História He is crazy - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Batman, Esquadrão Suicida
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jungkook, Jikook, Jimin!top, Jungkookbottom!, Não Está Ok, Relacionamento Abusivo, Top!jimin
Exibições 341
Palavras 1.459
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Super Power, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Capitulo narrado por Jungkook, boa leitura <3

Capítulo 4 - O passado e o presente irão colidir


Soltei a respiração quando finalmente sai de sua vista. 

Park estava começando a ter uma influencia absurda sob mim, era ridículo e eu não sabia o que fazer. Não sabia como reagir diante de toda essa situação e, quanto mais tentava parar de pensar nele, de encontrar com ele, eu caia ainda mais em sua teia.  

Não sei como Jimin consegue fazer isto comigo. 

Olhei para trás por um instante, as ruas estavam cheias de pessoas apressadas que provavelmente estariam indo fazer algo importante. E pensar que um dia eu estarei assim, como elas, cheio de preocupações. 

— Ai! — Choraminguei ao bater de frente em algo, fui ao chão. Esfregando a testa levantei meu olhar em direção a "coisa", ou melhor, pessoa que eu havia atropelado. — T-Taehyung? 

— Eu te chamei diversas vezes, por que você não olhou para frente? 

Corei fortemente quando reconheci meu amigo, eu fiquei envergonhado por estar com os pensamentos em outro lugar e até em outro alguém. A voz de Kim era sempre rouca e baixa, que combinava muito com ele até, então eu quase nunca lhe escutava, perdi as contas de quantas vezes eu lhe pedia para repetir suas palavras. Ele estava com as mãos no bolso do sobretudo preto e o apertava contra o corpo, não estava tão frio naquela manhã, mas Taehyung parecia que gostava de sempre estar coberto. 

— Desculpe. — Ele estendeu sua mão e eu a segurei levantando-me. — Eu estava distraído e você sempre fala muito baixo. 

Ele sorriu fraco logo voltando a assumir seu semblante sério outra vez. 

— Vou sempre tentar aceitar isso como um elogio. 

Seguimos lado-a-lado até a cafeteria, eu era o mais falante daquela conversa já que Taehyung nunca foi alguém que conversa bastante. Suas respostas eram sempre curtas ou diretas, pergunto-me como conseguimos nos tornar grandes amigos. 

Talvez ele seja a seriedade e eu a diversão. 

Ele abriu a porta deixando-me passar primeiro, sentamo-nos próximo a janela em uma mesa para dois. Eu tinha curiosidade sobre Taehyung, ele quase nunca contava-me seus segredos e muito menos o seu passado e eu, bom, já era um livro aberto. 

Receoso, após a garçonete nos servir o cappuccino, perguntei: 

— Pode me falar um pouco mais sobre você? 

Ele suspirou e novamente achei que ele fosse trocar de assunto, mas respondeu: 

— Por que você quer tanto saber de mim? 

— Nós somos amigos e você já sabe tudo sobre mim, é normal eu querer saber tudo sobre a pessoa que me acompanha há algum tempo. 

— Hm. — Taehyung coçou o queixo e continuou. — Eu cresci aqui, em Gotham, era um garoto de rua e sobrevivi nela. 

Eu sempre achei que Kim tivesse a vida tão facil, que tinha nascido em berço de ouro, mas pelo visto ele sofreu mais do que eu. 

— Uma certa noite, aos meus nove anos, enquanto eu revirava o lixo em um beco próximo ao teatro no centro da cidade, um homem de sobretudo negro se aproximou e me ofereceu um sanduiche que estava em seu bolso e eu, claro, com muita fome acabei aceitando e devorando na frente dele. 

Percebi um sorriso de leve brotar-se em seus lábios e logo ele morreu dando espaço ao semblante sério comum. 

— Ele perguntou-me de onde eu vim e onde estavam os meus pais, aquela pergunta soou absurda para mim. — Taehyung olhou-me incrédulo. — Quer dizer, eu estava sujo, descabelado e com as roupas rasgadas, ele achou mesmo que eu vinha de algum lugar? O papelão que estava no fim daquele beco era minha cama e não tinha cobertor, minha casa era as ruas. 

Vi novamente um sorriso brotar em seus lábios quando ele chamou o homem de burro. 

— Ele disse que enxergava em mim potencial e que estava me observando desde que chegou ao Teatro para assistir uma peça, disse também que já havia me visto por ali outras vezes. — Suspirou. — Ai veio o convite que encheu meu peito de felicidade e só faltava gritar sim diversas vezes. 

Taehyung contou-me que o homem lhe convidou para morar consigo. 

— Bruce Wayne, ele se apresentou dessa forma. — Solveu o cappuccino antes de continuar. — Ele colocou em mim seu sobretudo preto, este que estou vestindo agora e me levou consigo para o seu carro.  

— Mas você não ficou com medo dele ser, sei lá, um pedófilo? 

— Jeon, quando se vive nas ruas e nunca sabe quando será sua próxima refeição é difícil você raciocinar que quem se aproxima de você para lhe oferecer algo bom está com más intenções. 

Engoli seco, é verdade. No lugar dele, eu acho que teria aceitado rapidamente também. 

— Mas Bruce tinha boas intenções, ele era alguém bom. — O vi virar o rosto e olhar para fora, as pessoas ainda andavam apressadas pelas calçadas. — Eu conheci Alfred, o mordomo que te apresentei quando você foi lá em casa pela primeira vez. 

Olhei para o chão triste, Alfred havia sido tão bom comigo e rimos bastante. Pena que a idade avançada resolveu leva-lo ao descanso eterno. 

— Eu conheci Jung Hoseok também, ele era uma criança como eu só que bem mais séria. Com o tempo Bruce me informou que ele era o sobrinho de Alfred e quando estivesse mais velho, iria substitui-lo quando sua hora chegasse. Sabe, a família Wayne só seleciona familiares do Alfred para serem seus mordomos. 

Um frio percorreu toda minha espinha ao me lembrar do olhar frio de seu atual mordomo: Jung Hoseok. 

— Agora sou herdeiro da Wayne Enterprises, a empresa que foi fundada pelos ancestrais de Bruce. Eu cresci sendo ensinado por ele como comanda-la, mas jamais imaginei que ele a deixaria para mim quando morresse. — Ele passou a mão em seu cabelo jogando-o para trás, mas os fios rebeldes caíram em frente aos seus olhos outra vez. — Quer dizer, eu nem tenho o sangue dele. 

— Mas ele o considerava, gostava de você por isso deixou. 

— E verdade... — Ele voltou seu olhar a mim. — E, também... — Taehyung hesitou. — Enfim, é só isso mesmo. Agora você já sabe tudo ao meu respeito. 

— Sei mesmo, é? — Podia ver certa incerteza em seus olhos, sentia que ele ainda estava me escondendo algo. 

— Sim. — Respondeu com seu semblante sério habitual. 

— Então jure, de mindinho. 

Levantei o menor dedo de minhas mãos e o vi ficar desconfortável e levemente corado como se nunca tivesse feito aquilo antes. Não que eu tivesse feito aquilo muitas vezes. 

— Mas, por quê? 

— Se você estiver mentindo, vai ter que engolir mil agulhas. 

Taehyung então soltou uma breve risada, era uma das poucas vezes que o vi rir e era muito bom o som de seu sorriso. 

— Tudo bem. 

Ele levantou o dedo menor e nós o cruzamos selando o pacto com o dedão, mesmo ele se oferecendo a fazer aquilo, em meu coração eu estava sentindo que havia algo a mais que ele não estava me contando. 

 

/=/ 

 

Estava no fim da tarde quando voltei para o prédio. 

Depois de tomarmos café, andamos um pouco pela cidade, pude conhecer mais sobre Gotham e com o melhor guia turístico, Kim Taehyung. Disse-me que quando ainda era um garoto de rua, achou um caderno e com o dinheiro que pedia as pessoas comprou uma caneta. Desde então foi anotando cada coisa que roubava e o preço para que quando tivesse dinheiro devolvesse tudo. Ele me mostrou suas rotas de fuga quando era perseguido por algum segurança de algum mercado por ter roubado comida e me contou também que devolveu o dinheiro a cada estabelecimento que roubou. 

Mas que se arrepende muito de ter cometido tal crime, mesmo que fosse para sua sobrevivência. 

Tateei os bolsos a procura de minhas chaves, suspirei frustrado quando notei que não estavam ali. Me agachei para pegar as chaves reservas que estavam escondidas debaixo do tapete, mas lembrei-me que havia colocado as principais dentro da minha bolsa. 

Fiquei ereto novamente revirando minha bolsa em busca das chaves e as achei bem no fundo. 

— Finalmente! — Suspirei aliviado. 

Abri a porta rapidamente e logo congelei como se estivesse vendo o fantasma de algum parente meu falecido. 

— Jungkookie! Finalmente chegou! — Park retirou Mey de seu colo, se levantou do sofá e aproximou-se com um balde de pipoca em suas mãos. — Eu ajeitei tudo para você, até fiz o jantar. 

Como ele conseguiu entrar?? Como ele invadiu minha casa daquela forma?? Jimin não pensava nas consequências de seus atos, não era possível. 

— Jimin, você invadiu minha casa. 

— Ah, não. — Ele riu baixinho. — Eu quis te fazer uma surpresa, queria que nos tornássemos amigos também! Eu te quero na minha vida, bem coladinho, Jungkookie..

O encarei perplexo sem entender, ele queria que nos tornássemos amigos, mas sequer me deu escolha sobre isso, se eu queria! Reuni um pouco de coragem e abri a porta, depois o empurrei para fora do meu apartamento. 

Park Jimin havia ido longe demais.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, que segredo será esse que Taehyung está escondendo? Será que Jungkook e Jimin vão resolver as coisas?
Descubra no próximo capitulo! SAUSUAUHSAUHAUH <3


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