História Há!Your Wish! - Capítulo 22


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Categorias O Hobbit, O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings)
Personagens Arwen, Azog, Bilbo Bolseiro, Elrond, Fili, Frodo Bolseiro, Galadriel, Gandalf, Gimli, Kili, Legolas, Personagens Originais, Samwise Gamgee, Smaug, Tauriel, Thorin II (Escudo-de-Carvalho), Thranduil
Tags Hobbit, Lord Of The Rings, Senhor Dos Anéis
Visualizações 49
Palavras 2.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - The truth always appears!


Narração Normal.

Thorin sabia que poderia ter metido os pés pelas mãos com a história de noivado, mas ele não conseguia se sentir culpado o suficiente para voltar atrás, muito pelo contrário, após retirar-se do quarto, dando espaço para a jovem processar a informação, ele presenteou-a com um belo vestido, e joias, em nome de sua futura união.

 

-...Ou algo assim. – Djohara terminou sua breve explicação para Balin.

 

Dentre todos os anões que ela conheceu, até o presente momento, ele lhe inspirava confiança e sabedoria.

 

- Noiva?- O anão piscou.

 

-Foi o que ele disse, diga-me senhor Balin, o que aconteceu? Somos noivos e ainda sim, ele me parece tão frio e oco. Não fui uma boa companheira? O desrespeitei, ou algo assim? – Jenny estava no auge da preocupação, porque nada se encaixa adequadamente em sua mente.

 

-Acalme-se, acalme-se, você não fez nada de errado, posso garantir isso.- Balin tentou tranquiliza-la. -  Thorin tem muita coisa na cabeça, com essa guerra a nossa porta...-Ele foi interrompido.

 

-Guerra? Que guerra? Eu não sei bem o que é uma guerra, mas tenho certeza de que não é boa coisa.

 

-Hum, não, não se preocupe...- O mais velho se reprendeu mentalmente por mencionar um evento como esse em uma situação crítica como a dela. - Eu vou...vou falar com Thorin, e voce fica aqui, quietinha, esperando pela comida que Bombur vai estar trazendo dentro de alguns minutos. – O anão se dirigiu a saída, Jenny suspirou e o acompanhou, por educação, abrindo a porta para ele. – Obrigado, e lembre-se, não sai deste quarto.- Alertou-a ao sair.

 

A menina acenou com a cabeça, como uma criança obediente, e fechou a porta.

 

Enquanto isso, nosso grupo de resgate estava caminhando pelos corredores compostos de pilares pedra, sendo guiados por Nico e sua tocha. Bard olhou para os lados, ele podia jurar que via coisas se mexendo no escuro, e ele não era o único.

 

-Diga-me, meu jovem...-Gandalf começou a falar com o guia.-... o que está ao nosso redor?

 

-Nada que você deva se preocupar, se permanecer no caminho correto, não vão te atacar.-Nico respondeu.

 

-E como sabemos qual é o caminho correto?- Bilbo questionou.

 

-Já olhou para o chão, Sr. Bolseiro? Há ladrilhos nele, e é onde você pode pisar. -Nico virou  a cabeça para olhar para as trilhas cheias de areias.- Já estas...-Apontou para as mesma. – É onde você pode abraçar sua morte, com as criaturas da areia. Fiquem espertos, elas gostam de seduzir pobre almas para sua armadilha, por hora, nos concentremos em olhar o que está a nossa frente.

 

-E o que está a nossa frente?- Bard questiona.

 

Eis que um vento forte vem de encontro a eles, apagando a tocha, e uma luz rubra surgiu, seus raios se dobraram em volta do grupo como um laço e os puxou para frente com brutalidade, como se estivesse ... reclamando por serem muito lentos.

 

Nico foi o primeiro a passar pelo emaranhado de cortinas que cobria a passagem, e também o primeiro a pousar de cara no chão, verdade seja dita, Thranduil foi o único que conseguiu pousar de pé.

 

-Elfos.- O ex gênio zombou ao esfregar a face.

 

-Bem, bem...- O loiro começou. – Onde estamos agora?

 

Bard se levantou limpando a sujeira de suas vestes:

 

-Para mim...-Olhou em volta, o céu estava azul claro, sem nuvens, apenas com a luz do Sol sobre suas cabeças, o calor era intenso e havia areia aos montes. -...parece um deserto.

 

-E o que é aquilo no horizonte?- Thranduil apontou para uma figura familiar a seus olhos, parecia uma grande ampulheta, suspensa no ar, a parte cima era transparente, deixando o pó dourado totalmente visível, ele escorria lentamente para a parte de baixo, mas estava revestida com ouro... ainda tinha porta e janelas, os demais detalhes ficam ofuscados pela distância.

 

- As Areias do Tempo.- Nico respondeu. – Ali é onde está o verdadeiro desafio.

 

-Então,o que estamos esperando?- O hobbit foi na frente mas, de repente, afundou metade de seu corpo no deserto.- Mas o que...?- Tentou se mover e escorregou um pouco mais.- Estou preso!

 

-Claro.-Nico suspirou.- É um deserto de areia movediça, e aconselho a não se mover mais, a menos que queira morrer sufocado.

 

-Acalme-se Bilbo, vamos te tirar daí.- Gandalf falou com calma, esbouçando um breve sorriso antes de se voltar para o rapaz de olhos verdes. – Nós vamos tira-lo de lá, não vamos?

 

O rapaz fez bico e olhou em volta:

 

-Deixe-me ver. -Moveu-se na direção de alguns cestos artesanais, feitos com capim, e analisou seus conteúdos.- Um tem agua, outro serpentes e o outro tem o item necessário para salvar o hobbit e nos conduzir até nosso destino.

 

- E qual o problema?-Bard se aproximou.

 

-O problema é descobrir qual é qual, se você escolher um, os outros desaparecem, ou seja, não é permitido errar.

 

-Hum...Podemos tocar neles?

 

-Qualquer contato direto significa que você está fazendo uma escolha.

 

-Então estamos na base da sorte?

 

-Talvez.- Thranduil se aproximou dos cestos e se ajoelhou.- Ou talvez não.

 

-O que ele está fazendo?-Bard pergunta.

 

-Acho que está usando suas habilidades naturais.- Gandalf responde.

 

Fechando os olhos, Thranduil concentrou-se em sua audição, o sibilar das serpentes foi ouvido a sua esquerda, em seguida, trabalhou com a visão vendo cada detalhe do cesto a sua frente, havia uma falha minúscula na lateral, gotas escapavam dele a cada trinta segundos, no fim, o elfo se dirigiu ao cesto da direita:

 

-Este é o correto.

 

-Tem certeza?-Nico cruzou os braços, mas ele tinha bastante fé.

 

-Gente, poderiam se apressar?!-Ouviram a voz de Bilbo, agora, só seus braços, e sua cabeça, estavam para fora.

 

-Seja mais paciente.-Gandalf gritou de volta.

 

- Ah, o problema não é paciência, pode ter... - O pequeno tentava não comer areia.-  ...certeza.

 

O elfo zombou e puxou a tampa do cesto escolhido fazendo com os outros dois sumissem no ar.

 

A cena muda e vemos Jenny, olhando para seu reflexo no espelho quebrado, ela tinha certeza que a sensação de estar engaiolada dentro do próprio quarto era, agonizantemente, familiar:

 

- Isso não está funcionando. – Olhou na direção da saída com um pensamento levado.

 

Afinal, todos sabem que o melhor remédio para os amedrontados, solitários e infelizes, é sair. E foi o que ela fez.

 

Os corredores de Erebor eram imensos, bem sombrios, empoeirados, até mesmo quebrados, mas ainda assim, inexplorados. Os olhos claros escolheram a direção que parecia mais confiável e os pés começaram a se mover. Andar por ali era andar abraçado com o escuro, as tochas estavam em falta, mesmo a luz do dia não penetrava na montanha. Cada vez mais curiosa, a menina passou por uma enorme rachadura na parede, que provavelmente não devia estar na arquitetura original do local, mas, para alguém magra como ela, seria moleza.

 

-A barreira que ela criou não vai ficar intacta para sempre...-A voz de Thorin fez ela parar, estava bem a frente. - ...é impossível.

 

-Thorin, não é a barreira que me preocupa.-Balin estava com ele. – A sua mentira sim.

 

-Mentira?- Jenny sussurrou.

 

O caminho que ela estava tomando era como um atalho para outro corredor,este era mais iluminado, ao menos havia tochas, e lá, Balin questionava a decisão de seu rei.

 

-Não sei do que está falando.- Escudo de Carvalho olhou para o lado.

 

-Por que disse para a pobre menina que estavam noivos? Sabemos que não é verdade, você, sabe que não é.

 

Os olhos de Jenny se arregalaram, ela recusou fazer qualquer movimento brusco, precisava escutar aquela conversa.

 

-Ela é minha noiva porque a escolhi, a desejo como rainha e nenhuma outra pode ocupar meu lado no trono, eu a amo, Balin.-O príncipe anão respondeu.

 

-Amor? Com mentiras? Não é amor.

 

-Não me importa o que você diga... -Thorin olhou para as chamas da tocha na parede. -... Ela jamais sairá de Erebor, jamais deixará o meu lado.

 

-E quando o irmão dela retornar? Acha mesmo que ele deixará essa união acontecer.

 

-Oh, ele vai deixar, é tudo uma questão de negócios, lhe darei uma boa quantia para que desapareça.

 

-Por favor, está se ouvindo? Soa como um insano, tenho certeza que aquele rapaz valoriza mais a família do que o dinheiro... – O anão parou ao ouvir um grito, depois virou-se para ver Bombur correndo em sua direção.- ...Bombur?

 

O recém-chegado parou em frente a eles lutando para respirar:

 

-Ela...a garota...ela...

 

-O que aconteceu?-Balin não conseguia entender.

 

-Por Deus, fale direito homem!-Thorin esbravejou.

 

-É Jenny!-Bombur exclamou.

 

-O que?!-O moreno o agarrou pelos ombros.-O que aconteceu com ela?!

 

-E-ela sumiu!

 

-Como sumiu?!-Thorin o largou com brutalidade e começou a andar, ele ia para o quarto verificar.

 

-Thorin, espere!-Balin puxou Bombur e ambos o seguiram.

 

Foi apenas uma questão de segundos, quando os anão dobraram a esquina e sumiram da vista, Jenny saiu da abertura na parede, ela colocou a mão na testa e olhou rapidamente para os lados antes de seguir na direção oposta que os anões foram, havia muita coisa em sua mente, um comprometimento matrimonial que nunca foi real, um irmão desconhecido , sua possível prisão eterna em Erebor ... tudo estava girando, mas ela sabia que sobreviver era uma questão de inteligência, se ela quisesse escapar do tirano, precisava fazer isso agora.

 

Quando Thorin chegou ao quarto, e encontrou o mesmo vazio, esmurrou a porta com raiva:

 

-Achem-na! -Gritou para Balin e Bombur.

 

-O que? Mas como?- Balin questionou.

 

- Não sei, mas se eu tiver que derrubar paredes, eu irei!- Thorin saiu pisando forte.

 

Mas achar Jenny seria o mesmo que procurar uma agulha em um palheiro, afinal, era Erebor! Era imensa, de todos os ângulos possíveis! Não seria nada fácil, mas ele ia encontra-la, nem quem fosse debaixo do chão!

 

De repente, a cena muda para uma visão exterior de Erebor, a barreira que impede elfos, homens, anões e orcks de se matarem parece estar com seu tempo contado, há rachaduras se formando e, conforme os orcks avançam sobre ela, as rachaduras se intensificam.

 

O ângulo de nossa visão muda para a lateral da parede de Erebor, onde vemos uma mão sair de uma fenda. Jenny sempre foi inteligente, gênio ou não, ela sabia que seu conhecimento sobre as direções era deficiente, então, se você não sabe por qual corredor ir, apenas corte o caminho.

 

-Ok, é isso, agora, onde eu estou? - Olhou em volta.

 

Era uma espece de sacada, bem espaçosa, e quebrada. Havia sinais de destruição por toda a parte, o local onde deveria ficar a porta estava bloqueado com pedras, mas ainda havia um ou outro vaso de planta intacto, só o vaso, pois a planta já havia secado a muito tempo.

 

Quando a loira deu alguns passos para a frente, um vulto passou voando perto da sacada fazendo-a cair para trás. Era uma criatura bem grande, parecia um morcego, por sorte ele não a viu, mas como a criatura pousou em cima dos ornamentos de pedra que ficavam acima da sacada, Jenny se viu com problemas.

 

Respirando devagar, a menina olhou para o lado e localizou uma escada na outra ponta da sacada, talvez fosse seu passe livre, mas como ela poderia ir até lá sem que ser vista?

 

Por obra do destino, ou por pura sorte, a criatura soltou um rosnado alto e levantou voo para se juntar ao seu próprio grupo, eles estavam voando para a parte da frente de Erebor, e não pareciam estar do lado dos mocinhos.

 

Ainda assim, Djohara preferiu ir engatinhando até a escada, era melhor se arrastar do que ser vista pelos...sabe-se lá. Quando chegou perto da ponta, avistou um cavalo com duas pessoas que, apesar de não as reconhecer, pareciam familiar.

 

Legolas e Tauriel chegaram até as tropas de elfos, o que era estranho, já que havia uma barreira que compelia qualquer um que tentasse entrar, não é? Tudo isso nos leva a crer que a mesma já está desaparecendo em algumas regiões.

 

-Hîr nín, Legolas! – Um elfo se aproximou.

 

-Onde está o meu pai, Baradan?- O loiro questiona.

 

-Ele partiu senhor, em uma missão.

 

- Sim, meu senhor, ele não especificou onde iria, mas disse que voltaria em breve, as tropas ainda precisam de um líder.

 

-Tauriel.-Legolas chamou fazendo a ruiva descer do cavalo.-Prepare-se para conduzir as tropas nesta batalha.

 

No entanto, Baradan protestou:

 

-Desculpe, senhor, mas Tauriel não é mais nossa capitã.

 

-Como disse?-O príncipe piscou.

 

-Vosso pai a baniu, não podemos aceitar nada vindo dela.

 

Legolas passou a língua no interior da bochecha e desceu da montaria:

 

-Muito bem, então eu vou conduzi-los.

 

-Legolas, é arriscado. – A ruiva alertou.- O outro exército está praticamente aqui, você é futuro do seu reino, deve voltar para ele.

 

-Se eu voltar, em breve, nem mesmo a floresta vai resistir. Como você disse uma vez, essa é a nossa luta, e eu não vou fugir. – O elfo saiu andando indo para a frente das tropas élficas.

 

Tauriel o seguiu, ela poderia estar banida, mas ela nunca abandonaria seu amigo para a morte.

 

-Ei, vejam. - Fili, que estava observando tudo, alertou aos anões que estavam na muralha de pedra sobre a chegada do príncipe da floresta.

 

Quando Kili olhou para baixo, seus olhos encontraram os de Tauriel e ambos sorriram brevemente, o que não passou despercebido por Legolas, mas ele não conseguia sentir o incomodo de antes, não com tanta intensidade, parece que aquela aventura o estava mudando.

 

E por falar em aventura, voltemos para a garrafa, o mundo exterior já está caótico o suficiente.

 

-Um tapete?- Thranduil olhava para o que tinha dentro do cesto.

 

-Não é só um tapete...-Nico se aproximou recolhendo o tecido, que era maior do que parecia.- ...é o tapete.

 

-O que tem de tão especial em um tapete?

 

Nico não respondeu, ao menos não com palavras, ele jogou o tecido no chão e o mesmo se desdobrou e começou a flutuar a um palmo do chão.

 

-Pelo Valar.- O elfo olhou fascinado.

 

-Senhores, conheçam um dos transporte mais divertidos, inventados pelos gênios, o tapete voador!-O rapaz subiu em cima.- Por favor, mantenhas braços e pernas para dentro, cuidado ao subir.- Thranduil foi o primeiro a subir, com uma insegurança enorme, mas subiu. Gandalf e Bard vieram logo depois. O tapete começou a mover-se devagar. -Agora vamos resgatar Bilbo. - Oh Bilbo! Pobre hobbit, só restava o nariz e os pulsos. Nico agarrou-lhe pelos mesmos e puxou com força. – Alguém podia me ajudar, não é? - Falou para os outros.

 

O grupo se uniu, e com uma ajudinha do tapete, conseguiram retirar o pequeno da areia. Bolseiro tossiu assim que a cabeça saiu, é claro que a poeira voo nos olhos verdes de Nico e o menor se desculpou por isso.

 

-Tudo bem, agora, vamos ser mais práticos. - Nico limpou o olho.- Pessoal do tapete, sugiro a vocês que se sentem e segurem firme.- Assoviou e o tapete voador deu um arranco forte para o céu.

 

O poder do impulso fez com que o corpo de Bilbo fosse inteiramente retirado do deserto e Nico o puxou para cima do transporte enquanto voavam na direção da ampulheta dourada, o tão esperado fim de sua jornada.

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Notas Finais


Próximo capitulo,finalmente nossa equipe chegará ao seu objetivo, mas a barreira vai esperar por eles?


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