História Hear me now - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Overwatch
Tags Gencio, Mchanzo, Pharmercy, Reaper76
Visualizações 27
Palavras 1.694
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Atenção, nesse capítulo serão apresentados temas como racismo, homofobia e xenofobia, caso sejam sensíveis a alguns dos assuntos, pulem a cena dos dialogos de ofença.

Capítulo 4 - You're not always right


O mundo não é cruel. Palavras tolas pra uma verdade que já é bem observada? Observe bem, o mundo não é cruel, as pessoas que vivem nele que são e Genji sabia bem como era.

Estrangeiro e oriental? Não era muito, mas alguns olhares tortos já valiam mais do que palavras. As palavras eram cruéis e machucavam, mas olhares? Isso era o pior por conta de não poder rebater e bater de frente, pois olhares vinham de todas as direções, nunca de uma correta para saber de quem era.

As pessoas eram cruéis, mas não todas.

O fim de semana passou tão tranquilo e sem trotes violentos que Genji desconfiava de algo maior, talvez no início das aulas? De qualquer forma, ele passou parte daquele dia com Lúcio arrumando o quarto com as coisas dele, os discos de vinil arrumado com alguns livros e na escrivaninha um retrato dele com a irmã e quem parecia o pai deles.

Eles riam e conversavam enquanto arrumavam as coisas e por conta disso, Genji acabou descobrindo que Lúcio era brasileiro, bem, nascido do país, mas adotado.

Também contou um pouco de si, pelo menos um pouco sem tantos detalhes, mas que tinha passado na prova da universidade com um milagre e que publicidade não era um curso tão concorrido, mas ainda tinham várias pessoas que queriam ter entrado.

A dor de cabeça já tinha ido embora a tempos e a semana de inicio as aulas passava devagar, mas os professores não pareceram dar um devido descanso para os alunos. Hanzo chegou na quarta já com três projetos para montar com dois resumos enquanto Genji teve de ficar para ler um livro gigante e ainda com um projeto e uma pesquisa. Queria ver a “moleza” que os novatos estavam recebendo e entre eles, Lúcio.

Não tinha conseguido falar com ele direito durante a semana, não por falta de tentativa, Genji sempre passava no quarto do outro e ele não estava, tentou ver pelo campus e nenhum sinal. Então a teoria era que Lúcio estava fugindo dele.

Mas por quê? Não, Genji não estava perseguindo ninguém, mas não gostava quando as pessoas se afastavam por algo como boatos e fofoca, criando uma ideia do que ele era e se afastando. Isso só aconteceu quando ele estava na escolinha e não foi nem um pouco legal.

Meio da semana pra quase fim de semana novamente e com o fim da aula daquele dia, Genji já tinha desistido de tentar falar com o novato, mas não esperava que iria encontra-lo passar por si e quase ser derrubado.

– Lúcio? Ei! – O chamou, o segurando pelo ombro, mas ele não virou e ficou de costas no corredor – Lúcio? Tudo bem, cara? – Perguntou.

– Você não sabe? – Virou-se, os olhos inchados e a voz rouca, tossindo e deixando Genji desconfiado.

– Saber do quê? Você sumiu a semana inteira e nem sabia como procura-lo – Falou – Fizeram algo com você? Algum trote? Pode me falar, eu dou um jeito se quiser – Falou apressadamente, mas Lúcio apenas negou, um sorriso fraco de tristeza no rosto.

– Você é uma graça, mas não precisa, de verdade – Respondeu, ainda sorrindo fracamente e Genji conhecia aquele tipo de sorriso.

Então Genji soltou seu ombro, o deixando ir com um acordo de que de noite eles se encontrassem no quarto de Lúcio para assistir algum filme ou tentar falar do assunto, mas os planos de Genji aquele dia interfeririam naquilo.

Lúcio estudava biologia e em especifica, marinha, sabia bem o que poderia ter causado aquilo no novato porque o próprio Genji sofreu aquilo quando chegou nos Estados Unidos. A sala dele era um pouco mais distante do prédio, mas consegui chegar lá, ainda tento uns grupos de alunos ali que davam risadas de algo.

Ele sabia ser discreto, então de onde estava do outro lado do corredor, não chamaria atenção.

– ‘Tão aceitando qualquer tipo de gente aqui nessa porra – A primeira pessoa falou e Genji reconheceu como o cara que tentou assediar Hana, bem, Genji apenas confirmou que o cara era um babaca escroto –Brasileiro? Sério? Quando vim pra Universidade Overwatch, a propagando foi que era a melhor de todas, mas não que encontraria essa gente aqui.

– Falaram que a nossa professora de uma das matérias seria chinesa – Uma garota zombou – Você queria o quê? Primeiro eles roubam nossos empregos e depois nosso lugar na universidade.

– Chinesa? Não é a que é casada com a professora russa? – Outro cara perguntou e alguém fez som de nojo – Jesus Cristo, só tem gay nessa porra? Nem a gostosa da Ziegler se salva, queria fazer ela mudar de ideia, é uma pena – Deu de ombros.

O sangue de Genji subiu, era incrível como tanta merda estava saído da boca daquelas pessoas, mas eles nem eram tão velhos, eram novos, não passavam dos vinte cinco anos.

– Você é nojento, Augustus – A garota falou e os outros riram do que ela falou.

– Nojento é a gente ter que dividir a sala com aquele negrinho – O babaca escroto falou – Nem da pra acreditar que ele é filho do lendário Jack Morrison, o cara era uma lenda e de repente me faz uma merda dessas – Zombou – Tinha que matar uma porra dessas.

Quer saber? Que se foda! Genji deixou o seu lugar e se aproximou do grupo que ria do que o outro disse, cutucando o ombro dele e sorrindo de forma tão falsa que em poucos segundos o sorriso sumiu e antes que o babaca fizesse perguntas, deu um soco merecido nele.

A intensão era fazer sangrar mesmo, mas ver o dente sair da boca foi um bônus. O idiota caído no chão deixou todos surpresos e com raiva, mas dane-se.

Eles não sabiam o significado de covardia, três de uma vez e Genji conseguiu derrubar dois, mas quando o babaca voltou a levantar, ele e mais dois vieram novamente para cima, o que ele nem conseguiu foi fazer o de antes.

O derrubaram e ainda o chutaram, doía, mas nem demorou pra pararem e alguém de autoridade chegar.

As aulas nem tinham começado e aquilo acontecia, mas ele não se arrependia de nada.

– Sério, Shimada?

Faheera Amari nem o forçou a seguir com ele para a secretária ou direção como os outros alunos que seguiram Reinhardtt, Faheera o deixou falar ali mesmo no chão enquanto alguém da enfermaria vinha para ajuda-lo.

– Você teria feito o mesmo... –Resmungou e Faheera apenas suspirou, sentada em frente a ele – Eles falaram da Angie, insinuaram faze-la mudar de ideia sobre a sexualidade... Faheera, o babaca falou no sentindo como se fosse abusar dela! – Rosnou e Faheera contraiu o queixo, de raiva – Viu? Nem você teria aguentado!

– Existe algo chamado ética e eu não poderia socar um aluno, três que foram no seu caso – Falou cautelosa – Eu os processaria e os faria perder o direito de estudar aqui e perderem a bolsa.

– E eles vão sair impunes? Eles ofenderam alunos e professores, praticaram bully e racismo com um deles e vocês não vão fazer nada? – Vociferou impaciente.

– Chega, Faheera – Uma voz falou atrás deles e Ana Amari surgiu, a diretora da Universidade Overwatch – Eu conversarei com o senhor Shimada, vá ficar com Rein e resolver de vez a parte na direção, você já tem o relato dele e pode decidir algo justo em meu lugar – Declarou e Faheera apenas concordou, levantando e os deixando ali – Mais uma vez você me faz um ato imprudente, Genji Shimada.

– Desculpa, não sou perfeito –Resmungou, dando de ombros e a diretora se ajoelhou na sua frente.

– De fato, mas desse ato imprudente de pessoas como você fazem mostram que esse lugar tem pessoas um tanto impacientes com justiça – Ana falou, um sorriso fraco e o tapa-olho em seu rosto não intimidava – Não se preocupe, você não irá perder a sua bolsa e o dormitório por conta da agressão, mas terá que fazer alguns serviços.

– Pelo menos aqueles idiotas vão receber uma punição? – Indagou.

– Vão, mas será algo diferente do seu – Falou, levantando e estendendo a mão para ajuda-lo a levantar, o fazendo com facilidade – Vamos, hoje ainda terei de ouvir reclamações de pais insatisfeitos, mas antes, preciso saber quem foi o aluno que sofreu ofensas racistas, senhor Shimada – Falou –Sim, eu ouvi e trate de me contar.

Genji acabou sem escolhas e contou, não queria, mas foi necessário. Dali a diretora o levou a enfermaria e com o a Angie ali, perguntas não foram feitas. Remédios para dor foram oferecidos e pomadas em seu rosto foram colocadas.

Os serviços que Genji faria seria na cantina, na cozinha para ser exato. Bem, ele nem reclamou, achou foi pouco porque para os babacas, a punição foi bancarem de serem lixeiros. Merda coletando merda.

Da enfermaria ele foi para o quarto, conseguiria fazer o dever no dia seguinte. Quando adentrou o quarto, agradeceu pelo irmão não estar ali e se deitou, descansando um pouco.

Acabou acordando com alguém batendo forte na porta e um pouco devagar, levantou para ver quem era, apenas não esperava levar um tapa no rosto. Do Lúcio.

– O quê...?

– Você não tinha o direito! – Ele falou alterado, os olhos com lágrimas – Não tinha!

– Lúcio, escuta... – Suspirou, cansado e com o rosto ardendo pelo tapa.

– Escute você, não ache que preciso ouvir algo logo na minha primeira semana de aula e com você se arriscando, fazendo algo estúpido! –Vociferou, mais lágrimas caindo de seus olhos – Você pelo menos está bem? – Perguntou, as mãos tremendo e a pergunta soou como um suspiro.

– Preciso de um beijinho no meu rosto, ele dói – Fingiu uma careta, mas seu rosto realmente doía.

– Idiota... – Resmungou, secando as lágrimas, mas o incrível foi ele ter ficado na ponta dos pés para dar a Genji um beijo casto na têmpora – Não faça mais isso de novo, você se machucou feio...

– Vou sobreviver... – Deu de ombros, mas na verdade, Genji estava derretido com um simples beijo – Não garanto nada, mas não me arrependo – Deu de ombros e Lúcio suspirou.

– O que eles falaram? – Perguntou e Genji negou.

– Não queira saber... – Suspirou – Ainda topa assistir aquele filme? –Perguntou, sabendo que poderia receber um não.

– Você é péssimo em mudar de assunto – Deu uma risada – Eu aceito.


Notas Finais


Eu voltei mais rápido do que a encomenda, mas to aqui o/
Espero que tenham gostado do capítulo, mesmo estando pequeno


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