História Heal My Soul - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Guns N' Roses
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Personagens Originais, Slash, Steven Adler
Visualizações 23
Palavras 2.205
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


BOA TARDE GALERINHAAA!
Eu demorei, mas cheguei hahaha O que houve é o seguinte: esse capítulo não foi fácil de escrever, em todos os sentidos. Ele é um capítulo forte, emocionante e importante pra história. Então eu mudei muitas vezes e quando eu finalmente cheguei perto do que eu queria (ainda não é exatamente o que eu planejava, mas eu decidi não mexer mais) eu fiquei sem internet T_T HSUAHSUAHSU Mas agora aqui estou!
Chega de enrolação e bora pro capítulo ;)
Uma boa leitura...

Capítulo 16 - If You Love Something, You Have To Let it Go - Part II


Fanfic / Fanfiction Heal My Soul - Capítulo 16 - If You Love Something, You Have To Let it Go - Part II

A luz tão clara que parecia capaz de cegar alguém que adentrava por minhas pálpebras antes mesmo de abri-las por completo e os barulhos em volta não me deixavam dúvida nenhuma de que eu estava em um hospital. Eu reconheceria aquele tipo de ambiente mesmo há milhas de distância e com todos os meus sentidos levemente afetados como eles estavam agora. Com certa dificuldade abri os olhos totalmente e me deparei com aquele quarto pintado com paredes em tons claros, notando que pelo menos não era o hospital onde eu trabalhara. Levei as mãos à cabeça que doía como se um caminhão tivesse passado sobre ela, decidido que não era suficiente e passado de ré outra vez. E olha que havia sido só um mero carro me atingindo.

Pelo menos tudo parecia aparentemente bem com o restante de meu corpo. Ou seja, não me faltava nenhuma parte e eu não sentia nenhuma outra dor que não fosse um leve desconforto decorrente da batida. As piores consequências eram emocionais: a raiva que eu sentia havia crescido com tanta intensidade que estava gritando dentro de mim pedindo para sair. Eu só precisava encontrar as pessoas certas para descontá-la e eu vi aquela oportunidade quando olhei para a mesinha ao lado da cama e encontrei um bilhete.

Com a maior dificuldade do mundo pois ainda estava levemente tonta me sentei e busquei pelo pedaço de papel, apertando os olhos para ler melhor. Ali dizia que eu havia recebido uma ligação enquanto estava desacordada e havia um número de telefone logo abaixo. Notando que havia um aparelho ali na mesa e imaginando do que se tratava, eu não hesitei em discar os números mesmo mal enxergando o que fazia.

A voz do outro lado não era conhecida mas ao mesmo tempo tinha uma familiaridade macabra.

- Abigail, é você? –

- Quem fala? – Minha voz era exasperada, inevitavelmente.

- Eu me chamo Charles. Trabalho para o seu pai. –

Meu corpo se sobressaltou na cama e eu encolhi as pernas mais para perto do abdome, deixando meu olhar correr até a porta que estava fechada. Pela pequena janela eu podia ver que apenas funcionários do hospital transitavam do lado de fora mas era inevitável me sentir insegura ali. Ele realmente tinha feito aquilo, meu próprio pai tinha mandado alguém tentar me matar. Quem diria que não faria algo contra a minha vida novamente? Eu estava tremendo de tanta tensão quando com a minha mão desocupada eu segurei um abajur que havia na outra mesinha ao lado da cama. Estava preparada para jogar aquilo em qualquer um que entrasse ali, sendo médico ou não. Já não confiava em mais ninguém àquela altura.

- Eu imaginei isso. Como ele pode ter a coragem de mandar alguém me matar? –

Minha voz beirava o total desespero e eu já sentia o choro querendo garantir espaço.

- Minha querida, se o intuito dele fosse a sua morte você não estaria falando comigo nesse momento. Só queríamos assustar você. –

- Me assustar? Porque? –

- Vejamos, você está em uma cama de hospital nesse momento, certo? –

- Claro que eu tô, seu doente. O que quer de mim? Você já conseguiu, quase me matou! Já estou assustada o suficiente! –

Precisei respirar fundo e morder o lábio para conter a minha emoção, eu tremia e falava alto de forma que acabaria chamando a atenção de alguém. Do outro lado da linha eu só ouvia o riso de desdém do homem e tinha vontade de jogar aquele telefone longe.

- Isso foi um aviso, Abigail. Sabe que seu casamento e a vida que está levando desagrada seu pai? –

- Não dou a mínima pro que ele pensa. – Disparei.

- Esse é o problema. Você está em uma cama de hospital agora, mas se isso não acabar coisa muito pior vai acontecer com o seu maridinho. –

Impiedoso e dilacerador como uma facada, ele proferiu aquilo e desligou o telefone na minha cara, fazendo com que eu não conseguisse segurar a avalanche de choro e deixasse que me arrebatasse com toda a força. Eles tinham passado de todos os limites, todos eles. Eu aceitava que fizessem o que quisessem comigo, já estava acostumada a continuar a receber golpes depois de já ter caído ao chão milhares de vezes. Mas eu não deixaria que eles fizessem nada com ele, não com o amor da minha vida.

Quando a solução para aquilo surgiu em minha mente as lágrimas só me acometeram com mais intensidade e eu voltei a me deitar, enfiando a cara com força no travesseiro como se quisesse sumir. Literalmente, aquela parecia a única saída e só de pensar meu coração já se destroçava em milhares de pedacinhos impossíveis de se recuperar. Minha mão se fechou agarrando o lençol com força e eu gritei silenciosamente com o rosto abafado contra o travesseiro até que um barulho na porta chamou minha atenção.

Uma mulher vestida em trajes bem semelhantes aos que eu estava acostumada no meu dia-a-dia adentrou o quarto. Eu sabia que ela era uma médica e alguém em quem eu podia confiar, até porque meus demônios não apareceriam mais. Já tinham deixado seu recado. Eu sequei as lágrimas com pressa sentando na cama e a doutora se aproximou mais, com uma expressão preocupada.

- Está tudo bem? –

- Na medida do possível, sim. Eu só... só estava pensando em algumas coisas... –

- Tem certeza? –

- Absoluta. –

Afirmei esboçando um pequeno sorriso que pareceu convencê-la por um instante. Por dentro eu estava tão quebrada quanto um copo de cristal que caíra ao chão. Mas a muito tempo eu tinha aprendido a demonstrar o contrário de maneira convincente para os outros.

- Você teve sorte. Apesar da batida, só sofreu alguns arranhões e nenhum ferimento mais grave. Será liberada ainda hoje. –

- Sorte... claro, tive sim. – Aquilo era naturalmente irônico.

- Você recebeu um recado enquanto dormia. –

- Eu sei, já resolvi isso. Obrigada. –

O gosto amargo do desgosto em minha garganta tornava tudo mais difícil mas eu precisava passar por tudo aquilo o mais rápido possível, então seguia a disfarçar.

- Não é apenas isso. Seu marido está aqui e gostaria de vê-la. Como está tudo bem com você, está liberada para receber visitas. Quer que eu o chame? – Indagou.

- Não! –

Não consegui esconder o desespero em minha voz e encolhi o corpo em seguida, tornando a abraçar a mim mesma porque no momento meu próprio conforto era tudo o que eu tinha. Eu não podia arriscar, não podia dar chance para que fizessem nada contra ele. Precisava protege-lo com todas as armas que tivesse, mesmo que a primeira opção que eu tinha fosse doer mais em mim do que qualquer baque físico que eu poderia sofrer.

- Tem certeza que está tudo bem? –

- Tenho sim. Só... só não quero que ele me veja desse jeito. Por favor, peça para ele ir embora. –

- Tudo bem, eu vou avisar a segurança. –

Mesmo desconfiada a mulher afirmou e saiu da sala por um instante para passar o recado, retornando pouco tempo depois. Ela me explicou que o motorista que havia me atingido fugiu sem prestar socorro e a polícia estava investigando o caso mas não tinha muitas esperanças de soluciona-lo. Eu já imaginava afinal meu pai era tão influente que provavelmente até mesmo os policiais estavam em seu bolso. Aquela era outra ajuda que eu não podia contar; teria que resolver a situação com minhas próprias mãos.

- Ainda tem mais uma coisa sobre a qual precisamos conversar. – A doutora falou.

- O que foi? –

Ela se posicionou ao lado da cama e colocou uma das mãos em meu ombro de maneira solidária. Quando foquei o olhar em sua expressão facial notei que ela não parecia que ia me contar que eu só tinha mais dois meses de vida pela frente devido a uma doença rara ou algo do tipo. A mulher tinha um sorriso acolhedor e abriu a minha ficha retirando alguns papéis lá de dentro, tornando a olhar para mim com o mesmo olhar esperançoso em face.

 

 

 

 

Quando a doutora deixou o quarto o peso que estava sobre meus ombros foi tanto que eu arqueei o corpo para a frente e deixei a cabeça pender entre meus joelhos que estavam erguidos. A notícia fora arrebatadora demais e meu coração batia tão forte que mesmo com os barulhos vindos do lado de fora eu podia jurar que o ouvia. Eu estava completamente dividida por um misto de sentimentos que tentava me puxar para os lados mais opostos possíveis. Eu estava alegre, ansiosa, desolada, triste, desiludida, agoniada. Tudo ao mesmo tempo. E o pior era que saber o que eu tinha acabado de saber só me fazia no fim ser obrigada a rumar para uma única direção, aquela que eu tinha cogitado logo no instante que desliguei o telefone.

Eu deixei meu corpo pender na cama mais uma vez e olhei para o lado de fora, sentindo o agonizante aperto em minha garganta. Eu estava sofrendo tanto que não encontrava nem mais forças para chorar, as lágrimas estavam entaladas ali. Eu pensava em Izzy onde quer que estivesse lá do lado de fora, sofrendo por não saber como eu estava. Por não ter notícias. Por não poder me abraçar da mesma maneira como eu queria abraça-lo naquele momento. Queria tanto sentir seu calor e ter seus lábios juntos aos meus que chegava a doer. Uma dor excruciante. Pior que qualquer dor que um golpe físico pudesse me causar.

Mas agora mais do que nunca, diante dessa nova e inesperada situação, eu precisava dolorosamente me afastar. Jamais me perdoaria se por minha causa algo acontecesse com ele e tampouco daria a oportunidade de alguém encostar em um fio de cabelo do meu marido para me atingir. Ninguém iria se machucar por mim, nem ele nem... só de aquela ideia cruzar a minha mente, meu estômago se revirou. Eu precisava cometer um sacrifício quase shakespeariano. Para que Izzy e tudo o que nós conquistamos juntos ficassem bem, eu teria que abdicar de seu amor. Assim como a conhecida frase dizia, se você ama precisa deixar partir. E era exatamente isso que eu faria.

Quando pensei que nunca mais iria aconchegar meu corpo em seu abraço, que nunca mais o beijaria desfrutando do gosto maravilhoso que sua boca tinha, que eu nunca mais sentiria seus lábios passeando pelo meu pescoço para me provocar, que ele nunca mais brincaria com meus cabelos como adorava fazer, que nunca mais iriamos nos deitar no sofá de nossa casa acompanhados de Cocaine para assistir televisão, que nunca mais eu o veria sentado com sua guitarra e seu cigarro, que ele nunca saberia da notícia que eu recebera poucos minutos atrás, meu coração se apertou como se eu fosse ter um infarto ali mesmo. Me perguntava se aquilo não seria até mais fácil, mas se eu morresse ele ainda poderia correr perigo. Eu precisava fugir, não importava o quão doloroso fosse.

Após apenas mais alguns exames, eu fui finalmente liberada do hospital. Ainda antes de sair, eu precisei fazer algumas ligações e pedi para que uma velha amiga – esta que eu tinha certeza que não era uma víbora traidora – fosse até minha casa e buscasse minhas coisas, incluindo meu gato. Ainda a adverti que tomasse cuidado de não encontrar com Izzy, mas ela me avisou que ele não estava na casa. Um desconforto tomou conta de mim com aquela notícia. Ela me trouxe apenas uma pequena bagagem, contendo o que fosse necessário para o primeiro momento. O restante eu resolveria com uma quantia de dinheiro que tinha guardada. Não foi fácil deixar o hospital, afinal precisei me certificar de que não encontraria meu marido pelo caminho. Pensar naquilo - que eu estava me esquivando dele - me fazia sofrer tanto que eu me perguntava se algum dia superaria aquela dor.

Assim que estava com tudo pronto, eu me dirigi até o aeroporto e comprei uma passagem para o primeiro lugar que me veio em mente. Não importava para onde eu iria, só importava que eu me afastasse o mais rápido possível para que as consequências daquilo tudo não estourassem em quem eu mais amava. Conforme eu caminhava pelo saguão de embarque, todos os olhares se voltavam na minha direção muito provavelmente porque as lágrimas escorriam pela minha face e eu chorava sonoramente, soluçando igual uma criança enquanto carregava minha pequena bolsa e a caixinha especial para viagem de Cocaine. Mesmo com todo o barulho, eu podia ouvir seu miado baixo porque ele sabia que eu estava chorando.

Quando finalmente estava segura no assento do avião, eu recostei a cabeça na janela e sequei as lágrimas com as costas das mãos, buscando algum tipo de autocontrole. Minha mão involuntariamente pousou sobre a tatuagem em minhas costelas e desceu em seguida para minha barriga então eu suspirei fundo, quando meus pensamentos voaram até o nosso pequeno apartamento no centro da cidade e eu imaginei Izzy adentrando o local, seu olhar desolado e sua expressão dolorida quando ele encontrasse na pequena cama de Cocaine que ficava ao lado da porta um bilhete que dizia:

 

“Para que você ficasse bem, eu precisei partir. Eu te amo para o resto da minha vida. – Abby.”


Notas Finais


Gente, eu tô chorando T_T Acho que eu tô emotiva, sei lá HSUAHSUAHSUHA Enfim, muuuuitas surpresas nos esperam no próximo capítulo, se preparem!!!
Nos vemos em breve (deixa eu ir lá secar as lágrimas rapidin, pfvr)


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