História Hear Me - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Kai, Lu Han, Sehun
Tags Hanhun, Hunhan, Kaisoo, Selu
Exibições 95
Palavras 9.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Scotty, me ajuda ;-;

Ignorem, x-men demais na minha vida... Finalmente voltei, sim, provavelmente agora é para ficar, até deletei o jornal do perfil. Esse capítulo está gigante, né? Espero que não o achem chato, é o meu comeback ;-;

Queria agradecer pelos quase cem favoritos, vocês são lindos, também queria agradecer a todos que comentam, que não desistem e até aqueles que acompanha em silêncio, depois de dois meses sem atualizar, saber que existe pessoas que ainda gostam (e muito!) de HM me deixou realizada, sem enrolar mais, divirtam-se lendo.

Capítulo 7 - Sete


Aquela sexta-feira tinha começado quase como outro dia qualquer da semana para Sehun. Acordou felizmente com o despertador a tocar e não com seu pai gritando. Ainda conseguiu perder um pouco de tempo assistindo o canal Discovery na televisão, mas não se atrasou um minuto sequer como costumava fazer. Até mesmo resolveu comer algo antes de sair de casa. A manhã que tinha começado com tudo para dar certo, contudo, não prosseguiu da mesma forma.

Começando pelo azar de ter de quebrar a cabeça resolvendo diversas questões da prova que considerou a mais difícil, puramente por odiar a matéria. Na noite anterior havia sim estudado bastante, já que a média que precisava não era nem um pouco fácil de alcançar, mas uma noite de nada adiantava em relação a um semestre inteiro de conteúdo.

Quando finalmente abandonou a sala, seu cérebro parecia não saber como deveria funcionar corretamente. Funções como segurar o lápis ou não tropeçar em si mesmo pareciam coisas de outro mundo. Isso porque Sehun nunca tinha considerado cansaço mental algo relevante, mas depois daquela péssima manhã, nunca mais iria zombar daqueles que se dedicavam inteiramente se preparando para provas, como Lu Han. 

Andava pelos corredores cabisbaixo. Sabia que sua linguagem corporal gritava que, sim, havia sem dúvida alguma se ferrado no teste mais importante que justamente a matéria que estava com falta de notas tinha dado. Nem se animava com a ideia de que naquela tarde tinha marcado de sair com Jongin e alguns veteranos do curso do melhor amigo, e Sehun sabia que caso o pedido tivesse sido feito naquele dia, não iria nem ao menos o considerar antes de recusar. Acima de tudo desejava poder se jogar em sua bagunçada cama e não ter que voltar nunca mais a estudar para aquela matéria. Não possuía vontade alguma de fingir estar se divertindo naquele compromisso que já o deixava sonolento só de pensar.

O desânimo tinha atingido o jovem em cheio. Mesmo sabendo que não poderia desistir de última hora de ir, e, além do mais, estava suposto que passaria a maior parte da tarde junto de Lu Han e Tao, os quais procurava enquanto vagava pela vasta universidade. Por azar, não sabia onde nenhum deles estudava com certeza por simples falta de atenção quando tal informação era dita, somente se lembrava que no seu primeiro encontro com Lu Han, este seguia para o andar superior ao seu. 

Desta vez usando as escadas, partiu em busca do mais velho.

O pouco que sabia da faculdade era que tinha cinco prédios, cada um com seis andares e elevadores próprios além de escadas. Os dois prédios da frente eram realmente impressionantes, Sehun já havia se cansado de ver pessoas parando para fotografar a entrada da instituição por conta da fachada de vidro e da incrível árvore rosada ao lado, que dessa vez seu pouco interesse não o deixou saber o nome, mesmo que por dentro não fosse incrível no quesito beleza, os corredores pareciam não ter fim e as escadas se multiplicavam a cada passo. Se todo o prédio fosse de vidro como a área principal, todo mundo veria facilmente o modo preguiçoso que o loiro se arrastava degraus adiante e não mudava a postura em nada, mesmo com alguns estudantes passando por si.

Chegou ao sexto e última andar do primeiro prédio da faculdade já cansado, mesmo que só teve de subir um lance de escadas. O andar seguia o mesmo padrão que os anteriores, cheio de murais e portas, paredes tingidas com uma cor escura e chão completamente sem graça em uma variação da cor cinza, nem um pouco atrativo. Mesmo que ainda tivesse um pouco de esperanças, não achava que iria encontrar Lu Han de primeiro momento, mas a decepção foi quase tão forte quanto um soco quando descobriu, depois de perguntar a uma garota que passava por lá, que aquele andar era utilizado em grande parte por alguns veteranos de cursos que participavam e organizavam palestras, e, ainda por cima, que o prédio de medicina era o terceiro, um caminho consideravelmente chato a se percorrer. Pelo menos todos os prédios eram ligados uns aos outros, independente de qual andar se encontrava.

Em circunstâncias normais simplesmente sentaria em um dos bancos disponíveis no corredor, mandaria uma mensagem para Luhan pedindo que fosse até ele e basicamente esperaria o mais velho chegar, como um bom preguiçoso que sempre foi. Sehun nunca tinha saído da área voltada para artes da faculdade, mas também não poderia negar ser bastante curioso. E mesmo que sua desculpa fosse encontrar o chinês mais velho, queria sim conhecer onde ele estudava.

Não fez mais corpo mole enquanto seguia em direção às rampas que ligavam os prédios. Seu objetivo era passar correndo para evitar o frio de uma área tão alta e ainda por cima aberta. Depois que entrasse no terceiro prédio, iria ligar no celular do chinês e torcer para que não fosse ignorado igual estava sendo por Huang. Na pior das hipóteses, o máximo que iria acontecer era Lu Han não estar por lá; de todo modo, iria aproveitar para conhecer um pouco do lugar desconhecido.

Fez exatamente como planejado: correu com as mãos protegida nos bolsos do moletom pela rampa que levava ao sexto andar do prédio, era o único passando por ali. Tirou o aparelho celular do bolso da calça e discou o número que alguns dias atrás tinha notado já o ter decorado. Foi preciso chamar quatro vezes para enfim a ligação ser atendida. 

― Sehun, tudo bem? ― questionou a voz animada do outro lado da linha. ― Que surpresa você me ligar.

― Estou bem e te procurando ― foi direto ao ponto. ― Por favor, me diga que ainda está no prédio de medicina ― Sehun suplicou, ciente do quão manhoso soava.

― Estou sim, onde você está? ― a surpresa na voz de Lu Han era quase palpável, mas muito agradável ao mais alto. ― Está aqui?

― Sim, descendo as escadas para o quinto andar ― explicou.

― Hm... Então desça um pouco mais que estou no terceiro ― o castanho riu baixo, foi possível o ouvir se despedindo de algumas pessoas enquanto andava para onde julgava que Sehun estava, levando em consideração que havia duas formas de entrar no prédio pelas rampas. — Espero estar indo para o lugar certo. 

Concordando com o que o menor disse, Sehun continuou a descer os degraus até avistar o grande número três marcado na parede. Virou-se para o corredor que almejava e suspirou aliviado quando encontrou Lu Han ali parado, só para segundos depois perder o fôlego. 

Lu Han segurava o celular ainda no rosto, o cabelo castanho, mesmo que bagunçado, estava dividido ao meio. Sorria pequeno e em nada parecia afetado por todas as provas que estava tendo. Para melhorar ainda mais a visão já incrível que Sehun estava tendo, o homem ainda vestia o jaleco.

― Tchau ― estranhando o motivo que levou o outro a se despedir, o loiro franziu o cenho e acompanhou com atenção quando o chinês tirou o telefone do lado de seu rosto para encerrar a ligação. Só então entendeu que provavelmente estava ali, parado igual idiota, de boca levemente aberta, segurando o celular rente ao rosto e o olhando. ― Olá!

― Olá? ― soou bem mais uma pergunta do que uma saudação, o que acabou arrancando uma risada gostosa de se ouvir do chinês.

― Podemos? ― mesmo com o chinês apontando para a escada, Sehun só conseguiu compreender segundos depois, continuando parado ali, completamente bobo diante daquela pessoa tão radiante naquele dia nublado.

Desceram juntos o restante dos lances de escadas. Seguiam juntos para a área principal da faculdade, o tempo todo Sehun olhava para o menor. Sabia que o outro tinha notado, mas não era como se pudesse evitar.

― Laboratório? ― Sehun perguntou, só para quebrar o silêncio instalado entre os dois, mesmo que este nunca pudesse ser considerado desconfortável.

― Sim, amo aulas no laboratório ― o rosto sereno do menor era dono de um sorriso calmo, mas que logo foi substituído por uma ligeira confusão. ― Mas...?

― Ainda está vestindo o jaleco.

― Ah, nem notei que ainda vestia isso ― resmungou com a cabeça baixa, escondendo o rosto do olhar curioso do mais alto. ― Vou tirar.

Diminuindo a velocidade dos passos, o mais velho se concentrou em tirar a mochila do ombro para poder manusear o jaleco e o tirar. Sehun, que seguia um pouco mais à frente, notando a demora do outro em não o acompanhar, se virou para observar o que este fazia e com decepção pôde constatar que Lu Han tirava a peça que tanto lhe caia bem.

― Não tira ― totalmente por impulso, impediu a ação do outro. ― Você fica bonito assim.

Nada teria sido melhor como resposta do que o sorriso que Lu Han esboçou. Se antes já era visto com encanto por Sehun, agora o mais alto poderia passar horas pensando em como descrever o outro que nunca acharia palavras o suficiente. 

Em vez de tirar a peça branca do corpo, o castanho a ajustou melhor, devolvendo a mochila e seguindo ao lado novamente do muito envergonhado Oh.

― Então... Você estuda tão longe... Por que sempre te vejo pelo prédio principal? ― o coreano tentava inutilmente esconder o rosto com as mangas da blusa de frio que vestia. 

― Por ser justamente o prédio principal? ― maldito dia em que todas as respostas mais pareciam perguntas. ― Tem tudo por lá: refeitório, lanchonete, loja de coisas inúteis dos cursos... Depois vem a secretaria, para, por fim, vir as salas de aula. Sem contar que tirando a biblioteca, que também fica lá, tem uma área de estudo enorme ― Lu Han listava o que era encontrado no prédio principal da faculdade como se falasse sozinho. ― Sem contar que é onde você estuda. Passar por lá de vez em quando não faz mal ― o chinês riu baixo, apressando os passos para ficar um pouco à frente de Sehun, que agora tinha visão de suas costas.

Continuaram andando daquele modo, praticamente sem rumo. Lu Han seguia na frente, ainda parecia estar um pouco envergonhado pelo que havia dito sobre frequentar o setor do coreano para vê-lo. Já Sehun seguia ainda bastante impressionado com a confissão do mais velho, que sempre dava um jeito de o surpreender até com a menor coisa que fosse. Dessa vez preferiu permanecer em silêncio, para não falar novamente algo precipitado e errado sobre o mais velho.

Aproveitou que os passos seguiam em um ritmo desacelerado para pegar o celular do bolso da calça em busca de alguma mensagem de Tao. Mesmo que não tivesse ouvido o toque de alguma mensagem, realmente esperava o melhor, e com satisfação constatou que tinha sim recebido algo do amigo.

A pequena frase recebida respondia brevemente algumas das várias perguntas que Sehun tinha enviado para o Huang.

"Vou ficar sim na faculdade, nos encontramos antes de irmos... Aliás, como vamos para o lugar?".

Era realmente uma boa pergunta a se fazer, ainda mais levando em consideração ser um dos detalhes que Sehun novamente se esquecia de perguntar.

― Lu ― chamou pelo mais velho, que ainda se mantinha à sua frente. ― Como vamos para o restaurante?

Quando ele se virou lentamente para observar melhor o mais alto, seu rosto estava inundado por tão palpável confusão que por um segundo Sehun achou que tivesse dito algo realmente grave.

― Não falou com Jongin sobre isso? ― andavam agora lado a lado, com o coreano ainda sendo o foco do olhar atento do castanho.

― Não, possivelmente porque eu esqueci de perguntar sobre isso ― Sehun deu a primeira desculpa que conseguiu pensar, omitindo que na verdade durante toda aquela semana mal tinha trocado mensagens ou palavras com o amigo. 

― Kyungsoo vai nos levar, se não tiver problemas para vocês ― ficou bastante claro para o loiro que isso já incluía Tao. Satisfeito ao constatar tal fato, respondeu ao menor que seria melhor daquele modo. ― Como você pode ter esquecido de perguntar isso? Não estava animado para sair hoje?

― Animado? Não muito. Se não fosse por você ir, eu já teria arranjado uma desculpa qualquer ― respondeu sem pensar, só notando o verdadeiro significado do que disse quando escutou o riso baixo do menor. ― Por Tao também, se não fosse vocês ― se corrigiu. Era verdade que o motivo principal de não desistir do compromisso era Lu Han, mas ainda que ele não fosse, não deixaria Tao na mão por pura preguiça.

Sem ao menos se derem conta, já estavam na área principal da faculdade. O local era bastante amplo e claro, também sempre muito bem movimentado.

Olhavam ao redor procurando entre os vários estudantes algum amigo para se juntarem. Infelizmente naquele momento praticamente todos por lá eram desconhecidos aos dois. Acabaram optando por sentarem sozinhos, e mesmo parecendo difícil achar um lugar vago, conseguiram encontrar um rapidamente.

As mochilas foram parar em cima da mesa, mesmo que Sehun tivesse notado que inicialmente a intenção do chinês era abandonar a bolsa no chão para se embaralhar nas alças.

― Vou avisar o Tao, falar também para nos encontrar aqui...

Sehun não seguia o novo padrão da sociedade, aquele tipo que nunca largava o celular. A prova disso era a bateria quase intacta do aparelho. Também achava extremamente desconfortável conversar com alguém que o tempo todo permanecesse olhando para a tela iluminada. Justamente por isso digitou o mais rápido que pôde a mensagem, tomando cuidado para não trocar ou abreviar nada, já que qualquer erro poderia fazer Tao, com seu coreano estranho, não entender. 

Ergueu o olhar do aparelho em mãos, já o guardando no bolso da calça, notando Baekhyun se aproximar de onde estava, acompanhado de perto por um homem bastante alto.

― Que sorte te encontrar, realmente queria falar com você ― Baekhyun puxou uma cadeira de frente para os outros dois, sentou, deixando a mochila com as outras na mesa. O garoto que estava com ele repetiu o gesto em silêncio. ― Então, Sehun, vou fazer uma social no fim de semana na minha casa, seria muito bom se você fosse.

A expressão que o loiro esboçou foi o suficiente para tirar uma risada fácil do Byun. Demorou um pouco para que Sehun realmente entendesse que o recém-chegado na verdade falava consigo, não com o amigo ao seu lado.

― Amanhã? ― foi sim uma péssima pergunta, mas, ainda confuso, não soube ao certo o que falar diante do convite.

― Não, no final de semana ― o coreano disse convicto, arrancando olhares abismados de todos. 

Pela frase não possuir nenhum tipo de sarcasmo ou ironia, foi fácil entenderem que o Byun estava um pouco perdido nos dias da semana. Sehun tentou conter o riso, mesmo que Lu Han ao seu lado, não. Baekhyun, que continuava tão perdido quanto sua noção de dias, precisou de uma explicação rápida do homem ao lado de que já era sexta-feira.

― Vai ser sim amanhã, vai começar à noite e você pode dormir por lá ― Baekhyun cutucou Sehun sentado à sua frente. ― Vai ter álcool suficiente para nós ― passado o momento de vergonha do menor, agora este mantinha um olhar que poderia ser considerado bem fofo, se não viesse acompanhado de um sorriso malicioso.

A ideia de ingerir novamente alguma bebida alcoólica fazia a garganta do loiro incrivelmente seca, como se tivesse acabado de acordar depois de uma bebedeira, mesmo que só tivesse feito isso uma vez, ainda por cima, naquele momento Sehun já tinha se lembrado de quase tudo que tinha feito bêbado. Não que se arrependesse de tudo, mas, ainda assim, uma vez se mostrou mais que o suficiente para que Sehun pudesse falar com todas as letras o quanto odiava álcool. Não queria sequer saber o significado da frase “beba com moderação”, somente distância já o satisfazia plenamente.

― Cara, tem certeza de que você não tem teor alcoólico? ― mesmo com a pergunta soando séria demais, todos riram da fala do loiro.

― Nem parece aquela pessoa que não queria ir embora da sua festa, Chanyeol ― Baekhyun se apoiou no ombro do outro ao seu lado, fazendo finalmente com que Sehun soubesse o nome do quarto integrante do grupo, que também se tratava do anfitrião da festa que tinha frequentado no último final de semana. ― Lembra? Ele queria virar enfeite na sua casa ― brincou.

― Para de ser tão chato ― Lu Han se intrometeu na conversa. 

Sentado ao lado do Oh, se divertia com a conversa que rolava. Não podia negar que estava imensamente feliz vendo como o anteriormente tão retraído Sehun agora interagia com seus amigos. Passou um dos braços por trás do corpo maior que o seu, agarrou a cintura esguia do outro, inicialmente temeroso de que seu gesto pudesse ser mal interpretado ou até negado, mas assim que notou o loiro relaxar sob seu toque, sua mão ganhou confiança, passando a apertar de leve o local ou só deslizar em um sutil carinho. ― É realmente bom que ele não beba igual vocês. Por que será que só estão juntos quando tem álcool envolvido?

Baekhyun olhou para baixo rindo contido, Chanyeol ao lado do garoto somente deu de ombros.

Agindo por impulso, Sehun juntou ainda mais seu corpo ao do chinês. Começou se inclinando um pouco para o mais velho e só notou o que fazia quando já estava praticamente deitado nele. A carícia que recebia na cintura era tão gostosa que o loiro poderia ronronar com o toque que cada vez ficava mais ousado, até que Lu Han infiltrou a mão por debaixo da blusa de frio do maior. A ação tão repentina surpreendeu e muito Sehun, mas a mão fria em sua cintura era gostosa demais para negar. Quando a carícia voltou em contato direto com sua pele, o coreano soltou um suspiro completamente deleitoso.

― Realmente seria bom se você fosse, só vai ter pessoas que já conhece ― insistiu o Byun.

Chanyeol o tempo todo ficou em silêncio ao lado de Baekhyun. Pelo pouco que Sehun observou o casal, notou como o mais alto era atencioso com o menor. Todas as vezes em que este falava, a atenção do maior ficava sempre focada nele, como se fosse impossível olhar para outro alguém que não fosse o Byun. A proximidade destes também fazia com que cada vez que Chanyeol fosse se mexer, fizesse isso com cuidado para manter o contato com o outro. Sehun os observava encantado, pensando que talvez fosse assim que os outros o vissem com Lu Han.

A resposta que o loiro deu não foi considerada a final, porque justamente disse que pensaria sobre o convite. 

Sehun passou de foco principal da conversa para figurante. Preferiu até mesmo assim para poder observar melhor Lu Han brincando com os outros dois sobre algo que não entendia muito bem. De vez em quando era chamado à conversa ou simplesmente falava qualquer coisa, nada de modo tão ativo, mas felizmente não se sentia entediado ali e muito menos excluído. 

Estava bastante atento ao sorriso do castanho ao seu lado quando teve sua atenção roubada pelo celular vibrando em seu bolso, aproveitou que não participava do assunto para puxar o aparelho e ler a mensagem que recebeu de Jongin. No texto recebido do melhor amigo estava escrito que já estavam os esperando no lugar, mas que antes precisaria resolver algo com o namorado para irem encontrar os outros. Para total surpresa do loiro, mal havia terminado de ler a mensagem e pôde avistar ao longe Kyungsoo se aproximando sozinho do grupo.

― Olá ― Kyungsoo cumprimentou a todos, imediatamente sendo respondido por um Chanyeol muito animado.

― Você realmente está sozinho ― brincou com o Do, que normalmente era sempre seguido de perto por Jongin. ― Brigou com o namorado?

A mudança na atmosfera não foi algo gritante, mas ainda assim Sehun não deixou de notar como Baekhyun pareceu incomodado com o fato de Chanyeol praticamente lhe dar as costas para olhar Kyungsoo, que acabara de sentar ao lado dele. Lu Han repentinamente também ficou bastante quieto, parecia mais preocupado com o assunto que o Park trouxera à tona do que com o irritado Baekhyun, mesmo que tivesse sim lançado um olhar para o garoto, coisa que não passou despercebido para o Oh.

― Mais ou menos ― respondeu, não parecendo abalado, mas sim frustrado, talvez até irritado, mas, acima de tudo, estava sério.

A ficha caiu para o loiro quando ligou a mensagem que recebeu do melhor amigo ao que tinha acabado de ouvir, e mesmo que sua amizade com o Kim não estivesse nos melhores dias, a necessidade de estar ao lado dele falou mais alto.

― Onde o Jongin está? ― Sehun soube com certeza que interromper a conversa dos mais velhos daquele modo havia sido muita grosseria de sua parte, mas também não era como se aquilo lhe importasse naquele instante.

― Estávamos no setor dois, ele deve ter ficado por lá, vai ir atrás dele? ― Kyungsoo mesmo sendo interrompido de forma brusca deu um sorriso um tanto quanto doce para Sehun diante de toda aquela preocupação para o amigo. Já sabia a resposta antes mesmo de perguntar. Já sabia o que aconteceria antes mesmo de se juntar ao grupo consideravelmente menor agora. Teve sua confirmação por um aceno do loiro e abriu ainda mais o sorriso. ― Então vai logo porque não gosto de me atrasar, vamos esperar os dois aqui.

Agradecendo a gentileza do mais velho e não esquecendo de se desculpar por sua atitude rude, Sehun caçou sua mochila na bagunça de alças da mesa e a colocou nas costas, o tempo todo sendo observado e tocado na cintura por Lu Han. Virou-se para o chinês e tudo desandou, desde o dia em que o mais novo ficou bêbado e acabaram por se tocarem de forma bem íntima, as despedidas eram sempre assim. Não evitavam nunca se tocarem quando juntos, mas para se separarem ficavam alguns segundos somente focalizando o olhar no outro para seguirem caminhos diferentes. Nenhum tentava mudar a situação, mas naquele momento, havia algo mais importante do que a tensão para lá de sexual de uma despedida que nem seria necessária, já que se veriam em instantes.

― Estou indo ― se inclinou para o castanho, a intenção inicial seria depositar um beijo no rosto delicado deste, mas por impulso mudou a direção no último instante, arrastou suave os lábios por todo o rosto do chinês até chegar ao pescoço e ali deixou um selar ousado, infelizmente, o lugar já estava limpo de qualquer marca. ― É para me esperar mesmo ― provavelmente a culpa da atitude impensada era do jaleco, na verdade era, sem dúvida alguma.

Levantou e se despediu de todos, teve de aturar o surto de Baekhyun quando este notou o estado que sua blusa se encontrava, erguida o suficiente pela mão de Lu Han para verem boa parte de sua pele. Ignorou isso e também Chanyeol pedindo por um beijo. Seguiu seu caminho evitando ao máximo correr e se vangloriando por deixar Lu Han completamente enrubescido para trás.

As turmas vespertinas estavam praticamente todas em aula, os poucos estudantes andando pelo local eram somente aqueles que ainda buscavam auxílios na nota para o final do semestre, fora isso, todos os corredores estavam bastante vazios; ao contrário da área principal da faculdade, sempre bem movimentada. Sehun seguia para o único lugar que considerou sensato alguém se esconder naquela situação, não que ele próprio o escolhesse, mas se tratando de Jongin, sabia ser justamente para lá que o amigo iria: o banheiro.

Errou o lugar duas vezes, somente acertando na terceira tentativa o banheiro em que o amigo estava, o fazendo realmente considerar fazer o tour pela faculdade que Lu Han ofereceu. O local bastante limpo e claro estava com todas as portas de cabines abertas, com exceção de uma, que depois de chamar pelo Kim, descobriu que de forma bastante clichê que o garoto se escondia ali.

― Você realmente está escondido em uma cabine no banheiro? ― perguntou com bom humor inundando sua voz. Sabia que o moreno não falaria nada a menos que se sentisse confortável de fato para se abrir, nada adiantaria se fosse direto ao ponto.

― Não, só estou esperando o tempo passar ― reclamou amuado de dentro da cabine.

―Você já foi bem mais divertido ― ralhou Sehun, arrancando uma risada baixa do amigo.

O loiro abandonou a mochila na pia do banheiro, abaixou um pouco o corpo para poder ver melhor por baixo da porta coberta por uma camada intacta de tinta branca. Pelo lado de fora pôde ver perfeitamente o tênis de Jongin recostado na madeira lateral, a mochila não era visível no chão, provavelmente estava pendurada no suporte para esta dentro do cubículo apertado. 

― Não diga que está escrevendo nas paredes? Você sabe que não faz nem um mês que pintaram isso, tenha mais consideração, por favor ― não era como se Sehun de fato se importasse com as paredes e frases de reflexões que costumavam deixar nas portas; somente buscava a atenção do garoto trancado lá dentro.

― Não, só estou lendo, alguém disse que eu sou bonito...

― Não brinca, quero ver isso agora ― a curiosidade era genuína no tom de voz do mais novo.

― Pensei que frases assim só existissem em ônibus ou banheiros femininos... ― o silêncio que percorreu entre os dois garotos não foi incômodo, tenso ou até melancólico, mesmo com a situação que um se encontrava. Estava mais para um silêncio familiar para ambos, simplesmente por estarem juntos como sempre faziam. ― Ei, Hun, estamos no banheiro feminino e não notei?

― Talvez, não me importei muito para onde entrava tentando te encontrar ― quando finalmente a pauta do assunto principal apareceu, a porta finalmente foi destrancada. Jongin saiu tempo o suficiente do cubículo para puxar o melhor amigo para dentro junto dele.

O lugar não seria considerado pequeno em padrões normais, principalmente se levar em consideração que somente uma pessoa deveria usar por vez, mas com dois corpos dividindo espaço com o vaso sanitário e a mochila pendurada na porta, confortável era uma das principais palavras que não poderia ser usada no momento. Pelo menos o lugar estava bastante limpo. 

Continuaram assim, um de frente para o outro, observando-se mutuamente. Sehun buscava por sinais de choro ou indícios de que isso pudesse acontecer, já Jongin procurava somente por conforto naquela expressão levemente preocupada que somente Sehun conseguia esboçar.

― Meio apertado aqui...

― É claro, estamos em um banheiro ― Sehun falou, arrancando uma risada gostosa do moreno que sempre amou profundamente Harry Potter. Frases adaptadas como aquela já se tornaram mais que um hábito entre eles, era como uma tradição que parecia nunca perder a graça.

Talvez o loiro tivesse se perdido demais observando o rosto alheio, olhando para os dentes brancos, até a forma que os lábios se esticavam quando sorria era estranhamente bonito e natural. O modo como os olhos do moreno brilhavam em momentos como esse, o curto cabelo escuro um pouco bagunçado só somava ainda mais para o charme que Kim Jongin possuía sem precisar se esforçar para tal feito.

― O que você faria se eu dissesse que já tive uma queda por você?

Sehun acabou por deixar a pergunta escapar entre os lábios que continha um leve sorriso, mesmo com tamanha ousadia, continuou sorrindo terno para o amigo. Os desavisados que ouvissem isso provavelmente iriam interpretar como mais séria do que de fato era, porque naquele exato momento, na cabeça de Sehun só tinha espaço para Lu Han, que havia feito uma pergunta bem semelhante a essa para ele.

― Diria que já tive por você também ― Jongin respondeu firme, convicto.

― Hm... Não vale, eu falei primeiro ― riram juntos, quebrando a possível seriedade que teria por trás daquele assunto, por mais que Jongin fosse sim muito atraente e Sehun considerasse Kyungsoo de sorte, poderia afirmar que nunca recusaria um beijo do amigo, mas que nunca sentiu mais que o afeto que se dá para alguém da família, afinal, Jongin foi o irmão que Sehun pôde escolher. ― Você está bem?

― Sim, foi algo bobo, já tínhamos nos resolvido, nem sei por que vim aqui ― o moreno falava acanhado, com a visão focada no coturno desgastado do Oh. ― Foi só para aumentar o drama e ele se sentir obrigado a pedir desculpas.

― Ele me pareceu um pouco irritado quando encontrei ele ― Sehun titubeava, seus olhos corriam por cada desenho e palavras que marcavam por cima da tinta branca. Não procurava por algo em específico, mas pôde encontrar facilmente o que Jongin disse ser o chamando de lindo, na verdade estava mais para uma frase de autoajuda com os dizeres "você é lindo". Estava realmente considerando a hipótese de estarem no banheiro feminino ou perto demais do setor de moda.

O loiro não podia negar que mesmo o amigo não ostentando mais o olhar caído, ainda sentia curiosidade por trás daquela briga, mas, por hora, saber que ele estava melhor já bastava. 

― Parecia mesmo? ― o moreno questionou, pensativo.

― Relaxa, não é para tanto ― falou sério. ― Mas acho melhor tomar cuidado ― não evitou brincar, arrancando uma gargalhada contagiante de Jongin. Agora sim o Oh finalmente se deu por convencido, não precisava mais animar o mais velho. ― Qual foi o motivo da briga?

Talvez não fosse o momento ideal para fazer aquela pergunta, mas não pôde evitar.

― Ele falou que eu o controlo demais, que não tem liberdade para fazer o que quer ― aflição transbordava entre as palavras sussurradas do moreno. ― Poxa, não foi só ele que teve que abrir mão dos amigos por causa do relacionamento, sacrifiquei tanto por isso quanto ele, só queria... Ter mais tempo com ele.

― Ter mais tempo com ele?

Agora sim o silêncio que os abateram foi completamente antinatural. A postura bastante relaxada do loiro passou para de extremo desconforto com rapidez. Não era o momento para falarem sobre aquilo, ainda mais com Sehun desconfiando que o melhor amigo escondia algo de si.

― Não fica assim, vocês vão ter quanto tempo quiserem juntos para aproveitarem só um ao outro ou com os amigos ― Sehun quebrou o silêncio quando notou que nada seria dito pelo Kim. ― Vocês são um ótimo casal, essa briga realmente foi algo bobo ― riu fraco de forma nada convincente.

Saíram da cabine depois que Sehun destrancou a porta que nem tinha notado ser trancada. A mochila continuava exatamente onde tinha deixado na pia. O alívio de estar finalmente fora daquele canto apertado foi tamanho que teve de resistir ao impulso de começar a se alongar por ali mesmo. Nunca teve nada contra lugares apertados, mas uma opinião não continua a mesma depois de longos minutos em uma cabine de banheiro junto de um garoto abalado emocionalmente.

― Se formos agora para lá vou ter que ficar aturando um clima tenso entre vocês? Porque, sinceramente, odeio ficar no meio de um casal brigando. Meu irmão sempre fazia isso com as namoradas e ainda me obrigava a sair com ele, e, você sabe, fazia a maior desfeita da minha companhia ― Sehun abriu a torneira, lavando as mãos na água fria. Jongin ao seu lado olhava com atenção enquanto o outro passava um pouco de sabonete líquido e se perdia entre a espuma feita. Sem contestar, copiou o gesto do amigo e ficaram poucos segundos focados somente em higienizar as mãos.

― Seu irmão sempre foi um babaca, nunca gostei dele e para falar a verdade, ninguém parece gostar... Você acredita que logo vou completar um ano de namoro com o Soo?

― Você realmente se superou, quem achava que isso iria acabar cedo errou feio ― brincou, não revelando que também tinha errado quando julgou esse relacionamento de forma precoce. Inicialmente não achava que ficariam juntos mais do que pouquíssimos meses.

Na saída do banheiro acabaram brigando um pouco, já que nenhum dos dois queriam tocar na maçaneta para puxar a porta. Depois de ambos insistirem que não fariam aquilo, deram um jeito de saírem do lugar sem precisar tocar em nada. Riram disso todo o caminho até onde Kyungsoo esperava junto de Lu Han e Tao. Vendo os três sozinhos ali, Sehun se arrependeu mesmo por não ter se despedido melhor dos outros antes de sair com pressa do local, mas não era como se não tivesse outra chance de os ver. 

― Agora podemos ir? ― Tao perguntou assim que os mais novos se aproximaram.

Kyungsoo seguiu direto para o namorado, pegando na mão do maior e entrelaçando os dedos, sequer parecendo que momentos atrás estava irritado com o outro.

Lu Han respondeu baixo ao que Tao disse, concordando que deveriam mesmo ir. Levantou de onde estava acomodado e seguiu o grupo para fora do lugar com a mochila já nas costas, assim como os demais, menos Tao que parecia levar somente o celular e carteira no bolso da calça. O jaleco já tinha sido trocado por uma blusa de frio preta com as mangas amarelas, e mesmo Sehun pensando que a imagem do outro de trajes normais não fosse o atrair tanto quanto a de jaleco, estava completamente engano, Lu Han continuava lindo, independe de como vestido. 

Finalmente foram para o carro de Kyungsoo, e então para a lanchonete.

한훈

Sehun estava em dúvida se aquele lugar era um bar, lanchonete, restaurante ou biblioteca. A única coisa que sabia era que cada canto dali era impecável em sua decoração.

Algumas das paredes eram muito bem tingidas nas mais variadas cores; outras possuíam páginas de revistas em quadrinho grudadas com o maior zelo. Se olhasse atentamente para o que se passava nas imagens grudadas pelo lugar, facilmente poderia reconhecer imagens tanto da Marvel quanto da D.C., e incrivelmente nenhum dos clientes ali dentro parecia se importar em saber qual das duas era melhor. Espalhado pelo estabelecimento de dois andares também tinham várias prateleiras com diversos volumes de livros, HQ e até quadrinhos japoneses, mesmo que ninguém ali parasse para ler. Puramente com fins decorativos, assim como as várias figuras de ação e peças de edições colecionáveis, o lugar era tão incrível aos olhos do loiro que estava considerando seriamente nunca sair de lá.

O cardápio também exótico continha uma mistura bastante interessante de nomes. Qualquer um com coragem o suficiente para pedir por suco de laranja quando claramente a bebida não era chamada disso por lá sem dúvida atrairia olhares inconformados dos diversos clientes que pareciam bastante fiéis ao lugar com suas camisas de estampas nerds.

A mesa que ocupavam estava cheia, se falassem que graças a esse grupo o segundo andar estava completamente ocupado, ninguém poderia negar. As comidas que pediram foi o que mais deixou o lugar com cara de uma lanchonete, e as bebidas, parecidas a um bar. Além destas serem criativas e bonitas, era o que predominava em toda a mesa. A maioria havia pedido algo alcoólico enquanto se enrolavam com os nomes, já Sehun optou por escolher um suco que continha várias cores enquanto dividia batatas fritas com Jongin. 

Inicialmente o grupo de amigos do Kim não havia se importando em tentar enturmar os três forasteiros na conversa, internamente Sehun ficou muito contente por poder falar somente com quem desejava, sem ter de forçar muita simpatia, mas Kyungsoo logo deu um jeito de incluir a todos naquela mistura louca de celebração de boas notas, mesmo que ninguém sabia ainda quantos pontos tiraram nas provas. Bastou o assunto da faculdade entrar em foco para descobrirem que Lu Han estava para terminar o curso de medicina, mesmo que deixando de fora o objetivo em psiquiatria, então todos incrivelmente passaram de pouco se importando para muito interessados até na altura do chinês, para total desagrado de Sehun.

― Estou falando sério, prefiro muito mais Star Wars — Jongin falava olhando para a réplica em miniatura da millennium falcon em uma estante junto de outras naves.

― Sou mais Star Trek ― Lu Han, sentado do outro lado de Sehun, já insistia nessa troca de opinião, como tinha chamado fazia longos minutos e parecia que nunca iria acabar.

Se perguntasse para Sehun como foi que aquele assunto entrou em foco ele não saberia ao certo o que responder, mas já estava completamente farto de estar sentado entre os dois e ter de aturar aquele assunto.

― Vou pedir algo para beber, quando eu voltar, será que vocês poderiam, por favor, falar sobre qualquer outro assunto? As duas franquias são ótimas ― o loiro reclamou já se levantando.

O segundo andar funcionava apenas como um bar pequeno no fundo exclusivamente para bebidas alcoólicas, então Sehun teve de descer as escadas decorada com legos para poder receber o atendimento que procurava, já que o local era carente em garçons, novamente se perdeu entre os fantásticos objetos do local.

Provavelmente tinha demorado bem mais do que pensou enquanto falava com o atendente. Conversaram praticamente sobre cada pequeno enfeite dali e sobre as bebidas, ficou mais que o necessário para pedir algum suco, não pelos difíceis nomes, mas porque entre tantas opções, preferiu por optar por sabores novos ou misturas. Quando subiu para o andar superior, depois de se despedir do novo conhecido, Sehun sequer teve tempo de pensar que não era um costume seu ser tão aberto a novas pessoas, pois encontrou seu lugar ao lado de Lu Han ocupado por uma garota ruiva que se antes não queria saber o nome dela, no momento preferia que ela nem estivesse ali, generalizando o país, não só o lugar.

Sehun andou lentamente para perto de ambos, que estavam conversando, os olhos estreitos em direção da garota, possivelmente mais velha, que o tempo inteiro tentava tocar em Lu Han, que se esquivava de forma educada até demais. Estava perto o suficiente quando pôde ouvir o que falavam e não foi surpresa o contínuo interesse dela no futuro médico justamente por isso.

― E como resolveu por seguir essa profissão?

A voz não seguia o padrão forçado que muitas garotas usavam por aí ― pelo menos isso. A roupa que ela vestia, mesmo sendo curta, não mostrava nada a mais do que a garota tinha intenção; a maquiagem em nada exagerava, servia apenas para ressaltar o que já era belo, se não fosse justamente por ser atirada demais, provavelmente Sehun poderia se interessar por ela. 

Ou se não fosse por ela justamente estar paquerando Lu Han.

― Você está no meu lugar ― Sehun falou, parando atrás da cadeira que ocupava antes da intrusa. ― Se quisesse sentar aí era só pedir.

Sua expressão continuava inalterada, sempre sério, mas dessa vez sabia estar mais. Isso pareceu afetar a garota que visivelmente ficou desconfortável por ser chamada atenção na frente de várias pessoas.

― Ah... Posso sentar aqui? ― agora sim a voz tinha saído forçosamente doce.

Aquela situação lembrava muito a Sehun da sua época no fundamental. Uma vez uma garota qualquer tinha roubado seu lugar, naquela época, mesmo sendo uma professora que não gostava de si, o coreano havia reclamado com a menina até ela abandonar o seu canto, mesmo com a aula já em andamento. Somente fez aquilo para continuar sentado junto dos amigos, mas naquele momento o fez porque não a queria perto do chinês. Já havia notado que sentia bastante ciúme do mais velho, sim, mas com seus motivos.

― Não ― a resposta tirou uma risada baixa de alguns que assistiam a cena, servindo para envergonhar ainda mais a garota que saiu às pressas do lugar, voltando de onde veio e que nem deveria ter saído.

Sentou no próprio lugar com visível desgosto. Lu Han ao seu lado sorria pequeno para si, não se preocupou em ser discreto quando arrastou uma das mãos até a perna do coreano, deixando um aperto antes de voltar a se concentrar no que acontecia à sua volta.

Entre um gole e outro da bebida doce que trouxe depois de muito escolher, Sehun pensava no quanto agia estranho em torno de Lu Han. Por vezes ficava com ciúme de ver o mais velho simplesmente brincar com Baekhyun enquanto tentavam escolher algum canal na televisão, ou o incômodo que sentiu ao ver outra pessoa tentando criar alguma intimidade com ele. Não sabia dizer se aquilo que sentia vinha crescendo nele junto com o convívio, ou se explodiu em si depois dos toques íntimos que trocaram. Também não era do tipo que negava o óbvio, negar não, mas não queria realmente ter de admitir que começava a sentir algo em relação ao chinês, já que nem sabia ao certo do que se tratava.

― Hm, muito territorial, interessante ― Kyungsoo sentava ao lado de Jongin, bastante perto de Sehun para ter escutado muito bem o fora que deu na garota. ― Todo mundo ficou bastante grato por isso, cá entre nós, não aguentava mais ela falando como se entendesse algo sobre a área de saúde ― sussurrou o final como se fosse um grande segredo, arrancando uma risada baixa do mais novo.

Poderia ter sido um alívio para o coreano mais velho a garota ter se afastado por causa daquele papo entediante que acabara ouvindo, mas a grande verdade era que desde o início acompanhou por fora aquela relação estranha que Lu Han começou a desenvolver com Sehun nos últimos dias e não havia ninguém mais do que Kyungsoo que tivesse apoiado tudo aquilo.

― Pareci uma criança, não? ― o mais novo questionou de forma tão manhosa que até mesmo os dois e únicos chineses do grupo pararam de discutir sobre algo em mandarim para o observar.

— Não acho isso, você fez bem — Kyungsoo levantou o polegar, arrancando novamente uma risada do outro.

― Ah, que bom ― notando a atenção que começou a receber, preferiu se calar, ficando em evidência sua vergonha, que se intensificou quando Lu Han começou a acariciar sua nuca. Mesmo envergonhado, não evitou curtir mais um dos toques do chinês.

Continuaram assim por boa parte da tarde. Felizmente a garota de antes não tentou paquerar Lu Han outra vez. Era bem provável que já tivesse entendido que algo rolava entre ele e Sehun. Tao foi o que mais se enturmou. O garoto que antes não queria ir não parou um minuto sequer de rir, e, principalmente, zoar qualquer um que tivesse chance. Como ele incrivelmente se dava bem com Lu Han, acabou que boa parte do tempo Sehun ficou de lado, não que se importasse com isso, ouvir o castanho rir ao seu lado já o contagiava o suficiente.

Naquela hora a conta da mesa já estava para bater algum recorde do lugar. Sehun estava grato por cada um ter sua própria comanda, porque a sua seria praticamente de graça em comemoração aos mais velhos já ébrios. O tempo tinha se mostrado muito prestativo com todos, mesmo com bastante sono, Sehun não deixava de se surpreender cada vez que olhava para algum relógio, inclusive juntamente de Kyungsoo, foi o único que notou o quão tarde estava ficando, e aceitou, sem relutar, quando este falou que estava querendo ir embora para o namorado ao lado.

Com a deixa, todos começaram a se despedir e descerem em seguida para o primeiro andar, cada um indo pagar a própria conta. A mesa foi deixada para trás bastante rápido pelos cinco que vieram juntos, que ainda tiveram de recusar o convite para prolongarem a noite em outro lugar. Jongin e Sehun deram o dinheiro para pagarem tudo que consumiram e ficaram os esperando do lado de fora do estabelecimento. O clima tinha esfriado muito em comparação a manhã, fazendo os dois abraçarem os próprios corpos em busca de calor.

― Jongin? ― Sehun chamou receoso pelo amigo, não sabendo como poderia falar sobre aquilo que o deixou tão pensativo naquela tarde.

― Oi? ― o jeito bem humorado ao dizer aquela simples palavra serviu para tranquilizar o loiro.

― Eu ando bastante perdido ― a pausa que deu fez parecer que a frase era basicamente aquilo, atraindo um olhar confuso do mais velho. ― Em relação ao Luhan.

Em vez de mudar o olhar para algo mais compreensível, tudo que Sehun recebeu em troca foi algo completamente indecifrável junto de um suspiro.

― Sabe, as coisas vêm acontecendo tão rápido comigo. Eu fiz aqueles cursos no ano passado e realmente achei que não iria dar em nada — o moreno fez uma pausa, ele olhava quieto para os carros passando pela rua, parecia bastante pensativo e perdido, não tanto quanto Sehun, que tentava entender como o assunto tinha virado aquilo. — Não consigo acreditar que estou tanto tempo assim com o Soo ― a frase solta ao acaso parecia mais uma reflexão, completamente avulsa a tudo.

― Jongin, é sério ― esperava que seu tom duro fosse o suficiente para fazer o garoto parar de falar e lhe dar atenção. Já estava acostumado e muito com o melhor amigo fazendo isso, mas naquele momento Sehun precisava esclarecer os próprios pensamentos e não se afundar nas palavras do Kim. ― Será que dá para você calar a boca e me ouvir?

Foi o primeiro modo de chamar a atenção do outro que conseguiu pensar, mas a expressão magoada que o outro adquiriu foi quase o suficiente para Sehun se desculpar, mas não faria isso, não dessa vez.

― Desculpa ― o moreno falou de cabeça baixa. ― Sério, desculpa... Eu não queria te tratar assim.

― Tanto faz ― deu as costas ao amigo, encerrando ali o assunto, mas não suas dúvidas.

O clima entre os amigos pareceu esfriar mais do que a temperatura, principalmente depois da resposta do loiro. Jongin parecia pensar em algo para falar, chegava a abrir a boca várias vezes, mas nada sairia dela além de mais desculpas e sabia que naquela situação, Sehun não aceitaria.

― Demoramos? ― Kyungsoo quebrou o silêncio, indo direto ficar ao lado do namorado.

Nenhum dos dois que esperavam lá fora tinha notado quando os três saíram do lugar, mas torciam em silêncio para que não tivessem ouvido nada. Se em torno de ambos não houvesse uma tensão quase palpável, sem dúvida os mais novos fingiriam que nada tinha acontecido no curto período que foram deixados sozinhos.

Ao contrário de Kyungsoo, os outros dois chineses não fingiam que a tensão não os afetava. Lu Han também se pôs imediatamente ao lado de Sehun e Tao olhava de um para o outro, parecendo bastante perdido.

― Sim, estou congelando ― foi Sehun quem respondeu ao Do. O tom leve que usou minimizou um pouco o peso que abatia o grupo.

Andavam juntos com pressa em direção ao estacionamento que Kyungsoo tinha deixado seu carro, por mais que os bolsos aquecessem suas mãos, Sehun lutava contra a vontade de as enfiar no bolso do moletom que Lu Han vestia e compartilhar calor com o menor.

O automóvel foi destrancado rapidamente quando chegaram até ele e ninguém esperou por ser convidado para se enfiarem no mesmo. Lu Han ficou novamente no banco de trás, entre Tao e Sehun, que inspirados pelo ambiente que passaram o dia, começavam a falar sobre jogos.

― Falando nisso, você vai jogar hoje, Sehun? ― Kyungsoo perguntou, começando a conduzir o carro para longe do local.

― Não sei, talvez ― fazia tanto tempo que não ligava o computador com intenção de matar o tempo com algo não relacionado aos estudos que o mais novo considerava realmente ter desaprendido a jogar.

Aquela pergunta teria sido a última que Sehun esperaria por ouvir do outro. Era comum para ele passar horas jogando com Tao ou Jongin, raramente com os dois juntos, mas sabia que Kyungsoo só tinha começado a jogar porque queria ter mais em comum com o namorado, no final, sequer gostava muito de jogos online.

― Eu vou ― o Kim se pronunciou, mesmo que a pergunta não tivesse sido feita para si.

― Que bom, amor, mas eu só vou jogar se o Sehun for ― Kyungsoo falou tão calmo com o olhar focado nas ruas que se julgasse por isso, não faria sentido toda a comoção de risos que causou, quebrando o resto de tensão que os acompanhava.

― Sehun, o que você fez com o meu namorado? Ele gosta mais de você do que de mim ― o falso espanto na voz do moreno mostrou que não havia se ofendido com a brincadeira, mesmo com seu namorado estando sério sobre o assunto.

Se não estivesse acompanhado, Sehun com certeza agradeceria a Kyungsoo por sua intenção, que notou que possuía por trás do convite, mas optou por guardar sua gratidão e ignorar o fato de que todos haviam escutado pelo menos o final que tinha falado para Jongin. Se acomodou melhor no banco traseiro, olhando através da janela do carro em movimento. 

Lu Han mantinha as mãos apoiadas nas próprias pernas, já fazia algum tempo que estava quase deitado no banco. O céu escuro fazia com que somente os faróis de outros carros e luzes da rua iluminasse dentro do carro, logo atraindo a atenção de Sehun para algo muito melhor do que os prédios do outro lado do vidro. Passou a observar o rosto sereno do chinês e todo o resto a sua volta perdeu as cores quando notou estar sendo retribuído com afinco. Não se deixou envergonhar e continuou a olhar cada traço no rosto do outro. Não havia nada de diferente, os cabelos castanhos de Lu Han continuavam do modo de sempre, o rosto calmo já estava há muito gravado na mente de Sehun, a cicatriz nos lábios alheios permanecia ali, os olhos brilhavam mais que qualquer luz que viesse da cidade, ali ao lado de Sehun estava somente o Lu Han de sempre, mas para o coreano nunca existiria nada mais belo do que ele.

Kyungsoo observava pelo retrovisor interno o modo intenso que o casal no banco de trás se olhavam, estavam tão alheios ao mundo os rodeando, como se ali, na frente um do outro houvesse tudo o que buscavam e nada naquele momento poderia o deixar mais feliz.

Deslizando a mão pela própria perna até chegar na semelhante do chinês ao lado, Sehun segurou a mão de Lu Han, entrelaçando os dedos com tamanho cuidado, como se qualquer toque pudesse quebrar o que compartilhavam naquele momento. Desviou momentaneamente seu olhar para focar nas mãos unidas, sentia que aquele gesto tão autêntico era exatamente o que deveria ter feito há muito tempo. Estar ao lado de Lu Han era o seu lugar e não se importou em como começou, ou como deveriam continuar, estava bom daquele modo e isso era mais do que o suficiente.

Ergueu o olhar e por alguns segundos seu coração parou de bater, para logo em seguida voltar a toda velocidade. O sorriso de Lu Han era indescritível para o mais novo, os lábios tão chamativos e olhos tão únicos… Para completar todo aquele encanto, luzes iam e vinham no rosto do mais velho de acordo com o movimento do carro, hipnotizando o loiro que não sabia dizer se continuava a respirar corretamente. Sehun nunca iria falar que não pensou para agir, porque a verdade foi que observando mais uma vez o mais velho, sabia que queria o beijar e assim o fez.

Se inclinou em direção ao castanho, tocando de forma sutil os lábios alheios com o seu. A primeira reação que tiveram foi fecharem os olhos lentamente, absorvendo do ato pequeno e inocente que trocavam. Lu Han levou a mão livre para a nuca do maior, puxando o rosto para mais perto de si, aumentando a pressão que a boca pequena fazia na sua. Poderiam aprofundar o ato, tinham essa vontade, mas não o fizeram. Separaram os lábios algumas vezes somente para voltarem a selarem as bocas de novo. O baixo barulho que faziam chamou a atenção dos outros dois no carro, já que um continuava atento pelo retrovisor, mas ninguém os interrompeu.

Os beijos completamente castos se findaram quando Sehun passou a distribuídos selares também pelo rosto do chinês, arrancando uma risada doce como resposta. Afastaram os rostos, mas não os corpos e muito menos as mãos.

― Olá ― sussurrou o menor, lutando para normalizar seus batimentos cardíacos.

― Oi ― Sehun usou o mesmo tom de voz, dessa vez sem pensar, passou a língua entre os lábios, em busca do gosto que o beijo teria.

― Não faz assim ― Lu Han deitou a cabeça no ombro do maior, gravando novos detalhes do outro em sua memória, os lábios macios e seu cheiro.

Tao foi o primeiro a desviar a atenção do casal ao lado, voltando a prestar atenção na letra da música que tocava baixo no rádio. Nos bancos da frente era impossível Kyungsoo estar mais sorridente e Jongin menos enciumado.

Infelizmente o primeiro a ter de se despedir foi Lu Han. Sehun desceu primeiro do carro para dar espaço ao outro para fazer o mesmo. O porta-malas foi aberto pela chave do carro e depois entregue para o motorista novamente. Com a mochila já nas costas, Lu Han parou de frente para Sehun, que o observava ainda com a porta do carro aberta.

― Obrigado por hoje ― Lu Han falou baixo, parecendo um pouco sonolento, mas admirando com cuidado o maior.

― Eu que deveria agradecer.

Lu Han, notando que o mais novo não tomaria iniciativa, resolveu que era sua vez. Colocou ambas as mãos no rosto do maior, apertando um pouco as bochechas fazendo se formar um leve bico nos lábios alheios e o puxou para baixo. Trocaram um selar demorado.

O desejo de aprofundar o ato continuava presente em ambos e Sehun não via motivos para negar esse prazer. As mãos pequenas diminuíram o aperto em sua bochecha e pôde notar que o corpo do menor se preparava para findar o selar inocente que compartilhavam. Não gostando de saber que aquele contato estava por acabar, o loiro levou as próprias mãos ao corpo de Lu Han, o puxando de encontro a si, aumentando não só a pressão dos lábios, mas também a intensidade do beijo.

As bocas ganharam ritmos próprios rápido para logo se encaixarem perfeitamente uma na outra. Se moviam mutuamente, uma de encontro a outra com suavidade. Poderiam aprofundar ainda mais o beijo, mas deram-se por satisfeitos com aquilo. O beijo não poderia ser definido como inocente, mas também não havia malícia no ato. De fato desejavam-se igualmente, mas sabiam que cada pequeno momento como aquele deveria ser plenamente aproveitado, por isso perdiam-se com gosto no movimento dos lábios alheios, nos apertos que as mãos deixavam onde estavam, no gosto e na sensação única para cada um.

Separaram-se com muito custo por conta da respiração irregular, a adrenalina que sentiam era só mais um dos sintomas de se entregarem um ao outro. Os outros já eram os comuns, como suor nas mãos, arrepios e o coração que confuso não sabia se deveria parar ou acelerar ao máximo.

― Até logo ― Lu Han sussurrou, o rosto ainda próximo ao do maior, o tocar sutil dos lábios ao falar e a respiração desregulada do chinês era mais do que o suficiente para deixar Sehun extasiado por saber que foi o único causador de tudo aquilo.

― Até — selou os lábios novamente e distanciaram-se de vez.

Lu Han se despediu pela segunda vez de todos os outros que aguardavam no carro em silêncio e correu depressa para dentro do condomínio em que morava.

Já dentro do carro, Sehun escondeu seu rosto atrás da tela do celular. Não esperou o carro voltar a se mover para começar a digitar várias mensagens para Kris sobre tudo que tinha acontecido no seu dia, descrevendo até a menor das bobeiras que perdeu tempo prestando atenção. Resistiu com muito esforço a tentação de mandar um áudio surtando por ter beijado Lu Han e também por não ter tirado nenhuma foto do lugar que tinha ido, sabia que o amigo iria gostar dele.

― Ei, Sehun, estou falando com você ― Zitao chamou a atenção do loiro, que estava perdido no meio de um relato de várias linhas sobre os lábios do chinês, perguntando se o outro poderia repetir o que tinha dito, guardando no bolso o aparelho que antes manuseava. ― Posso dormir na sua casa?

— Hm... Claro — Sehun se esticou preguiçoso no banco.

— Ótimo, sabe o endereço do Sehun, sim? ― Tao estava inclinado para os bancos da frente, falando com Kyungsoo, que pegava o endereço com Jongin.

― É, mas fica por sua conta e risco...


Notas Finais


Bom, é isso hahaha queria falar que HM é minha primeira experiência em várias coisas. Nunca tinha escrito cenas de beijo nem nada do tipo e ainda acho que tenho muito a melhorar, mas sempre estou dando meu melhor em cada linha...

Por mais que eu possa demorar a atualizar e que, talvez, essa seja a última atualização do ano, saibam que sempre me mantenho trabalhando em relação a essa fic, só isso, até!

(Estou correndo nas notas porque estou com medo do iPad cancelar ou ferrar a atualização, se não fosse isso iria escrever uma bíblia aqui).


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...