História Heart Anatomy - Capítulo 61


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Chouji Akimichi, Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Kisame Hoshigaki, Konohamaru, Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Matsuri, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shizune, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Drama, Gaaino, Naruhina, Naruto, Nejiten, Revelaçoes, Romance, Sasusaku, Shikatema, Temashika
Exibições 375
Palavras 6.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi geen-te.
Boa nooi-te!.
Não sei pq tô falando assim. Parei.
Esse capítulo ia ser maior pq iam ser todos os casais de amigos, mas tá faltando Sasuke(teve que se ausentar) e Tenten e o Shikamaru e a Ino. Mas é porque eu não consegui escrever mais e tinha prometido um capítulo até hoje (q era ontem pq passou da meia noite), então divirtam-se!!
Espero que gostem.
Capítulo de hoje: "Casal" dos amigos (parte I).
Imagem: Depois eu coloco uma.

Capítulo 61 - Couple of Friends (First Part)


       

               Sakura estava um pouco assustada. Não era uma hora favorável para se estar sozinha na rua. Ela olhou a volta rapidamente, aquele era um péssimo trecho para seu carro enguiçar. Não havia uma alma viva por ali.

               Ela solta o cinto de segurança e checa mais uma vez todas as portas do carro. Apagando a luz, Sakura o desliga de vez (houve um barulho estranho quando ela o fez, ou teria sido só o medo a enganando?). Mas não sem antes olhar irritada -mais uma vez- para o marcador de combustível. Era um erro tão estupido. E o pior de tudo que era seu, pois Sasuke a lembrara duas vezes. Fora teimosa em achar que com a reserva chegaria até em casa e deixou o posto de gasolina passar, mas agora está longe demais de ambos para seguir a pé. Pega o celular afim de ligar para Sasuke.

- Ele não está aqui – murmura dando um tapa na própria testa.

O marido tinha saído do estado para uma conferência estupida e só voltaria no dia seguinte. Ela deslizou a agenda de contatos pensando para quem ligaria. Ino não tem carro. Tenten provavelmente estava hibernando. Neji costumava desligar o celular para dormir. Temari a mataria por ligar esta hora. Ainda não tinha tanta intimidade com Gaara.  Kankuro estava detonado de cansado, porém também não era muito intima do moreno. O pai nem ao menos estava no país, mas se bem que ele poderia mandar alguém para ajudar.... Quem sabe um agente.

Um agente, Shikamaru! A não, o moreno estava de plantão no hospital assim como Naruto. Ela abre a galeria do celular, pois tinha tirado print de todos os quadros de plantonistas. Ela aproxima na data de hoje. Temari estava de plantão, assim como Shikamaru, mas o nome de Naruto não estava lá. Ela muda a foto para o quadro dos residentes. Tenten estaria hoje a partir das sete da manhã, enquanto Hinata estava de plantão desde às sete da noite anterior.

A Haruno volta até a lista de contatos e coloca o número do louro para discar. Depois de cair na caixa postal duas vezes, decidiu ligar para o residencial e foi surpreendentemente atendida no primeiro toque.

- Alô? – A voz do Uzumaki soou preocupada.

- Naruto, sou eu – cumprimentou receosa. Entretanto, não parecia que ele tinha sido acordado.

- Sakura? Alguma coisa aconteceu? – Naruto pergunta já preocupado.

- Não. Quer dizer sim. Meu carro parou e eu precisava de uma ajuda – ela pede. - Você pode vir me ajudar?

- Claro. Onde está mais ou menos? – Indaga o louro fechando o notebook, onde ele realizava algumas pesquisas. Ela lhe deu as coordenadas e disse o que precisava -  chego em cinco minutos.

               Não foram cinco minutos, mas o Uzumaki com certeza chegou bem rápido até onde o carro da rosada havia morrido. Ele bateu na janela com as costas dos dedos.

- Você sabia que pode sufocar trancada assim? – Ele pergunta exibindo um sorriso maroto. Sakura revira os olhos. – Saí aí para eu poder pôr a gasolina – pede erguendo um enorme galão laranja para ela poder ver.

               Mesmo depois de colocar a gasolina, o carro não ligou. Sakura abriu o capô e suspirou.

- É a bateria também, desliga aí o carro – pede movendo-se até o seu porta-malas.

- O que vai fazer? – Naruto pergunta vendo-a procurar. Sakura tirou dois cabos e pediu para ele segurar por um momento. 

- Por aqui chamam de chupeta na bateria – ela diz indo checar os freios de ambos os carros. – Eu vou usar a sua bateria para dar uma carga na minha – explica devagar. – É mole, mole, só preciso olhar os polos certos e conectar os cabos.

- E se der errado? – Naruto indaga unindo as sobrancelhas.

- Não vai dar errado – a mulher foi irredutível.

- E se....? – Naruto insiste preocupado. 

- Eu posso levar um choque – Sakura declarou como se fosse obvio. E realmente era. – Negativo – ela explica levantando o cabo preto – positivo – desta vez levanta o vermelho. Ela começa conectando o cabo preto. Primeiro no carro dele e depois no seu. Com cuidado fez a mesma coisa com o vermelho. A Uchiha entra no carro de Naruto e o liga. – Agora a gente só tem que esperar – ela informa saindo do carro alegre.

- Quanto tempo?

- Uns cinco minutos. Então eu ligo meu para ver se a bateria já está alimentada – explica com um sorriso.

- Onde aprendeu a fazer isso? – Naruto pergunta curioso.

- Com a minha mãe – a resposta surpreendeu Naruto - o pai dela era mecânico.

               Naruto marcou os minutos no relógio e enquanto isso eles jogaram conversa fora.

- Sasuke está fora do estado, não é?

- É, numa conferência.

               Naruto assenti. Então aquela foi a desculpa que o moreno usou. Sasuke havia dito que ia uma feira de jogos tentar comprar o presente de aniversário da Sakura. O aniversário da rosada era no mês seguinte, mas o moreno disse que a tal feira só aconteceria nesses dois dias. O relógio de Naruto apita, anunciando o fim dos cinco minutos. Sakura vai testar seu carro e o bendito liga, fazendo-a sorrir em satisfação.

Ela retira o cabo vermelho de seu carro com cuidado e depois o preto. Deixando ambas no chão, mas com uma distância considerável uma da outra.

- Cuidado para não pisar – alerta a Naruto – ainda está passando energia.

               Sakura desliga o carro de Naruto e depois retira as pinças da bateria dele também.

- Obrigada – ela agradece com um sorriso.

- Você pode me agradecer me levando para comer, eu estou faminto! – O louro exclama com os olhos brilhando. Ele passa a mão na barriga para dar ênfase ao seu estado.

- O quê, mas a esta hora? – Sakura pergunta confusa. Já havia passado de onze da noite.

- Eu conheço um lugar vinte e quatro horas – o louro responde simplesmente. – É só me seguir.

- Ainda não. Tenho que checar o processo deixando o carro ligado por um tempo – Sakura informa. Naruto faz um bico, mas encosta em seu carro para esperar.

Ichiraku aberto 24hs  

- Ichiraku? – Sakura leu surpresa depois de eles estacionarem. – Pensei que só tivesse no Japão – ela se sentia animada. Fazia anos que não comia um ramen como os do Ichiraku.

- Eu incentivei o dono a abrir uma filial aqui – Naruto responde dando de ombros.

- Mas ele tinha só uma barraquinha, como abriu algo assim aqui .... Você o patrocinou, não é? – Sakura inquire enquanto eles começam a andar em direção a porta. Naruto apenas deu um sorriso em resposta. Não queria viver sem o ramem do tio Teuchi. E se podia fazer algo sobre, por que não o faria?

               Eles entraram fazendo o sininho da porta apitar. O lugar estava as moscas. Havia apenas um cara sentado ao balcão.

- Que investimento hein... – Sakura comenta mordaz.

- Tenta passar aqui numa sexta à noite – rebateu Naruto.

- Vamos comer! – Sakura exclamou animada indo em direção ao balcão. Haviam cinco bancos. O caminhoneiro estava no primeiro e estava acompanhado, já que do lado de sua tigela outra tigela de ramem. Sakura pulou duas cadeiras -contando a que estava apenas com a tigela- e sentou-se com Naruto a sua direita.

- Boa noite – uma moça sorridente veio lhes atender. – O que vão querer?

Naruto respondeu sem nem ao menos olhar o cardápio. Enquanto Sakura olhava as variedades e ficava em uma dúvida eterna sobre o que pedir. Se a comida dali fosse tão boa quanto a do Japão, não importa o que pedisse, qualquer coisa iria ser deliciosa.  Um impaciente louro revirou os olhos e fez o pedido pela rosada.

– Você sempre enrola e enrola e acaba pedindo o mesmo sempre! – Naruto respondeu ao olhar ultrajado de Sakura.  Aquela era uma verdade que a rosada não estava pronta para admitir, por isto só emburrou a face e ignorou-o. – Olha o preço – ele diz empurrando o cardápio para ela.

- Se o lugar é seu por que não comemos de graça? – Indaga uma geniosa Sakura.

- Que lucro isso traz? E fale baixo, ninguém aqui sabe disso. Não quero ficar sendo paparicado cada vez que vir no meu restaurante favorito – Naruto respondeu baixo. – E não é dono. Sou um dos principais investidores.

- Você provavelmente deve ser o único – resmungou Sakura.

               A companhia do homem sentado voltou e tomou o seu lugar.

- O senhor quer que eu esquente isso? – Um atendente perguntou.

- Sim, por favor – o cara limitou-se a responder. A voz fez Naruto e Sakura se virarem para encará-lo quase que imediatamente.

- Nós podemos estragar o disfarce dele – Sakura diz num sussurro quase que inaudível.  – Me segue, mas não diga o nome dele.

               Itachi tinha visto a cunhada assim que saiu do banheiro. Uma cabeleira rosa daquela via-se de longe, ainda mais naquele lugar vazio. Faziam dois anos que ele não a via. Ele suspirou fundo e caminhou de volta para o balcão, torcendo internamente para que ela não o chamasse pelo seu nome verdadeiro. 

- Ei... – Sakura disse de repente sorrindo abertamente como se ele fosse um conhecido que não via a anos – olha só para você. Caramba quanto tempo! – Itachi sorriu orgulhoso. Sakura daria uma excelente agente do FBI.

 -Te encontrar aqui assim – Naruto a seguiu girando seu banco. – O que tem feito? Faz tanto tempo.

- Olá – Itachi os cumprimentou sorrindo. – Senhor Beto esses são Nathan e....

- Serena – Sakura apressou-se em se apresentar. – Somos velhos amigos. – Os olhos de Sakura já começaram a lacrimejar. Itachi levantou-se e deu um abraço na cunhada.

- Eu disse que você ia virar a minha irmã – o Uchiha sussurra só para ela ouvir. Sakura riu e o abraçou mais apertado contra si antes de soltá-lo. Naruto o abraçou também, ainda mais apertado do que Sakura. Itachi riu.

- Não sabia que o Carl tinha amigos – Beto brinca simpático.

- O senhor não faz ideia. Eu devo a minha vida a este cara – a rosada informa sorrindo.

- Você podia compensar pagando para nós – Itachi sugere com um sorriso de tirar o folego. Sakura suspirou. Tinha certeza de que casara com o Uchiha certo, mas aquele ali sabia balançar qualquer mulher.

- Mas é claro – Sakura concorda sorrindo.

- Para ele ela não resmunga.... – Naruto murmura recebendo uma cotovelada da Haruno e as risadas de “Carl” e Seu Beto.

- Mas o que estão fazendo por aqui nesta hora? – Itachi indaga sentando-se novamente, as sobrancelhas dobradas.

- Carl, deixa o casal curtir – Beto murmura voltando para o seu ramem.

               Sakura olha para sua aliança e a de Naruto antes de responder.

- A não. Não somos casados – foi Naruto quem respondeu.

- O meu carro deu pau e ele veio me ajudar – a rosa esclarece com um sorriso.

- Eu vi a sua esposa, Nathan. Ela é linda – Itachi diz piscando para o louro.

- Como? Quando? – Naruto começa a indagar meio confuso.

- Eu sei de tudo –o Uchiha o interrompe num tom misterioso. Sakura ri, como se fosse piada, mas a verdade é que Itachi além de trabalhar como infiltrado do FBI tinha vários amigos de muitas unidades governamentais diferentes. E o que ele sempre fez foi aprender o máximo que pôde com eles. Por isto ele é um dos melhores agentes do FBI. 

- Até da Mariane? – Sakura pergunta. Não importa quem disse o quê, nada mudava sua opinião: Itachi tinha um enorme penhasco pela loura dos Sabaku.

- Mariane? – Naruto repete confuso. – A aquela Mariane – responde a si mesmo lembrando de Temari.

- É... – Itachi responde mais sério. – Mari está com o gênio, ela contou quando me visitou – diz não se importando com a palavra ‘visita’. – E fumando que nem uma chaminé – completa pegando um pouco de ramem.

- Quando soube sobre o cigarro? – Sakura questiona para confirmar sua suspeita.

- Bem... – Itachi disse vendo dois funcionários voltarem com o seu ramem quente e com os pedidos de Naruto e Sakura – eu a vi naquele dia da churrascaria.

- Você esteve lá e não falou com o seu irmão? -  Naruto deixou escapar a indignação. Sua sorte é que em seu impulso não dissera ‘Sasuke’.

               Itachi lançou a eles o olhar de sempre. O olhar que dizia o que todos estavam mais do que acostumados a ouvir, até mesmo do próprio Sasuke: “é muito perigoso”.

 

Hospital Memorial

 

               O suspiro de Neji fez uma fumaça sair por seus lábios. Já havia descido ali mais de uma vez, entretanto, era sempre pego pelo frio.

- Trabalho, trabalho e mais trabalho – observou pegando o prontuário. Tinha que retirar ainda esta semana órgãos de cinco corpos para pesquisa. O chefe deixou ele adiar a punição devido ao começo da gestação complicada da noiva, mas não significava que estava livre. Ele pega os fones de ouvido e liga o aleatório da playlist que fez hoje mais cedo.

               Coloca uma máscara, a touca e esteriliza as mãos para colocar as luvas. Ele descobre o cadáver lentamente. Não via um “velho” desde que saiu da faculdade.

               Coração, pulmões e rins. Quase tudo era na sua área. Ele pega um bisturi e abri o peito do morto sem remorso algum. Para ele a pessoa que estava ali já não existia mais. O que estava fazendo era só cortar. Um pouco de sangue foi em sua direção e acabou sujando-o.

- Droga – sibilou. Ainda bem que tinha colocado um avental transparente por cima de sua roupa. O Hyuuga tira um fone de debaixo da touca e suspira novamente. Já estava com preguiça e nem ao menos havia começado de verdade. Estava com sono. Quando Tenten não dormi ela não o deixa dormir também. Ela o acordara a uma da manhã para dois rounds de sexo que o fez perder totalmente o sono, enquanto ela mesma capotou mais rápido do que um carro. Então ele veio fazer a única coisa que podia contra insônia: trabalhar. Seu turno começaria oficialmente as sete, mas podia dormir em alguma cama do hospital se o sono viesse com mais força.

               Depois de retirar e guardar devidamente os órgãos necessários ele fechou o corpo com uma maestria excelente. Ele cobriu o corpo novamente e foi para o próximo cadáver, desta vez era uma mulher. Ela tinha um cabelo louro tingido e parecia ter morrido de traumatismo craniano. Bom, alguém precisava daquele cérebro para um estudo. Ele deixou o bisturi de lado e pegou as ferramentas para abrir o crânio.

               Depois de aberto, ele pode observar com admiração o cérebro. Pegou-o nas mãos e girou analisando cada parte, olhando atentamente a lesão. Corações eram sua paixão, mas sempre tivera uma queda por cérebros. Todo aquele rosa era um ser humano. Uma batida na porta chamou a atenção de Neji. Que colocou o cérebro na bacia e olhou a sua volta, a porta estava aberta e não havia ninguém. Ele ouviu mais e mais batidas.

               Com um suspiro ele tirou o outro fone da orelha, deixando-os pendurados no pescoço. Sabia que Naruto –ou até mesmo Hinata- faria uma brincadeira assim com ele. Neji suspira resignado.

- Ha. Ha. Muito engraçado. – O Hyuuga debocha indo até a origem do barulho. Ele agarra firmemente a alça de uma das gavetas e a puxa para a frente. Neji arregala os olhos ao perceber uma criança tossindo quase que roxa em busca de ar. Ele nem ao menos percebera que tinha saltado para trás com o susto. Ele pigarreou e deu dois passos, indo novamente para a frente.  – Oi – cumprimenta tentando ser gentil, mas assim que a pequena menina coloca os olhos em si começa a gritar. Neji dá um salto assustado para trás. – Está tudo bem – tenta tranquiliza-la. Mas não adiantaria tentar acalmá-la. Não estava em condições de conhecer uma criança. Luvas e jalecos encharcados de sangue, usava máscara e touca como num filme de terror. Ele era um pesadelo em forma de gente. – Eu não vou encostar em você – disse erguendo as mãos. Ele começou a se afastar em direção à mesa novamente. Ele cobriu o corpo novamente e então guardou o cérebro rapidamente para não o perder. – Eu vou buscar ajuda, não saí daqui. Por favor! – Pede saindo da fria sala, mas fecha a porta só por precaução. Seu coração murchou ao ouvir o choro alto da criança. Pensou em voltar, mas isso não ajudaria.

               Neji suspirou e começou a correr em direção ao elevador. Sabia exatamente quem chamar.

Sete minutos depois

- Está tudo bem meu amor – Temari murmurou abaixando-se perante a escandalosa criança – vai ficar tudo bem. Eu vou chamar o seu papai e a sua mamãe, okay? – A criança foi se acalmando aos poucos. Quando ela se acalmou um pouco, Temari a abraçou e aguardou pacientemente. Até que tudo que se ouvia eram pequenos soluços. Kim observou atentamente o que a sua atendente fazia. As duas tomaram um susto quando o Dr. Hyuuga invadiu a sala de raio X chamando Temari imediatamente para um caso especial. Kim observou atentamente, nunca havia presenciado um caso de catalepsia antes.

A Dr. Sabaku afaga os cabelos da criança. Ela olha para o papel preso ao pé da menina: Hathaway, Belinda. Hora da morte: 1:27. Causa ainda desconhecida. Então ela estava ali para uma autopsia. Imagina o que teria acontecido se acordasse no meio da autopsia, ou pior se não acordasse?

 – O Dr. Mal assustou você não foi? – Temari perguntou com uma voz afável. A menina balançou a cabeça freneticamente – é que você o assustou também – Temari conta. – Não é todo dia que anjos como você voltam a vida. – Temari se afastou um pouco para que a menina a visse e então sorriu. E então PUF! A mágica acontecera. O coração de Belinda fora fisgado.

- Bonita -  Belinda murmurou passando o rosto no jaleco impecavelmente branco de Temari.

- Você que é muito linda! – Temari elogia soltando um braço para acariciar os cabelos cacheados dela. – Ei Bel... Você te chamar assim ou prefere Belinda? – Pergunta tendo apenas um assentimento e resposta – você sabe o nome do seu papai e da mamãe?

- Melissa e Brian – a menina diz com a voz abafada pelas roupas de Temari. A médica a puxa mais para si e se coloca de pé. Ela lança um olhar significativo a Kin que entende a ordem e sai rapidamente em busca de informações. 

- Que tal você conhecer a minha sala? – A Dr. No Sabaku sugere já carregando a menina – é muito mais bonita do que este lugar fedorento – comenta fazendo a menina rir. – É cheiro de uma coisa chamada formol – explica já saindo e pegando o corredor até o elevador.

Ela apertou mais a menina contra o peito. A única coisa que havia ali eram cadáveres e mais cadáveres, aquela criança não precisava passar por mais este trauma.

- Quantos anos você tem, quatro? – Temari continua a falar para distrair a menina. Ela gira o corpo em direção ao botão do elevador e o aperta com a ponta do dedo.

-Hm-rm – “concorda” Belinda.

- Eu sabia. Sou muito boa em acertar a idade das crianças – Temari conta entrando do elevador. – Você quer descer agora? – Ela tem o corpo mais apertado em resposta – tudo bem – responde ajeitando Belinda em seu colo. – A sua mãe te ensinou a não falar com estranhos, por isso não fala muito comigo? – Indaga e a menina assenti novamente. – Esta é uma ótima lição e você é uma boa garota por segui-la.

- Acha mesmo que eu sou um anjo? – Belinda pergunta de repente.

               Temari não sabia o porquê de ter dito aquilo, afinal não acreditava em anjos. Mas ao invés disso apenas sorriu em resposta.

- Nós chegamos no meu andar – Temari diz a colocando na lateral do corpo, bem em cima de suas costelas. Sentiria uma dor danada depois, mas valeria totalmente a pena. – Você vai gostar.

O fato de Temari dividir o andar apenas com Naruto serviu para deixar que a beleza da ala pediátrica se espalhasse por todo o lugar. É sempre muito triste ver uma criança doente ou até mesmo triste, por isto ela deixou o espaço mais aconchegante possível. Tudo era colorido e bem decorado. Naruto não ligou de ela expandir as cores por todo o andar. Até mesmo na recepção e corredores.

Tudo inspirava felicidade e acolhimento.

- É mais bonito – Bel enfim diz.

- É claro que é – Temari afirma sorrindo.

 

Dia seguinte

De manhã cedo

O telefone de Hinata tocou assim que ela desligou o fogo. Ela lavou as mãos rapidamente e seguiu para a sala secando despreocupadamente as mãos em um pano de prato. A morena gostava de cozinhar antes de ir dormir, pois acordava com muita fome e sem muita paciência fazer algo mais demorado.

- Alô – disse deixando o pano ao lado da base do telefone residencial.

- Hina – respondeu a voz aveludada de Gaara – você pode me encontrar? – Pergunta direto.

- O que? Que horas? Pra quê? – Ela pergunta devagar. Tinha acabado de chegar de um plantão e estava meio cansada.

- Agora. Prefiro dizer pessoalmente – Gaara responde meio desconfortável – mas eu posso adiantar que é muito importante.

- Onde você tá? - Hinata indaga em meio a um bocejo.

- No centro, perto do subway – ele responde olhando mais a volta – tem muitas coisas aqui na verdade, mas eu estou bem em frente ao subway.

- Eu sei onde é, vou passar para te pegar de carro – oferece Hinata – ou você está de moto?

- Estou a pé. Obrigada Hina – agradece – quero te levar há um lugar. Eu ia te levar de táxi.

- Agora eu estou curiosa – ela comenta.

- Em quanto tempo saí de casa?

- Cinco minutos, chego em vinte.

- Obrigado, você é a melhor! – Ele exclama com um sorriso.

- Eu sei, tchau.

               Eles se despedem e ela desliga. Hinata coloca o telefone de volta a base, levanta-se do sofá e se espreguiça. Vai até o quarto em busca de uma sapatilha. Depois de estar calçada, ela sentou-se na borda da cama. Abriu uma gaveta pegando um bloco e uma caneta. Escreveu um bilhete para o marido e então saiu do quarto. Deixou o papel preso a geladeira por um imã em forma de morcego. Pegou o celular do carregador, ligou-o enquanto saia pela porta e a trancava.

               Quatro chamas perdidas. Nenhuma era de Naruto. Ela olhou a hora, ele provavelmente estaria dando consultas agora. Três chamas eram de Gaara, e a que sobrara era de Hanabi.

               Pôs para retornar à ligação da irmã enquanto descia as escadas. Uma melodia brega tocava enquanto o celular chamava. Hinata revirou os olhos.

- Oi – Hanabi atendeu o telefone.

- Oi, você me ligou?  

- É, o papai pediu. Ele quer toda a família reunida este fim de semana, parece que Neji tem umas coisas para anunciar – conta Hanabi – você está meio ofegante, está correndo?

- Ele provavelmente vai dizer o sexo do bebê – supõe Hinata. – Não, eu estou só descendo as escadas.

- E você Hina?

- Eu o quê? – Hinata pergunta enquanto puxa o ar pela boca. – Cheguei no estacionamento – informa fazendo uma pose de vitória em sua mente – eu li uma matéria de coisas do dia a dia que você pode fazer ao invés de exercícios – ela explica – e substituir o elevador pelas escadas é uma delas.

- A sim... – Hanabi responde desinteressada, fazendo a irmã revirar os olhos. – Quando você vai ter um bebê ué – responde à pergunta anterior.

- Até você...? – Hinata resmunga. – Bem, eu disse para o Naruto que começaríamos a tentar em alguns anos. Quando a minha residência acabar e tudo mais – Ela entra dentro do carro, liga-o e conecta o celular no mesmo. – Ainda está aí?

- Sim, sim. Onde você está indo? – Hanabi pergunta curiosa.

- Ao centro, encontrar o Gaara.

- Podemos falar depois? Tenho que me arrumar para ir à escola e..... Bem, eu tenho que dá uma checada para ver se eu fiz toda a lição – Hanabi informa meio desanimada. Não via a hora do ensino médio acabar. – Por que história é tão importante? Por que se tem história na escola? Para quê? – Dramatiza Hanabi.

Hinata riu.

- Eu amava história – a Uzumaki comenta rindo. - E é importante saber, porque sabendo os erros do passado você pode evita-los no futuro – lembra-lhe Hinata. – Seu vestibular é esse ano, não é? Nossa, como passou rápido.

 - Rápido nada. Está demorando uma eternidade! – Resmunga Hanabi, ela levanta-se da cama onde estava e começa a checar o material escolar.

- Já sabe o que cursar?

- Com certeza não será história... – Grunhi Hanabi checando pela milésima vez se o pen drive com o trabalho estava dentro do seu estojo. – Estou pensando em psicologia ou veterinária.

- Interessante.

- Eu queria mais psiquiatria do que psicologia, mas não quero passar por medicina de jeito nenhum! – Conta fazendo Hinata rir.

- Não é o bicho de sete cabeça que você pensa, tem horas que dá para relaxar. E bem veterinária é basicamente medicina, só que voltada para os animais. Kiba disse que estuda muito, tanto quanto – Hinata informa parando no sinal vermelho. – Você tem certeza de que quer uma dessas coisas? Eu posso te apresentar pessoas de algumas áreas para você saber mais.

- É uma boa ideia, obrigada Hina!

- Nada, tchau – ela se despede.

- Tchau!

               Hinata vira a rua e olha atentamente em busca de uma cabeleira ruiva, não foi difícil acha-lo. Ela para o carro do outro lado da calçada, abre a janela e buzina para Gaara.

- Gaara! – Grita buzinando mais uma vez, ele a vê e sorri. Atravessa a rua até ela e ainda sorrindo contorna o carro e abre a porta. – Onde vamos? – Perguntou assim que ele se acomodou dentro do carro.

 Os lábios de Gaara estremeceram, porém ainda com um sorriso ele diz:

- Bom, você é a minha convidada obrigatória para o café da manhã do Centro de Recuperação para Militares – ele responde apertando o cinto.

 

Condomínio dos Sabaku

9:11 - AM

 

               Temari lia a tela do celular com um sorriso, o que chamou a atenção de Ino.

- Então... Mensagem de dentro da sala de cirurgia hein – Ino brinca com a amiga enquanto fechava a máquina de lavar.

               A Sabaku revira os olhos ao entender a insinuação da outra.

- Não é o Shikamaru, é a Sakura - ela informa enquanto voltava ao trabalho. - Céus como Gaara suja roupa! – Comenta mais para si do que com a outra.

               Ino ri, mas para ao ver a lama nas bordas da calça, afinal ela tinha uma certa parcela de culpa.

- Está sendo difícil com mais uma pessoa em casa?

- Que nada – Temari fala indo encher sua segunda máquina – pelo contrário, dividir tarefas por três dá menos trabalho do que por dois.

               A Yamanaka nunca entendeu o porquê de eles não terem uma empregada. Eram tão ricos e mesmo assim sempre fizeram as tarefas de casa sozinhos.

- Me convida para almoçar hoje – Ino pede na cara de pau. – Eu estou sentido falta da sua comida.

- É a vez do Kankuro de cozinhar – informa Temari - mas você é muito bem-vinda – completa com um sorriso afetuoso. Mesmo bem antes de namorar Gaara, Ino já era como sua irmã.

- Tudo bem. Ei, obrigada por me deixar vir lavar roupa. Vou economiza um dinheirão em lavanderia – Ino agradece. A outra loura tinha sugerido que elas lavassem roupa ali no condomínio dos Sabaku’s, pois sairia de graça. E tudo que era de graça enchia os olhos de Ino.  Ela não via a hora do ano acabar. Em janeiro será a última parcela que ela terá de pagar ao banco e estaria totalmente livre para gastar seu salário com o que quisesse. O fato de não pagar água ou luz só fazia sua ansiedade crescer, pois não precisaria se preocupar com muitas contas. Ela estava doida para renovar todo o seu “guarda-roupa”, ou como Sakura gostava de brincar ‘caixas e sacolas gigantes’.  

- Sem problemas, mas se alguém perguntar você está só me ajudando – pede Temari. - Não tenho certeza, mas acho que isso é contra as regras – confessa.

               Ino assenti com a cabeça. A loura mais nova tinha três sacolas grandes de roupa suja para lavar enquanto a outra tinha quatro e mais um cesto de tamanho médio.

- Custava alguma coisa esse idiota ter separado como eu pedi? – Temari resmungava separando as roupas de Kankuro entre duas máquinas.

- Eu te ajudo – Ino diz quando termina de pôr as suas roupas nas máquinas. – Dá um desconto para ele – pede ao ver de quem era as roupas – está trabalhando muito ultimamente.

- Eu também – Temari rebate rapidamente. - Essa é a questão. Eu também trabalho muito e ainda tenho que chegar em casa e ficar irritada porque o Kankuro não faz as tarefas dele ou não fez direito! – Temari se irrita batendo a máquina fortemente, ela respira fundo e abre de novo. – Eu vou falar com ele, somos adultos e vamos nos resolver.

- E essa blusa aqui? – Ino pergunta vendo que ela tinha separado uma das outras. Temari começa a pôr sabão e amaciante na máquina que ela tinha acabado de descontar a raiva e diz:

- Joga essa na que estão as minhas, vou pegar essa blusa para mim – pede fazendo Ino rir.

- E o lance de adultos e tudo mais...? – Ino comenta satírica.

- Adultos furtam – Temari argumenta balançando os ombros. Ino ri novamente enquanto joga a blusa na máquina que tinha roupas de Temari.

               Era fácil lavar as roupas de Temari, Ino notou. A maioria de suas roupas eram pretas e jeans, ou seja, não tinha muito o que separar. Fora o fato de ela passar mais tempo com as roupas do hospital ou até mesmo vestindo as de Shikamaru no apartamento dele.

- Não vi nada, não ouvi nada, não sei de nada.

- Você é a cumplice perfeita – Temari brinca enquanto tira o celular do bolso. Ela abre o WhatsApp e manda uma mensagem para o grupo que tinha apenas com os irmãos. – Vamos ter uma visita hoje, põe mais água nesse feijão. – Envia o áudio e aguarda a resposta.

               O ruivo digitou apenas um: ‘Okay’.

- Você e Gaara fizeram as pazes? – Ino indaga fazendo a outra suspirar. – Ou ainda está brava com ele?

- Brava não, mas talvez um pouco chateada – ela responde. – Nós somos irmãos e moramos na mesma casa, voltei a falar com ele sem nem perceber. Falando no diabo... – Comentou quando notou mais uma mensagem dele em seu celular – que estranho.

- O que? – Ino pergunta curiosa.

- “Almoço depois, tenho que ir encontrar com a Ino daqui a pouco”. – Temari lê em voz alta. – Vocês marcaram alguma coisa?

Antes que Ino se pronunciasse uma leve vibração veio do seu bolso de trás, ela tirou com as sobrancelhas arqueadas.

– Está perguntando se pode me ver – explica Ino. – Mas diz que só mais tarde, daqui há umas duas horas.

- Talvez tenha algo para resolver no centro – supõe Temari.

- “Eu tenho que ajudar a Temari com umas coisas” – Ino lê desapontada.

               Um silêncio se instalou entre as duas, até que a Sabaku decide quebra-lo com uma ideia que ele ocorrera:

- Será que ele está aprontando alguma surpresa? – Sugeriu, os olhos verdes mais travessos que o normal. Entretanto, a ideia não convenceu Ino. - Você quer segui-lo ou algo assim?

               A Yamanaka nega com a cabeça.

- Eu confio nele – afirmou convicta.

               Temari dá um pequeno pulo, sentando-se em cima de uma das máquinas.

- Seu traseiro está bem em cima da placa que diz “proibido sentar” – satiriza Ino, mas é ignorada.

- Você não vai responde-lo? – Uma ponta de curiosidade ficou clara nas palavras de Temari. 

- Acho que sei onde ele está – Ino comenta enquanto desbloqueava o celular.

- Onde?

- Terapia. – Diz num tom mais baixo – eu descobri por acaso, ele não me contou ainda.

- Terapia? – Temari repetiu claramente confusa.

- Ele esteve na guerra Tema – Ino esclarece devagar – isso geralmente mexe com as pessoas.

- Como descobriu?

- Eu estava mexendo no meu twitter pelo notebook dele e apareceu uma mensagem no facebook sobre. – Ino responde encostando na parede – não invadi a privacidade dele. A mensagem apareceu como notificação eu li a janelinha por força do hábito, mas nem abri nem nada.

- Entendo – Temari murmura pensativa – mas porque será que ele não nos disse? Será que alguém sabe?

- Não acho que ele tenha dito para alguém – profere Ino. Elas ficam em silêncio novamente, mas desta vez ele é quebrado pela Yamanaka – o que o Kankuro vai fazer para o almoço?

-  Lasanha – a outra responde com um sorriso.

- Caseira? – Ino indaga animada.

               Um sorriso de orelha a orelha ao ter a resposta que desejava.

3 horas depois

- Já está quase pronto? – Ino pergunta pela segunda vez desde que entrou na casa. 

- Eu acabei de pôr no forno – Kankuro responde paciente.

               O celular de Ino vibra novamente. Ela o pega em cima da mesa, lembrando-se que não tinha respondido a mensagem de Gaara ainda.

“Ei você não me respondeu antes, estou em casa”.

“Eu estou aqui”. Respondeu simplesmente “segui o cheiro da lasanha do Kank” completou ao perceber que tinha sido curta demais.

               Cerca de dois minutos depois ele entra na cozinha, sendo seguido por uma quieta e sonolenta Hinata.

- Hey! – Ele exclamou meio surpreso enquanto entrava na cozinha. – Porque não me avisou que vinha?

- Foi de última hora – Temari responde por Ino – ela tinha muitas roupas para lavar, eu tinha muitas máquinas vazias e precisava de uma ajuda. Aliás senhor Gaara você está sujando muito roupa, não sou sua lavadeira não.

- Você quer trocar por lavar os banheiros? – Gaara inquire astuto.

- Não.

- Foi o que eu pensei.

- Você não ia na Ino? – Temari muda de assunto – como apareceu aqui com a Hinata?

- Eu ia, mas eu lembrei que tinha um compromisso com a Hinata. – Gaara responde mais sério. Não gostava muito de mentir ou esconder coisas. – Kankuro essa lasanha sai ou não sai? – Pergunta ao mais velho que estava com os olhos pregados ao celular.

- Vocês me encherem o saco não vai fazer ela ficar pronta mais depressa, então é melhor pararem! – Kank exclamou ligeiramente irritado.

               Todos eles riem.

- O Naruto está de plantão hoje, não é? – Temari pergunta a Hinata que até agora estava bem quieta.

Hinata apenas assenti devagar. Ela solta um bocejo e depois sorri com os lábios.  

- Hina você não quer deitar um pouco antes do almoço sair? – Ino convida vendo a morena demorar a abrir os olhos depois de uma piscada.

-Ahn... Parece bom – a morena lhe responde com a fala arrastada. Ino segura seu cotovelo e a guia até a sala, onde Hinata capota no sofá. Ino ri, nem deu tempo de se sentar para conversar um pouco com a amiga.

 - Vocês já levaram o Hades de volta? – Ino indaga voltando para a cozinha.

- Não – Temari responde – mandei ele para um banho e tosa. Vamos deixa-lo aqui até o final do ano. Gaara só começa a trabalhar em janeiro e pode cuidar dele.

               A no Sabaku olhou o relógio na parede. O horário de trazer o cão já tinha passado alguns minutos.

- Já era para terem voltado com o meu cachorro... – Ela murmura para si mesma.

-  O que? – Ino pergunta desviando os olhos dos de Gaara.

- Vão pra um quarto! – Temari responde vendo-os distraídos.

               Ino revira os olhos, mas sorri ao vê-lo se mover em sua direção.

- Não é má ideia – Gaara diz baixo enquanto a enlaçava pela cintura.

Ino aproxima os lábios do dele e diz:

- Posso sentir o cheiro de cigarro daqui – sussurra dando um beijo no rosto dele e indo em direção a sala.

               Gaara suspira. Ino tinha razão sobre o cigarro e ele realmente ia parar, mas o café da manhã com Hinata o deixara nervoso e ele acabou fumando pela manhã.

- É para mim – anuncia Temari saindo correndo da cozinha. Ela ultrapassa Ino e uma Hinata apagada e chega na porta. Abriu com cuidado e sorriu ao ver a vã do pet shop.

- Senhorita Sabaku? – O homem questionou e ela assentiu puxando a identidade de dentro da blusa – cartão, não é?

- Sim, débito. – Concorda e informa puxando o mesmo de dentro da identidade que tinha em mãos. O homem checou a foto, o número que tinha em sua prancheta e lhe devolveu o documento.

- Pode colocar a senha – fala depois de pôr o cartão na maquininha. Temari digita os quatro números enquanto espera o senhor voltar com a caixa de transporte. 

-Ahn.... – Temari começa olhando a pequena caixa de transporte. – Este não é o meu cachorro.

- Mas a senhora nem abriu ainda.

               Ela olhou o crachá dele pela primeira vez e suspirou.

- Primeiro prefiro que me chame de doutora. Não me matei de estudar para chegar na velhice e as pessoas me chamarem de senhora – ela diz com um pouco de desdém. – Segundo eu tenho um cane corso, essa caixa não carrega nem um poodle. – Ela abaixa na altura que ele a segurava e sorri – mas é uma chihuahua bem lindinha – diz com uma voz fofa enquanto sorri amigavelmente. – Não estou irritada com o erro, senhor Matteo. – Informa olhando séria. Não gostava de arranjar atritos com os seus entregadores. Pois sua mãe dizia: “Nunca trate mal aos garçons”, todavia isso incluía qualquer tipo de trabalhador.

- Okay, me desculpe – Matteo pede virando-se para a vã – eu vou checar os números na vã, talvez quem levou tenha etiquetado errado.

- Eu espero – Temari diz simplesmente. Uma brisa gelada passa por ela, ela cruza os braços na frente do corpo. Ela olha para o céu, choveria? Parecia que sim.

 - Doutora – ele chama sua atenção - esse é o seu cachorro? – Questiona depois de colocar um transporte bem maior na frente dela.

- Provavelmente – ela diz ajoelhando-se e abrindo o transporte – oi Hades... – Ela cumprimenta sorrindo. O cão pula em cima dela a cumprimentando. – Para dentro – manda firme enquanto estala os dedos e aponta para a porta. O cachorro segue a direção apontada sem hesitar. – Obrigada.

- Obrigado a senhora – Matteo pede pegando a máquina de cartão e voltando para a vã.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Eu já tava planejando esse 'couple' especial faz um tempinho, ia ser pro 60, mas decidi manter a tradição por causa de Shikatema.
No próximo capítulo talvez eu coloque um pouco mais de Gaara e Hina. Foi pouco porque eu não sei nada sobre terapia em grupo. Eu tentei procurar no youtube, mas minha pesquisa não deu em nada.
Em compensação a sobre carros deu, mas essa foi no Google. Por isso que eu digo que o Google é o mestre de todas as redes sociais.
Foi um capítulo simples, sem grandes emoções. Mas "emoção" é o que não vai faltar nos próximos.
Eu consegui fazer um planejamento, mas não sei quando volto a postar porque é o seguinte minhas gotas de chocolate: o ENEM (O temido) e essa de diminuírem as vagas das universidades públicas vou ter que estudar muito mais. Vou meter a cara em redação nesse resto de tempo pq ela tem peso 3 pro meu curso. E eu sou terrível com argumentação, sério. E me deu um branco na do ano passado que eu não consegui pensar em nenhum exemplo. Usei muito do senso comum. Eu não passei justamente pq não fui tão bem na redação quanto eu esperava.
Quem sabe eu volto inspirada? Ou quem sabe eu poste até antes do tão temido ENEM passar?
Vou tentar atualizar vocês pelo grupo: https://www.facebook.com/groups/1009627275802659/
Não sei quando. Não sei mesmo, mas eu volto.
Sempre voltarei.
O que eu digo sempre nos comentários é:"Continuar?Sempre".
Eu nunca desistirei desta fanfic, então fiquem tranquilXs.
Adoro vocês!! Comentem para me deixar ainda mais feliz :) . E muitas orações, pensamentos positivos, oq vocês acreditarem/puderem para eu ir bem nesta prova. Torçam por mim gotas de chocolate :).
Beijos com gotas de chocolate :* :* :D :D


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