História He. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way
Visualizações 88
Palavras 1.950
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Ficção, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioi gente!!!! Então hahahaha quase duas semanas sem postar capítulo é eu já estava desesperada pra postar alguma coisa, por isso eu estou aqui com essa one-shot.
Me desculpem pela sinopse, capa e nome bosta, é que eu criei tudo isso agora porque eu não estava planejando postar isso.
Bom, eu não considero essa história a melhor coisa que eu já escrevi, mas até que está legalzin pra uma redação (sim, a louca por Frerard escrever isso como redação, eu entreguei ela exatamente assim pro professor hauahahahha).
Bom, só para avisar mesmo, tem umas partes de Burn Bright aqui... De alguma parte da letra estiver errado por favor NÃO ME MATEM eu peguei no letras.mus... As vezes eles colocam umas coisas erradas...
Acho que já falei demais, espero que gostem desse negócio pequeno que eu postei, bbs ❤
Até lá embaixo!

Capítulo 1 - One


   A vida de Frank era cheia de “talvezes”, mas nem sempre fora assim. Não, com certeza não. Essa palavra tinha entrado em sua vida há pouco tempo, oito meses, no máximo. E não era algo que ele gostasse. Mas também não era como se ele importasse… Ou talvez ele se importasse e estava apenas tentando esconder isso de todo mundo, até de si mesmo.

  Se ele quisesse fazer uma lista de “talvezes” que o cercavam no exato instante ele poderia, claro que poderia… Por exemplo:



  E é, essa pequena lista ainda era apenas uma parcela de tudo aquilo.


  E bom, talvez tudo tenha sido clichê demais desde o começo, qualquer um poderia imaginar aquilo.


  Frank nunca foi “o garoto popular” que existe em qualquer filme adolescente, não mesmo, não chegava nem perto disso, mas sempre teve bons amigos, isso que importava. Bert, Bob, Ray e Quinn. Esses eram, sem dúvida alguma, as pessoa que ele mais gostava no universo, depois dos vampiros e feiticeiros, é claro, mas eles não contavam porque Frank nunca conheceu nenhum ser sobrenatural, porém isso não o impedia de ter certeza da existência deles. Também vale ressaltar que ele nunca havia odiado tanto alguém como odiou Gerard Way assim que colocou seus olhos sobre ele, não tinha explicação, apenas foi assim e pronto, a existência do outro o incomodava, por isso o tratou mal mesmo que injustamente. A indiferença do outro o fez ser cada vez mais maldoso, fez de tudo para infernizar sua vida, o estranho é que, depois de tudo, ainda recebia cantadas e sorrisos debochados em troca.


  Isso o deixava louco.


  Quase meio ano depois e ele ainda se lembrava do primeiro bilhete que encontrou em sua mochila. “Te busca na sua casa, sabádo, as 20:00. Ass: G”. Em um primeiro instante ficou se perguntando como ele sabia onde ele morava, mas ao olhar para o lado viu Bert com um sorriso enorme e nem precisou de tempo para entender tudo o que estava acontecendo. Uma discussão entre os dois começou.


  – Ah, poupe-me, Frank! É óbvio que você gosta dele!


  – Claro, eu o amo, como não tinha percebido antes?!* – a irritação corria por suas veias, não aguentava mais ouvir toda aquela baboseira saindo da boca de seu amigo, se surpreendeu quando o mesmo acreditou em suas palavras e começou a se gabar por estar certo – Pelo amor de Deus! Eu estava brincando!


  Depois da resposta ácida de Frank Bert não falou mais nada, se calou, acreditando que seria melhor deixar aquilo para trás, deixar para mais tarde a chance de importunar o amigo. O que ele nunca ficou sabendo foi que, no fim das contas, Gerard conseguiu o que queria, sábado ele tinha a presença de Frank com ele. E por mais que eles tenham discutido bastante por conta de uma piada que Way  fez sobre sua altura não muito favorável, logo tinham se acertado e andavam de mãos dadas pelas ruas do centro da grande cidade em que moravam, e ao fim daquele passeio  os dois estavam se despedindo em meio a beijos e marcando um próximo encontro, e sem deixar de lado a parte que eles combinaram que aquilo deveria ser mantido em segredo.


  “So give me all you’ve got


I can take it


We walked alone in your city lights


Did you make it?


We lit the fire and it’s burning bright


Did you take it?


Kissed all the boys in your city lights


Did you make it?


Left all the stars in your city lights


Can you fake it?


I lost my way in your city lights


Count your men


We stole the fire, and it’s burning bright.”


  E eles cumpriram isso, mas como a vida não é um mar de rosas em algum momento as dificuldades aparecem, a primeira delas claro foi o fato de que a vida toda a família de Frank o ensinou que o que eles estavam tendo era errado, por isso talvez ele mantinha eles tão escondidos, tinham dias que Gerard tentava se aproximar dele na escola, mas era afastado por puro e simples medo.


  Infelizmente estabilidade emocional não era o forte do mais alto, brigas foram geradas por isso, enquanto Frank tinha medo do que falariam dele Gerard lidava com seus demônios que nunca foram segredo para ninguém. Depressão, bipolaridade, anorexia. Sim, ele era um rapaz complicado demais, todos os dias se condenava por ter nascido daquele jeito, só que não podia fazer nada pois não era sua culpa, o máximo e melhor que ela fazia era seguir seu tratamento, tomar os remédios que os médicos mandavam e comparecer a terapia. E isso causou muitas brigas entre o casal, junto a não aceitação de Frank então… Brigas e mais brigas, isso fazia mal aos dois, principalmente a Way, mas ele não deixava transparecer, não em público, apenas em seu quarto, mas ai a história era outra e não cabia voltar aos pensamentos de Frank agora, já que ele continuava em sua cama, cheio de “talvezes” enquanto lembrava, mais uma vez, de tudo o que tinha o levado lá.  


  E voltando à suas memórias lembrou-se do dia em que tentou terminar aquilo, se encontrou com Gerard no mesmo parque que tudo começou, seu coração falhou ao ver a imagem do talvez namorado em sua frente, por um instante achou que isso o faria desistir, mas não, ele continuou, por mais doloroso que fosse.


  – Gerard, eu não quero mais, okay? – mentira. Claro que era mentira, e pelo tanto que sua voz vacilou o outro percebeu em um piscar de olhos e riu, riu porque não tinha nem como ficar triste uma vez que a verdade estava tão óbvia – E… Não é certo, nós dois…


  – Quem disse que eu queria ir para o céu? – um ótimo argumento, qualquer um tinha que concordar, certo? Afinal a mãe de Frank sempre o ensinou o que era certo ou errado por interpretações equivocadas da bíblia. Com essa frase a discussão acabou, estavam bem novamente.


“So give me all you’ve got

I can take it

We walked around in your city lights

‘Cause it makes me who I am

We lit the fire, and it’s burning bright

Not ashamed of what I am

I took the pills for these empty nights

‘Cause it makes me who I am

They always told me that "you never get to heaven"

With a love like yours

Well if you’re lost little boy

The cameras pull you right back down, yeah

It’s like a chemical burn

Peeling off your skin, yeah

And when you see your face

Well you’ll never be the same again, yeah”


  Como  qualquer um esperava as coisas não melhoraram, foram apenas piorando para ambos os lados, mas, apesar de tudo, existia algo que não os deixavam acabar com o que é que eles tinham.

  A vida pessoal de Gerard estava uma bagunça, o irmão que ele tanto amava estava em coma, a avó que ele tanto amava morrera há pouco tempo, os pais que eram sua base, estavam se separando. Ele era como um náufrago no meio do mar aberto e seu bote salva-vidas era Frank*, mas uma hora, depois de uma discussão feia com sua mãe, o bote salva-vidas escorregou por debaixo dele e sumiu naquela imensidão que era o mar e,bom, por mais que fosse horrível de lembrar, Gerard era apenas um náufrago e não teve forças para lutar contra a correnteza.

  Nesse ponto Frank já estava em chorando como uma criança novamente, os soluços altos ecoavam pelo quarto e suas lágrimas salgadas escorriam por suas bochechas quentes. Estava assim uma vez que agora viriam as lembranças mais duras para ele, era sempre assim, isso não fazia parte da sua lista de “talvezes”, essa cena o assombrava todos os dias e todas as noites pois ele se culpava, então se obrigava a reviver ela sem parar.

  Chegou uma manhã na escola, sentiu as coisas diferentes mas não ligou, deu de ombros. Mas os minutos foram passando e as pessoas estavam cochichando, estavam abatidas, algo tinha acontecido. Então, com uma dose de coragem, perguntou a algum dos colegas de classe e foi assim que a bomba explodiu. Gerard havia se suicidado, na tarde anterior pegou todas as cartelas de remédio que tinha e tomou, e conseguiu, morreu de overdose.


  Frank não soube contar direito quanto tempo ficou estático no meio do corredor, mas quando a realidade finalmente o atingiu foi assim: Lágrimas, falta de ar, culpa, desespero, tristeza. Ele se lembrava de tudo exatamente nessa ordem, não sabe ao certo como chegou em casa depois da notícia, mas sabia que depois que pisou em seu quarto só saiu de lá quando necessário, e esse costume ele mantinha até o atual instante, um mês já se passaram, mas para ele ainda era inacreditável.


  Gerard com certeza deixou uma marca maior do que esperava em Frank, muito diferente da que queria, sempre quis deixar apenas as memórias boas para trás, não foi isso que aconteceu, mas agora, do mesmo jeito, ele descansava em paz porque elas continuavam lá, mesmo que fossem acompanhadas de tanta tristeza para um não tão limitado número de pessoas. E bom, ele havia mudado essas pessoas, principalmente Frank.


“So give me all you’ve got

I can take it

We walked around in your city lights

‘Cause it makes me who I am

We lit the fire, and it’s burning bright

Not ashamed of what I am

I’d trade the world for your city lights

‘Cause it makes me who I am

And though I missed the chance to do this

I confess that I can’t wait until it’s gone

No, I mean this every single day

So go if you can’t burn inside

‘Cause the world don’t need another hopeless cause

Though it makes me who I am

‘Cause it makes me who I am

And you made who I am

Be afraid of what I am”


  A mãe de Frank, por mais que esteja totalmente errada em muitos pontos ainda era uma boa mãe, e tinha medo de que o filho tivesse o mesmo fim de Gerard que, para ela, ainda era apenas um garoto que estudou na mesma escola que o filho. Mas ela não precisava se preocupar, por mais que a partida dele tenha deixado seu filho destruído Frank não iria tomar as mesmas decisões que o outro. Ele seguiria, não iria esquecer, mas uma hora talvez doesse um pouco menos, mas se acostumaria com a falta do outro, sua vida iria continuar e, talvez, Gerard tenha entrado em sua vida para o fortalecer… Bom, ele preferia acreditar nisso.

  Sendo assim tinha consciência que nunca esqueceria Gerard Way, mas isso não era ruim, de forma alguma, era uma parte dele. Ainda era muito recente para superar, para estar bem com isso, mas iria acontecer, cedo ou tarde iria acontecer.

“I can take it

We walked around in your city lights

‘Cause it makes me who I am

I burned it all, and I’ll do it fine

‘Cause I’ll never fade away

If I steal the fire from your city lights

‘Cause it makes me who I am

Who I am”

                                                                                   - Burn Bright ( My Chemical Romance)


Notas Finais


E então??? Espero que tenham gostado... Nunca postei nada assim aqui, curtinha, e em terceira pessoa hauahauauua ~rindo de desespero~
Mas eu só espero que tenham gostado mesmo, é isso. Me deixem saber o que acharam hahahaha
Amo vocês (desculpa pelo sofrimento) ❤

Ps: se tiver algum erro, me perdoem, não revisei antes de postar :')


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...