História Hateful (chanbaek) - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Tags Baekhyeol, Baekkie, Chanbaek, Channie, Escolar, Exo, Exo-l, Kpop, Yaoi
Exibições 138
Palavras 2.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Festa, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Obrigada pelo 50 favoritos!
Espero que gostem c:

Capítulo 3 - Karaokê


- Seus amigos estão aqui.

Minha mãe enfiou a cabeça para dentro do meu quarto e me encarou sorridente. De fato, ou eu era adotado ou os genes da minha mãe não foram adicionados no processo de criação do meu DNA. Não entendo como essa mulher pode sempre sorrir por qualquer asneira e rir das piadas mais ridículas que Sehun faz quando Luhan tem a “bondade” de traze-lo e infectar minha casa com seu perfume barato e sorrisinhos sacanas. Não me entenda mal. Eu amo a minha mãe. Mas chega a ser bem irritante quando você é arrastado para comprar roupas sem nenhuma necessidade ou ser obrigado a sair com seus amigos no fim de semana quando, claramente, é bem perceptível o quanto fico ocupado sábado a tarde assistindo doramas ou ocupando minha mente em elaborar frases maquiavélicas para um novo artigo no jornal da escola. Foi canalizando esses pensamentos na minha cabeça que eu virei com a minha expressão mais séria estampada no rosto e falei bem articuladamente:

- Eu não tenho amigos.

Ela revirou os olhos e ignorou totalmente meu empenho em esbanjar seriedade, escancarando a porta para que um Luhan bem humorado e um Kyungsoo saltitante entrassem no meu quarto todos cheios de sorrisos e carinho para dar e vender – eu não posso deixar de mencionar os outros dois trogloditas que invadiram meu espaço pessoal sem meu consentimento.

- Oi, amor da minha vida! – Luhan jogou os braços no meu pescoço e me apertou em uma suposta demonstração de carinho mais conhecida como “abraço”, mas que não se encontra no meu vocabulário. Permaneci estático, ainda esperando ele desgrudar do meu corpo e, preferencialmente, desaparecer da minha frente junto com toda a ganguezinha mirim que trouxe consigo. Até mesmo o alienado do Kyungsoo, meu ex bebezinho e escravo pessoal das horas vagas. – Credo, que cara de bunda, Baek!

- Ainda está encuzado com as patadas que o Chanyeol deu mais cedo? – Sehun alfinetou, me fazendo o olhar de lado rapidamente e ignorar sua existência como de costume. JongIn vulgo garoto do gel vulgo cabelo lambido soltou uma risada baixa. Respirei fundo e me virei para Luhan.

- Tire esses trogloditas do meu quarto. – falei, demostrando a calma e tranquilidade característica da minha personalidade. – Depois, vocês também podem se retirar e cortar os laços com a minha pessoa.

Kyungsoo fez um biquinho, e eu respirei fundo para não dar o braço a torcer e apertar aquele serzinho foto até todas as suas veias estourarem. Foi um grande esforço permanecer sentado naquela cadeira, mas eu me segurei quando JongIn o apertou entre seus braços, recordando-me do porquê eu os odeio e voltei a ser um cara gótico sem amigos.

- Deixe de birra, Byun. – JongIn falou, e eu fiz uma careta de nojo quando ele começou a alisar os cabelos pretos do meu Kyung. – Não percebeu que está deixando meu bebê triste?

Seu bebê?

SEU BEBÊ?

BEBÊ?

SEU?

KYUNGSOO?

- Seu rosto está ficando vermelho. Baek... – Kyungsoo vulgo bebê do JongIn murmurou baixo e voltou a se esconder no peito do namorado. Olhei aquela cena com a maior cara de nojo e repulsa do mundo. Essa expressão é especificamente reservada para o Park depois dos jogos, quando ele está suado que nem um porco imundo, e quando sou obrigado a presenciar cenas melosas e detestáveis dos meus amigos com seus namorados estranhos.

- Saiam da minha casa. – rosnei irritado. Sehun soltou uma risada e se sentou na cadeira da minha escrivaninha com Luhan no colo. Fiz força para não vomitar. – Eu não vou repetir. Cortei meus laços com garotos que não ouso mencionar os nomes e não retornarei a manter contato até que terminem com esses trogloditas sem neurônios. Agora, vazem daqui.

Kyungsoo saiu de perto de JongIn e se aproximou de mim, sentando ao meu lado na cama e me sufocando em um abraço. Retesei meu corpo, mas não resisti a corresponder aquele afago tão desesperado do coitado. Eu tinha que ter em mente que ele não passa de uma criancinha sendo manipulada nas mãos de jogadores cruéis de basquete e que precisa ser protegida por garotos que, embora tendo uma força e altura inferior, são capazes de os manter esses malucos obsessivos distantes.

- Não corte laços conosco, Baek... – Soo choramingou no meu ouvido. – Você é meu melhor amigo.

- Eu era seu melhor amigo. Agora eu sou apenas um frequentador da mesma escola. Um colega distante. – murmurei, e ele apertou meu corpo. – Você vai ter que viver com isso. As pessoas vêm e vão. Supere.

Uma bufada impaciente no ar quebrou nosso clima de despedida e mágoa. Lancei um olhar cortante para Sehun.

- O que Kyungsoo está tentando fazer é te levar para um karaokê em que vamos nos reunir e comer muita pizza. Agora vamos embora. – ele se levantou da cadeira junto com Luhan. Franzi o cenho e encarei Kyungsoo nos meus braços. O mini diabo sorriu ladino e apertou as minhas bochechas.

- Por favorzinho, Baek! – Soo exclamou com um biquinho nos lábios. Abri a boca incrédulo. Esse serzinho está tentando me manipular fazendo aegyo? Onde ele aprendeu essas técnicas de chantagem? Provavelmente devido sua convivência com JongIn que colocou essas ideias absurdas na sua cabeça. Fechei os olhos por um segundo e respirei fundo. Minha linda sexta feira está sendo arruinada por meus ex amigos idiotas e seus namorados otários. Todos meus planos de passar a noite escrevendo rascunhos de artigos e alimentando meu ódio contra Park Chanyeol foram para o ralo. – Nós não vamos sair daqui até você aceitar ir com a gente!

- Espera um pouco. – JongIn o cortou com a sobrancelha arqueada. – Como assim “nós não vamos sair daqui” se ele não aceitar ir para o karaokê?

- Você tem alguma dúvida do que ele disse? Não entendeu alguma palavra? – Luhan perguntou irônico, e eu sufoquei um sorriso de lado. JongIn revirou os olhos e lançou uma olhadela para Sehun.

- Fala sério, Lu. Baekhyun claramente não quer ir. Ele deve estar muito ocupado nos esquartejando mentalmente ou exprimindo sua frustração sexual pelo Chanyeol de outras maneiras. – Sehun soltou uma risadinha. Fechei a cara. – Além disso, ninguém quer que ele vá mesmo.

- SEHUN! – Luhan o repreendeu sério, se pondo ao meu lado na cama. – Não fale assim!

- E é alguma mentira? – ele continuou sem se importar com a expressão assassina de Luhan. E, por algum motivo, eu também queria saber o que ele tinha a dizer. Eu queria saber o que diziam pelas minhas costas. O que estava por trás dos olhares tortos que lançavam quando eu passava pelo corredor. O que estava por trás dos xingamentos arranhados na porta da cabine do banheiro. Não que eu fosse um masoquista ou algo assim, mas eu tinha essa necessidade de saber o quanto me odiavam. Porque, de fato, todo mundo naquela maldita escola odeia Byun Baekhyun. E eles tem motivos. – Você sabe que eu estou certo, Luhan. No karaokê só tem o time de basquete e outras pessoas populares da escola. Ninguém gosta do Baekhyun e nem quer que ele vá. Todo mundo vai ficar olhando torto para ele e fazer comentários. Mas não é como se ele fosse a vítima, já que esse jeitinho arrogante e exibido que ele tem não ajuda muito. Aposto que ele vai arrumar briga com alguém de lá e estragar tudo, já que ele é especialista nisso. E em destruir os sentimentos das pessoas. E em sem insuportável. Mas se você quis...

- Cale a boca. – Luhan murmurou baixo e cortante.

- Lu-

- Só cala a boca e some daqui, Sehun! – Luhan gritou. JongIn interviu se levantando e arrastando o amigo para fora do quarto, me deixando a sós com Kyungsoo e Luhan. Ficamos alguns segundos em silencio. Eu realmente não sabia o que dizer, então apenas respirei fundo e deixei o ar sair lentamente. Eu eventualmente fazia isso quando algo me perturbava ou me deixava sem palavras; o que foi bem estúpido da minha parte, já que Luhan me conhecia há bastante tempo para identificar o que me deixava chateado ou o que eu fazia quando algo me chateava. Bem inteligente da sua parte, Byun. – Ah, Baek, não ligue para o que esse retardado disse. Você sabe que...

- Que o que? – ri com amargura. – Que é mentira? Que eles não me odeiam? Que ninguém fala mal de mim ou ri pelas minhas costas? Você sabe que é verdade, Luhan. Você convive e é amigo desses caras, e sabe bem as coisas sujas que eles dizem que fariam comigo. Sabe bem que ninguém naquela escola de merda gosta de mim.

- Eu gosto de você! – Kyungsoo exclamou com os olhos cheios de lágrimas. Bufei. – Eu e Luhan gostamos de você! Por favor, não ligue para o que eles dizem!

- Se vocês não fossem meus amigos desde o quarto ano, me odiariam agora. Não digam que é mentira. Vocês são bonitos, populares e namoram garotos que, embora não tenham cérebro, são do time de basquete e atraentes. Honestamente, se me conhecessem há apenas dois meses, ainda seriam capazes de gostar de mim? Ambos sabemos que não. – falei, encarando o rosto choroso de Kyungsoo. – Não chore assim. Que mal você está sentindo para chorar desse jeito? Você não tem esse direito.

- Porra, Baekhyun! – Luhan exclamou com o rosto vermelho de raiva. – Por que você é assim?

Franzi o cenho. Acho que hoje é o dia de todo mundo jogar as verdades na minha cara e me lembrar o meu status social de merda.

- O que quer dizer? – perguntei. - Eu sei que concorda com Sehun e que queria cuspir o que ele disse na minha cara desde que nos conhecemos. Eu não sou idiota, Luhan.

- Mas age perfeitamente como um. – ele devolveu com irritação. – Por que você tem tanto ódio das pessoas? Kyungsoo e eu sabemos que você não é assim, Baek. Você é uma bicha escandalosa e carente de atenção.

Abri minha boca incrédulo.

- Eu sou totalmente autossuficiente! – exclamei com o rosto corado. Kyungsoo soltou uma risadinha. – E do que você está rindo, seu bebê manipulador?!

- Nada. – ele murmurou, ainda com os braços ao redor do meu corpo. Kyung tinha um cheirinho tão bom e agradável, e era ótimo para apertar. Eu posso ser bem indiferente quando quero, mas não consigo suportar seu corpo tão próximo do meu e com esses olhos gigantes e pidões me olhando como se fosse um gatinho sem dono. – Se você quiser, não precisamos ir ao karaokê.

Abri um sorriso de lado.

- Eu vou.

Luhan arregalou os olhos.

- Está louco?! Você não estava triste agora há pouco? Pensei que fosse chorar no nosso colo ou alguma coisa assim. – ele exclamou espantado.

Revirei os olhos e me levantei da cama, indo em direção ao guardo roupa e alcançando meus jeans e meu moletom.

- Alguma vez eu precisei chorar no colo de vocês? Alguma vez sequer vocês me viram chorando? – perguntei entediado, mas pude ver a cabeça de Kyungsoo balançando em negação. – Meu amor, meu nome é Byun Baekhyun. Eu sou uma bicha venenosa mesmo que está cagando se toda essa gente hétero e com QI de uma porta me odeia ou vai falar alguma coisa de mim. Eu tenho vários outros meios mais eficazes de destruir a reputação de alguém.

Luhan fechou os olhos e balançou a cabeça em desaprovação, enquanto Kyungsoo soltava aquela risada de nenenzinho que eu tanto amava. Tenho que admitir que eu sentia falta deles dormindo aqui ou me perturbando para que eu contasse minhas angústias e segredos – mesmo eu não tendo porra nenhuma para contar, já que eu não tenho vida social – ou me fazendo dançar alguma coreografia do Big Bang e cantar Red Velvet até minhas cordas vocais estourarem.  Eu sabia que, cedo ou tarde, algum garoto iria prestar atenção na beleza deles e tirar meus únicos amigos de mim. Mas, fala sério, por que eles iriam escolher a dupla de idiotas mais sebosa e imunda da Coreia do Sul? Ainda mais os melhores amigos de Park Chanyeol? Eles sabiam bem da rixa que eu e o orelhudo mutante carregávamos desde a segunda série, então por que se envolver mais ainda? Tantos garotos mais intelectuais e cultos por aí, e eles resolvem namorar os trogloditas. Luhan eu até entendo, já que ele cultivava uma paixão platônica idiota pelo Sehun há décadas. Mas Kyungsoo? O MEU Kyungsoo assumir um relacionamento com um dos caras mais nojentos da escola, mais conhecido como Kim JongIn ou, para os íntimos – no caso, eu – garoto do gel? Claramente um absurdo.

Terminei de colocar minha roupa e me virei para eles com o sorriso mais diabólico do meu catálogo de sorrisos assustadores, exclamando em alto e bom som:

- Eu estou pronto para causar a discórdia.

Luhan fechou os olhos e respirou fundo:

- Isso não vai acabar bem.


Notas Finais


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