História Haunted - Thanks for the Memories - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Howard Stark, Maria Hill, Nick Fury, Pepper Potts, Personagens Originais, Pietro Maximoff (Mercúrio), Steve Rogers
Tags Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem De Ferro, Vingadores
Exibições 23
Palavras 4.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Primeiramente de tudo, gostaria de pedir desculpas nas notas finais, me explico no final.
Agora, um capítulo bem grande pra mim, espero que compense a demora.
Boa leitura :)

Capítulo 7 - Tie You Up


Fanfic / Fanfiction Haunted - Thanks for the Memories - Capítulo 7 - Tie You Up

16 de junho de 2016 – quinta-feira.

Samantha estava a caminho da base novamente quando seu celular tocou. Ela acionou o botão no volante, que o atendeu e redirecionou seu áudio pelos alto-falantes.

Sammy, onde está? – perguntou a voz de sua irmã, que preencheu o veículo.

– Calma, não precisa mandar a polícia atrás de mim, eu já estou chegando – se defendeu antes que a bronca viesse.

Na verdade, eu ia te chamar para almoçar.

– Nesse caso, eu já estou chegando mesmo – riu. – Sabe do Pietro?

Fury pediu ao Barney para ajudá-lo em alguns testes. Ao que me parece, em breve ele poderá se tornar um agente da SHIELD.

– Ele também será um bom reforço para os Vingadores – sorriu. – Por falar nisso, o que acha de chamar o papai?

Por mim, tudo bem, peço para que ele nos encontre lá – a mais velha pareceu fechar uma tranca, provavelmente de um armário.

– Ok, chego em dez minutos – avisou e finalizou a chamada, selecionando alguma música da playlist da irmã em seguida. Com Left Hand Free, do grupo Alt-J, liderando a lista, ela acelerou o carro, logo deixando o perímetro urbano.

Não foram precisos mais do que os dez minutos ditos para que ela parasse o carro em frente ao prédio principal, havia recebido a mensagem da irmã de que estaria na sala do diretor, então, logo seguiu para o local para encontrá-la. Assim que se aproximou da sala, Candice abriu a porta e mandou que entrasse. Estava com uma feição estranha, como se não estivesse gostando de algo.

– O que foi? – Samantha perguntou ao parar de frente para a mesa de Fury.

– Os resultados dos exames estão prontos, os preliminares, pelo menos – Candy coçou a nuca.

– E qual foi o problema?

– Suas novas habilidades não deixaram um rastro no seu DNA – Fury se pronunciou, erguendo os olhos para a agente. – Não temos como descobrir o que fizeram e não fazemos ideia de como fizeram. Não temos nenhuma base para começar a procurar, todos os arquivos da base foram deletados ou corrompidos, os técnicos ainda estão tentando encontrar alguma coisa útil.

– Eu sinto muito, Sammy. Eu sei que você deve estar querendo respostas sobre o que aconteceu, mas vamos descobrir – pôs a mão no ombro da irmã em conforto.

Saber o que aconteceu não era algo com que Samantha se preocupava. Gostaria de entender como “ganhou” seus poderes, é claro, mas não era algo que lhe tirava o sono. Sobretudo, não saber o que fizeram a incomodava. Se sentia incompleta, mas, talvez, esse não fosse o único motivo. Seu olhar devia estar perdido em algum ponto, pois só tornou à realidade quando ouviu a irmã chamar seu nome.

– Eu sei que vão – Sammy deu um sorriso fraco. – E quanto ao Pietro?

– Não temos certeza se o procedimento foi o mesmo, porque os resultados dele mostraram uma concentração combinada de radiação e reagentes químicos. Mas ele tinha alguns genes especiais, uma espécie de célula mutante adormecida.

– Ao que nos parece, o tratamento pode ter despertado os genes dele – Fury concluiu.

– Exato, mas os reagentes deixaram vestígios, talvez dê para refazer, porém, não é nada garantido e teríamos que reconhecer alguém com os mesmos genes – explicou a mais velha.

– Bem, eu acho que não é algo a se apressar, teremos muito tempo agora, não pretendo ir a lugar nenhum – Samantha os olhou e sorriu.

– É muito bom ouvir isso – Fury retribuiu o gesto. – Tire mais hoje de folga, amanhã venha aqui pela tarde para conversarmos, tenho uma missão em mente para você.

– Sim, senhor – assentiu e direcionou seu olhar à irmã. – Vamos?

Candice se despediu do diretor com um aceno com a cabeça, logo saindo, acompanhada por Sammy. As duas seguiram em silêncio até o elevador, onde Candy pressionou o botão para o térreo.

– Tudo bem? – questionou. – Eu pareço mais abalada do que você – brincou.

– Eu só não sei o que pensar direito. Eu acho que não esperava por isso, mas também não era algo com que me preocupei de imediato.

– Talvez não fosse algo no que queria pensar, acontece. Você esteve longe por muito tempo, tudo o que queria era sua vida de volta. Os poderes não estavam inclusos e você não os usa regularmente, é normal se esquecer.

– Honestamente, é algo que não dá para esquecer – soltou uma piscadela e devolveu as chaves do carro para que dirigisse. – Eu acho que já tomei o seu bebê por tempo demais, só vou precisar de mais uma carona mais tarde.

– Isso não será um problema – sorriu, ambas se aproximando do veículo. Candice destravou o carro e as duas entraram. Tony já havia enviado uma mensagem avisando que estava a caminho do restaurante. – Você mexeu na minha playlist? – estranhou as músicas recentemente tocadas.

– Você continua ouvindo as mesmas músicas de sempre. Vamos parar e te encontrar músicas novas depois – implicou.

– Não tivemos bons lançamentos ainda, por isso eu continuo ouvindo as do final do ano passado – Samantha abriu a boca para contestar, mas Candice a interrompeu ao continuar. – O disco da Adele saiu em novembro.

– Isso é verdade – riu.

– Ah, mas teve um álbum da Sia em janeiro.

– Você acabou de me dar mais um motivo para te amarrar numa cadeira e te fazer escutar músicas novas, porque eu não ouvi nenhuma diferente. Que vergonha, senhorita Candice – fez uma cara de reprovação e estalou a língua.

A mais velha revirou os olhos, mas sorriu com a brincadeira da irmã. Diferente da mais nova, Candy não era “louca por velocidade” e não acelerou o quanto a vibe da música lhe permitiu, então, a viagem de volta para a cidade foi um pouco mais longa do que a de ida, o que deu mais alguns minutos para Samantha perturbar a irmã, implicando com seu gosto musical. Por volta de quarenta minutos depois, o Volvo parava no estacionamento em frente ao Keens Steakhouse, um restaurante no centro de Nova York. As duas desceram do carro e, após pegar o ticket na cabine, seguiram para fora do local. Alcançando a calçada, Samantha ajeitou a jaqueta no corpo ao sentir um vento um tanto gélido soprar seu rosto.

– Antes que eu me esqueça, pode me dar uma carona até a Audi Manhattan depois do almoço? – pediu e viu a irmã começar a atravessar a rua, a fazendo se apressar para segui-la.

– Claro, pretende comprar um esportivo?

– Eu pensei em um SUV, melhor para mim, eu acho. Malas e bancos traseiros são úteis – riu e abriu a porta do restaurante para a mais velha.

– Sei bem para que são úteis – Candy riu. – Já escolheu o kit?

– Não, preciso escolher o carro primeiro, mas já sei de alguém que pode fazer pra mim. Oi, pai – sorriu ao se aproximar da mesa onde o homem estava sentado.

– Olá, queridas – ele sorriu e se levantou, beijando o rosto de cada uma, logo se sentando novamente. – O que precisa que alguém faça para você? – olhou curioso para sua caçula.

– Um kit para a mala do carro, mas, antes disso, preciso do carro.

– Sabe que isso nunca foi problema, vamos ver isso assim que sairmos daqui, mas, primeiramente – fez uma pausa e enfiou a mão no bolso interno do paletó, retirando um cartão e a entregando. – Creio que vai precisar disso aqui.

– Obrigada! – sorriu ao reconhecer seu cartão. – Eu vou precisar mesmo, valeu – guardou no bolso de sua jaqueta antes de pegar o cardápio. – Do que vamos?

– Eu pedi Prime Porterhouse, vai ser muito bom comer carne que preste depois da comida de cadeia que devem ter te dado naquele inferno.

– Vai ser muito bom – deu ênfase na palavra e riu, arrancando um sorriso do pai por vê-la animada.

#

Por volta das três da tarde, após conversarem bastante e rirem bons bocados, Tony parou seu Audi R8 em frente à Audi Manhattan. Candice e Samantha ficaram de se encontrar mais tarde para algumas compras, até lá, a mais velha estaria em casa. Os Starks desceram do veículo, chamando a atenção de alguns clientes e vendedores que estavam próximos à entrada.

– Não quer um Mini? – o homem brincou, indicando brevemente a concessionária atrás de si, de frente para a Audi Manhattan.

– Sabe que não faz o meu estilo – ela sorriu e se virou de frente para a Audi. Deram alguns passos até a entrada e logo foram saudados por um vendedor já conhecido de Tony.

– Senhor e senhorita Stark, é um prazer recebê-los novamente – o vendedor sorriu. Aparentava seus cinquenta e poucos anos, mas os cabelos ainda eram tão pretos quanto os do bilionário. – Bem-vinda de volta ao mundo dos vivos.

– Obrigada, Miles.

– Viemos renovar os votos da pequena Sammy com a Audi – Tony pôs a mão no ombro da filha com um sorriso divertido nos lábios.

– Sem esportivos dessa vez, eu quero poder andar com a minha cachorra no banco de trás – olhou para o pai antes de olhar para os carros à sua volta. – Eu pensei num Q3.

– É uma boa escolha, alguma cor em especial?

– Preto – ela o olhou e sorriu. Além do Hummer, todos os seus carros foram pretos, incluindo o primeiro Audi que seu pai comprara para ela com Miles.

– Eu vou providenciar – ele sorriu e se retirou para sua mesa. Sammy deu mais alguns passos para alcançar o pai ao lado de um A5.

– Vai levar um também?

– Não, eu não tenho mais minhas crianças para levar no banco de trás – ele sorriu, mas estava um pouco inconformado. Para ele, elas tinham crescido rápido demais. Desde cedo aprenderam a ser independentes, talvez por grande incentivo da mãe.

– Mas você nunca me deixaria dirigir o seu R8 – resmungou.

– Nisso, você tem razão – se virou para ela e abriu um largo sorriso sem mostrar os dentes, o que a fez rir. – Mas você também não me deixaria dirigir um xodó seu.

– Obviamente que não, meu xodó, meu volante – forçou uma risada um tanto maléfica antes de ouvir Miles chamá-los. Ela alcançou a mesa e logo se sentou na cadeira em frente a mesma, com o pai sentado logo ao lado.

– Eu tomei a liberdade de solicitar um contrato de disponibilidade de veículo em qualquer cidade que contenha uma concessionária Audi. Você vai poder solicitar o veículo que quiser, tudo o que precisa fazer é entrar no aplicativo, escolher e fornecer o endereço de entrega, se preferir – sorriu e a ofereceu sua caneta.

– Isso me será muito útil, obrigada – enquanto ela assinava os papéis, Tony efetuava o pagamento, já que seria um presente para a volta da caçula.

Assim que devolveu o pequeno bolo de folhas, Miles pediu para que o seguissem. Foram até a porta dos fundos, que dava para a garagem coberta das frotas. Subiram um lance de escadarias antes de avistarem os SUVs. O vendedor olhou numa das folhas em sua mão e procurou pela marcação do veículo, ao se aproximar, entregou as chaves para a nova dona, que sorriu animada. Ela pressionou o botão do alarme, fazendo com que o veículo preto ao seu lado apitasse. Foi preciso mais alguns minutos para que ele liberasse o carro, mas, logo, Samantha estava descendo a rampa para deixar o local com sua nova aquisição.

– Então, vai fazer alguma coisa na casa nova? – Tony perguntou, ao seu lado.

– Talvez um jantar, ou apenas hambúrgueres para todos, mas não seria uma festa – riu e parou o carro atrás do R8 laranja em frente à concessionária. – Eu te aviso depois que chegar com a Candy.

– Tudo bem, não vou fazer planos – sorriu e beijou o rosto da filha antes de descer. Após uma breve buzina do carro dela e um aceno dele, a Stark acelerou rumo ao seu prédio, enquanto o pai seguia para a Torre.

Assim que chegou, Samantha enviou uma mensagem para a irmã, avisando que já estava em casa, e seguiu para sua suíte, tomando um rápido banho. Suas coisas não passavam de uma única mala, ainda assim, de roupas que comprara no dia anterior. Antes de decidir fazer uma festa, ela precisava de duas coisas: roupas novas e comida, muita comida.

Quando saiu do banho, notou que algo tocava na sala, apesar de ser do outro lado da varanda, era alto, e não se lembrava de ter colocado música. Vestiu uma calça jeans e uma blusa folgada antes de seguir para o cômodo. Viu Candice na cozinha, com a geladeira aberta e balançando a cabeça no ritmo da música, da qual Sammy reconheceu apenas a banda.

– Que invasão é essa? – pôs as mãos na cintura. Candy se virou com um sorriso travesso no rosto.

– É Bastille, Good Grief. Você me disse que queria música nova, lançaram hoje, mais nova do que isso, é impossível – explicou. – E eu estava vendo do que precisaria, pelo visto, muita coisa, sem exagero.

– Sem exagero algum – riu. – Podemos ir? Também preciso de algumas roupas e queria ver se o Barney poderia trazer a Arwen ainda hoje.

– Ah, sobre a Arwen, ele pediu para que você ligasse quando estivesse desocupada.

– Ótimo, vamos logo, então – pegou o celular e as chaves do carro sobre o pequeno armário ao lado do sofá que ficava de frente para a TV. A jaqueta estava logo ao lado, mas pegou somente seu cartão, já que o tempo estava um pouco mais quente do que pela manhã.

– E o carro novo? – perguntou a mais velha, curiosa pela aventura da caçula com o pai, sabia que os dois podiam ser um pouco consumistas quando saíam juntos.

– É lindo, você vai ver – riu e seguiu para a porta, seguida da irmã. No elevador, Candy pressionou o botão para a garagem no subsolo e, assim como Sammy, se encostou na parede lateral do cubículo de aço. – Belo colar – comentou ao ver a irmã ajeitá-lo ao pescoço. Candice nunca fora de usar joias brilhantes e chamativas, e o colar não tinha destaque algum. Se ela não tivesse o tocado, a mais nova nunca o notaria. Era uma corrente prateada simples com duas estrelas, uma da largura de seu polegar e uma menor ao lado.

– Obrigada, ganhei de aniversário de um amigo – ela sorriu e olhou para a irmã.

– Seu amigo tem bom gosto.

As portas se abriram e as duas seguiram para o veículo estacionado logo em frente ao elevador. Ainda sem placa, sua única identificação se dava pelo rastreamento da empresa e pelos números do chassi, mas isso não impediria de darem uma volta. As irmãs passaram em algumas lojas de roupas antes de seguirem para o destino principal e final, o mercado. Já eram quase oito horas da noite quando chegaram novamente ao edifício. Além das bolsas de papel do mercado, elas carregavam também as bolsas de papel das lojas de roupa. Por seus um metro e sessenta de altura, Candice parecia carregar o seu peso em sacolas. Haviam comprado apenas o necessário para a mais nova, o resto ela compraria depois, não era nada urgente. Não tardaram a entrar no apartamento. Candy se sentiu mais do que aliviada ao depositar todas as sacolas sobre a mesa da sala de jantar.

– Ainda bem, pensei que ficaria sem meus braços – brincou após soltar um longo suspiro. – Será que agora pode me explicar que ideia foi aquela?

– Que ideia? – Samantha a olhou desentendida, pondo suas sacolas na mesa e as de roupa ao lado da cadeira.

– Aquela de tentar me empurrar para o Stephen – cruzou os braços. No mercado, as duas encontraram Stephen Strange, ex-neurocirurgião e ex-vizinho das moças. Ele morava no apartamento abaixo do de Candy, mas ele havia sumido antes do incidente de Samantha.

– Eu não tentei te empurrar, eu só quis ser gentil.

– Dizendo a ele que continuávamos no mesmo lugar e pegando o telefone dele?

– Ele ofereceu ajuda se precisássemos, eu não sei você, mas não tenho um – fez uma pausa e pegou o cartão no bolso, lendo a atual ocupação do doutor. – Um “Mestre das Artes Místicas” na discagem rápida. É uma ocupação bem exótica.

– E precisava mandar ele aparecer no seu apartamento ou no meu?

– Vai que ele também precisa de alguma coisa, não seja tola, Claire – tentou finalizar a discussão a chamando pelo segundo nome, mas percebeu que a irmã revirou os olhos.

– Você realmente não mudou nada – murmurou e pegou as sacolas do mercado, seguindo a mais nova até a cozinha, onde começaram a guardar. Em sua maioria, eram besteiras e bebidas, muitas bebidas, já que haviam enviado mensagem para os pais e para os Barton avisando da pequena reunião que pretendiam.

– Eu podia ter chamado o Stephen – Samantha comentou de repente.

– Ah, pelo amor de Deus, Samantha – resmungou, já impaciente, mas apenas causou uma crise de riso na caçula. Com certeza fizera para provocar a irmã e havia se saído muito bem. – Você não cansa?

– Não – sorriu de forma infantil e sentiu seu celular vibrar. Pegou o aparelho e leu as mensagens dos pais, confirmando a presença, e de Barney, avisando que estava chegando. – Eu preciso de um banho, mas o Barney já está lá embaixo.

– Eu também vou tomar um banho, então, volto depois.

– Tudo bem, tem certeza de que não quer chamar ninguém?

– Não, já está em cima da hora, ninguém gosta disso, e não se esqueça das pizzas.

– Sim, senhora – sorriu e viu a irmã seguindo para a saída.

Enquanto esperava, ela pegou as sacolas de roupas e levou para o seu quarto, separando também a roupa de cama para os quartos de hóspedes. Estava entrando no primeiro quarto quando ouviu a campainha, então, apenas deixou uma sacola ao lado da porta de cada um e seguiu para a sala.

– Charles! – ela sorriu ao abrir a porta. – Arwen! – sorriu ainda mais ao ver sua Husky branca abanando a cauda ao vê-la. Da última vez que a vira, os pelos da cachorra estavam um pouco mais claros, agora, manchas avermelhadas se destacavam mais em sua pelagem, assim como incomuns manchinhas pretas nas laterais de seus olhos. – Oi, meu amor – se ajoelhou e fez carinho nos pelos da canina, que pulou com as patas em seus ombros, assim como um abraço. – Senti tanto a sua falta.

– Ela também sentiu a sua – Barney sorriu com a cena e soltou a guia da coleira, dando mais liberdade para o animal.

– Desculpe ter sumido, prometo que não vai se repetir – cobriu a cabeça dela de beijos, como sempre fizera. Se levantou e abriu os braços para Barney com um sorriso travesso.

Ele apenas a abraçou fortemente. Havia passado tempo demais sem receber um abraço dela para esquentar a cabeça com cheiro ou pelos de cachorro nas roupas, não que ele fosse do tipo, pois também tinha um apreço muito grande por Arwen para se importar.

– Obrigada por ter cuidado dela.

– Ela foi uma boa garota, mais comportada do que a dona – brincou ao soltá-la. Ele deu dois tapas no próprio ombro, fazendo Sammy notar uma mochila em suas costas. – Eu trouxe as coisas dela. Aonde eu coloco?

– Pode colocar bem ali – indicou um canto vazio entre as paredes da porta e da televisão. – Eu vou tomar banho, podem tomar conta da casa para mim?

– Claro – Barney riu e seguiu para o local indicado, enquanto Samantha atravessava a varanda até seu quarto com a cachorra em seu encalço. Arwen sempre foi carinhosa com a dona e com Barney não foi diferente, já que ele sempre esteve presente durante sua criação.

Sua roupa já estava separada, uma calça jeans branca, uma blusa cinza com detalhes pretos e mais claros de mangas cumpridas e sandálias pretas, algo não muito diferente do que usava em seu dia a dia, já que era apenas uma reunião para a família. Durante o percurso, aproveitou também para pedir as pizzas, bem lembrado pela irmã. O banho foi rápido, ao voltar ao quarto, encontrou Arwen deitada em sua cama, com o rabo abanando e apenas o olhar erguido para a dona. Sammy sorriu e deu um beijo em seu focinho, logo se vestindo. Quando as duas voltaram à sala, Tony, Pepper e Pietro já haviam chegado.

– Achei que havia nos abandonado aqui – Tony implicou ao vê-la aparecer no corredor.

– A ideia me veio à mente, mas eu não posso fazer isso de novo, senão dona Virginia me mata – riu e abraçou a mãe.

– Que bom que você sabe – a ruiva confirmou ao apertar a caçula.

– Eu li em algum lugar que se deve levar presentes quando visita a casa nova de alguém – Tony entregou uma sacola branca de papel de tamanho médio para a filha, que estranhou.

Ela levou a sacola até a mesa de jantar e apoiou em cima para ver o que era. Abriu a sacola e retirou as folhas de papel de seda dourado, encontrando duas garrafas. A primeira garrafa era azulada e possuía o nome de Blue Label. “Um uísque extraordinário para ocasiões extraordinárias”. A segunda possuía uma etiqueta prateada com o nome de Platinum Label, uma edição especial maturada por, no mínimo, 18 anos. Ambos Johnnie Walker.

– Foram ótimos presentes, obrigada – ela sorriu e depositou um beijo no rosto do pai, pondo as garrafas na cristaleira preta na parede entre a sala de jantar e o corredor. Em seguida, foi até seu antigo vizinho de cela e o abraçou também. Estava feliz por estar fora daquele lugar, mais feliz por ele também ter saído, mais feliz ainda por ele estar perto dela.

– Então, o que teremos hoje? Teria a senhorita Samantha Stark descoberto seus dotes culinários e cozinhará para nós? – Barney se sentou no sofá e a observou revirar os olhos.

– A pizza chegou! – Candy anunciou ao entrar com Clint, que segurava quatro caixas. – Encontramos o entregador no elevador.

– Pizza? O que vocês têm contra comer algo saudável?

– Bem, nosso almoço foi bem saudável – Sammy deu de ombros.

– Tão saudável que nem me chamaram – Pepper se queixou. Tony, Sammy e Candy se entreolharam e, em seguida, olharam para Pepper com os braços cruzados.

– Chamamos sim – disseram juntos.

– Mas você já estava almoçando, senhora “almoço de negócios” – a mais velha completou. – Não dava pra competir e não tivemos escolha, você já tinha saído.

– Tudo bem, me desculpem, mas tentem me avisar mais cedo da próxima, assim eu posso me defender – ergueu as mãos e tentou não rir.

– Eis sua chance de se redimir – Sammy indicou a mesa de centro onde Clint colocara as pizzas. Ela foi até a cozinha e pegou um pequeno engradado com seis garrafas de Heineken, pegando também uma solta. Entregou a primeira para seu pai, distribuindo as restantes. Todos se acomodaram nos três sofás, ficando Clint e Barney de frente para Pepper e Tony, Candy no sofá de frente para a TV, Samantha e Pietro sentados no chão ao lado dela.

– E o tio Bruce? – Sammy perguntou ao pai.

– Viajou mais cedo, algo sobre um projeto dos Médicos Sem Fronteiras. E a Natasha?

– Algo sobre uma missão com o Capitão – riu e bebericou sua cerveja. – Faremos de novo quando eles voltarem, porque, segundo o Barney, adoramos uma festa.

– Ele não é o único que pensa assim – Pietro brincou. – É nosso segundo dia aqui e já é nossa segunda festa. Se isso não é gostar de festas, então, eu não sei o que é.

– Isso é tirar proveito das oportunidades que a vida te dá – ergueu a garrafa como um brinde e tomou mais um gole.

– Mas, devo admitir, é um belo apartamento – Pepper comentou enquanto observava o ambiente.

– É ótimo, além desse espaço todo, – indicou a cozinha e as salas de estar e jantar – tem um banheiro social, três suítes, sendo a maior a da ponta, – indicou o cômodo de frente para a sala de estar, atravessando a varanda – que é o meu, um escritório, churrasqueira e um espaço para academia bem aqui atrás.

– E você nem falou da piscina – Candy a lembrou.

– E eu nem falei da piscina – repetiu e riu. – Eu achei uma pechincha, e nem precisei barganhar. Vamos fazer um tour completo depois, só não garanto que esteja tudo apresentável. Sabem como é, casa nova, cheguei hoje. Dei sorte de estar mobiliada.

– Entendemos perfeitamente – os Barton disseram juntos. – No final, você é apenas gente como a gente – Barney completou com um sorriso.

– Eu nunca fui mais do que isso – ela sorriu.

#

Já passava da meia-noite, Pepper e Tony voltaram para a Torre, graças ao sistema inteligente que o bilionário havia instalado em todos os seus carros, nos quais eles receberiam os comandos diretos de Jarvis, que os levara a salvo até seu destino.

Candice, Pietro e Barney haviam acabado de se retirar, Candy para seu apartamento, Pietro e Barney para um dos quartos de hóspedes cada um. Clint também dormiria ali e, no momento, estava voltando da cozinha para a varanda com duas garrafas de cerveja em mãos. Ele se sentou ao lado da morena na poltrona, lhe estendendo uma das garrafas.

– Obrigada – ela sorriu e afagou os pelos de Arwen, deitada com a cabeça em seu colo, pondo sua cerveja sobre a mesa em frente à poltrona após um gole.

– É uma vista e tanto.

– A melhor parte é que eu tenho visão de vocês – indicou a enorme e iluminada Torre algumas ruas à frente. – E do Empire State – indicou suas costas. – Ok, não no momento, mas tenho – riram. – Podemos conversar por código morse se você estiver entediado.

– Também podemos fazer uma tirolesa, assim não precisamos descer e subir todos esses andares para irmos a alguma próxima festa – sugeriu.

– Não é uma má ideia – sorriu e sentiu o braço livre dele passar por seus ombros, a aproximando de si. Ela virou seu rosto para ele, que selou seus lábios e sorriu. – Talvez seja um ótimo investimento – ela riu e o beijou novamente.

Ele sorriu, a puxou um pouco mais, fazendo-a deitar a cabeça em seu ombro, e depositou um beijo em sua testa. Arwen subiu um pouco mais no colo da dona, que a acariciava com uma mão, enquanto a outra estava entrelaçada à do arqueiro.


Notas Finais


Então, queridos, a tia May está sofrendo de três coisas chamadas: vídeos acumulados para assistir, preguiça e falta de inspiração e vontade de escrever. Eu escrevi esse capítulo duas vezes e, logo quando estava terminando a primeira versão, eu decidi reescrever, porque eu vi que podia entregar muita coisa de bandeja e, honestamente, não quero que enjoem por isso. Prometo que vou tentar fazer capítulos bem explicados.
"Você fez o capítulo com o dobro do tamanho que normalmente faz. Poderia ter dividido em dois." Sim, eu poderia, mas não quis, porque ia ficar mais coisa para um próximo capítulo e minha intensão nunca foi de ficar uma fanfic enorme como Nightmare, que está com 42 capítulos, nem terminei o que pretendo antes de começar Civil War e já perdi a vontade de escrever. Se você é leitor de Nightmare, peço desculpas, mas é a verdade. Eu já pensei em colocá-la em Hiatus, porém, é muito difícil e eu nunca vi uma fanfic que entrou em Hiatus sair. Ainda tenho planos para elas, mas, infelizmente, eu dependo muito da minha vontade de escrever para continuar.
Queria também agradecer à senhora madame @LadyRakuen por não ter puxado minhas oreba e me afogado no copinho do Yoda por demorar tanto e ainda ter paciência pra me ajudar <3 Brigadis, siora :3
Não me lembro se tenho algo a mais para dizer, acho que o essencial já foi. Mas, então, viram a referência ao Doutor Estranho? Se ainda não viram o filme, recomendo demais. E, para aqueles que já viram, gostaram e gostam de Haunted, uma ótima notícia: Stephen Strange aparecerá na fanfic! Embora ainda esteja longe ~longe? ficou louca? falta menos de um mês~, a tia May já tem um presente de natal preparado pra vocês ~mentira, não tenho não, o presente é uma notícia, não tenho nada~. Então, nos vemos lá e, se você lê Nightmare, espero que nos vejamos bem antes. Se precisarem de algum help para entenderem algo ou se quiserem me cobrar capítulo, sabem onde me encontrar, podem mandar MP, me adicionar no facebook, skype, twitter, me cobrem o quanto acharem que devem. Beijos da tia May xx


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