concluí-la, pois se seus modelos me agradarem posso investir em você — dessa vez Fugaku se pronunciara.

— Isso por si só já é chato e vocês ainda ficam tagarelando — Sasuke revirou os olhos. — Por favor, calem-se e assistam essa porcaria de desfile.

Sakura suspirou pesadamente para em seguida mostrar a língua pelas costas do chefe, fato que não passou despercebido pela dupla de loiros que abafou o sorriso, já o Uchiha mais velho se sentara em sua cadeira para ouvir as palavras da Yuuhi.

— Boa noite a todos, sejam bem-vindos a mais um desfile. Primeiramente queria agradecer a toda a equipe que trabalhou para que esse evento se tornasse verdade, obrigada pessoal. Em segundo gostaria de agradecer as meninas que se colocaram a minha disposição e que estão dando o melhor de si para que tudo saia perfeito. E por último quero agradecer a todos vocês por terem vindo até aqui para me prestigiarem, obrigada!

Novamente uma salva de palmas tomou conta do ambiente, Kurenai sorriu e se curvou agradecendo a todos pelo carinho.

— A coleção a ser apresentada hoje é a “Hime”. Uma coleção que traz um misto do classicismo com o modernismo, que realça todo o conjunto de beleza da mulher, não importando se ela é asiática, europeia, africana ou americana… Para vestir a Hime basta apenas ser mulher.

Após o término do discurso da morena as luzes amarelas deram lugar a baixas luzes azuis, a música calma voltou a tocar e um vulto surgiu no incio da passarela. Com classe e elegância ele deslizava sobre o chão vermelho aveludado, a medida que se aproximava do meio vários tons de luzes foram iluminando-o até que pudessem reconhecê-lo, era Hinata.

A jovem parou no meio da reta e em seguida a música calma parou e as luzes se apagaram, o que deixou alguns preocupados, outros assustados e vários se questionando se o ocorrido tinha sido uma queda de energia.

Logo uma música começou a tocar, mas ela não era calma como a outra, pois tinha uma batida incrivelmente dançante, em seguida as luzes fortes voltaram a iluminar o local permitindo que todos vissem a modelo bela e formosa que ali estava.

Sasuke estava com os olhos arregalados, suas mãos gélidas tremiam e suavam simultaneamente enquanto seus pulmões clamavam por ar.

“Por que diabos ele tinha ido até lá?” — perguntava-se mentalmente, mas não tinha resposta para tal.

Ergueu seu olhar novamente em direção a moça; dessa vez teve certeza que Hinata era tão perigosa quanto Sakura. Precisava sair de lá o mais rápido possível, pois estava cercado por duas brutamontes perigosas.

Não sabia o que era pior a agressividade da Haruno, ou a mania compulsiva da Hyuuga de falar em casamento... Casamento.... Aquilo era tortura, talvez, apenas talvez fosse mais torturante do que levar socos da cabeça de chiclete durante um longo período de tempo.

Inspirou e expirou o ar calmamente, precisava encontrar uma maneira de fugir dali sem que ninguém notasse, caso contrário a sua noiva maluca insistiria para se casarem ali mesmo.

— Sasuke o que houve? Por que está inquieto? — Sakura perguntou preocupada.

— É a Hinata… — estava tão atormentado que nem percebera o que e para quem dissera.

— O que tem ela?

Sasuke direcionou seus orbes negros em direção a Hyuuga e todo o seu corpo estremeceu, céus, ou ele morria, ou sairia dali casado.

Reuniu todo o ar que restava em seus pulmões e com a voz falha respondeu:

— Ela está vestida de noiva..

Continua


Notas Finais


ps: A pessoa que matou o Lee não é mulher.
ps2: Sasuke e sua fobia vai deixar o próximo capítulo extremamente divertido.
p3: No próximo Sakura e Hinata mostrarão de que são feitas, vai ter fight minha gentee ♥
Espero que tenham gostado. Se der eu voltou no domingo.
Kissus da Xoco:*


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