História He and She - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Nathaniel, Personagens Originais
Exibições 71
Palavras 2.114
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas!
Desculpe pela demora, mas final de ano é sempre agitado.
Espero mesmo que gostem, pois ficou um pouco pequeno, mas voltarei em breve.
Um beijo
Um queijo.
Nos vemos nos comentários.
{ OBRIGADO PELOS MAIS DE QUARENTA FAVORITOS ♡ EM BREVE NOVIDADES NA FANFIC POR CONTA DO MARAVILHOSO FEEDBACK QUE VCS DÃO ♡}

Capítulo 13 - Capítulo 12


Capítulo 12

- Final de Semana –

23 de abril de 2016 – Sábado

03:30 P.M.

Casa de Alexy

E hoje, mesmo se tudo der errado, eu estarei sorrindo. Pois estou feliz, e pela primeira vez, a felicidade é somente por minha conta.

 A sala de Alexy era modesta, mas belíssima, porém, agora, encontrava-se em estado deplorável, com duas caixas de pizza abertas no chão, pratos e copos sujos espalhados até mesmo pelo sofá, e é claro, cinco adolescentes atirados pelo cômodo.

Em algum momento, entre os jogos, as comidas e as conversas Audrey conseguiu convencer Alexy e Kentin a finalmente conversarem, o que resultou em muitos olhares de malicia quando os dois voltaram extremamente vermelhos e a todos sorrisos, para a sala.

Viktor estava deitado no sofá, de ponta cabeça, com as pernas no encosto e a cabeça pendendo no sofá, ele jogava com tanta facilidade que estava irritando profundamente Audrey e até mesmo Kentin, que estavam sentados no tapete de pelos brancos no chão, tão compenetrados ao ponto de colocarem a língua para fora e nem perceberem.

- O.K. Chega, vamos mudar de jogo. Eu não aguento mais jogar jogo de futebol! – exclamou Armin, levantando do sofá, com um francês perfeito, assim como o forte sotaque.

- Isso é por que você ganha muito mais facilmente da gente naqueles outros joguinhos. – rebateu Alexy, que estava estirado no braço do sofá, mexendo no celular.

- Alexy, você nem esta jogando. – rebateu o gêmeo, agachando-se em frente à gaveta de jogos. – O que vocês querem agora?

O moreno abriu a boca para sugerir algum jogo, mas foi interrompido por Audrey e Alexy, que pegaram um e colocaram no Xbox, ligando-o a televisão e desligando o PS4.

- Just Dance? Really?! – perguntou Armin, mas o mesmo já estava de pé, pronto para ganhar mais um jogo.

05:30 P.M.

Casa de Nathaniel

Nathaniel estava saindo de casa, quando deu de cara com Carter. O homem estava sorridente, e fora, como sempre, muito educado quando viu Nathaniel. Porém, o loiro, no momento em que o viu, sentiu o estomago embrulhar, e a cada palavra educada que ele dirigia ao homem, o fazia sentir cada vez mais o gosto de bile na boca.

- Então, você está de saída? – perguntou o homem.

- Sim, e, imagino que já saiba, mas Audrey não esta aqui. – Respondeu o loiro, ainda parado em frente à porta, sem se dignar a convidar o vizinho para entrar. Convida-lo a entrar, seria tão arriscado quanto dar a passagem para um vampiro entrar na sua casa, para que no meio da noite ele sugasse seu sangue. O.K. Talvez, Nathaniel tenha exagerado na comparação, mas ainda assim, ele não queria que aquele homem estivesse sob o mesmo teto que ele.

- Oh, sim, eu sei. Porém gostaria de fazer uma surpresa, o quarto dela já está arrumado e o problema de luz concertado, por tanto ela poderá voltar a morar comigo, onde, sem ofensas, estará mais segura. – o homem sorriu, mas o loiro não retribuiu o sorriso.

- Isto nós temos de discordar. - Respondeu ele, afiado, e encarou Carter nos olhos. O homem abriu um sorriso de canto.

- Parece que seu pai lhe contou. Espero que não deixe isso escapar. Até por...

- Desculpe, estou atrasado, tenho que ir. – cortou Nathaniel, fechando a porta atrás de si e seguindo para o carro. O loiro jamais havia sido tão mal educado com alguém, e sentiu que isto teria consequências.

09:30 P.M.

Audrey estava indo para casa com Viktor, e como nenhum assunto surgiu à garota permanecia com a cabeça abaixada, compenetrada em não pisar nas linhas da calçada. Ela até mesmo cantarolava e arriscava uns passos de dança, quando o silencio dominava o ar.

Viktor escolhera ir por uma rua menos movimentada, com casinhas apertadas feitas de tijolos ao redor, e becos sem saída em algumas partes. O local era tão silencioso que ela podia ouvir os carros da avenida, não muito longe dali.

Até que um estouro alto quebrou o silêncio, e Viktor agarrou o pulso de Audrey com tanta força que a garota pensou que quebraria. Ele a puxou para perto na defensiva, até que viu o gato que havia pulado em um contêiner de lixo.

- Mas que... – Ele suspirou soltando-a.

Ela deu uma risada nervosa e abriu um sorriso.

- Sabe, aproveitando a oportunidade, eu acho que, com o nosso treinamento, em pouco tempo eu poderei me cuidar sozinha. – ela sorriu e o encarou, mas o garoto parou de andar e a encarou.

- Vai sonhando.

- Mas, ah, pense. Hoje eu já poderia me defender de você, em algum tempo eu consigo me defender até do professor Boris! – ela podia estar com um ar comediante, mas falava sério.

- Não. Não conseguiria. Você não conseguiria se defender nem do Alexy, quem dera de quem você realmente tem que se defender. – ele entortou o sorriso.

- Conseguiria sim e... – Viktor agarrou a cintura da garota, a jogando na parede, agarrou os pulsos a cima da cabeça e prendeu as pernas da garota com as suas. Seus corpos estavam colados, e Audrey estremeceu, percebendo que, jamais ficara tão próxima a um garoto. – O que você esta fazendo?

Sua voz estava levemente trêmula e ela praguejou por isso.

- Te atacando. 

- Ahn?

- Defenda-se. Mostre-me o que sabe. Porque eu sou um cara desconhecido, repugnante e com más intenções. Esta rua esta vazia e já é tarde, ninguém a ouvirá gritar. Ou você se defende, ou o pior acontece. Ou você sabe se defender, ou vai desejar que alguém como eu a defenda. – os olhos escuros de Viktor perfuraram a alma de Audrey e ela sentiu o coração acelerar, ela já conseguia sentir o hálito dele. – Eu sei que, talvez isso pareça horrivelmente machista, mas, Audrey, você tem ideia do quão frequente essa situação ocorre com milhares de mulheres em diversos cantos do planeta? É por isso que estou aqui. Por isso que seu pai me paga quatro mil dólares. Porque, nenhum dinheiro no mundo, pagaria a culpa de se algo a ocorresse.

Quatro mil dólares? Por riscos que se correm ao sair de casa . Não. O pai dela não faria isso por tal quantia. Tinha algo a mais nessa história.

Audrey acreditava que seu pai era capaz de pagar alguém para protegê-la de ser assaltada, ou pior, e pela primeira vez, percebeu o quanto era grata por isso.

Porém, a forma como tudo estava ocorrendo. As mudanças, os seguranças até dentro da escola, o não poder ficar sozinha. Tinha algo mais.

- Meu pai não lhe paga, o que paga para você evitar que um cara mal intencionado toque em mim. Então, porque, realmente, você esta aqui?

Ela viu Viktor cerrar o maxilar, e por um instante, viu a angustia que havia em seus olhos. O garoto recuou, mas ainda agarrou o pulso de Audrey. Ele passou a andar mais rápido, e, quando finalmente chegaram em frente a casa de Audrey, ele não a soltou, ao invés disso, subiu na moto e fez com que ela subisse.

- Onde estamos indo? – ela berrou por cima do ronco do motor.

Mas Viktor não a respondeu.

Ele não podia contar, e não iria fazê-lo, mas nada o impedia de ensina-la coisas para sua proteção, dentre elas, atirar seria algo, no mínimo, muito útil.

Ele dirigiu até um antigo ferro velho, bem isolado do centro da cidade,  mal havia parado a moto e já pulou do veículo andando pelo lugar e pegando garrafas de cerveja, vazias, espalhadas pelo chão.

Logo depois, colocou-as em alguns barris enferrujados que haviam ali. Dando alguns passos para trás sacou a arma e ouviu Audrey arquejar atrás dele.

Viktor abriu um sorriso e andou até as costas da garota, pondo a arma em sua mão. Ele podia sentir a pele macia e quente da garota, também sentia o cheiro de perfume e avelã que seu cabelo exalava. Podia sentir o quanto ela estava nervosa, e o efeito que a proximidade de seu corpo causava nela.

De alguma forma, ele se sentiu esquentar, então focou na arma nas mãos da garota, ensinando-a como segura-la e o modo certo de absorver o impacto da arma.

- O.k. no três você puxa o gatilho. – ele sussurrou e viu os pelinhos do pescoço e braço dela, se arrepiarem. – 1, 2,3.

Ouviu-se o estouro do tiro, e então a bala se chocou contra o centro do barril, fazendo Viktor rir e dar um passo para trás.

- Isso foi péssimo, - comentou ele, recebendo um olhar bravo de Audrey.

- Você me distraiu, - ela rebateu fazendo um biquinho e corando. Fofa. Pensou Viktor, mas foi surpreendido quando Audrey se virou, mirou, inspirou o ar, e então, expirando, acionou o gatilho acertando a garrafa em cheio.

Ela sorriu e deu pulinhos gritando “Toma”. Viktor riu mais ainda, e se sentou na moto, observando enquanto a garota continuava a acertar as garrafas.

Sob o luar, sua risada parecia se tornar mais macia, seu sorriso mais fofo, suas ações mais engraçadas, seus olhos e cabelos mais belos e brilhantes, e, de repente, Viktor quis beija-la. Ele pensou que seria tão bom beijar aqueles lábios carnudos e vermelhos dela. E ela estava se aproximando rebolando, ela sempre andava assim?

O garoto reprimiu o sorriso.

 Só posso ser masoquista.

Pensou ele rindo de si mesmo.

- Podemos ir para casa agora que você já sabe que eu consigo acertar balas em garrafas? – perguntou ela, a arma pendendo no dedo indicador a frente de Viktor.

- Como você fez isso? – ele quis saber. Ela cada vez o deixava mais curioso e... Nem ele sabia direito o que estava sentindo. Ela deu de ombros sorrindo.

- Já leu Trono de Vidro? A Celaena inspira e expira antes de atirar uma flecha. – ela fez uma pausa o  encarando. – Só fiz o mesmo.

“Só fiz o mesmo”

Assim, tão fácil?

Viktor estava boquiaberto. Celaena Sardothien era a personagem de um livro. Mas Audrey era alguém real , e no entanto havia conseguido o mesmo feito.

Viktor lembrou a vez que ouvira que a vida às vezes imita a ficção.

- Respondendo a pergunta... – ele começou. – Nós não vamos sair daqui até que eu tenha certeza de que você esta um terço pronta para enfrentar o mundo.

Audrey revirou os olhos e ficou esperando as próximas ordens.

11:30 P.M.

Casa de Nathaniel

Nathaniel estava mergulhado no mundo de Mentirosos, deitado na cama com somente uma box cobrindo o corpo. As malas de Audrey já haviam sido retiradas e ele nunca sentiu o cômodo tão vazio. O que o consolava era a janela que dava para o quarto dela.

Porém, apesar de sentir que, este era, definitivamente, o pior sábado que tivera em décadas, algo fez seu coração acelerar e as bochechas queimar. Audrey, como um passe de mágica entrou no quarto sorrindo, mas travou logo que viu Nathaniel seminu na cama.

- Nath?!- ela arregalou os olhos e virou quase um pimentão. Nathaniel jogou o livro na cama e ficou de pé, colocando a primeira calça moletom que vira pela frente. A garota franziu o cenho olhando o quarto. – Onde estão minhas malas?

Foi a vez de Nathaniel franzir o cenho.

- Seu pai não lhe falou nada? – questionou ele, passando as mãos no cabelo bagunçado, tentando parecer pelo menos, um pouco apresentável.

- Ahm... O que? – ela deu um passo na direção de Nathaniel, que também dava a volta na cama, e parou a dois passos de distância, querendo finalizar a distância entre os dois, mas se mantendo no lugar.

- Seu quarto está pronto e a luz também, você passará a dormir em casa agora. – ele franziu os lábios encarando a morena. Ele esperava que ela ficasse feliz, mas na verdade, ela também franziu os lábios.

- Agora que já estava me acostumando a dormir com você? – ela brincou, mas fez o coração de Nathaniel acelerar. – Como vou cumprir a minha promessa de não deixa-lo sozinho?

Nathaniel abriu um sorriso diante do questionamento.

- Nos falaremos pela janela. – ele piscou para ela.

Ela gesticulou um sim com a cabeça.

- Então. Boa noite. – ela abriu os braços esperando um abraço, mas ao invés disso, Nathaniel resolveu fazer algo mais ousado.

Segurou uma das mãos da garota a girando e a abraçando pelas costas. Seus lábios roçaram o ouvido dela e ele sentiu o próprio coração descompassar.

- Boa noite, anjo. – ele sussurrou, e sorriu vendo Audrey estremecer e se arrepiar.

Quando ela saiu pela porta, ele se atirou na cama sorrindo.

Ela ainda vai me enlouquecer, ou me obrigar a fazer coisas inéditas somente para permanecer são.

 


Notas Finais


Ps: Partes do capítulo foram inspiradas em cenas de Scream.
Bom, espero que tenham gostado, e peço que continuem lendo essas notas finais, pq to aqui pra divulgar algumas fics MUITO boas aushauhs

Bem, a primeira que quero divulgar é da @mika281
Essa fic é muito boa, sério, eu li em pouquíssimo tempo e ainda fiz um textão. A escrita dela e a história são incríveis, e ela ainda cita Legião Urbana, então licença kk
Link: https://spiritfanfics.com/historia/diversidade-5704374

A segunda fanfic que quero divulgar é da @MsHyde , ela já esta á a um tempo sem postar, maaas a fic dela é maravilhosa (Amo fic de assassinato) e merece muito mais reconhecimento do que tem.
Link: https://spiritfanfics.com/historia/secret-2592145

A terceira é minha kk... Nesta fanfic que estou escrevendo, ainda não decidi com que personagem a garota fica, então, no fim, os leitores irão decidir. Espero ver vocês lá ;)
Link: https://spiritfanfics.com/historia/she-is-not-invisible-6604246

E por fim... Esta fanfic não é de AD. (é original), Mas quem gosta de histórias de lobisomens vai amar. Li hoje e xonei.
Quem escreve é a @Mityo .
Link : https://spiritfanfics.com/historia/indomavel-6737981

Okay pessoas.
Muito obrigado pelo carinho. Vejo vocês em breve.
Beijos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...