História Haunted - Thanks for the Memories - Capítulo 6


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Howard Stark, Maria Hill, Nick Fury, Pepper Potts, Personagens Originais, Pietro Maximoff (Mercúrio), Steve Rogers
Tags Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem De Ferro, Vingadores
Exibições 32
Palavras 2.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, baixinhos, baixinhas, altinhos e altinhas! Demorei? Sim, eu sei, peço desculpas, mas olha quem voltou o/ Alguns podem estar tristes por não terem ganhado presente de dia das crianças, mas a titia May trouxe um pra vocês o/ Espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 6 - I'm Home


Fanfic / Fanfiction Haunted - Thanks for the Memories - Capítulo 6 - I'm Home

16 de junho de 2016 – quinta-feira.

O sol começava a brilhar, anunciando o novo dia que se iniciava em Nova York. Um bipe constante e irritadiço invadiu os ouvidos de Samantha, que acordou quase de imediato. Sua cabeça rodava, efeito das bebidas da noite anterior junto à forte claridade que invadiu seus olhos. Olhou em volta na busca por um relógio, encontrando um ao lado da cama, marcando sete da manhã.

Ela se levantou num pulo, procurou e vestiu suas roupas íntimas, já que o vestido estava na sala. Seguiu até a mesma, o encontrando estendido no sofá. Após vesti-lo, tentou fechar o zíper das costas, mas se assustou ao sentir uma mão em sua cintura, enquanto outra subia o zíper.

– Obrigada – sorriu ao se virar e ver Clint.

– Não acredito que ia embora sem se despedir – ele acariciou seu rosto e selou seus lábios.

– Eu não te vi na cama, não queria que vissem que já não dormi em casa na primeira noite de volta – sorriu sem graça. – Mas, se serve de consolo, eu ligaria.

– Se você diz – sorriu e a abraçou fortemente. – Quem sabe um jantar, qualquer dia?

– Por mim tudo bem – ela depositou um beijo em seu rosto e desfez o abraço, acariciando os pelos dourados de Lucky, deitado no sofá, antes de seguir para a porta e, então, para o elevador.

Senhorita Stark – Jarvis a saudou pela pequena tela próxima aos comandos.

– Bom dia, J, andar dos meus pais, por favor – pediu e encostou a cabeça na parede do cubículo.

Sua mãe e irmã acordarão em cinco minutos – informou antes de abrir as portas.

– Ótimo, não vou precisar de tanto – suspirou e seguiu para o apartamento.

As persianas estavam pela metade, deixando o caminho iluminado. Não demorou a alcançar seu quarto. Foi direto para o banheiro, tirando suas roupas e tomando um demorado banho. Ao sair do banheiro, vestiu uma roupa qualquer que havia no armário e ouviu duas batidas na porta.

– Entre – pediu enquanto amarrava os cabelos.

– Bom dia – Candice sorriu ao ver a irmã. – Já de pé?

– Força do hábito – Sammy a olhou, mas a mais velha sabia que havia algo mais.

– Tudo bem, pode me contar – sentou na cama e observou a expressão confusa da outra.

– Eu não faço ideia do que está falando.

– Samantha, não minta descaradamente para mim, sou sua irmã, eu te conheço melhor do que você mesma – cruzou os braços. – Por que algo me diz que o Clint está envolvido?

– Porque eu estava no apartamento dele – murmurou e viu um sorriso brotar nos lábios de Candy. – Por que algo me diz que você parece um pouco animada demais com essa informação?

– Porque estou, oras! – riu. – Então, ainda estão decidindo se vão ligar no dia seguinte?

– Provavelmente sim, já que eu estou de volta tem apenas um dia – forçou um sorriso brincalhão e riu. – Que horas saímos?

– Às oito, é o suficiente, ainda dá tempo de tomarmos café em família – sorriu e se levantou, dando um beijo no rosto da irmã e a abraçando. – Estou tão feliz que esteja aqui.

– Eu também, Candy – retribuiu o abraço e a apertou. Sentira saudade dos abraços repentinos da irmã. Se soltaram e saíram do cômodo, indo para a cozinha, onde Pepper já estava sentada à mesa, apenas bebericando seu café.

– Bom dia, mãe – disseram em uníssono e beijaram seu rosto ao mesmo tempo, uma de cada lado.

– Bom dia, queridas – sorriu e abaixou o tablet, por onde lia algum jornal. – Estão animadas.

– Foi uma boa noite – Samantha respondeu antes de puxar uma xícara para si e se servir de café. – E o Pietro?

– Dormindo, provavelmente – Candy riu. – Eu pedi para que o Jarvis o acordasse um pouco mais tarde, eu acho que ele merecia um descanso.

– Parece que o senhor Maximoff conseguiu mais uma irmã, tenho pena dele – brincou a mais nova, soltando seu sorriso travesso.

– É uma força do hábito – sorriu e voltou sua atenção para a torrada à sua frente.

#

Ainda não passavam das nove quando o trio adentrou o prédio de laboratórios. Devido às ordens de Fury, Candice cuidaria pessoalmente dos exames junto a uma equipe especializada. Sua tarefa era descobrir quais seriam as habilidades da dupla recém-resgatada. Candice mandou que os dois se sentassem nas cadeiras e esperassem, quando voltou, tinha duas seringas em mãos.

– Para que isso, exatamente? – Sammy questionou ao vê-la retirar o sangue de Pietro.

– Precisamos saber quais são e a intensidade das suas habilidades para estarmos preparados caso aconteça algo – Candy sorriu amarelo e parou de frente para a irmã, pedindo seu braço. Samantha estendeu e, assim que a mais velha terminou, ela segurou seu pulso, assustando-a, mas logo sua mente foi, de certa forma, invadida.

 

Candice tinha seus dez anos, dois a mais que a irmã. Estava em seu quarto lendo, pela centésima vez, o livro do Senhor dos Anéis quando a mais nova entrou no cômodo. Samantha, com seus cabelos presos num rabo de cavalo feito pela mãe, pulou sobre a cama de Candy, fazendo com que a mesma perdesse a linha a qual lia.

Candice olhou para a mais nova com seu olhar um pouco enraivecido, mas que logo se desfez pela feição inocente da irmã, que lhe pedia desculpas silenciosas. Os olhos verdes brilharam com o sinal da mais velha para que Samantha se sentasse ao seu lado. Após abraçá-la de lado, Candice procurou novamente pela linha e tornou a ler, dessa vez, em voz alta, assim como fazia quando sua irmã era menor e a mãe pedia para vigiá-la.

 

Samantha soltou sua irmã e acompanhou o sorriso que estampou o rosto dela. Fora graças a Candice que se interessara pela maioria das sagas de livros pelos quais era apaixonada. O Senhor dos Anéis fora apenas o primeiro.

– Desculpe, ainda não tenho tanto controle, por enquanto, é o máximo que consigo.

– Tudo bem, é sempre bom reviver os velhos tempos – a mais velha sorriu e beijou a testa da irmã. Candice seguiu para sua mesa e pôs as amostras de sangue na centrífuga. – Isso vai demorar um pouco.

– Nesse caso, vamos falar com o diretor, te vemos depois – Samantha se levantou e fez sinal para Pietro, que pôs as mãos nos bolsos das calças jeans e a seguiu para fora. – Vou pedir para que ele faça vista grossa com as bases secretas, talvez encontremos a Wanda em alguma delas – explicou antes de entrarem no elevador.

Após saírem do prédio dos laboratórios, caminharam calmamente até o prédio principal, seguindo para o 39º andar, onde se localizava a sala do diretor. Entraram sem muito rodeio, já que já haviam sido anunciados. Fury virou sua cadeira ao ouvir a porta se fechar, apoiando as mãos sobre a mesa.

– Senhorita Stark, senhor Maximoff – os cumprimentou e fez sinal para se sentarem nas poltronas à sua frente. – Em que posso ser útil?

– Eu gostaria de pedir um favor – a mulher vai direto ao ponto.

– A minha irmã, Wanda – o sotaque do rapaz se fez ouvido. – Ela também se voluntariou para o programa, mas os poderes dela se manifestaram antes dos meus e a transferiram.

– Há alguma probabilidade de terem cruzado com ela em alguma batida ou alguma base que pretendam invadir nas mesmas circunstâncias da nossa?

– Eu não me lembro de nenhum relatório informando uma aprimorada, mas ficarei atento caso algo apareça. Posso ajudar em mais alguma coisa?

– Não, isso é tudo.

– Obrigado, diretor – Pietro lhe estendeu as mãos em agradecimento.

– É um prazer ajudar – Fury sorriu, aceitando o gesto, vendo os dois se retirarem em seguida.

Chegaram ao térreo e logo encontraram Barney. O loiro foi até a dupla, dando um forte abraço na amiga e um aperto de mão no rapaz.

– O que as crianças fazem por aqui? – brincou e sorriu.

– Viemos fazer os exames, agora eu ia mostrar a base ao Pietro – Sammy explicou e pôs a mão no ombro do mais novo, mas pegou seu celular ao senti-lo vibrar. Ela abriu a mensagem e suspirou.

– Tudo bem? – Pietro perguntou.

– Sim, é a corretora, eu queria o meu antigo apartamento de volta – sorriu amarelo e levantou o olhar para Barney.

– Eu mostro a base, você vai ver o seu apartamento – o Barton sorriu e beijou seu rosto, saindo com Pietro antes que Sammy seguisse de volta para o prédio de laboratórios. Ela subiu até o 7º andar e entrou no laboratório da irmã, pegando-a no fim de uma ligação.

– Não, tudo bem, eu te vejo mais tarde – Candice desligou o celular com um sorriso nos lábios e se assustou ao ver a mais nova. – Sammy! – levou a mão ao peito e soltou o ar de seus pulmões.

– Interrompo? – perguntou e se aproximou com um sorriso travesso. – Namorado?

– Não, era uma amiga – sorriu. – Em que posso ajudar?

– Me empresta o Volvo? Eu liguei para a corretora, ela ficou de me encontrar no meu antigo apartamento.

– Claro – enfiou a mão no bolso do vestido e tirou a chave, entregando para Samantha. – Me devolva inteiro.

– E o que eu poderia fazer? Bater o seu lindo carro? Te compro outro. Obrigada – a mais nova beijou o rosto da irmã e deixou o local, indo novamente para o elevador.

Vinte minutos de viagem foram suficientes. Estacionou o carro em sua antiga vaga e subiu para o hall, onde a corretora a esperava com uma pequena pasta em mãos. Seus sapatos pontudos e seu terninho estavam bem-adaptados ao seu dia a dia, como sempre.

– Samantha – a mulher a cumprimentou com um sorriso nos lábios.

– Louise – Sammy se aproximou e a cumprimentou com um abraço. As duas haviam estudado juntas durante o colegial, não tinham mais tanto contato, mas Samantha fizera questão de procurá-la quando soube que era a corretora de seu prédio.

– Fico feliz que esteja bem, os noticiários não foram nada bondosos quando souberam do seu desaparecimento.

– Fico feliz de terem errado desta vez – sorriu e seguiu a outra para o elevador.

– Eu tenho uma má notícia e uma boa notícia – Louise era mais baixa, porém, seus cabelos eram um pouco mais cumpridos que os da Stark, e sua voz carregava um pouco de sua origem britânica. Samantha a olhou, pedindo para prosseguir. – O seu antigo apartamento não está mais disponível.

– Bem, isso é uma pena – suspirou. – E a boa notícia?

– A cobertura está vaga – sorriu e olhou para a amiga. – O andar inteiro só para você. Sala, cozinha, três quartos, varanda, piscina, escritório e duas vagas de estacionamento. Interessada?

– Muito – a morena abriu o largo sorriso, enquanto a britânica acionou um dos elevadores.

As portas se abriram, revelando o pequeno luxo que o prédio sempre ofereceu. As paredes laterais eram acolchoadas, a frontal espelhada, assim como a do painel. Os botões eram touch screen com uma pequena tela acima dos mesmos onde mostrava, além do andar, as horas e a temperatura. A verdade é que ela não precisaria de nada disso. Não precisaria de tantos quartos, nem duas vagas, muito menos uma piscina ou um escritório. Ela passara tanto tempo dentro de um cubículo reforçado com apenas uma cama e uma pequena janela, que qualquer coisa além disso a deixava estranha. Luxo. Uma coisa a qual já foi tão acostumada, agora não dava a mínima.

– Sammy? – a voz de Louise a despertou. – Tudo bem? – indicou a mão da mulher, que estava agarrada ao pingente do colar em seu pescoço. A Stark baixou o olhar e abriu a mão, revelando a pequena pedra vermelha.

– Tudo, eu acho – forçou um sorriso e suspirou.

As portas do elevador se abriram e as duas seguiram até a porta do apartamento, que a corretora abriu. Sua decoração fora feita em tons de preto, vermelho e branco. As enormes portas de vidro que levavam para o exterior estavam de persianas abertas, destacando o branco dos pisos e o vermelho que servia de enfeite para as paredes cinzas. As almofadas, vermelhas e brancas, destacavam as poltronas pretas. Uma das poltronas ficava de frente para a TV, enquanto as outras, ao seu lado, ficavam de frente uma para a outra, de costas para a varanda e para a entrada.

Uma escada de três degraus dividia a sala de estar e a sala de jantar. Um pequeno bar e uma mesa de vidro de oito lugares com cadeiras vermelhas ocupavam o espaço. O lugar e a cozinha eram separados por uma bancada de mármore preto. Na cozinha, o preto dominava os eletrodomésticos e os armários, enquanto o branco e o vermelho dominavam os enfeites e as quatro banquetas ao redor de uma pequena mesa no canto do cômodo, próxima à janela para o corredor de vidro. Por falar em corredor, o mesmo possuía o formato de C, indo de uma ponta à outra dos cômodos.

As duas seguiram até os limites da sala e caminharam pelo corredor, podendo ver parte da cozinha pela janela e toda a varanda pelas paredes de vidro. Por outro lado, as paredes do lado de dentro estavam enfeitadas por um quadro e, ao invés de lâmpadas no teto, luminárias nas paredes para iluminar o local. A cobertura da varanda não atrapalhava a claridade no interior, sua tapagem era de telhas transparentes. Ao lado da cozinha, haviam três portas de frente para a varanda. A primeira era do banheiro, enquanto as outras duas eram de suítes secundárias. Caminharam um pouco mais e, na outra ponta do corredor, haviam mais duas portas, sendo o escritório e a suíte principal, esta tendo vista para a piscina e para a cidade.

Passaram pela porta de vidro que dava para a varanda, de frente para outra que levava até a sala, e Samantha notara, então, a enorme piscina, a churrasqueira, uma academia entre a mesma e a parede da sala, todas com vista para o centro de Manhattan, incluindo o Empire State e a Torre dos Vingadores.

– E então, o que achou? – a corretora perguntou com um sorriso nos lábios ao ver sua amiga observar o lugar com fascínio.

– Estou em casa.


Notas Finais


Então, espero que tenham gostado e que a espera tenha valido a pena.
Eu queria me desculpar pela demora, mas, infelizmente, não depende apenas de mim escrever, também dependo da inspiração e da vontade, que são duas coisas que não estão batendo ultimamente.
Feliz dia das crianças novamente, e nos vemos na próxima.
~update~
Então, pessoal, fiquei tão emocionada de finalmente atualizar, que acabei esquecendo de dizer: a Louise é uma personagem da minha amiga Isabelle, aqui conhecida como @LadyRakuen e ela tem sua própria história. Obviamente, a história da personagem aqui não é a mesma que na fanfic, mas dá uma passadinha lá que a Lou é super gente fina ^^
Primeira temporada: http://socialspir.it/1068898
Segunda temporada: http://socialspir.it/4757596
Obrigada pela atenção.
Beijos da tia May xx


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